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Comandos distritais de operações e socorro acabam hoje para dar lugar a modelo sub-regional

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma das maiores mudanças do sistema de Proteção Civil vai acontecer hoje com o fim dos 18 comandos distritais de operações e socorro (CDOS), que vão ser substituídos por 24 comandos sub-regionais.

A mudança do sistema de Proteção Civil de uma estrutura distrital para um modelo sub-regional estava prevista acontecer em 01 de janeiro, mas a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) determinou o adiamento desta transição face ao agravamento das condições meteorológicas.

O fim dos 18 CDOS e a criação de 24 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil estavam previstos na lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que entrou em vigor em abril de 2019.

Na altura, ficou decidido que a nova estrutura regional e sub-regional entraria em funcionamento de forma faseada, estando já em funções os comandos regionais do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, enquanto os 24 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil, cuja circunscrição territorial corresponde ao território de cada comunidade intermunicipal, iniciariam funções em 01 de janeiro.

Numa entrevista recente à Lusa, a secretária de Estado da Proteção Civil considerou que esta nova forma de trabalhar ou este “novo esqueleto” da Proteção Civil vai permitir um sistema “mais próximo dos territórios e das pessoas”, bem como das autarquias.

Patrícia Gaspar explicou que aquilo que é agora feito nos CDOS é “exatamente o mesmo que vai ser feito nos novos comandos sub-regionais”.

Para a governante, esta mudança vai concretizar-se “sem roturas e sem constrangimentos”, sobretudo no patamar operacional, tendo em conta que existiu um trabalho preparatório feito pela ANEPC.

A secretária de Estado afirmou também que a população não vai aperceber-se desta alteração, continuando o socorro a ser prestado “exatamente da mesma forma”.

No entanto, admitiu que apesar de ser “uma mudança de continuidade” vão existir “algumas diferenças”, nomeadamente nos concelhos cujas comunidades intermunicipais englobam diferentes distritos, além de “uma série de ajustes” que foram feitos.

Os novos comandantes e segundo comandantes das 24 novas estruturas são agora nomeados em regime de substituição e a ANEPC vai abrir depois um concurso público.

A Liga dos Bombeiros Portugueses já se manifestou “frontalmente contra” esta alteração e considerou que não se revê neste novo modelo de organização territorial, alegando que o sistema tem uma organização distrital e não sub-regional.

No entanto, a secretária de Estado garantiu que as corporações de bombeiros não vão sentir qualquer alteração com o novo modelo, esclarecendo que vão continuar a ter a atual área de atuação e a desempenhar as mesmas funções.

Segundo despacho que estabelece as condições de funcionamento destas novas estruturas de emergência e proteção civil, o Comando Regional do Norte vai abranger os comandos sub-regionais do Alto Minho, do Alto Tâmega e Barroso, da Área Metropolitana do Porto, do Ave, do Cávado, do Douro, do Tâmega e Sousa e das Terras de Trás-os-Montes e o Comando Regional do Centro vai incluir os comandos sub-regionais da Beira Baixa, das Beiras e Serra da Estrela, da Região de Aveiro, da Região de Coimbra, da Região de Leiria e de Viseu Dão Lafões.

Por sua vez, o Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo vai abranger os comandos sub-regionais da Grande Lisboa, da Lezíria do Tejo, do Médio Tejo, do Oeste e da Península de Setúbal, o comando regional do Alentejo vai incluiu os comandos sub-regionais do Alentejo Central, do Alentejo Litoral, do Alto Alentejo e do Baixo Alentejo e o comando regional do Algarve compreende o comando sub-regional do Algarve.

Tribunal condena homem a 22 anos de cadeia por homicídio em Figueiró dos Vinhos

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© Tribunal Judicial da Comarca de Leiria

O Tribunal Judicial de Leiria condenou hoje a 22 anos de prisão, em cúmulo jurídico, o suspeito de ter matado um homem de 53 anos em 31 de março de 2021, em Figueiró dos Vinhos, concelho daquele distrito.

Na leitura do acórdão, o Tribunal deu como provado que o arguido cometeu os crimes de homicídio qualificado (21 anos de cadeia), profanação de cadáver (1 ano) e detenção de arma proibida (2 anos), confirmando praticamente toda a acusação do Ministério Público.

O réu, de 52 anos, que não tinha antecedentes criminais, apenas não foi condenado por um segundo crime de detenção de arma proibida.

O Tribunal entendeu que o arguido agiu com dolo direto, embora não tivesse conseguido provar o móbil do crime, já que o suspeito não confessou o crime e negou a sua autoria.

“Saberá por que razão cometeu o crime e terá tempo para pensar nisso”, disse, dirigindo-se ao arguido, o juiz presidente, enfatizando: “quando julgam que cometeram o crime perfeito, às vezes enganam-se”.

O arguido foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 100 mil euros à mãe da vítima.

Até trânsito em julgado do acórdão, o arguido vai ser mantido em prisão preventiva.

Segundo o despacho de acusação, o suspeito, em data não apurada, mas antes de 31 de março de 2021, “formulou o propósito de matar o ofendido”, seu conhecido e “pessoa em relação à qual, por motivos não concretamente apurados, nutria sentimentos de inimizade”.

Para concretizar este fim, o homem, que não é titular de licença de uso e porte de arma, “muniu-se de uma pistola semiautomática (…) transformada em arma de fogo por adaptação a partir da arma original que era uma pistola de alarme e/ou de gás e de, pelo menos, três munições”.

O Ministério Público (MP) sustentou que, “de modo a conhecer as rotinas” da vítima, o arguido, nos quatro sábados que antecederam o dia 31 de março daquele ano, abordou a proprietária de um estabelecimento, frequentado diariamente pelo ofendido, “questionando-a acerca das horas” a que este aí se deslocava, tendo sido informado.

No dia 31 de março de 2021, o suspeito telefonou ao ofendido e disse que “precisava de ajuda para retirar uma viatura” atolada numa zona florestal do concelho de Figueiró dos Vinhos, para onde a vítima se deslocou num trator.

No local, quando o ofendido ainda estava sentado no trator, o arguido efetuou três disparos que atingiram aquele e, posteriormente, “enrolou à volta” do pescoço do ofendido “uma corda que apertou com força e desferiu diversas pancadas na cabeça” com uma machada que estava no trator.

O MP explicou que, para impedir a descoberta do corpo, o arguido colocou o cadáver no declive inferior de um caminho florestal, tendo coberto o corpo com ramos de eucalipto, e destravou e desengatou o trator, deixando-o deslizar por um caminho de terra batida e de declive acentuado.

O corpo da vítima foi descoberto no dia 02 de abril de 2021 pela Guarda Nacional Republicana.

Captura de percebes nas Berlengas vai ser mais controlada

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© Município de Peniche

A redução da captura de percebes na Reserva Natural das Berlengas e a monitorização do estado do recurso estão entre as medidas previstas até ao final do ano no plano de cogestão hoje publicado em Diário da República.

O Plano de Cogestão para a Apanha de Percebe na Reserva Natural das Berlengas, ao largo de Peniche, no distrito de Leiria, estabelece várias medidas a implementar, na sua maioria, até ao final deste ano.

Entre elas, consta um “novo zonamento das áreas de captura”, com áreas de gestão e monitorização de menor dimensão, o aperfeiçoamento da apanha para minimizar a apanha de percebes de menores dimensões e reduzir o desperdício e a avaliação do efeito da atividade, com a recuperação de áreas exploradas.

A monitorização da abundância de percebes, através da recolha de imagens, a valorização do recurso, com a procura de novos mercados, criação de uma marca e certificação do recurso, e o combate à venda ilegal, através de mais fiscalização e maior informação sobre as épocas de apanha, são também outras medidas previstas.

Com o plano, o comité de Cogestão para a Apanha de Percebe nesta zona pretende explorar o recurso minimizando o impacte da exploração, valorizar o produto e aumentar o rendimento económico, sem aumentar a quantidade total explorada, propor alterações legislativas necessárias para fazer uma melhor ligação entre a regulamentação da apanha em vigor e a cogestão, consolidar a gestão e monitorização do recurso, reduzir a escala espacial (novo zonamento) da gestão e da monitorização e melhorar a vigilância e fiscalização na apanha, transporte e comercialização do percebe.

Aquele comité é responsável pela gestão e monitorização da apanha sustentável de percebe dentro da Reserva Natural das Berlengas, tendo competências para propor ao Governo um plano de gestão, a apresentar nos próximos seis meses, e vir a executá-lo.

De acordo com a portaria hoje publicada, não foram observadas diferenças significativas entre os anos de 2005 e 2019 na percentagem de cobertura, densidade e biomassa de percebe”, nem na quantidade de percebes percecionada pelos mariscadores, havendo, contudo, zonas mais exploradas do que outras e, por conseguinte, percebes de maior e menor dimensão.

Nos últimos cinco anos, foram concedidas 40 licenças para apanha na Reserva Natural das Berlengas.

A quantidade capturada foi de 19,1 toneladas em 2017, 17,6 em 2018, 15 em 2019, 7 em 2020 e 14,2 em 2021.

O número de dias de apanha em cada ano, tendo em conta o número total de dias de apanha legalmente possíveis, variou entre 60 e 61 dias em 86 dias possíveis em 2017, 54 dias em 86 dias possíveis em 2018, 39 em 89 dias possíveis em 2019, 15 em 89 dias possíveis em 2020 e 27 em 86 dias possíveis em 2021.

Por dia, o número médio de apanhadores variou entre 19 apanhadores em 2017 e 2018, 21 em 2019, 26 em 2020 e 28 em 2022 e a quantidade média capturada variou entre 314 quilogramas (Kg) em 2017, 326 kg em 2018, 384 kg em 2019, 456 kg em 2020 e 526 kg em 2021.

Nos últimos cinco anos, a quantidade média explorada por apanhador em cada dia, tendo em conta o máximo legal, de 20 kg, variou entre 16,2 kg em 2017, 17,3 kg em 2018, 18,1 kg em 2019, 18,5 kg em 2020 e 19,1 kg em 2021.

Primeiro-ministro destaca Leiria como bom exemplo de execução do PRR

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© Município de Leiria

O primeiro-ministro, António Costa, destacou esta quarta-feira em Leiria o ritmo de construção dos centros de saúde no concelho, no âmbito de uma visita efetuada a estes equipamentos cuja concretização está a ser financiada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A afirmação foi efetuada após uma visita às Unidades de Saúde em Amor e nos Parceiros, que se encontram em construção, na qual o governante destacou que o PRR vai financiar a construção de 100 novos centros de saúde e a requalificação de mais 326.

“Quero felicitar o Sr. Presidente da Câmara de Leiria pelo bom exemplo que está a dar de boa execução das verbas do PRR”, disse António Costa, que deixou ainda uma palavra de “alento a todos aqueles que trabalham no setor da construção”.

“Vivemos tempos particularmente desafiantes, com equipamentos, componentes e materiais de construção que estão a ser difíceis de chegar ao mercado ou com preços mais elevados, o que torna a execução do PRR mais exigente”, acrescentou.

O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, destacou a importância deste investimento que marca uma nova geração de centros de saúde para apoio à população, realçando a construção de três unidades de saúde, que representam um investimento total de 3.995.222,31 euros, com um financiamento do PRR de 3.715.322,63 euros, estando a conclusão prevista no primeiro semestre deste ano.

“Este é um investimento que se enquadra na perfeição nas prioridades do PRR”, disse Gonçalo Lopes, destacando o bom ritmo de concretização das três obras, que vão servir 15.400 utentes nas freguesias de Bidoeira de Acima, Amor, Baroa e Parceiros e Azoia.

Além das obras visitadas está também em construção uma unidade em Bidoeira de Cima que não possível incluir no périplo por razões de agenda.

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, destacou a importância dos cuidados de saúde primários, realçando o facto de combinarem qualidade com proximidade, realçando que está em curso um grande esforço de recrutamento de novos médicos de família.

Empresas e artistas de Alcobaça em destaque no Aeroporto de Lisboa

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foto: Município de Alcobaça

Até ao próximo dia 7 de abril prossegue o projeto Arte Box, uma iniciativa do Arte Institute que conta com o apoio do Município de Alcobaça. No âmbito deste projeto, os trabalhos de 7 artistas plásticos e de 5 empresas de cerâmica alcobacenses encontram-se em exposição (de forma faseada) no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Participam nesta iniciativa os artistas alcobacenses Carolina Correia, Cheila Peças, Gabriel e Gilberto Colaço, José Aurélio, Luis Plácido Costa e Thierry Ferreira; e as empresas de cerâmica António Rosa, Arfai, Ceramics, Cerâmirupe, Jomazé e S.Bernardo PP&A.

O objetivo é dar a conhecer a marca Portugal e a marca Alcobaça ao mundo, trazendo a cultura e os seus elementos artísticos a locais por onde passam pessoas de todos os pontos do globo e onde se cruzam nacionalidades, perspetivas e experiências diferentes, perante cada obra.

“Este projeto reflete a nossa missão de valorização do nome de Alcobaça. Os artistas e as empresas têm aqui uma oportunidade para se evidenciar numa iniciativa que faz do Aeroporto de Lisboa uma verdadeira galeria de arte, visitada por milhões de passageiros oriundos de todo o mundo. A excelência do concelho de Alcobaça, comprovada nos mais variados domínios, reforça deste modo a sua escala global”, sublinha o Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues.

Companhia Vortice leva “A Sagração da Primavera” em digressão por quatro cidades

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© Vortice Dance Company

A Vortice Dance Company vai levar o espetáculo “A Sagração da Primavera”, uma nova abordagem dos coreógrafos Cláudia Martins e Rafael Carriço, em digressão por Lisboa, Torres Vedras, Porto e Sintra a partir de 20 de janeiro.

De acordo com a companhia, o espetáculo, que se estreou em janeiro de 2022, nas Caldas da Rainha, e deveria entrar em digressão – interrompida devido à pandemia covid-19 – será este mês apresentado entre os dias 20 e 29, em parceria com a Temporada Darcos.

O trabalho, inspirado na obra de Igor Stravinsky, à luz de uma era tecnológica, junta as linguagens da dança, da videografia, do ‘videomapping’ e da música, com o objetivo de proporcionar “uma experiência sensorial avassaladora”, segundo a produção.

Vista como um marco na história da dança, “A Sagração da Primavera” foi coreografada originalmente por Vaslav Nijinsky, a partir da música composta por Igor Stravinsky, que aborda o tema da celebração da natureza, estreando pelos Ballets Russes em Paris, em 1913.

A ação “desenvolve-se numa analogia direta com a velocidade das primaveras de hoje, onde a Dança do Sacrifício final se desmultiplica no tempo e no espaço”, acrescenta a produção, sobre este novo trabalho da Vortice.

A obra musical será interpretada ao vivo pela Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música e Artes de Espetáculo, do Porto, com direção do maestro Nuno Côrte-Real.

Lisboa será a primeira cidade a receber a “Sagração da Primavera” da Vortice, a 20 de janeiro, no Coliseu, seguindo-se Torres Vedras, a 22 de janeiro, no cine-teatro local, depois o Porto, a 27 de janeiro, no Coliseu, e por fim Sintra, a 29 de janeiro, no Centro Cultural Olga Cadaval.

Estreada a 29 de janeiro de 2022 no Centro Cultural das Caldas da rainha, depois de uma residência artística naquele equipamento e no Coliseu de Lisboa, a peça tem direção artística, coreografia, videografia, conceção cénica e figurinos de Cláudia Martins e Rafael Carriço.

Será interpretada pelos bailarinos Joana Marques, Inês Costa, Manuela Linhares, Cláudia Martins, Rafael Carriço, Diogo Lourenço, Francisco Maduro, Julia Caetano e Sigrid Dugstad.

Com produção da companhia, o espetáculo para maiores de 6 anos tem coprodução do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, Cine Teatro de Torres Vedras e o Coliseu de Lisboa.

Ao longo de 21 anos, a Vortice realizou digressões internacionais em mais de 30 países, em cinco continentes, nomeadamente com participações nos festivais Kuopio Dance Festival, na Finlândia, o Festival Internacional de Dança de Casablanca, em Marrocos, Peridance, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, ou o Retroperspectywy Festival, na Polónia.

A Temporada Darcos – projeto musical iniciado em 2002 – é financiada pela Câmara Municipal de Torres Vedras, a Câmara Municipal de Lisboa e a Direção-Geral das Artes, entre outros parceiros públicos e privados.

Municípios da região de Leiria e Ourém contra aumento de 80% na tarifa do lixo

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© João Polónia / Notícias Em Direto

Os municípios da Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós contestaram a proposta de aumento acumulado de 80% no tarifário do lixo até 2024, apresentada pela Valorlis, que classificaram de exponencial e injustificado.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, os seis municípios, pertencentes às comunidades intermunicipais da Região de Leiria e Médio Tejo (Ourém), revelaram que a proposta de aumento de tarifário para 2023 se cifra em 52,98 euros a tonelada, subindo para os 68,36 euros em 2024, representando, em dois anos, “um acréscimo acumulado na ordem dos 80% face à tarifa praticada em 2022”, que se situa nos 37,9 euros.

No comunicado, os seis municípios signatários argumentaram que os aumentos nos tarifários de valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos terá “reflexos no agravamento das condições de vida das populações e da saúde financeira dos municípios da Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós”.

A Valorlis – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos pertence ao grupo EGF (Empresa Geral do Fomento) e é concessionária do sistema multimunicipal de valorização e tratamento dos resíduos sólidos urbanos dos referidos municípios.

As autarquias contestatárias vão reclamar da proposta de aumento “junto do Governo e do regulador ERSAR” – a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, a quem compete regular e fixar as tarifas aplicáveis aos serviços de tratamento de resíduos.

Acusaram a Valorlis de empolar investimentos que não se concretizam: “Estamos perante cenários irrealistas e de manifesta incapacidade de realização, verificando-se, pela análise das sucessivas contas reguladas previsionais, o empolamento de investimentos que na prática não se concretizam, mas que influenciam e oneram, no imediato, o custo do serviço junto dos concedentes e consumidores”.

Os signatários explicaram que a taxa de execução dos investimentos estimados pela Valorlis, em relação aos realizados, “situou-se abaixo dos 44%, com reflexos na fixação do tarifário”.

Através da exposição a apresentar à ERSAR, os municípios pretendem que o regulador proceda à redução da proposta de tarifa para os níveis atualmente em vigor de 37,90 euros por tonelada – ou seja, sem aumentos – exigindo que a Valorlis faça os “ajustamentos financeiros necessários que permitam fixar tarifas adaptadas ao custo real do serviço prestado e observe os níveis de investimento efetivamente realizado”.

As seis autarquias alegaram ainda que a empresa “vive uma boa situação financeira, com meios libertos positivos de cerca de sete milhões de euros no período de 2019-2021”.

“As condições de sustentabilidade económico-financeira e rentabilidade de exploração da concessão, contrariamente ao sempre alegado pela concessionária, verificam-se como totalmente asseguradas, tendo em conta os resultados de exploração relativos aos últimos três anos”.

Nos últimos cinco anos é, pelo menos, a terceira vez que os municípios da região de Leiria contestam as propostas de aumento de tarifário da Valorlis: em 2018, face a uma proposta de aumento acumulado de 85% para o triénio seguinte (2019-2021), a ERSAR viria a propor uma redução de 45%.

Em 2022, os municípios voltaram a contestar, mas aparentemente sem sucesso, o aumento de 7,1% no tratamento de resíduos sólidos urbanos, dos 35,4 euros por tonelada para os atuais 37,9 euros por tonelada.

Maternidades vão abrir de forma rotativa nos primeiros três meses deste ano

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

As maternidades e blocos de partos vão continuar a abrir de forma rotativa nos primeiros três meses deste ano, seguindo um plano que deverá ser anunciado até dia 15, avançou hoje o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde.

“No primeiro trimestre vamos manter um esquema semelhante ao que aconteceu no Natal e no Fim de Ano. Queremos já tentar fechar as datas todas”, disse Fernando Araújo.

Em entrevista à agência Lusa, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) apontou que o plano para os primeiros três meses de 2023 será lançado “muito rapidamente”.

“Temos a reunião [de balanço do Natal e de Ano Novo] no dia 10. Espero que até dia 15, ou por aí algures, [o plano seja apresentado]. O plano está delineado. Falta só perceber se há alguma alteração a fazer”, referiu.

Fernando Araújo apontou que o que está preparado para o primeiro trimestre do novo ano é manter a abordagem de rotatividade, de forma a criar “previsibilidade” e ser possível “coordenar uma operação estável”.

“O objetivo é termos, numa área geográfica, uma resposta consistente e evitar que as grávidas estejam, até à ultima hora, a tentar perceber se aquele local vai estar aberto ou não”, resumiu.

Bento XVI/Óbito: Maior legado foi assumir Igreja num momento difícil e iniciar reforma – cardeal António Marto

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Bento XVI em Portugal © Vatican News (foto Ricardo Perna)

O cardeal português António Marto disse hoje que o maior legado de Bento XVI, papa emérito que morreu no sábado, “foi ter assumido o governo da Igreja num momento difícil” e ter iniciado uma reforma.

“O maior legado de Bento XVI foi ter assumido o governo da Igreja num momento difícil e ter iniciado uma reforma que não conseguiu depois levar ao fim, como ele próprio disse, em virtude de não sentir as forças físicas e anímicas para exercer, adequadamente, o cargo”, afirmou à agência Lusa António Marto.

O bispo emérito da Diocese de Leiria-Fátima considerou que “só isso já é um exemplo para toda a Igreja”, porque “confrontou a sua situação existencial com os desafios que a Igreja e o mundo punham e tomou uma decisão lúcida, corajosa, humilde e, como ele mesmo sublinhou na homilia final (…), fê-lo pelo sentido de responsabilidade e por amor à Igreja”.

António Marto realçou que Bento XVI “continuou o pontificado de João Paulo II [1920-2005], deu um grande valor ao diálogo com as outras religiões”, além de ter instituído o diálogo com os não crentes.

Por outro lado, o prelado, que está em Roma para o funeral do papa emérito, na quinta-feira, destacou o testemunho de fé de Bento XVI.

“Ele procurou, de facto, como grande teólogo que era, traduzir a fé numa linguagem bela e acessível”, assinalou, observando que “tocava fundo no coração de muita gente” e isso vê-se “na multidão que está a acorrer para dar a última despedida”.

Segundo o cardeal, Bento XVI fez “esta transição para uma nova etapa da Igreja na sua reforma agora iniciada com o Papa Francisco”.

António Marto, que foi aluno de Joseph Ratzinger, mais tarde papa Bento XVI, recordou ter encontrado um professor “muito acessível, com grande simplicidade, acolhedor, próximo dos alunos, sempre disponível nos intervalos de aula”.

O então bispo de Leiria-Fátima, que acolheu Bento XVI no Santuário de Fátima, em 2010, na sua única viagem apostólica a Portugal, disse acreditar que “Fátima deixou uma marca na pessoa e no pontificado” do papa alemão.

“Tinha feito o grande comentário teológico sobre o acontecimento e a mensagem de Fátima”, declarou, recordando que a deslocação a Portugal ocorreu num momento em que “estava no auge a discussão sobre a questão dos abusos a menores”.

Referindo que “veio com alguma timidez”, o cardeal lembrou que na viagem de Roma para Portugal foi confrontado pelos jornalistas com a questão dos abusos sexuais “aplicou a própria mensagem de Fátima à situação, que a Igreja estava a viver e que exigia uma purificação e uma reforma”.

“Siderou, digamos assim, quer os jornalistas, quer toda a gente que depois pôde ouvir, quando disse ‘os inimigos da Igreja não são os de fora, mas são os que estão dentro, com o seu pecado e que sujam a imagem da própria Igreja’”, adiantou.

Ainda sobre Fátima, “ao sublinhar a dimensão profética da mensagem”, António Marto repetiu as palavras de Bento XVI: “Desiludam-se aqueles que pensam que a mensagem de Fátima se esgotou, ela é aplicável ao mundo de hoje e aos sofrimentos da humanidade”.

O cardeal António Marto, que se despediu da Diocese de Leiria-Fátima em 06 de março de 2022, acrescentou uma frase que define o pontificado de Bento XVI: “A primeira encíclica, ‘Deus é amor’, que procurou sintetizar o coração da fé cristã”

“Ele disse que o grande programa do cristão é a imagem do bom samaritano, que tem um coração que vê onde há o sofrimento e é necessário o amor para curar as feridas na humanidade”, declarou António Marto.

O papa emérito Bento XVI, que morreu no sábado com 95 anos, abalou a Igreja ao resignar do pontificado por motivos de saúde, a 11 de fevereiro de 2013, dois meses antes de completar oito anos no cargo.

Joseph Ratzinger, que foi papa entre 2005 e 2013, nasceu em 1927 em Marktl am Inn, na diocese alemã de Passau, tornando-se no primeiro alemão a chefiar a Igreja Católica em muitos séculos e um representante da linha mais dogmática da Igreja.

Os abusos sexuais a menores por padres e o “Vatileaks”, caso em que se revelaram documentos confidenciais do papa, foram temas que agitaram o seu pontificado.

Ronaldo pediu para ser tratado como o resto dos jogadores – presidente do Al Nassr

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© Al Nasr Club

O presidente do Al Nassr, Musalli al Muammar, disse hoje que o futebolista português Cristiano Ronaldo pediu para ser tratado como os restantes colegas de equipa e que é normal que o seu salário seja superior.

“Ronaldo pediu durante as negociações para ser tratado como o resto dos seus companheiros, em relação a prémios e ao regulamento do clube”, disse, durante a cerimónia de apresentação do jogador português como reforço do Al Nassr.

O líder do clube saudita salientou que é “muito normal” que o seu salário seja “o mais alto”, embora assuma que “o acordo é comercialmente benéfico em termos de rentabilidade”, adiantando que “nos próximos dias se vão saber muitas coisas”.

“O acordo com Ronaldo não se limita ao futebol, já que vai apoiar a academia do Al Nassr, que pretendemos fazer”, referiu.

Cristiano Ronaldo, de 37 anos, ruma ao futebol saudita após ter rescindido contrato com os ingleses do Manchester United, que representou uma segunda vez em 2021/22 e 2022/23, após uma primeira passagem (2003/2009).

Antes de iniciar o Mundial2022, Ronaldo, que foi formado no Sporting e, entre as duas passagens pelos ingleses, representou Real Madrid (2009/2018) e Juventus (2018/2022), assumiu sentir-se “traído” e desrespeitado nos ‘red devils’, ao serviço dos quais marcou 145 golos em 346 jogos.

Com 194 jogos pela seleção principal de Portugal, e 118 golos, junta-lhes 451 tentos pelo Real Madrid, em ‘apenas’ 438 encontros, e cinco pelo Sporting, em 31 jogos.

Atualmente orientado pelo francês Rudi Garcia, e com o brasileiro Talisca (ex-Benfica) e o camaronês Aboubakar (ex-FC Porto), o Al Nassr ocupa o primeiro lugar da Liga saudita, após 11 jornadas, com 26 pontos, mais um do que o Al Shabab, que tem menos um jogo.

O Al Nassr soma nove títulos de campeão saudita, o último dos quais em 2018/19.

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