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Quarta-feira, Julho 1, 2026
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Netflix termina com partilha de contas a partir de hoje em Portugal

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Netflix

A Netflix terminou com a partilha de contas fora da residência em vários países, incluindo Portugal, medida que entrou hoje em vigor, anunciou esta plataforma de “streaming”.

A partir de agora, os membros com o plano ‘standard’ ou ‘premium’ podem “adicionar contas secundárias de membro adicional, para até duas pessoas fora da sua residência”, com um custo adicional mensal de 3,99 euros, divulgou a Netflix em comunicado.

“Uma conta Netflix destina-se a ser usada numa residência e os membros têm à sua escolha vários planos, com diferentes características”, sublinhou.

A plataforma de “streaming” realçou que sempre procurou “facilitar a partilha da conta Netflix entre pessoas que vivem na mesma casa”, com funcionalidades como “perfis diferentes e a possibilidade de ver a Netflix em vários ecrãs em simultâneo”.

“Apesar do sucesso das mesmas, estas funcionalidades geraram alguma confusão sobre quando e como a Netflix pode ser partilhada. Hoje, mais de 100 milhões de residências partilham contas — o que impacta a nossa capacidade de investir em séries e filmes de grande qualidade”, sublinhou a empresa na nota de imprensa.

A medida que termina com a partilha de contas entrou hoje em vigor em países como Canadá, Nova Zelândia e Espanha, além de Portugal, com o foco de permitir aos clientes “controlo sobre quem tem acesso à sua conta”, explicou a plataforma de “streaming”, que está em Portugal desde 2015.

Para as pessoas que usam uma conta podem agora “facilmente” transferir um perfil para uma nova conta, mantendo “as respetivas recomendações personalizadas” ou “o histórico de visualização”, entre outras opções.

A Netflix explicou ainda que “os membros podem continuar a ver a Netflix nos seus dispositivos pessoais ou iniciar sessão num novo televisor, por exemplo, num quarto de hotel ou numa casa de férias”.

Brasil envia ajuda humanitária para o Chile e Turquia

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Cruz Vermelha Brasileira

O Governo do Brasil anunciou hoje que vai enviar ajuda humanitária para o Chile, devido aos incêndios florestais que afetam o país, e à Turquia para ajudar nos esforços de busca e salvamento das vítimas do terramoto.

Para o Chile, o Presidente brasileiro, Lula da Silva, autorizou o envio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) equipada para o combate aos incêndios, e correspondente equipa, além de veículos, equipamentos e materiais, de acordo com um comunicado da presidência.

Este contingente irá reforçar a ação de 60 socorristas disponibilizados pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O Governo brasileiro vai disponibilizar ainda seis especialistas “em comportamento do fogo”.

Os quase 300 incêndios florestais que afetaram o centro e o sul do Chile causaram pelo menos 24 mortes, queimaram quase 300.000 hectares e destruíram 1.100 casas, deixando 3.000 pessoas deslocadas.

Para a Turquia, de acordo com a mesma nota, o Governo brasileiro anunciou o envio de uma equipa humanitária brasileira de busca e resgate urbano “integrada por 26 especialistas do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, outros seis do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e mais seis do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo”.

“A equipe humanitária brasileira seguirá para Adana, região próxima ao epicentro daqueles terremotos”, lê-se.

O abalo de segunda-feira, com uma magnitude de 7,8, seguido de várias réplicas, devastou o sudeste da Turquia e o norte da Síria.

Mais de 11.200 pessoas morreram nos dois países, segundo um balanço provisório das autoridades locais.

Violência doméstica: Número de novos casos continua a aumentar em Leiria

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Visit Leiria

A associação Mulher Século XXI, em Leiria, registou 221 denúncias de novos casos de violência doméstica em 2022, um número superior ao do ano anterior (199), tendo sido sinalizados dez vítimas homens e 51 imigrantes.

Os números hoje divulgados pela Mulher Século XXI, uma associação de desenvolvimento e apoio às mulheres, indicam ainda o registo de 82 acolhimentos em 2022, dos quais 45 eram mulheres e 37 dependentes. Este apoio foi prestado a 20 pessoas imigrantes. Em 2021, tinham sido acolhidas 62 vítimas.

“Num momento em que os dados da violência doméstica não parecem estar para diminuir, já que continua a ser visível o aumento destes números, é nossa opinião que será através do aumento das ações de sensibilização que será possível ‘desbravar caminho’”, lê-se numa nota enviada à agência Lusa.

A associação destaca as iniciativas junto dos mais jovens, que serão os “adultos de amanhã, para que possam “entender que muitos dos comportamentos que exercem uns sobre os outros, não são normais, mas abusivos”.

A Mulher Século XXI integra a Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica e é responsável pelo Centro de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Leiria, pela Resposta de Acolhimento de Emergência, pelo RAP – Resposta de Apoio Psicológico a crianças e jovens vítimas de Violência Doméstica da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (Gabinete Girassol e gabinetes itinerantes) e pela Linha de Apoio à Vítima Idosa de Violência Doméstica (800 21 03 40).

Desde o início do seu funcionamento, em outubro de 2021, até final de 2022, o Gabinete Girassol já contou com 131 casos. Em 2022, dos 113 casos novos, 56 são do sexo masculino e 57 do sexo feminino.

No concelho de Leiria 78 casos estão a ter acompanhamento. Pombal e Marinha Grande são os outros concelhos com mais pessoas a ser apoiadas pelo Gabinete Girassol.

A prevalência de escalão etário situou-se entre os 3 e 6 anos e os 7 e 10 anos. “Todos estes casos apresentavam violência psicológica e em 28 situações também violência física”, realça a associação.

“Urge dar continuidade e aperfeiçoar a abordagem integrada ao nível do distrito de Leiria, reunindo municípios, Ministério Público, Instituto da Segurança Social, forças de segurança, instituições da área da Saúde e estruturas de atendimento a vítimas de violência doméstica, com vista a potenciar a colaboração e coordenação de esforços”, adianta o comunicado.

A Mulher Século XXI também defende a capacitação dos técnicos de todas as áreas e entidades, “para a intervenção sobre as diversas manifestações da violência doméstica junto das vítimas em situação de especial vulnerabilidade”.

“Não podemos aceitar que ainda existam casos que não sejam tratados com a seriedade que se exige”, frisa.

“Nunca o trabalho em rede foi tão importante para atingir resultados mais eficientes e eficazes, sendo necessário potenciar estratégias inovadoras na sinalização e intervenção das vítimas de violência doméstica. É preciso empoderá-las. É preciso dar-lhes voz. A violência doméstica é um crime público e isso significa que todos e todas somos responsáveis pela sua denúncia. É um dever, é uma responsabilidade”, salienta a presidente da associação, Susana Pereira.

Segundo a nota, que cita as estatísticas oficiais do portal da violência doméstica da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, durante o ano de 2022, a nível nacional, 28 pessoas foram mortas em contexto de violência doméstica: 24 mulheres e quatro crianças. No período homólogo de 2021 foram assassinadas nas mesmas circunstâncias 23 pessoas (16 mulheres, duas crianças e cinco homens).

Abrantes: Habitação destruída pelas chamas em Alvega

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BVA

Um incêndio destruiu hoje uma habitação de três pisos na localidade de Alvega, no concelho de Abrantes (Santarém), junto à Estrada Nacional 118, deixando um homem desalojado, disse hoje à Lusa o comandante dos bombeiros.

Segundo o comandante do Bombeiros Voluntários de Abrantes, António Manuel Jesus, a habitação, situada numa zona residencial no centro da aldeia, foi “totalmente tomada pelas chamas”, mas o incêndio não provocou vítimas.

“O alerta foi dado às 13:03, tendo o fogo alastrado aos três pisos da habitação, deixando-a sem condições de habitabilidade”, disse António Manuel Jesus, acrescentando que as causas do incêndio são ainda desconhecidas e que o desalojado irá para casa de familiares.

No local estiveram elementos da GNR e da corporação de bombeiros de Abrantes, bem como elementos do serviço municipal de Proteção Civil, num total de 22 operacionais apoiados por nove viaturas.

Professores “só vão parar de lutar” quando a tutela os ouvir – Sindicato

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FENPROF

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, garantiu hoje, numa manifestação que juntou milhares de pessoas no Porto, que os professores “só vão parar de lutar” quando o Ministério da Educação responder às suas “justas reivindicações”.

“A determinação destes professores e a vontade de continuar a lutar são extraordinárias e isto não vai parar enquanto o Governo não der resposta aos problemas dos professores”, disse Mário Nogueira.

Em declarações à agência Lusa, na Avenida dos Aliados, rodeado de faixas com reivindicações e ‘slogans’ e ao som de apitos, gaitas de foles e tambores, o secretário-geral da Fenprof fez um balanço da greve por distritos que terminou hoje.

“Hoje está praticamente tudo fechado no distrito do Porto. A greve hoje estará num nível de 97 ou 98% [de adesão]. Há escolas a 100% em todo o distrito. Foi uma greve que nunca baixou dos 90% e vai aumentando à medida que o Ministério vai fazendo reuniões e não dá resposta”, resumiu.

Mário Nogueira acusou o Governo de “falta bom senso” e “falta capacidade para perceber” os professores, uma profissão que “deu sempre uma resposta mesmo nos momentos mais exigentes” e exigiu “respeito”, palavra que marcou quer os gritos da manhã, quer a faixa central colocada no palco montado de costas para a Câmara Municipal do Porto.

“Não são os dias de greve dos professores que vão atrapalhar as aprendizagens dos alunos. O que atrapalha é a falta de professores nas escolas. Se o Governo não percebe isso, o Governo não percebe nada. É preciso dar resposta às justas reivindicações. Estes professores não estão aqui porque querem ter privilégios. Estão aqui porque querem ser respeitados”, disse o secretário-geral.

Mário Nogueira garantiu que “os professores não estão isolados nas suas reivindicações” e destacou a “solidariedade” de “muitas associações de pais”, bem como de associações internacionais, nomeadamente do Brasil, França e Itália.

A greve por distritos iniciada a 16 de janeiro termina hoje no Porto, com uma manifestação na Avenida dos Aliados organizada por uma plataforma de oito organizações sindicais.

No sábado, professores e funcionários das escolas voltam a participar em mais uma manifestação nacional que se realizará em Lisboa.

PSD/Oeste diz que divisões entre municípios agravam problemas de saúde na região

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© João Polónia/Notícias Em Direto

O PSD/Oeste defendeu hoje que as recentes posições de Caldas da Rainha, Óbidos e Rio Maior sobre a localização do novo hospital para a região, agravam os problemas de saúde na região e pede consensos.

“Colocar em causa o processo neste momento, em que o ministro da Saúde e o Governo se prepararam para anunciar uma decisão, não contribui em nada para a resolução do problema da saúde no Oeste, pelo contrário, é uma séria contribuição para o seu agravamento”, refere a distrital Oeste do PSD num comunicado.

Para os sociais-democratas, em vez que comprometer, deverá caber antes aos municípios “o papel de contribuir para que o processo decorra com celeridade, de forma justa para todos, e que promova a coesão territorial”.

“Se o caminho a seguir for o de reivindicar para a porta de cada um dos municípios o futuro Hospital do Oeste, então não iremos a lado nenhum e, desta vez, não vale a pena responsabilizar o Governo Central”, sublinharam.

O PSD/Oeste recordou que o projeto de um novo hospital para a região Oeste tem sido adiado pelas “restrições financeiras”, “pela inércia dos sucessivos Governos” e pela “sistemática divisão dos autarcas da região” quanto à sua localização, o que contribuiu para que “a resposta hospitalar no Oeste se tenha vindo a degradar e a tornar cada vez mais obsoleta do ponto de vista da eficiência dos recursos”.

A distrital Oeste do PSD abrange as concelhias de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Numa conferência de imprensa conjunta, os municípios de Óbidos (PSD), Rio Maior (PSD) e Caldas da Rainha (independente) defenderam a localização do novo hospital do Oeste neste último concelho e alertaram o Governo para a necessidade de “ter em conta critérios mais alargados” do que aqueles que foram analisados no estudo do futuro hospital do Oeste, cuja decisão o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, anunciou que será divulgada até ao final de março.

O estudo, encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste, aponta o Bombarral (no distrito de Leiria), como a localização ideal para o hospital que deverá servir todos os concelhos do Oeste.

PJ faz buscas relacionadas com urbanismo na Câmara de Santarém

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A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar buscas em instalações da Câmara de Santarém, relacionadas com licenciamentos urbanísticos no centro histórico da cidade, confirmou à agência Lusa fonte da autarquia.

A mesma fonte disse à Lusa que as buscas decorrem no departamento de Urbanismo, visando funcionários municipais e não eleitos, e que se relacionam com obras no centro histórico e o não cumprimento das normas da Direção-Geral do Património Cultural.

Num comunicado entretanto divulgado, o executivo liderado pelo social-democrata Ricardo Gonçalves afirma que “a Câmara Municipal está a dar toda a colaboração à PJ e dará todos os esclarecimentos necessários solicitados pelas autoridades competentes”, para as quais remete “mais esclarecimentos no âmbito das suas competências”.

Segundo o jornal ‘online’ Rede Regional, as buscas da PJ referem-se a licenciamentos urbanísticos no centro histórico de Santarém entre 2013 a 2021.

Teletrabalho vai ser alargado a pais com filhos com doença oncológica

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O PS alterou hoje o sentido de voto e viabilizou uma proposta do PSD, no âmbito da Agenda do Trabalho Digno, que alarga o direito ao teletrabalho aos pais com filhos com doença oncológica, independentemente da idade.

“Esta proposta tinha sido chumbada, mas o PS hoje voltou atrás na sua decisão de a inviabilizar e acompanhou a nossa proposta”, disse à Lusa a vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Clara Marques Mendes.

A proposta dos sociais-democratas foi aprovada por unanimidade na Comissão do Trabalho, Segurança Social e Inclusão, onde foram hoje ratificadas as votações feitas entre novembro e o início deste mês, no âmbito do grupo de trabalho sobre alterações laborais da Agenda do Trabalho Digno.

Nas reuniões anteriores, os deputados já tinham aprovado uma proposta do PS que alarga o direito ao teletrabalho aos pais com filhos com deficiência ou doença crónica.

Hoje, o PS viabilizou então a proposta do PSD que passa também a incluir os pais com filhos com doença oncológica no direito ao teletrabalho.

“O trabalhador com filho até três anos ou, independentemente da idade, com filho com deficiência ou doença crónica ou doença oncológica que com ele viva em comunhão de mesa e habitação, tem direito a exercer a atividade em regime de teletrabalho, quando este seja compatível com a atividade desempenhada e o empregador disponha de recursos e meios para o efeito”, prevê a nova versão do artigo 166 A do Código do Trabalho.

O deputado do PS Fernando José referiu que o partido rejeitou inicialmente a proposta do PSD por ter sido apresentada já na reta final das votações no grupo de trabalho, sem que o grupo parlamentar socialista pudesse ter ponderado sobre ela.

“O PSD fez uma proposta nessa altura e dissemos que precisávamos de tempo para a avaliar, mas como tivemos de proceder à votação, votámos contra. Agora fizemos a avaliação da proposta do PSD e alterámos o nosso sentido de voto, porque faz sentido incluir a questão da doença oncológica”, referiu Fernando José.

As alterações à legislação laboral vão a votação final global na sexta-feira e devem entrar em vigor em abril.

Em 2021, quando o regime de teletrabalho foi alterado, passou a abranger, além dos pais com filhos até três anos, os pais com filhos até aos oito anos, sem necessidade de acordo com o empregador, desde que exercido por ambos os progenitores “em períodos sucessivos de igual duração num prazo de referência máxima de 12 meses”.

O teletrabalho foi também alargado na altura às famílias monoparentais ou situações em que apenas um dos progenitores, comprovadamente, reúna condições para o exercício da atividade em regime de teletrabalho”.

Este alargamento feito em 2021 exclui, no entanto, os trabalhadores das microempresas, ou seja, empresas com menos de dez funcionários.

Também os trabalhadores com estatuto de cuidador informal não principal passaram a ter direito a exercer funções em teletrabalho, pelo período máximo de quatro anos seguidos ou interpolados.

Paixões, traições, ‘fake news’ e vícios políticos no primeiro romance de Bruno Paixão

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Crimes, paixões e traições, vícios da política, bem como ‘fake news’ e críticas à justiça e à igreja são alguns dos ingredientes com que Bruno Paixão construiu o seu primeiro romance, a apresentar no dia 26, em Coimbra.

“Os segredos de Juvenal Papisco” foi escrito durante a pandemia, altura em que o escritor, professor universitário e investigador Bruno Paixão se refugiou numa quinta que possui nos arredores de Coimbra e onde tem uma carruagem restaurada, dos anos 1940.

“Há muitos anos que me queria aventurar no romance e foi no sítio do universo onde mais gosto de estar que o escrevi. É o lugar onde encontrei o silêncio e a paz, sem carros a passar e com o telefone desligado, como se estivesse a viver no século XIX, tal como no livro”, explicou.

Em declarações à agência Lusa, o autor de livros como “O Escândalo Político em Portugal”, “Prime Time is My Time – Crónicas sobre comunicação, jornalismo, política e cultura” e “Fake Time is not my Time”, destacou que o seu primeiro romance é inspirado no realismo mágico, uma corrente literária que procura o bizarro que há na vida real.

“É um livro que cria um universo imaginado, que nos remete para um clima da América do Sul, passado no século XIX e que procura fazer uma crítica social dos tempos contemporâneos. Expõe, sem rodeios, a crueza da vida, a bondade e a maldade, procurando mostrar que ninguém é bom ou mau a vida toda, o que torna as personagens muito próximas daquilo que nós somos”, apontou.

Doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Coimbra e antigo jornalista, transportou para o seu livro as ‘fake news’, representadas por um jornal de boatos, escrito à mão com uma tinta que é de sumo de limão e que só consegue ser lida ao aproximar-se de calor.

“Mostra como existe um gáudio da sociedade por aqueles boatos, pelo bizarro. Mostra como um boato pode mudar a vida toda de um sítio, como molda a perceção dos habitantes de Oram sobre a realidade”, acrescentou.

Também os vícios da política, que “rastejaram até aos dias de hoje”, com “acomodações e apropriações de poder”, estão vertidos no romance, que alude ainda ao crime, às mezinhas, às paixões e traições das relações.

“Faz uma crítica à justiça e mostra a perversidade da igreja e, ao mesmo tempo, a perspetiva do padre enquanto homem. A batina de padre representa as máscaras que, no fundo, cada um de nós tem para cada ocasião”, indicou.

Repleto de neologismos como ‘devagarar, desconfioso ou malandrismo’, este romance é “uma fuga à teoria metodológica literária”.

“Tem várias palavras inventadas. Este é o timbre que uso, de inventar palavras quando as que existem não servem para poder expressar-me da forma como quero”, sustentou.

“Os segredos de Juvenal Papisco”, romance de estreia de Bruno Paixão, vai ser apresentado no dia 26, no Convento de São Francisco, em Coimbra, cabendo a apresentação à antiga ministra da Saúde Marta Temida e a moderação ao jornalista da RTP Hugo Gilberto.

Esta obra foi a vencedora da segunda edição do Prémio Literário Luís Miguel Rocha, ao qual concorreu com um pseudónimo.

Município de Vila Franca de Xira assina o Auto de Cessão e Contrato de Comparticipação com o IHRU

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Município de Vila Franca de Xira

O Município de Vila Franca de Xira assinou, a 7 de fevereiro, o Auto de Cessão de bens imóveis do Estado Português com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), que permite a transmissão gratuita do Sanatório da Flamenga, em Vialonga, e um prédio urbano na Rua Dr. Miguel Bombarda, em Vila Franca de Xira, para o património municipal.

“Recebemos do Estado o Sanatório da Flamenga e os seus terrenos em Vialonga. Concretiza-se assim uma das grandes ambições do Município de Vila Franca de Xira na concretização da sua Estratégia Local de Habitação, damos por isso mais um passo na concretização do nosso programa 1.º Direito” salientou o Presidente da Câmara Municipal, Fernando Paulo Ferreira, na cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Município, em Vila Franca de Xira.

O acordo de colaboração celebrado entre o Município e o IHRU em dezembro de 2021, homologado pelo Governo, permite salvaguardar e rentabilizar o edificado da Quinta da Flamenga, afetando-o à função habitacional e potencialmente a outros fins e atividades de interesse público, integrando o seu espaço envolvente no Parque e malha urbana de Vialonga.

Na mesma cerimónia procedeu-se também à assinatura de Contrato de Comparticipação entre o Município de Vila Franca de Xira e o IHRU para a reabilitação de 7 fogos ao abrigo do programa do 1.º Direito.

A 1.ª candidatura submetida pelo Município ao programa do 1.º Direito consiste na reabilitação profunda de dois edifícios municipais, sitos na Av. Pedro Vitor e na Rua Almirante Cândido dos Reis, em Vila Franca de Xira, para a criação de 7 frações habitacionais, de diferentes tipologias, e de dois espaços comerciais / serviços.

A operação de reabilitação dos dois edifícios municipais será financiada pelo PRR Habitação – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, em execução do Acordo de Colaboração celebrado entre o IHRU e o Município, no que respeita às frações habitacionais e por investimento municipal através de recursos próprios para os espaços não habitacionais.

Fernando Paulo Ferreira referiu ainda que “estamos já a trabalhar na reformulação da nossa Estratégia Local de Habitação para podermos desenvolver também programas destinados às classes médias e à juventude, o que se torna particularmente relevante no contexto metropolitano em que o nosso Município se situa.”

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