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Governo cria grupo de trabalho para decidir localização do futuro hospital do Oeste

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Unidade das Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) | foto © João Polónia / Notícias Em Direto

A antiga ministra da Saúde Ana Jorge vai coordenar um grupo de trabalho criado pelo Governo para decidir, até março, a localização e o perfil assistencial do futuro hospital do Oeste, informou hoje o Ministério da Saúde.

O grupo de trabalho criado pelo Ministério da Saúde tem como missão “proceder a uma análise técnica com vista à decisão sobre a localização do futuro Hospital do Oeste e respetivo perfil funcional, bem como a calendarização, o modo de operacionalização e de financiamento da sua construção, desde a fase da preparação e lançamento de concurso até à edificação e equipamento do novo Hospital”, foi hoje divulgado em comunicado.

A Ana Jorge, médica pediatra e antiga ministra da saúde caberá a coordenação do grupo que integra ainda Marta Ferreira, em representação do Gabinete do Secretário de Estado da Saúde; Rita Moreira, em representação da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), Sofia Coutinho, em representação da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS); Laura Silveira, em representação da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT); Hélder de Almeida, em representação do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) e Paulo Simões, em representação da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim).

De acordo com o Ministério da Saúde, a constituição do grupo de trabalho será publicada na próxima semana, num despacho que determina que o mesmo deverá apresentar uma proposta integrada até ao dia 31 de março, extinguindo-se após esta apresentação.

O despacho determina ainda que os elementos grupo de trabalho deverão “promover uma análise complementar e multidisciplinar da informação e dos dados existentes”, nomeadamente do estudo técnico solicitado pela OesteCim à Nova IMS – Nova Information Management School, cujos resultados foram apresentados em 21 de novembro de 2022.

O grupo pode ainda “proceder à consulta ou participação e audição de outras entidades, públicas e privadas, bem como de personalidades de reconhecido mérito, cujo contributo seja considerado relevante para a prossecução dos trabalhos”, pode ler-se no comunicado do Ministério da Saúde.

O estudo técnico encomendado pela OesteCim centrou-se, numa primeira fase, sobre a potencial localização do futuro hospital, concluindo como localizações mais prováveis os concelhos do Bombarral ou de Torres Vedras, soluções que têm sido contestadas pela autarquia das Caldas da Rainha.

Na segunda fase, apresentada em novembro de 2022, os autores do estudo avançaram com recomendações sobre o perfil assistencial do hospital que poderá vir a ter entre 446 e 625 camas de internamento, 32 especialidades na consulta externa, 15 especialidades no internamento, um hospital de dia e alargar as urgências à especialidade de psiquiatria.

O novo hospital deverá substituir as atuais três unidades do CHO, os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, que têm como área de influência, além destes concelhos, os de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro), num total de cerca de 300 mil habitantes.

“Os desafios reconhecidos na resposta assistencial hospitalar à população, a dispersão de cuidados por três instituições hospitalares, a distância geográfica que separa as diferentes unidades, os limites de reconversão de parte das atuais instalações e a reduzida capacidade de atração e gestão de recursos humanos tornam evidente a necessidade de construção de uma nova infraestrutura hospitalar que permita oferecer à população do Oeste e visitantes qualidade e segurança assistencial adequadas às novas e crescentes necessidades em saúde”, reconheceu o Ministério da Saúde.

O futuro Hospital do Oeste “permitirá potenciar a modernização e utilização de recursos, garantindo igualmente uma resposta articulada entre diferentes valências, o que contribuirá de uma forma decisiva para a melhoria dos cuidados de saúde assegurados pelo Serviço Nacional de Saúde nesta região do país”, conclui o comunicado do Ministério.

Pastoral do Turismo promove jornadas nacionais em Coimbra

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© Seminário Maior de Coimbra

A reflexão sobre o rumo do turismo, “no contexto da evangelização e da promoção do setor junto das instituições religiosas” é um dos objetivos das V Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, a realizar em Coimbra em fevereiro.

Promovidas pela Pastoral do Turismo – Portugal (PTP), a iniciativa, que terá lugar no Seminário Maior de Coimbra, de 02 a 04 de fevereiro, deverá ser aberta pelo Prefeito do Dicastério para a Evangelização, Rino Fisichella.

“A caminho de uma Pastoral Laudato Si é o tema genérico das Jornadas, com o padre Miguel Lopes Neto, diretor da PTP a considerar que a preocupação é olhar “para as questões relacionadas com o turismo religioso sem preconceitos e sem um enclausuramento em torno de limites já sem grande sentido”.

“Importa abordar, com clareza, as questões da sustentabilidade, do diálogo intercultural, da comunicação, do envolvimento da comunidade religiosa e não só, como caminho para mostrar uma identidade que é a identidade dos cristãos católicos”, acrescenta o sacerdote.

Durante os trabalhos, serão apresentados projetos considerados “inovadores”, como o “Idosos Saudáveis e Ativos (ISA) Património”, da Câmara Municipal de Torres Vedras, ou “Luiza Andaluz Centro de Conhecimento”, dinamizado pelas Servas de N. Sra. de Fátima.

O padre Miguel Neto acrescenta, citado numa nota sobre as Jornadas, que “de Espanha e do Brasil virão dois diretores das Conferências Episcopais (…), para partilharem a sua visão do que poderá ser feito nesta área, no sentido de estabelecer uma ponte entre o trabalho da pastoral e uma ecologia global”.

“Pastoral do Turismo: um itinerário para o desenvolvimento integral da pessoa humana – Laudato si, uma proposta de ecologia integral”, “Caminhos de Esperança: peregrinar e comunicar com sustentabilidade”, “Sinergias e projetos: concretizações para o futuro da pastoral”, “Relação anfitriões/turistas e comunicação de viagens: sinais de crescimento no diálogo Intercultural” e “JMJ Lisboa 2023: o mundo em Lisboa, para viver a Fé e descobrir um país”, serão alguns dos temas em discussão nestas V Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo.

São Tomé e Príncipe recebe próxima cimeira e presidência da CPLP – oficial

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© elTrapezio

São Tomé e Príncipe vai acolher a próxima cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), assumindo então a futura presidência da organização, disse hoje à Lusa o secretário-executivo da comunidade lusófona, Zacarias da Costa.

“A cimeira vai ser em São Tomé, o Governo de São Tomé irá formalizar essa decisão, essa vontade, nos próximos dias”, afirmou Zacarias da Costa, recordando que o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, teve um encontro em Luanda com o chefe de Estado de Angola, João Lourenço, também presidente em exercício da CPLP, assim como com o presidente do Conselho de Ministros em exercício da organização, o ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António, a 23 de dezembro de 2022.

Nesse encontro, segundo Zacarias da Costa, foi discutida a questão da cimeira da CPLP.

O secretário-executivo da CPLP, que se encontra em Brasília, onde assistiu, no domingo, à posse de Lula da Silva como Presidente do Brasil, adiantou que a confirmação da realização da próxima cimeira em São Tomé lhe foi comunicada, na capital brasileira, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros são-tomense, Alberto Pereira.

Zacarias da Costa adiantou que se reuniu com aquele responsável político para debater “os objetivos e a preparação” da cimeira, que começará nos próximos dias.

“Iremos começar a partir já dos próximos dias até à cimeira, por forma a garantirmos que ela aconteça, como normalmente, em julho, e que marcará o início da presidência são-tomense” da organização, salientou.

Questionado sobre temas da cimeira, o secretário-executivo não adiantou mais detalhes, argumentando que vai começar agora a a sua preparação.

“O mais importante é o compromisso do Governo de São Tomé, que assumiu a vontade de assumir a presidência da CPLP para o biénio 2023-2025”, frisou.

A realização da cimeira deste ano tinha ficado por decidir na conferência de chefes de Estado e de Governo de julho de 2021, em Luanda, quando o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou que São Tomé e Príncipe atravessava naquele momento um período eleitoral (eleições presidenciais), e argumentou que os Estados-membros deveriam aguardar o final desse processo para determinar que país acolheria a cimeira de 2023 e a consequente presidência da CPLP. A Guiné-Bissau também manifestou disponibilidade para receber a cimeira.

Aproveitando a presença de vários chefes de Estado e de Governo lusófonos em Brasília, para a posse de Lula da Silva, Zacarias da Costa teve encontros com os presidentes de Portugal, de Angola, João Lourenço, e de Timor-Leste, José Ramos Horta.

O secretário-executivo da CPLP disse ter tido “uma longa conversa” com o Presidente de Angola e com o ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António.

“Nós encontramo-nos regularmente onde quer que seja possível, para obviamente acompanhar os trabalhos da presidência e garantir que os objetivos traçados nos dois anos da presidência angolana sejam cumpridos”, referiu.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-Membros da CPLP.

Fenprof entrega abaixo-assinado com mais de 45 mil subscritores ao Ministério

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A Federação Nacional de Professores (Fenprof) entregou hoje ao Ministério da Educação um abaixo-assinado subscrito por mais de 45 mil educadores e docentes contra as propostas da tutela para a revisão do regime de concursos.

“Quisemos explicar tudo o que trouxe os professores para a rua, que tem a ver com as intenções do Ministério em relação aos concursos”, disse o secretário-geral da Fenprof após ter sido recebido pelos chefes de gabinete do ministro e do secretário de Estado da Educação.

As assinaturas começaram a ser recolhidas em setembro, após a primeira reunião negocial, e as primeiras 20 mil subscrições foram entregues no final de novembro. Entretanto, foram reunidas mais cerca de 25 mil subscrições, totalizando 45 mil, o que representa 27% do número total de educadores e professores pré-escolar e ensinos básico e secundário.

O abaixo-assinado foi entregue no final de uma concentração que juntou várias centenas de professores em frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, no primeiro dia do 2.º período letivo, marcado por greves que se deverão prolongar durante todo o mês de janeiro.

Além de problemas relacionados com a carreira e condições de trabalho, apontados há vários anos pelos sindicatos, o protesto foi também motivado pelo processo negocial que está a decorrer sobre a revisão do regime de recrutamento e mobilidade docente.

Na última reunião, no início de novembro, o ministro da Educação, João Costa, apresentou algumas propostas gerais que previam, por exemplo, a transformação dos atuais 10 quadros de zona pedagógica em mapas docentes interconcelhios, alinhados com as 23 comunidades intermunicipais, bem como a criação de conselhos locais de diretores que decidiriam sobre a alocação às escolas dos professores integrados em cada mapa.

“Há um conjunto de matérias que são absolutamente inaceitáveis para os professores”, afirmou Mário Nogueira, reiterando o ultimato para que até ao dia 10 de janeiro o Ministério responda às reivindicações dos docentes, recuando nas propostas para os concursos e abrindo processos negociais sobre outras matérias.

“Depois de alguns meses de tolerância, ficamos intolerantes”, acrescentou, considerando, por outro lado, que “se o Governo acha que tem custos resolver os problemas que afetam a classe docente e não se importa com os custos que existem por não haver professores qualificados nas escolas, está a pensar mal.

Após esse prazo, a Fenprof está a preparar um acampamento junto ao Ministério da Educação entre os dias 10 e 13 e convocou, em articulação com outros sete sindicatos, uma greve por distritos, durante 18 dias entre 16 de janeiro e 08 de fevereiro. No dia 11 de fevereiro, realiza-se uma manifestação nacional organizada pelas oito organizações.

“Se quiser dar resposta às questões, marca uma reunião para breve. Se achar que está bem como está, vamos à luta e tenderá a ser cada vez mais forte”, disse Mário Nogueira, admitindo mais ações de luta em fevereiro.

Durante cerca de duas horas, os professores concentrados em frente ao Ministério da Educação, vindos de várias zonas do país, gritaram palavras de ordem como “Diretores a recrutar, não iremos aceitar” ou “Todo o tempo é para contar, não é para roubar”.

Entre apitos e buzinas, os professores gritam a palavra “Respeito”, repetida também nos cartazes que seguram.

“Estamos cansados, fartos e queremos ser respeitados”, disse à Lusa Elisabete Martinho, professora de Português na Escola Secundária Doutor José Afonso, no Seixal, manifestando-se contra a possibilidade de os professores serem contratados diretamente por diretores escolares.

Por outro lado, a professora, que leciona há mais de 30 anos, lamentou também as alterações ao regime de mobilidade por doença, que a impediram de ficar numa escola mais próxima de casa, apesar de ser doente oncológica, e criticou as vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões que a têm impedido de progredir na carreira, apesar de cumprir os critérios.

“Quando estamos a lutar contra todos estes problemas, estamos também a exigir uma melhor educação para todos”, acrescentou Maria José Silva, professora no Conservatório de Música do Porto, que referiu outras questões como o desgaste associado à profissão e a necessidade de rejuvenescimento da profissão.

10.º Encontro de Teatro promove três dias de espetáculos em Pombal

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© Teatro Amador de Pombal (TAP)

O Teatro Amador de Pombal (TAP) organiza nos dias 13, 14 e 15 a décima edição do Encontro de Teatro, que pretende proporcionar a Pombal, no distrito de Leiria, a “oferta diversificada de linguagens teatrais”.

O encontro desenvolve-se em parceria com companhias com quem o TAP colabora, cabendo este ano ao Ajidanha, de Idanha-a-Nova, apresentar trabalho no Teatro-Cine, sala que recebe os três espetáculos programados.

Segundo o TAP, o encontro procura “alcançar várias faixas etárias”, através de “uma alargada experiência cultural”.

O 10.º Encontro de Teatro de Pombal começa no dia 13 com “Quem mora n’a minha cabeça”, peça do Teatro Amador de Pombal para maiores de 16 anos.

O segundo momento do programa leva no dia 14 a Pombal “A minha família”, um trabalho do Ajidanha que começou por ser uma história sobre questões da vida familiar e que hoje, 15 anos depois da estreia, se revela “um olhar sobre uma sociedade doente”.

“Farsa do Juiz da Beira” é a terceira peça do encontro, também pelo Teatro Amador de Pombal, que encerra o programa no dia 15, com uma encenação de Miguel Sopas para texto de Gil Vicente.

© Teatro Amador de Pombal (TAP)

Espera nas urgências do Hospital Santa Maria é de quase 13 horas para doentes urgentes

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O tempo médio de espera para doentes urgentes nas urgências do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, era de quase 13 horas às 14:45 de hoje, indicava o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo os dados atualizados às 14:45, 56 pessoas encontravam-se a aguardar o atendimento urgente (pulseira amarela), após a triagem na urgência central, com um tempo médio de espera de 12 horas e 42 minutos, e outras 35 consideradas menos urgentes (verde) aguardavam 05 horas e 43 minutos.

Nos casos muito urgentes (pulseira laranja), o tempo de espera no Hospital de Santa Maria estava estimado em uma hora e 14 minutos.

No Hospital São Francisco Xavier, o tempo médio de espera na urgência geral era bastante inferior, com uma hora e 53 minutos para os casos urgentes (nove doentes) e 56 minutos para as situações menos urgentes (10 doentes).

Já na urgência polivalente do hospital de São José a espera para atendimento era de uma hora e 05 minutos para os doentes urgentes e de 32 minutos para os menos urgentes.

A triagem de Manchester, que permite avaliar o risco clínico do utente e atribuir um grau de prioridade, inclui cinco níveis: emergente (pulseira vermelha), muito urgente (laranja), urgente (amarelo), pouco urgente (verde) e não urgente (azul).

Nos casos de pulseira amarela, o primeiro atendimento não deve demorar mais de 60 minutos, e no caso da pulseira verde a recomendação é que não vá além de 120 minutos (duas horas).

Concerto de Ano Novo com sabor a Brasil no CNEMA

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© Município de Santarém

O Concerto de Ano Novo de Santarém, a 7 de janeiro, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Nacional de Exposições de Santarém (CNEMA) junta valsas e polcas austríacas a música erudita do Brasil, por ocasião do bicentenário da independência do país. A bilheteira reverte a favor de IPSS Locais (Centro Social Paroquial de Santa Marta de Alcanhões, Projeto Agir + Lene e Associação r. INseRIR).

O espetáculo, com início às 18 horas, é dirigido pelo maestro brasileiro Evandro Matté, que conduz a Metropolitana pelas habituais valsas e polcas de Johann Strauss II e por cinco temas de António Carlos Gomes, Francisco Braga, Arthur Barbosa, Franz Lehár e Alberto Nepomuceno, considerados dos mais importantes compositores de música erudita do Brasil.

O programa do Concerto de Ano Novo inclui a ópera “Alvorada” e a abertura da ópera “O Guarani”, de António Carlos Gomes, a valsa “Ouro e Prata” de Franz Lehár, a polca rápida “Sob Trovões e Relâmpagos” e as polcas “Tritsch-Tratsch” e “Annen” e a valsa “Danúbio Azul”, de Johann Strauss II, “Batuque”, de Alberto Nepomuceno , “Toada e Desafio” de Arthur Barbosa e “Episódio Sinfónico” de Francisco Braga.

Os bilhetes custam 5 euros e podem ser adquiridos nas instituições benificiárias, na União de Freguesias da Cidade de Santarém e na Press News (Tabacaria do W-Shopping). Também podem ser adquiridos no dia do espetáculo na bilheteira no CNEMA que abre às 17h.

IPMA regista sismo de 3,4 com epicentro perto do Bombarral

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Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi registado pelas 01:16, com epicentro localizado a cerca de oito quilómetros a sudoeste do Bombarral, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O sismo “foi sentido com intensidade máxima” nos concelhos de Caldas da Rainha, Lourinhã e Torres Vedras, informou em comunicado.

O IPMA indicou ainda na mesma nota que foi “sentido com menor intensidade” nos concelhos de Óbidos, Peniche, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Cascais, Lisboa, Mafra, Sintra e Vila Franca de Xira.

Sistema de comunicações do CODU já se encontra a funcionar em pleno

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O sistema de comunicações do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) já está a funcionar em pleno, depois da quebra que acionou hoje o plano de contingência, divulgou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

“Às 20:36 foram integralmente repostas as comunicações móveis e às 20:50 o sistema de dados” do sistema de comunicações do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), referiu o INEM em comunicado.

Ao final da tarde, fonte do INEM tinha confirmado à Lusa um problema com os CODU que levou o organismo a ativar de imediato o plano de contingência previsto.

Também o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) tinha confirmado à Lusa que, ao final da tarde, registaram-se problemas de comunicações nos CODU, que estavam, nesta altura, com os “telefones sem funcionar”.

Em comunicado, o INEM explicou que se verificou pelas 18:05 um “incidente com o ‘backup’ de fornecimento de energia que motivou a queda das comunicações”.

“O INEM ativou de imediato o plano de contingência previsto, privilegiando o acionamento de meios de emergência através da rede SIRESP e recorrendo aos sistemas redundantes de que dispõe em termos de telecomunicações móveis para atendimento de chamadas, garantido desta forma o funcionamento do Sistema Integrado de Emergência Médica”, sublinhou.

O instituto reforçou ainda o apelo à colaboração dos cidadãos, solicitando que liguem para o 112 apenas em caso de emergência.

Para as situações de aconselhamento devem recorrer ao Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde, através do 808 24 24 24, o que permitirá que aos CODU do INEM cheguem apenas chamadas de verdadeiras emergências médicas, sublinhou o INEM no comunicado.

O 112 é o Número Europeu de Emergência, sendo comum, para além da área da saúde, a outras situações como incêndios, assaltos ou roubos.

As chamadas efetuadas para o 112 são atendidas pela PSP e pela GNR e são canalizadas apenas para os CODU do INEM as chamadas relativas a socorro na área da saúde.

Ucrânia: Centro de recuperação de feridos da guerra vai abrir no concelho de Ourém

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© João Polónia/Notícias Em Direto

Um centro de recuperação de feridos da guerra na Ucrânia vai abrir num antigo seminário na localidade de Aldeia Nova, concelho de Ourém (Santarém), disse hoje à agência Lusa fonte da associação Ukrainian Refugees UAPT.

Segundo o tesoureiro da Ukrainian Refugees UAPT (conhecida por HELP UA.PT), Ângelo Neto, o contrato de cedência do imóvel a título gratuito e por um período de sete anos foi assinado na semana passada com a proprietária do imóvel.

Este membro da direção adiantou que o espaço vai ser um “centro de acolhimento e recuperação de feridos de guerra da Ucrânia” e salientou que há uma “grande necessidade de apoio nessa vertente”.

“Os feridos estão a ser tratados em caves, sem qualquer condição”, afirmou, referindo que se entendeu, “para não sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde português, fazer isso através da iniciativa privada”.

Ângelo Neto adiantou que o antigo seminário “vai ser totalmente requalificado”.

“Os feridos vêm e são primeiro instalados no centro. Fazem todo o tratamento pré-cirúrgico, exames, o que for necessário com apoio da CUF. Vão fazer a cirurgia e depois regressam para esse centro, para fazerem a recuperação. É um centro de recuperação de traumas leves [ligeiros], ou seja, não é um hospital”, precisou.

Assinalando que este centro “será o primeiro da Europa”, o responsável disse que se prevê iniciar as obras na “terceira semana de janeiro”.

As obras, com o apoio da Leroy Merlin, e os equipamentos de fisioterapia estão estimados em cerca de meio milhão de euros.

Os trabalhos no edifício deverão estar terminados “no final de março, início de abril”, sendo previsível que os primeiros feridos entrem no centro na segunda quinzena de abril, afirmou o tesoureiro.

O antigo seminário, que ficou conhecido como Casa da Criança da Aldeia Nova, ligado à Obra do Frei Gil, da ordem religiosa de São Domingos (Dominicanos), terá capacidade para acolher “entre 100 a 150” doentes e vai gerar 10 postos de trabalho, declarou Ângelo Neto, explicando que a associação já tem profissionais, como enfermeiros, e que o corpo clínico que vai cuidar daqueles resulta de um protocolo com a CUF a assinar brevemente.

Este trabalho está a ser articulado com o Ministério da Saúde da Ucrânia.

Sobre a escolha do antigo seminário, na União de Freguesias de Gondemaria e Olival, o responsável justificou com o facto de o espaço ter sido cedido gratuitamente, o imóvel necessitar de recuperação, estar no centro do país e pela “tranquilidade do local”.

“A CUF não consegue atender todos os feridos que precisam de cirurgia num único hospital deles em Lisboa”, notou, esclarecendo que o trabalho vai ser feito com outras unidades no país.

Por outro lado, assinalou que o presidente da Ukrainian Refugees UAPT, Roman Kurtysh, “quer devolver toda a ajuda” a Portugal.

“Assim que essa guerra terminar e os feridos forem tratados, aquilo vai ficar durante todos os anos que estiver ativo para atender a população local”, apontou, destacando que este vai ser um legado que a associação vai deixar para a região.

A Ukrainian Refugees UAPT, com estatuto de utilidade pública, sediada em Portugal, foi criada em fevereiro de 2022. É uma organização sem fins lucrativos que dá apoio a refugiados da guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia ainda perdura e as Nações Unidas apresentaram como confirmados desde o início da guerra 6.884 civis mortos e 10.947 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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