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Sábado, Junho 27, 2026
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Governo está a acompanhar caso de portuguesa encontrada morta no Luxemburgo

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© João Polónia/Notícias Em Direto

O Ministério dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar o caso da cidadã portuguesa assassinada na semana passada no Luxemburgo, através do Consulado-Geral da Portugal, disse hoje à Lusa fonte diplomática.

A vítima, de 32 anos, nasceu no Luxemburgo e vivia com o namorado, de 33 anos, também de nacionalidade portuguesa, e a notícia da sua morte foi anunciada pelo Ministério Público luxemburguês na sexta-feira.

Segundo o jornal luso-luxemburguês Contacto, o suspeito do crime, de 45 anos, também de nacionalidade portuguesa e senhorio da vítima, está detido em prisão preventiva em Sanem, acusado de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

A mulher foi encontrada morta num apartamento em Bonnevoie, na capital, na tarde da passada quinta-feira.

A família da vítima é natural de Soure, distrito de Coimbra e o namorado nasceu em Proença-a-Nova.

O Contacto adianta que na sexta-feira, o Ministério Público luxemburguês anunciou que o corpo foi encontrado “parcialmente desmembrado e mutilado”.

O suspeito foi detido na quinta-feira à tarde, depois de a polícia ter sido alertada para uma agressão com faca num edifício em Bonnevoie. Um homem de 27 anos foi atacado, tendo sido levado para o hospital. Segundo o Ministério Público, não corre perigo de vida.

O Contacto recorda que este é o segundo caso de uma mulher portuguesa residente no Luxemburgo encontrada desmembrada, depois da morte de Diana Santos, cujo corpo foi descoberto em Mont-Saint-Martin, em 19 de setembro.

Este primeiro crime ainda está sob investigação das autoridades luxemburguesas.

CIM Médio Tejo adjudica sistema de bicicletas partilhadas por 1,8 ME

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© João Polónia / Notícias Em Direto

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo vai investir 1,8 milhões de euros num sistema intermunicipal de bicicletas partilhadas, tendo adjudicado a empreitada à empresa CME – Construção e Manutenção Electromecânica, S.A., foi hoje anunciado.

No âmbito do projeto, que conta com uma comparticipação de 85% do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), os 11 municípios do Médio Tejo envolvidos vão receber mais de 250 bicicletas elétricas, que ficarão disponíveis nas 67 estações definidas no estudo sobre a rede intermunicipal de percursos clicáveis, elaborado pela CIM Médio Tejo, com sede em Tomar (Santarém), em colaboração com as diferentes autarquias.

No contrato a celebrar com a CIM do Médio Tejo está prevista a “aquisição de bens e serviços referentes ao planeamento, implementação, gestão, operação e avaliação do sistema intermunicipal de bicicletas partilhadas para uso público no Médio Tejo – 1.ª fase”, sendo o preço base do procedimento para “Aquisição de Bens Móveis” de 1.850.000.00 euros, valor que corresponde à adjudicação aprovada pela CIM em 22 de dezembro.

No primeiro concurso, lançado no final de 2020, não surgiu qualquer empresa interessada.

No global, segundo a CIM, “nesta primeira fase do projeto, prevê-se a aquisição de 252 bicicletas elétricas e 45 bicicletas convencionais”, sendo “implementadas no território 67 estações de parqueamento e carregamento, 466 docas e 14 quiosques”, distribuídas por 11 concelhos do Médio Tejo.

A CIM do Médio Tejo agrega 13 municípios, sendo este projeto destinado aos concelhos de Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

Abrantes e Sardoal são os municípios do Médio Tejo que não integram o projeto.

Em comunicado, a CIM do Médio Tejo refere “estar atenta” às “questões ambientais e à importância da descarbonização da região”, sendo este sistema intermunicipal de bicicletas partilhadas “mais um passo significativo” nesse âmbito.

O projeto “surge no âmbito do Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes do Médio Tejo” e tem uma “estratégia assente no desenvolvimento da mobilidade clicável e que prevê um conjunto de medidas de intervenção e de promoção dos modos suaves”.

Com o projeto, “pretende-se dotar o Médio Tejo de um serviço público que incentive a mobilidade clicável na região e que contribua para a descarbonização”, lê-se ainda na nota.

A CIM antecipa que o arranque do serviço “ocorra ainda durante o ano de 2023”.

O contrato de adjudicação prevê a “obrigação de integração com outros sistemas de bicicletas de uso público de âmbito municipal, designadamente os sistemas previstos para as cidades de Torres Novas e Entroncamento”.

Com uma população na ordem dos 250 mil habitantes, a CIM Médio Tejo é composta pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

JMJLisboa2023: Inscrições abertas para famílias que vão acolher jovens

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A organização da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 (JMJLisboa2023) está a receber inscrições para famílias de acolhimento que, em agosto de 2023, se disponibilizem a receber jovens que participarão no encontro mundial com o Papa em Portugal.

“As paróquias convidadas para receber jovens durante a semana da Jornada pertencem às dioceses de Lisboa, Santarém e Setúbal”, as chamadas dioceses de acolhimento, informa a organização da JMJLisboa2023 na sua página na internet.

De acordo com a nota, o Comité Organizador Local (COL) “irá alocar os grupos de peregrinos às paróquias destas dioceses que se inscreveram para receber peregrinos e, posteriormente, cada paróquia fará a distribuição dos peregrinos pelas famílias, considerando a proximidade que tem com a comunidade em que se insere”.

Para a organização da JMJLisboa2023, “o acolhimento de peregrinos é uma forma de participar na Jornada Mundial da Juventude, (…) ajudando os jovens a terem a melhor experiência possível na sua vivência ao longo da semana” em que decorrerá o encontro, de 01 a 06 de agosto.

Cada família que se inscreva terá de acolher um mínimo de dois peregrinos, não sendo necessário saber falar o idioma dos peregrinos que acolhem.

“O mais relevante é que a família tenha a disponibilidade de acolher os peregrinos com generosidade e de forma calorosa, contribuindo para tornar a sua experiência memorável”, acrescenta a organização, sublinhando que “a responsabilidade e controlo da idoneidade das famílias caberá às respetivas paróquias de acolhimento”.

A JMJLisboa2023, que terá as suas principais cerimónias no chamado Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures, deverá atrair a Portugal mais de um milhão de jovens de todo o mundo.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso de um encontro de jovens promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

A edição de 2023, que será encerrada pelo Papa, esteve inicialmente prevista para este ano, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJLisboa2023, no dia 23 de outubro, no Vaticano, após a celebração do Angelus. Este gesto marcou a abertura mundial das inscrições para o encontro de jovens com o pontífice.

Até ao momento, mais de 200 mil jovens de todo o mundo iniciaram já o seu processo de inscrição na JMJLisboa2023.

Porto de Lisboa alvo de ataque informático sem compromisso das operações

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© Câmara Municipal de Lisboa

O Porto de Lisboa foi “alvo de um ataque informático” no domingo, mas o crime “não comprometeu a atividade operacional”, anunciou hoje a administração.

Segundo um comunicado da empresa, foram “rapidamente ativados todos os protocolos de segurança e medidas de resposta previstas para este tipo de ocorrências”, estando a situação a ser acompanhada pelo Centro Nacional de Cibersegurança e pela Polícia Judiciária.

“A Administração do Porto de Lisboa (APL) está a trabalhar em permanência e estreita articulação com todas as entidades competentes, no sentido de garantir a segurança dos sistemas e respetivos dados”, é referido na nota.

Equador apreende mais de duas toneladas de cocaína em contentor com destino a França

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© D.R.

A polícia do Equador apreendeu, no sudoeste do país, mais de duas toneladas de cocaína escondida num contentor com destino a França.

A polícia encontrou, num contentor com silicato de cálcio, no porto marítimo de Guayaquil, mais de duas toneladas de cocaína, “impedindo que mais de 26 milhões de doses chegassem aos mercados internacionais”, de acordo com um vídeo divulgado, no domingo, na rede social Twitter.

No sábado, a polícia apreendeu mais de uma tonelada de cocaína, ao largo da costa de Salinas, também no sudoeste do país.

No ano passado, o Equador foi o terceiro país do mundo com o maior número de apreensões de drogas, depois da Colômbia e dos Estados Unidos, de acordo com o último Relatório Mundial sobre Droga publicado pela ONU.

O mesmo documento apontava para o porto de Guayaquil como uma das principais portas de saída da cocaína fabricada na América do Sul para os Estados Unidos e a Europa, principalmente através de navios mercantes.

Município de Leiria entrega 1600 cabazes de Natal a famílias mais vulneráveis

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O Município de Leiria procedeu, no dia 21 de dezembro, à entrega de cerca de 1600 cabazes de Natal, destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social.

A entrega destes cabazes foi efetuada pela vereadora do Desenvolvimento Social, Ana Valentim, às Juntas de Freguesia e Uniões de Freguesia do concelho, que, em conjunto com outras entidades parceiras da Rede Social, trabalham em estreita colaboração com o Município no sentido de identificarem as famílias mais vulneráveis.

Este é um programa iniciado com a entrega de 700 cabazes em 2020, ano em que, em grande parte devido à pandemia, muitas famílias vivenciaram dificuldades económicas e sociais acrescidas.

Município de Santarém cede instalações da Antiga Escola Básica do 1º Ciclo do Vale de Santarém

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O Município de Santarém, a Junta de Freguesia do Vale de Santarém e a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental (APPACDM) assinaram no dia 22 de dezembro, o protocolo de cedência das instalações da Antiga Escola Básica do 1º Ciclo (EB1 nº2) desta Freguesia, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Na cerimónia de assinatura deste protocolo, Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, relembrou as parcerias que têm existido entre todos e referiu a importância deste protocolo, “cujo objetivo é dinamizar o espaço, através da criação de condições que beneficiem a população”.

Neste sentido, a APPACDM, que comemora o seu 50º Aniversário, pretende instalar no edifício uma valência com vista a apoiar mais e melhor os cidadãos que acolhe, enquanto que a Junta de Freguesia do Vale de Santarém vai utilizar o Ringue/Polidesportivo para a prática desportiva e cultural.

Ucrânia: Zelensky alerta para perigo de eventuais ataques nos últimos dias do ano

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou no domingo os ucranianos para o perigo de possíveis bombardeamentos pelas tropas russas durante as celebrações dos últimos dias do ano.

“Restam apenas alguns dias no ano, devemos estar conscientes de que o nosso inimigo tentará tornar este tempo escuro e difícil para nós”, disse o chefe de Estado no seu discurso da noite, que tem sido transmitido todos os dias pela presidência ucraniana desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.

O líder ucraniano afirmou ainda que “a Rússia perdeu tudo o que podia este ano, mas está a tentar compensar as suas perdas com a soberba dos seus propagandistas depois dos ataques com mísseis” ao país, incluindo ao setor energético.

“Sei que a escuridão não nos impedirá de conduzir os ocupantes a novas derrotas. Mas temos de estar preparados para qualquer cenário”, disse ainda.

Zelensky apelou aos cidadãos para estarem atentos aos alarmes contra ataques aéreos e para se abrigarem.

“Por favor, cuidem de vocês e estejam prontos a ajudar os outros. Quando os ucranianos estão juntos, quando os ucranianos estão gratos uns aos outros, não podemos ser derrotados”, disse.

O Presidente aproveitou a oportunidade para agradecer aos membros das Forças Armadas e aos voluntários, bem como aos serviços de emergência e aos trabalhadores das infraestruturas críticas, professores e trabalhadores dos transportes.

Mais de 7,8 milhões de pessoas fugiram da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes das Nações Unidas.

Desconhece-se o número exato de baixas civis e militares em dez meses de guerra, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será elevado.

As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.

PSD diz que Costa falou ao país de “braços caídos”

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© Partido Social Democrata - PSD (arquivo)

O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, acusou hoje o primeiro-ministro de se ter apresentado na mensagem de Natal de “braços caídos”, sem um projeto político transformador, apesar da confiança que António Costa quis passar ao país.

O chefe do Governo afirmou hoje haver razões para os portugueses terem confiança, apesar do cenário de incerteza internacional, salientando que a trajetória de redução do défice e da dívida coloca Portugal “ao abrigo das turbulências do passado”.

Num comentário à mensagem, no Porto, o dirigente social-democrata afirmou que, “apesar de aparentar ser um primeiro-ministro confiante”, Costa “é um primeiro-ministro de braços caídos que não representa um projeto político capaz de transformar Portugal”, como o país “precisava”.

“Sabemos que Portugal está cada vez mais na cauda da Europa, que é um país mais pobre, quer porque as pessoas têm mais dificuldade no seu dia-a-dia, quer porque os serviços públicos são, de facto, mínimos para o que é o máximo de impostos que os portugueses e empresas pagam”, assinalou Hugo Soares.

Acusando António Costa de na declaração de hoje não ter tido “uma palavra para os principais problemas das pessoas que vivem o dia-a-dia em Portugal”, o social-democrata procurou, depois, desmontar o essencial da mensagem do primeiro-ministro, para quem as três palavras que melhor exprimem o que se deseja nesta época do ano são paz, solidariedade e confiança.

“O primeiro-ministro falou muitas vezes de solidariedade, mas apenas no último trimestre do ano se lembrou e percebeu que as pessoas estavam com cada vez mais dificuldades face ao aumento do custo de vida”, criticou Hugo Soares, que apontou ainda um país que “vê todos os dias urgências hospitalares a fechar e os portugueses com mais dificuldades no acesso ao Serviço Nacional de Saúde”.

Passando, depois, para o tema das qualificações, referiu ter sido 2022 o ano em que “mais alunos” começaram o ano letivo “sem professores nas suas escolas”.

Assinalando a pose “mais natalícia” com que se apresentou hoje ao país, “quando há uma semana usava um tom mais agressivo nos seus comentários políticos”, Hugo Soares afirmou que Costa é um “primeiro-ministro que não resolve os problemas do país com as suas entrevistas e que do ponto de vista da ação política já não representa nada para o país”.

“Eu diria que nós hoje tivemos um doutor António Costa de braços caídos, sem dizer ao país aquilo que quer projetar nos próximos meses, sem oferecer uma palavra, essa sim, de esperança concreta para mudar a vida das pessoas”, afirmou Hugo Soares, defendendo, por isso, que “Portugal precisa de uma nova força, de um novo caminho” e que o “primeiro-ministro já não representa nem essa força nem esse caminho”.

Costa afirma que há razões para confiança apesar da incerteza internacional

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O primeiro-ministro considerou hoje que há razões para os portugueses terem confiança, apesar do cenário de incerteza internacional, salientando que a trajetória de redução do défice e da dívida coloca Portugal “ao abrigo das turbulências do passado”.

Esta posição foi transmitida por António Costa na sua tradicional mensagem de Natal, a oitava que profere desde que exerce as funções de primeiro-ministro.

Para o líder do executivo, as três palavras que melhor exprimem o que se deseja nesta época do ano são a paz, a solidariedade e a confiança.

Na sua perspetiva, há razões para os portugueses terem confiança.

“Confiança é o que o nosso país nos garante hoje, quando tanta incerteza nos rodeia no cenário internacional. Confiança no futuro, pelo que estamos a fazer no presente”, defendeu.

Segundo o primeiro-ministro, a solidariedade com que os portugueses têm conseguido, “em conjunto, e lado a lado, enfrentar os desafios que os tempos exigentes colocam”, dá “confiança na mobilização de todos em torno dos desafios estratégicos: reduzir as desigualdades, acudir à emergência climática, assegurar a transição digital e vencer o desafio demográfico”.

“A trajetória sustentada de redução do défice e da dívida coloca-nos ao abrigo das turbulências do passado. O investimento que temos feito nas qualificações, na ciência, na inovação, e na transição energética e climática garante-nos que estamos no pelotão da frente para vencer os desafios do futuro”, sustentou.

Neste contexto, dirigiu-se aos mais jovens, dizendo que podem ter confiança que em Portugal “terão a liberdade para seguir os seus sonhos e as oportunidades para construírem o seu futuro”.

Na parte inicial da sua mensagem, António Costa referiu-se à intervenção militar da Rússia na Ucrânia.

“Paz é o que todos ansiamos desde que o horror da guerra regressou à Europa. Acompanhamos a dor e o sofrimento do povo ucraniano e batemo-nos, lado a lado com a Ucrânia, pela paz e em defesa do direito internacional”, frisou.

A seguir, deixou “uma palavra de carinho especial à comunidade ucraniana que vive em Portugal”.

“Aos que há vários anos contribuem dedicadamente para o nosso desenvolvimento e aos que vieram nestes últimos meses à procura de segurança. A todos, desejo que em Portugal encontrem o maior conforto possível neste momento de angústia e saudade”, declarou.

Perante um cenário de guerra na Europa, de acordo com António Costa, a “solidariedade é, mais do que nunca”, o valor que deve guiar os cidadãos.

“Este ano, a inflação atingiu níveis que não vivíamos há três décadas; as taxas de juro subiram para valores que os mais novos não conheciam; e a fatura da energia cresceu, tanto para as famílias como para as empresas. Solidariamente, temos enfrentado estas dificuldades”, considerou.

Neste ponto, António Costa procurou realçar que “famílias, empresas, instituições do setor social, autarquias e Estado” estão “a lutar, lado a lado, para não deixar ninguém para trás, para proteger o emprego, para continuar a recuperar das feridas da pandemia, na economia, nas aprendizagens, na saúde, tanto física, como mental”.

“Só com este sentido de comunidade, de partilha, de solidariedade é que temos conseguido continuar a aproximar-nos das economias mais desenvolvidas da Europa, com o investimento das empresas, as exportações e o emprego a crescerem. Paz, solidariedade e confiança são as três mensagens que neste Natal de 2022 quero partilhar com todos os que vivem e trabalham em Portugal e com os portugueses que nos seguem de cada ponto da nossa diáspora”, assinalou.

Nesta sua mensagem, tal como tinha feito em anos anteriores, o primeiro-ministro transmitiu também “uma palavra de sincera gratidão aos profissionais, civis e militares, que, nesta quadra, asseguram o funcionamento de serviços essenciais”.

“E uma palavra especial de afeto e conforto a todos aqueles que, por vicissitudes da vida, se encontram sozinhos nesta quadra”, acrescentou.

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