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Sábado, Junho 27, 2026
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Mau Tempo: Comboios com constrangimentos na Linha do Norte e circulação Marco-Régua suspensa

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A circulação de comboios faz-se com constrangimentos entre Souselas e Pampilhosa, na Linha do Norte, e está suspensa entre Marco e Régua, na Linha do Douro, por danos causados pelo mau tempo, informou hoje a Infraestruturas de Portugal (IP).

Na Linha do Norte, “por razões de segurança, e face à instabilidade do talude de aterro ao quilómetro 228,150 (concelho de Coimbra), a circulação ferroviária efetua-se em via única entre as duas estações”, Souselas e Pampilhosa, detalha a empresa em comunicado.

As restrições, “em resultado das condições climatéricas particularmente adversas que se têm feito sentir”, vão manter-se “até que esteja concluída a intervenção de estabilização da infraestrutura”.

A IP prevê que os constrangimentos à circulação ferroviária na Linha do Norte possam prolongar-se “durante alguns dias”, apesar das ações já implementadas, “dada a elevada complexidade da intervenção a realizar”.

“Esta informação será atualizada durante o dia de amanhã [segunda-feira]”, acrescenta a empresa.

Também devido às condições climatéricas, está suspensa a circulação de comboios na Linha do Douro entre Marco e Régua, mas aqui a IP prevê que ainda hoje a circulação seja retomada.

“Decorrem trabalhos para reposição das condições operacionais”, informa a IP no comunicado.

A empresa indica ainda que está “a assegurar a monitorização permanente das condições da infraestrutura e a avaliar opções técnicas para o restabelecimento da circulação em ambas as vias no mais curto espaço de tempo”.

A circulação de comboios na Linha do Douro, entre o Pinhão e a Régua, já tinha estado suspensa na sexta-feira passada, devido à queda de pedras para a via.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou hoje 840 ocorrências em Portugal continental, devido às condições meteorológicas adversas, com os distritos de Viana do Castelo, Porto e Leiria a ultrapassarem, cada um, as cem ocorrências.

Entre os distritos mais afetados estão Viana do Castelo, Porto e Leiria, onde se registaram 208, 193 e 104 ocorrências, respetivamente.

A ANEPC prevê que que na faixa litoral entre Lisboa e Viana do Castelo, a situação meteorológica “irá desanuviar nas próximas horas”, continuando a chover, “mas de forma menos intensa”.

Mau Tempo: 840 ocorrências registadas hoje em Portugal continental até às 18:10

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Cheias em Casal Moinho no concelho de Peniche | © Fernanda Franco

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou hoje 840 ocorrências em Portugal continental, devido às condições meteorológicas adversas, com os distritos de Viana do Castelo, Porto e Leiria a ultrapassarem, cada um, as cem ocorrências.

De acordo com fonte oficial da ANEPC, em declarações à Lusa, entre as 00:00 e as 18:10 de hoje registaram-se 840 ocorrências, “efeitos da chuva intensa, que tem provocado o alagamento de diversas vias urbanas e rodovias”.

As ocorrências “que geram mais preocupação” aconteceram no distrito de Viana do Castelo.

A ANEPC não tem conhecimento de feridos, “com exceção da situação de Carcavelos”, praia no concelho de Cascais, no distrito de Lisboa, onde o telhado de uma pizzaria voou, pelas 13:45 de hoje, atingindo uma pessoa que teve que ser hospitalizada com ferimentos ligeiros.

No entanto, há a registar “vários danos patrimoniais”, em parte de “veículos arrastados” pelas águas.

Entre os distritos mais afetados estão Viana do Castelo, Porto e Leiria, onde se registaram 208, 193 e 104 ocorrências, respetivamente.

O responsável da ANEPC referiu que na faixa litoral entre Lisboa e Viana do Castelo, a situação meteorológica “irá desanuviar nas próximas horas”, continuando a chover, “mas de forma menos intensa”.

Mau Tempo: Proteção Civil registou quase 500 ocorrências desde que começou o ano

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A Autoridade Nacional da Proteção Civil registou desde as 00:00 de hoje 479 ocorrências em todo o país, com destaque para o distrito de Viana do Castelo, o mais afetado pelo mau tempo, segundo a ANPC.

“Temos muitas ocorrências no país provocadas essencialmente pelo mau tempo que se está a fazer sentir”, disse à Lusa o porta-voz da ANCP, acrescentando que entre as 00:00 e as 14:40 de hoje registaram-se 479 situações.

Segundo a ANPC, “o distrito mais afetado é o de Viana do Castelo, com 160 ocorrências”, entre inúmeras situações de quedas de árvores e inundações.

No sábado, a Proteção Civil alertou precisamente para a possibilidade de cheias em meio urbano em especial no Norte e Centro do país, recomendando a redução de deslocações na noite de fim de ano.

Segundo o comandante nacional da ANEPC, André Fernandes, as bacias hidrográficas onde existem “maiores probabilidades de haver inundações em meio urbano assim como cheias” são as dos “rios Minho, Lima, Cavado, Ave, Douro, Vouga, Mondego e Tejo”.

Três pessoas permanecem internadas após desacatos em Lisboa com arma branca

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© João Polónia/Notícias Em Direto (arquivo)

Três pessoas continuam internadas nos hospitais de Santa Maria e São José, em Lisboa, depois dos desacatos na madrugada de hoje com arma branca, mas fontes hospitalares garantem que todos os doentes estão estáveis.

Segundo fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis), pelo menos cinco pessoas ficaram hoje feridas, três das quais gravemente, num incidente com arma branca, na Praça da Figueira, no centro de Lisboa.

Dois feridos graves foram transportados para o Hospital de São José e o terceiro para o Hospital de Santa Maria, acrescentou o responsável da polícia.

O incidente, cujos motivos são ainda desconhecidos, ocorreu cerca da 01:20 e causou ainda dois feridos ligeiros, também levados para Santa Maria.

Segundo o gabinete de imprensa do Hospital Santa Maria, neste momento permanece no hospital um doente que se encontra “estável” e “não teve necessidade de ser operado”.

No São José “apenas dois continuam hospitalizados e estão estáveis”, segundo informação prestada à Lusa pelo gabinete de imprensa do hospital.

Bento XVI/Óbito: Francisco foi o primeiro a velar corpo de Bento XVI após a sua morte

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© Vatican News

O Papa Francisco foi o primeiro a visitar o corpo do papa emérito Bento XVI no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde residia desde sua renúncia em 2013, confirmou hoje a Santa Sé.

Após a morte, às 09:34 (08:34 GMT), o secretário pessoal do pontífice alemão, Georg Ganswein, telefonou para Francisco, segundo disse hoje o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

Francisco chegou ao mosteiro cerca de 10 minutos depois e ficou a vigiar o corpo do seu antecessor até às 10:00 locais (09:00 GMT), altura em que teve de se ausentar para outros compromissos.

Foi o próprio papa argentino quem na quarta-feira confirmou, publicamente, a gravidade do estado de saúde de Bento XVI que morreu sábado, aos 95 anos.

Embora não tenha sido o papa Francisco a dar a Bento XVI o sacramento da extrema unção, este expressou publicamente sua “gratidão” ao papa emérito e teólogo alemão.

Coube a Ganswein, colaborador mais próximo de Bento XVI nas últimas décadas, dar ao papa emérito o sacramento da extrema unção na quarta-feira após uma missa celebrada no seu quarto.

Hoje, o papa Francisco que em quase 10 anos de convivência visitou Bento XVI em várias ocasiões elogiando-o e chamando-lhe “um avô sábio”, pediu orações aos fiéis em homenagem ao papa emérito.

A capela funerária abrirá na segunda-feira na basílica de São Pedro para que as pessoas possam despedir-se de Bento XVI, permanecendo assim até quinta-feira.

O papa emérito Bento XVI abalou a Igreja ao resignar do pontificado por motivos de saúde, em 11 de fevereiro de 2013, dois meses antes de comemorar oito anos no cargo.

Joseph Ratzinger, que foi papa entre 2005 e 2013, nasceu em 1927 em Marktl am Inn, na diocese alemã de Passau, tornando-se no primeiro alemão a chefiar a Igreja Católica em muitos séculos e um representante da linha mais dogmática da Igreja.

Os abusos sexuais a menores por padres e o “Vatileaks”, caso em que se revelaram documentos confidenciais do papa, foram temas que agitaram o seu pontificado.

Bento XVI classificou os abusos como um “crime hediondo” e pediu desculpa às vítimas.

O funeral de Bento XVI realiza-se na quinta-feira, na Praça de São Pedro, no Vaticano, às 9:30 locais (08:30 em Lisboa), numa celebração presidida pelo papa Francisco.

Bento XVI/Óbito: Esperadas 35 mil pessoas no velório e 60 mil no funeral

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Visita de Bento XVIao Brasil © Vatican News

A cidade de Roma espera receber cerca de 35 mil pessoas durante o velório do Papa Bento XVI e cerca de 60 mil no funeral, que se realiza na quinta-feira, segundo estimativas do autarca da cidade.

A cidade de Roma prepara-se para se despedir de Bento XVI, que morreu no sábado aos 95 anos de idade, sendo esperadas milhares de pessoas nos próximos dias, anunciou hoje o autarca Bruno Frattasi, do Comité Provincial para a Ordem e Segurança que foi convocado com urgência.

Assim, deverão assistir ao velório cerca de 35 mil pessoas e cerca de 60 mil deverão estar presentes quando o Papa Francisco presidir ao funeral do seu antecessor.

O corpo de Bento XVI está atualmente no mosteiro Mater Ecclesiae do Vaticano, não estando previstas visitas oficiais ou orações públicas até a capela funerária abrir na manhã de segunda-feira, na Basílica de São Pedro.

De acordo com Frattasi, no dia do funeral são esperadas entre 50 mil e 60 mil pessoas: “Vai depender de várias variáveis, incluindo o clima, mas parece que vai ser bom”, disse.

Por razões de segurança, o espaço aéreo sobre a Praça de São Pedro estará interdito no dia do funeral.

Além disso, haverá um reforço de agentes que patrulham as ruas e de equipas médicas, assim como 118 postos de ambulância.

A cidade de Roma terá também um aumento dos meios de transporte para assegurar uma organização eficiente em termos de deslocação na cidade.

“O transporte público será reforçado e haverá duas áreas de intercâmbio, uma no metro de Anagnina e outra no metro de Laurentina, para que as pessoas que venham com os seus próprios meios de transporte possam estacionar longe da Praça de São Pedro”, disse o funcionário.

Está ainda prevista a gestão e regulamentação da chegada maciça dos fiéis à Praça de São Pedro para prestar homenagem e dizer o seu último adeus a Bento XVI, com o objetivo principal de evitar possíveis debandadas humanas.

Joseph Ratzinger, que foi papa entre 2005 e 2013, nasceu em 1927 em Marktl am Inn, na diocese alemã de Passau, tornando-se no primeiro alemão a chefiar a Igreja Católica em muitos séculos e um representante da linha mais dogmática da Igreja.

O papa emérito Bento XVI abalou a Igreja ao resignar do pontificado por motivos de saúde, em 11 de fevereiro de 2013, dois meses antes de comemorar oito anos no cargo.

Os abusos sexuais a menores por padres e o “Vatileaks”, caso em que se revelaram documentos confidenciais do papa, foram temas que agitaram o seu pontificado.

Bento XVI classificou os abusos como um “crime hediondo” e pediu desculpa às vítimas.

Papa pede para se “sujar as mãos” na luta contra a guerra

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foto: Vatican Media

O papa Francisco pediu hoje para se rezar pelos afetados pelas guerras que grassam pelo mundo e instou os fiéis a saírem da indiferença e da preguiça e a fazerem o bem, “sujando as mãos”.

“No início deste ano, precisamos de esperança, como a terra precisa de chuva”, afirmou o pontífice, durante a primeira missa do ano na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O papa recordou as vítimas dos conflitos que decorrem no planeta, pedindo aos fiéis para rezarem pelos “filhos que sofrem e já não têm forças para rezar, pelos irmãos e irmãs afetados pela guerra em muitas partes do mundo, que vivem estes dias de festa na obscuridade e na intempérie, na miséria e com medo, submersos na violência e na indiferença”.

“Para acolher Deus e a sua paz, não podemos ficar imóveis e confortáveis, à espera que as coisas melhorem”, realçou.

O líder da Igreja Católica desafiou as pessoas, no arranque de mais um ano, a não se sentarem “para pensar” e esperar que as coisas mudem, notando que muitos na Igreja e na sociedade esperam pelo bem, em vez de o procurar fazer.

“Diante da preguiça que anestesia, e da indiferença que paralisa – correndo o risco de nos limitarmos a ficar sentados diante de um ecrã, com as mãos no teclado -, os pastores encorajam-nos a ir, a emocionarmo-nos com o que está a acontecer no mundo, a sujar as mãos para fazer o bem, a renunciar a tantos hábitos e confortos”, realçou.

Para o pontífice argentino, muitas vezes, as sociedades acabam por cair no egoísmo e não prestar apoio ao próximo.

“Quantas vezes, por estarmos com pressa, não temos tempo sequer para passar um minuto na companhia do senhor, para ouvir a sua palavra. Com os outros acontece o mesmo: com a pressa, não há tempo para ouvir a mulher, o marido, para falar com os filhos, para lhes perguntar como se sentem – não só como vão os estudos e a saúde –“, constatou.

Jordan Santos pensou em desistir, mas o amor ao futebol de praia não deixou

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© Município da Nazaré

Jordan Santos afirmou que a lesão que sofreu o levou a pensar em desistir do futebol de praia, porém, espera que o “calvário” dos últimos dois anos esteja “finalmente ultrapassado” e que possa voltar a ser feliz nas areias.

“Pensei em desistir. Tinha muitas dores, mas, para além disso, custa muito saber que não posso dar muito do meu corpo para treinar no máximo e jogar sem qualquer limitação”, disse em entrevista à agência Lusa.

O jogador do Sporting de Braga sofreu uma lesão no menisco externo do joelho direito, em 2020, que o levou a afastar-se por longos meses.

O esquerdino regressou à competição na penúltima edição da Taça de Portugal, em 2021, e ainda iniciou a última época na divisão de elite, já este ano, mas uma recaída obrigou a nova paragem prolongada.

“O futebol de praia já estava a deixar de ser uma alegria, mas sim um sacrifício. Dessa forma, achei que o melhor mesmo era parar”, confidenciou, lembrando que jogava com dores no joelho, que, consequentemente, provocavam outras lesões.

Todavia, o nazareno diz-se agora “pronto” para voltar a fazer aquilo de que mais gosta.

“Sei que vou ter sempre de ter os meus cuidados, mas quero voltar melhor do que o que estava, dentro das minhas limitações”, atirou também, lamentando que, apesar de estar apto, a lesão lhe deixou “mazelas” com que terá de aprender a “conviver” dentro de campo.

Sobre o que considerou ter sido mais difícil naquela que foi “a mais dura competição” da sua carreira, Jordan Santos foi assertivo.

“Saber que agora estou um pouco limitado acabou por fazer mal à cabeça. No espaço de um ano e meio a dois anos, parece que tive de mudar o meu corpo todo por causa de uma lesão que sofri”, disse.

No entanto, suportado pela família, e motivado pelo amor à modalidade, o futebolista confessa que não podia desistir.

“Todo o processo foi muito duro, mas acredito, como os médicos me disseram, que se fosse outro tipo de atleta provavelmente teria já desistido, porque não é fácil”, revelou.

Ausente da competição, Jordan Santos salienta que foi “complicado” ver os seus colegas de equipa e da seleção portuguesa “do lado de fora”, mas garante que o futebol de praia é a sua “vida”, o que mais gosta de fazer e que, por isso, vai “lutar sempre e ter esperança de que tudo possa voltar à normalidade possível”.

Durante dois anos, o internacional português foi obrigado a duas intervenções cirúrgicas ao joelho, porém, afirmou, nenhuma “correu bem”, o que levou a um longo período de ausência.

“Espero que este seja o final do calvário”, atirou, colocando os “olhos” já no futuro.

Como o próprio salientou, “dificilmente veremos novamente o Jordan Santos de 2019 [que foi considerado o melhor jogador do mundo nas areias], porque as limitações são incontornáveis e difíceis de superar”, todavia, mantém a crença de que pode voltar a “estar perto” do seu “melhor nível”.

Em 2019, Jordan Santos foi eleito o melhor jogador do mundo pela Beach Soccer Worldwide, sucedendo a Madjer no restrito lote de portugueses que conquistaram o galardão – este ano juntou-se também Bê Martins –, e esse patamar volta a estar no horizonte do atleta que em Portugal alinha pelo Sporting de Braga.

“Acredito que ainda posso ser o melhor do mundo, porque as minhas ambições são as mais altas possíveis. Sei que, sentindo-me bem para jogar, posso estar num nível muito elevado e fazer a diferença como em 2019”, asseverou.

Para atingir novamente o nível exigido para nova coroação, Jordan Santos diz saber a “receita”.

“Treinando bem, com o ritmo que gosto de colocar, acredito que vou conseguir boas exibições que me poderão levar a estar novamente entre os melhores do mundo”, sublinhou, garantindo que para o conseguir sabe “a importância da conquista de títulos coletivos”.

“E esses sim, são os mais importantes”, rematou Jordan Santos, confiante de que o “calvário do para e arranca” esteja “finalmente” encerrado, e de que “quem quer muito, acaba sempre por ser recompensado”.

Previsão de chuva não se concretizou e fogo-de-artifício encantou milhares no Funchal

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D.R.

A previsão de chuva no Funchal não se concretizou e o tradicional espetáculo de fogo-de-artifício que assinala a passagem de ano, com a duração de oito minutos, voltou a encantar milhares de madeirenses e estrangeiros.

Às 00:00 do primeiro dia de 2023, o céu estava bastante nublado sobre a capital madeirense, mas o espetáculo pirotécnico manteve o brilho de sempre, ainda que o fumo gerado pela deflagração do fogo condicionasse o visionamento a partir de alguns pontos.

Este ano, como de costume, milhares de pessoas assistiram ao fogo-de-artifício espalhadas por diversos locais da baía e anfiteatro da cidade, entre ruas, praças, casas particulares, hotéis e miradouros, sendo que a ocupação hoteleira ronda os 100% e à meia noite estavam seis navios de cruzeiro no porto e ao largo.

O espetáculo pirotécnico constitui um dos maiores cartazes turísticos da Madeira e este ano foi adjudicado à empresa Macedos Pirotecnia, Lda. por cerca de um milhão de euros.

O fogo foi lançando a partir de 58 postos, distribuídos por todo o anfiteatro e baía do Funchal.

Apesar de não se ter verificado a ocorrência de precipitação, nem antes nem durante o espetáculo, e de agora decorrer animação de rua em diversos pontos da capital madeirense, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um aviso amarelo para chuva forte até ao meio da manhã de hoje na parte oeste e na vertente sul da ilha da Madeira.

Covid-19: Presidente da China afirma que “luz da esperança está à frente”

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© João Polónia/Notícias Em Direto

O Presidente da China disse, no sábado, que “a luz da esperança está à frente”, quando o país regista um aumento de casos de covid-19, na sequência do fim das restrições sanitárias.

Três anos depois de o aparecimento dos primeiros casos do coronavírus SARS-Cov-2, no final de dezembro, em Wuhan (centro), a China pôs fim à política “zero covid”, sem aviso prévio, a 07 de dezembro.

Desde que as restrições foram levantadas, os hospitais chineses estão inundados de doentes, na maioria idosos, os crematórios estão a transbordar e muitas farmácias estão a ficar sem medicamentos para a febre.

“A prevenção e o controlo da epidemia entraram numa nova fase. Ainda estamos num momento difícil”, mas “a luz da esperança está à frente”, disse Xi Jinping, na mensagem de Ano Novo transmitida pela televisão estatal chinesa.

Este é o segundo comentário sobre a epidemia, proferido esta semana, pelo líder chinês, que na segunda-feira tinha pedido medidas para “proteger efetivamente a vida do povo”.

O país relatou no sábado mais de sete mil novos casos e um óbito relacionado com a covid-19, numa população de 1,4 mil milhões de habitantes. Estes números são largamente subavaliados e parecem estar totalmente desfasados da realidade no terreno, de acordo com a agência de notícias France-Presse.

Apesar desta situação, as autoridades vão pôr fim, a partir do próximo domingo, às quarentenas obrigatórias à chegada à China e autorizar o povo chinês a viajar para o estrangeiro.

Como medida de precaução, vários países europeus, incluindo França e Itália, bem como os Estados Unidos e o Japão, anunciaram que vão exigir testes negativos aos passageiros oriundos da China. O Canadá e Marrocos seguiram este exemplo.

A partir de quinta-feira, Otava vai requerer um teste negativo para todos os viajantes que chegam da China. A medida é “uma resposta ao surto de covid-19 na República Popular da China e devido aos limitados dados epidemiológicos e de sequenciação do genoma disponíveis sobre estes casos”, anunciou o governo canadiano em comunicado.

Marrocos prefere proibir a entrada direta no território “a todos os viajantes, independentemente da nacionalidade” da China.

A proibição entra em vigor a partir de terça-feira, “até novo aviso”, de acordo com uma declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros marroquino.

Por seu lado, os Estados-membros da União Europeia vão debater uma resposta comum na quarta-feira, anunciou no sábado a Suécia, que detém a presidência semestral da UE a partir de hoje.

“É importante que ponhamos rapidamente em prática medidas”, disse, numa declaração, o governo sueco.

As medidas de precaução tomadas por vários Estados “são compreensíveis” dada a falta de informação fornecida por Pequim, disse o chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus.

Esta não é a opinião do ramo europeu do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), organização que representa mais de 500 aeroportos em 55 países europeus.

“Estas ações unilaterais contradizem toda a experiência e provas obtidas ao longo dos últimos três anos (…) Impor mais restrições aos viajantes deste país não é cientificamente justificado nem baseado no risco”, de acordo com um comunicado do ACI.

Pequim mantém que as suas estatísticas sobre a covid-19 têm sido, desde o início da pandemia, sempre transparentes.

A OMS anunciou, na sexta-feira à noite, que se tinha reunido com funcionários chineses para discutir o surto.

“A OMS reiterou o apelo para a partilha regular de dados específicos e em tempo real sobre a situação epidemiológica, incluindo mais dados sobre a sequenciação genética e sobre o impacto da doença, incluindo hospitalizações, internamentos em unidades de cuidados intensivos e mortes”, indicou, em comunicado.

Também solicitou dados sobre vacinas e estado de imunização, especialmente entre as pessoas vulneráveis e com mais de 60 anos, acrescentou.

A política chinesa “zero covid” permitiu uma ampla proteção da população desde 2020, graças a testes de despistagem generalizados, monitorização rigorosa dos movimentos e confinamento e quarentena obrigatórios com a deteção de casos.

Estas medidas, que isolaram largamente a China do resto do mundo, infligiram um duro golpe à segunda maior economia do mundo. Nos últimos meses, levaram a uma crescente frustração pública e a protestos antigovernamentais invulgares.

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