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Cadaval: Nikias Skapinakis em exposição na Vermelha

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“Paisagens Ocultas” estará patente na Casa-Memória Fernanda Botelho até 30 de abril

A Casa-Memória Fernanda Botelho, na Vermelha, recebeu a inauguração da exposição “Paisagens Ocultas” no passado dia 2 de março. A abertura desta mostra, da autoria de Nikias Skapinakis, foi sucedida de uma conversa entre Helena Skapinakis, Paula Morão e Raquel Henriques da Silva, do Instituto de História da Arte (IHA), tendo ainda contado com a moderação de Tânia Camilo, Técnica Superior do Município do Cadaval. Também houve oportunidade de escutar o pianista Gerardo Rodrigues, natural do concelho do Cadaval, que brindou os presentes com um apontamento musical no final da conversa. O Vice-Presidente do Município, Ricardo Pinteus, marcou presença nesta cerimónia.

Esta iniciativa, fruto de uma coorganização entre a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), integrou o Congresso Nikias Skapinakis, que decorreu nos dias 1 e 2 de março. No primeiro dia do evento, na FBAUL e no MNAC, decorreram três conferências e vários momentos de debate, sempre em torno da arte de Nikias Skapinakis e que reuniu vários académicos da área. No mesmo dia, ainda se realizou o “Ensaio sobre a Melancolia”, uma performance artística produzida pela Associação Gritos da Minha Dança, criada e interpretada por Ana Beatriz Degues, com o apoio de Joana Botelho (voz) e Nuno Melo (guitarra). O primeiro dia terminou com a visita à exposição “OS NIKIA∑ DO NIKIAS”, patente no MNAC até 21 de maio.

A Câmara Municipal do Cadaval, a Associação Gritos da Minha Dança, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o IHA, a Fundação para a Ciência e Tecnologia e o Centro Interdisciplinar de Estudos de Género, associaram-se a esta iniciativa cultural enquanto parceiros.

Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão e a Academia da Marinha promovem sessão sobre Alexandre Herculano

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Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão e a Academia da Marinha promovem sessão sobre Alexandre Herculano | Município de Santarém

No âmbito do protocolo assinado entre o Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS) e a Academia da Marinha foi realizada ao fim do dia 09 de março, a Assembleia de Investigadores nº 179 do CIJVS, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Nuno Domingos, Vereador da Câmara Municipal de Santarém com o pelouro da cultura, deu os parabéns “por estes encontros culturais que tanto enriquecem os presentes e que elevam o destino da cultura, da histórica e do nosso Alexandre Herculano”.

A sessão solene, que contou com a presença do Presidente da Academia da Marinha, Almirante Francisco Vidal Abreu, teve como tema Alexandre Herculano, sobre o qual foram proferidas as comunicações “O tempo de Alexandre Herculano. Quando a História importava” por Filipe Themudo Barata como representante do CIJVS e “A representação das misericórdias na obra de Alexandre Herculano” por Laurinda Abreu, da parte da Academia da Marinha.

Esta iniciativa decorre da assinatura do protocolo de colaboração, onde ambas as instituições se comprometiam a organizar e a realizar em conjunto uma atividade anual de teor científico, cultural, educacional, histórico e social.

Líder do Chega promete superar o PSD em votos nas próximas eleições legislativas

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Líder do Chega promete superar o PSD em votos nas próximas eleições legislativas | CHEGA

O presidente do Chega colocou hoje como fasquia superar o Partido Social-Democrata (PSD) em número de votos nas próximas eleições legislativas e liderar o próximo Governo de Portugal sem necessitar da Iniciativa Liberal (IL).

“Nada nos impede, e a história recente europeia mostra isso bem, que se estivermos nos 12, 14 ou nos 15% como estamos nalgumas sondagens, possamos galgar a margem que ambicionamos e superar o PSD em votos nas próximas eleições”, disse André Ventura, na sua intervenção no 13.º Conselho Nacional, que decorreu em Cantanhede, no distrito de Coimbra.

O dirigente partidário comentava desta forma a recente entrevista do Presidente da República, que afirmou existir uma maioria aritmética de direita em Portugal, mas não política, e que as atuais intenções de voto no PSD indiciam “uma alternativa fraca na liderança”.

Numa mensagem para o interior do partido, André Ventura lançou o repto aos dirigentes e militantes para que “deixem de pensar como é que vamos fazer o acordo com o PSD, se eles vão aceitar ou não, ou que ministérios e que tipo de políticas vamos fazer”.

“A nossa luta não é essa. A nossa luta nos próximos anos tem de ser a de mostrar aos portugueses que somos a alternativa que verdadeiramente queriam e não se o PSD e o Chega se vão entender ou se o PSD vai permitir que o Chega seja parceiro de Governo”, sublinhou.

Bastante aplaudido, o presidente do Chega afirmou que o partido “vai ser o mais votado das próximas eleições legislativas e liderar esse Governo de direita em Portugal”, salientando que não precisam da IL “para nada”.

“Desde quando vamos precisar da IL para alguma coisa”, enfatizou.

Numa análise à situação política do país, André Ventura voltou a criticar o “passa culpa” de PS e PSD na questão financeira da TAP e lembrou que o Chega foi o primeiro partido a propor uma comissão de inquérito para analisar a situação.

“Se houve negócios obscuros na TAP vamos exigir respostas e responsabilidades, seja de que partido for, foi dinheiro dos portugueses. O processo e a trapalhada da nacionalização, da reprivatização e do meio-meio levou-nos a perder dinheiro de forma inconcebível”, disse.

O líder do Chega voltou a defender penas mais duras para pedófilos ou abusadores de crianças, a propósito dos recentes casos divulgados no seio da Igreja Católica Portuguesa, considerando que “pedófilo bom é pedófilo preso”, mas realçou também as responsabilidades do Estado no antigo processo da Casa Pia.

Relativamente à subida dos produtos alimentares em Portugal, André Ventura criticou as margens de lucro “inaceitáveis” e apelou a uma fiscalização sem tréguas nos preços dos produtos alimentares.

Tyler Wright e Lakey Peterson são as primeiras ‘cabeças a rolar’ em Supertubos

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A australiana Tyler Wright, bicampeã mundial (2016 e 2017), e a norte-americana Lakey Peterson, finalista vencida de Supertubos no ano passado, foram as primeiras surfistas eliminadas da prova da elite mundial que hoje começou em Peniche.

Na primeira bateria da ronda de eliminação, a australiana Sally Fitzgibbons (11 pontos em 20 possíveis) e a norte-americana Caitlin Simmers (10,93) garantiram a presença na próxima fase da competição, enquanto Tyler Wright (7,73) se despediu da prova.

Lakey Peterson foi a segunda ‘vítima’, ao ficar no terceiro lugar na segunda bateria, com 7,17 pontos, face aos 11,50 da australiana Isabella Nichols e aos 10,90 da havaiana Gabriela Bryan, que seguem em frente para a ‘ronda das 16’.

Nos ‘oitavos’, as olímpicas portuguesas Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins, que hoje tiveram prestações muito positivas, vão defrontar a brasileira Tatiana Weston-Webb, campeã em título de Supertubos, no segundo ‘heat’ (bateria), e a havaiana Carissa Moore, pentacampeã mundial (2011, 2013, 2015, 2019 e 2020) e campeã olímpica, na quinta bateria, respetivamente.

No quadro masculino, Frederico Morais, único português em prova, caiu para a repescagem, onde vai encontrar o norte-americano Kelly Slater, 11 vezes campeão do mundo, e o japonês Kanoa Igarashi na segunda bateria.

A terceira etapa do circuito mundial arrancou hoje, depois de três dias de espera pelas melhores condições.

O período de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal começou na quarta-feira e decorre até 16 de março, com a presença dos portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins.

Teresa Bonvalot ‘brilha’ em Supertubos com vitória sobre bicampeã mundial

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A surfista portuguesa Teresa Bonvalot venceu hoje a primeira bateria da ronda inaugural da prova da elite mundial na Praia de Supertubos, Peniche, superando a australiana Tyler Wright, bicampeã mundial, e a havaiana Bettylou Sakura Johnson.

A olímpica lusa, de 23 anos, fez 9,93 pontos nas duas melhores ondas (6 e 3,93), em 20 pontos possíveis, e garantiu uma vaga na próxima fase da competição.

No segundo lugar da bateria ficou Bettylou Sakura Johnson, com 6,13 pontos (3,30 e 2,83), que também avança para a ‘ronda das 16’ (oitavos de final), enquanto Tyler Wright, campeã mundial em 2016 e 2017, somou apenas 5,37 pontos (3 e 2,37) e vai ter de disputar a repescagem.

A terceira etapa do circuito mundial arrancou hoje, depois de três dias de espera pelas melhores condições, e prevê-se competição para o resto do dia, agora com a prova feminina, após terem sido disputadas as 12 baterias da ronda inaugural dos homens.

O período de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal começou na quarta-feira (08 de março) e decorre até 16 de março, com a presença dos portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins.

Frederico Morais defronta Kelly Slater e Kanoa Igarashi na ronda de eliminação

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foto: João Polónia/Notícias Em Direto

O português Frederico Morais vai disputar a repescagem na prova de elite da Liga Mundial de Surf (WSL) na Praia de Supertubos, em Peniche, contra o norte-americano Kelly Slater e o japonês Kanoa Igarashi.

‘Kikas’ vai competir na segunda bateria da ronda de eliminação frente a Slater, o surfista mais titulado da história, com 11 campeonatos do mundo na ‘bagagem’, e frente ao seu amigo e companheiro de treino Kanoa Igarashi.

De resto, foram vários os nomes sonantes que caíram para a repescagem durante o primeiro dia do evento, como os brasileiros Gabriel Medina (tricampeão mundial e vencedor em Supertubos em 2017), Caio Ibelli e João Chianca, ou os havaianos Seth Moniz e Ezekiel Lau.

O norte-americano Kolohe Andino, o australiano Callum Robson e os franceses Tiago Carrique e Maxime Huscenot completam o quadro de surfistas que vão ter uma última oportunidade para continuar a surfar no campeonato de Peniche.

A terceira etapa do circuito mundial arrancou hoje, depois de três dias de espera pelas melhores condições, e prevê-se competição para o resto do dia, agora com a competição feminina, após terem sido disputadas as 12 baterias da ronda inaugural dos homens.

O período de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal começou na quarta-feira (08 de março) e decorre até 16 de março, com a presença dos portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins.

Frederico Morais vai “com tudo” para a ronda de eliminação em Peniche

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O português Frederico Morais, que vai disputar a repescagem na prova de elite da Liga Mundial de Surf (WSL) na Praia de Supertubos, em Peniche, assegurou que vai fazer tudo para seguir em frente.

“O meu ‘heat’ foi quase no ponto da maré vazia, que não é a melhor maré aqui em Supertubos. Achava que ia apanhar umas ondas melhores, porque no ‘heat’ anterior houve mais oportunidades, e eu entrei para dentro de água à espera de uma coisa e aquilo realmente mudou-me a estratégia. Foi um ‘heat’ de quatros e eu pensava que ia ser um ‘heat’ de seis e sete pontos”, afirmou aos jornalistas o surfista de 31 anos.

‘Kikas’ foi terceiro e último da quinta bateria da ronda inaugural, obtendo 8,03 pontos nas duas melhores ondas (4,63 e 3,40), em 20 possíveis, atrás do australiano Jack Robinson, com 9,17 pontos (5,67 e 3,50), atual líder do ranking, e do havaiano Barron Mamiya, com 9,10 pontos (4,67 e 4,43).

“Fiquei à espera de certas ondas e, se calhar, devia ter reagido mais cedo. Há mais uma oportunidade, não correu como eu queria, mas é ir com tudo agora para a próxima ronda”, afirmou.

O surfista luso destacou ainda o ‘fator casa’ que Peniche lhe proporciona: “Competir em casa é incrível. Ganhando ou perdendo, o público apoia-nos e eles também sabem que nem sempre corre bem. O que queremos é deixar os portugueses orgulhosos. Agora, é continuar a trabalhar e amanhã [domingo] há mais”, vincou.

A terceira etapa do circuito mundial arrancou hoje, depois de três dias de espera pelas melhores condições, e prevê-se competição durante todo o dia.

O período de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal começou na quarta-feira (08 de março) e decorre até 16 de março, com a presença dos portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins.

Papa/10 anos: Três encíclicas com o planeta e a fraternidade no centro

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Em 13 de março de 2013, há 10 anos, o cardeal argentino Jorge Mário Bergoglio foi eleito à Cátedra de Pedro: primeiro Papa jesuíta e latino-americano, e eleito após a renúncia do seu antecessor | VATICAN MEDIA Divisione Foto

Os 10 anos do pontificado do Papa Francisco, que se assinalam no dia 13 de março, confirmam o caminho novo que a Igreja Católica iniciou quando os cardeais elegeram um pontífice do “fim do mundo”, atualmente com 86 anos.

O “olhar para as periferias”, a preocupação permanente pelos mais desfavorecidos, a luta contra os escândalos dos abusos sexuais, a defesa do ambiente e da “casa comum”, a par da reorganização da cúria e da abertura da discussão do caminho a seguir a todos os católicos, são alguns dos pontos que caracterizam a década do argentino Jorge Mário Bergoglio à frente da Igreja Católica.

Francisco, e não obstante os “ventos de abertura”, pouco tempo depois da sua eleição, na encíclica “Lúmen Fidei” (Luz da Fé) – texto que havia sido iniciado pelo seu antecessor Bento XVI, que renunciou ao papado em 28 de fevereiro de 2013 -, reiterava a firme oposição ao casamento homossexual, ao mesmo tempo que pedia aos crentes que “não sejam arrogantes”, mas “abertos ao diálogo”, incluindo com os não crentes.

Mas seria dois anos depois, com a encíclica “Laudato Si” (Louvado Sejas), que o Papa argentino assumiu uma das suas grandes causas, defendendo que os países ricos devem sacrificar algum do seu crescimento e libertar recursos necessários para os países mais pobres, num texto em que propôs uma revolução social, ambiental e económica.

“Chegou a hora de aceitar crescer menos em algumas partes do mundo, disponibilizando recursos para outras partes poderem crescer de forma saudável”, escreveu o Papa na encíclica publicada em junho de 2015.

Cobrindo temas que vão do ambiente ao desemprego, Francisco apelou às potências mundiais para salvarem o planeta, considerando que o consumismo ameaça destruir a Terra e denunciando o egoísmo económico e social das nações mais ricas.

“Hoje, tudo o que é frágil, como o ambiente, está indefeso em relação aos interesses do mercado divinizado, transformado em regra absoluta”, criticou Bergoglio.

Para o Papa, não há dúvida de que o aquecimento global é consequência da ação humana, afeta principalmente os mais pobres, e é preciso que “a humanidade tome consciência da necessidade de mudar modos de vida, produção e consumo” para o combater.

Francisco criticou um sistema económico que aposta na mecanização para reduzir custos de produção e faz com que “o ser humano se vire contra si próprio”, defendendo que o valor do trabalho tem de ser respeitado numa “ecologia integral”.

O Papa considerou que a conservação do planeta também passa por garantir habitação condigna e bons transportes públicos nas cidades. “Não são apenas os pobres, mas uma grande parte da sociedade tem sérias dificuldades para conseguir casa própria”, uma “questão central da ecologia humana”.

Na “Laudato Si”, Francisco avisou para o perigo de dar o controlo da água às multinacionais, manifestando-se contra a privatização de um “direito humano básico”.

Por outro lado, referiu-se aos “pulmões do planeta” repletos de biodiversidade como a Amazónia, a bacia hidrográfica do Congo e outros grandes rios ou os glaciares, importantes para “todo o planeta e para o futuro da humanidade” e propôs uma “discussão científica e social responsável e ampla” sobre o desenvolvimento e a utilização dos organismos geneticamente modificados para alimentação ou medicina.

Cinco anos depois, nova encíclica papal, intitulada “Fratelli Tutti” (Todos Irmãos), dedicada à fraternidade e amizade social, e na qual, Francisco criticou o reacendimento de populismos, racismo e discursos de ódio, lamentando a perda de “sentido social” e o retrocesso histórico que o mundo está a viver.

“A história dá sinais de regressão. Reacendem-se conflitos anacrónicos que se consideravam superados, ressurgem nacionalismos fechados, exacerbados, ressentidos e agressivos”, escreveu.

Identificou, então, o surgimento de “novas formas de egoísmo e de perda do sentido social mascaradas por uma suposta defesa dos interesses nacionais” e associou discursos de ódio a regimes políticos populistas e a “abordagens económico-liberais”, que defendem a necessidade de “evitar a todo o custo a chegada de pessoas migrantes”.

Sobre o racismo, Francisco disse ser um “vírus que muda facilmente” e “está sempre à espreita”, em “formas de nacionalismo fechado e violento, atitudes xenófobas, desprezo e até maus-tratos”.

Por isso, exortou os países a abandonarem o “desejo de domínio sobre os outros” e adotarem uma política “ao serviço do verdadeiro bem comum”.

O Papa defendeu ainda que o “desprezo pelos vulneráveis” pode esconder-se em formas populistas que, “demagogicamente, se servem deles para os seus fins”, ou em formas liberais “ao serviço dos interesses económicos dos poderosos”, e alertou para a diferença entre populismo e popular.

Com estas três encíclicas, o Papa expressou muitas das suas preocupações: a defesa do planeta, a luta por uma economia justa, o cuidado necessário aos mais vulneráveis, mas também a manutenção de alguns pontos “inegociáveis”, como a oposição ao casamento homossexual defendida na “Lúmen Fidei”.

Seleção portuguesa feminina de futsal goleia Ucrânia em jogo amigável

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A seleção portuguesa feminina de futsal goleou a congénere da Ucrânia, por 7-0, em jogo de preparação disputado hoje no Pavilhão Polidesportivo de Rio Maior.

No primeiro de dois testes diante das ucranianas – o outro é no sábado, às 19:00 – para preparar o Campeonato da Europa, que se vai realizar em Debrecen, na Hungria, entre os dias 17 e 19, os golos da equipa portuguesa foram anotados por Janice Silva, que apontou um hat-trick, por Pisko, que ‘bisou’, por Carla Vanessa e por Ana Azevedo.

O primeiro golo da partida surgiu apenas aos nove minutos, já depois de Pisko e Ana Azevedo terem tentado a sua sorte, por intermédio de Janice Silva, num pormenor técnico de classe a picar sobre a guarda-redes ucraniana.

Logo de seguida, Fifó esteve próxima de aumentar a vantagem, mas Viktoriia Kyslova defendeu.

No entanto, aos 13 minutos, a guarda-redes ucraniana teve uma saída infeliz, que foi aproveitada da melhor forma por Pisko, que, com alguma sorte, viu a bola seguir para a baliza desprotegida, marcando naquela que foi a sua 100.ª internacionalização.

Já com Marta Costa na baliza portuguesa, a Ucrânia viria a atirar ao poste instantes depois.

Foi já aos 17 e aos 18 minutos da primeira parte que Janice Silva marcou por mais duas vezes, chegando ao hat-trick: o primeiro após uma jogada coletiva muito bem desenhada e o segundo num lance em que a pivô beneficiou de um ressalto para, já em cima da linha de golo, dar de calcanhar para o quarto tento da partida.

Na etapa complementar, e após ambas as equipas terem desperdiçado boas ocasiões de golo, Pisko aproveitou um ressalto dentro de área e dilatou a vantagem portuguesa, fazendo o seu segundo golo no encontro.

Pouco depois, Carla Vanessa, com um trabalho excecional sobre a adversária direta, atirou ao poste, sendo que, aos 38, a pivô não facilitou e aplicou um ‘chapéu’ perfeito naquele que terá sido o melhor golo da partida, que ainda contou com um golo da capitã Ana Azevedo, já no último minuto.

A equipa das ‘quinas’ defronta a Espanha no próximo dia 17, às 15:00, na primeira meia-final do Campeonato da Europa. Caso se qualifique para a final, o conjunto comandado por Luís Conceição pode encontrar novamente a Ucrânia, seleção que vai disputar a outra meia-final diante da Hungria.

Jogo disputado no Pavilhão Polidesportivo de Rio Maior.

Portugal – Ucrânia, 7-0.

Ao intervalo: 4-0.

Marcadores:

1-0, Janice Silva, 09 minutos.

2-0, Pisko, 13.

3-0, Janice Silva, 17.

4-0, Janice Silva, 18.

5-0, Pisko, 28.

6-0, Carla Vanessa, 38.

7-0, Ana Azevedo, 40.

Equipas:

  • Portugal: Ana Catarina, Inês Matos, Inês Fernandes, Carla Vanessa, Fifó, Cátia Morgado, Ana Azevedo, Janice Silva, Pisko, Sara Ferreira, Carolina Rocha, Odete Rocha, Raquel Santos, Lídia Moreira e Marta Costa.

Treinador: Luís Conceição.

  • Ucrânia: Viktoriia Kyslova, Anna Shulha, Nataliia Mytrofanska, Polina Drozd, Iuliia Tytova, Alona Kyrylchuk, Kseniia Hrytsenkko, Snizhana Volovenko, Olenksandra Skybina, Anastasiia Terekh, Iryna Dubytska, Taisiia Babenko, Iuliia Forsiuk e Vira Diatel.

Treinador: Oleg Shaytanov.

Árbitro: Cristiano Santos (AF Porto), Rúben Santos (AF Porto), Eduardo Coelho (AF Aveiro) e Luís Santos (AF Lisboa).

Ação disciplinar: nada a registar.

Assistência: 440 espetadores.

Frederico Morais vai à repescagem na prova de Supertubos

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O português Frederico Morais foi terceiro e último da quinta bateria da ronda inaugural da prova de elite da Liga Mundial de Surf (WSL) na Praia de Supertubos, em Peniche, e vai disputar a ronda de eliminação.

‘Kikas’ obteve 8,03 pontos nas duas melhores ondas (4,63 e 3,40), em 20 possíveis, atrás do australiano Jack Robinson, com 9,17 pontos (5,67 e 3,50), atual líder do ranking, e do havaiano Barron Mamiya, com 9,10 pontos (4,67 e 4,43).

A terceira etapa do circuito mundial começou hoje na Praia de Supertubos, depois de três dias de espera pelas melhores condições, e prevê-se competição durante todo o dia.

Nota para Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial, que competiu na primeira bateria do dia e também foi relegado para a repescagem, pontuando 5,10, contra os 11,10 do australiano Ethan Ewing e os 8,67 do costa-riquenho Carlos Muñoz.

O francês Maxime Huscenot (4,40), o havaiano Ezekiel Lau (9,30) e o brasileiro Caio Ibelli (7,60) também ficaram no último posto das respetivas baterias (segunda, terceira e quarta, respetivamente) e também vão lutar pela continuidade na prova na ronda de eliminação.

O período de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito mundial, em Peniche, começou na quarta-feira (08 de março) e decorre até 16 de março, com a presença dos portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins.

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