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Domingo, Julho 5, 2026
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Espetáculo de surf com assistência recorde de 51 mil fãs em Peniche

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foto: João Rosado

O segundo dia de competição na etapa portuguesa do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL) ficou marcado pelas ondas grandes e pesadas, mas também pelo novo recorde de assistência na Praia de Supertubos, em Peniche.

Foram 51 mil os adeptos que encheram o areal para presenciarem ao vivo um autêntico ‘show’ (espetáculo) de surf, num domingo cheio de ação e drama, com o número de pessoas presentes no ‘teatro do oeste’ a constituir um novo máximo histórico, revelou à Lusa a organização.

As eliminações do português Frederico Morais, do norte-americano Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial, do havaiano John John Florence, bicampeão, ou do brasileiro Filipe Toledo, campeão em título, foram os grandes destaques do dia, que começou com sol primaveril e terminou com nevoeiro cerrado.

A prova arrancou bem cedo, com a ronda de repescagem, na qual ‘Kikas’ se despediu com uma derrota tangencial frente a Kelly Slater que, na ronda seguinte, foi eliminado e deixou no ar a forte possibilidade de não voltar a vestir a licra de competição em Portugal.

Mesmo com a força do mar a obrigar a uma interrupção da competição, e com o nevoeiro a ameaçar o reatamento, o público não desarmou, e fez bem, porque, assim que as pranchas voltaram a deslizar para a ‘ronda dos 32’, os surfistas mostraram porque é que são os melhores do mundo, independentemente das condições que enfrentam.

O MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito principal da WSL, arrancou no sábado, depois de três dias de espera pelas melhores condições, e decorre até 16 de março.

“Pode ter sido a minha última vez em Peniche” – Kelly Slater

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O surfista norte-americano Kelly Slater, 11 vezes campeão do mundo, foi hoje eliminado da prova de elite da Liga Mundial de Surf (WSL) em Supertubos, revelando que esta pode ter sido a sua última participação no evento de Peniche.

“Não sei, não sei, pode ter sido a minha última vez aqui, para ser honesto. Vamos ver, talvez dependa um pouco dos Jogos Olímpicos [Paris2024], as pessoas que irão vão ficar decididas este ano. Portanto, sim, pode ser a minha última vez a surfar em Portugal”, revelou aos jornalistas o melhor surfista de todos os tempos, depois de questionado sobre se tenciona voltar a competir em Portugal.

Kelly Slater, de 51 anos, que da parte da manhã tinha eliminado o português Frederico Morais na repescagem, perdeu com o brasileiro João Chianca na ‘ronda dos 32’, marcando 10,83 pontos contra os 12,54 do sul-americano, e despedindo-se com um modesto 17.º lugar.

“Talvez tivesse tido mais oportunidades, mas não queria surfar junto dos tipos do outro ‘heat’ [bateria], porque tinham prioridade, tomei essa decisão conscientemente, de ficar deste lado [da praia]”, explicou.

Sobre o ‘cut’ a meio da época e a possibilidade de ficar de fora da segunda metade do circuito principal, Kelly Slater admitiu preocupação com a situação em que se encontra após as duas etapas no Havai (ficou em 17.º em Pipeline e em nono em Sunset Beach) e com nova eliminação precoce em Peniche.

“Obviamente que todos temos de pensar nisso estando nesta posição. Tive dois maus resultados e um médio, não é a melhor posição para se estar, mas veremos o que acontece”, sublinhou.

Kelly Slater, que venceu a prova de Peniche em 2010, revelou que esse foi mesmo o momento alto da sua carreira competitiva em Portugal, lamentando que a melhor versão das ondas de Supertubos nem sempre coincida com os dias dedicados à realização do campeonato.

“Claro que [a melhor memória] foi ganhar contra o Jordy [Smith] há tantos anos. No ano seguinte, fiquei em segundo lugar contra o Adriano [de Souza] e as ondas estavam perfeitas, foi um grande ano. O ano passado tivemos um dia bom. Mas, no geral e na maioria das edições, o estado em que Supertubos aparece e o que poderia ser são duas coisas muito diferentes, têm sido condições muito difíceis para nós. O ano passado tivemos muito azar com o vento de sul e esta semana também, durante alguns anos as condições não têm aparecido para nós, só em alguns momentos aqui e ali”, notou.

No entanto, agradeceu o forte apoio que sempre sentiu dos fãs portugueses: “O público português tem sido incrível, tantas pessoas a gritarem o meu nome, é avassalador ver tantas pessoas a apoiarem-me e a gritarem o meu nome, tem sido muito bom ao longo dos anos. Continuarei a vir para jogar golfe e fazer ‘free’ [livre] surf”.

Para rematar, Kelly Slater voltou a reafirmar que, caso se qualifique para Paris2024, se retira da alta competição, tal como tinha anunciado recentemente.

“Se me qualificar para os Jogos Olímpicos, será o fim para mim”, rematou.

O MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito principal da WSL, arrancou no sábado, depois de três dias de espera pelas melhores condições, e decorre até 16 de março.

Benfica soma oitavo triunfo consecutivo na I Liga ao derrotar o Marítimo na Madeira

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O líder Benfica conquistou hoje a oitava vitória consecutiva na I Liga de futebol, ao bater o Marítimo por 3-0, na Madeira, num jogo da 24.ª jornada em que Neres ‘bisou’ e João Mário também marcou.

No Funchal, os golos de Neres (45+3 e 57 minutos) e de João Mário (50), que tinha desperdiçado um penálti na primeira parte mas que acabou por igualar o colega Gonçalo Ramos na lista dos melhores marcadores, com o seu 15.º tento na I Liga, permitiram aos ‘encarnados’ melhorarem o registo de sete triunfos consecutivos que estabeleceram no arranque do campeonato.

O Benfica restabeleceu os oito pontos de diferença para o segundo classificado, o FC Porto, somando agora 65, enquanto o Marítimo sofreu a segunda derrota consecutiva e é 16.º, em lugar de play-off de manutenção, com 16.

Portugal apura-se para o Euro2024 de andebol com vitória frente à Macedónia do Norte

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A seleção portuguesa de andebol qualificou-se hoje para o Euro2024, garantindo a terceira presença consecutiva, e a oitava no total, no Campeonato da Europa graças ao triunfo por 32-27 frente à Macedónia do Norte.

Em Matosinhos, Portugal, que chegou ao intervalo do jogo da quarta ronda do Grupo 1 de qualificação para o Europeu a vencer por 15-11, garantiu já hoje a primeira posição no agrupamento, que lidera com oito pontos, mais quatro do que macedónios e turcos, respetivamente segundos e terceiros, com duas rondas por disputar.

O apuramento para o Euro2024, a decorrer na Alemanha, insere-se num ciclo ímpar do andebol português, liderado pelo selecionador Paulo Jorge Pereira, que inclui a qualificação sucessiva para os Europeus de 2020, 2022 e 2024, Mundiais de 2021 e 2023 e ainda a inédita presença nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 (em 2021).

João Almeida superfeliz com segundo lugar no Tirreno-Adriático

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O ciclista português João Almeida (UAE Emirates) mostrou-se hoje superfeliz com o segundo lugar no Tirreno-Adriático, atrás do esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), e promete estar “ainda melhor” na Volta a Itália, principal objetivo da época.

“Estou supersatisfeito. Foi uma semana muito produtiva. Estou superfeliz e, no final de contas, as diferenças principais foram feitas pelas bonificações. É bom relembrar”, explicou aos jornalistas, após a conclusão da sétima e última etapa.

Ao chegar no pelotão na sétima e última etapa, ganha ao sprint pelo belga Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), o campeão nacional de fundo confirmou o segundo lugar final, a 18 segundos do vencedor, Primoz Roglic, que assinalou o regresso à estrada após quase seis meses de paragem com a segunda vitória na geral da ‘Corrida dos dois Mares’, que já tinha vencido em 2019.

O português confessou ter-se sentido “bem a semana toda”, na continuação da preparação para a Volta a Itália, ainda que este seja já um dos grandes resultados da carreira, se não o maior, pela importância de uma das mais emblemáticas corridas do calendário mundial.

Ao longo das sete etapas, disse, sentiu Primoz Roglic “um pouco mais forte”, mas ressalvou a questão das bonificações como principal diferenciador.

Para o Giro, prometeu, vai estar “ainda melhor”, no principal objetivo da época e à procura de fazer o que ainda não conseguiu, depois de um quarto lugar (com 15 dias de líder) em 2020 e um sexto em 2021.

“Quero discutir a corrida, estar no pódio final é o objetivo. Vou trabalhar no duro para isso”, garantiu.

De resto, o segundo lugar na geral final deu-lhe ainda o triunfo na classificação da juventude, uma vez que o campeão nacional de fundo tem 24 anos e ainda elegível nesta tabela.

“Às vezes, até eu me esqueço que ainda sou jovem, e é bom vencer a camisola branca”, brincou.

Embora no seu palmarés constem triunfos na geral da Volta a Polónia e da Volta ao Luxemburgo, ambas em 2021, este é o melhor resultado de sempre de Almeida numa das principais e mais conceituadas corridas por etapas do calendário velocipédico internacional e um bom sinal para a Volta a Itália, na qual foi quarto em 2020, depois de andar 15 dias vestido de rosa, e sexto em 2021.

Atrás do ciclista de A-dos-Francos (Caldas da Rainha) ficou o britânico Tao Geoghegan Hart (INEOS), o vencedor do Giro2020 que foi terceiro a 23 segundos de Roglic.

Estrada nacional na zona de Coina cortada ao trânsito devido a acidente

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O trânsito está cortado no troço da Estrada Nacional 10-3 (EN10-3) na zona de Coina, no concelho do Barreiro, distrito de Setúbal, devido a um acidente, com três feridos, informaram fontes da Proteção Civil e da GNR.

A fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal indicou à agência Lusa que o acidente, para o qual foi dado o alerta às 12:02, ocorreu entre Coina e Palhais, no concelho do Barreiro.

Tratou-se de uma colisão entre dois automóveis, de que resultou um ferido grave e dois ligeiros, já transportados pelos bombeiros para as urgências do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, adiantou a mesma fonte.

Contactada pela Lusa, uma fonte do Comando Territorial de Setúbal da GNR referiu que a EN10-3 foi cortada ao trânsito pouco depois do acidente ter ocorrido e que, às 13:30, ainda se encontrava fechada para remoção das viaturas e limpeza da via.

As operações de socorro envolveram 13 operacionais dos Bombeiros do Barreiro e Sul e Sueste, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e GNR, apoiados por seis veículos, incluindo uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER).

GNR detém 702 pessoas numa semana incluindo 20 por violência doméstica

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A GNR deteve 702 pessoas em flagrante delito, a maioria por conduzirem alcoolizadas (272) ou sem carta de condução (183), e 20 delas por violência doméstica, em operações realizadas ao longo da semana passada, anunciou hoje a corporação.

Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana (GNR) destaca, além das detenções ligadas à atividade rodoviária, 76 por tráfico de estupefacientes, durante “um conjunto de operações, em todo o território nacional, entre os dias 03 e 09 de março”.

Em quarto lugar nos crimes que levaram a mais detenções surge a violência doméstica (20 detidos em flagrante delito) nestas operações que, refere, se desenrolaram “além da sua atividade operacional diária”.

A prevenção e o combate à criminalidade foi um dos objetivos destas operações, em que a GNR apreendeu 16.609 doses de heroína, 3.265 doses de haxixe e 2.822 doses de cocaína, além de outras drogas, incluindo sintéticas.

Nas operações destinadas a travar a sinistralidade rodoviária, outro dos objetivos, a Guarda detetou 8.987 infrações, a maioria por excessos de velocidade (1.465) e por falta de inspeção do veículo (865), mas também por as pessoas não usarem o cinto de segurança ou não terem sistema de retenção para as crianças (650) e por utilizarem o telemóvel durante a condução.

A GNR deteve também 19 pessoas por furto e roubo, 11 por posse ilegal de armas e arma proibida e uma pessoa por incêndio florestal, sendo estes ainda dados provisórios das operações que efetuadas ao longo de uma semana.

Entre as apreensões feitas contam-se ainda 14 armas brancas ou proibidas e 10 armas de fogo e munições de diversos calibres, indica a Guarda no comunicado.

Papa/10 anos: Seis anos depois de Fátima, Papa volta a Portugal

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Papa Francisco reza na capela das aparições em Fátima, Portugal, em 13 de maio de 2017, no centenário da primeira aparição da Vir g em Maria aos três pastores | Vatican News

Neste décimo ano de pontificado, que se assinala segunda-feira, o Papa é esperado pela segunda vez em Portugal, seis anos depois de ter encerrado as comemorações do centenário das aparições de Fátima e canonizado os videntes Francisco e Jacinta.

Fátima é, além de Lisboa, o local onde Francisco é esperado em agosto próximo, pois como fez questão de assegurar ao então bispo de Leiria-Fátima, cardeal António Marto, em abril de 2021, é sua intenção peregrinar até à Cova da Iria quando vier a Portugal para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Também ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nesse mesmo ano, o Papa revelou que pretende ir a Fátima em agosto deste ano.

Se esta segunda viagem de Francisco a Portugal assume uma dimensão de cariz mundial, com a esperada presença em Lisboa de mais de um milhão de jovens de todos os continentes para a JMJ, a esperada passagem por Fátima está a ser encarada com expectativa, tendo em conta o desejo de muitos de que possa ocorrer a beatificação da terceira vidente dos acontecimentos de 1917, a Irmã Lúcia de Jesus.

Também os casos de abuso sexual de menores não deverão passar ao lado desta visita do Papa, numa altura em que ainda estarão bem frescos na memória dos portugueses os resultados do estudo da Comissão Independente liderada pelo pedopsiquiatra Pedro Strecht, apresentados no passado dia 13 de fevereiro e as reações negativas às primeiras medidas anunciadas pelo episcopado, encaradas como insuficientes.

A Comissão Independente validou 512 dos 564 testemunhos recebidos, apontando, por extrapolação, para um número mínimo de vítimas da ordem das 4.815.

Estes testemunhos referem-se a casos ocorridos no período entre 1950 e 2022, o espaço temporal que abrangeu o trabalho da comissão, com o sumário do relatório, contudo, a revelar que “os dados apurados nos arquivos eclesiásticos relativamente à incidência dos abusos sexuais devem ser entendidos como a ‘ponta do iceberg’”.

Recuando a 2017, foram milhares os peregrinos que assistiram na Cova da Iria, no dia 13 de maio, à canonização de Francisco e Jacinta Marto, crianças que considerou como “exemplo”, tendo em conta “a força para superarem contrariedades e sofrimentos” que lhes “foi dada pela Virgem Maria, presença constante nas suas vidas”.

Na sua visita de menos de 24 horas a Portugal, com a Base Aérea de Monte Real a ser ponto de chegada (no dia 12), e partida (no dia seguinte), fez apelos à “paz e concórdia entre os povos”, pedindo à Virgem, que, “no mais íntimo do Seu imaculado coração”, veja “as dores da família humana que geme e chora neste vale de lágrimas”.

Durante a sua presença no Santuário de Fátima, teve um encontro com o primeiro-ministro, António Costa, que lhe expressou a vontade de Portugal colaborar na promoção dos valores da proteção dos mais frágeis, como o acolhimento aos refugiados, a promoção da paz nas instâncias internacionais e o desenvolvimento de África.

Francisco reunira-se, logo à chegada a Monte Real, com o Presidente da República durante 10 minutos.

Durante as cerimónias de 13 de maio, o bispo de Leiria-Fátima, António Marto, saudou a “voz profética” de Francisco, capaz de abater muros, de lançar pontes e de dar voz a quem não a tem e agradeceu ao Papa argentino por ter trazido consigo “dois santos, os dois pastorinhos Francisco e Jacinta”.

António Marto considerou ainda Francisco uma voz “profética claramente audível” num panorama mundial “cheio de perigos e medos”.

Jorge Mario Bergoglio foi, em 2017, o quarto Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).

O Papa fez, desde 2013, 40 viagens internacionais, nas quais visitou 60 países, entre os quais o Brasil, Jordânia, Israel, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba ou Estados Unidos da América.

Iraque, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Sudão do Sul, foram outros países visitados pelo Papa que, apesar dos problemas no joelho, que lhe afetam a mobilidade e o fazem deslocar com frequência em cadeira de rodas, não dá mostras de querer abrandar o ritmo, tendo já agendada uma viagem à Hungria para o final do próximo mês de abril.

Papa/10 anos: Um pontificado ensombrado pela guerra na Europa

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foto: Vatican Media

O pontificado de Francisco, que assinala 10 anos segunda-feira, está fortemente marcado, desde 24 de fevereiro de 2022, pela guerra a Ucrânia, com o pontífice a desdobrar-se em declarações a pedir a paz para o território.

Ao longo de mais de um ano, muitas foram as intervenções públicas que fez em defesa do fim de um conflito iniciado com a invasão do território ucraniano por parte da Rússia, que considerou “repugnante” e um “massacre sem sentido”.

Logo no dia seguinte à invasão, Francisco, num gesto inédito, deslocou-se à embaixada russa junto ao Vaticano para expressar a sua preocupação com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Contactos com líderes mundiais, com a questão da guerra na agenda, fizeram também parte dos seus compromissos no último ano, sempre com a preocupação de pedir o fim do conflito.

O Papa chegou mesmo a encarar a possibilidade de se deslocar a Kiev, na sequência do convite de Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, e do autarca da cidade, Vitali Klitschko, logo no primeiro mês do conflito. Pouco tempo depois anunciou a desistência da deslocação, questionando: “de que serviria o Papa ir a Kiev se a guerra continuar no dia seguinte?”.

“Qualquer guerra é uma capitulação vergonhosa”, “Quem faz a guerra esquece a humanidade, não se preocupa com a vida das pessoas”, “Rios de sangue e lágrimas correm na Ucrânia” ou “Em nome de Deus… parem este massacre”, foram algumas frases por si proferidas, em audiências, no Ângelus ou em homilias.

Um dos momentos significativos do Papa Francisco em relação à guerra na Ucrânia no ano passado ocorreu no dia 25 de março, quando consagrou a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria, em Roma, enquanto em Fátima, como Legado Pontifício, o cardeal Konrad Krajewski fez o mesmo ato na Capelinha das Aparições.

Na ocasião, Francisco considerou que os homens esqueceram “a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais”.

“Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamo-nos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo”, adiantou o Papa.

Contactos com o líder da Igreja Ortodoxa russa, o patriarca Cirilo, que se mostrou ao lado de Putin na defesa da invasão da Ucrânia, gestos simbólicos como o de, numa audiência semanal das quartas-feiras no Vaticano, beijar uma bandeira ucraniana proveniente de Bucha, a disponibilização para poder deslocar-se a Moscovo para falar com Putin, ou os alertas para o facto de esta guerra tão “cruel e sem sentido” como qualquer outra, ter uma dimensão maior e ameaçar o mundo inteiro, foram outros momentos que marcaram o último ano da ação de Francisco.

Por outro lado, alertou que “não é por acaso que a guerra voltou à Europa num momento em que a geração que a viveu no século passado está a desaparecer”, dizendo mesmo aos jovens ser “legítimo rebelar-se” contra a guerra quando são “uns poucos poderosos” que decidem sobre a vida de milhares, adiantando que se jovens e mulheres dominassem o mundo “não haveria tantas guerras”.

Uma III Guerra Mundial “aos bocadinhos”, como considerou a situação mundial numa entrevista em julho de 2022, ou o apelo feito em outubro para se aprender com a História e não esquecer que o perigo da guerra nuclear já ameaçou o mundo no período em que se iniciou o Concílio Vaticano II há 60 anos, foram também alvo de intervenções do pontífice argentino, que chegou a relacionar o sofrimento atual dos ucranianos com o “genocídio causado por Estaline” nos anos 30, quando o ditador soviético foi acusado de causar fome na Ucrânia, que terá vitimado mais de 3 milhões de pessoas.

Já em fevereiro deste ano, pediu um cessar-fogo e o início das negociações de paz, defendendo que “aquela que é construída sobre os escombros nunca será uma verdadeira vitória”.

“Há um ano começou a guerra absurda contra a Ucrânia. Fiquemos perto do povo ucraniano martirizado que continua a sofrer e interroguemo-nos: já terá sido feito tudo para parar a guerra? A paz construída sobre as ruínas nunca será uma verdadeira vitória”, escreveu o Papa na sua conta no Twitter, no dia do primeiro aniversário da invasão.

Frederico Morais eliminado por Kelly Slater nas ‘bombas’ de Supertubos

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Frederico Morais eliminado por Kelly Slater nas 'bombas' de Supertubos | foto Oliveirinha

O português Frederico Morais foi hoje último na ronda de eliminação da prova de elite da Liga Mundial de Surf (WSL) na Praia de Supertubos, em Peniche, atrás do norte-americano Kelly Slater e do japonês Kanoa Igarashi.

Num dia de ondas muito grandes e potentes, ‘Kikas’ marcou 5,46 pontos nas duas melhores ondas (3,13 e 2,33), em 20 possíveis, ficando no terceiro posto da segunda bateria, vencida por Kanoa Igarashi, com 11 pontos (6,67 e 4,33), e com Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial, a ficar em segundo, com 6,20 pontos (4,17 e 2,03).

Com a eliminação de Frederico Morais, Portugal fica sem o único representante no quadro masculino, contando ainda com as olímpicas Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins na prova feminina, que hoje não vai para a água.

O MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito principal da WSL, arrancou no sábado, depois de três dias de espera pelas melhores condições, período que decorre até 16 de março.

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