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Sábado, Junho 27, 2026
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ULS Oeste anuncia a abertura da primeira USF-C em São Pedro da Cadeira em agosto

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Instalações da USF-C em São Pedro da Cadeira

A Unidade Local de Saúde do Oeste informa que obteve o visto prévio do Tribunal de Contas, na sequência dos procedimentos pré-contratuais desenvolvidos para a criação da Unidade de Saúde Familiar (USF) Modelo C de São Pedro da Cadeira.

A USF C de São Pedro da Cadeira irá prestar cuidados de saúde primários a 5.463 utentes, todos os inscritos na freguesia de São Pedro da Cadeira e parte dos utentes do Turcifal, concelho de Torres Vedras, atualmente sem médico de família, contribuindo de forma significativa para a redução do número de utentes sem equipa de saúde familiar atribuída na ULS Oeste.

Para concretizar este projeto, a ULS Oeste celebrou um contrato com a KnokHealth Portugal, Lda., empresa do setor privado, selecionada através de procedimento concursal para assegurar a prestação de cuidados de saúde e a gestão da USF C.

Com uma duração de cinco anos, o contrato prevê um encargo máximo global estimado de cerca de 2,4 milhões de euros, sendo a remuneração indexada ao número de utentes inscritos e ao cumprimento de objetivos assistenciais e indicadores de desempenho.

A nova Unidade ficará instalada nas recentes instalações afetas à ULS Oeste, em São Pedro da Cadeira, inauguradas em 2025 e que, até ao momento, se encontravam subutilizadas, permitindo uma utilização plena de um equipamento moderno e preparado para servir a comunidade.

A USF C será dotada dos recursos humanos adequados às necessidades da população abrangida, incluindo médicos especialistas de medicina geral e familiar, enfermeiros e assistentes técnicos, assegurando a prestação da carteira completa de cuidados de saúde primários.

Prevê-se o início de atividade no próximo dia 3 de agosto, reforçando o acesso aos cuidados de saúde primários no Concelho de Torres Vedras.

As USF Modelo C constituem um modelo inovador de organização dos cuidados de saúde primários, viabilizando a gestão de uma USF por entidades do setor privado ou social, mediante contratualização com o Serviço Nacional de Saúde, sujeita a objetivos assistenciais, indicadores de desempenho e rigorosos mecanismos de monitorização.

Este modelo procura responder a territórios com dificuldades persistentes na cobertura de médicos de família, como é o caso da ULS Oeste, permitindo maior flexibilidade organizativa, cuidados de proximidade e acessibilidade para a população, sustentado em contratualização e baseada em resultados e qualidade assistencial.

Para o Conselho de Administração da ULS Oeste, a criação da USF Modelo C de São Pedro da Cadeira integra uma estratégia mais ampla da instituição para garantir o acesso universal aos cuidados de saúde primários e reduzir o número de cidadãos sem médico de família.

Neste âmbito, encontra-se igualmente em curso o procedimento para a prestação de cuidados de saúde e gestão de três novas Unidades de Saúde Familiar Modelo C destinadas aos concelhos de Óbidos, Bombarral e Caldas da Rainha, que permitirão assegurar resposta a 32.828 utentes atualmente sem médico de família.

No seu conjunto, estas iniciativas representam um passo decisivo para reforçar a capacidade assistencial da ULS Oeste, promovendo soluções inovadoras e sustentáveis para aumentar a acessibilidade, aproximar os cuidados das populações e garantir uma resposta de maior qualidade e continuidade aos cidadãos do Oeste.

Sobre a Unidade Local de Saúde do Oeste

A Unidade Local de Saúde do Oeste agrega numa única entidade o Centro Hospitalar do Oeste, o Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte e o Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Sul. A ULS do Oeste iniciou o seu funcionamento no dia 1 de janeiro de 2024 e integra os concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral, Peniche (ACES Oeste Norte), Lourinhã, Cadaval, Torres Vedras, Sobral Monte Agraço (ACES Oeste Sul).

Tem como Missão a resposta integrada às necessidades de saúde da população da sua área de abrangência, prestando cuidados de saúde de forma multidisciplinar, com rigor e excelência técnica, científica e organizativa, com ética profissional e justiça social, assegurando a cada doente os cuidados que correspondam às suas necessidades, de acordo com as melhores práticas clínicas e uma eficiente utilização dos recursos disponíveis.

Novos Tempos: Os símbolos que nos unem

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Num tempo em que tudo parece discutível, relativo ou transitório, vale a pena refletir sobre a importância dos símbolos. A recente conversa pública em torno dos símbolos nacionais e das bandeiras que podem ou não ser hasteadas em edifícios públicos, recorda-nos uma verdade muitas vezes esquecida: as comunidades humanas não vivem apenas de leis, de instituições ou de interesses. Vivem também de símbolos, de memórias e de referências comuns.

A Constituição da República Portuguesa de 1976 identifica a Bandeira Nacional e o Hino Nacional como símbolos do Estado. A estes símbolos junta a língua portuguesa como expressão da identidade coletiva. Curiosamente, o Presidente da República, embora represente a Nação e a unidade do Estado, não é constitucionalmente considerado um símbolo nacional. É um órgão de soberania, não um símbolo.

Esta distinção jurídica ajuda-nos a compreender algo mais profundo. Os símbolos não existem para exercer poder. Existem para criar pertença. Uma bandeira não governa. Um hino não legisla. Uma língua não decreta leis. Mas todos eles recordam quem somos, de onde vimos e o que partilhamos.

A tradição cristã compreendeu desde cedo a força dos símbolos. A cruz é talvez o exemplo mais evidente. Aos olhos do mundo romano era apenas um instrumento de suplício e morte. Para os cristãos tornou-se o sinal da esperança, da redenção e do amor levado até ao extremo. O mesmo acontece com a água do batismo, a luz do círio pascal ou o pão e o vinho da Eucaristia. São realidades simples que transportam um significado muito maior do que aquilo que os olhos conseguem ver.

Também a identidade portuguesa foi moldada por símbolos profundamente marcados pela cultura cristã. Basta pensar nas cruzes das caravelas, nas festas dos Santos Populares, nos caminhos de peregrinação, nos sinos das igrejas que durante séculos marcaram o ritmo das aldeias e cidades ou na própria língua portuguesa, enriquecida por séculos de espiritualidade, literatura e evangelização.

Quando uma sociedade perde os seus símbolos, corre o risco de perder também a sua memória. E, quando perde a memória, pode tornar-se mais vulnerável à fragmentação e ao individualismo. Não é por acaso que as grandes crises culturais são frequentemente acompanhadas por uma erosão dos símbolos comuns.

Num mundo globalizado e digital, onde as identidades parecem cada vez mais fluidas, precisamos de redescobrir o valor dos símbolos que unem sem excluir, que recordam sem aprisionar e que inspiram sem impor. Precisamos de bandeiras que não sejam armas de divisão, mas sinais de pertença. Precisamos de uma língua que seja ponte e não muro. Precisamos de uma memória coletiva capaz de dialogar com o futuro.

A fé cristã recorda-nos que os símbolos mais importantes são aqueles que apontam para algo maior do que nós próprios. A cruz aponta para Cristo. A bandeira aponta para a Pátria. O hino aponta para a história comum. A língua aponta para uma comunidade de pessoas. Todos eles nos recordam que ninguém vive sozinho e que a identidade não é apenas uma escolha individual, mas também uma herança recebida e uma responsabilidade a transmitir.

Num tempo de mudanças rápidas, talvez seja este um dos maiores desafios dos novos tempos: saber preservar os símbolos que nos unem sem deixar de construir o futuro que nos espera.

Óbidos recebe projeto europeu Renovate e afirma-se como referência na inovação agrícola sustentável

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O Município de Óbidos acolheu a IV Assembleia Geral do projeto europeu RENOVATE, uma iniciativa financiada pelo programa Horizonte Europa que reúne especialistas, investigadores, entidades públicas e empresas de oito países europeus para impulsionar a digitalização e a sustentabilidade na agricultura.

Com um financiamento de cerca de 3 milhões de euros e duração de 48 meses, o projeto RENOVATE tem como missão desenvolver uma plataforma digital inovadora baseada em simuladores avançados e metodologias de gamificação, destinada à formação de agricultores e consultores técnicos em gestão sustentável de culturas.

A realização desta Assembleia Geral em Óbidos representa um reconhecimento do papel da Região Oeste enquanto território de excelência agroalimentar, capaz de combinar tradição, conhecimento e inovação tecnológica. O encontro pretendeu avaliar o progresso do projeto, e definir estratégias futuras para acelerar a adoção de práticas agrícolas mais eficientes, sustentáveis e alinhadas com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu e da Estratégia “Do Prado ao Prato” (Farm to Fork).

“É com enorme satisfação que acolhemos em Óbidos representantes de algumas das mais prestigiadas instituições europeias ligadas à inovação agrícola. Esta escolha demonstra o reconhecimento internacional do trabalho que tem sido desenvolvido na nossa região em prol de um desenvolvimento sustentável, competitivo e baseado no conhecimento”, afirma Filipe Daniel, presidente do Município.

“Óbidos acredita que o futuro dos territórios rurais passa pela capacidade de unir tradição e inovação. O projeto RENOVATE é um excelente exemplo de como a tecnologia pode ajudar a responder aos desafios ambientais, económicos e sociais que a agricultura enfrenta atualmente”.

Ao longo dos trabalhos, os participantes puderam conhecer exemplos de inovação e sustentabilidade presentes na região, incluindo visitas técnicas a empresas de referência ligadas à produção agrícola, logística, tecnologia e equipamentos de aplicação de precisão. Estas iniciativas demonstram a capacidade do Oeste para funcionar como um verdadeiro “laboratório vivo” de inovação agrícola à escala europeia.

Um dos temas centrais em debate foi o papel da ciência e da inovação na resposta aos desafios regulatórios europeus, nomeadamente no desenvolvimento de tecnologias digitais e sistemas avançados de aplicação fitossanitária.

Este projeto pretende contribuir para a criação de conhecimento técnico e científico que apoie futuras decisões políticas e regulamentares baseadas em evidência.

O RENOVATE procura ainda responder a um dos maiores desafios do setor agrícola europeu: a renovação geracional. Através de ferramentas digitais interativas, simuladores e conteúdos gamificados, o projeto pretende tornar a formação mais acessível e atrativa para jovens agricultores, contribuindo para a modernização do setor e para a fixação de talento nos territórios rurais.

Coordenado pela Universitat Politècnica de Catalunya (UPC), o consórcio RENOVATE integra 16 entidades de Espanha, Itália, França, Bélgica, Polónia, Chipre, Chéquia e Portugal, reunindo instituições de investigação, universidades, associações de agricultores, organismos públicos e empresas tecnológicas.

O bobo da corte e o contrato leonino celebrado com o “Vinho da Lezíria e a Poncha da Madeira”

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Esta segunda‑feira ficámos a saber que a Senhora Presidente da Câmara Municipal de Benavente, Sónia Ferreira (AD), assinou um contrato de assessoria estratégica de comunicação no valor de
€ 84 255 (68.500 € + iva) com o consultor Alexandre Barata — o mesmo que geriu a comunicação na sua campanha e apoiou outros candidatos da AD no concelho de Benavente, nas últimas eleições autárquicas em 2025.

A sociedade que o consultor representa- Barata, Villalobos E Associados, Lda, foi criada poucos meses antes das eleições e tem sede no Centro Comercial Europa, no Funchal, um detalhe que, no mínimo, levanta sobrancelhas.
ver contrato; https://www.base.gov.pt/Base4/pt/resultados/?type=doc_documentos&id=2516714&ext=.pdf

Tudo isto acontece quando a Câmara Municipal de Benavente dispõe de seis colaboradores especializados em comunicação, com competências distribuídas por várias áreas.
Após a maioria AD–CHEGA repetir, reunião após reunião, que não há capacidade de investimento em setores essenciais: recursos humanos, viaturas, resíduos, higiene urbana, saúde e educação. Há cortes nas horas extraordinárias e redução de apoios às associações.

Perante este cenário, não é especulação — é prudência democrática — perguntar se esta adjudicação com contornos especiais não servirá, direta ou indiretamente, para amortecer alegados custos da campanha?
A transparência exige que a dúvida seja colocada.
É igualmente público que o consultor contratado, através de outra empresa, prestou serviços à Companhia das Lezírias, onde a atual Presidente desempenhou funções de gestora, com poder de decisão na área da comunicação — uma espécie de estágio dourado antes de assumir a liderança do município.

Falo disto com tranquilidade porque, antes das eleições, sem saber quem iria vencer, alertei todos os envolvidos para a necessidade de prudência e para os riscos de conflitos de interesses. Há várias testemunhas destes alertas.

A resposta foi o rótulo: “bobo da corte” .

Se ser o “bobo da corte” significa dizer o que muitos pensam, mas poucos ousam verbalizar, então assumo o papel.

Se a verdade incomoda, que incomode.

Mas se a verdade, tal como o bobo, anima o povo e desperta consciências para as linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas, então que seja bobo.

A política local em Benavente transformou‑se num desfile onde alguns acreditam que basta sorrir ou fazer favores para que ninguém veja o óbvio.
Todos os desfiles têm um momento alto.

Talvez alguém grite:

“O Rei vai nu.”

Museu do Ciclismo recebeu doação de espólio da comissária internacional Isabel Fernandes

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Município de Torres Vedras (foto)

O Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho recebeu, na passada segunda-feira, dia 15 de junho, a visita de Isabel Fernandes, uma das figuras mais relevantes da arbitragem e da organização do ciclismo português das últimas décadas. O momento contou com a presença do vereador da Cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras, Rui Estrela, que recebeu formalmente um valioso conjunto de objetos doados por uma das primeiras mulheres comissárias de ciclismo em Portugal.

O espólio doado à instituição inclui três camisolas históricas: o fardamento oficial utilizado nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, o dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 e a camisola de Comissária da União Ciclista Internacional (UCI). A doação fica completa com um bidon de bicicleta de estrada dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, além do cronómetro e do apito de comissária utilizados por Isabel Fernandes ao longo da sua carreira.

Durante a visita guiada ao Museu, a antiga comissária aproveitou para partilhar memórias marcantes do seu percurso, incluindo os bastidores da sua presença no Campeonato do Mundo de Ciclismo de Estrada de 2013 em Itália que coroou Rui Costa como campeão mundial.

A ligação de Isabel Fernandes ao ciclismo tem raízes em Torres Vedras, tendo iniciado a sua carreira como tradutora intérprete de equipas estrangeiras no Grande Prémio Joaquim Agostinho. Após essa experiência de dois anos, concluiu o curso de comissária regional em 1988, num momento pioneiro para a participação feminina na modalidade. Em 1998, tornou-se Comissária Internacional da UCI, desempenhando funções em provas de grande prestígio mundial.

Ao longo do seu percurso, fundou e presidiu à Associação Nacional de Árbitros de Ciclismo, destacando-se como defensora da igualdade de género no desporto. Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, exerceu o cargo de coordenadora e responsável pela organização técnica das provas de ciclismo de estrada, um feito que lhe valeu o reconhecimento da Federação Portuguesa de Ciclismo como Personalidade do Ano. Com uma carreira dividida entre a presidência de colégios de comissários internacionais, a formação de novos árbitros, o comentário na Eurosport e a integração em grupos de trabalho federativos para o desenvolvimento da modalidade, Isabel Fernandes cimenta agora a sua ligação à história viva do ciclismo com esta cedência ao Museu.

Balanço positivo: parceria que assegura o Hospital de Peniche vai continuar

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Município de Peniche (foto)

O Presidente da Câmara Municipal de Peniche reuniu recentemente com a Unidade Local de Saúde do Oeste (ULSO), no final dos primeiros três meses de implementação do modelo que permitiu garantir o funcionamento contínuo do Serviço de Urgências Básica do Hospital de Peniche.

O balanço realizado pelas duas entidades é muito positivo. Desde o início da implementação desta solução, o Serviço de Urgência Básica manteve-se permanentemente em funcionamento, sem qualquer interrupção, assegurando uma resposta essencial para a população e devolvendo estabilidade a um serviço fundamental para o território.

A avaliação efetuada permitiu igualmente confirmar a continuidade desta parceria e do modelo atualmente em vigor, garantindo as condições necessárias para que o Hospital de Peniche continue a prestar uma resposta regular e permanente às populações.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Peniche, “os resultados alcançados nestes primeiros meses demonstram que foi possível encontrar uma solução eficaz para um problema que preocupava profundamente a população. O mais importante é que o Hospital de Peniche permaneceu sempre aberto e disponível para responder a quem dele necessita”.

A saúde continua a ser uma prioridade absoluta para o Município. “Quando está em causa um serviço tão importante para as pessoas, não podíamos ficar à espera que os problemas se resolvessem por si próprios. Assumimos as nossas responsabilidades, juntámos parceiros, mobilizámos a comunidade e encontrámos uma solução concreta”, sublinha o autarca.

O Hospital de Peniche assume uma importância que ultrapassa largamente as fronteiras do concelho. A sua área de influência abrange uma parte significativa da região Oeste, servindo diariamente milhares de utentes e desempenhando um papel particularmente relevante numa região marcada por uma forte dinâmica económica, turística e sazonal.

“É importante recordar que o Hospital de Peniche não serve apenas o nosso concelho. Estamos a falar de uma infraestrutura de relevância regional, que responde às necessidades de milhares de pessoas e que desempenha um papel fundamental na rede de cuidados de saúde do Oeste”, destaca o Presidente da Câmara.

A solução implementada resultou de um esforço coletivo, entre o Município, a ULSO, os profissionais de saúde e a comunidade local, permitindo criar condições de alojamento e refeições para atrair médicos e garantir a continuidade do serviço. Este é um exemplo de como a cooperação institucional e a mobilização da comunidade podem contribuir para responder de forma eficaz aos desafios que se colocam aos territórios.

O Município de Peniche considera, contudo, que a relevância regional do Hospital de Peniche e o papel estruturante que desempenha na rede de cuidados de saúde justificam um compromisso continuado por parte do Estado e do Serviço Nacional de Saúde.

“Os municípios podem e devem ajudar a encontrar soluções, sobretudo quando estão em causa os interesses das populações. Foi isso que fizemos. Mas é igualmente importante garantir que este projeto tem condições de estabilidade e sustentabilidade futuras, em função da importância que o Hospital de Peniche representa para toda a região”, afirma o Presidente da Câmara.

O autarca conclui reafirmando o compromisso do Município: “Continuaremos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para defender o Hospital de Peniche. Investir na saúde é investir nas pessoas, na qualidade de vida, na segurança e no futuro do nosso território.”

Peniche garante 500 mil euros do Ministério do Ambiente para melhorar acessos às praias

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Município de Peniche (foto)

O Município de Peniche garantiu um financiamento de 500 mil euros do Ministério do Ambiente destinado à requalificação e beneficiação dos acessos às praias do concelho, numa intervenção que permitirá melhorar as condições de segurança, conforto e acessibilidade para residentes e visitantes.

O apoio assegurado tem como objetivo realizar trabalhos de recuperação e melhoria de passadiços, escadarias, percursos pedonais de acesso às zonas balneares, contribuindo para uma utilização mais segura e inclusiva das praias.

Este investimento representa um importante reforço da capacidade de intervenção do Município na valorização da faixa costeira, promovendo simultaneamente a proteção do património natural e a qualificação das praias.

Com esta medida, Peniche continua a afirmar-se como um território comprometido com a valorização do seu litoral, garantindo melhores condições de acesso às praias e reforçando a qualidade da experiência de quem vive, trabalha ou visita o concelho.

Novos Tempos: O Quinto Império: uma profecia para o nosso tempo?

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Neste tempo marcado por guerras, polarizações, crises de confiança e profundas transformações tecnológicas, poderá uma antiga ideia portuguesa ajudar-nos a pensar o futuro? A pergunta pode parecer estranha, mas conduz-nos a um dos mais fascinantes capítulos da cultura e da espiritualidade lusófonas: a ligação entre o Culto do Espírito Santo, o Quinto Império de Padre António Vieira e Fernando Pessoa, e a interpretação filosófica de Agostinho da Silva.

O ponto de partida encontra-se no culto popular do Espírito Santo, que floresceu em Portugal e encontrou nos Açores uma das suas expressões mais genuínas. As coroações, a distribuição de alimentos, a partilha comunitária e a valorização dos mais pobres não eram apenas manifestações de devoção. Traduziram, ao longo dos séculos, a esperança num mundo mais justo, reconciliado e fraterno.

No século XVII, o Padre António Vieira procurou enquadrar essa esperança numa visão profética da história. Inspirado nas Escrituras, falou do Quinto Império: não um império de exércitos ou de conquistas territoriais, mas um império espiritual, fundado nos valores do Evangelho. Para Vieira, Portugal tinha uma missão universal, não para dominar povos, mas para anunciar uma civilização assente na justiça e na fé.

Séculos depois, Fernando Pessoa retomaria esta ideia na obra “Mensagem”. Contudo, o poeta transformou o Quinto Império numa realidade sobretudo cultural. O verdadeiro império português não seria político nem económico, mas espiritual e civilizacional. Seria um império da língua, da cultura, da criatividade e da capacidade de unir povos e continentes.

Foi, porém, Agostinho da Silva quem levou esta tradição às suas consequências mais radicais. Para o filósofo, o futuro da humanidade passaria pela superação das lógicas de poder e pela construção de uma sociedade fundada na liberdade, na fraternidade e na criatividade. O Quinto Império deixava de ser um projeto nacional para se tornar uma vocação universal da humanidade. Mais do que um império, seria uma civilização do Espírito.

Num mundo que frequentemente mede o sucesso pela riqueza, pela influência ou pelo poder militar, esta tradição portuguesa propõe uma visão alternativa. Recorda-nos que a grandeza de uma nação não se mede pelo que possui, mas pelo que oferece. Não pela capacidade de dominar, mas pela capacidade de servir.

Talvez o verdadeiro Quinto Império nunca tenha sido uma profecia sobre Portugal. Talvez seja, antes, um desafio permanente dirigido a cada geração: construir uma sociedade onde a dignidade humana esteja acima dos interesses, onde a partilha prevaleça sobre o egoísmo e onde o espírito tenha mais força do que a força.

Num tempo em que tantos procuram novos caminhos, vale a pena redescobrir esta antiga esperança portuguesa. Não como nostalgia do passado, mas como inspiração para o futuro.

Homem de 41 anos morre após ser colhido por pneu desgovernado 

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um homem de 41 anos morreu esta terça-feira, na zona do Barracão, Leiria, atingido por um pneu que se soltou de um camião que circulava no IC2.

A roda rolou na via até embater contra o homem que estava a fazer o carregamento de mercadorias.

 O alerta foi dado às 15.51 horas e foram mobilizados  oito operacionais, apoiados por quatro veículos dos Bombeiros Voluntários de Leiria, Instituto Nacional de Emergência Médica e GNR.

“A geração que ficou à porta do futuro”

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DR

Em Portugal, cerca de 185 mil jovens não estudam, não trabalham e não estão em formação. Muitos já ultrapassaram os 30 anos e continuam dependentes dos pais para viver. 

As mulheres, os jovens com menor escolaridade e quem vive longe dos centros urbanos são os mais afetados por esta realidade que ameaça o futuro coletivo. Quando uma geração fica parada, o país inteiro perde capacidade de crescer, inovar e renovar-se.

É urgente investir em formação profissional eficaz, emprego digno, transportes que liguem territórios e políticas que devolvam esperança a quem já se sente fora do sistema.

Porque nenhum jovem nasce para desistir — e nenhum país pode aceitar perder 185 mil futuros.

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