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Sábado, Junho 27, 2026
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Trabalhadores de distribuição e comércio estão hoje em greve

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© João Polónia/Notícias Em Direto

Os trabalhadores de distribuição e comércio estão hoje em greve na véspera de Natal para exigir o encerramento aos domingos e feriados e aumento salarial, segundo o CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

“Nesta véspera de Natal, os trabalhadores do comércio vão estar em greve pelo aumento dos salários, condições dignas de trabalho e pela negociação dos Contratos Coletivos de Trabalho sem perda de direitos”, refere o CESP, em comunicado, salientando que a precariedade do trabalho e na vida “é a realidade” que assola os trabalhadores deste setor.

Com a inflação, “sobretudo em bens essenciais e na energia, que tem feito desvalorizar os já baixos salários de quem trabalha no comércio, estes trabalhadores diariamente colocam as etiquetas com o aumento dos preços, mas não veem aumentos nos recibos de vencimento ao final do mês e leem nos jornais os lucros recorde das empresas”, sublinha o sindicato.

O CESP pede ainda, além de aumentos e das negociações dos contratos coletivos de trabalho, a “valorização das carreiras profissionais” e “tempo para a vida pessoal e familiar”.

De acordo com o CESP, estão previstas várias concentrações no país, entre elas em Braga, na Praça da República (Arcada), às 10:00, em Lisboa, frente ao Continente Bom dia no Martim Moniz, às 11:00, em Coimbra, na Praça 08 de Maio, também pelas 11:00 e em Matosinhos, junto à Mercadona, com um piquete de greve às 05:30.

Ucrânia: Putin usa palavra “guerra” e EUA instam russo a “reconhecer a realidade”

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Os Estados Unidos exortaram hoje Vladimir Putin a reconhecer a realidade do conflito na Ucrânia e a retirar as suas tropas, após o Presidente russo ter utilizado a palavra “guerra”, banida da Rússia, numa conferência de imprensa.

Desencadeada em 24 de fevereiro, a invasão russa na Ucrânia é oficialmente chamada de “operação militar especial” na Rússia.

As autoridades russas introduziram uma lei que prevê pesadas penas de prisão para qualquer publicação de informações sobre o Exército russo consideradas “falsas” e várias pessoas foram condenadas, em particular depois de terem chamado publicamente o conflito de “guerra”.

No entanto, durante uma conferência de imprensa na quinta-feira, Vladimir Putin usou esta palavra, garantindo que deseja que o conflito na Ucrânia termine “o mais rápido possível”.

“Desde 24 de fevereiro, os Estados Unidos e o resto do mundo sabem que ‘a operação militar especial’ é uma guerra não provocada e injustificada contra a Ucrânia”, sublinhou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

“No final, depois de 300 dias, Putin chamou a guerra pelo nome”, acrescentou, instando Putin “como próximo passo para reconhecer a realidade” a “encerrar esta guerra retirando as suas tropas da Ucrânia”.

O Departamento de Estado lembrou que “a agressão da Rússia contra a soberania de seu vizinho causou morte, destruição e deslocamento de populações”, seja qual for a terminologia usada por Putin.

Nikita Iouferev, um deputado municipal russo, anunciou esta quinta-feira à noite que apresentou uma queixa contra o Presidente Vladimir Putin, a quem acusou de ter divulgado “informações falsas” ao utilizar a palavra “guerra” para descrever a operação na Ucrânia.

Este pedido tem poucas hipóteses de sucesso, especialmente porque o texto do eleito local contém vários erros factuais, como a data do discurso de Putin ou o próprio nome do Presidente, escrito no feminino, noticiou a agência France-Presse (AFP).

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Vilafranquense e Mafra despedem-se de 2022 com empate a três golos

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O Vilafranquense e o Mafra empataram hoje 3-3, em jogo da 14.ª jornada da II Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio Municipal de Rio Maior.

Naquele que foi o último compromisso do ano para ambas as equipas, Lucas Silva, Pité e Leonardo marcaram para o conjunto de Mafra, enquanto Idrissa Dioh, Luís Silva e Nené faturaram para a formação de Vila Franca de Xira.

O Vilafranquense entrou a todo o gás, com linhas de pressão altas, e, ainda no primeiro minuto, Umaro Baldé só não marcou ao segundo poste porque Renan estava atento e fez uma excelente defesa.

Respondeu o Mafra aos seis minutos, mas com êxito: o defesa Ousmane Diomandé lançou Lucas Silva em desmarcação, com o avançado a não dar hipóteses a Pedro Trigueira e a inaugurar o marcador.

Quando os ribatejanos tentavam responder, eis que surgiu o segundo tento para os mafrenses. Pité recupera uma bola a meio do meio-campo ofensivo e, após vários ressaltos ganhos, só parou quando colocou a bola por baixo das pernas do guarda-redes vilafranquense.

Todavia, se o resultado parecia estar a compor-se para a formação comandada por Ricardo Sousa, tudo mudou ainda antes do intervalo.

Aos 31 minutos, o defesa esquerdo do Vilafranquense, Eric Veiga, viu o seu livre direto, à entrada da área, ser intercetado pela barreira, mas na recarga Idrissa Dioh desferiu um remate rasteiro junto ao poste direito, sem hipóteses para Renan.

Pouco mais de dez minutos depois, Luís Silva, de fora da área, atirou potente e rasteiro para o fundo das redes, igualando o marcador e relançando a incerteza no desfecho final.

Na etapa complementar, o conjunto visitante entrou melhor e voltou a adiantar-se no placard num lance algo atabalhoado dentro da área da equipa comandada por Rui Borges e que, refira-se, foi protagonizado por dois jogadores que na última época alinhavam pelos ‘piranhas do Tejo’.

Aos 53 minutos, o guarda-redes Pedro Trigueira hesitou no momento de agarrar a bola, tendo a mesma sobrado para Ença Fati, que assistiu Leonardo para o terceiro golo dos forasteiros.

Para os minutos finais, todavia, estava reservado o momento da noite: Nené, na cobrança de um livre direto, atirou forte para o empate, deixando o guarda-redes Renan sem reação.

Com este resultado, o Vilafranquense sobe provisoriamente ao terceiro lugar, com 22 pontos, enquanto o Mafra permanece em 12.º lugar, com 17 pontos conquistados em 14 jornadas.

Jogo disputado no Estádio Municipal de Rio Maior.

Vilafranquense – Mafra, 3-3.

Ao intervalo: 2-2.

Marcadores:

0-1, Lucas Silva, 06 minutos.

0-2, Pité, 15.

1-2, Idrissa Dioh, 31.

2-2, Luís Silva, 42.

2-3, Leonardo, 53.

3-3, Nené, 83.

Equipas:

  • Vilafranquense: Pedro Trigueira, Léo Alaba (Belkheir, 62), Gabriel Pereira, Anthony Correia, Eric Veiga, Idrissa Dioh (João Mário, 75), André Ceitil, Luís Silva (André Sousa, 75), Tipote (Edson Farias, 62), Umaro Baldé (Sangaré, 62) e Nené.

(Suplentes: Fábio Duarte, Kike Hermoso, Sangaré, Belkheir, Edson Farias, João Mário, Suliman, Ricardo Dias e André Sousa).

Treinador: Rui Borges.

  • Mafra: Renan, Pedro Barcelos, Ousmane Diomandé, Pedro Pacheco (João Goulart, 77), Leandrinho, Leonardo, Pité, Gui Ferreira (Edwin Vente, 87), Pedro Lucas (Murilo, 77), Ença Fati (Mattheus Oliveira, 67) e Lucas Silva (Diga, 87).

(Suplentes: Samu, Mattheus Oliveira, Murilo, Rodrigo Gui, Diga, Edwin Vente, João Goulart, Obule Moses e Vítor Gabriel).

Treinador: Ricardo Sousa.

Árbitro: David Silva (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Pedro Barcelos (29), Léo Alaba (40), Umaro Baldé (50), Sangaré (83), André Ceitil (85), João Mário (87), Anthony Correia (90+2) e Ousmane Diomandé (90+5).

Assistência: 75 espetadores.

Governo vai pagar dívidas em atraso aos bombeiros ainda este ano

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© João Polónia/Notícias Em Direto

O Governo prevê que até ao final deste ano sejam liquidados todos os pagamentos em atraso às corporações de bombeiros relativos ao transporte não urgente de doentes, avançou hoje à agência Lusa o Ministério da Saúde.

Num requerimento enviado hoje ao Governo, o PSD afirma que se estima que “os atrasos dos estabelecimentos de saúde públicos no pagamento do transporte não urgente de doentes ascendam, atualmente, a cerca de 25 milhões de euros, situação que compromete fortemente a sustentabilidade económico-financeira de muitas corporações de bombeiros, um crescente número das quais se encontra já à beira da rutura”.

Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Saúde explica que a conferência da faturação relativa ao transporte não urgente de doentes requer uma correta validação dos dados remetidos pelas entidades, de forma a assegurar a conformidade com as regras em vigor.

O ministério afirma que, estando consciente do que os atrasos nos pagamentos provocam aos fornecedores do Serviço Nacional de Saúde, “tem promovido o diálogo entre as instituições do SNS e os representantes das corporações de bombeiros no sentido de alterar esta realidade e consolidar os mecanismos de faturação, estando a trabalhar com as instituições envolvidas para uma célere regularização dos montantes em dívida”.

“Prevê-se que até ao final deste ano sejam liquidados todos os pagamentos em atraso a estas entidades”, revela na resposta escrita à agência Lusa.

O MS lembra que o Governo tem vindo a prosseguir, desde 2015, um caminho de investimento e reforço do SNS, que se tem traduzido, todos os anos, numa maior dotação orçamental.

Sublinha que este compromisso “é renovado” no Orçamento do Estado para 2023, que prevê que as transferências para o SNS totalizarão 12.297 milhões de euros, o que representa um aumento de 1.177 milhões de euros em relação a 2022, de 1.868 milhões de euros em relação a 2021, de 3.269 milhões de euros face a 2019 e de 4.423 milhões de euros face a 2015.

“Será o maior aumento de sempre do financiamento para Saúde, mais 10,5% nas verbas transferidas para o SNS, acompanhado de maior autonomia das instituições, tendo como objetivo melhorar os cuidados de saúde à população e garantir uma gestão mais eficaz dos pagamentos a fornecedores”, salienta o ministério liderado por Manuel Pizarro.

Além dos mecanismos habituais de pagamento, adianta, “este ano existirá ainda um processo de pagamento extraordinário de dívida”.

Alpiarça com orçamento de 13 milhões de euros em 2023

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© Município de Alpiarça

A Câmara de Alpiarça vai ter, em 2023, um orçamento “sem ficções” e de “rigor”, na ordem dos 13 milhões de euros, para a concretização de medidas que a socialista Sónia Sanfona considera essenciais para o desenvolvimento do concelho.

O orçamento, aprovado pelo executivo municipal de Alpiarça (Santarém) com os votos favoráveis dos três eleitos socialistas e a abstenção dos dois vereadores da CDU, ronda os 13 milhões de euros, mais 1,3 milhões de euros do que o que vigorou este ano.

Na reunião do executivo municipal, cuja gravação foi acedida hoje pela Lusa, Sónia Sanfona referiu as circunstâncias difíceis que marcaram a elaboração dos documentos previsionais para 2023, com aumento da inflação, das taxas de juros e dos custos com a eletricidade e o gás e a necessidade de conseguir incluir os projetos e as medidas mais necessárias para o desenvolvimento do concelho.

Classificando este como um orçamento “de continuidade”, a autarca afirmou que o objetivo é reforçar a capacidade financeira do município e aproveitar o acesso a fundos comunitários, em particular do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), que proporciona financiamento a 100%.

Sónia Sanfona lembrou que os municípios de pequena dimensão, como é o caso de Alpiarça, têm dificuldade em gerar receita suficiente para fazerem investimento sem recorrerem a fundos comunitários, pelo que o seu executivo procurará “esgotar as possibilidades” oferecidas pelos instrumentos de financiamento disponíveis.

Além do reforço das funções sociais, os documentos incluem projetos como os que se inserem na reabilitação urbana e no âmbito da Estratégia Local de Habitação, na área da educação, dos transportes públicos, com inclusão da verba que se destina à comparticipação na constituição da empresa intermunicipal da Lezíria, ou da eficiência energética.

A autarca elencou, ainda, projetos na área ambiental, como a intervenção na albufeira dos Patudos e os projetos na Reserva do Paul da Gouxa, o aumento e alteração da gestão dos espaços verdes.

A presidente da Câmara de Alpiarça referiu a Casa-Museu dos Patudos como âncora na área do turismo, património e recursos endógenos, sendo vontade do município que venha a integrar a Rede Nacional de Museus, para passar a contar com financiamento da administração central.

Na área da economia e do emprego, Sónia Sanfona disse estar a ser revisto o regulamento da Zona Industrial, para aproveitar a “centralidade enorme” desta infraestrutura e procurar ultrapassar os constrangimentos provocados pela não conclusão do Itinerário Complementar (IC) 3.

Para a CDU, que se absteve, os documentos representam as opções da maioria socialista, sinalizando o aumento das despesas correntes pelo segundo ano consecutivo, da ordem dos 1,5 milhões de euros em dois anos.

Centro Hospitalar de Leiria alarga horários de visitas no Natal e Ano Novo

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O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) divulgou hoje os horários mais alargados das visitas de utentes no internamento durante a época festiva do Natal e do Ano Novo

“Tendo em conta a época festiva e considerando a importância da família e dos amigos na recuperação do utente, o Conselho de Administração do CHL, sob proposta da Comissão de Humanização, decidiu alargar o horário das visitas nos serviços de internamento nos dias 24, 25, e 31 de dezembro de 2022 e 01 de janeiro de 2023”, refere o CHL numa nota de imprensa.

Durante esta quadra, serão permitidas duas visitas por utente por dia, podendo estar em simultâneo, não havendo critérios especiais para a atribuição dos cartões disponíveis, salvo se o doente recusar a visita, determinar por quem quer ser visitado ou, ainda, se a sua situação clínica não permitir visitas.

Nos serviços de internamento dos hospitais de Santo André, em Leiria, Distrital de Pombal e de Alcobaça Bernardino Lopes de Oliveira, que integram o CHL, as visitas decorrem entre as 15:00 e as 20:00, sem interrupção.

No Serviço de Medicina Intensiva (SMI) são permitidas duas visitas durante 30 minutos cada, das 18:00 às 20:00.

O horário de visita na Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos (UCIC) decorre das 18:00 às 20:00.

Entre as 19:00 e as 20:00 são autorizadas duas visitas durante 30 minutos cada, nas unidades de Cuidados Agudos Polivalente (UCAP) e de Internamento de Curta Duração (UICD).

O Conselho de Administração do CHL sublinha que deverá ser mantido o cumprimento das boas práticas relativas à prevenção e controlo da infeção, de modo que, sejam respeitados os direitos dos outros doentes.

Ex-reitor do Santuário de Fátima critica atual gestão e pede “purificação” do templo

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© Turismo do Centro de Portugal

O antigo reitor do Santuário de Fátima Luciano Guerra alertou, esta quinta-feira, para a necessidade de “um enorme esforço de purificação do Santuário, no sentido de o fazer voltar-se para o público de peregrinos”.

Monsenhor Luciano Guerra, que foi reitor durante 35 anos, tendo deixado o cargo em 2008, considera, em entrevista ao semanário Jornal de Leiria, que, depois de nos seus mandatos a “prioridade” ter sido “os peregrinos em geral, os quais podem considerar-se pobres, a classificação humana que mais convém aos filhos de Deus”, hoje a situação é diferente.

“No atual programa do Santuário, o fito primário mais explícito são os intelectuais” e “a dedicação total à intelectualidade não deixa espaço para a dedicação aos pobres”, afirma.

Na entrevista, em que assume um tom muito crítico para com a atual gestão do maior templo mariano do país, Luciano Guerra reforça que “prevalece a intelectualidade e a arte. Em plano secundário fica a grande massa de peregrinos, gente simples pobre e humilde, a gente que, na realidade, Nossa Senhora convida para vir a Fátima”.

“Fez-se uma esplendorosa celebração do centenário [das aparições, em 2017]. Houve muita música e outras manifestações artísticas. Fazem-se ainda hoje exposições maravilhosas, mas que a meu ver ficam demasiado caras e, até por isso, de resultado pastoral menos evidente. O peregrino que vem a Fátima não precisa senão de um ambiente de oração”, acrescenta.

Outra crítica deixada pelo sacerdote refere-se aos alegados elevados salários pagos no Santuário, com Luciano Guerra a afirmar que “um padre é um padre. Não pode, de maneira nenhuma, comparar-se a um administrador de uma empresa, mesmo que os leigos que o sacerdote dirige recebam salário superior”.

O ex-reitor deixa, ainda, o lamento pela forma como foram admitidos ou dispensados alguns funcionários no Santuário nos últimos anos.

“Houve trabalhadores que praticamente foram expulsos, a vários outros (…) teve a instituição de pagar altas indemnizações; outros saíram e calaram-se, com receio de retaliações. Quase de rompante, foram admitidos mais de 130 novos funcionários, numa casa que tinha 210. Houve uma série de pessoas que foram empurradas para sair”, refere o antigo responsável pelo Santuário.

Monsenhor Luciano Guerra, de 90 anos, desempenhou as funções de reitor do Santuário de Fátima entre 1973 e 2008.

A agência Lusa pediu já ao Santuário de Fátima uma reação a estas acusações hoje lançadas por Luciano Guerra.

Espaços culturais e desportivos encerram durante a época festiva no Porto

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© Câmara Municipal do Porto

A Câmara do Porto anunciou hoje que vários equipamentos culturais e desportivos da cidade vão encerrar durante alguns dias para “potenciar a fruição” da época festiva a “todos os funcionários e colaboradores”.

Em comunicado, publicado na sua página oficial, a autarquia explica que os horários de funcionamento dos espaços sob a gestão da empresa municipal Ágora, piscinas, pavilhões e Grandes Campos Municipais vão encerrar de sábado a segunda-feira, inclusive, bem como do dia 30 ao dia 02 de janeiro.

O Teatro Rivoli e a Galeria Municipal do Porto vão encerrar no sábado, domingo e segunda-feira, e depois a 31, 01 e 02 de janeiro, enquanto o Teatro Campo Alegre encerra igualmente no fim de semana e dias 31 de dezembro e 01 de janeiro.

O Batalha Centro de Cinema estará encerrado no sábado, no domingo e de 31 de dezembro a 04 de janeiro, enquanto o Museu da Cidade fecha portas no fim de semana e nos dias 31 de dezembro e 01 de janeiro.

Mais de 12 toneladas de tubarão anequim apreendidas em Peniche

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© João Polónia/Notícias Em Direto

Mais de 12 toneladas de tubarão anequim, uma espécie protegida pela Convenção CITES, foram apreendidas no Porto de Peniche, a bordo de um navio de pesca espanhol sem licença para o seu desembarque, informou hoje a GNR.

Em comunicado, a força de segurança explica que “foi detetada a bordo de um navio de pesca espanhol a existência dos 12.200 quilos desta espécie de tubarão, sem que tivesse sido emitida a necessária autorização de importação por mar, documento essencial para a contabilização dos espécimes e controlo dos seus ‘stocks’, de modo a que exista uma supervisão responsável e equilibrada nos esforços necessários para a sua proteção”.

O oficial do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da Unidade de Controlo Costeiro Orlando Libório explicou à agência Lusa que “a licença teria de ser emitida pela entidade CITES do país onde está registada da embarcação” e que o pescado “era destinado ao mercado espanhol, para onde seguiria por terra”.

As 12 toneladas de tubarão anequim tinham sido pescadas no Atlântico Sul e foram apreendidas na quinta-feira, no âmbito de uma operação de fiscalização em que foi constituído arguido o mestre da embarcação, um homem de 60 anos.

A bordo “encontravam-se outras espécies que tinham sido capturadas, mas que não estavam sujeitas a esta licença e, como tal, não foram apreendidas e já seguiram para Espanha”, disse Orlando Libório.

A operação de fiscalização, realizada pela Unidade de Controlo Costeiro, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente e do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Peniche, teve como objetivo verificar as disposições legais relativas à detenção e comercialização de exemplares de espécies protegidas inseridas na Convenção CITES, como é o caso do tubarão anequim (Isurus oxyrinchus).

Esta espécie protegida encontra-se inserida no anexo II – B da Convenção CITES e, segundo a GNR, “a sua comercialização tem que obedecer a um conjunto de regras específicas criadas com o intuito da sua proteção”.

Dado que a não observação das disposições legais relativas à comercialização ou detenção de exemplares de espécies protegidas “consubstancia a prática do crime de dano contra a natureza”, os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Peniche.

foto © João Polónia | Notícias Em Direto

Câmara de Óbidos compra convento de São Miguel por 1,1 milhões de euros

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A Câmara de Óbidos vai investir 1,1 milhões de euros na aquisição do Convento de S. Miguel, nas Gaeiras, imóvel que de futuro poderá albergar projetos ligados ao desenvolvimento comunitário, museologia e termalismo, anunciou a autarquia.

Para o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel (PSD), trata-se de um “património riquíssimo que justifica este investimento, não só para a sua recuperação, como para a sua salvaguarda”, refere uma nota de imprensa.

O convento tem “condições ímpares para vários projetos municipais, seja na área da museologia, do desenvolvimento comunitário, ou outras áreas, como a do termalismo”, que a Câmara pretende explorar no futuro.

Além do investimento inicial, de 1,1 milhões de euros, o município, no distrito de Leiria, prevê fazer um “forte investimento” na recuperação do convento, atualmente propriedade da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), que integra, além de Óbidos, mais 11 concelhos do Oeste.

O Conselho Intermunicipal do Oeste, reunido em 29 de setembro deste ano, já tinha aceitado a proposta de aquisição do Convento de S. Miguel, mas só na mais recente Assembleia Intermunicipal, realizada na segunda-feira, a alienação foi aprovada por unanimidade.

Segundo Filipe Daniel, a proposta da autarquia de Óbidos era inicialmente de “valor ligeiramente inferior, mas, reconhecendo que a qualidade e potencial do investimento, valerá a pena”, tanto mais que o acordo alcançado permite que o pagamento seja dilatado por um período de 10 anos, numa solução “equilibrada” e que “não coloca em causa outros investimentos necessários para o concelho”.

O Convento de S. Miguel é um edifício do início do século XVII e possui a construção típica de um convento franciscano.

Em 1994, a então Associação de Municípios do Oeste adquiriu o edifício e, quatro anos depois, deu início a obras de recuperação e restauro, numa empreitada em que todo o espaço foi alvo de uma profunda recuperação, concretizada até ao ano de 2001.

Depois de durante alguns anos ter sido sede da empresa Águas do Oeste, entre 2009 e 2015, o convento foi utilizado como espaço de incubação, com capacidade para 10 empresas, no âmbito do lançamento da estratégia da Obitec – Associação Óbidos Ciência e Tecnologia, que nasce também em 2009. Em 2015, com a conclusão dos edifícios centrais do Parque Tecnológico de Óbidos, a sede da Obitec mudou e o convento deixou a função de incubadora.

O imóvel tem sido igualmente palco, ao longo dos anos, de diversas iniciativas locais, nomeadamente a grande exposição de presépios das Gaeiras, que este ano volta a estar patente no convento, e também várias iniciativas escolares promovidas pelas escolas de Óbidos.

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