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Terça-feira, Junho 30, 2026
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Ucrânia: Japão anuncia novas sanções contra políticos e militares russos

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Foto: D.R.

O Governo japonês anunciou hoje novas sanções contra altos responsáveis políticos e militares russos, bem como uma proibição adicional das exportações japonesas de componentes que poderiam ser utilizados no esforço de guerra.

As medidas congelam bens de 36 indivíduos e de três organizações, incluindo os do ministro da Justiça russo, Konstantin Chuichenko, e de vários vice-ministros, secretários de Estado e altas patentes militares.

Entre os alvos das sanções estão também líderes políticos das autoproclamadas repúblicas pró-russas na Ucrânia, bem como pessoas próximas do oligarca Suleiman Kerimov, considerado uma figura próxima do Presidente russo, Vladimir Putin, também ele sujeito a sanções japonesas desde março.

O Japão decidiu ainda proibir as exportações para 49 organizações ligadas à invasão da Ucrânia e proibir a venda de certos componentes, sendo que Tóquio já não permitia remessas de semicondutores e outras peças e dispositivos tecnológicos.

O objetivo é impedir a utilização destes componentes no fabrico de gás lacrimogéneo e dispositivos automatizados que possam ser usados pelas forças russas, disse hoje o porta-voz adjunto do Governo, Seiji Kihara.

“A invasão russa da Ucrânia não pode ser permitida, pois abala uma ordem internacional construída durante um longo período de tempo com muito esforço e sacrifício”, disse Kihara numa conferência de imprensa.

O Japão, que detém este ano a presidência rotativa do bloco G7, “continuará a trabalhar para melhorar a situação juntamente com os países do G7 e a comunidade internacional”, acrescentou o porta-voz.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Infantis de Óbidos em bom plano em Alcobaça

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© Município de Óbidos

A equipa de Infantis do clube Óbidos Criativa (OC) competiu, no passado dia 21 de Janeiro, na XXX Taça Vale do Tejo nas piscinas municipais de Alcobaça. Os ‘miúdos’ de Óbidos alcançaram vários recordes pessoais, de clube e tempo de acesso a uma prova Nacional.

Mara Cotrim, Leonor Martins, Leonor Silva, Justin Borges, Tiago Correia e Pedro Capinha foram os jovens que nadaram com as cores de Óbidos.

Boa prestação destes jovens nadadores, onde se destaca Leonor Silva com a obtenção de TAC (tempo de acesso a prova) Nacional e recorde de clube aos 200 B, Leonor Martins com recorde de clube nos 50 L e TAC Zonal aos 400 L. Foram também obtidos mais 8 novos recordes pessoais.

Nesta competição estiveram presentes 279 nadadores em representação de 13 clubes.

A equipa de Infantis da OC compete novamente já no dia 29 de Janeiro, nas piscinas Municipais da Benedita.

Deputados municipais de Loures criticam construção em áreas sensíveis a cheias

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© Município de Loures

Os deputados da Assembleia Municipal de Loures alertaram, esta quinta-feira, para os problemas de ordenamento do território existentes no concelho, criticando a construção em áreas sensíveis a cheias durante uma sessão dedicada a este problema ambiental.

“Infelizmente as cheias não são uma novidade para Loures”, sublinhou o deputado do PAN, Pedro Santos, no rescaldo das cheias das noites de 07 para 08 e de 12 para 13 de dezembro de 2022, que resultaram de chuva intensa e do transbordo de vários cursos de água neste concelho localizado no distrito de Lisboa.

Pedro Santos pediu atenção para “a forma como urbanizamos”, aspeto também vincado pela deputada do Chega, Patrícia Almeida, alegando que as alterações climáticas não chegam para explicar as cheias: “é essencialmente um problema do ordenamento do território”, defendeu.

Durante a sessão, os deputados municipais lembraram as áreas classificadas em planos municipais como sensíveis à ocorrência de cheias, com João Paulo Martins, do Bloco de Esquerda, a pedir “intransigência” com projetos em zonas de risco, e Rui Pinhel, do PSD, a criticar a “desenfreada construção” em alguns locais do concelho, como em bairros de génese ilegal.

Já o deputado da Iniciativa Liberal, Tiago Silva, disse que a “falta de atenção e rigor” permitiu construções em áreas assinaladas em “cartas de condicionantes”.

Por sua vez, na bancada da CDU, Fátima Amaral realçou a gestão municipal dos comunistas entre 2013 e 2021, assegurando que foram realizadas intervenções nos cursos de águas existentes em Loures de forma a minimizar efeitos de cheias.

Ao longo da reunião da Assembleia de Loures, vários técnicos da Câmara Municipal explicaram as ocorrências decorrentes do mau tempo no concelho e o trabalho que tem sido feito para limpar e escoar linhas de água, como o rio de Loures, a ribeira da Póvoa (que vem do concelho vizinho de Odivelas) ou o rio Trancão.

“Drenamos a água de oito municípios, além do nosso: Lisboa, Odivelas, Sintra, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira”, recordou a diretora municipal de ambiente, Madalena Neves, ao passo que o vereador com esta pasta, Nelson Batista (PSD), afirmou que vão ser investidos mais de três milhões de euros para “corrigir” e “conservar” 31,6 quilómetros de linhas de água.

No período de resposta do executivo municipal, já por volta das 00:30, o presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão (PS), centrou a sua intervenção nos apoios atribuídos pelo Estado e na abordagem futura, não respondendo às críticas deixadas pelos deputados sobre o ordenamento do território.

Lembrando a precipitação anormal registada nos dias das cheias, o autarca afirmou que “finalmente vai-se pensar num plano supramunicipal” para a gestão das águas, com a coordenação da Agência Portuguesa do Ambiente.

Ricardo Leão disse ainda aguardar saber como e quando o município vai ser ressarcido pelo Governo nos prejuízos que teve com as cheias, valores que ascendem aos 35 milhões de euros.

“Espero rapidez de resposta e uma diferenciação positiva”, referiu, tendo em conta a dimensão dos prejuízos e os apoios que a Câmara Municipal já deu.

As principais ocorrências registadas em Loures na sequência das cheias já tiveram “soluções paliativas”, indicou Ana Luís Ferreira, da divisão de obras municipais, sendo que está por resolver o colapso de um muro na zona industrial de Frielas, em que, devido à complexidade do problema, a câmara pede um apoio maior do Estado.

De acordo com a Câmara Municipal de Loures, devido aos impactos do mau tempo, foram apoiadas 109 famílias, das quais 60 são da freguesia de Santo António dos Cavaleiros e Frielas, a mesma localidade que teve mais comerciantes afetados.

Estão abertas as candidaturas para os espaços comerciais da Feira de Leiria

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© Município de Leiria

A Feira de Leiria está de volta de 29 de abril a 28 de maio e com ela um mundo de diversão e oportunidades a não perder.

Por isso, a partir de hoje, 26 de janeiro, até ao dia 17 de fevereiro, estão abertas as candidaturas para todos os expositores que queiram participar no maior evento da região centro.

Os interessados já podem consultar o Programa e as Normas de Inscrição no site do Município ou da Feira de Leiria. Caso seja necessário apoio, poderão dirigir-se ao Secretariado da Feira, situado na loja 4 do Mercado Municipal.

A forte aposta na diversidade do cartaz e na oferta de divertimentos, a preocupação com o conforto de quem nos visita e com a sustentabilidade do evento são razões mais do que suficientes para não deixar de participar este ano na Feira de Leiria.

Taça da Liga: Liga inicia hoje venda de bilhetes para a final

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) vai começar hoje às 12:00 a vender bilhetes para a final da Taça da Liga, um dia depois do anunciado e de FC Porto e Sporting terem iniciado a comercialização.

“A partir das 12:00 desta sexta-feira, poderá adquirir o seu ingresso nas bilheteiras da ‘fan zone’ [no Jardim Luís de Camões, em Leiria] e nas plataformas digitais da LPFP”, anunciou hoje o organismo, detalhando que “cada pessoa poderá adquirir até dois ingressos”.

Na quinta-feira, os clubes finalistas começaram a comercializar os bilhetes para a final, marcada para sábado, às 19:45, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

Na ocasião, a LPFP deu conta de que os ingressos seriam vendidos nesse dia “única e exclusivamente nas plataformas dos respetivos clubes e com critérios de venda definidas pelos próprios”.

O clássico entre Sporting, quatro vezes vencedor da Taça da Liga, incluindo as duas últimas, e FC Porto, que procura o primeiro título na prova na sua quinta final, está marcado para sábado, às 19:45, em Leiria.

Os ‘leões’ chegaram à sua sétima final ao vencerem o Arouca, por 2-1, na terça-feira, um dia antes de os ‘dragões’ baterem o Académico de Viseu, por 3-0, na segunda meia-final da 16.ª edição da competição.

Jovem morre em despiste de automóvel no centro de Rio Maior

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um jovem morreu hoje na sequência de um despiste de um veículo ligeiro junto ao Estádio Municipal de Rio Maior, no distrito de Santarém, adiantou à Lusa a Proteção Civil.

De acordo com o Comando Sub-Regional Lezíria do Tejo, ainda se registou um ferido grave.

À Lusa, fonte da Proteção Civil disse que as vítimas envolvidas no acidente são “um rapaz e uma rapariga”, com idades compreendidas entre os 17 e os 18 anos, desconhecendo quem morreu.

No local, pelas 21:10, estavam 18 operacionais, apoiados por oito viaturas.

O alerta para a ocorrência foi dado às 19:13.

JMJ: Financiamento do lado da igreja estimado, até agora, em pelo menos 80 ME

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© Presidência da República

O orçamento da igreja para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) ainda não está fechado, mas será divulgado nos próximos dias, tendo já um valor provisório superior a 80 milhões de euros, adiantou hoje o bispo coordenador do evento.

“80 milhões de euros é o valor que conseguimos ver no orçamento de 2023 nas nossas responsabilidades”, disse Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 e coordenador geral do Comité Organizador Local (COL) em conferência de imprensa ao fim da tarde na sede da Fundação, em Lisboa.

Américo Aguiar mostrou-se relutante em falar de números ao longo da conferência de imprensa, apesar de repetir por diversas vezes que os custos vão ser partilhados “ao cêntimo”.

“O que tenho receio é que podemos assustar as pessoas com este número sem elas perceberam a dimensão do evento”, disse o bispo auxiliar, na conferência de imprensa a propósito da polémica provocada pela divulgação dos custos do altar-palco onde o Papa Francisco irá celebrar a missa final da JMJ, em agosto, e que supera os cinco milhões de euros.

Para além de um valor global de 80 milhões de euros já estimado, mas que pode ainda aumentar, Américo Aguiar referiu de forma parcelar, que os custos previstos só para a alimentação dos peregrinos ultrapassam os 30 milhões de euros.

O memorando de entendimento assinado com as entidades que organizam a JMJ 2023 prevê que a igreja assume a responsabilidade e custos de tudo o que diga respeito ao acolhimento dos peregrinos, explicou o coordenador do evento, referindo que “no fim assumirá os prejuízos”, se houver. Eventuais lucros serão entregues às autarquias de Lisboa e Loures para projetos relacionados com a juventude.

Recusou, no entanto, fazer qualquer estimativa de encaixe financeiro, referindo que há já mais de 420 mil peregrinos pré-inscritos, mas isso não se traduz em pagamentos efetuados. O evento conta com financiamento de donativos de empresas e famílias, que serão também divulgados numa lista a tornar pública.

O bispo auxiliar negou que o financiamento assente em donativos signifique que não há qualquer investimento da igreja católica portuguesa no evento, referindo, por exemplo, que a estrutura já montada e em funcionamento para organizar a JMJ 2023 está a ser financiada pela igreja.

Sublinhou, no entanto, que “a igreja em Portugal nunca teria a possibilidade de organizar a JMJ sem a colaboração do Estado” e que outras jornadas tiveram também financiamento dos Estados nos respetivos países onde aconteceram.

Sobre o retorno expectável do evento, Américo Aguiar disse ainda que foi formalizado na quarta-feira um protocolo com o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa para contabilizar esse retorno, estando o trabalho a ser coordenado pelo economista João Duque.

A Jornada Mundial da Juventude é o maior encontro de jovens católicos de todo o mundo com o Papa, que acontece a cada dois ou três anos, entre julho e agosto.

A Jornada Mundial da Juventude, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As jornadas nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

JMJ: Moedas assegura que Câmara de Lisboa não gasta mais do que 35 ME

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© Presidência da República

O presidente da Câmara de Lisboa admitiu hoje que está preocupado com os custos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), mas assegurou que não vai gastar mais do que os 35 milhões de euros que se comprometeu a investir.

“Quando cheguei [à Câmara de Lisboa], a minha preocupação foi limitar os custos. Fui eu que disse que a Câmara de Lisboa não ia gastar mais do que 35 milhões de euros”, disse Carlos Moedas (PSD).

O autarca falava aos jornalistas à margem da cerimónia evocativa por ocasião do Dia Internacional em Memória do Holocausto, no Capitólio, em Lisboa.

A Jornada Mundial da Juventude, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As jornadas nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

JMJ: PR afirma que desconhecia custo do altar-palco e saúda declarações de Américo Aguiar

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O Presidente da República afirmou hoje que desconhecia o custo do altar-palco a construir em Lisboa para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e saudou as declarações do bispo Américo Aguiar sobre esta matéria.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à porta do Cineteatro Capitólio, em Lisboa, a propósito de uma notícia SIC a quem fonte não identificada do Patriarcado de Lisboa disse que o chefe de Estado sabia do custo do polémico altar-palco, que é de cerca de cinco milhões de euros.

“Está esclarecido, D. Américo Aguiar acabou de dizer, desmentindo a nota do Patriarcado, que o Presidente da República não sabia o valor do altar. E, portanto, a Igreja, e bem, desmentiu aquilo que tinha vindo numa nota do Patriarcado e que tinha provocado a minha estupefação”, declarou o Presidente da República.

O chefe de Estado, que falou pouco depois da conferência de imprensa do bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Fundação JMJ 2023, considerou, por outro lado, que Américo Aguiar, “e muito bem”, se mostrou “sensível à compatibilização de dois objetivos: um, que a jornada seja uma projeção de Portugal no mundo; segundo, que tenha em linha de conta as circunstancias económicas e sociais vividas neste momento”.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu ainda que, “e como também o senhor D. Américo Aguiar disse, estão em curso uma série de diligências e de reuniões nas próximas semanas respeitantes não especificamente apenas ao altar mas a várias das componentes daquilo que é o conjunto de obras, o conjunto de iniciativas para ser possível fazer a jornada”.

Serão reuniões entre “Governo, câmaras, técnicos, Igreja sobre essa matéria”, sobre as quais conta ser “mantido ao corrente”.

“Vamos esperar por essas reuniões, em que estão envolvidas aquelas entidades que são decisivas para que seja concretizada. O Presidente já disse o que disse, o senhor D. Américo Aguiar concordou com aquilo que eu disse. Vamos esperar”, acrescentou.

JMJ: Valor do altar-palco “magoa todos”

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© Presidência da República

O presidente da Fundação Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 disse hoje que o valor (superior a quatro milhões de euros) do altar-palco onde o Papa vai celebrar a missa final “magoa todos”, admitindo eventuais correções se necessárias.

“Confesso também que o número me magoou, e magoou-nos a todos”, afirmou o bispo Américo Aguiar, em conferência de imprensa, em Lisboa, realçando o contexto das “dificuldades” económicas “das famílias”.

O bispo-auxiliar de Lisboa referiu que, “nos próximos dias”, a organização da JMJ vai reunir-se com as equipas responsáveis pelo projeto para aferir “qual a razão desse valor”.

“Parcelas que puderem ser eliminadas, pediremos para serem eliminadas”, frisou.

A obra de construção do altar-palco onde o Papa Francisco vai celebrar a missa final vai custar 4,2 milhões de euros à Câmara de Lisboa, numa empreitada atribuída por ajuste direto.

Segundo a informação disponibilizada no Portal Base da Contratação pública, “a construção foi adjudicada por 4,24 milhões de euros (mais IVA)”, somando-se a esse valor “1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura”.

A Câmara de Lisboa justificou na quarta-feira o investimento no altar-palco com as necessidades do evento e as características do terreno, sublinhando que a estrutura poderá receber 2.000 pessoas, metade dos quais bispos, e continuará depois a ser utilizada.

Na terça-feira, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, referiu que sabia que a construção do altar-palco iria ficar muito cara, acrescentando que será realizada com as especificações indicadas pela Igreja Católica.

A oposição na autarquia queixou-se de “falta de transparência” e o partido Chega já requereu a presença de Carlos Moedas no parlamento para explicar os custos do evento.

Na quarta-feira, a Fundação JMJ comprometeu-se a divulgar, ao longo do projeto, “os custos e os investimentos” do “acontecimento inédito para o país” que “são da sua responsabilidade”.

A JMJ é o maior encontro de jovens católicos de todo o mundo com o Papa, que acontece a cada dois ou três anos, entre julho e agosto.

Lisboa foi a cidade escolhida em 2019 para acolher o encontro de 2022, que transitou para 2023 devido à pandemia de covid-19.

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