O FC Porto está a vencer o Sporting por 1-0 ao intervalo da final da 16.ª edição da Taça da Liga de futebol, que está a decorrer no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.
O médio internacional canadiano Stephen Eustáquio marcou para os ‘dragões’, logo aos 10 minutos.
O FC Porto procura conquistar a Taça da Liga pela primeira vez, enquanto Sporting venceu as duas últimas edições da competição e soma um total de quatro troféus.
A Assembleia Municipal de Torres Vedras vai organizar uma sessão temática sobre o Cluster Alimentar do concelho, no dia 04 de fevereiro, no Auditório da CAERO (Centro de Apoio ao Empresário.
A sessão é destinada a empresas convidadas e tem em vista a produção de propostas para potenciar as atividades económicas do concelho associadas à alimentação, divulgou a Câmara de Torres Vedras.
A Comissão de Economia e Demografia da Assembleia Municipal de Torres Vedras desenvolveu uma análise socioeconómica do concelho que permitiu identificar “as 58 empresas do concelho a operar no setor alimentar que geram mais riqueza”, cujos representantes, segundo uma nota enviada as redações, foram convidados para estarem presentes nesta Assembleia Municipal Temática.
As propostas aprovadas nesta Assembleia Municipal Temática serão, posteriormente, submetidas para discussão pelo plenário da Assembleia Municipal de Torres Vedras.
O concelho de Coimbra vai beneficiar, para já, de um financiamento que ascende a perto de 1 milhão de euros (M€) através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na sua dimensão dedicada à modernização da infraestrutura tecnológica da rede de equipamentos culturais.
Coimbra vai receber cerca de 1M€, através do PRR para a modernização da infraestrutura tecnológica da rede de equipamentos culturais. Este investimento vai abranger, numa primeira fase, sete equipamentos culturais, três deles de propriedade municipal: Oficina Municipal de Teatro, Teatro da Cerca de São Bernardo e Convento São Francisco. As restantes estruturas contempladas são o Teatro Académico de Gil Vicente, o Conservatório de Música de Coimbra (Auditório), o Museu Nacional de Machado de Castro e o Convento de Santa Clara-a-Velha.
Na passada semana, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, marcou presença no Teatro Aveirense para a assinatura dos contratos de financiamento do PRR para a renovação tecnológica de teatros e cineteatros, tendo o presidente da CM de Coimbra, José Manuel Silva, assinado os contratos relativos à Oficina Municipal de Teatro, ao Teatro da Cerca de São Bernardo e ao Convento São Francisco.
Atendendo a que o PRR também vai englobar espaços ligados à arte contemporânea no que concerne à transição digital nas redes culturais, e estando em fase de análise os pedidos de credenciação de vários equipamentos de Coimbra à Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) – como o Centro de Arte Contemporânea ou o Centro de Artes Visuais, entre outros –, espera-se que este plano possa ainda beneficiar, nesta medida específica, espaços da cidade que venham a ser integrados na referida Rede.
Acresce ainda o investimento que o referido PRR irá realizar, igualmente sob o mote da disseminação da vertente digital em espaços de cultura, num vasto conjunto de bibliotecas (239) que compõem a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas ao nível da aquisição de equipamentos informáticos, bibliotecas itinerantes online e sistemas de informação, e de catálogos integrados, estando a Biblioteca Municipal de Coimbra inserida neste universo.
Assim, durante o presente ano, quatro espaços culturais já credenciados no âmbito da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses – Oficina Municipal de Teatro, Teatro da Cerca de São Bernardo, TAGV e Convento São Francisco – irão receber, cada um, 150 mil euros para a aquisição de projetor digital de cinema e de sistema de vídeo e imagem via PRR.
Já o Museu Nacional de Machado de Castro e o Convento de Santa Clara-a-Velha serão financiados com 200 mil euros cada um na submedida específica destinada à cobertura de wi-fi em palácios e monumentos, no âmbito do contrato interadministrativo de cooperação celebrado em novembro de 2021 entre o Município de Coimbra, a Direção Regional de Cultura do Centro, a Direção-Geral do Património Cultural e o Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais.
O Auditório do Conservatório de Música de Coimbra, propriedade da Parque Escolar, também será contemplado com um financiamento de 100 mil euros para a aquisição de sistema de vídeo e imagem, conforme consta da Orientação Técnica do PRR dedicada à rede de teatros e cineteatros.
Esta medida estrutural vai permitir vencer barreiras socioeconómicas e geográficas no acesso à oferta cultural, contribuindo para uma relevante disseminação do digital numa lógica de maior democratização cultural e para uma maior qualificação e capacitação técnicas dos equipamentos culturais do concelho de Coimbra.
A Associação Sector 9 apresentou este sábado, 28 de Janeiro, pelas 11h30, os cartéis que compõem a temporada na Monumental Celestino Graça, no Largo do Seminário em Santarém.
Na ocasião, Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém destacou “o trabalho feito pela Associação Sector 9 em manter a paixão pelas nossas tradições, pela festa brava, garantindo a preservação e continuidade da cultura taurina em Santarém”, reforçando que Santarém é a Capital de Distrito com mais e melhor Festa Brava, deixando o desafio e o desejo de ter em Santarém “a realização de quatro corridas de toiros por época”.
A temporada inicia-se a 19 de Março, durante as Festas de São José, com um mano-a-mano entre João Moura Jr. e Francisco Palha. Numa corrida com 6 toiros da ganadaria Murteira Grave, pegam os Forcados Amadores de Santarém e de Évora.
Durante a Feira Nacional de Agricultura realizam-se mais duas corridas nos dias 3 e 10 de Junho. A 3 de junho, há um concurso de ganadarias que conta a participação de Veiga Teixeira, Dr. António Silva, Murteira Grave, Vinhas, Manuela Veiga e Assunção Coimbra. Em praça, vão estar os cavaleiros Rui Fernandes, João Ribeiro Telles e o triunfador da corrida de março, acompanhados pelos Forcados Amadores de Santarém e Montemor.
No dia 10 de junho, destaque para a participação de Pablo Hermoso de Mendoza, que não toureia em Santarém há 19 anos, António Ribeiro Telles e João Salgueiro da Costa para lidar um curro da ganadaria Brito Paes. Em dia de mudança de cabo, pegam em solitário os Forcados Amadores de Santarém. Os bilhetes vão estar em venda antecipada em www.sector-9.pt, posto de turismo de Santarém e ticketline.
A Associação Sector 9 tem como objetivo de promover e dinamizar a cultura tauromáquica em Santarém, bem como potenciar a atividade socioeconómica e cultural do distrito e do país.
A despesa do Estado com a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Lisboa, em agosto, será de 30 milhões de euros, segundo uma nota emitida hoje pelo Governo.
As responsabilidades e compromissos assumidos pelo Estado na Jornada Mundial da Juventude poderão ir “até aos 21,8 milhões de euros”, refere a nota enviada à Lusa pelo Gabinete da Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares.
A este montante somam-se 8,2 milhões de euros de um contrato “adjudicado pela IP (Infraestruturas de Portugal) para a deslocação do terminal de contentores”.
“Total da despesa do Estado: 30 ME”, sem ser aqui considerado o imposto sobre o valor acrescentado (IVA), já que este reverte a favor do Estado, diz o Governo na nota, onde acrescenta que “o Estado participará também através do apoio, nomeadamente, na área da saúde, segurança, socorro e mobilidade”.
Os 21,8 milhões de euros referidos englobam “o conjunto de encargos assumidos” pelo Estado, incluindo os montantes relacionados com a unidade de missão, a aquisição das torres multimédia, instalações sanitárias, transmissão televisiva, abastecimento de água, ponte militar, promoção do país no estrangeiro, centro de comando e segurança, centro de apoio à imprensa nacional e internacional”, detalha o ministério de Ana Catarina Mendes.
Já os 8,2 milhões de euros resultam do contrato para a deslocação do terminal de contentores, “no âmbito da requalificação, valorização ambiental e fruição da zona ribeirinha do parque da Bobadela”, refere ainda.
Estes valores hoje divulgados veem corrigir as estimativas feitas pelo Governo em outubro e que apontavam para um gasto na ordem dos 36,5 milhões de euros na Jornada Mundial da Juventude.
A realização da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa terá um custo de pelo menos 161 milhões de euros, segundo as estimativas apresentadas pela Igreja Católica, pelo Governo e pelos municípios de Lisboa e Loures.
Os custos da JMJ têm estado em destaque esta semana depois de ser conhecido que a construção do altar-palco do espaço do Parque Tejo (com nove metros de altura e capacidade para 2.000 pessoas), a cargo do município da capital, foi adjudicada à Mota-Engil por 4,24 milhões de euros (mais IVA), somando-se ainda a esse valor 1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura.
A JMJ é o maior encontro de jovens católicos de todo o mundo com o Papa, que acontece a cada dois ou três anos, entre julho e agosto.
Este ano realiza-se em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.
A judoca portuguesa Bárbara Timo conquistou hoje a medalha de ouro no Grand Prix de Portugal, ao vencer a brasileira Gabriella Moraes na final da categoria de -63 kg, na competição que decorre em Almada.
Timo, nascida no Rio de Janeiro e que em 2019 passou a representar Portugal, estreou-se este ano neste Grand Prix, já que na primeira edição esteve ausente devido a lesão, então após uma cirurgia a um pé.
Na final de hoje, naquele que foi o seu quinto combate do dia, a judoca do Benfica garantiu a medalha de ouro a 01.23 minutos do final dos quatro regulamentares, após a eliminação da sua oponente, devido a uma ação perigosa.
Milhares de professores e funcionários escolares estão concentrados em frente ao Palácio de Belém, depois de uma marcha de mais de três quilómetros que começou no ministério da Educação, exigindo “respeito” e melhores condições laborais.
O protesto organizado pelo Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (STOP) “em apenas sete dias” contou com a adesão de “um mar de gente”, sublinhou à Lusa o coordenador do STOP, André Pestana.
A marcha de 3,5 quilómetros percorreu as ruas que ligam o ministério da Educação, na Avenida 24 de Julho, ao jardim em frente ao Palácio de Belém, onde um grupo representante dos profissionais de educação será recebido hoje por assessores de Belém.
Os primeiros manifestantes chegaram aos jardins por volta das 16:15 e só passados 45 minutos chegaram os últimos, que estão contra a definição de serviços mínimos nas escolas para as greves agendadas pelo STOP para os primeiros dias de fevereiro.
Em declarações à Lusa, o advogado António Garcia Pereira, que tem dado apoio jurídico ao STOP, considerou “errada a decisão” de avançar para serviços mínimos, considerando que o objetivo era “intimidar os trabalhadores”: “Mas não vai afetar nada, porque a disposição de luta dos profissionais está aqui a vista. São mais de cem mil pessoas aqui”.
“O decretamento dos serviços mínimos visava um efeito intimidatório e esse falhou redondamente”, disse à Lusa, considerando “mais do que justas e devidas” as reivindicações dos professores e pessoal não docente.
O STOP exige um aumento mínimo de 120 euros para todos os que trabalham nas escolas. Os docentes pedem a devolução do tempo de serviço congelado e o fim das quotas e vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões.
“O Governo convenceu-se que conseguiria levar os profissionais de educação a dar um passo atrás, mas eles deram um passo à frente”, disse Garcia Pereira.
“Não paramos” é uma das palavras de ordem dos manifestantes que vieram de todo o país e hoje representam as escolas desde o pré-escolar até ao ensino secundário.
A manifestação de hoje é a terceira organizada pelo STOP desde dezembro, estando agendada uma outra para fevereiro, que foi convocada pela plataforma de sindicatos que junta, entre outras organizações, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional de Educação (FNE).
O protesto de hoje conta com um camião com sistema de som que acompanhou todo o percurso e está agora estacionado no jardim em frente ao Palácio de Belém, onde professores e trabalhadores não docentes de todo o país têm dado o seu testemunho sobre as dificuldades com que lidam nas escolas.
“Justiça por uma vinculação injusta” ou “Respeito” são algumas das mensagens dos manifestantes.
O líder do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), André Pestana, considera os serviços mínimos para a greve nas escolas um “ataque à democracia” e promete uma “gigantesca resposta” no sábado.
Em declarações aos jornalistas em Coimbra, o responsável reagia assim ao facto de o Tribunal Arbitral ter decidido hoje fixar serviços mínimos, a pedido do Governo, para a greve por tempo indeterminado de professores e não docentes, que se prolonga desde dezembro.
André Pestana disse que a resposta será dada no sábado, quando dezenas de milhares de pessoas desfilarem em Lisboa entre o Ministério da Educação e a Presidência da República.
“Para sermos ouvidos, mas com uma grande massa humana, a dizer que o Presidente da República tem de tomar as rédeas da situação, porque o Governo não está a cumprir nem a fazer cumprir a constituição”, afirmou.
André Pestana considerou que o STOP precisa de outros interlocutores, porque o ministro da Educação “faz parte do problema e não da solução”, referindo que os serviços mínimos são “uma forma desesperada de um Governo autoritário, que não consegue ter outra forma que não seja pela força”, e que são “um atentado ao direito à greve”.
E são também “um ataque a toda a sociedade civil” e “à nossa democracia”, acrescentou, prometendo para sábado uma “gigantesca resposta proporcional a este grande ataque”.
O Ministério da Educação anunciou hoje que o colégio arbitral decretou serviços mínimos para a greve em curso nas escolas convocada pelo STOP.
Em comunicado, o Ministério da Educação justificou o pedido de definição de serviços mínimos com a “duração e imprevisibilidade das greves decretadas” pelo STOP e “consequências acumuladas para os alunos, no que concerne a sua proteção, alimentação e apoio em contextos de vulnerabilidade”.
Na semana passada, o STOP recusou a proposta da tutela de serviços mínimos que permitam ter as escolas abertas, dar refeições e acolher alunos com necessidades educativas especiais, tendo sido depois constituído um Colégio Arbitral, cuja decisão foi conhecida hoje.
De acordo com a decisão do Tribunal Arbitral, os professores terão de assegurar, a partir de 01 de fevereiro, os apoios aos alunos que beneficiam de medidas adicionais no âmbito da educação inclusiva, bem como aos alunos em “especial perigo de abandono escolar” e aqueles sinalizados pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens.
Os serviços mínimos preveem também a garantia dos apoios terapêuticos, o acolhimento dos alunos nas unidades integradas nos Centros de Apoio à Aprendizagem, e a continuidade das medidas direcionadas para o bem-estar socioemocional dos alunos, no âmbito do plano de recuperação das aprendizagens.
Um conjunto de empresários, técnicos e académicos considera que o Plano Ferroviário Nacional tem uma “visão retrógrada e nacionalista” e foi isso que escreveu numa carta aberta ao Presidente da República e à Assembleia da República.
Na carta, assinada por vários empresários, dirigentes associativos, especialistas e académicos, os subscritores dizem que “este Plano Ferroviário Nacional [PFN], na sua visão retrógrada e nacionalista é um plano fora do seu tempo, não cumpre nenhum dos objetivos definidos pela União Europeia, que são afinal objetivos globais, da Europa à China, de redução do consumo de energias fósseis, da substituição do transporte rodoviário de mercadorias e de passageiros pela ferrovia, da eliminação do transporte aéreo para distâncias inferiores a mil quilómetros e a limitação em curso do transporte individual a favor do transporte coletivo, não apenas no plano nacional mas global”.
Na carta dizem que há anos que tentam “sensibilizar o Governo, a Assembleia da República e os partidos para a realidade de que a política ferroviária da última década e o PFN não cumprem, antes se opõem aos objetivos europeus de interoperabilidade ferroviária”, lembrando que “está regulamentada a conclusão da rede principal até 2030, com inexistência de obstáculos técnicos à circulação de comboios de todas as nacionalidades em todos os países da UE”.
Segundo a carta, “o Plano Ferroviário agora apresentado pelo Governo é um plano caseiro, não interoperável com o resto da Europa, desenhado para impedir a entrada em Portugal da concorrência ferroviária europeia”, um “objetivo já expresso pelos anteriores ministros das Infraestruturas ao proteger monopólios ferroviários domésticos e, principalmente, ao condenar as exportações portuguesas à dependência dos centros logísticos que a Espanha tem criado”.
“Trata-se de um plano que mal começou já está atrasado dois anos, e que ignora novos avanços da tecnologia ferroviária mundial, nomeadamente o transporte de camiões e semirreboques de mercadorias em plataformas ferroviárias como já há anos se vem fazendo na Europa, um plano que engana os portugueses sobre o conceito de Alta Velocidade e continua a apostar no transporte rodoviário de mercadorias com destino à Europa, que vai ser cada vez menos competitivo”, referiram, na mesma carta.
“O Governo português propõe-se investir na chamada modernização da nossa ferrovia do século XIX, sempre e só em bitola ibérica, com a promessa de no futuro (que agora é 2050) voltar a realizar novos investimentos, com vista, finalmente, à adoção da bitola europeia”, criticaram, dizendo que se trata de “uma visão egocêntrica de duplicação de investimentos, que sendo muito elevados se fazem para durarem muitos anos, provavelmente um século e não os vinte anos previstos neste plano governamental”.
Esta estratégia, alertaram, “corre o risco de fazer Portugal, por falta de projetos credíveis, perder apoios da UE aos investimentos na rede ferroviária de bitola europeia (que podem atingir cerca de 70% do valor a investir)”, concedidos “pelo novo programa CEF-2 para o período 2021-2027”.
Segundo os subscritores, “não há ainda confirmação oficial, à data de 22 de dezembro de 2022, da obtenção de fundos comunitários para a linha Lisboa-Porto em bitola ibérica na fase de candidaturas que termina em 18 de janeiro de 2023”, acrescentando que “no período 2014-2020 o Governo português previa angariar 1.250 milhões de euros do CEF-Geral (fundos atribuídos com base na qualidade dos projetos) e nem conseguiu um oitavo desse valor”.
As Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, vão ser intervencionadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para permitir “melhores condições de apresentação de concertos e outras atividades culturais”, disse hoje a secretária de Estado da Cultura.
No âmbito de uma visita às obras que decorrem nos Claustros D. João I e D. Afonso V, Isabel Cordeiro destacou os planos que há para continuar a requalificar o monumento, este ano a celebrar 40 anos de inscrição na lista de Património Mundial da UNESCO.
“É particularmente importante conhecermos o detalhe das intervenções em curso e as próximas, em particular a que será concretizada neste lugar, nas Capelas Imperfeitas”, disse a secretária de Estado.
Até ao final de 2025, o monumento beneficiará de um investimento de 1,6 milhões de euros, destinado a recuperar as coberturas da Sala do Capítulo, requalificar o Jardim do Claustro, melhorar o sistema elétrico e equipamentos de segurança e conservar e restaurar as Capelas Imperfeitas, detalhou o diretor-geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos.
Especificamente nas Capelas Imperfeitas, panteão de D. Duarte, além da conservação e restauro, Isabel Cordeiro realçou a componente de “fruição pública, porque serão criadas melhores condições de apresentação de concertos e outras atividades culturais”.
A governante sublinhou “a importância da continuidade das intervenções neste excecional monumento”, asseguradas pelo PRR, pelo que “representam no fortalecimento das relações de proximidade com a comunidade”.
O diretor-geral do Património Cultural também salientou a intervenção prevista para as Capelas Imperfeitas, inserida “num plano mais vasto de uma grande intervenção de conservação e restauro que se quer candidatar aos fundos comunitários 2030”.
João Carlos dos Santos disse que o que está previsto para o monumento é um “plano ambicioso” e recordou que desde 2012 a Direção-Geral do Património Cultural “investiu mais de três milhões e 400 mil euros em diversas intervenções” no Mosteiro da Batalha.
A empreitada, que decorre nos claustros D. João I e D. Afonso V e que custou mais de 1,1 milhão de euros, suportados em 85% por verbas comunitárias, “é única e emblemática” por incidir em “espaços icónicos” onde estão presentes “vários autores, épocas de construção distintivas e até fases estilísticas diferenciadas”, destacando-se “a unidade e a exuberância do manuelino”.
O diretor do Mosteiro da Batalha admitiu que o que está previsto pelo PRR “não é suficiente para as necessidades do monumento”.
“É seguramente um bom impulso, mas o novo quadro comunitário está perto e, à semelhança dos anteriores, acredito que bons e substanciais apoios poderão ser canalizados em benefício da conservação e requalificação do Mosteiro da Batalha”, disse hoje Joaquim Ruivo.
O diretor lembrou que cerca de 400 mil turistas visitam o museu todos os anos e lamentou que “os jovens portugueses conheçam mal o seu património e visitem-no pouco”.
E lançou um repto à secretária de Estado da Cultura: “A par de meios de conservação do património, a par do apoio à investigação, a par de mais eficazes dinâmicas de promoção turística, é necessário e urgente um pacto geracional”, para “criar e potenciar dinâmicas que motivem, entusiasmem, emocionem, vinculem as novas gerações no conhecimento, admiração e gosto pelo seu património”.