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Sábado, Junho 27, 2026
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Pelo menos 10 desaparecidos após avalanche numa pista de esqui na Áustria

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© Scatti al Volo

Pelo menos 10 pessoas estão desaparecidas após uma avalanche numa pista de esqui na cidade de Lech, na região de Vorarlberg, na zona ocidental da Áustria, de acordo com dados iniciais das autoridades.

Uma pessoa foi encontrada viva e os esforços de busca e salvamento continuam, embora estejam a ser dificultados devido à aproximação da noite.

Vários helicópteros estiveram envolvidos nos esforços de salvamento, que se concentram agora num destacamento terrestre devido ao anoitecer, segundo a agência noticiosa austríaca APA.

A avalanche começou em meados da tarde a uma altitude de 2.720 metros e atingiu uma rampa de esqui.

De acordo com relatórios da polícia, cerca de 200 pessoas estão mobilizados nos trabalhos de salvamento.

“Estamos a fazer todos os possíveis para salvar os desportistas de inverno”, sublinharam as autoridades.

PR diz que “há quem pense” que era bonito SE do Tesouro prescindir de indemnização da TAP

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© Município de Pombal

O Presidente da República disse hoje que “há quem pense” que seria “bonito” a secretária de Estado do Tesouro prescindir da indemnização da TAP, ainda que a lei permita receber os 500 mil euros e exercer funções governativas.

“É como pensam muitos portugueses, dizem: a senhora saiu daquele lugar, tinha direito por lei a ter aquilo, mas na medida em que está a exercer uma função pública há quem pense que era bonito prescindir disso, atendendo a que está noutra função. Mas do ponto de vista jurídico, a lei permite isto”, disse Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas na freguesia de Abiul, concelho de Pombal, distrito de Leiria, onde hoje se inteirou dos danos dos incêndios de julho último.

O Correio da Manhã noticiou na edição de sábado que a nova secretária de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, recebeu uma indemnização no valor de 500 mil euros por sair antecipadamente do cargo de administradora executiva da companhia aérea portuguesa, quando ainda tinha de cumprir funções durante dois anos.

Questionado sobre o tema, o Presidente da República afirmou que à primeira vista não lhe parece uma questão de direito, mas ainda tinha “poucos elementos”.

Marcelo Rebelo de Sousa diz ter apurado tratar-se “de uma situação de rescisão por parte da empresa onde exercia funções de administração a meio do mandato, o que daria lugar a uma indemnização completa”.

“Foi negociado um terço dessa indemnização. A indemnização completa seria três vezes superior. Saiu com essa indemnização por decisão da própria empresa e não por iniciativa própria”, explicou.

Detalhou que, uns meses volvidos, Alexandra Reis foi desenvolver funções numa outra entidade, com uma “intervenção similar ou parecida com a de regulação, onde estava antes de ir para o Ministério, que não tem a ver com as infraestruturas, como sejam as áreas onde tinha intervindo”.

“À primeira vista, juridicamente, do ponto de vista de Direito, a ida para o Governo parece-me não ter problemas de incompatibilidade”, disse.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: “Veremos se sim ou não há aquilo que acaba por motivar este tipo de notícias, que é sempre o problema de haver uma série de cargos empresariais de empresas direta ou indiretamente relacionadas com o Estado ou propriedade do Estado, que são muito superiores àquilo que são os vencimentos, não digo dos portugueses, mas mesmo dos titulares do poder político ao mais alto nível”.

O Presidente da República considerou que “o português comum, que vive com determinado salário, nessa situação de dificuldades, esses valores fazem-lhe muita impressão”.

O PSD criticou, este sábado, o pagamento pela TAP de uma indemnização de 500 mil euros à secretária de Estado do Tesouro pela cessação antecipada do cargo de administradora executiva, situação que para os sociais-democratas “é assustadora”.

Contactado pela Lusa, o vice-presidente social-democrata Paulo Rios considerou que “nem no Natal os presentes do ministro Pedro Nuno Santos são bons”, referindo-se ao titular das Infraestruturas.

Alexandra Reis tomou posse como secretária de Estado do Tesouro na última remodelação do Governo. Ingressou na TAP em setembro de 2017 e três anos depois foi nomeada administradora da companhia aérea.

A agora governante renunciou ao cargo em fevereiro e, em junho, foi nomeada pelo Governo para a presidência da Navegação Aérea de Portugal (NAV).

Tolentino de Mendonça fala em “sociedade de surdos” e defende mais cuidado com os outros

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© Agência ECLESIA

O cardeal José Tolentino de Mendonça falou hoje na existência de uma “sociedade de surdos”, numa “cultura muito polarizada” e defendeu a necessidade de se cuidar uns dos outros, na homilia da missa de Natal da Sé do Funchal.

“Hoje vivemos também numa cultura muito polarizada, às vezes até ao exagero. Cada um tem a sua opinião e ninguém se quer ouvir. Tornamo-nos uma sociedade de surdos, em que as diferenças parecem que são impedimentos, obstáculos, em vez de serem lugares de complementaridade, de crescimento e de encontro”, declarou Tolentino de Mendonça na homilia.

O cardeal madeirense defendeu que são precisas sociedades compostas por cidadãos que tenham “curiosidade pelos outros, uma sã abertura uns aos outros, mesmo pensando coisas muito diferentes”.

Tolentino de Mendonça, nomeado este ano pelo Papa Francisco prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, referiu também as estatísticas dos suicídios em Portugal, considerando que “é um sinal” que não pode ser ignorado.

“É um grito. Há irmãs e irmãos nossos a viver sofrimentos, a achar que já não são capazes de ‘dar a volta’, de ter uma segunda oportunidade na vida e têm a tentação de pôr fim à sua história. Queridos irmãos, isto não pode acontecer”, sublinhou.

“Eu penso que nós precisamos todos […] de dar a mão uns aos outros, de nos agarrarmos, porque todos precisamos. O Menino é frágil para nos lembrar que todos somos frágeis, todos somos vulneráveis”, acrescentou o cardeal.

Tolentino de Mendonça vincou também a importância da união e da coesão: “Maria, José e o Menino não tinham as condições, não tinham o necessário, mas estavam juntos”.

“E o estar juntos é uma força muito grande. Por isso, o presépio de Jesus desafia-nos como sociedade a vivermos com maior coesão”, apontou.

Antes da missa, em declarações aos jornalistas, Tolentino de Mendonça quis deixar uma mensagem de esperança, numa altura de “tantos desafios”, muitos deles provocados pela guerra na Ucrânia.

“O nascimento de Jesus é para nós um investimento de confiança na construção de um mundo mais justo, mais humano, onde a pessoa humana possa estar colocada de facto no centro, ajudando-nos todos com uma cultura de cuidado, uma cultura de relação, não deixando ninguém para trás”, afirmou.

Lisboa é a melhor cidade para criar e desenvolver ‘startups’ em Portugal

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© Câmara Municipal de Lisboa

Lisboa é a melhor cidade para criar e desenvolver ‘startups’ em Portugal e o país está entre as trinta nações mais bem classificados do mundo.

De acordo com a análise da HelloSafe à base de dados da Startup Blink, citada em comunicado, a segunda cidade portuguesa classificada é o Porto, no 136.º lugar, onde o mercado de ‘startups’ é mais focado no comércio eletrónico e no retalho.

Na terceira posição, a nível nacional, surge Braga, que ocupa a 432.ª posição, sendo que Coimbra subiu 56 lugares em 2022 e agora está no 441.º lugar, adianta.

A fechar a lista das 1.000 cidades mais importantes surge o Funchal, na 949.ª posição, próximo de Leiria, que passou a integrar a lista este ano, lê-se no comunicado.

Comissão terá 2ME para aquisição de obras de arte para museus e palácios nacionais

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Baltasar Gomes Figueira (1604-1674) e Josefa de Ayalla, dita Josefa de Óbidos (1630-1684); “Mês de Abril”, 1668, óleo sobre tela, dims: 115,5 x 176cm. | foto © Comunidade de Cultura e Arte

A Comissão para Aquisição de Obras de Arte para os Museus e Palácios Nacionais, a criar em 2023, vai dispor de dois milhões de euros no primeiro ano, anunciou o Ministério da Cultura.

Com criação no âmbito da revisão do Estatuto do Mecenato Cultural, esta comissão vai ser composta pelo diretor-geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos, e pelos diretores dos Museus Nacionais de Arte Antiga (MNAA), Joaquim de Oliveira Caetano, do Azulejo (MNAz), Alexandre Pais, Soares dos Reis (MNSR), António Ponte, e do Palácio Nacional da Ajuda – Museu do Tesouro Real, José Alberto Ribeiro.

“A funcionar no âmbito” da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), com financiamento do Orçamento do Estado, à comissão competirá “identificar e sinalizar as obras de arte que, fundadamente, devam incorporar as coleções nacionais […]; proceder e envidar todos os esforços para angariar e captar mecenato, junto de indivíduos, empresas ou outras entidades, com o objetivo de permitir a aquisição das obras de arte por si identificadas e sinalizadas para incorporarem as coleções nacionais”, segundo o despacho que estabelece a sua criação, assinado pela secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro, com data do passado dia 20, divulgado hoje pela tutela.

O despacho que determina a constituição da comissão, que “funciona[rá] até 31 de dezembro de 2023”, entra em vigor quando for publicado em Diário da República.

De acordo com o Ministério da Cultura, em comunicado, “após 31 de dezembro de 2023 a comissão continuará a funcionar, mas terá um novo enquadramento, ditado pela reorganização profunda da DGPC que, entretanto, se concretizará”.

A intenção de criar esta comissão foi inscrita na Nota Explicativa do Governo sobre o programa orçamental para a Cultura do próximo ano.

Embora a Comissão para Aquisição de Obras de Arte para os Museus e Palácios Nacionais ainda não tenha sido criada, segundo a tutela, “este ano, e já no âmbito deste eixo de ação política que prioriza o reforço das coleções nacionais” foram adquiridas sete obras para os Museus e Palácios Nacionais, num montante global de 1,4 milhões de euros, tendo contado com “apoio mecenático do Imamat Ismaili, entidade liderada pelo príncipe Aga Khan, que apoiou com 250 mil euros a compra de uma salva de prata do séc. XVI para o Museu do Tesouro Real, pelo montante global de 930 mil euros”.

Para o Museu Nacional de Arte Antiga foram adquiridas três obras da coleção Alexandre de Sousa Holstein, duas das quais da autoria de Francisco Vieira ou Vieira Portuense: “Banquete do Gama na Ilha dos Amores” e “Vasco da Gama presenteando o Samorim de Calecute”, uma pintura flamenga do início do século XVI, representando três Santos, um retrato do cardeal D. Henrique, de Domenico Tintoretto, e a pintura “Mês de Abril”, de Baltasar Gomes Figueira e Josefa de Óbidos.

Para o Museu Nacional do Azulejo foi adquirido um painel com 8,71 metros de comprimento e 1,69 metros de altura, disposto em três cenas – “Morte de Golias por David”, “Triunfo de David” e “David eliminando o leão e o urso” -, com “provável manufatura de Cornelis Van der Kloet, pai do autor dos azulejos da Igreja da Madre de Deus”, resultante de “uma encomenda feita para um espaço português, provavelmente religioso”.

O Governo retomou, desde 2019, a aquisição de obras de arte através da criação de comissões para identificar obras de artistas plásticos contemporâneos, com vista à integração num programa de aquisição de arte contemporânea portuguesa do Estado.

Anteriormente, a chamada “Coleção SEC”, criada nos anos 1970, com o objetivo de se converter numa coleção representativa da produção artística nacional, foi alvo de aquisições ao longo do tempo, mas pararam durante cerca de 20 anos.

Esse programa foi relançado pelo Governo depois de um grupo de 200 artistas plásticos ter exigido, em 2018, medidas urgentes para o setor da arte contemporânea ao primeiro-ministro, António Costa, que criou um programa de aquisições a dez anos, começando com um orçamento de 300 mil euros para 2019.

Desde então, foi criada uma comissão de aquisição para a designada Coleção de Arte Contemporânea do Estado, com especialistas da área, e, com aquele valor, adquiridas 21 obras de arte em 2019, no ano seguinte, com um orçamento de 500 mil euros, mais 65 foram compradas, e, em 2021, com um valor de 650 mil euros, outras 73 obras, acrescentando mais 73 obras este ano, com um valor de 800 mil euros. Em 2023, o orçamento será de um milhão de euros.

As aquisições são feitas com base num relatório anual proposto pela Comissão para Aquisição de Arte Contemporânea, composta por curadores, artistas e historiadores independentes e representantes do Ministério da Cultura, e aprovado pelo ministro da Cultura em funções.

Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa pede que não se vulgarize a guerra

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© Santuário de Fátima

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas, pediu hoje que as pessoas não se deixem habituar à realidade da guerra e lembrou que o conflito na Ucrânia e outros resultam em fome e pobreza.

Numa mensagem de Natal hoje divulgada, o bispo fala também do esforço mundial para salvar vidas perante a pandemia de covid-19, acrescentando que, enquanto isso, em Portugal permite-se “o avanço da eutanásia e do suicídio assistido como resposta para erradicar o sofrimento”.

O bispo de Leiria-Fátima salienta na mensagem que o Natal se assinala este ano no meio do “drama da guerra da Ucrânia que dura há dez longos meses”, e acrescenta: “Aqui, bem perto de nós, a desumanidade ceifa vidas e impõe sofrimento a milhares de residentes e refugiados”.

Afirmando tratar-se de “uma violência atroz”, à qual as pessoas não podem ficar indiferentes, o religioso acrescenta: “Não nos podemos permitir esquecer esta e outras guerras e deixarmo-nos habituar a uma realidade que todos os dias bate à nossa porta através das imagens cruéis que nos chegam”.

Como resultado deste e de outros conflitos, o mundo vive “um tempo de emergência social com a degradação crescente das condições socioeconómicas das famílias”, e a muitas pessoas “falta o pão na mesa, a pobreza adensa-se e quem é frágil está cada vez mais só”, diz na mensagem.

Falando da “luz da esperança” que brilha no Natal, D. José Ornelas salienta: “quando aprendemos a cuidar das pessoas e do nosso planeta, estamos a acender verdadeiras luzes que humanizam pessoas e iluminam o mundo”.

O Natal, diz também, é tempo para superar o individualismo, de se tornar mais próximo das famílias mais desfavorecidas, de se tornar mais próximo dos pobres, cada vez mais pobres “enquanto a riqueza é distribuída cada vez mais só por alguns”, ou de olhar “fraternamente” para os migrantes e refugiados e fazê-los sentir que há espaço para eles.

É tempo ainda de “sentir a dor de quem está privado de liberdade”, de ir ao encontro dos idosos e doentes. É tempo “de acolher com verdadeiro carinho as crianças e os mais frágeis e reafirmar a determinação e o propósito de garantir proteção e salvaguarda do direito a crescerem em segurança, livres de qualquer abuso ou manipulação”.

A mensagem de votos de bom Natal o presidente da CEP termina com a frase: “Tenhamos bem presente, diante do presépio que contemplamos, o pedido pela paz no mundo, especialmente na Ucrânia”.

Proteção civil alerta para agravamento do estado do tempo na madrugada do Natal

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A proteção civil alertou hoje para o risco de cheias, inundações, deslizamentos de terras e arrastamento de objetos, devido à previsão de agravamento do estado do tempo na madrugada de domingo, pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

O Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil contactou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que deu conta de uma “previsão meteorológica para as próximas horas” que aponta para “o agravamento do estado do tempo devido à precipitação prevista para os distritos de Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Viseu, Guarda e Castelo Branco”.

O período mais crítico é esperado entre as 00:00 e as 12:00 do dia 25 de dezembro, acrescenta a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em comunicado.

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), podem ocorrer também variações significativas dos níveis hidrométricos nas zonas historicamente mais vulneráveis, como é o caso das bacias do Lima, do Cávado, do Douro, do Vouga, do Mondego, do Tejo e Sorraia, podendo ocorrer inundações.

Em função das condições meteorológicas previstas é esperada a ocorrência de inundações em zonas urbanas (por obstrução dos sistemas de escoamento), de cheias (devido ao transbordo de rios e ribeiras), de deslizamentos e derrocadas, de arrastamento de objetos soltos, ou desprendimento de estruturas.

A proteção civil alerta ainda para o risco de formação de lençóis de água nas estradas.

Ainda de acordo com o mesmo aviso, a proteção civil “recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações”.

Essas medidas são a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas e a fixação de estruturas suspensas ou amovíveis, além de uma maior precaução na circulação junto a áreas arborizadas e zonas ribeirinhas.

É também recomendado a adoção de uma condução mais defensiva, que não se atravessamento de zonas inundadas e que não se pratiquem atividades ligadas ao mar, nomeadamente pesca, desportos náuticos ou passeios à beira-mar.

País “acordou” para a necessidade de dar respostas face ao aumento da imigração

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© Município de Odemira

O Presidente da República disse hoje em Odemira que o país “acordou” para a necessidade de acelerar a regularização dos imigrantes em Portugal e melhorar as suas condições de vida, considerando que a resposta “está a ser dada” e está a ser “muito rápida”.

“As pessoas acordaram um bocadinho para situações que tinham de repente aumentado de forma brutal com a vinda de tantos imigrantes, [um assunto que] eles próprios falaram, a documentação. Em todos os domínios da vida deles é uma documentação às vezes burocrática e pesada, é na vida de todos nós, agora imaginem para quem não fala a língua”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República falava aos jornalistas durante uma visita à vila de Odemira (Beja), onde esteve acompanhado pela ministra adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, tendo contactado com a população migrante do concelho, onde estão situadas muitas explorações agrícolas, que empregam milhares de pessoas, oriundos sobretudo da Ásia.

Questionado sobre a atuação das autoridades competentes no que concerne à situação de muitos destes migrantes, Marcelo Rebelo de Sousa disse considerar que “as pessoas perceberam que tinham de mudar de comportamento”, perante um “desafio que era novo” e “enorme”, tendo em vista a necessidade de assegurar a dignidade da vida dessas pessoas.

“E eu penso que se acordou para isso. Toda a gente, os portugueses, as empresas, os próprios [migrantes], e nesse sentido a resposta está a ser dada. E aí, o papel da autarquia, do presidente da Câmara é fundamental. Não pode ser só Estado à distância. A resposta está a ser dada, está a ser muito rápida”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou a Odemira cerca das 14:20, tendo sido recebido em palmas por alguns cidadãos que o aguardavam à porta da Câmara de Odemira, tendo iniciado a sua visita à vila assistindo a uma peça de teatro imersivo sobre migrações, no Centro em Rede de Inovação do Artesanato Regional.

Após a sessão, que incluiu o visionamento de um pequeno documentário em vídeo e um percurso pelo centro, o chefe de Estado contactou com representantes das comunidades migrantes residentes em Odemira, sobretudo cidadãos naturais de países asiáticos como o Nepal, a Tailândia e a Índia, mas também europeus, como a Roménia e Ucrânia, entre outros.

Os migrantes elogiaram a forma como foram acolhidos em Portugal, mas apresentaram algumas queixas relativas à condição em que vivem, nomeadamente devido à falta de habitação e de transportes públicos em Odemira.

Segundo o presidente da autarquia, Hélder Guerreiro, de acordo com dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de 30 de dezembro de 2021, residiam oficialmente em Odemira 10.970 estrangeiros, num total de 80 nacionalidades, o que representa 7% da população do concelho.

De acordo com o autarca, já existem três mil lugares licenciados para a construção de habitações nas explorações agrícolas, mas o processo tem sofrido atrasos, devido ao aumento do custo da matéria-prima.

Admitindo que o problema “é maior” em Odemira, porque “são milhares e milhares e, em algumas épocas do ano, ainda aumenta” o número de migrantes, Marcelo Rebelo de Sousa congratulou-se por já se ter dado início ao processo de construção de casas que, embora atrasado, deverá avançar “nos próximos meses e anos”.

Segundo Hélder Guerreiro, embora a maioria dos migrantes que vivem em Odemira trabalhem na agricultura, muitos estão atualmente, também, a trabalhar no setor do turismo.

O autarca, Marcelo Rebelo de Sousa e Ana Catarina Mendes tiveram de seguida um encontro com presidentes de junta de freguesia na Câmara Municipal, de onde seguiram para um jardim público para assistirem a um momento cultural.

Afeganistão: Talibãs proibem mulheres de trabalharem em ONG

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Kabul News

As autoridades talibãs ordenaram às organizações não governamentais nacionais e internacionais para não trabalharem mais com mulheres, após “queixas graves” de que não seguiam um código de vestuário adequado, disse à AFP fonte do Ministério da Economia.

“Há queixas graves relativas ao não respeito do hijab islâmico e de outras regras e regulamentos relativos ao trabalho das mulheres nas organizações nacionais e internacionais”, afirmou o ministro encarregado de aprovar as licenças das ONG a operar no Afeganistão, numa carta a que a AFP teve acesso.

Um porta-voz do ministério confirmou que o ministro da Economia, Qari Din Mohammed Hanif, enviou esta ordem às ONG.

Não são conhecidos detalhes sobre a medida, que pode ser mais um passo para intensificar as medidas restritivas contra as mulheres no Afeganistão.

As forças de segurança talibãs utilizaram hoje um canhão de água para dispersar mulheres que protestavam contra a proibição de frequentarem o ensino universitário no Afeganistão, segundo testemunhas oculares, citadas por agências internacionais de notícias.

A decisão de banir as mulheres das universidades foi tomada na terça-feira passada pelo governo liderado pelos talibãs e tem causado indignação e oposição no país e a nível internacional.

Apesar de inicialmente terem prometido regras mais moderadas, respeitando os direitos das mulheres e das minorias, os talibãs aplicaram amplamente a sua interpretação da lei islâmica, ou Sharia, desde que tomaram o poder, em agosto de 2021.

Baniram as raparigas do ensino secundário e das universidades, proibiram as mulheres na maioria das áreas profissionais e ordenaram-lhes que vestissem roupa dos pés à cabeça em público.

As mulheres estão também proibidas de frequentar parques e ginásios. Ao mesmo tempo, a sociedade afegã, embora largamente tradicional, tem abraçado cada vez mais a educação de raparigas e mulheres ao longo das últimas duas décadas.

Doze distritos sob aviso laranja no dia de Natal por causa da chuva

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Doze distritos vão estar sob aviso laranja – o segundo mais grave – até domingo por causa da chuva, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, o aviso laranja é dirigido aos distritos de Braga, Viseu, Porto, Guarda, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra, onde estão previstos períodos de chuva por vezes forte e persistente, acompanhada de trovoada.

No caso do distrito de Braga e Viana do Castelo o aviso laranja estará ativo entre as 18:00 de hoje e as 03:00 do dia de Natal, sendo que no distrito do Porto estará ativo das 21:00 de hoje até as 06:00 do dia de Natal.

De acordo com o IPMA, no domingo, os distritos de Viseu, Setúbal, Santarém e Lisboa estão sob aviso laranja, entre as 03:00 e as 09:00.

Entre as 06:00 e as 12:00, de domingo, estarão sob aviso laranja os distritos de Castelo Branco e Guarda e das 00:00 às 06:00 os distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria.

Os distritos que sinalizados com o aviso laranja passam depois a amarelo (o terceiro da escala).

No caso do Porto, Viana do castelo, Aveiro, Coimbra e Braga o IPMA emitiu também aviso amarelo por agitação marítima, das 00:00 às 06:00 de domingo, com “ondas de sudoeste com quatro metros”.

Segundo o IPMA, estarão ainda sob aviso amarelo, devido a períodos de chuva por vezes forte e persistente, das 00:00 às 12:00 do dia de Natal os distrito de Bragança e Vila Real e das 09:00 às 18:00 os distritos de Portalegre e Évora.

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