Os novos tarifários das urbanas e do ascensor entrarão em vigor a partir da próxima semana, no dia 1 de fevereiro.
“Estes tarifários representam uma redução acentuada de um número considerável de títulos e passes de forma a promover, cada vez mais, a utilização destes meios de transporte, como estímulo à redução da pegada carbónica”, explica Orlando Rodrigues, vogal do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados da Nazaré (SMN).
O tarifário apresenta novos títulos que dão resposta a todas as tipologias de utilizadores (regulares ou esporádicos) dos serviços.
“É mais abrangente e menos dispendioso para a maioria dos utilizadores, assegurando que os utilizadores regulares podem usufruir destes meios de transporte de forma eficiente e, em alguns casos, menos dispendiosa. Assegura-se, também, a atribuição de títulos de passe mensal a qualquer cidadão, mas garantindo que os utilizadores regulares mantêm ou diminuem os dispêndios financeiros.”
Os tarifários a aplicar já a partir de 1 de fevereiro mantêm o foco na sustentabilidade financeira dos dois setores, mas visam “a promoção da utilização destes meios de transporte como alternativa à viatura própria e, com isso, contribuir para a redução de emissão de gases com efeito estufa para atmosfera”.
Após a reestruturação tarifária ocorrida no ano de 2022, e tendo em consideração os resultados obtidos, “que evitaram o colapso financeiro dos Serviços Municipalizados da Nazaré, a seguir ao período pandémico, o modelo tarifário dos transportes não apresenta aumentos tarifários, apesar do cenário global que se vive, principalmente, tendo em consideração a crise energética,” conclui Orlando Rodrigues.
Os Corpos Sociais da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental de Santarém (APPACDM), para o quadriénio de 2023/2026, tomaram posse esta sexta-feira, dia 27 de janeiro, na antiga capela da Quinta Nossa Senhora do Rosário, no Vale Santarem.
Na cerimónia, Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, desejou um bom trabalho a toda a direção e agradeceu “o trabalho de grande envolvimento e empenho efetuado pelas equipas desta instituição em ajudar o próximo; há 50 anos, que a APPACDM nos dá lições de como cuidar do próximo com amor e carinho”. O Presidente referiu ainda que “a instituição pode contar com o apoio do Município para continuar a desenvolver este trabalho fantástico”.
Luís Amaral continua como Presidente da direção da APPACDM, tendo António Souto como Vice-presidente, Rui de Jesus como Tesoureiro, Maria Cândida Santos como Secretária e Mário Casal como Vogal.
A mesa da Assembleia Geral é composta por Marta Soares (Presidente), Fernando Soares como Vice-Presidente e Ana Rita Amaral como Secretária, enquanto que no Conselho Fiscal continuam os mesmos membros.
A APPACDM de Santarém é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, com intervenção social nos concelhos de Santarém e Cartaxo, criada em 1972, cujos objetivos são promover e estimular o desenvolvimento das pessoas com deficiência/incapacidade e a sua inclusão na sociedade, disponibilizar apoio aos seus familiares e co-responsabilizar o Estado na defesa dos direitos destes cidadãos.
A Câmara de Alenquer aumentou em 44% o apoio à aquisição de medicamentos, para 52 mil euros (mais 16 mil euros do que no ano anterior), da qual beneficiaram, em 2022, 253 pessoas, informou hoje a autarquia.
Através de um protocolo firmado com as farmácias do concelho, a autarquia comparticipa medicamentos sujeitos a receita médica, tendo como público-alvo munícipes em situação de carência económica comprovada ou com outros indicadores associados.
A atribuição dos apoios tem em conta os rendimentos dos destinatários, sendo o critério a atribuição de 35 euros a quem tem rendimentos até 211,79 euros e de 25 euros aos que auferem até 435 euros.
As candidaturas a este apoio podem ser feitas até ao dia 10 de cada mês, através de um requerimento a entregar no balcão de atendimento no edifício dos Paços do Concelho ou por correio eletrónico para apoio.medicamentos@cm-alenquer.pt
Utentes do concelho de Vila Franca de Xira vão formar, no sábado, um “cordão humano” junto ao centro de saúde de Alverca para exigir mais médicos de família, disse hoje à agência Lusa fonte da organização.
A iniciativa começa às 10:30 e é organizada pelas comissões de utentes de saúde de Alverca e também do Bom Sucesso e Arcena, freguesias do concelho de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa.
“Vamos continuar a lutar por quem não tem médico de família”, afirmou Maria Pinto, membro da Comissão de Utentes de Saúde do Bom Sucesso e Arcena, à Lusa.
Segundo a representante dos utentes, existem atualmente “entre 4.000 e 5.000 utentes” sem médico de família no Bom Sucesso e em Arcena.
De acordo com Vânia Hilário, também membro daquele movimento pela saúde, aquele número “melhorou”, uma vez que em dezembro de 2022 registavam-se cerca de 7.000 utentes sem profissional de saúde atribuído.
Maria Pinto explicou que o centro de saúde do Bom Sucesso conta agora com mais uma médica de família.
Ainda assim, a falta de profissionais na região do Estuário do Tejo mantém-se, o que tem levado os utentes dos concelhos de Alenquer, Azambuja, Benavente e Vila Franca de Xira a manifestarem-se e a pedirem mais médicos de família.
No caso de Vila Franca de Xira, o presidente da Câmara Municipal e os seis presidentes de Junta de Freguesia pediram, no dia 09 de janeiro, uma audiência urgente ao ministro da Saúde e ao diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde devido a esta carência.
Num ofício conjunto, os autarcas pediram que se criassem mecanismos públicos ou de colaboração com os privados e setor social para dotar os centros de saúde de meios capazes de garantir uma resposta adequada às necessidades da população.
No mesmo documento, recordam que, desde o início do ano, a Unidade de Saúde Familiar e o Centro de Saúde de Alhandra se encontram com 15.137 inscritos sem médico de família, enquanto no Forte da Casa 11.361 utentes não têm profissional atribuído.
O monumento ao Carnaval de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, será inaugurado no sábado, na Praça da República, marcando o início da edição de 2023 do evento, que este ano comemora 100 anos.
O 100.º aniversário do Carnaval que se intitula “o mais português de Portugal” é o tema central do monumento que tem em destaque as figuras do seu primeiro rei, Álvaro André de Brito, e da sua primeira rainha, Jaime Alves, acompanhados pela comitiva real.
Criadas, ministros e matrafonas, o bobo da corte e um polícia apostado em manter a ordem enquanto a presidente da autarquia, Laura Rodrigues, se prepara para entregar as chaves da cidade aos reis da folia, são algumas das figuras em destaque na parte central do monumento, que conta este ano com um cenário para projeção de “documentários (vídeos e fotografias) sobre o Carnaval”, de acordo com a memória descritiva a que a agência Lusa teve hoje acesso.
“O mesmo local também servirá de palco para a possível realização de pequenos espetáculos de teatro, música, entre outros”, acrescenta.
Em ano de comemoração, o monumento presta tributo a várias pessoas que ao longo dos anos estiveram ligadas ao Carnaval, como Leonel Trindade, Edmundo Carnide, António Carneiro, Renato Valente, Luís Brandão de Melo, José Ramos, Kropotkine Vicente dos Santos, Carlos Cunha, José de Bastos, António Hipólito, os quais, segundo a nota explicativa, serão lembrados nos documentários, fotografias e vídeos que serão exibidos.
O monumento homenageia igualmente os artesãos “das artes de Carnaval” que ao longo dos anos participaram na criação dos carros e figuras carnavalescas, representados na forma de bonecos articulados.
Na escultura de grandes dimensões não falta, como de costume, um olhar satírico sobre a política internacional, este ano representada por jogo de xadrez entre Putin (presidente da Rússia) e a morte.
Já no que toca à política nacional, destaque para a figura do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel (natural de Torres Vedras) a ser atacado pelo presidente do Chega, André Ventura, enquanto o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, faz acrobacias no cimo do monumento onde não faltam o primeiro-ministro, António Costa, o seu antecessor, José Sócrates, entre outras figuras como o ex-presidente de Benfica Luís Filipe Vieira ou os apresentadores Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira.
De acordo com a Câmara de Torres Vedras, o monumento representou este ano um investimento de 60 mil euros.
A inauguração terá lugar às 19:00, antecedida por um desfile marcado para as 18:30, com a participação de cabeçudos, o grupo de percussão Ribombar, o grupo musical OSGA, as associações Ministros e Matrafonas, Marias Cachuchas, Lúmbias e SacÁdegas, a Real Confraria do Carnaval de Torres, Fidalgos e grupos de mascarados.
“100 anos de Carnaval de Torres Vedras” é o tema da edição de 2023, que terá lugar de 17 a 22 de fevereiro e marcará o início das comemorações do centenário, que decorrem até 14 de fevereiro de 2024, de acordo com um programa que será apresentado na próxima terça-feira.
No passado dia 24 de janeiro, o Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Vítor Marques, e uma comitiva composta por vários elementos da Assembleia Municipal, reuniram-se com grupos parlamentares do PS, PSD, Iniciativa Liberal e Livre, na Assembleia da República.
As reuniões tiveram como objetivo a apresentação de uma proposta relativa ao novo Centro Hospitalar do Oeste e a reafirmação da convicção dos Municípios das Caldas da Rainha e de Óbidos de que a melhor localização para a instalação do novo Hospital do Oeste é nestes concelhos, num lote de terreno com maturidade técnica para construção com uma área bruta superior a 75.000 m², disponível entre a estrada nacional 114 e a linha férrea (entre Óbidos e Caldas da Rainha).
Os Municípios das Caldas da Rainha e de Óbidos entendem que este é o momento de apresentarem a sua proposta de localização do Hospital do Oeste, agindo em ampla conjugação de esforços e cientes de que o fazem em defesa das respetivas populações, mas também de que a localização deste importante equipamento contribuirá para a o crescimento equilibrado da região no seu todo e para a construção de uma rede hospitalar nacional harmoniosa e sem vazios de assistência médica de qualidade.
Fotos: Município das Caldas da Rainha | Uma comitiva de elementos eleitos pelo concelho e equipa técnica do gabinete do presidente da Câmara das Caldas da Rainha viajaram hoje para a Assembleia da Republica para entregarem um documento de fundamentação para a localização de um hospital do Oeste, nas Caldas da Rainha
Este fim de semana, o Convento São Francisco (CSF) volta a ter uma programação repleta e eclética. Amanhã, sábado, tem início o VIII Encontro Mundial de Piano de Coimbra, a partir das 17h00, no Grande Auditório, com a Orquestra Filarmónica Portuguesa. Domingo, à mesma hora, a Sala D. Afonso Henriques, acolhe o fado na voz de Filipa Biscaia, com o arranque do ciclo programático “Santos de casa fazem milagres”. E hoje, às 21h30, Lar Doce Lar, já esgotado, vai encher o Grande Auditório, num espetáculo que junta em palco os conceituados Joaquim Monchique e Maria Rueff.
O “VIII Coimbra World Piano Meeting” (VIII Encontro Mundial de Piano de Coimbra), que arranca já amanhã, dia 28 de janeiro, é coorganizado pela prestigiada Academia Internacional de Música “Aquiles Delle Vigne” e pelo Município de Coimbra. A 8ª edição, que decorre até 05 de fevereiro, reúne dezenas jovens pianistas consagrados de grandes instituições mundiais, oriundos de cerca de 20 países.
A abertura do Coimbra World Piano Meeting cabe à Orquestra Filarmónica Portuguesa, dirigida pelo prestigiado maestro Osvaldo Ferreira, a que se juntam jovens pianistas premiados do evento. O concerto começa às 17h00, no Grande Auditório, e do programa constam peças de Johann Sebastian Bach, concerto em Lá maior, BWV 1055, de Armando José Fernandes, concerto para piano, e do russo Dmítri Shostakóvitch, concerto n.º 1 Op. 35, para piano, trompete e orquestra de cordas. Ao piano vão estar os jovens solistas premiados do Coimbra World Piano Meeting.
Já domingo, dia 29 de janeiro, na Sala D. Afonso Henriques, a partir das 17h00, Filipa Biscaia apresenta o seu primeiro disco “Dois a Dois”, com influências que vão do Fado de Coimbra, ao folclore, passando pela música de intervenção e pelo fado tradicional de Lisboa. Este concerto representa ainda o arranque do ciclo programático “Santos de casa fazem milagres”, dedicado a artistas e projetos na área musical originários ou com vincada ligação a Coimbra. Com produção de Ricardo Dias, “Dois a Dois” é o disco de apresentação da fadista, composto por dez temas agrupados de dois em dois géneros musicais, desde o fado de Coimbra aos dois temas originais do disco, “Rosa secreta” e “O que hoje sou”. “Dois a Dois” conta com a participação de André Dias na guitarra portuguesa, João Filipe, Ni Ferreirinha e Bernardo Viana na viola de fado, Daniel Pinto no baixo e Ricardo Dias no piano, e tem ainda, como artista convidado, o fadista Pedro Moutinho no tema “Quarto alugado”.
De referir ainda que hoje, dia 27 de janeiro, sobe ao palco “Lar Doce Lar”, um espetáculo que junta, pela primeira vez, Joaquim Monchique e Maria Rueff. Já esgotado, este espetáculo de teatro é a história de “duas idosas que partilham um quarto na residência sénior Antúrios Dourados e embarcam numa competição desmedida por um quarto particular após a “partida” da sua anterior ocupante”. Com brilhantismo, Maria Rueff e Joaquim Monchique desdobram-se em múltiplas personagens e levam-nos numa viagem atribulada e hilariante pelos quatro cantos deste doce lar.
Os bilhetes para os dois eventos musicais encontram-se à venda em www.bol.pt e nos locais habituais. Mais informações através dos contactos do CSF: 239 857 191 e bilheteira@coimbraconvento.pt.
Os alunos do ensino secundário que residam a mais de três quilómetros da escola vão ter transporte gratuito a partir de fevereiro, informou hoje o Município de Leiria.
A medida, que foi aprovada na última reunião de Câmara, abrange cerca de 400 estudantes e permitirá que as famílias do concelho beneficiárias deste apoio poupem aproximadamente 100 mil euros anuais, reduzindo os seus encargos financeiros com o transporte escolar.
Neste momento, o passe escolar gratuito estava apenas disponível aos alunos do ensino básico. Os estudantes do secundário usufruíam de uma comparticipação a 50%, de acordo com a legislação em vigor.
“Estamos a contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso ao transporte público escolar, alargando o universo de estudantes abrangidos, e também para o sucesso escolar, dando às famílias maior conforto para que os nossos jovens possam dar continuidade aos seus estudos”, adiantou a vereadora da Educação, Anabela Graça.
A V Convenção Nacional do Chega arranca hoje para reeleger André Ventura como presidente e também os órgãos nacionais definidos nos estatutos originais, aos quais o partido escolheu regressar após o chumbo da versão mais recente pelo Tribunal Constitucional.
A convenção, que decorre até domingo, em Santarém, foi precipitada pela rejeição dos estatutos pelo Tribunal Constitucional. Em novembro, os juízes do Palácio Ratton chumbaram as alterações aos estatutos do partido decididas no IV Congresso, que decorreu um ano antes, em Évora, invocando uma “significativa concentração de poderes” no líder, que passaria “a designar um importante conjunto de órgãos internos” e “a deter um vastíssimo leque de competências”.
Antes, o Tribunal Constitucional já tinha invalidado as alterações introduzidas após o congresso de Évora, em setembro de 2020, uma vez que a convocatória não referia esse ponto na ordem dos trabalhos.
Como o partido já viu os estatutos chumbados duas vezes, o Conselho Nacional já tinha decidido voltar a adotar as regras internas que saíram da primeira reunião magna do partido, em 2019, as únicas às quais o Tribunal Constitucional deu “luz verde”.
A convenção deste fim de semana tornou-se, então, eletiva, sem alterações estatutárias, e o atual líder, André Ventura, anunciou logo a sua recandidatura. Ventura já foi candidato por várias vezes, mas apenas teve um adversário nas eleições diretas de 06 de novembro de 2021, Carlos Natal, que obteve 5,22% dos votos, contra 94,75% para o atual presidente.
Com o regresso aos estatutos originais, os órgãos do partido ficam com menos elementos e alguns deixam mesmo de existir, como é o caso do secretário-geral ou da comissão de ética. A eleição do líder deixa de acontecer em diretas e volta a realizar-se em convenção. O partido deixa também de chamar congresso ao seu principal órgão e volta a adotar a designação inicial de convenção.
Com pouco espaço para a oposição interna, uma vez que todas as listas eleitas são afetas a Ventura, o atual presidente não deverá ter adversários, mas o prazo para apresentação de candidaturas só termina esta noite, já depois da abertura dos trabalhos.
Apesar de a moção de estratégia global que vai apresentar à convenção ainda não ter sido divulgada, o líder do Chega disse, em entrevista à Lusa, que vai pedir estabilidade ao partido.
A nível nacional, André Ventura vai reclamar um “papel preponderante” num futuro Governo liderado pelo PSD e rejeitar qualquer possibilidade de uma “geringonça à direita”, ou seja, um executivo social-democrata minoritário com apoio parlamentar do Chega, como acontece atualmente nos Açores com o Governo PSD-CDS-PPM.
A abertura dos trabalhos da V Convenção Nacional está agendada para as 21:30, no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, com o discurso do presidente do partido, seguindo-se intervenções políticas de dirigentes e delegados.
No sábado, está prevista a eleição do presidente da Direção Nacional e discurso do novo líder eleito após a divulgação dos resultados.
Os 600 delegados esperados, aos quais se somam as inerências, vão debruçar-se também no segundo dia sobre as 24 moções temáticas, que se dedicam a temas variados, desde o poder local, às redes sociais ou ao lítio.
“SOS Interior: Projecto D. Sancho I de repovoação do Interior” ou a “Tecno-política das cidades inteligentes” são os títulos de outras moções que estarão em debate.
A V Convenção Nacional do Chega termina no domingo com a eleição dos restantes órgãos nacionais, intervenções dos “convidados internacionais” representantes de partidos da extrema-direita europeia e o discurso de consagração do presidente eleito.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) apresentou, hoje, na Nazaré, o Projeto para a Estabilização das Arribas, um investimento de 1.697.400,00€ (IVA incluído) para realizar em 8 meses, que irá intervir numa extensão desde o miradouro em frente ao largo de Nossa Senhora da Nazaré até à envolvente da plataforma superior do ascensor.
A intervenção visa a estabilização das arribas na zona do Sítio e envolvente da plataforma superior do ascensor, funcionando como ação preventiva, ao atuar diretamente sobre os locais onde os diversos tipos de instabilizações são mais evidentes, garantindo a segurança de pessoas e bens, explicou Pimenta Machado, Vice-Presidente da APA – Agência Portuguesa do Ambiente.
A área a intervir apresenta, atualmente, vários sinais de instabilidade devido à sua exposição à erosão, o que tem causado a queda de blocos e desmoronamento/e derrocadas pela encosta.
Na zona de intervenção 1, onde se localiza o miradouro do Largo de N. S. Nazaré, será feita a remoção de muros existentes, saneamento e limpeza, e criada uma plataforma suspensa no Bico da Memória, onde a observação da praia e das praias passa a ser feito, retirando a sobrecarga atualmente existente sobre a arriba. Será, ainda, construída uma nova barreira, removidos os depósitos de material e vegetação, e instaladas caleiras de pavimento para a recolha e coleta das águas pluviais.
Na zona de intervenção sobre o ascensor, a intervenção prevista passa pelo saneamento, limpeza e remoção detritos e blocos soltos; remoção de depósitos de material e limpeza das superfícies, execução de muros de revestimento em alvenaria de pedra para preencher cavidades, instalação de rede metálica de proteção reforçada; barreira dinâmica flexível para proteção do canal do ascensor e uma vala intercetora do percurso de escorrência das águas pluviais.
O Presidente da Câmara da Nazaré, Walter Chicharro disse que esta é “uma obra muito ansiada e necessária” uma vez que se trata de uma área de forte concentração de pessoas que se deslocam à Nazaré em turismo ou visitas pontuais, movidos pela curiosidade de conhecer a onda gigante da praia do Norte “que tanto tem promovido Portugal lá fora”, tendo apelado a que a mesma seja feita de forma coordenada com o Município da Nazaré.
“O primeiro projeto que conhecemos não contemplava a zona da arriba por cima do ascensor. Acredito que foi o alerta do Município que levou a APA a incluir esta zona e a reformular o projeto”, disse o autarca, reforçando a necessidade de coordenação das intervenções planeadas com a Autarquia “a bem da sua realização e dos que dela irão usufruir no futuro”.
O autarca aproveitou a presença de vários representantes da APA e programas de financiamento para se referir à estrada do farol “uma das mais frequentadas do país onde as arribas também devem ser olhadas com atenção.”
Por sua vez, o Secretário de Estado do Ambiente, Hugo Pires, começou por dar conta da sua satisfação em estar na cerimónia de hoje. “São momentos como este que nos dão a oportunidade de ir ao território e ver os principais desafios e preocupações dos representantes locais e das populações, e da forma como as várias entidades se articulam para encontrar respostas para estes mesmos desafios.”
Na sua estreia em eventos públicos, Hugo Pires manifestou, ainda, a satisfação por este passo estar a ser dado. “A presente intervenção conduzida pela APA traduz-se num investimento de cerca de 1,7 milhões de euros em dois locais distintos, mas igualmente importantes, como são o Sítio da Nazaré e a zona envolvente da zona superior do ascensor, prevendo todas as condições de acesso e permanência a quem é atraído a este património que dá corpo ao famoso milagre da Nazaré, um dos lugares mais emblemáticos da região. Estou, por isso, confiante que rapidamente veremos o resultado deste esforço conjunto e que esta obra juntar-se-á a um catálogo de outras intervenções da APA já realizadas ou em curso.”
Até à data, foi feito investimento nos esporões do rio Alcoa (3,8M) no concelho da Nazaré; a reabilitação dos esporões do Rio Liz (1,5M) e a dragagem da lagoa de Óbidos (14,7 M) que perfazem um investimento de 21,250 milhões de euros na Região, inseridos num investimento global de 140 milhões projetado para o litoral, previsto no POSEUR, destinado a fazer face aos desafios que as alterações climáticas convocam.
“É fundamental encarar a adaptação às alterações climáticas em todas as vertentes: prevenção, proteção, e acomodação, tornando o território mais resiliente e adaptado,” disse o Secretário de Estado.
Nos últimos 60 anos, Portugal perdeu 13,3 quilómetros quadrados de território devido ao efeito das alterações climáticas e subida dos níveis de água, tendo o Secretário de Estado destacado, por isso, a importância das intervenções no âmbito dos Programas de Orla Costeira (POC), do Programa COSMO e do Plano de Ação Litoral XXI.