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Domingo, Junho 28, 2026
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Faro: GNR detém homem por posse de arma proibida e apreendidos engenhos pirotécnicos

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A Guarda Nacional Republicana (GNR), através de militares do Comando Territorial de Faro, deteve um homem por posse de arma proibida e apreendeu diversos engenhos pirotécnicos, no dia 29 de dezembro, no concelho de Loulé.

Em comunicado, a GNR refere que após várias denúncias de rebentamentos de explosivos na via pública, os militares da Guarda deslocarem-se ao local, onde detetaram um homem a deflagrar engenhos pirotécnicos.

No decorrer da abordagem, foi ainda possível apreender uma arma proibida que se encontrava na posse do suspeito, o que motivou a sua detenção.

“Este tipo de artigos não são meros brinquedos, mas sim explosivos com a capacidade de provocar acidentes graves, sobretudo em crianças e jovens”, alerta a GNR, lembrando que o uso e/ou venda indevida de produtos pirotécnicos são sancionados através de coima.

GNR investiga furto de réplica de dinossauro em Pedrógão Grande

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a investigar o furto de uma réplica de dinossauro que estava em exposição no Jardim da Devesa, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, disse fonte desta força de segurança.

“Recebemos hoje uma queixa da Câmara de Pedrógão Grande sobre o furto que terá ocorrido na noite de passagem de ano e iniciámos diligências”, afirmou à agência Lusa fonte da GNR.

No âmbito da programação de Natal, o município anunciou o “Natal Jurássico”, uma exposição que convidava a conhecer estes animais, iniciada em 23 de dezembro e que terminava hoje.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, António Lopes, confirmou a queixa contra incertos e apelou a quem furtou a réplica de um velociraptor, com cerca de 50 quilogramas, para a colocar em lugar visível.

António Lopes salientou que, “embora houvesse segurança” no local, “houve talvez uma janela de oportunidade” que possibilitou o furto.

“Esta exposição foi fantástica em termos de afluência, de famílias do concelho e de outras proveniências”, acrescentou, lamentando o furto.

Óbidos: Dia de Reis assinalado na Casa Saramago e no Museu Paroquial

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© Município de Óbidos

O Dia de Reis vai ser assinalado em Óbidos (distrito de Leiria), na sexta-feira e no sábado, com um programa especial de comemorações na Casa José Saramago – Biblioteca Municipal e no Museu Paroquial da vila, informou a Câmara.

O primeiro momento terá lugar no Museu Paroquial, para visita e observação da obra “Adoração dos Magos”.

O segundo momento acontecerá na Casa José Saramago – Biblioteca Municipal com o conto de uma história e uma oficina plástica relacionada com a temática.

O dia 06 é reservado ao público escolar e o dia 07 destina-se ao público em geral. Todas as atividades são gratuitas mediante inscrição prévia para o email biblioteca@cm-obidos.pt.

Ucrânia: Rússia confirma morte de mais de 60 soldados em ataque ucraniano

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O Governo russo confirmou hoje a morte de mais de 60 militares num ataque do Exército ucraniano com foguetes de artilharia de alta mobilidade (HIMARS) contra uma cidade da região de Donetsk.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que 63 soldados foram mortos no ataque, que atingiu um ponto de implantação temporário na cidade de Makivka.

O Centro Conjunto de Controlo e Coordenação de Assuntos para os Crimes de Guerra da Ucrânia também confirmou que as Forças Armadas ucranianas realizaram vários ataques de artilharia contra a cidade de Donetsk.

Em setembro, Putin anunciou a anexação das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, todas parcialmente ocupadas como parte da invasão.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.884 civis mortos e 10.947 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Detido homem suspeito de tentar matar outro em Tomar por motivos passionais

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Um homem de 47 anos foi detido por suspeitas de tentativa de homicídio de outro homem com uma arma de fogo, em Tomar, distrito de Santarém, alegadamente por motivos passionais, revelou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

A detenção do suspeito ocorreu “fora de flagrante delito”, no seguimento da participação de um homicídio na forma tentada no espaço exterior de um café contra um homem de 43 anos, que foi atingido “com disparo de arma de fogo, na zona do peito”, indicou a PJ, em comunicado.

A vítima foi “prontamente assistida, encontrando-se clinicamente estável e fora de perigo”, adiantou a mesma fonte, sem referir em que data ocorreu o crime.

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, começou a investigar de imediato, contando com a “pronta ação” da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Tomar, o que permitiu identificar o suspeito, que “terá praticado os factos por motivos passionais”.

Para a detenção do suspeito, “indiciado pelo crime de homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida”, foi montado um dispositivo policial, com a equipa da PJ que procedia à investigação no terreno e com a colaboração da GNR de Tomar.

Segundo a PJ, o detido vai agora ser presente às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação.

Ucrânia: Portugal atribuiu quase 56.600 proteções temporárias

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© João Polónia/Notícias Em Direto

Portugal atribuiu até hoje quase 56.600 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia e cerca de um quarto foram concedidas a menores, informou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

A última atualização feita pelo SEF dá conta de que desde o início da guerra, a 24 de fevereiro de 2022, Portugal concedeu 56.599 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 33.119 dos quais a mulheres e 23.480 a homens.

O SEF avança que o maior número de proteções temporárias concedidas continua a ser registado em Lisboa (12.276), Cascais (3.510), Porto (2.920), Sintra (1.915) e Albufeira (1.394).

Aquele serviço de segurança acrescenta que foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13.961 menores, representando cerca de 25% do total.

O SEF revela ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 737 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver “perigo atual ou iminente”.

Nestas situações – na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar -, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.

O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos “perigo atual ou iminente”.

O pedido de proteção temporária a Portugal pode ser feito através da plataforma ‘online’ criada pelo SEF, disponível em três línguas, não sendo necessário os adultos recorrerem aos balcões deste serviço de segurança.

No entanto, no caso dos menores, é obrigatória a deslocação a um balcão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para que seja confirmada a identidade e filiação.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados para países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

GNR deteve 237 pessoas desde quinta-feira por conduzirem com excesso de álcool

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A GNR deteve desde quinta-feira e até às 07:30 de hoje, 237 condutores com excesso de álcool no sangue e registou 703 acidentes de que resultaram quatro mortos, informou hoje aquela força de segurança.

De acordo com os dados provisórios da Operação “Ano Novo 2022”, de 29 de dezembro até às 07:30 horas de hoje, a Guarda Nacional Republicana (GNR) fiscalizou 33.843 condutores, dos quais 689 conduziam com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 gramas por litro de sangue (g/l).

Destes, 237 foram detidos com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l, tendo sido ainda detidas 91 pessoas por conduzirem sem habilitação legal.

Das 6.610 contraordenações rodoviárias detetadas pela GNR o âmbito da operação, 1.615 dizem respeito a excesso de velocidade, 458 por falta de inspeção periódica obrigatória, 198 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças, 107 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução e 86 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

Quanto à sinistralidade rodoviária, a GNR registou desde quinta-feira e até às 07:30 de hoje 703 acidentes, quatro mortos, 18 feridos graves e 129 feridos ligeiros.

Em comunicado, a GNR indica que durante a operação, que termina hoje, a GNR vai continuar a dar prioridade à fiscalização da condução sob a influência do álcool e de substâncias psicotrópicas, excesso de velocidade, uso indevido do telemóvel, falta de inspeção periódica obrigatória e manobras perigosas.

Bento XVI/Óbito: Início do velório para último adeus dos fiéis

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Interior da Basílica de São Pedro © Vatican Media

O velório do Papa emérito Bento XVI foi aberto ao público hoje às 09:00 locais (08:00 em Lisboa) quando centenas de pessoas já aguardavam na fila para entrar na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O corpo de Bento XVI, que morreu em 31 de dezembro aos 95 anos, foi colocado na nave central da Basílica de São Pedro, em frente ao chamado altar da confissão, ao lado do famoso dossel de Bernini.

O velório ficará aberto ao fiéis para o último adeus a Bento XVI até às 19:00 locais de hoje (18:00 em Lisboa).

Os restos mortais de Bento XVI foram trasladados do mosteiro Mater Ecclesiae, nos Jardins do Vaticano, onde o Papa emérito morava desde 2013, para a Basílica de São Pedro.

O Papa emérito Bento XVI abalou a Igreja ao resignar do pontificado por motivos de saúde, a 11 de fevereiro de 2013, dois meses antes de comemorar oito anos no cargo.

Joseph Ratzinger, que foi Papa entre 2005 e 2013, nasceu em 1927 em Marktl am Inn, na diocese alemã de Passau, tornando-se no primeiro alemão a chefiar a Igreja Católica em muitos séculos e um representante da linha mais dogmática da Igreja.

Os abusos sexuais a menores por padres e o “Vatileaks”, caso em que se revelaram documentos confidenciais do papa, foram temas que agitaram o seu pontificado.

Bento XVI classificou os abusos como um “crime hediondo” e pediu desculpa às vítimas.

O funeral de Bento XVI realiza-se na quinta-feira, na Praça de São Pedro, no Vaticano, às 09:30 locais (08:30 em Lisboa), numa celebração presidida pelo Papa Francisco.

Pintura de Paula Rego “O Impostor” é primeira compra do Estado para novo museu no CCB

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Sociedade Nacional de Belas Artes

A pintura “O Impostor” (1964), da artista Paula Rego (1935-2022), que retrata Salazar de forma satírica, é a primeira obra adquirida pelo Estado para integrar o novo museu que ficará sob gestão do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

“Há dois motivos que justificam esta aquisição: o ano da morte de Paula Rego e a altura em que teremos um novo museu no espaço onde até agora esteve o Museu Berardo”, a partir de terça-feira, revelou o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, em declarações à agência Lusa.

A pintura a óleo e técnica mista sobre tela foi adquirida pelo Estado por 400 mil euros à família da artista, escolhida por constituir uma referência marcante da trajetória de uma das mais destacadas artistas portuguesas a nível internacional, que morreu em junho, aos 87 anos.

“Seria impensável ter um novo museu de arte contemporânea [instalado no Centro Cultural de Belém] que não tivesse uma peça significativa da Paula Rego pertencente ao Estado Português”, sublinhou o ministro da Cultura sobre a aquisição que irá ficar em depósito já no ex-Museu Berardo, cujo nome deverá ser divulgado no início da semana, na sequência da extinção da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Coleção Berardo.

De acordo com a tutela, a escolha de “O Impostor” foi feita a partir de sugestões da família de Paula Rego, e depois com base numa proposta da curadora da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), Sandra Jurgens.

A CACE passará a ter 10 peças da pintora Paula Rego: “[A Coleção] já tinha oito, quatro em depósito em Serralves [no Porto] e mais quatro no [Centro de Arte Contemporânea] em Coimbra, e passou a ter nove com a entrada de uma obra que se encontrava na Coleção Ellipse, este ano adquirida pelo Estado”, indicou o ministro da Cultura à Lusa.

“Sem desvalorizar as outras, esta peça é muito maior, e tem outro significado e relevância para estar exposta num museu de arte contemporânea com um perfil internacional”, sublinhou Pedro Adão e Silva sobre o novo projeto que será desenvolvido ao longo do ano, findos os 15 anos de comodato acordado entre o Estado e o colecionador e empresário José Berardo, cuja coleção de arte está arrestada pela justiça e à guarda do CCB.

Adão e Silva recordou que a iniciativa “é um sinal, um contributo” que responde ao apelo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, quando Paula Rego morreu, no sentido de serem feitas mais aquisições para Portugal.

Questionado sobre o critério para a seleção de uma obra onde o ditador António de Oliveira Salazar (1889-1970) surge representado satiricamente como um polvo, Pedro Adão e Silva explicou que é “muito emblemática por várias razões”.

“Foi uma opção por uma peça de um período onde há lacunas significativas da presença de obras de Paula Rego em Portugal, da década de 1960, um período importante para a identidade da artista, e em que o tema da ditadura em Portugal está muito presente”, justificou.

A pintura, criada em 1964, com 179 por 158 centímetros, esteve na primeira exposição de Paula Rego em Portugal, em Lisboa, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1965.

“De certa forma, a simbologia também é essa: é uma peça que regressa a Portugal, e regressa a um país já democrático”, salientou Pedro Adão e Silva à Lusa.

“O Impostor” encontra-se atualmente em exibição no Museu de Pera, no centro histórico de Istambul, numa retrospetiva dedicada à artista – devido a um compromisso prévio -, e deverá vir para Portugal depois do encerramento da exposição, a 30 de abril.

Para Nick Willing, um dos filhos de Paula Rego, “é uma honra que uma obra muito importante” da artista, realizada no Albert Street Studio, em Londres, no Reino Unido, onde a autora se radicou a partir dos anos 1970, seja integrada numa coleção do Estado Português.

“Naquela altura, a minha mãe fez muitas obras em estilo figurativo a criticar Salazar. A polícia política estava sempre de olho nela, quando vinha a Portugal”, relatou o realizador, contactado pela Lusa.

O chefe do Governo da ditadura surge, por isso, dissimuladamente retratado como um polvo, “uma criatura escorregadia com braços suficientes para controlar todos os aspetos da vida portuguesa”, e, segundo Willing, esta é uma das poucas obras que mantiveram o nome original.

“Praticamente todas estas pinturas tiveram de mudar de nome, e só algumas pessoas conheciam o seu significado. Por medo de ser presa, a minha mãe escondeu-a na casa dos pais dela no Estoril”, relatou.

Ali ficou esquecida, e só mais tarde, nos anos 1990, numa renovação do interior, a família foi surpreendida pela descoberta, escondida num compartimento secreto, atrás de uma cortina.

No quadro surge rabiscada no polvo a data 1928, quando foi entregue a Salazar a pasta das Finanças no Governo, e outros sinais que a pintora deixava para interpretação de quem neles reparasse: “Esta imagem é uma das críticas mais diretas ao regime que ela fez na década de 1960”, salientou o filho de Paula Rego.

Anteriormente mostrada “em muitos museus, é uma honra que fique agora em Lisboa, num dos museus mais importantes de Portugal e a nível internacional”, disse Nick Willing, que, além disso, vincou, “tem a ver com a história do país”.

“Se fosse para Espanha ou para os Estados Unidos da América não seria a mesma coisa”, comentou, acrescentando que “a pouco e pouco, a família está a encontrar boas ´casas´ para os ´bonecos´ da mãe” – como Paula Rego lhes chamava -, “em vendas por valores mais acessíveis, com a condição das obras serem exibidas o mais possível ao público”.

No dia da morte de Paula Rego, a 08 de junho, em Londres, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, depois de manifestar pesar pelo desaparecimento da pintora, destacou a importância da compra de duas obras da artista realizada pela Fundação Calouste Gulbenkian (“O Anjo” e “O Banho Turco”), pedindo ao Estado e privados que completassem essa iniciativa.

Em setembro, a Câmara Municipal de Cascais tinha revelado à Lusa a compra da pintura “The Exile” (1963), por 240 mil euros, e a doação das telas “Day” e “Night” (1954), todas da coleção da família da pintora, para o acervo da Casa das Histórias Paula Rego, museu dedicado à obra da artista naquele município.

Novo Presidente promete reorganizar economia do Brasil

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O novo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje que vai assinar rapidamente medidas para mudar a atuação do Estado no desenvolvimento do Brasil, no seu discurso de posse como governante perante o Congresso.

“Hoje mesmo estou assinando medidas para reorganizar as estruturas do Poder Executivo, de modo que voltem a permitir o funcionamento do governo de maneira racional, republicana e democrática”, afirmou Lula da Silva.

“Para resgatar o papel das instituições do estado, bancos públicos e empresas estatais no desenvolvimento do país. Para planejar os investimentos públicos e privados na direção de um crescimento econômico sustentável, ambientalmente e socialmente”, completou o governante.

O novo Presidente brasileiro anunciou que os bancos públicos, especialmente o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), e as empresas indutoras do crescimento e inovação, como a Petrobras, terão papel fundamental neste novo ciclo.

“Ao mesmo tempo, vamos impulsionar as pequenas e médias empresas, potencialmente as maiores geradoras de emprego e rendimento, o empreendedorismo, o cooperativismo e a economia criativa”, defendeu o governante acrescentando que “a roda da economia vai voltar a girar e o consumo popular terá papel central neste processo.”

Citando medidas já adotadas nos seus dois governos anteriores (2003 a 2010), Lula da Silva disse que retomará a política de valorização permanente do salário mínimo e que acabará com a demora na atribuiçao de pensões de reforma.

“Vamos dialogar, de forma tripartite – governo, centrais sindicais e empresariais – sobre uma nova legislação trabalhista. Garantir a liberdade de empreender, ao lado da proteção social, é um grande desafio nos tempos de hoje”, prometeu.

No discurso, Lula da Silva frisou que o Brasil é grande demais para renunciar a seu potencial produtivo e afirmou que não faz sentido o país importar combustíveis, fertilizantes, plataformas de petróleo, microprocessadores, aeronaves e satélites.

“Temos capacitação técnica, capitais e mercado em grau suficiente para retomar a industrialização e a oferta de serviços em nível competitivo. O Brasil pode e deve figurar na primeira linha da economia global”, afirmou.

O governante defendeu que o seu Governo articulará a transição digital através de uma política industrial que apoie a inovação, estimule a cooperação público-privada, fortalecendo a ciência e a tecnologia e garanta acesso a financiamentos com custos adequados.

“O futuro pertencerá a quem investir na indústria do conhecimento, que será objeto de uma estratégia nacional, planejada em diálogo com o setor produtivo, centros de pesquisa e universidades, junto com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, os bancos públicos, estatais e agências de fomento à pesquisa”, concluiu.

Lula da Silva tomou hoje posse como 39.º Presidente da República Federativa do Brasil, com um mandato que vai até 31 de dezembro de 2026.

Depois da posse, o novo Presidente do Brasil seguirá para o Palácio do Planalto, devendo subir a rampa e discursar no Parlatório que fica em frente à Praça dos Três Poderes para um público de até 40 mil pessoas, limite autorizado pela segurança.

Os organizadores estimaram que pelo menos 300 mil pessoas estão em Brasília para a posse do líder progressista num evento que conta com um festival de música.

Lula da Silva irá ao Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, para acolher uma receção fechada ao público com vários convidados de mais de 65 delegações estrangeiras, entre os quais chefes de Estado, vice-presidentes, chefes da diplomacia, enviados especiais e representantes de organismos internacionais.

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, e o antigo primeiro-ministro e amigo pessoal de Lula da Silva, José Sócrates, marcarão presença nas celebrações.

Também os presidentes de Angola, João Lourenço; de Timor-Leste, José Ramos-Horta; de Cabo Verde, José Maria Neves; da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e o secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias da Costa, deverão marcar presença.

Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores) é o primeiro chefe de Estado a ter três mandatos na história recente do Brasil. Candidato seis vezes à Presidência da República do Brasil, foi o primeiro líder operário a chegar ao posto mais importante do comando político do país.

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