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Domingo, Junho 28, 2026
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Torres Novas: Município cria incentivos para fixação de médicos no concelho

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© Município de Torres Novas

O regulamento municipal para atribuição excecional de incentivos à fixação de médicos de medicina geral e familiar nas unidades de saúde de Torres Novas entrou em vigor, após publicação em Diário da República, anunciou a autarquia.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Torres Novas (distrito de Santarém) afirma que o regulamento prevê o pagamento mensal de “um incentivo no valor máximo” de 400 euros “para comparticipar a aquisição ou o arrendamento de habitação ou, em alternativa, as despesas de deslocação do local de habitação para a Unidade de Saúde”.

Os médicos de medicina geral e familiar que se fixem no concelho poderão também beneficiar de devolução, entre 10% e 20%, do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), no caso de imóvel destinado a habitação própria e permanente coincidente com o domicílio fiscal do proprietário, bem como da redução das taxas municipais de urbanismo (construção ou remodelação de habitação própria), ambos em função do número de dependentes.

O município afirma que, apesar das “múltiplas solicitações, pressões, reivindicações e propostas junto das entidades competentes, não foi possível resolver ou até minorar os problemas sentidos no concelho ao nível dos cuidados de saúde primários que afetam diretamente a população”, o que levou à criação do regulamento.

Leiria renova floresta da encosta do castelo com cerca de 600 árvores e arbustos

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Município de Leiria

A mancha verde do parque da encosta do Castelo de Leiria vai receber quase seis centenas de novas árvores e arbustos no âmbito da requalificação daquela zona da cidade, anunciou hoje o município.

Meia centena de freixos, 30 salgueiros, 200 pilriteiros e três centenas de aroeiras, marmeleiros e abrunheiros-bravos vão ser plantados em substituição de 25 árvores identificadas naquela zona natural, “sendo a grande maioria considerada espécie invasora, como é o caso das acácias e ailantos”, esclareceu a autarquia em comunicado.

A vegetação a retirar é constituída por exemplares que “danificam as ruínas e as construções arqueológicas da zona”, além de competiram com a flora autóctone, sendo “necessário retirar este arvoredo de rápida propagação.

A plantação das quase 600 árvores e arbustos terá início esta semana e visa “a proteção do ambiente natural junto ao castelo”, área considerada pelo município de Leiria “de elevada preponderância, dada a sua localização em cenário citadino e o seu valor patrimonial e histórico”.

Atualmente decorre, desde setembro, a obra de requalificação do parque da encosta do Castelo de Leiria, uma intervenção orçada em 1,3 milhões de euros, com prazo de execução de 300 dias.

Segundo informação da Câmara de Leiria, a empreitada prevê a criação de pequenos percursos e de zonas de estadia e de circulação, bem como a adequação da área natural a estadia, passeio e atividade física, de forma a “contribuir para uma maior consciencialização ambiental, através da instalação de pontos de informação por sinalética ou monitores”.

Médio Tejo pede clarificação urgente da situação de Sertã e Vila de Rei

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© DR

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo quer que a tutela esclareça rapidamente a situação da Sertã e de Vila de Rei, municípios que integravam esta sub-região e que no dia 01 passaram formalmente para a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.

A presidente da estrutura do Médio Tejo (CIMT), Anabela Freitas, disse hoje à Lusa que no dia 29 de dezembro foi enviado à Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) um conjunto de questões sobre o procedimento a adotar em relação a estes dois concelhos do distrito de Castelo Branco, uma vez que a Lei n.º 24-A/2022, de 23 de dezembro, não incluiu uma norma transitória, tal como aconteceu com a alteração relativa à Península de Setúbal.

“Entrou na Assembleia da República uma proposta para inclusão de uma norma transitória que não foi aceite. A informação que temos é que sairá numa iniciativa legislativa autónoma”, disse a autarca.

Segundo Anabela Freitas, até receber indicações claras, a CIMT não vai fazer qualquer alteração ao seu funcionamento, tanto relativamente aos projetos intermunicipais que contam com fundos comunitários, como em relação a outros de iniciativa do Médio Tejo que envolvem aqueles dois municípios.

Como exemplos, referiu o transporte a pedido, um serviço que é prestado às populações e que “não se vai interromper”, a concessão do serviço público do transporte de passageiros – cujo concurso público internacional já foi lançado, encontrando-se a aguardar visto do Tribunal de Contas – ou a plataforma supraconcelhia na área da Ação Social.

Quanto ao programa comunitário 2030, que foi construído com aqueles dois municípios, Anabela Freitas afirmou que a CIMT assegurará a sua execução, sendo a única dúvida relativa à Proteção Civil, cujas linhas de financiamento passaram a integrar os Programas Operacionais Regionais.

Nesta área têm sido trabalhadas complementaridades para “evitar que todos os corpos de bombeiros tivessem o mesmo tipo de veículos”.

Como a nova organização territorial da Proteção Civil fez coincidir os comandos sub-regionais com as comunidades intermunicipais (CIM), Vila de Rei e Sertã passaram para o comando da Beira Baixa, pelo que considera que fará sentido existir complementaridade com esta sub-região.

Além dos projetos que envolvem os dois concelhos, a CIMT pediu à DGAL esclarecimentos sobre questões mais “administrativas”, como as que se prendem com a participação daqueles municípios nas reuniões da CIM e da Assembleia Intermunicipal do Médio Tejo.

“Estes dois concelhos continuam a ser convocados para a CIMT e para a Assembleia Intermunicipal ou só quando se fala de fundos comunitários? Passam a ser convocados pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa? Onde é que têm direito de voto? É preciso esclarecer onde é que vai ser aplicado este regime transitório”, declarou.

A CIMT teve uma reunião agendada com a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, em 13 de dezembro, mas, devido às cheias que ocorreram em Lisboa e aos alertas da Proteção Civil, o encontro foi desmarcado, aguardando os autarcas o seu reagendamento.

Para Anabela Freitas, o esclarecimento tem de ocorrer o mais brevemente possível, porque no final do mês vão iniciar-se as conversações com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) sobre as dotações para os Programas Operacionais Regionais “e isto tem de estar perfeitamente definido”.

“Este conjunto de questões, precisamos vê-las esclarecidas, porque o trabalho não para. Todos os dias temos de estar a tomar decisões […]. A decisão que tomámos, enquanto não estiver esclarecido, é continuarmos a fazer tudo exatamente como fazíamos até agora”, acrescentou.

Como possíveis soluções, a autarca referiu a possibilidade de, na fase de transição, a CIMT continuar a gerir os processos que estão em curso ou de serem celebrados contratos interadministrativos entre a CIM do Médio Tejo e a da Beira Baixa para assegurar a sua continuidade.

Em relação à participação de Sertã e de Vila de Rei, uma possibilidade será seguir o exemplo do que acontece com a CIMT, que é convocada como observadora para as reuniões da CCDR Centro (à qual pertence em matéria de fundos comunitários), já que tem direito de voto na definição da estratégia da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, a cuja região plano pertence.

Ou seja, “por analogia”, Sertã e Vila de Rei participariam com direito de voto na Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa e como observadoras na do Médio Tejo, disse.

Segundo a Lei n.º 24-A/2022, de 23 de dezembro, a CIM do Médio Tejo passa a ser constituída pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha e Mação, passando Sertã e Vila de Rei a integrar a CIM da Beira Baixa.

A passagem da Sertã e de Vila de Rei visou permitir a constituição de uma nova Unidade Territorial para fins Estatísticos de nível 2 (NUTS II) com a Lezíria, o Oeste e o Médio Tejo, que atualmente pertencem à região plano de Lisboa e Vale do Tejo.

Bento XVI/Óbito: Sofrida despedida de Papa Francisco a “fiel amigo de Cristo”

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© Vatican Media

Dando sinais de desconforto físico ao erguer-se, e mais encurvado do que habitual, o Papa Francisco despediu-se hoje de Bento XVI, na primeira missa fúnebre celebrada por um sumo pontífice ao seu antecessor em dois séculos.

“Bento, fiel amigo do Esposo [Cristo], que a vossa alegria seja perfeita em ouvir a Sua voz definitivamente e para sempre”, disse o Papa Francisco ao concluir a sua homilia, centrada nas qualidades do Papa Bento XVI, e depois de ler uma passagem do Evangelho de Lucas que fala da crucificação de Cristo.

Esta foi a primeira homilia fúnebre de um Papa ao seu antecessor desde 1802, quando Pio VII celebrou o funeral de Pio VI, segundo a Vatican News.

Hoje no adro da Praça São Pedro, os sinos fúnebres receberam o caixão de Bento XVI, tal como bandeiras de diversos países e até da região alemã da Baviera; em algumas tarjas lia-se “Santo já”, num apelo à beatificação do papa emérito, que morreu sábado aos 95 anos.

Durante toda a missa – celebrada em vários idiomas, incluindo português e alemão – a praça parecia refletir a compostura que Bento XVI teve em vida.

Duas telas gigantes transmitiram imagens do interior da basílica para as cerca de 50.000 pessoas que, segundo a Santa Sé, vieram assistir presencialmente ao funeral do papa emérito e que acompanharam as celebrações por um livro de cerimónias distribuído pelo Vaticano.

A despedida de Bento XVI juntou também chefes de Estado de todo o mundo, incluindo o Presidente italiano, Sergio Mattarella e a primeira-ministra Giorgia Meloni e os seus homólogos Frank-Walter Steinmeier e Olfa Scholz. De Portugal veio o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e de Espanha a rainha emérita Sofia.

Muitos rostos estavam cobertos de lágrimas no final, quando o Papa Francisco abençoou o caixão, antes de este ser levado para longe do olhar dos fiéis.

Entre aplausos, ergueram-se bandeiras, incluindo da Alemanha, país natal do papa emérito, e tarjas que, em alemão, tinham inscrito “obrigado Bento XVI”.

Em lágrimas estava Joanna Koerber, de 54 anos, veio de perto da cidade alemã de Nuremberga, de onde saiu às 16:00 de quarta-feira para estar presente às 09:00 de hoje na Praça de São Pedro.

“O Papa Bento XVI foi um papa extraordinário. Conheci-o quando era pequena e ele veio como cardeal para nossa região. Foi um Papa justo, que não foi bem compreendido apesar de sua fortíssima mensagem de fé”, disse a fiel católica à Lusa, visivelmente emocionada.

Mietta Mentana, 64 anos, italiana de Roma, conta que não veio à Praça de São Pedro para assistir ao funeral do Papa João Paulo II, para “dar lugar” a milhões de pessoas que vieram de todo o mundo, mas hoje fez questão de marcar presença.

“O Papa Bento mereceu todo o nosso carinho e amor. Ele foi um ótimo guia”, disse à Lusa.

Entre os fiéis, Carlos Zorrilla, peruano de 64 anos, disse à Lusa ter interrompido as férias em Espanha para estar presente no funeral, um dia triste para a Igreja.

“Eu sou católico e ele é nosso representante, dos melhores”, afirmou.

Ao longe assistia ao vai-vem de fiéis enlutados o estudante português Hugo Semedo, 24 anos, às portas do café onde trabalha próximo da Praça de São Pedro, hoje vazio dos habituais turistas.

“Foi um dia muito triste, muito cinzento, muito silencioso”, observou à Lusa.

PR diz que democracia “precisa, mais do que nunca, de ser cuidada”

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O Presidente da República considerou hoje que as democracias estão sob uma “profunda pressão” e que precisam “mais do que nunca” de ser cuidadas e preservadas “nos seus valores inegocáveis”.

“Estes são tempos de profunda pressão sobre as democracias, com a concorrência alastrada de modelos autoritários e híbridos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia de apresentação de cumprimentos de Ano Novo do corpo diplomático, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

O chefe de Estado notou que existem atualmente, “menos democracias do que há 10, 20 anos”, e defendeu que “a democracia precisa, mais do que nunca, de ser cuidada na forma e no conteúdo, preservada nos seus valores inegociáveis, reformada nos seus elementos mais cristalizados, rejuvenesecida nos seus protagonistas, numa adaptação às grandes transições que o mundo atravessa”.

“Tal como qualquer política pública, também a política externa precisa de uma ligação umbilical às pessoas, melhorando a perceção sobre os seus bons ofícios, desempenhos e objetivos, servindo com rigor os interesses de Portugal e envolvendo os portugueses nessa nobre missão coletiva que é projetar a história, a cultura, a lingua, o valor estratégico de Portugal no mundo”, salientou.

No arranque do novo ano, Marcelo Rebelo de Sousa descreveu 2022 como “um ano intenso e um ano difícil no quadro da conjuntura vivida de ação diplomática portuguesa”, considerando que se vive um “tempo de guerras, no qual a diplomacia se torna indispensável para qualquer roteiro da paz”.

O Presidente da República defendeu que “a diplomacia enquanto arte ao serviço da política externa dos Estados é hoje mais fundamental do que nunca para estruturar uma política pública prioritária aos interesses nacionais e insubstituível na afirmação de uma nação como Portugal nestes tempos turbulentos e incertos que o mundo atravessa”.

Apontando que “a cooperação institucional entre Presidente da República, Assembleia da República e Governo tem contribuído no Portugal democrático para a estabilidade e ambição da política externa portuguesa”, Marcelo deixou um apelo perante o ministro dos Negócios Estrangeiros.

“Deixar-lhe esse reiterado compromisso para que saibamos reservar uma cooperação institucional, vital na defesa de Portugal e dos portugueses nos tempos tumultuosos que atravessamos, e acentuar que nesses tempos, como nos futuros, este alinhamento implica maior protagonismo da Assembleia da República e do seu presidente, conjugado com os do Presidente da República e do Governo, nomeadamente primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e envolve também os órgãos superiores do poder judicial, estes naturalmente no domínio das suas competências constitucionais”, afirmou.

Numa intervenção de cerca de 20 minutos, o Presidente apontou também que “em boa hora Portugal acolherá em outubro, no Porto, a reunião do Grupo de Arraiolos, cumprindo o seu vigésimo aniversário e homenageando o seu fundador, o Presidente Jorge Sampaio”.

“Eram seis chefes de Estado em 2003, são hoje 16, eram chefes de Estado não presidencialistas, hoje são chaves essenciais no equilíbrio dos seus sistemas políticos, ou porque fragilizados ou porque carecidos de avales e fatores de correção perante inorganicidades e populismos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

E destacou que “o grupo de Arraiolos acaba por assumir, pela própria ordem de acontecimentos, um papel complementar reforçado nos grandes debates europeus, projetando também aí a diplomacia portuguesa como fator mobilizador de vontades dispersas”, referindo também a próxima cimeira da CPLP, em São Tomé e Príncipe.

Sobre a Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer em agosto, considerou que “pode vir a ser um bom exemplo de mobilização nacional em redor dos valores e princípios universalistas que nos definem” e “será uma porta aberta ao ecumenismo português, à sua tolerância multicultural, à sua matriz cosmopolita”.

“Podemos ter uma vez mais oportunidade de acolher líderes religiosos e políticos dos quatro cantos do mundo, quando são poucos os Estados que hoje o conseguem fazer. Mobilizemo-nos pois por essa causa, também ela de afirmação nacional e projeção universalista”, desafiou.

Antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que a presença do Presidente da República no plano internacional, nas várias viagens que tem realizado, “tem sido um ativo para a visibilidade de Portugal no mundo” e agradeceu a Marcelo Rebelo de Sousa “a atenção, o entusiasmo e a energia que dedica ao relacionamento externo”.

Ucrânia: Líder da secreta ucraniana avisa para aumento de ataques em território russo

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O líder dos serviços de informações ucranianos, Kyrylo Budanov, alertou hoje para a possibilidade de ocorrerem “cada vez mais ataques” em território russo, sem especificar se as ofensivas terão autoria das forças da Ucrânia.

Em entrevista ao canal norte-americano ABC realizada em Kiev, o chefe da secreta ucraniana não admite o envolvimento do seu país num ataque com ‘drones’ contra a base aérea russa de Engels, a 600 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, em 26 de dezembro, mas reconheceu ter ficado ”satisfeito por ter acontecido”.

Ao mesmo tempo, avisa que haverá “cada vez mais ataques” em território russo, mas só estará pronto a comentar qualquer responsabilidade da Ucrânia quando a guerra acabar.

Pelo contrário, sobre ataques que visaram a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, Budanov sustentou que se trata de território ucraniano: “Nós podemos usar armamento no nosso território”.

No final de dezembro, o líder dos serviços de informações visitou Bakhmut, na região de Donetsk, um dos pontos mais quentes do conflito, e disse ter ficado chocado com o que viu.

“Há centenas de cadáveres a apodrecer em campo aberto. Em alguns lugares são empilhados em cima de outros corpos como paredes improvisadas. Quando as tropas russas atacam, eles usam esses corpos como cobertura, como um escudo”, descreveu. “Mas não está a funcionar. Continuam a existir campos de cadáveres lá.”

Budanov afirmou também que o armamento da Rússia está a esgotar-se, forçando-a a recorrer a soluções “mais baratas” e “abundantes”, como os ‘drones’ autodestrutivos de fabrico iraniano.

Os Estados Unidos anunciaram o fornecimento de um sistema de defesa antimísseis Patriot para a Ucrânia no final de dezembro, a somar à ajuda financeira de mais de 20 mil milhões de euros garantida pela administração do Presidente Joe Biden desde o início do conflito.

“Quero expressar gratidão por toda a ajuda que recebemos e pedir para continuarem a apoiar a Ucrânia”, disse Budanov, dirigindo-se aos cidadãos norte-americanos: “Prometo que não demorará muito agora e todos os contribuintes dos Estados Unidos poderão ver para onde foi cada cêntimo. Vamos mudar este mundo juntos.”

São ainda esperados na Ucrânia, segundo Budanov, blindados Bradley dos Estados Unidos, o que “melhorará significativamente a capacidade de combate” das forças ucranianas.

O chefe da secreta espera que as batalhas sejam “mais quentes” na primavera, período em que, assegura, a Ucrânia planeia uma grande investida contra as unidades russas.

“É a libertação de territórios e as derrotas finais para a Federação Russa”, declarou, acrescentando que “isso acontecerá em toda a Ucrânia, da Crimeia ao Donbass”.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.919 civis mortos e 11.075 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Comissão de Utentes dos hospitais do Oeste pede inspeção a empresas de contratação de médicos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Oeste pediu hoje que o Governo mande inspecionar as empresas de contratação de profissionais de saúde para as três unidades da região.

Ouvido esta tarde na comissão de Saúde da Assembleia da República, o porta-voz da Comissão Cívica de Defesa dos Utentes do Centro Hospitalar do Oeste, Vítor Dinis, desafiou os deputados a “solicitar ao Governo que mande inspecionar as entidades empregadoras” às quais os hospitais do Oeste requisitam profissionais de saúde, considerando que estas “têm contribuído para aumentar as dificuldades para que os hospitais consigam contratar médicos”.

A falta de profissionais de saúde foi um dos “grandes problemas” apontados por Vítor Dinis aos deputados durante a audição sobre o estado da Saúde no Oeste, região onde, segundo o porta-voz da comissão, “todos os dias estão a morrer pessoas por falta de assistência”.

A par com a falta de médicos e enfermeiros, a Comissão apontou o dedo à inexistência de uma unidade de Cuidados Intensivos que sirva os cerca de 300 mil utentes do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) e denunciou a falta de investimento nos três hospitais que o integram, as unidades das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche.

“Nestes hospitais há equipamentos obsoletos e a necessidade de outros novos que nunca foram ali colocados”, afirmou Vítor Dinis, lembrando que os problemas nas área da Saúde se estendem ainda aos centros de saúde, “muitos dos quais estão fechados ou, se não estão fechados, têm lá apenas uma pessoa a dizer que não há médicos”.

Relativamente a estas questões, a deputada socialista Sara Velez manifestou a “esperança” de que algumas das medidas tomadas pelo Governo, relativamente ao novo estatuto do Sistema Nacional de Saúde e à passagem de Unidades de saúde Familiar para o modelo B, “tragam a mitigação dos problemas”.

De qualquer forma, a deputada assegurou que os socialistas continuarão “a bater-se pela Unidade de Cuidados Continuados” e por intervenções nos três hospitais.

Uma necessidade reforçada por Hugo Oliveira (PSD), que salientou que “os cuidados nestes três hospitais deixam muito a desejar e precisam de intervenção urgente”.

Para o social-democrata, “o novo Hospital do Oeste é de facto uma necessidade”, mas, “até que este seja uma realidade, é preciso garantir que haja investimento noutras unidades” e, relativamente aos centros de saúde, que o Governo tenha “coragem para avançar rapidamente com o modelo B”.

As queixas da comissão foram ainda reconhecidas pelo deputado do Chega Pedro Frazão, que alertou para a necessidade de melhores cuidados de saúde na região onde “existem várias unidades de turismo de excelência” e “muitos imigrantes ligados à agricultura”.

A propósito dos imigrantes, Pedro Frazão questionou a comissão de utentes se estes já fizeram chegar “algum retorno sobre as respostas que lhes são dadas em termos de Saúde”.

À agência Lusa, Vítor Dinis afirmou, no final da reunião, que “a audiência foi muito positiva, porque no geral os deputados entenderam as preocupações da comissão e concordaram com a necessidade de avançar com medidas para acautelar soluções até à construção do novo hospital”, cuja localização e perfil assistencial deverá ser anunciado até ao final do primeiro trimestre deste ano.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, servindo cerca de 293 mil pessoas, numa área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

“Celebramos o território e enaltecemos as nossas gentes”

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© Município de Óbidos

O Concelho de Óbidos vai celebrar o seu Feriado Municipal no próximo dia 11 de Janeiro, quarta-feira. A Sessão Solene, o ponto alto das celebrações, acontece pelas 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel.

Segundo Filipe Daniel, “o Feriado Municipal de Óbidos é sempre um momento muito importante para o concelho, porque celebra o nosso território e, acima de tudo, é uma forma de enaltecer as nossas gentes”. “Vamos, ao longo destes dias, mostrar o que de melhor Óbidos tem e mostrar o que estamos a preparar em termos de políticas para todos os obidenses nas mais diversas áreas”. “É um momento de festa, mas é também um momento de celebrar o espírito obidense”, conclui.

As cerimónias do Feriado Municipal começam a 6 de Janeiro, com teatro feito por elementos das escolas de Óbidos, e só terminam dia 17, com a tradicional Romaria de Santo Antão. Dia 7 haverá música coral, dia 8 decorre a Gala Óbidos +Ativo e dia 9 há o habitual cantar das Janeiras nos Paços do Concelho e ainda uma noite de fado. Dia 12 falar-se-á da preservação dos oceanos com a campeã mundial de bodyboard Joana Schenker, dia 13 há concerto com a cantautora Nena, dia 14 realiza-se um sarau de patinagem artística e dia 15 decorre um encontro de Ranchos Folclóricos do concelho (programa aqui).

Recorde-se que o Feriado Municipal a 11 de Janeiro comemora a Tomada de Óbidos aos Mouros, nesse dia, pelas hostes de D. Afonso Henriques, em 1148, sendo este o primeiro feriado municipal do ano a ser celebrado no calendário nacional.

Comemorações do Feriado Municipal
Programa

6 de Janeiro | 6ª feira | Teatro: O grande problema do Natal
Animadores do Complexo Escolar do Alvito e Jardim de Infância das Gaeiras
Horário: 19h30
Local: Auditório Municipal Casa da Música

7 de Janeiro | sábado | Coro do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos | Sinfonietta de Óbidos
Horário: 18h30
Local: Tenda | Cerca do Castelo

8 de Janeiro | domingo | Gala Óbidos + Ativo
Horário: 18h00
Local: Tenda | Cerca do Castelo

9 de Janeiro | 2ª feira | Cantar das Janeiras | Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos e Centro Melhor Idade
Horário: 14h30
Local: Paços do Concelho

9 de Janeiro | 2ª feira | Noite de Fados
Horário: 21h00
Local: Convento de São Miguel, Gaeiras
Entrada gratuita

11 de Janeiro | 4ª feira | Feriado Municipal
Sessão solene
Horário: 15:00
Local: Salão Nobre

12 de Janeiro | 5ª feira | Palestra: Joana Schenker |Ocean Leaders
Local: Auditório Municipal Casa da Música
Sessão 1 – 10h30
Sessão 2 – 11h45
Sessão 3 – 14h00

13 de Janeiro | 6ª feira | Concerto Nena
Horário: 21h30
Local: Tenda | Cerca do Castelo
Entrada gratuita

14 de Janeiro | sábado | Sarau de Patinagem Artística
Horário: 21h00
Local: Salão da ARCACEN – Capeleira

15 de Janeiro | domingo | Encontro de Ranchos do concelho de Óbidos
Horário: 15h00
Local: Tenda | Cerca do Castelo
Rancho Folclórico e Etnográfico de Capeleira
Rancho Folclórico “Os Populares” do Olho Marinho
Rancho Folclórico “Estrelas do Arnóia”
Rancho Folclórico Infantil e Juvenil “As Caiadeiras” das Gaeiras

17 de Janeiro | 3ª feira | Tradicional Festa de Santo Antão
Ermida da Santo Antão

Covid-19: OMS está a avaliar risco de nova subvariante viral que se propaga rapidamente

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foto © João Polónia / Notícias Em Direto (arquivo)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou hoje estar a avaliar o risco da nova subvariante XBB.1.5 do coronavírus da covid-19, que está a propagar-se rapidamente em vários países e pode ser mais transmissível.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse em videoconferência de imprensa que a organização “está a acompanhar de perto e a avaliar o risco” desta subvariante, que “se propaga rapidamente”, e “informará de acordo” com os novos dados que forem obtidos.

A subvariante XBB.1.5 da variante Ómicron do SARS-CoV-2 resulta de uma recombinação de duas sublinhagens BA.2 e já foi detetada em 29 países, incluindo Estados Unidos, onde já representa cerca de 40% dos casos de covid-19.

Segundo o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Estados Unidos, esta subvariante “pode ser mais transmissível”, embora se desconheça ainda se terá efeitos “mais graves”.

A líder técnica da OMS na resposta à covid-19, Maria Van Kerkhove, foi mais longe e afirmou hoje, na videoconferência de imprensa, citada pela agência AFP, que a XBB.1.5 “é a subvariante mais transmissível detetada até agora”.

O Grupo Consultivo Técnico da OMS sobre a Evolução do Vírus SARS-CoV-2 mencionou, em comunicado, que está a avaliar o “aumento rápido da proporção” da subvariante nos Estados Unidos e noutros países.

A covid-19 é uma doença respiratória infecciosa causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, um tipo de vírus detetado há três anos na China e que se disseminou rapidamente pelo mundo, tendo assumido várias variantes e subvariantes, umas mais contagiosas do que outras.

A doença é uma emergência de saúde pública internacional desde 30 de janeiro de 2020 e uma pandemia desde 11 de março de 2020.

Governo: Lista atualizada dos membros do XXIII Governo Constitucional

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© República Portuguesa

Lista atualizada dos membros do XXIII Governo Constitucional após a posse de hoje de dois ministros e seis secretários de Estado.

Primeiro-ministro – António Costa

  • Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-ministro – António Mendonça Mendes
  • Secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa – Mário Filipe Campolargo
  • Secretário de Estado dos Assuntos Europeus – Tiago Antunes

Ministra da Presidência – Mariana Vieira da Silva

  • Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros – André Moz Caldas
  • Secretário de Estado do Planeamento – Eduardo Pinheiro
  • Secretária de Estado da Administração Pública – Inês Ramires

Ministro dos Negócios Estrangeiros – João Gomes Cravinho

  • Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação – Francisco André
  • Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas – Paulo Cafôfo
  • Secretário de Estado da Internacionalização – Bernardo Ivo Cruz Ministra da Defesa Nacional – Helena Carreiras
  • Secretário de Estado da Defesa Nacional – Marco Capitão Ferreira

Ministro da Administração Interna – José Luís Carneiro

  • Secretária de Estado da Administração Interna – Isabel Oneto
  • Secretária de Estado da Proteção Civil – Patrícia Gaspar Ministra da Justiça – Catarina Sarmento e Castro
  • Secretário de Estado Adjunto e da Justiça – Jorge Alves Costa
  • Secretário de Estado da Justiça – Pedro Tavares

Ministro das Finanças – Fernando Medina

  • Secretária de Estado do Orçamento – Sofia Batalha
  • Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais – Nuno Félix
  • Secretário de Estado das Finanças – João Nuno Mendes
  • Secretário de Estado do Tesouro – Pedro Rodrigues

Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares – Ana Catarina Mendes

  • Secretária de Estado da Igualdade e Migrações – Isabel Almeida Rodrigues
  • Secretário de Estado da Juventude e do Desporto – João Paulo Correia

Ministro da Economia e do Mar – António Costa Silva

  • Secretário de Estado da Economia – Pedro Cilínio
  • Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços – Nuno Fazenda
  • Secretário de Estado do Mar – José Maria Costa

Ministro da Cultura – Pedro Adão e Silva

  • Secretário de Estado da Cultura – Isabel Cordeiro Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Elvira Fortunato
  • Secretário de Estado do Ensino Superior – Pedro Nuno Teixeira

Ministro da Educação – João Costa

  • Secretário de Estado da Educação – António Leite

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Ana Mendes Godinho

  • Secretário de Estado do Trabalho – Miguel Fontes
  • Secretário de Estado da Segurança Social – Gabriel Bastos
  • Secretária de Estado da Inclusão – Ana Sofia Antunes

Ministra da Saúde – Manuel Pizarro

  • Secretária de Estado da Promoção da Saúde – Margarida Tavares
  • Secretário de Estado da Saúde – Ricardo Mestre

Ministro do Ambiente e da Ação Climática – Duarte Cordeiro

  • Secretária de Estado da Energia e Clima – Ana Gouveia
  • Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas – João Paulo Catarino
  • Secretário de Estado da Mobilidade Urbana – Jorge Delgado
  • Secretário de Estado do Ambiente – Hugo Pires

Ministro das Infraestruturas – João Galamba

  • Secretário de Estado das Infraestruturas – Frederico Reis Francisco

Ministra da Habitação – Marina Gonçalves

  • Secretária de Estado da Habitação – Fernanda Rodrigues

Ministra da Coesão Territorial – Ana Abrunhosa

  • Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional – Isabel Ferreira
  • Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território – Carlos Miguel

Ministra da Agricultura e da Alimentação – Maria do Céu Antunes

  • Secretária de Estado da Agricultura – Carla Pereira
  • Secretária de Estado das Pescas – Teresa Coelho
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