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Caldas da Rainha
Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Caldas da Rainha: Debate “Cuidados hospitalares no Oeste – um novo Hospital” no CCC

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As Câmaras Municipais de Caldas da Rainha, Óbidos e Rio Maior promovem no próximo sábado, dia 11 de fevereiro, às 21 horas, Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha, a sessão/ debate “Cuidados hospitalares no Oeste – um novo Hospital”, que irá contar com vários especialistas em áreas como o planeamento urbano, saúde e economia, e representantes das Assembleias Municipais dos três concelhos.

A sessão contará com intervenções dos Presidentes das Câmaras Municipais de Caldas da Rainha, de Óbidos e de Rio de Maior.

O evento é aberto a todos os interessados, mediante levantamento de bilhete no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha, a partir do dia 10 de fevereiro (sujeito à lotação da sala), entre as 10:00 e as 13:00 e as 14:00 e as 21:00 (sábado a partir das 15 horas).

Cadaval: Joana Cruz apresentou o seu livro “Escolhi Viver”

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Dia Mundial da Luta Contra o Cancro assinalado na Biblioteca Municipal com a partilha de todas as fases do processo de tratamento que a locutora da RFM atravessou em 2021 | Município do Cadaval

No último sábado, dia 4 de fevereiro, a radialista Joana Cruz deslocou-se ao Cadaval para apresentar o seu livro “Escolhi Viver”, naquela que foi a primeira sessão de apresentação de livro realizada este ano na Biblioteca Municipal do Cadaval (BMC). Nesta obra literária, a autora aborda de forma positiva todas as fases da sua luta contra o cancro da mama, que se desenrolou entre janeiro e agosto de 2021.

A sessão foi aberta por Tânia Camilo, Técnica Superior do Município do Cadaval, que começou por explicar a ligação da apresentação desta obra com o assinalar do Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, um tema «que nos toca a todos e que não pode deixar de ser assinalado pela biblioteca». Fez ainda um breve resumo biográfico da convidada antes de lhe passar a palavra.

Joana Cruz deu início à sua intervenção com um agradecimento do convite, seguindo posteriormente para uma referência ao tema mais abordado no dia 4 de fevereiro, a Luta Contra o Cancro. «Acho que nunca é demais falarmos sobre este tema, não só para lembrar a questão dos rastreios, dos autoexames e da atenção para com o nosso corpo, como também para as pessoas que estão a passar por uma situação idêntica», referiu.

No momento em que a editora lhe endereçou o convite para contar a sua história, Joana achou que três linhas bastariam para o fazer: «Pensei que não tinha nada para dizer… além de que fui diagnosticada, tratei-me, correu tudo bem, fim. Pronto! Está contada uma história em três linhas. Mas na verdade, não estava». Ao longo dos oito meses de luta contra a doença a locutora foi fazendo uma partilha muito próxima de tudo o que foi vivendo no Instagram, e «foi esse o ‘esqueleto’ para criar toda esta história. Que foi contada com princípio, meio e felizmente, um final feliz».

A animadora da RFM prosseguiu com a descrição das sensações que a levaram a interrogar-se relativamente ao seu estado de saúde, o que teve início em dezembro de 2020. «Acabou por ser uma pequena casualidade, aquela coisa assim de ajeitar o colar, passei a mão pelo decote e senti algo que antes não estava lá. Parecia uma ‘ervilhinha’ debaixo da pele, que não era visível. Como não sou pessoa de pensar que “isto depois desincha, deixa estar”, tentei logo marcar uma consulta e o médico disse para não me preocupar, porque não era cancro, disse-me que era um quisto e aconselhou-me a repetir o exame seis meses depois». Contudo, o diagnóstico recebido não a deixou segura e optou por repetir. «Felizmente, nas três semanas seguintes, passava-me muitas vezes pela cabeça o pensamento “repete”, a palavra “repete”. Deitava-me à noite e sentia um formigueiro naquela zona… e felizmente repeti o exame», confessou a autora.

«É direito de qualquer paciente pedir uma segunda opinião, é um dever para connosco próprios estarmos atentos ao nosso corpo, às nossas intuições e a conseguirmos ouvir, porque o nosso corpo dá-nos sinais, muitas vezes deixamos andar as coisas e quando se vai ver já pode ser tarde. De facto, o meu corpo falou comigo e eu, felizmente, ouvi e não deixei para depois um novo diagnóstico», salientou Joana Cruz.

Numa abordagem ao título escolhido para o livro, a radialista explicou que «quando digo “Escolhi Viver”, escolhi viver porque fui pedir uma segunda opinião, porque se calhar não teria sido tão tranquilo o processo, e depois escolhi viver tudo isto de uma forma mais leve possível».

A positividade e o otimismo são duas vincadas características da personalidade de Joana e que foram imprescindíveis em todo este processo, como a própria afirma, o seu «lema sempre foi: “Always look on the bright side of life”. A vida tem sempre um lado bom e é esse que nós temos que descobrir todos os dias, mesmo quando há adversidades, sejam elas mais ou menos fortes».

«No início, os médicos falaram-me de vários efeitos secundários que o tratamento pode acarretar e eu pensava: “Pode acontecer, o que também quer dizer que pode não acontecer. Vamos pôr as duas hipóteses, porque é que havemos de ficar com a mais negativa? Somos muito formatados para o que pode correr mal, mas e se nos prepararmos também para uma coisa que pode correr bem? Irmos para qualquer que seja a circunstância com o pensamento de que isto vai correr bem! Se correr mal, logo se vê. Foi mais ou menos assim que acabei por viver o processo», descreveu a locutora.

Joana Cruz teve «sorte de passar por todo o processo de quimioterapia com bastante tranquilidade», como a própria proferiu, o que também terá facilitado a partilha dos vários momentos nas redes sociais, o que tornou o processo mais leve para si mas «também leve para muitas outras pessoas» que a iam acompanhando virtualmente. «Foi uma partilha que acabei por fazer com uma onda de amor muito grande de familiares, amigos e muitos desconhecidos, que depois me deram muito apoio de volta. Sabemos que nem todas as histórias têm um final feliz, o que eu sei é que, por mais que os processos sejam complicados para o doente e para quem o acompanha, devemos tentar fazer cada dia o melhor possível», afirmou a profissional da rádio.

Ainda sobre a importância de se sentir apoio dos outros durante este tipo de processo de tratamento, Joana referiu que muitas vezes lhe diziam que não a contactavam com receio de a incomodar, o que sempre refutou. «Havia pessoas que às vezes me diziam que não ligavam porque não sabiam bem o que haveriam de dizer, ou achavam que iam estar a incomodar. Eu dizia sempre: “Mas liga, pergunta, manda uma mensagem… se a pessoa não quiser, não atende ou não responde, mas há sempre ali um cuidado e isso é sempre bom, sentirmos o carinho e apoio dos outros, é maravilhoso», realçou.

Os tratamentos de Joana arrancaram ainda durante um dos períodos mais críticos da pandemia de COVID-19, mas para a locutora «foi na melhor altura. Como todos estávamos confinados, não ficava a pensar que não estava a fazer isto ou aquilo. Acabou por ser um processo solitário, no aspeto em que não podia estar com pessoas, mas mesmo que tivesse sido antes da pandemia ou agora, que as coisas estão mais tranquilas, é sempre um processo muito solitário, de encontro connosco próprios».

Sobre o feedback recebido desde o lançamento deste livro (outubro de 2022), Joana Cruz diz serem muitas as pessoas que lhe têm «escrito a dizer que leram o livro num ápice e eu fico muito contente que, de facto, a minha história esteja a ser entregue com esta leveza apesar da carga que tem falar-se sobre cancro».

Antes de se passar a palavra ao vasto público presente para colocar questões à autora e partilhar experiências relacionadas com o tema em causa, o Vice-Presidente da Câmara Municipal do Cadaval, Ricardo Pinteus, fez questão de dar as boas-vindas à locutora, agradecer a partilha da sua história e salientar que, no Cadaval, terá sempre uma porta aberta. «É sempre fácil darmos uma ‘palmadinha’ nas costas aos outros, dizemos que tudo vai correr bem, mas só quem passa por ‘elas’ é que percebe verdadeiramente estas coisas. Espero que este livro leve a que quem passou por uma situação semelhante se reveja nesta situação, e quem não passou, que perceba o sofrimento de quem passa e também das pessoas que a rodeiam», concluiu o autarca.

Assembleia sinodal é oportunidade “extraordinária” para escutar Igreja europeia

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O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas, considerou que a Assembleia Continental Europeia do Sínodo 2021-2024, cuja primeira parte terminou hoje em Praga, foi uma “oportunidade extraordinária” para “escutar a Igreja da Europa”.

No final dos trabalhos deste encontro, subordinado ao tema “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, José Ornelas sublinhou que “uma das palavras que mais se ouviu (..) foi ‘unidade na diversidade’, a convergência na diversidade (…), não querendo ser uniformes, mas ser verdadeiramente irmãos e irmãs na mesma Igreja”.

Esta foi, segundo o também bispo de Leiria-Fátima, uma “oportunidade extraordinária” para “escutar a Igreja da Europa nas suas dificuldades, nas tensões que existem, mas na vontade de ultrapassá-las e de viver em comum o ser Igreja”, segundo um comunicado divulgado pela CEP.

O prelado realçou que os trabalhos foram de uma “discussão muito clara e transparente” e aludiu à importância de a Igreja refletir sobre “as dificuldades da guerra, das desigualdades, das migrações, da integração e de compreensão dentro da Igreja”.

“Este não é o fim do processo sinodal na Europa. Na transparência das nossas discussões, da nossa capacidade de escutarmos e de falarmos, estamos a caminho de um Sínodo da Igreja toda e queremos, como Europa, dar o sentido daquilo que somos, nas dificuldades mas na esperança do caminho que percorremos juntos”, acrescentou.

Nesta Assembleia Continental Europeia do Sínodo, a delegação portuguesa, liderada por José Ornelas, apresentou a síntese da equipa sinodal da CEP, a qual reconhece a dificuldade da Igreja em acolher e “aceitar a diversidade”, como casais em segunda união, pessoas com atração pelo mesmo sexo ou em uniões homossexuais.

A síntese da equipa sinodal da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), apresentada na manhã de terça-feira, sublinha que, “diante de modelos de pastoral gastos e distantes de um novo impulso evangelizador, o clericalismo obstaculiza a mudança, o legalismo arbitrário afasta os fiéis e o rosto burocrático de muitas comunidades são geradores de tensão e muitas vezes de abandono”.

“Há alguma dificuldade em acolher todos de igual forma e em aceitar a diversidade no seio da Igreja (casais em segunda união, pessoas com atração pelo mesmo sexo ou em uniões homossexuais) em valorizar a fragilidade, nomeadamente das pessoas com deficiência, e em compreender o que se entende por ‘acolhimento’”, adianta o documento apresentado.

Segundo as conclusões plasmadas na síntese, “há, ainda, tensões diversas em temas ditos fraturantes, tais como: o acesso das mulheres ao sacramento da ordem; a ordenação de homens casados; a identidade sexual e de género; a educação para a afetividade e sexualidade; e o celibato dos padres”.

“Devem ser consideradas, igualmente, outras questões: a forma como são geridas as situações de abusos sexuais; a comunicação hermética que dificulta, não só o diálogo interno, mas o diálogo com a sociedade em geral e, especialmente, com outras confissões cristãs e religiosas”, aponta a síntese da equipa sinodal portuguesa.

Nesta segunda fase do processo sinodal, que se prolonga até ao outono do próximo ano, subordinado ao tema “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, a Igreja portuguesa entende, a partir da imagem bíblica apresentada no Documento da Etapa Continental apresentado pelo Vaticano – “alargar o espaço da tenda” -, que este “é sinal de esperança que revela a importância de a Igreja dar voz e vez a todos, indo às periferias, manifestando a necessidade de acolher a todos independentemente das suas circunstâncias, incluindo os que moral e canonicamente possam estar numa situação irregular”.

“A Igreja que se intui é aquela que está em saída porque se assume plenamente missionária e capaz de oferecer à Humanidade luzes de esperança”, sublinha o documento que foi apresentado por Carmo Rodeia e Anabela Sousa, da equipa sinodal da CEP.

Entretanto, segundo o comunicado hoje divulgado pela CEP, na quarta-feira, Carmo Rodeia alertou para a ausência dos jovens no processo sinodal em curso, apontando a realização da Jornada Mundial da Juventude em Portugal, em agosto deste ano, como oportunidade para a sua integração

“Partilho convosco a experiência sinodal que estamos a ter em Lisboa, com a preparação para a Jornada Mundial da Juventude, de 01 a 06 de agosto, para a qual convidamos todos os jovens, especialmente os europeus. É muito mais do que um evento; é também uma oportunidade para os jovens partilharem com outros jovens o seu entusiasmo em conhecer Jesus”, disse a também diretora do departamento de comunicação do Santuário de Fátima, acrescentando: “Se queremos jovens comprometidos, temos de os conduzir ao compromisso, ouvi-los, dar-lhes voz, aproximarmo-nos deles, dos seus problemas e das suas preocupações”.

A Assembleia Continental prossegue, entre sexta-feira e domingo, apenas com a presença dos Bispos que presidem às 39 Conferências Episcopais da Europa.

O Sínodo sobre a Sinodalidade, que culminará no Vaticano em outubro de 2024, quer saber como é que a Igreja está a fazer o “caminho em conjunto” no anúncio do Evangelho e chamou, numa primeira fase, “todos os batizados” a darem opinião.

“Uma Igreja sinodal, ao anunciar o Evangelho, ‘caminha em conjunto’. Como é que este ‘caminho em conjunto’ está a acontecer hoje” na Igrejas locais? foi uma das principais perguntas colocadas aos cristãos.

PS quer centros de saúde da região Oeste prioritários para contratar médicos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os deputados do PS recomendaram ao Governo que dê prioridade aos centros de saúde da região Oeste no plano para mitigar a falta de médicos, que afeta mais de 100 mil utentes na região.

Num projeto de resolução, que vai ser ainda submetido a votação na Assembleia da República, os deputados socialistas recomendaram ao Governo que “identifique as áreas de influência dos Agrupamentos de Centros de Saúde [ACES] Oeste Norte e Sul como de intervenção prioritária no plano que está a elaborar para resolver os problemas da falta de médicos especialistas em medicina geral e familiar”.

Citando dados do Portal da Transparência do Serviço Nacional de Saúde, os deputados socialistas indicaram que estão sem médico de família 44.441 utentes no ACES Oeste Norte e 72.831 no ACES Oeste Sul.

Aos mais de 100 mil utentes sem médico de família, acresce o facto de se tratar de uma “população com um perfil demográfico envelhecido e caracterizado por uma forte prevalência de doenças crónicas”, acrescentaram.

Além disso, há extensões de saúde “sem qualquer equipa médica” e, uma vez que estão localizadas “a distâncias consideráveis das sedes a que pertencem”, “o seu encerramento impossibilita mesmo a deslocação de pessoas mais vulneráveis, económica e socialmente, às sedes destas unidades, colocando desta forma em causa o acesso”.

A realização de investimentos nos atuais hospitais do Centro Hospitalar do Oeste, a transposição das Unidades de Saúde Familiar do modelo A para o B e a criação de centros de responsabilidade integrados a nível hospitalar são também propostos.

Os socialistas admitiram ainda que, a nível de cuidados hospitalares, “a resposta está bastante comprometida” pelo Centro Hospitalar do Oeste “quer pela sobrecarga de procura, quer pela própria idade, obsolescência e condições estruturais e de equipamentos destes três hospitais”, sublinhando a necessidade de construção de um novo hospital para servir a região.

A região Oeste é composta pelos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche (ACES Oeste Norte), do distrito de Leiria, e por Alenquer, Arruda dos Vinhos (ACES Estuário do Tejo), Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras (ACES Oeste Sul), do distrito de Lisboa.

Todos estes concelhos estão na atual área de influência do CHO, à exceção de Alenquer, Arruda dos Vinhos, que são servidos pelo hospital de Vila Franca, e de Sobral de Monte Agraço, cuja população é atendida no hospital de Loures.

Caldas da Rainha recebe Festival Internacional de Cinema e Turismo em outubro

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© João Polónia/ Notícias Em Direto

A XVI edição do Art&Tur -Festival Internacional de Cinema de Turismo vai decorrer este ano nas Caldas da Rainha, entre os dias 24 e 27 de outubro, divulgou hoje a organização.

Realizado pela Centro Portugal Film Commission (CPFC), o festival, que visa promover a região centro, a nível regional e internacional, contará este ano com “uma edição mais abrangente no tempo e na diversidade de iniciativas, propondo diversos desafios na esfera da promoção cultural e do turismo”, informou a organização em comunicado.

De acordo com o comunicado, em preparação estão competições para os prémios de melhor filme de turismo a nível mundial (Art&Tur Global); melhor filme nacional (Art&Tur Portugal); melhor publicação em ‘blog’ sobre o destino Caldas da Rainha (Blogging Caldas); melhor audiovisual sobre as Caldas da Rainha (Art&Factory); e ainda a competição de cenários cinematográficos ART&TUR Location Scouting), este último em parceria com a Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), polo do Instituto Politécnico de Leiria.

Os filmes a concurso podem ser submetidos até dia 30 junho sendo que, numa primeira fase, até ao dia 30 de abril têm 30% de desconto.

O festival é realizado anualmente em parceria com a Turismo Centro de Portugal e, nesta edição terá ainda como parceiros instituições locais como a Câmara das Caldas da Rainha, o Centro Cultural e de Congressos (CCC), a ESAD, a Associação Comercial dos Concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos, a União de Freguesias das Caldas da Rainha e os museus do Hospital e Malhoa.

O Festival Art&Tur teve a sua primeira edição em 2008, na cidade de Barcelos. A partir de 2018, os direitos foram transferidos para a CPFC e, através de um acordo com a Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal, passou a ser realizado em regime de itinerância nos vários concelhos da região, que integra 100 municípios.

Leiria, Torres Vedras, Viseu e Ourém foram os concelhos que desde 2018 receberam o evento que, em 2023, levará a Caldas da Rainha, durante quatro dias, produtores de audiovisual e especialistas de turismo de todo o mundo.

O festival integra a rede internacional de festivais de cinema de Turismo CIFFT, que elege anualmente o melhor filme de turismo a nível mundial, entre todos os filmes que percorrem o circuito internacional de 14 festivais.

Tem ainda como parceiro a companhia aérea TAP, que premeia os vencedores de cada edição, com a divulgação dos melhores filmes da competição nacional nos voos de longo curso, dando a conhecer cada região através de filmes promocionais e documentários de turismo.

Santarém: Absolvido responsável de empresa acusada de falsificar currículos de médicos colocados no CHMT

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O Tribunal de Santarém absolveu o responsável da empresa acusada de ter falsificado documentos que comprovavam a formação em Suporte Avançado de Vida (SAV) de médicos que colocou na urgência pediátrica do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

No acórdão, proferido quarta-feira e consultado hoje pela Lusa, o coletivo de juízes considerou não ter sido provado o envolvimento do sócio-gerente da Corevalue Healthcare Solutions na falsificação dos certificados, absolvendo-o da prática dos crimes de falsificação de documento e de burla simples, de que vinha acusado pelo Ministério Público (MP).

Embora considere que foi possível apurar “com toda a segurança a existência de um circunstancialismo muito suspeito e indiciador da prática dos factos ilícitos” em causa nos autos, o Tribunal concluiu não ter sido provada “a efetiva participação” do arguido na falsificação e/ou introdução dos certificados forjados na plataforma a que o CHMT tinha acesso.

Na acusação deduzida pelo MP, a Corevalue foi igualmente acusada de falsificação de documento e burla simples, mas a empresa foi declarada contumaz, por se desconhecer o paradeiro do seu representante legal, um cidadão estrangeiro, tendo o processo prosseguido apenas para o então sócio-gerente.

Em causa no processo estava o facto de, entre outubro de 2016 e junho de 2017, a Corevalue ter indicado ao CHMT médicos para prestação de serviços nas Urgências Pediátricas sem que tivessem a certificação atualizada em SAV e outros sem que tal certificação tivesse sido administrada pela entidade que indicavam.

Em julho de 2017, o CHMT cessou a execução do contrato, depois de a diretora das Urgências ter notado falhas a nível técnico e profissional de médicos colocados pela empresa, tendo verificado que alguns não possuíam formação SAV, requisito que era exigido no processo concursal lançado pela instituição.

O Tribunal declarou, ainda, improcedente o pedido de pagamento solidário ao Estado do valor de 159.287 euros, que o MP considerava ter resultado de “vantagem ilegítima”, por não ter sido provado que o arguido tivesse obtido qualquer vantagem.

Incêndios: Detida suspeita de fogo florestal no concelho de Leiria

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou hoje ter detido uma mulher de 60 anos pela alegada prática do crime de incêndio florestal, em Colmeias, no concelho de Leiria, que foi constituída arguida.

Em comunicado, o Comando Territorial de Leiria da GNR referiu que, na sequência de um alerta de incêndio florestal, militares deslocaram-se ao local e apuraram que na origem do fogo “esteve uma queima de sobrantes florestais autorizada, que se descontrolou devido à não adoção das medidas de segurança necessárias”.

“O incêndio propagou-se de forma livre e descontrolada por uma área rural e consumiu uma área florestal de 2.000 metros quadrados”, acrescentou a GNR, explicando que a mulher, detida em flagrante pelo Núcleo de Proteção Ambiental, foi constituída arguida e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Leiria.

Esta ação contou com o apoio dos bombeiros Sapadores e Voluntários de Leiria, explicou ainda a GNR.

Fonte da GNR adiantou à agência Lusa que a arguida, doméstica, “perdeu o controlo da queima e tiveram de ser utilizados meios de socorro, pelo que a situação é considerada crime”.

Ainda de acordo com a mesma fonte, os prejuízos foram estimados em 640 euros.

No comunicado, a GNR lembrou que as queimas e queimadas são das principais causas dos incêndios em Portugal, frisando que “a realização de queimadas, de queima de amontoados e de fogueiras é interdita sempre que se verifique um nível de perigo de incêndio rural ‘muito elevado’ ou ‘máximo’, estando dependente de autorização ou de comunicação prévia noutros períodos”.

Para evitar acidentes, a GNR recomenda às pessoas que sigam as regras de segurança, estejam sempre acompanhadas e levem consigo o telemóvel.

Arruda dos Vinhos com 79 a 89% de rede móvel “muito boa” a “aceitável”

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O concelho de Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, possui uma cobertura de rede móvel entre “muito boa” e “aceitável”, correspondendo a 79,1% na MEO, 89,3% na NOS e 87,2% na Vodafone, concluiu um estudo da ANACOM hoje apresentado.

No estudo para aferir a qualidade do sistema de comunicações eletrónicas, a ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações concluiu que a qualidade é “muito boa”, “boa” ou “aceitável” em 79,1% dos testes com a MEO, 89,3% na NOS e 87,2% na Vodafone.

Na MEO, 19,6% classificaram a qualidade do sinal de “muito boa”, 29,8% “boa” e 29,7% “aceitável”, enquanto na NOS foi de 24,7%, 36,1% e 28,5% e na Vodafone 20,7%, 34,4% e 32,1%, respetivamente.

O presidente da câmara municipal, André Rijo, em declarações à agência Lusa, alertou que existem problemas de acessibilidade, que o estudo demonstrou, sobretudo nas freguesias de Arranhó e de São Tiago dos Velhos, que carecem de investimento por parte das operadoras, sobretudo através do reforço da fibra ótica no concelho.

Segundo o estudo, existe uma disponibilidade de sinal de rede móvel a 100% nas três operadoras.

Contudo, a cobertura de 3G, 4G e 5G é variável consoante as operadoras.

Se a Vodafone apresenta uma cobertura de 5G de 97,4%, esta é de 61,1% na NOS e de 7,4% na MEO.

A cobertura de 4G é de 61,5% na MEO, 33,5% na NOS e de 0,1% na Vodafone, enquanto a de 3G é de, respetivamente, 18,4%, 5% e 0,9%.

Em relação ao ‘serviço voz’, a acessibilidade é de 99,4% na MEO, 98,3% na NOS e 99,4% na Vodafone, motivo pelo qual as chamadas concluídas com sucesso atingem, respetivamente, 98,3%, 97,7% e 98,8%.

Quanto ao ‘serviço de dados móveis’, os níveis de acessibilidade são de 94,8% na MEO e de 100% na NOS e na Vodafone.

Contudo, o desempenho do acesso à Internet está dependente da qualidade do sinal e de tecnologia e é medido pela quantidade de testes concluídos com sucesso, sendo de, respetivamente, 83,8%, 96% e 96,6%.

A velocidade média de ‘downloads’ (receção de ficheiros) é de 148 megabites (Mgb na Vodafone, 70 na Nos e 35 na MEO, enquanto nos ‘uploads’ (envio de ficheiros) é de 25 mbp na Vodafone, 15 na NOS e 10 na MEO.

A campanha de testes e medições para o estudo foi realizada no dia 06 de janeiro, tendo sido realizadas 540 chamadas de voz e efetuados 522 testes de velocidade da ligação à Internet e 43.475 registos de sinal rádio, para os quais os técnicos da ANACOM tiveram de percorrer 250 quilómetros.

Com o estudo, a ANACOM pretendeu “averiguar a experiência do utilizador em termos de acessibilidade aos serviços”, sendo, para o efeito, estabelecidas chamadas de voz para avaliação do serviço de voz e realizados testes para avaliação do desempenho do serviço de dados móveis.

Estação de Santa Apolónia quase deserta em dia de greve

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Comboios parados, linhas vazias e poucas pessoas nas plataformas era o cenário esta manhã, na estação ferroviária de Santa Apolónia, uma das mais concorridas da capital, devido à greve na CP e na IP.

O cenário é pouco habitual em Santa Apolónia, onde o entra e sai de comboios leva todos os dias muitas centenas de pessoas a calcorrear aquelas plataformas.

Ainda assim, apanhados desprevenidos, alguns turistas chegam à estação e tentam decifrar o que “suprimido” quer dizer, no quadro informativo disponível à entrada.

Apesar de saber que há greve, também José Reis se dirigiu esta manhã a Santa Apolónia, depois de sair do trabalho, às 08:00, na esperança de conseguir comboio para voltar para casa, em Santarém.

“Já estive a consultar o quadro, não é muito explícito, por aquilo que ali está só às 11:45 [é que há comboio]”, diz à Lusa, a tentar manter a expectativa baixa, não vá chegar à hora e ficar em terra.

Para José Reis, as reivindicações dos trabalhadores da CP – Comboios de Portugal e da Infraestruturas de Portugal (IP) “são justas”, nomeadamente aumentos salariais que façam face à subida do custo de vida.

“Todos têm direito a fazer greve, eu se tiver de fazer greve também faço, não tenho problema nenhum. Prejudica as pessoas, mas é um direito que as pessoas têm”, defendeu.

Da mesma forma, também José Conde estava ciente de que está a decorrer uma greve, mas foi a Santa Apolónia tentar comprar um bilhete para sexta-feira.

“Vinha para tirar o bilhete para ir amanhã para cima, para Nelas. Não consegui falar [com ninguém], não vejo ninguém na bilheteira. Por acaso sabia que havia greve, mas pensei que era só hoje”, disse à Lusa.

A alternativa agora, explicou, é apanhar um autocarro, que lhe vai ficar mais caro do que o comboio, onde, segundo disse, vale mais a pena usufruir do desconto para maiores de 65 anos.

Ainda assim, José Conde considerou que os trabalhadores “têm razão em fazer greve”.

Já Paula Campos, que queria ir para Pombal, não sabia que está a decorrer uma greve e foi apanhada de surpresa.

“Não sabia, não me disseram nada, isto é complicado para uma pessoa. Não tenho indicações, não tenho nada, está tudo fechado, podiam avisar, isto está muito mal”, desabafou.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, afirmou que “a mensagem que se procura transmitir é um forte descontentamento dos trabalhadores da CP e da IP, de todas as categorias profissionais, face àquilo que são as propostas que as empresas colocaram em cima da mesa – e que já encerraram os processos – que significa uma nova redução do poder de compra, que, conjugado com aquilo que foi a perda de poder de compra me 2022, significa quase qualquer coisa na ordem dos 10% de poder de compra a menos”.

O responsável sindical disse ainda que a desvalorização dos salários está a criar um problema de falta de trabalhadores para o futuro, uma vez que estão a sair profissionais de vários setores e há dificuldade em recrutar novos.

“Nós estamos perante uma questão de opção política, nem é tanto uma orientação das empresas, é uma opção política e compete ao Governo, efetivamente, decidir se quer ter um conflito ou se quer ter os trabalhadores para aquilo que eles definem e falam tanto para o futuro, que é o desenvolvimento do caminho-de-ferro”, realçou.

A adesão à greve dos maquinistas da CP – Comboios de Portugal está a ser total, tendo sido suprimidas todas as ligações previstas até às 06:00, segundo fontes do sindicato e da empresa.

Torres Vedras: Cerimónia apresentou oficialmente os selos alusivos ao centenário do Carnaval

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Para marcar a efeméride, os CTT lançaram uma carteira de quatro selos personalizados, os quais aludem a temas pelos quais o Carnaval de Torres Vedras se tornou conhecido e reconhecido ao longo de um século: “Reis”, “Carros Alegóricos”, “Cabeçudos” e “Matrafonas”. Esses selos apresentam um porte de N20g, que corresponde a correio normal nacional, estão à venda pelo valor facial de 2,28 euros e têm como prazo de utilização postal o final de 2024.

A fim de assinalar a referida iniciativa dos CTT, teve lugar ao final da tarde de ontem, dia 7 de fevereiro, no Centro de Artes e Criatividade, a cerimónia de obliteração de selos comemorativos do Centenário do Carnaval de Torres Vedras.

Nessa cerimónia, que foi conduzida pelo diretor de Filatelia dos CTT, Raul Moreira, marcou presença o administrador executivo dos CTT, João Sousa, que, no início da mesma, recordou o já longo trabalho dos CTT na preservação da memória relativa a efemérides e personalidades por meio da emissão de selos.

Após a intervenção de João Sousa, seguiu-se o ato de obliteração de selos alusivos ao Centenário do Carnaval de Torres Vedras e de assinatura dos respetivos sobrescritos pela presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras e pelo administrador executivo dos CTT. Posteriormente foram entregues pastas contendo também os referidos selos, a diversas personalidades, nomeadamente: o presidente da Assembleia Municipal de Torres Vedras, José Correia, o padre Vítor Melícias, os vereadores da Câmara Municipal de Torres Vedras, Ana Umbelino, Francisco Martins, Dulcineia Ramos, Diogo Guia e Secundino Oliveira, o presidente da Junta da Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Matacães, David Lopes, o presidente do conselho de administração da empresa municipal Promotorres, Rui Penetra, o chanceler da Real Confraria do Carnaval de Torres, Alfredo Reis, e representantes de associações carnavalescas torrienses.

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