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Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Mais de 350 profissionais dos cuidados primários contra Unidade Local de Saúde em Leiria

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Mais de 350 profissionais dos cuidados de saúde primários subscreveram um abaixo-assinado contra a criação da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria, disse hoje o médico Rafael Henriques, que integra uma comissão criada na semana passada.

“O abaixo-assinado tem 355 assinaturas de profissionais de cuidados de saúde primários do ACES [Agrupamento de Centros de Saúde] Pinhal Litoral”, declarou à agência Lusa Rafael Henriques, membro da Comissão de Profissionais dos Cuidados de Saúde Primários contra a Unidade Local de Saúde da Região de Leiria.

O ACES Pinhal Litoral integra os concelhos da Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós.

Os subscritores são médicos, enfermeiros, secretários clínicos, técnicos de saúde terapeutas, entre outros profissionais.

Segundo Rafael Henriques, o documento foi enviado, na quinta-feira, às câmaras municipais destes concelhos e ao Ministério da Saúde, mas prossegue a recolha de assinaturas nos concelhos de Alcobaça, Nazaré e Ourém.

“É uma decisão dada como irrevogável. Gostaríamos de fazer mais para lutar contra esta situação, mas os profissionais estão impossibilitados devido ao excesso de trabalho”, declarou, exemplificando com “as listas de utentes que são, claramente, sobredimensionadas”.

Rafael Henriques, médico na Unidade de Saúde Familiar Martingil (na União de Freguesias de Marrazes e Barosa, concelho de Leiria), adiantou, contudo, que com o abaixo-assinado os profissionais querem “vincar uma tomada de posição contra este modelo de organização de cuidados de saúde”.

“Claro que dentro desta decisão irrevogável queremos garantir o melhor, que são os cuidados de saúde dos utentes”, assegurou, notando que “os resultados conhecidos de outras ULS não são positivos, mas a prioridade são os utentes”.

Num documento enviado à Lusa, lê-se que a comissão “nasce da frustração” que os profissionais de saúde de proximidade das populações sentem perante um processo no qual não foram ouvidos “nem foram consideradas” as suas “legítimas preocupações e justificadas reservas em relação ao modelo ULS”, que “são várias”.

“A primeira é imediatamente consequente do processo em si, em que nos questionamos como é possível implementar-se um modelo que defende a integração de cuidados sem ouvir e conhecer os problemas, as dificuldades e a realidade dos profissionais” dos cuidados de saúde primários, que são a base do Serviço Nacional de Saúde (SNS), refere.

Já “o segundo demérito da ULS é relativo ao facto de, à presente data, e com a primeira ULS existente no país contar já com 23 anos, não existirem estudos ou outro tipo de trabalhos que demonstrem que as ULS sejam superiores em alcançar os ganhos de saúde que afirmam concretizar”.

Por outro lado, os subscritores manifestam preocupação com “o tempo disponibilizado para a elaboração de um plano de negócios” da futura ULS, “apenas umas escassas 10 semanas”, especialmente, “num período de ausências de profissionais e de sobrecarga de trabalho, por maior pressão por patologia aguda, num contexto de equipas incompletas e listas de utentes sobredimensionadas, após o natural desgaste decorrente da crise pandémica”.

“Como último ponto, é a não concretização do idealizado no novo Estatuto do SNS, que deveria reforçar a proximidade e a descentralização”, nomeadamente a nível dos cuidados de saúde privados, “com reforço da autonomia dos ACES”, acrescentam.

Os subscritores prometem envidar “todos os esforços necessários junto da população e autarcas dos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós, Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde e Ministério da Saúde” de forma sensibilizar para “o impacto negativo que a criação de uma ULS tem na qualidade da prestação de cuidados de saúde às populações destes concelhos, especialmente quando são conhecidas outras formas de organização e de integração de cuidados alternativas”.

Como primeiras ações, a comissão vai pedir audiências urgentes com autarcas, CIMRL, direção executiva do SNS e tutela, “iniciar formas de sensibilização da população”.

Em outubro, a CIMRL anunciou que iria propor à tutela a criação de uma ULS, por entender que esta estrutura pode “melhorar o funcionamento da prestação de cuidados de saúde”.

Num memorando a que a agência Lusa teve acesso, a CIMRL propôs, na área de influência do Centro Hospitalar de Leiria, a avaliação da criação da ULS, igualmente com gestão empresarial, que “se acredita vir melhorar o funcionamento da prestação de cuidados de saúde na região de Leiria e demais áreas de influência” daquela unidade de saúde.

Em dezembro seguinte, o diretor executivo do SNS, Fernando Araújo, determinou a criação de um grupo de trabalho que tem como missão elaborar o plano de negócios da futura ULS da Região de Leiria.

Torres Vedras: Trabalhos resultantes de bolsa atribuída pela Câmara Municipal estão em exposição

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Município de Torres Vedras

Os trabalhos resultantes da segunda bolsa de criação “Território – Comunidade – Sustentabilidade” – bolsa que é atribuída pela Câmara Municipal de Torres Vedras a um artista finalista do Mestrado em Artes Plásticas da ESAD (Escola Superior de Artes e Design), para a realização de uma residência artística no âmbito do projeto “RAMA” – estão patentes na Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras desde o passado dia 28 de janeiro.

Trata-se da exposição A Sombra do Vento, da autoria de Leonor Neves, a qual pode ser visitada até 8 de abril e é, segundo a curadora da mostra, Ana Anacleto, “centrada na prática do Desenho e pensada a partir do estabelecimento de relações perceptivas (ópticas e hápticas) com a paisagem da região”, consubstanciando-se num “conjunto de obras de grande escala, produzidas especificamente para o espaço da Galeria Municipal de Torres Vedras”, e que sintetizam “um conjunto de experiências plásticas desenvolvidas pela artista durante a sua residência”.

De recordar que a primeira bolsa de criação “Território – Comunidade – Sustentabilidade” fora atribuída a Jéssica Gaspar, tendo os trabalhos resultantes da mesma sido também apresentados na Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras, no final de 2021, numa exposição que teve a curadoria de João Silvério.

A bolsa de criação “Território – Comunidade – Sustentabilidade” resulta de uma parceria que envolve a Câmara Municipal de Torres Vedras, o projeto “RAMA” e a ESAD, sendo que o artista beneficiário fica incumbido de desenvolver trabalho durante três meses em residência no “RAMA”, contando, para a produção da sua investigação e produção de obras, com apoio financeiro e com acompanhamento de mentoria artística e usufruindo do contacto com profissionais da área das Artes.

A referida bolsa de criação constitui-se como uma oportunidade única para estudantes recém-formados na ESAD, que lhes permite o desenvolvimento de um projeto num ambiente propício à criação artística e os ajuda também no trabalho de mediação com os públicos e com as instituições. É também uma mais valia pelas permutas e relações que se estabelecem com os habitantes da zona do concelho de Torres Vedras onde está instalado o projeto “RAMA” (aldeias de Maceira e Alfeiria que se situam nos territórios, respetivamente, da União das Freguesias de Dois Portos e Runa e da União das Freguesias de Carvoeira e Carmões) e pelas componentes que envolve relativas à sensibilização para a sustentabilidade e à promoção do concelho de Torres Vedras.

De referir ainda que a terceira bolsa de criação “Território – Comunidade – Sustentabilidade” já está em preparação.

JMJ: Valor do altar-palco reduzido para 2,9ME – câmara

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Câmara Municipal de Lisboa

O custo do altar-palco da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa foi reduzido de 4,2 milhões para 2,9 milhões de euros, anunciou hoje o município, sublinhando que “até 25 milhões” do investimento camarário no evento “ficarão na cidade”.

Em conferência de imprensa nos Paços do Concelho, o presidente do executivo, o social-democrata Carlos Moedas, indicou que, depois de revisto o caderno de encargos do altar-palco que será instalado no Parque Tejo-Trancão (e que permanecerá depois do evento), a infraestrutura vai passar de 5.000 metros quadrados para 3.250, enquanto a sua capacidade foi alterada de 2.000 para 1.240 pessoas e a altura foi reduzida de nove para quatro metros.

Além da redução do custo deste palco, o principal da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Carlos Moedas anunciou que a Igreja Católica vai financiar o palco que será instalado no Parque Eduardo VII, uma “estrutura muito leve” cujo custo “poderá ascender aos 450 mil euros”.

O autarca sublinhou que os valores anteriormente indicados para este palco, na comunicação social, não tinham fundamento, “porque não havia projeto fechado”.

“Temos uma redução de custos para o erário público de 1,7 milhões de euros”, disse, afirmando que a revisão do investimento permite manter “a dignidade e a segurança de que o evento necessita e merece”.

Os custos da JMJ têm estado em destaque depois de ser conhecido que a construção do altar-palco do espaço do Parque Tejo foi adjudicada à Mota-Engil por 4,24 milhões de euros (mais IVA), somando-se a esse valor 1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura.

Concerto marca despedida do maestro da banda de Óbidos

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Município de Óbidos

A Sociedade Musical e Recreativa Obidense (SMRO) irá apresentar, no próximo dia 12 de Fevereiro, o “Último Andamento: Allegro”, o concerto de despedida do maestro João Raquel. Realiza-se no Auditório Municipal da Casa da Música de Óbidos, pelas 16h00.

“Um momento marcante que irá refletir os 10 anos de experiências por nós vividas e o encerrar de um ciclo que irá ficar para sempre nas nossas memórias”, contam os responsáveis da banda filarmónica da SMRO.

Recorde-se que a banda da SMRO, com direção musical de João Raquel, ganhou vários prémios nacionais e internacionais:

• 2016 - Primeiro prémio na prestação tauromáquica e o segundo lugar na prestação sinfónica, no 6.º concurso de Bandas Filarmónicas, promovido pelo Ateneu Artístico Vilafranquense (Vila Franca de Xira).

• 2018 e 2019 - Ganha, na categoria online, o concurso de Bandas Juvenis, II e  III Certamen de Bandas Juveniles "Memorial Francisco Fort", com organização do «El Centro Artístico Musical de Moncada», em Moncada, perto de Valência, Espanha.

• 2020 - Vence dois prémios no Concurso Internacional "Music & Stars Awards". Foram duas Estrelas de Bronze. Uma na categoria melhor CD de Banda e outra na categoria de melhor maestro na direção musical do trabalho discográfico. 

• 2021 - Vence uma das categorias no concurso "Copenhagen Stars 2021" realizado na Dinamarca. Participaram mais de 600 concorrentes. 

• 2021 - Primeiro prémio no Concurso "Winter Stars Of Dresden". Um certame internacional e festival de arte realizado em Dresden – a capital do estado da Saxónia, no leste da Alemanha. 

Em Dezembro de 2019, João Raquel lança o livro “Paixão de Maestro”, Best Seller. Uma obra baseada no trabalho de “um maestro que é apaixonado pela música e que resulta de muitas, leituras, análises, reflexões e experiências como músico e como maestro”.

O concerto conta com o apoio do Município de Óbidos.

JMJ: Presidente da República satisfeito com redução de custos públicos com palcos

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O Presidente da República manifestou hoje o seu agrado com a possibilidade de redução, para “muito menos de metade”, dos custos públicos com os palcos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Parque Tejo e no Parque Eduardo VII.

“Era bom. Quer dizer que, em vez de sete milhões [valor aproximado da soma dos dois palcos], se passa para dois e 900. Eu acho que valeu a pena aquilo que a comunicação social e muita gente, [aquilo que] a sociedade portuguesa fez, como apelo, e nestes tempos difíceis de guerra, de inflação”, respondeu Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, quando questionado sobre a redução do valor do altar-palco do Parque Tejo, a cargo da Câmara de Lisboa, para 2,9 milhões e sobre a passagem do palco do Parque Eduardo VII para a responsabilidade da Igreja Católica.

O chefe de Estado acrescentou que, “com a subida de preço e as dificuldades da vida, era preciso de facto baixar” os custos destes palcos da Jornada, que decorre entre 01 e 06 de agosto.

“Fico satisfeito pelo esforço feito por todos para baixar para muito menos de metade”, rematou, em Celorico da Beira, no distrito da Guarda.

Para hoje, às 12:30, está agendada uma conferência imprensa na Câmara de Lisboa, com o presidente do município, Carlos Moedas, e o presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, Américo Aguiar.

Os custos da JMJ têm estado em destaque depois de ser conhecido que a construção do altar-palco no principal espaço do evento, o Parque Tejo, foi adjudicada pelo município de Lisboa (num ajuste direto) à Mota-Engil por 4,24 milhões de euros (mais IVA), somando-se a esse valor 1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura.

As necessidades do evento, as características do terreno e o retorno económico – este palco, com nove metros de altura e capacidade para 2.000 pessoas, permanecerá no local – têm sido apontados como argumentos para o investimento.

No Parque Eduardo VII (para onde estão previstos a missa de abertura, o acolhimento do Papa Francisco e a Via-Sacra) haverá outro palco, que tinha um custo estimado de até dois milhões de euros e que será retirado no final da Jornada.

Em janeiro, a autarquia referiu que este palco seria alvo de um concurso internacional.

Santarém debate “O Jornalismo no País e no Mundo”

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Município de Santarém

A Sala de Leitura Bernardo Santareno acolheu ontem, dia 9 de fevereiro, o Debate “o jornalismo no país e no mundo”, integrado nas comemorações dos 50 anos do Expresso, que teve como dinamizadores, João Vieira Pereira e David Dinis, diretores do Expresso, e Joaquim António Emídio, diretor-geral de O MIRANTE, e que contou com a participação de Diogo Gomes, Vereador o Município de Santarém.

O Vereador da autarquia Scalabitana referiu que «depois de apreciarmos as primeiras capas publicadas pelo semanário Expresso, entre 1973 e 2022, na Exposição que inaugurámos hoje, ao fim da manhã, e que vai estar patente até dia 23 deste mês, no Jardim da Liberdade, temos a honra de ter connosco, em Santarém, os dirigentes máximos do Semanário Expresso e do Jornal O Mirante, para refletiram connosco, um tema que está na ordem do dia – “o jornalismo no país e no mundo”.

Para Diogo Gomes, o Jornalismo é essencial para a liberdade, para a política democrática, para a soberania e para se alcançar justiça e igualdade social, mas a sua degenerescência é um dos grandes problemas das sociedades. O Jornalismo tem uma missão a cumprir: procurar situar-nos num mundo comum, gerar mais participação política e elevar a responsabilidade social.”

Este debate teve como objetivo apresentar uma viagem histórica pelo jornal que marcou os seus últimos 50 anos.

Fase instrutória do processo do acidente que vitimou Sara Carreira começa dia 23 em Santarém

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A fase instrutória do processo em que a fadista Cristina Branco e o ator Ivo Lucas são acusados de homicídio negligente, pela morte da cantora Sara Carreira num acidente na A1, inicia-se no dia 23 no Tribunal de Santarém.

A informação consta do processo consultado pela agência Lusa.

O processo voltou à fase de instrução depois de o Ministério Público (MP) ter deduzido nova acusação, em novembro último, para suprir nulidades invocadas, em fevereiro de 2022, pelo Juízo de Instrução Criminal de Santarém, decisão confirmada, em setembro, pelo Tribunal da Relação de Évora.

Voltaram a pedir abertura de instrução os pais de Sara Carreira, António (Toni Carreira) e Fernanda Antunes, que se constituíram assistentes no processo, Cristina Branco e Tiago Pacheco.

Na sessão agendada para dia 23 está previsto o início do debate instrutório, antecedido da tomada de declarações de Cristina Branco, a seu pedido, e de uma testemunha por esta indicada, o investigador e compositor Nuno Rocha.

No pedido de abertura de instrução, os pais de Sara Carreira aderem à acusação do Ministério Público, mas insistem que deve ser também acusado de homicídio negligente Paulo Neves, o condutor que seguia a uma velocidade inferior à mínima permitida por lei em autoestrada e que acusou uma taxa de alcoolemia de 1,18 gramas por litro quatro horas depois do acidente.

Também Cristina Branco reitera a discordância com o arquivamento do crime de homicídio negligente em relação a Paulo Neves, não percebendo, igualmente, que não lhe tenha sido imputado o crime de condução sob efeito de álcool.

A fadista relata as circunstâncias em que se deu o acidente, sublinhando que conduzia dentro dos limites de velocidade e que só se apercebeu da presença da viatura de Paulo Neves quando o carro que seguia à sua frente o ultrapassou, não lhe tendo sido possível evitar o embate.

Relata, igualmente, os procedimentos que adotou, contrariando a tese da acusação de que não sinalizou a sua viatura e de que nada fez para socorrer os passageiros da viatura onde seguia Sara Carreira e Ivo Lucas, depois desta embater no seu carro, que se encontrava imobilizado na faixa central virado em sentido contrário.

Citando o relatório do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV), Cristina Branco conclui que se “impõe que se retire da pronuncia o homicídio por negligencia” que lhe é imputado.

Tiago Pacheco, acusado de condução perigosa de veículo e duas contraordenações (uma leve e uma grave), afirma, no pedido de abertura de instrução, não ter sido notificado para pagar voluntariamente coima por contraordenação grave, como a lei prevê, pedindo a extração de certidão a remeter à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), para instauração de um procedimento autónomo de contraordenação, no âmbito do qual se defenderá.

Afirma, ainda, que as peritagens não permitem concluir que conduzia a 140 quilómetros/hora, como consta da acusação, assegurando que seguia a velocidade “muito moderada”, que reduziu ao passar pelo acidente.

O MP acusa Paulo Neves da prática de um crime de condução perigosa e três contraordenações ao Código da Estrada (uma leve, uma grave e uma muito grave), Cristina Branco do crime de homicídio negligente e duas contraordenações graves, Ivo Lucas, namorado de Sara Carreira, por homicídio negligente e duas contraordenações (uma leve e uma grave) e Tiago Pacheco por condução perigosa de veículo e duas contraordenações (uma leve e uma grave).

Segundo a descrição do acidente, que ocorreu ao final da tarde do dia 05 de dezembro de 2020, já “noite escura” e com períodos de chuva fraca, a viatura de Cristina Branco embateu, cerca das 18:30, no veículo de Paulo Neves, o qual circulava na faixa da direita a entre 28,04 e 32,28 quilómetros/hora, velocidade inferior à mínima permitida por lei (50 Km/h), e depois de ter ingerido bebidas alcoólicas (apresentava uma taxa de alcoolemia de 1,18g/l quatro horas depois do acidente).

A viatura de Cristina Branco embateu, de seguida, na guarda lateral direita, rodando e imobilizando-se na faixa central da A1. Apesar de ter ligado as luzes indicadoras de perigo, a fadista, que abandonou a viatura, é acusada de não ter feito a pré-sinalização de perigo.

O relato do acidente constante da acusação afirma que, cerca das 18:49, Ivo Lucas circulava pela faixa central entre 131,18 e 139,01 Km/h, velocidade superior à máxima permitida por lei (120 Km/h), não tendo conseguido desviar-se do carro da fadista, no qual embateu com o lado esquerdo, seguindo desgovernado para o separador central e capotando por várias vezes até se imobilizar na faixa da esquerda, quase na perpendicular, com parte a ocupar a faixa central.

Pelas 18:51, Tiago Pacheco seguia pela via central entre 146,35 e 155,08 Km/h, afirmando a acusação que não reduziu a velocidade, mesmo apercebendo-se que passava pelo local do acidente, não conseguindo desviar-se da viatura de Ivo Lucas (que ocupava parcialmente aquela faixa), onde este ainda se encontrava, bem como Sara Antunes, acabando por embater no veículo.

Alvaiázere: Assinado contrato programa para Grupo Desportivo

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A Câmara de Alvaiázere, no distrito de Leiria, assinou o contrato-programa de desenvolvimento desportivo com o Grupo Desportivo de Alvaiázere, “dando seguimento ao apoio já concedido de 35 mil euros no ano de 2022”, anunciou a autarquia.

A iniciativa visa ser um “incentivo à prática desportiva no concelho”.

“O Grupo Desportivo de Alvaiázere garante um conjunto de modalidades desportivas que beneficiam todos aqueles que as procurem, quer sejam do nosso concelho ou de concelhos vizinhos, contribuindo, assim, para valorizar a qualidade de vida dos alvaiazerenses”, segundo uma nota de imprensa do município.

Ainda segundo a Câmara, “este protocolo concede a utilização das infraestruturas desportivas municipais existentes gratuitamente por parte do Grupo Desportivo de Alvaiázere, assim como um apoio financeiro dado pelo município”.

Ucrânia: Rússia intensifica ataques aéreos no sul e leste ucraniano

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Foto: D.R.

As forças russas intensificaram hoje os ataques aéreos no sul e leste da Ucrânia, atingindo infraestrutura crítica em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, e em Zaporijia, fazendo disparar as sirenes em grande parte da Ucrânia.

O secretário do conselho de Zaporijia, Anatolii Kurtiev, disse que a cidade foi atingida 17 vezes no espaço de uma hora, o que, acrescentou, foi o período de ataques mais intenso desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022.

Explosões foram ouvidas em várias partes da região, incluindo em Zaporijia e em Vinnytsia, enquanto na região vizinha de Dnipropetrovsk as autoridades locais alertaram para um ataque de drones, informaram fontes oficiais, citadas por agências de notícias ucranianas.

A maior central nuclear da Europa fica situada na região de Zaporijia e permanece nas mãos da Rússia, que controla parcialmente a zona.

Em Kharkiv, as autoridades ainda estão a tentar obter informações sobre eventuais vítimas e a escala da destruição, com o autarca Ihor Terekhov a dizer que pode haver interrupções no aquecimento e no fornecimento de eletricidade e água.

A agência de informação militar da Ucrânia disse que as forças russas lançaram uma ofensiva nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk e Luhansk, com o objetivo de obter o controlo total da zona industrial, conhecida por Donbass.

As autoridades pro-russas de Donetsk garantiram hoje que irão conquistar “em breve” a cidade de Marinka, próxima da capital regional.

“Ainda não vou dar nenhuma data, mas [Marinka] será libertada em breve”, disse o chefe da República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, citado pela agência de notícias oficial russa TASS.

Pushilin acrescentou que as tropas ucranianas construíram muitas fortificações na cidade, a cerca de 25 quilómetros de Donetsk, e que agora as forças russas estão a “romper as suas defesas” e já controlam parte de Marinka.

Em dezembro, Pushilin tinha descrito a situação em Marinka como “difícil”, cujo controlo é de grande importância para os russos, devido à proximidade com a capital da região de Donetsk.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou numa cimeira extraordinária entre chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, que terminou esta madrugada.

Zelensky tem insistido nas últimas semanas sobre a necessidade de o país receber aviões de combate e hoje, perante os líderes dos 27, reiterou o pedido.

Os países ocidentais resistiram até agora fornecer meios aéreos à Ucrânia, embora a França e Reino Unido não tenham excluído esta hipótese.

O primeiro-ministro português António Costa rejeitou o pedido, sublinhando que a frota que Portugal tem “está empenhada em diferentes missões, de soberania nacional e garantia da integridade do território, missões de interceção” e também nos compromissos com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Presidente da CIM de Leiria apela à aplicação de fundos europeus fora de Lisboa

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O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria desafiou hoje a que os fundos comunitários sejam aplicados fora da Área Metropolitana de Lisboa e distribuídos pelo resto do país para evitar desequilíbrios.

“O país desenvolve-se de uma maneira muito desequilibrada. Estamos muito focados no desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa. Se não conseguirmos desviar as atenções políticas e económicas dos fundos para o resto do país, vamos cavar um fosso enorme com os fundos ao nosso dispor”, afirmou Gonçalo Lopes, no encerramento do I Fórum Autárquico da Região de Leiria.

Caso isso não suceda, Gonçalo Lopes considerou que o “destino será cada vez mais o desequilíbrio e o fosso no país”.

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) salientou ainda que as autarquias têm sido “fundamentais” no desenvolvimento do país, “não só pelo processo de descentralização, mas pelas responsabilidades que têm assumido nos últimos anos em não criar dívida pública e em desenvolver o país”.

Gonçalo Lopes destacou também o “papel decisivo” das juntas de freguesia”, pelo “conhecimento” e proximidade do autarca de freguesia “para a estratégia do país”.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Isabel Damasceno, acrescentou que o “balanço final” da utilização dos fundos europeus “é extraordinariamente positivo e o país transformou se do ponto de vista de infraestruturas” e das empresas.

“É assim em toda a região Centro? Não. Mas é assim na região de Leiria, que soube aproveitar e é uma região de sucesso e campeã em muitas coisas, porque tem instituições absolutamente impecáveis do ponto de vista das suas competências”, sustentou.

A responsável pelos fundos comunitários do Centro destacou ainda o dinamismo e qualidade da CIMRL, do Instituto Politécnico de Leiria – “um dos melhores do país, se não o melhor” – e da associação empresarial.

Por isso, considerou que não é surpreendente quando os dados colocam Leiria em primeiro lugar, quase a par com Aveiro, ao nível da execução. “Percebe-se isso porque Leiria tem uma capacidade empreendedora dos seus agentes económicos, que é algo de profundamente anormal, no bom sentido”, reforçou.

Relativamente à descentralização, Isabel Damasceno defendeu que é uma “evidência” e “está claro para toda a gente, que as instituições mais próximas desempenham melhor o seu papel e conhecem melhor as necessidades e as exigências dos cidadãos”.

Para a presidente da CCDRC, é “absolutamente essencial” que a descentralização “aconteça também com as freguesias”, “uma das riquezas do país”.

Respondendo a algumas críticas, Isabel Damasceno disse ainda que a “transferência de serviços para as CCDR tem uma grande vantagem, que é da coordenação, da complementaridade e do pensamento conjunto”.

“Se essa descentralização para as CCDR correr mal então a regionalização acabou mesmo. Mas estou convicta de que, paulatinamente, as coisas irão correr bem, porque há esta visão integrada, de agregação de serviços poderá facilitar a articulação que é necessária e depois o reforço dos instrumentos territoriais, sobretudo no trabalho que as comunidades intermunicipais vêm fazendo ao longo dos anos”, concluiu.

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