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Terça-feira, Junho 30, 2026
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CM de Coimbra é “Autarquia Mais Familiarmente Responsável” e “Autarquia Amiga das Famílias”

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© Município de Coimbra

A Câmara Municipal (CM) de Coimbra recebeu hoje, dia 26 de janeiro, no auditório da Fundação para os Estudos e Formação nas Autarquias Locais, a bandeira de Autarquia Mais Familiarmente Responsável. Na cerimónia da distinção, atribuída pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis (OAFR), esteve presente a vereadora da Ação Social, Ana Cortez Vaz. Este ano, pela primeira vez, o Município de Coimbra vai receber, adicionalmente, o certificado de “Autarquia Amiga das Famílias”.

Em 2008 a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) criou o OAFR para acompanhar, galardoar e divulgar as melhores práticas das autarquias portuguesas em matéria de responsabilidade familiar. O reconhecimento do Município de Coimbra, relativo a 2022, justifica-se pelas suas políticas orientadas para as famílias, de modo a garantir-lhes o pleno exercício das suas responsabilidades e competências, de forma a prevenir situações de risco e de vulnerabilidade.

O reconhecimento pelo trabalho efetuado pela CM de Coimbra levou a que, desde 2010, a CM de Coimbra tenha sido distinguida com a Bandeira com Palma, por ter recebido o prémio três ou mais anos consecutivos. Este ano, pela primeira vez, o Município de Coimbra vai receber, adicionalmente, o certificado de “Autarquia Amiga das Famílias”, após ter aderido, em dezembro do ano passado, à Rede Europeia de Autarquias Amigas da Família, que agrega 80 municípios de oito países.

A entrega de bandeiras às autarquias distinguidas em 2022 e a entrega de diplomas às autarquias pertencentes à Rede Europeia de Municípios Amigos das Famílias contou com a presença da vereadora da Ação Social, Ana Cortez Vaz. A iniciativa contou ainda com um painel de debate composto pela presidente da APFN, Rita Mendes Correia, pelo presidente da Fundação Millennium BCP, António Monteiro, por uma representante do OAFR, Rosário Carneiro, pelo secretário-geral da ELFAC, Raul Sanchez, pela presidente da ELFAC, Regina Maroncelli, e pelo membro do Conselho Diretivo e representante da ANMP, Nuno Moita.

A REAAF procura promover uma cultura subsidiária da família, construir uma aliança em favor das famílias entre sociedade civil, municípios e empresas, trabalhar com instituições europeias estratégicas para promover a integração familiar e uma visão holística das políticas familiares, além de incentivar o intercâmbio de boas práticas, amizade e saber fazer, melhorar a mobilidade, combater a pobreza económica e cultural e apoiar os municípios na introdução de políticas familiares inovadoras para criação de um padrão comum e compartilhado de serviços e benefícios familiares de qualidade.

CTT sobem preços de correspondência e encomendas em 6,24% a partir de março

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© CTT - Correios de Portugal

Os CTT vão atualizar, a partir de março, o preço dos serviços de correspondências, correio editorial e encomendas, com um aumento médio de 6,24% este ano, foi hoje comunicado ao mercado.

“Os CTT – Correios de Portugal informam que a atualização dos preços do cabaz de serviços de correspondências, correio editorial e encomendas ocorrerá a partir de 01 de março de 2023”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A variação média anual do preço será de 6,24%, sendo que o aumento máximo para este ano foi estabelecido em 6,58%.

Segundo a mesma nota, esta variação está enquadrada na política tarifária da empresa e resulta da aplicação do convénio de preços do serviço postal universal para o período 2023-2027.

A variação máxima é apurada tendo em consideração a taxa de variação média do Índice de Preços do Consumidor, a variação de tráfego dos últimos 12 meses e outras alterações significativas de contexto.

Na sessão de hoje da bolsa, as ações dos CTT subiram 1,86% para 3,56 euros.

Autarca de Mafra acusa Governo de destratar municípios de Lisboa que exigem nova unidade territorial

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© Município de Mafra

O presidente da Câmara de Mafra acusou hoje o Governo de “destratar” os municípios do norte de Lisboa que exigem a criação de uma unidade territorial NUTS II e ameaçou demitir-se da vice-presidência da área metropolitana.

“Não é de todo aceitável que o Governo resolva o problema da Península de Setúbal e se esqueça dos seis municípios pobres da Área Metropolitana de Lisboa [AML]”, disse à agência Lusa Hélder Silva, referindo-se às autarquias de Mafra, Loures, Vila Franca de Xira, Odivelas, Amadora e Sintra.

O autarca reagia à criação das NUTS II da Península de Setúbal e do Oeste Vale do Tejo, aprovadas em Bruxelas e que aguardam publicação no jornal oficial da União Europeia.

A designação das NUTS (sigla em inglês de Nomenclatura de Unidade Territorial para fins estatísticos) corresponde às unidades de referência do Eurostat, o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, pelo que a inclusão das regiões nos diferentes níveis condiciona o acesso a fundos comunitários.

O parlamento aprovou em 22 de dezembro, em votação final global, um diploma do Governo para, entre outras alterações, a criação das comunidades intermunicipais (CIM) da Grande Lisboa e da Península de Setúbal, compostas, respetivamente, pelos concelhos a norte e a sul do Tejo da atual AML, sem colocar em causa a manutenção desta última.

A alteração ao modelo de organização administrativa do território ao nível das entidades intermunicipais inseriu-se no processo de revisão das NUTS.

Isto traduziu-se na criação de uma NUTS II e de uma sub-região NUTS III na Península de Setúbal, que deixa assim de estar inserida na AML no âmbito do acesso a fundos comunitários, bem como na constituição das CIM do Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo (integradas na região de Lisboa e Vale do Tejo) como uma NUTS II.

A autonomização destes territórios com o nível II permite um maior acesso às verbas comunitárias.

De acordo com o autarca social-democrata, a AML foi questionada em janeiro de 2022 sobre a nova divisão administrativa, tendo na altura concordado com a solução proposta para a Península de Setúbal, mas defendendo que os seis municípios referidos deveriam também ser contemplados com uma NUTS II, com a desvinculação dos concelhos de Lisboa, Oeiras e Cascais, que “estão de facto num nível acima da média da União Europeia e que têm levado a que esta grande área metropolitana também tenha sido considerada rica”.

Num nível diferente estão “os chamados municípios mais pobres da AML norte, que têm Produtos Internos Brutos ‘per capita’ semelhantes a todos aqueles da Península de Setúbal” e que, segundo Hélder Silva, tinham a expectativa de que o Governo, “quando resolvesse a injustiça que existe na AML, a resolvesse como um todo e não parcialmente”.

Porém, acusou o também vice-presidente do conselho da AML, “o Governo fez tábua rasa disto e ignorou claramente aquilo que é a realidade” destes concelhos, que se sentem “maltratados, destratados”, e não se conformam por não terem uma NUTS II onde se integrem.

Sublinhando que nem a Associação Nacional de Municípios Portugueses nem a AML se pronunciaram sobre esta alteração administrativa, Hélder Silva acusou o Governo de a ter feito “ao arrepio dos municípios de Lisboa norte”, que discordam do processo “em termos de justiça de coesão territorial”.

Por isso, exigiu que o Governo “corrija no menor prazo possível esta injustiça”, em relação à qual a presidente da AML, Carla Tavares, vai pedir ao primeiro-ministro “uma reunião com caráter de urgência”.

Hélder Silva ameaça mesmo demitir-se da vice-presidência da AML se não obtiver respostas do executivo, considerando não estar “a fazer nada num conselho metropolitano que é ignorado por este Governo e pela Assembleia da República”.

A Assembleia Municipal de Mafra já tinha solicitado ao Governo, através de uma moção aprovada por maioria em dezembro de 2021, uma nova unidade territorial para o norte da Área Metropolitana de Lisboa para obter mais fundos comunitários.

Depois da pandemia, o Carnaval regressa a Peniche

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DR

Depois de uma paragem forçada de dois anos o Carnaval de Peniche traz às ruas da cidade os habituais desfiles de cor, música, animação e muitos foliões.

Para arrancar com as comemorações carnavalescas o grupo “Caga-te cão”, vai desfilar pelas ruas da cidade com 80 foliões, no dia 11, sábado às 9h e às 14h, para deixar o aviso que o Carnaval está a chegar.

O Carnaval Escolar realizar-se-á no dia 17, sexta-feira, pelas 10h30, com os alunos dos Jardins de Infância e Escolas Básicas do concelho que vêm à cidade trazer a alegria dos seus sorrisos e a magia das suas máscaras.

Nos dias 19 (domingo) e 21 (terça-feira), a partir das 15h, serão 620 os foliões que poderemos ver desfilar pelas ruas da cidade, distribuídos por 19 grupos, no Grande Corso Carnavalesco de Peniche, com a música, cor e animação a que nos habituámos nos anos anteriores.

Por fim o Carnaval termina com o tradicional “Enterro do Bacalhau”, no dia 22 (quarta-feira) pelas 21h, em que as viúvas choram a morte do “Entrudo”, caminhando pelas ruas da cidade.

Sindicatos de professores esperam que Marcelo possa exercer influência junto do Governo

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FENPROF

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) disse hoje que as organizações que convocaram a greve por distritos esperam que o Presidente da República possa exercer alguma influência junto do Governo para resolver os problemas dos docentes.

“O Presidente da República não é Governo, mas sabemos que há o exercício de influência junto do Governo e a Presidência da República também tem esse papel”, afirmou Mário Nogueira.

O dirigente sindical falava aos jornalistas no final de uma reunião em que as nove organizações sindicais que convocaram a greve de professores por distritos foram recebidas pela assessoria da Presidência da República para a área da Educação.

Em representação de todas, o líder da Fenprof explicou que as organizações apresentaram à Presidência da República as suas reivindicações, bem como os pareceres enviados ao Ministério da Educação no âmbito das negociações do regime de recrutamento e mobilidade, e desvalorizou a ausência do Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa.

Considerando que seria sobretudo simbólico, Mário Nogueira disse que o mais importante era “fazer chegar à Presidência as nossas posições”.

“Compreendendo os motivos que estão a mobilizar os professores, com certeza que [o Presidente da República] não deixará de colocar questões e, em alguns casos, esperamos nós, ver ali exercer alguma influência e ter algum peso em futuras decisões do governo”, acrescentou.

A propósito das reivindicações dos docentes, Mário Nogueira insistiu na contagem de todo o tempo de serviço congelado, na valorização da carreira docente, na melhoria das condições de trabalho e num regime de aposentação específico.

“Não viemos aqui dizer à Presidência que queremos uma carreira nova ou que queremos que os escalões sejam pagos por um valor superior. Viemos dizer que há uma carreira a que os professores têm direito e 73% dos professores impedidos de chegar ao topo da carreira não é ter carreira”, sustentou.

O secretário-geral da Fenprof recordou também que as organizações sindicais não querem uma resposta “de hoje para amanhã”, a respeito do tempo de serviço, e admitem até uma solução faseada que vá além do fim da legislatura, mas lamentou que o Governo não aceite, sequer, colocar o tema em cima da mesa.

Por outro lado, quanto aos concursos e à colocação de professores, Mário Nogueira reconheceu que “houve alguns avanços, embora avanços complicados em alguns casos”, que espera que possam ser clarificados na reunião técnica que se realiza hoje com o Ministério da Educação.

Na audiência com a Presidência da República, estiveram presentes a Fenprof, Federação Nacional de Educação (FNE), Associação Profissional dos Professores Licenciados (ASPL), Pró-Ordem dos Professores, Sindicado dos Educadores e Professores Licenciados (SEPLEU), Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE), Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), Sindicado Independente de Professores e Educadores (SIPE) e Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU).

As organizações sindicais convocaram uma greve por distritos, que se iniciou em 16 de janeiro e prolonga-se até 08 de fevereiro, à qual a FNE também se vai juntar a partir de quarta-feira, tendo convocado uma outra greve nacional para o dia 08 de fevereiro.

No dia 11 de fevereiro, organizam uma Manifestação Nacional, sendo que a plataforma sindical já fez saber que “caso o Ministério não altere as posições que vem assumindo, professores e educadores prosseguirão a sua luta”.

Ao mesmo tempo estão a decorrer outras duas greves sem data de término promovidas pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) e pelo SIPE.

JMJ: Militares da GNR impedidos de tirar férias devido à Jornada Mundial da Juventude

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foto: APG/GNR

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) lamentou hoje que apenas 6% do efetivo da Guarda Nacional Republicana possa tirar férias entre 26 de julho e 09 de agosto devido à Jornada Mundial da Juventude que contará com a presença do Papa Francisco.

Em comunicado, a APG explica que as normas internas determinam que apenas 20% do efetivo possam gozar férias em simultâneo quando ocorre um evento de grande dimensão, mas a necessidade de policiamento de iniciativas como aquela que vai ocorrer em Lisboa entre 01 a 06 de agosto exige que apenas 6% dos militares da GNR possam gozar férias.

Como exemplo, a APG indica que num local com 20 militares de serviço “apenas um poderá estar de férias”.

Para a APG, esta postura revela “um profundo desrespeito pelos profissionais que, regressando-se ao passado ficam assim na mão da instituição, que não lhes reconhece o direito da gestão da sua própria vida pessoal e familiar”.

“As férias são um direito e as datas, em setor nenhum, podem ficar exclusivamente ao critério da entidade patronal. É injustificável o número de eventos considerados como sendo de grande dimensão, da mesma forma que temos as maiores dúvidas que as Jornadas Mundiais da Juventude justifiquem o empenho de quase todo o efetivo do território nacional”, sublinha ainda a APG.

Também a PSP já deu instruções aos polícias que as férias vão ficar suspensas entre 24 de julho e 07 de agosto devido à Jornada Mundial da Juventude.

A Jornada Mundial da Juventude, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas, e contará com a presença do Papa Francisco, o qual também deverá deslocar-se a Fátima.

Masters de Óbidos vencem 3 categorias e alcançam o 3º lugar na geral

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Decorreu nas piscinas municipais de Alcobaça, no dia 20 de Janeiro, o I Open de Masters de Alcobaça. Os Masters do clube Óbidos Criativa estiveram presentes, tendo conquistado vários pódios.

Fizeram uma excelente prova onde venceram três categorias individuais: Daniel Tomás, Vanessa Inácio e Susan Warnock ficaram em 1º lugar nas suas categorias. Em termos coletivos a equipa alcançou o 3º lugar.

Para além disso, foram também alcançados 9 recordes pessoais e 7 novos recordes de clube.

A representar o cube de natação Óbidos Criativa estiveram Daniel Tomás, Vanessa Inácio, Rui Cunha, José Raposo, Susan Warnock, Daniela Felício, Alexandre Ribeiro e Eduardo Amaral.

Estiveram em competição 11 clubes de todo do País, representados por 57 nadadores.

Os Masters de Óbidos voltam a competir nos próximos dias 27,28 e 29 de Janeiro, no Campeonato Nacional de Inverno nas Caldas da Rainha.

CIM Médio Tejo saúda “passo gigante” com aprovação de nova região por Bruxelas

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A presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo saudou hoje o “passo gigante” dado com a autorização de Bruxelas à criação da região do Oeste e Vale do Tejo, que se concretizará no final do atual quadro comunitário de apoio.

Anabela Freitas salientou, em declarações à Lusa, que a criação de uma região que junta as atuais sub-regiões do Médio Tejo, da Lezíria do Tejo e do Oeste, que vai agora entrar numa fase de transição, “é uma aspiração já com décadas”.

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, confirmou quarta-feira, em Castelo Branco, que as propostas de criação de duas novas NUTS II (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos de nível 2), a da Península de Setúbal e a do Oeste e Vale do Tejo, estão aprovadas por Bruxelas e aguardam publicação no jornal oficial da União Europeia.

Sublinhando que a criação da região só se concretizará no final do atual quadro comunitário de apoio, a presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) afirmou que, até lá, haverá uma fase de transição, sendo que alguns fundos comunitários, no âmbito do Portugal 2030, “vão ser alocados especificamente a projetos desta nova região”.

A também presidente da Câmara Municipal de Tomar (Santarém) adiantou que, a par dos financiamentos “normais” que serão alvo de negociação, “haverá uma linha de apoio especificamente para estes três territórios”, que irá permitindo fazer “a transição para quando a região estiver em pleno”, adequando “todos os organismos ao território”.

Questionada sobre a dotação dessa linha, Anabela Freitas afirmou que as três comunidades intermunicipais já apresentaram uma proposta ao Governo para projetos específicos em três áreas, que envolverão, nuns casos, todos os municípios abrangidos e, noutros, vários, salientando que apenas em fevereiro se iniciarão as negociações, com todas as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), para a aplicação e a operacionalização do Portugal 2030.

A autarca afirmou que os fundos para essa linha de apoio virão das CCDR Centro e Alentejo (às quais as três sub-regiões estão ligadas em termos de acesso a fundos comunitários) e também de fundos nacionais.

Num plano mais administrativo, ligado ao processo de descentralização em curso, estará igualmente em discussão o posicionamento da região em matéria de reorganização dos organismos descentralizados da administração central, nomeadamente quando à forma como irá “ter assento num conjunto de organismos que existem” e que passarão para as CCDR, disse.

Quanto ao modelo de governança da nova região, Anabela Freitas afirmou que foi já apresentada uma proposta ao Governo, no sentido de “adequar aquilo que são as políticas públicas às necessidades dos territórios e com consequente aplicação de fundos comunitários para resolver os problemas específicos deste território, que não tem nada a ver com os problemas de outros territórios”.

“Cada território é um território e, portanto, aquilo que nós pretendemos, no modelo de governança, é precisamente termos assento num conjunto de organismos que têm implicação direta no território, onde nós possamos dar uma palavra para que possamos aplicar aquilo que são as nossas políticas”, declarou.

Nas declarações aos jornalistas, a ministra Ana Abrunhosa afirmou que, com a aprovação das novas NUTS II por Bruxelas, o Instituto Nacional de Estatística (INE) “vai começar já a produzir informação estatística que será importante para quando se planearem os fundos para o quadro comunitário pós 2030”.

Atualmente, as três CIM da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste dependem da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo em termos de ordenamento do território, mas integram as CCDR Centro (OesteCIM e CIM Médio Tejo) e Alentejo (CIM Lezíria do Tejo) para os fundos comunitários.

Para a criação da nova NUTS II do Oeste e Vale do Tejo, a CIM Médio Tejo passou, desde o início do ano, a ser constituída pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha e Mação, passando Sertã e Vila de Rei a integrar a CIM da Beira Baixa.

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) integra os municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém, do distrito de Santarém, e Azambuja, do distrito de Lisboa.

Da CIM Oeste fazem parte Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche, do distrito de Leiria, e Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, do distrito de Lisboa.

Encontrado corpo de homem desaparecido desde 30 de dezembro em Torres Novas

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A Polícia Judiciária (PJ) localizou hoje o corpo de um homem, de 49 anos, dado como desaparecido desde o dia 30 de dezembro, em Alcorochel, no concelho de Torres Novas, distrito de Santarém.

Em comunicado, a Direção Nacional da PJ afirma que as diligências realizadas, “em estreita ligação com o Ministério Público de Torres Novas”, permitiram localizar o corpo do homem, “não tendo sido apurado até ao momento que na base deste facto esteja a participação de terceiros”.

“As diligências tendentes a concluir esta investigação irão continuar a ser desenvolvidas”, lê-se na mesma nota.

A PJ enaltece “o total empenho e apoio que a Guarda Nacional Republicana, através do destacamento de Torres Novas, prestou e dispensou nesta árdua tarefa de procura pelo desaparecido”.

Prémio Villa Portela 2022 atribuído a Trabalho sobre casa rural de Alcobaça

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Município de Leiria

A cerimónia de entrega do Prémio Villa Portela 2022 realizou-se esta quarta-feira, dia 25 de janeiro, no Museu de Leiria, com a entrega do prémio ao vencedor da 6ª edição – Pedro António Fonseca Jorge, arquiteto, da Benedita, com o trabalho “A casa rural no Concelho de Alcobaça em 1961. Da teorização erudita à prática popular”.

Estiveram na cerimónia a vereadora da Cultura, Anabela Graça, e representantes do júri do concurso, nomeadamente Cristina Nobre, Isabel Brás e Miguel Narciso, além de vários convidados que quiseram partilhar este momento com o vencedor do prémio.

“O autor deste trabalho está de parabéns pela sua qualidade, sendo muito importante do ponto de vista da ciência e do património para a nossa região”, destacou Anabela Graça, que, tal como Cristina Nobre, recomendaram a publicação deste trabalho de investigação, pelo valor que poderá assumir ao nível da cultura e património nacional e internacional.

O Prémio Villa Portela foi inicialmente criado por Ricardo Charters de Azevedo, presente nesta cerimónia, como forma de homenagear os seus antepassados, que viveram na propriedade batizada como Villa Portela, situada em frente aos Paços do Concelho de Leiria, e na qual estão a decorrer, atualmente, trabalhos para ali nascer um Centro de Artes.

A iniciativa, que este ano contou com três trabalhos a concurso, tem como objetivo incentivar a criação de trabalhos de investigação sobre a história local e o património do distrito de Leiria e concelho de Ourém.

Com periodicidade bienal, o prémio resulta de uma parceria entre o Município de Leiria, o CEPAE – Centro do Património da Estremadura, a ADLEI – Associação para o Desenvolvimento de Leiria e o Politécnico de Leiria e tem como objetivo incentivar a criação de trabalhos de investigação sobre a história local e o património do distrito de Leiria e concelho de Ourém.

O vencedor do Prémio Villa Portela 2022

Pedro Fonseca Jorge, natural da Benedita, concelho de Alcobaça, é arquiteto, com mestrados em Intervenção em Património e Design de Produto e Artes Plásticas, sendo ainda doutorado em Habitação. Trabalhou de norte a sul do país, antes de se estabelecer por conta própria em 2014, na vila onde nasceu. Atualmente é também Investigador Bolseiro no LIDA (Laboratório de Investigação em Design e Artes) da ESAD.CR, onde leciona.

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