18.4 C
Caldas da Rainha
Sábado, Junho 27, 2026
Início Site

Condutor morre atropelado pela ambulância que o ia socorrer

0
foto: João Polónia / Notícias Em Direto

Um condutor, com cerca de 30 anos, perdeu a vida esta quarta-feira na autoestrada do Norte, na zona da Mealhada, atropelado por uma ambulância que teria sido acionada para o socorrer.

A GNR confirmou que o acidente aconteceu cerca das 22h10, quando a vítima seguia no sentido Sul/Norte e se terá despistado na sequência de uma condução perigosa que foi descrita por outros automobilistas.

Após o despiste, o ferido colocou-se a andar a pé na berma da autoestrada em direção a sul, com sinais de alguma desorientação.

Cerca de um quilómetro depois terá avistado a ambulância que o ia socorrer e tudo indica que se colocou na estrada para chamar a atenção dos socorristas mas não terá sido possível evitar o embate, tendo o homem perdido a vida atropelado.

A GNR investiga o acidente.

Leiria transforma o Castelo num grande Palco Internacional com o Festival “Dança no Castelo”

0
Património, dança e talento nacional e internacional unem-se durante o mês de julho num projeto cultural sem precedentes em Leiria | Município de Leiria (foto)

O Castelo de Leiria prepara-se para receber um dos mais ambiciosos projetos culturais do verão de 2026. Intitulado “Dança no Castelo”, o festival resulta de uma parceria entre o Município de Leiria, o Castelo de Leiria, e o Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, Companhia de Balé Clássico de Leiria, transformando um dos mais emblemáticos monumentos da cidade num palco vivo de criação artística, formação e intercâmbio cultural.

Ao longo do mês de julho, o Castelo acolherá uma programação intensiva de dança que reunirá jovens talentos nacionais e internacionais, artistas consagrados e centenas de visitantes, num encontro único entre património histórico e artes performativas.

O projeto prevê a realização de cerca de 60 espetáculos de dança, distribuídos pela Igreja de Santa Maria da Pena e pelo Salão Nobre dos Paços Novos do Castelo de Leiria. Cada apresentação decorrerá num ambiente intimista, com lotação limitada a 40 ou 50 espectadores, proporcionando uma experiência artística de proximidade e elevada qualidade.

A programação incluirá ballet clássico, dança contemporânea, dança-teatro, e recriações inspiradas no universo medieval, explorando de forma criativa a história e a identidade do monumento. Antes de cada atuação, o público será convidado a conhecer episódios marcantes da história do Castelo e algumas das mais conhecidas lendas leirienses, apresentados em português e inglês.

Um dos grandes destaques do festival será a presença de cerca de 52 estudantes americanos por semana, integrados em programas de formação e intercâmbio artístico, contribuindo para a dimensão internacional da iniciativa e reforçando a projeção de Leiria além-fronteiras.

A abertura oficial do festival terá lugar no dia 10 de julho, com a realização de uma Gala, que contará com a participação dos bailarinos leirienses Margarida Fernandes e António Casalinho, atualmente integrantes da Ópera Estatal de Viena e reconhecidos entre os mais destacados nomes da dança portuguesa da nova geração.

O encerramento acontecerá no dia 24 de julho, com uma Festa Medieval, que celebrará a ligação entre a arte, a história e a comunidade. O evento contará com a presença especial de Núria Fernandes, bailarina da Paris Opera Junior Company e natural de Leiria, e do bailarino Davide Alphandery, encerrando um mês dedicado à excelência artística e à valorização do património.

Para a vereadora da Cultura, Anabela Graça, o evento “Dança no Castelo” representa muito mais do que um festival. “Trata-se de um projeto estratégico que afirma a versatilidade, a qualidade e a dinâmica cultural de Leiria, capaz de atrair visitantes, dinamizar a economia local, criar oportunidades para jovens artistas e posicionar o Castelo de Leiria como um espaço de referência para as artes performativas”.

Ao conjugar património, educação, turismo e criação artística, “Dança no Castelo” promete marcar o verão leiriense e afirmar-se como um novo evento de referência no panorama cultural nacional e internacional.

Durante o mês de julho Leiria vai dançar dentro das suas muralhas do seu castelo e o mundo está convidado.

Nasce em Torres Vedras um novo polo de enfermagem

0

Foi aprovada a criação de um novo polo de saúde de Enfermagem em Torres Vedras. Esta decisão permitirá o lançamento da formação superior nesta área no Concelho, em parceria com a Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Lisboa.

A concretização deste projeto representa um marco na estratégia municipal para o setor da saúde deste executivo, reforçando a aposta na qualificação, na formação e no desenvolvimento sustentado de novas respostas com impacto local, regional e nacional.

O novo Campus de Torres Vedras integrará a Enfermagem ULisboa, que se associa ao projeto desenvolvido no Barro pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Em conjunto, este Campus reforça uma visão integrada para a saúde no Concelho, potenciando sinergias entre ensino, investigação e prática clínica.

O desenvolvimento da área da saúde em Torres Vedras assenta numa lógica integrada e articulada, promovendo a concentração de valências complementares num ecossistema capaz de gerar conhecimento, investigação e inovação.

Com este avanço, Torres Vedras reforça o seu posicionamento como território de referência na área da saúde, da formação e da investigação, com a Universidade de Lisboa.

Este novo polo será orientado para a formação de futuros enfermeiros, respondendo a uma necessidade crescente do país. A escassez de profissionais de enfermagem constitui atualmente um dos principais desafios do sistema de saúde, tornando particularmente relevante o investimento em respostas formativas capazes de preparar novas gerações de profissionais.

Novos Tempos: Pedro e Paulo: duas almas, uma só Igreja

0
Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

A solenidade de 29 de junho é oficialmente a festa conjunta dos apóstolos São Pedro e São Paulo. Contudo, na perceção popular, parece muitas vezes que se celebra sobretudo Pedro. As chaves, a cátedra, Roma, o Papa e a dimensão institucional da Igreja fazem com que a figura do pescador da Galileia se torne mais visível. No entanto, sem Paulo, a Igreja dificilmente teria chegado a ser universal. A festa é precisamente uma tentativa de recordar que a Igreja nasceu da tensão fecunda entre estas duas grandes figuras.

Pedro representa a estabilidade. É a rocha. É a continuidade. É a autoridade que garante a unidade da comunidade. Quando Jesus lhe diz: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja» (Mt 16,18), não está apenas a escolher um líder, mas a garantir um princípio de comunhão que atravessará os séculos.

Paulo, pelo contrário, representa a missão. É o homem das fronteiras, das estradas, dos portos e das culturas. Enquanto Pedro tende a reunir, Paulo tende a partir. Enquanto Pedro procura preservar a identidade, Paulo procura expandi-la. Enquanto Pedro pergunta como manter a fidelidade à tradição recebida, Paulo pergunta como anunciar Cristo a quem nunca O conheceu.

A história dos Atos dos Apóstolos mostra que nem sempre estiveram de acordo. O episódio de Antioquia (Gl 2,11-14) revela um confronto direto entre ambos. Paulo acusa Pedro de incoerência relativamente aos cristãos vindos do paganismo. A Igreja primitiva não nasceu de uma uniformidade artificial, mas de um diálogo intenso entre diferentes sensibilidades.

Se a Igreja fosse apenas petrina, correria o risco de se fechar sobre si mesma. Teríamos uma Igreja muito organizada, muito estruturada, muito preocupada com a doutrina e a disciplina, mas talvez menos capaz de sair ao encontro do mundo. A segurança poderia transformar-se em conservadorismo. A fidelidade poderia degenerar em imobilismo.

Por outro lado, se a Igreja fosse apenas paulina, correria o risco de perder as suas referências. Teríamos uma Igreja criativa, missionária e inovadora, mas eventualmente fragmentada. A adaptação constante poderia enfraquecer a identidade comum. O entusiasmo missionário poderia transformar-se numa sucessão de experiências sem raiz.

A grande sabedoria do cristianismo está precisamente em não escolher entre Pedro e Paulo. A Igreja é petrina e paulina ao mesmo tempo. Necessita de Pedro para não perder a comunhão. Necessita de Paulo para não perder a missão. Necessita da rocha para permanecer. Necessita da estrada para avançar.

Ao longo da história, os grandes momentos de renovação eclesial surgiram quando estas duas dimensões caminharam juntas. A tradição sem missão torna-se museu. A missão sem tradição transforma-se em improvisação.

Talvez a pergunta mais importante para os cristãos de hoje não seja se somos mais petrinos ou mais paulinos, mas se conseguimos integrar ambas as dimensões. Precisamos de cristãos que amem a Igreja e a sua tradição como Pedro, mas que tenham a ousadia missionária de Paulo. Precisamos de comunidades que saibam guardar o tesouro da fé e, ao mesmo tempo, levá-lo às periferias geográficas, culturais e digitais.

No fundo, a Igreja de Cristo não foi construída apenas sobre uma pedra. Foi também lançada para o mundo por um missionário. Por isso, a solenidade de 29 de junho não celebra dois santos separados. Celebra duas formas complementares de ser Igreja: a que permanece e a que parte, a que guarda e a que anuncia, a que constrói a casa e a que abre as portas.

Bombarral comemora 112 anos de concelho com iniciativas para toda a população

0
foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O Município do Bombarral vai assinalar o seu 112.o aniversário de elevação a concelho com um diversificado programa de iniciativas dirigidas a toda a comunidade. Entre os dias 27 de junho e 5 de julho, as comemorações incluem atividades culturais, eventos desportivos, cerimónias oficiais e momentos de lazer que evidenciam a identidade, a história e o dinamismo do concelho.

As celebrações têm início no dia 27 de junho com o Workshop de Arqueologia Experimental: Cozinha Pré-histórica, uma atividade destinada a famílias que convida os participantes a descobrir técnicas ancestrais de confeção de alimentos, recriadas a partir de evidências arqueológicas. A iniciativa contará com demonstrações práticas e momentos de degustação, proporcionando uma experiência imersiva sobre o quotidiano das comunidades pré-históricas. De participação gratuita, limitada a 100 pessoas, a atividade vai decorrer no Núcleo Interpretativo da Batalha da Roliça, na Columbeira, a partir das 10h30.

Ainda nesse dia, às 14h00, o ciclismo regressa às estradas do concelho com mais uma edição do Prémio do Município do Bombarral, uma prova que será disputada nas categorias Escolas e Sub-17. A partida será dada junto à Escola Secundária do Bombarral.

No dia 28 de junho, a Praça do Município recebe uma noite de animação, música e dança com a atuação da Banda Xeques Orquestra, marcada para as 22h00. O concerto culminará com um espetáculo de fogo de artifício.

O dia 29 de junho, dia de Feriado Municipal, será dedicado às tradicionais cerimónias comemorativas. O programa tem início às 9h15 com o Hastear das Bandeiras, nos Paços do Concelho, seguindo-se, às 9h30, a Bênção da nova viatura dos Bombeiros Voluntários do Bombarral, na Praça do Município.
Às 10h00 realiza-se a Sessão Solene da Assembleia Municipal, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um dos momentos mais emblemáticos das comemorações.

O Dia do Concelho ficará igualmente marcado pela inauguração da obra de requalificação da cobertura da Capela de São Lourenço, em São Mamede, às 11h30.

As comemorações prosseguem no fim-de-semana seguinte, com a realização da quinta edição do Bombarral Jazz & Street Food, nos dias 4 e 5 de julho, na Mata Municipal do Bombarral. O evento promete reunir música, gastronomia e convívio, proporcionando momentos de encontro e celebração para todas as idades.

O Município do Bombarral convida toda a população a associar-se às comemorações do 112.o aniversário do concelho, celebrando a sua história, valorizando as tradições locais e reforçando os laços de pertença que unem a comunidade bombarralense.

Candidatura de Leiria a Capital Portuguesa da Cultura 2028 reúne apoio unânime dos dez municípios da Região de Leiria

0

A candidatura de Leiria a Capital Portuguesa da Cultura 2028 recebeu o apoio unânime dos dez municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIM Região de Leiria), numa demonstração clara de compromisso coletivo com uma iniciativa que pretende afirmar a cultura como motor de desenvolvimento, coesão e inovação territorial.

A deliberação foi aprovada na reunião do Conselho Intermunicipal da CIM Região de Leiria, realizada esta terça-feira, 23 de junho, e traduz o reconhecimento dos autarcas quanto à importância de um projeto que pretende afirmar a cultura como elemento de valorização do território, de aproximação entre comunidades e de desenvolvimento regional.

Para o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, o apoio dos municípios mostra que “a cultura não conhece fronteiras concelhias” e confirma que, “quando dez municípios se juntam em torno de um mesmo projeto”, a Região de Leiria afirma “uma identidade cultural forte e uma visão comum para o seu futuro”.

A candidatura Leiria 2028 pretende envolver agentes culturais, associações, instituições, empresas e cidadãos na construção de uma programação aberta e participada, capaz de valorizar a criação artística, reforçar a atratividade do território e deixar resultados que ultrapassem o próprio calendário da iniciativa.

O apoio agora aprovado reforça também a dimensão regional da candidatura, que parte de Leiria, mas procura envolver os restantes municípios da CIM numa lógica de cooperação, circulação cultural e valorização das diferentes identidades locais.

Integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

KATY PERRY BRILHA NA NOITE DE ABERTURA DO ROCK IN RIO LISBOA 2026

0
Foto: Gonçalo Gomes

A primeira noite do Rock in Rio Lisboa 2026 ficou marcada pela atuação de Katy Perry, uma das artistas mais aguardadas desta edição do festival. Perante milhares de fãs no Parque Tejo, a estrela norte-americana protagonizou um espetáculo repleto de energia, cor e grandes êxitos.

Ao longo da noite, Katy Perry levou o público numa viagem pelos momentos mais marcantes da sua carreira, interpretando temas que fizeram cantar várias gerações e transformando o Palco Mundo num verdadeiro espetáculo visual.

Com uma produção impressionante e uma forte ligação ao público português, a cantora foi uma das grandes protagonistas deste primeiro dia, deixando a fasquia elevada para os restantes dias do festival.

A noite de abertura confirmou, uma vez mais, a capacidade do Rock in Rio Lisboa para reunir alguns dos maiores nomes da música internacional e proporcionar momentos inesquecíveis aos festivaleiros.

PEDRO SAMPAIO INCENDEIA O ROCK IN RIO LISBOA 2026!

0
Foto: Gonçalo Gomes

O Parque Tejo viveu um dos momentos mais eletrizantes desta edição do Rock in Rio Lisboa com a atuação explosiva de Pedro Sampaio. O artista brasileiro levou ao Palco Mundo toda a energia dos seus maiores êxitos, transformando a Cidade do Rock numa autêntica pista de dança ao ar livre.

Com uma produção vibrante, muita interação com o público e os ritmos que conquistaram milhões de fãs em todo o mundo, Pedro Sampaio confirmou porque é um dos nomes mais fortes da música urbana brasileira da atualidade. O DJ e cantor já tinha prometido trazer “o maior cavalinho do mundo” para Lisboa — e não desiludiu.

Entre dança, emoção e uma energia contagiante, Pedro Sampaio protagonizou um dos espetáculos mais marcantes do primeiro dia do festival, deixando milhares de fãs rendidos ao seu talento.

CALEMA BRILHAM NO ROCK IN RIO LISBOA 2026!

0
Foto: Gonçalo Gomes

Os irmãos Calema voltaram a provar porque são um dos maiores fenómenos da música lusófona da atualidade. Depois de conquistarem o Estádio da Luz em 2025, os artistas subiram pela primeira vez ao Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa, levando milhares de fãs a cantar em uníssono os seus maiores sucessos.

A atuação aconteceu no Dia Pop do festival, ao lado de nomes como Katy Perry, reforçando o estatuto internacional da dupla e a força da música em português perante uma plateia gigante no Parque Tejo.

De São Tomé e Príncipe para os maiores palcos do mundo, os Calema continuam a escrever uma história de sucesso que orgulha toda a lusofonia.

Óbidos anuncia candidatura à Capital Portuguesa da Cultura 2028 com proposta de investimento transformadora para o país

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Município de Óbidos anunciou oficialmente a sua candidatura à Capital Portuguesa da Cultura 2028, assumindo este desafio como uma oportunidade para lançar o debate e promover uma reflexão sobre o papel da Cultura no desenvolvimento de Portugal e das comunidades.

Num tempo marcado pela aceleração tecnológica, pela fragmentação social, pelos desafios da democracia e pela necessidade de qualificar pessoas e territórios, “Óbidos acredita que chegou o momento de afirmar uma nova centralidade para a Cultura nas políticas públicas. Não como um setor periférico da ação do Estado, mas como um investimento estratégico no desenvolvimento do país. Investimento em conhecimento, em educação, criatividade, em pensamento crítico, em participação cívica e em coesão social”, afirma Filipe Daniel, presidente do Município.

A candidatura de Óbidos à Capital Portuguesa da Cultura “nasce desta convicção simples e exigente: os países que investem na inteligência, na imaginação e na capacidade crítica das suas comunidades são os países que melhor se preparam para o futuro”.

Óbidos propõe a Portugal uma visão ambiciosa e mobilizadora: fazer da Literatura “uma verdadeira política pública”. “Uma política pública capaz de aproximar escolas e bibliotecas, apoiar a criação artística, reforçar hábitos de leitura, qualificar a democracia, combater desigualdades, valorizar os territórios, e criar oportunidades para as novas gerações”, defende.

Cidade Criativa da UNESCO na área da Literatura desde 2015, Óbidos desenvolveu, ao longo da última década, uma experiência singular que lhe permitiu demonstrar que a Cultura gera resultados concretos: fortalece comunidades, atrai talento, cria valor económico, reforça a identidade dos territórios, e melhora a qualidade da participação cívica. “Chegou o momento de colocar essa experiência ao serviço do país”, sustenta o autarca.

Mas esta candidatura é também uma proposta sobre o lugar de Portugal no mundo. “Num contexto internacional marcado pela reorganização das cadeias de valor, pela centralidade da economia do conhecimento e pela competição global pelo talento, Portugal dispõe de um ativo estratégico singular: a sua condição atlântica e a língua portuguesa”, acrescenta, por seu turno, Ricardo Duque, vereador com o pelouro da Cultura na autarquia.

“Mais de 300 milhões de pessoas partilham hoje a língua portuguesa como espaço de criação, cooperação e circulação de conhecimento. Óbidos acredita que Portugal deve assumir plenamente essa responsabilidade histórica e essa oportunidade de futuro, posicionando-se como o grande hub transatlântico de criatividade, conhecimento. e cooperação cultural entre a Europa, África e a América Latina”.
A partir da sua experiência como Cidade Criativa da UNESCO, Óbidos quer contribuir para essa visão, “afirmando-se como uma das portas atlânticas da Europa: um lugar onde escritores, artistas, investigadores, tradutores, empreendedores criativos e instituições culturais se encontram para produzir pensamento, inovação e futuro”, sustenta Ricardo Duque. “Mais do que apresentar uma candidatura, Óbidos apresenta uma proposta: demonstrar que a Cultura pode ser uma das mais poderosas ferramentas de transformação coletiva de que Portugal dispõe”.

Reforçar redes de leitura, apoiar a criação artística

A proposta de Óbidos assenta num investimento estratégico orientado para o longo prazo, capaz de produzir efeitos muito para além do ano da distinção. Pretende reforçar redes de leitura, apoiar a criação artística, capacitar agentes culturais, aproximar a cultura das escolas e das comunidades, promover a inclusão através da participação cultural, e consolidar projetos e infraestruturas que deixem valor instalado nos territórios.

Trata-se de um investimento na inteligência coletiva, na formação crítica dos cidadãos, na criatividade, na economia cultural, e na capacidade de as comunidades participarem ativamente na construção do seu próprio futuro.

Para o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel, esta candidatura é “um compromisso com Portugal e com uma ideia de futuro construída a partir do conhecimento e da cultura”.

“Portugal precisa de voltar a acreditar na sua capacidade de imaginar o futuro. E não há futuro sem Cultura. Não há comunidades mais fortes sem leitura. Não há democracia mais qualificada sem pensamento crítico. Não há desenvolvimento sustentável sem criatividade e conhecimento. Óbidos apresenta-se à Capital Portuguesa da Cultura porque acredita que a Cultura pode estar no centro das decisões públicas e porque quer demonstrar, através da sua experiência, que investir na Cultura cria oportunidades, qualifica pessoas, atrai talento e fortalece comunidades”.

“Ao longo dos últimos anos, provámos que um território de pequena dimensão pode liderar grandes transformações quando coloca as pessoas no centro das suas escolhas. Esta candidatura é um convite ao país para pensar maior. Para acreditar que a Cultura pode ser uma força estruturante do desenvolvimento nacional”.

Também o vereador Ricardo Duque sublinha o alcance político desta visão. “Esta candidatura propõe uma mudança de paradigma. A Cultura não pode continuar a ocupar um lugar periférico nas prioridades coletivas. A Literatura, a leitura e a criação são instrumentos de emancipação individual e coletiva. Investir nelas é investir na liberdade, na capacidade crítica e na preparação das próximas gerações para enfrentarem um mundo cada vez mais complexo”.

Segundo o responsável pelo pelouro da Cultura, “a leitura e a escrita não são apenas competências. São formas de participação democrática, de construção de comunidade e de exercício da cidadania. É essa experiência que Óbidos quer partilhar com o país”.

Criação do Centro Internacional da Literatura e do Conhecimento

Um dos elementos estruturantes da proposta será a criação do Centro Internacional da Literatura e do Conhecimento, uma grande infraestrutura cultural do século XXI, concebida como biblioteca contemporânea, centro de criação artística, espaço de investigação, auditórios, galerias, residências criativas e fóruns de participação coletiva.

Integrará igualmente um Centro de Internacionalização da Língua Portuguesa, dedicado à tradução, à diplomacia cultural, à formação, à investigação, e à circulação de autores e criadores dos países da CPLP.

A ambição é clara: “contribuir para que Óbidos se afirme como uma das capitais internacionais da língua portuguesa e para que Portugal assuma uma posição de liderança cultural no espaço lusófono”, acrescenta Ricardo Duque.

Este equipamento constituirá o principal legado físico e institucional da candidatura e materializará a ambição de afirmar Portugal como referência europeia nas políticas públicas da leitura, da Literatura e do conhecimento.

A candidatura pretende mobilizar cidadãos, escolas, universidades, instituições culturais, agentes criativos, entidades sociais, parceiros nacionais e internacionais, bem como a região Oeste, em torno de um projeto participado, aberto e com ambição europeia.

A visão que Óbidos apresenta ao país encontra eco num conjunto de algumas das mais relevantes vozes da Literatura e da Cultura contemporâneas, que aceitaram associar-se a esta candidatura enquanto seus embaixadores.

Mais do que um gesto de reconhecimento institucional, este apoio traduz a convicção de que a Literatura, a leitura e a criação artística podem desempenhar um papel central na construção de sociedades mais livres, mais críticas e mais preparadas para os desafios do futuro.

Entre os embaixadores da candidatura, encontram-se:

  • Pilar del Río, jornalista, tradutora e Presidente da Fundação José Saramago
  • Mia Couto, escritor moçambicano e uma das vozes maiores da literatura de língua portuguesa
  • José Luís Peixoto, escritor e um dos autores portugueses mais traduzidos da atualidade
  • Gonçalo M. Tavares, escritor distinguido internacionalmente pela originalidade e profundidade da
    sua obra
  • José Eduardo Agualusa, escritor angolano cuja escrita constrói pontes entre geografias, memórias e
    identidades
  • Afonso Cruz, escritor, ilustrador e músico, cuja obra cruza diferentes linguagens artísticas
  • Dulce Maria Cardoso, uma das mais importantes romancistas portuguesas contemporâneas
  • Valter Hugo Mãe, poeta e romancista que tem renovado o imaginário literário português
  • Tatiana Salem Levy, escritora brasileira reconhecida pela sua obra e reflexão sobre identidade,
    memória e pertença

A diversidade destes percursos, geografias e sensibilidades representa aquilo que Óbidos pretende afirmar através desta candidatura: uma ideia de cultura aberta ao mundo, enraizada na língua portuguesa, comprometida com a liberdade de criação e com a capacidade de a literatura nos ajudar a compreender melhor quem somos e quem queremos ser.

A estes embaixadores junta-se uma comunidade mais ampla de cidadãos, escolas, bibliotecas, universidades, associações, artistas e instituições que reconhecem nesta candidatura uma oportunidade para recolocar a Cultura no centro do projeto coletivo do país.

Esta candidatura parte igualmente da convicção de que é tempo de superar uma visão limitada da Cultura como mera política compensatória ou instrumento exclusivo de redistribuição social.

“A dimensão democrática da cultura é inegociável. O acesso deve ser universal. A participação deve ser inclusiva”, argumenta Filipe Daniel. “Mas a Cultura é também criação de valor. É economia. É inovação. É atratividade territorial. É capacidade de fixar e atrair talento. É geração de oportunidades para as novas gerações”.

Ricardo Duque sublinha, por seu turno, que “os territórios mais competitivos do mundo compreenderam que criatividade e desenvolvimento caminham juntos”.

“A Cultura tornou-se um recurso estratégico para regenerar cidades, qualificar pessoas, estimular o empreendedorismo e reforçar a capacidade de inovação. Portugal não deve limitar-se a distribuir riqueza

através da cultura. Deve ter a ambição de a criar através dela. Porque Óbidos 2028 não é apenas uma candidatura de um território. É uma proposta para Portugal. A convicção de que a Cultura não é um luxo reservado aos tempos de prosperidade. É uma condição da prosperidade. Não é consequência do desenvolvimento mas, antes, uma das suas causas. Não é apenas uma política de distribuição. É também uma política de criação: criação de conhecimento, criação de oportunidades, criação de riqueza e criação de futuro”. “Óbidos acredita que o futuro de Portugal se escreve com Cultura. E está pronta para ajudar a escrevê-lo”.

Optimized by Optimole