34.2 C
Caldas da Rainha
Sábado, Julho 4, 2026
Início Site Página 851

Prova da elite mundial em Supertubos arranca para dia cheio de ação

0

A prova portuguesa do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL) começou hoje na Praia de Supertubos, em Peniche, depois de três dias de espera pelas melhores condições, e vai haver competição durante todo o dia.

“Um grande dia de competição é esperado em Supertubos, começando com 12 ‘heats’ [baterias] da ronda inaugural masculina. De seguida, será realizada a ronda de abertura feminina e, mais tarde, também a ronda de eliminação feminina, caso as condições o permitam”, anunciou em comunicado a organização.

O período de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito mundial, em Peniche, começou na quarta-feira (08 de março) e decorre até 16 de março, com a presença dos portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins.

Kelly Slater admite alterações no formato do circuito da elite mundial de surf

0

O ex-campeão Kelly Slater considerou hoje que o formato do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), estreado em 2022, com um corte de atletas no meio da época e um dia decisivo das finais, pode ser aperfeiçoado.

“Todos sabemos agora o que temos de fazer para ser campeão do mundo. Não temos de ganhar o ano todo, temos que ganhar em Trestles [dia das finais na Califórnia, Estados Unidos]. Por isso, só se ganha uma vez. Se concordo [com o modo] como atribuímos o título mundial é uma questão diferente. Eu realmente não concordo com isso, porque estamos a definir quem é o campeão do mundo num sítio, num dia, em determinadas condições”, assumiu aos jornalistas o norte-americano, 11 vezes campeão do mundo.

Segundo Kelly Slater, que está em Peniche para competir na prova de Supertubos, “o campeão mundial é definido, historicamente, à volta do mundo, em diferentes condições, em [ondas] direitas, esquerdas, [com o mar] grande, pequeno, boas e más ondas”. “Portanto, é de pensar que o título mundial devia ser dependente disso, sobretudo”, defendeu.

Sobre as alternativas possíveis para o atual formato do circuito da elite mundial de surf, nos quadros masculino e feminino, Kelly Slater lançou algumas ideias.

“Eles também podiam construir alguma espécie de sistema com limitações, ou uma escala. Assim, se alguém está tão destacado [na liderança], talvez o segundo, o terceiro ou o quarto teriam de batê-lo por muito”, sublinhou, acrescentando que, “se calhar, a pessoa na liderança só teria de ganhar um ‘heat’ [bateria], e a pessoa que vai atrás teria de ganhar dois, três, quatro ou cinco ‘heats’ para apanhá-lo, isso tornaria um pouco mais justo, como um sistema com limitações”.

E salientou: “Mas ainda penso que viajamos por todo o mundo para mostrar o nosso surf em diferentes localizações, e em diferentes condições, e é isso que determina quem é o melhor surfista nesse ano”.

Questionado sobre se o corte no número de desportistas que integram o circuito principal a meio da temporada é justo, Kelly Slater também levantou algumas dúvidas.

“Não sei se é justo ou não. Da primeira vez que ganhei um título mundial, em 1992, no ano seguinte eu estava em 28.º do mundo quando faltavam quatro eventos para acabar o campeonato. Portanto, dá para imaginar que se alguém começa mal o ano, mesmo que tenha talento, se estiver com problemas de resultados, por atravessar um momento difícil a nível pessoal ou estar com uma lesão, é assim [que define] a carreira”, afirmou.

De acordo com o mais titulado surfista da história do surf mundial, o objetivo da WSL é lógico e passa por rentabilizar o ativo de que dispõe.

“Todos sabemos a razão [para as alterações]. Estamos a tentar ter um circuito eficiente, que faça dinheiro, para podermos ter algo sustentável, mas ser à custa dos surfistas é uma decisão difícil. Não sei o que sinto sobre isso, acho que não o prefiro [face ao formato anterior]. Se surfas tão bem que chegas ao ‘tour’ [circuito de elite], devia haver a chance de competir o ano inteiro”, assinalou.

Como é seu hábito, Kelly Slater, uma das vozes mais respeitadas no mundo do surf, olha sempre para as ‘duas faces da moeda’, o que acontece também sobre o atual formato da WSL.

“Mas também, genericamente, se alguém vai ser ‘cortado’, então não é uma ameaça ao título mundial, e estamos a falar de tentar ser campeão mundial, e o campeão mundial em 99% das vezes vai estar no ‘top 18’. É apenas uma questão de tornar os eventos mais eficientes. Também devido ao facto de ser necessário tantos dias para a competição, devido a ter tanta gente no ‘tour’, isso torna difícil terminar com boas ondas e maximizar as condições”, sublinhou.

Slater recordou que “a maioria das ondulações tem dois dias bons de surf”. “E nós temos três a quatro dias de competição quando há tanta gente. Por isso, estamos a tentar fazer com que os números batam certo”, sublinhou o atleta de 51 anos.

Quanto a alternativas, Slater recordou que “já foi falado em determinada altura ter menos pessoas no ‘tour’” do que no formato atual, considerando que “isso seria uma opção diferente”, mas possível.

“Se começássemos com 22, se tivéssemos menos surfistas, isso tornaria uma ‘tour’ mais desafiante para alcançar. Não sei se há uma resposta certa, mas no fim do dia penso que o melhor surfista do mundo vai estar no ‘top 5’ e vai ganhar o título mundial, tal como no quadro feminino. O creme sobe ao topo, como dizem”, rematou.

O período de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito mundial, em Peniche, começou na quarta-feira (08 de março) e decorre até 16 de março, com a presença dos portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins.

Nove em cada 10 escolas deixaram de vender bolachas, bolos e refrigerantes

0

Nove em cada 10 escolas deixaram de ter à venda nos bares produtos como bolachas, bolos e refrigerantes após a aplicação das novas regras, que foram mais difíceis de aplicar no caso das máquinas de venda automática.

As conclusões são de um estudo das direções-gerais da Saúde e Educação, divulgado hoje, que avalia a implementação, em 405 agrupamentos de escolas públicas, das normas para a venda de géneros alimentícios que entraram em vigor em 2021.

De acordo com o relatório, mais de 90% dos bares escolares deixaram de disponibilizar produtos de pastelaria, refrigerantes, bolachas e biscoitos.

Entre as comidas “proibidas”, as mais difíceis de encontrar atualmente são refeições rápidas, sobremesas doces, ‘snacks’ doces e salgados, guloseimas ou sandes com molhos, disponibilizadas por menos de 1% das escolas.

Por outro lado, as mais frequentes são barritas de cereais e gelados, mas, ainda assim, a maioria das escolas é cumpridora.

As que não são – acrescenta o relatório – “procuram disponibilizar opções alimentares que apresentam um melhor perfil nutricional”.

Quanto aos produtos que passaram a ser obrigatórios, a principal dificuldade das escolas parece ter sido em introduzir as saladas e as sopas, disponibilizadas em menos de um terço dos bares.

Entre os restantes, a esmagadora maioria tem leite simples e pão conforme as normas, mas há ainda alguns bares que não disponibilizam fruta fresca (14,4%), iogurtes (13,4%) e água potável gratuita (10,9%).

No grupo dos alimentos que, não sendo obrigatórios, podem ser disponibilizados, as opções mais comuns são os sumos naturais, bebidas com pelo menos 50% de fruta ou hortícolas e monodoses de fruta, além das tisanas e infusões de ervas sem adição de açúcar.

“No global, verificou-se que 29,8% dos bufetes analisados apresentam pelo menos uma não-conformidade quanto aos alimentos a não disponibilizar e 27,5% dos bufetes apresentam pelo menos uma não-conformidade relativamente aos alimentos a disponibilizar obrigatoriamente”, refere o relatório.

Os números são, no entanto, menos animadores quando se olha para as máquinas de venda automática.

Nesse caso, quase todas falham nos alimentos obrigatórios e cerca de metade vendem alimentos que não deveriam ser disponibilizados.

Cerca de 31% das escolas têm destas máquinas disponíveis para os alunos e, segundo as conclusões do estudo, é aí que os jovens têm maior acesso a produtos que não estão de acordo com a legislação, como bolachas e biscoitos, barritas de cereais e chocolates.

Por outro lado, será muito difícil encontrar sopas, saladas ou fruta fresca e cerca de metade também não tem leite simples, iogurtes e pão de acordo com os critérios definidos.

As novas normas a ter em conta na elaboração das ementas e na venda de géneros alimentícios nos bares e nas máquinas de venda automática nas escolas públicas entraram em vigor no ano letivo 2021-2022 com o objetivo de promover o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis.

O estudo de monitorização foi conduzido entre 05 de maio e 15 de julho do ano passado.

Papa disponível para rever celibato na Igreja Católica

0
A entrevista do Papa Francisco ao Infobae, site de informação on-line argentino (Vatican Media)

Papa Francisco manifestou-se hoje disponível para rever o celibato no seio da Igreja católica, por ser uma “receita temporária” da igreja ocidental.

“Não há nenhuma contradição em que um padre se possa casar. O celibato na Igreja ocidental é uma prescrição temporária: Não sei se se resolve de uma forma ou de outra, mas é provisório nesse sentido”, disse o Papa Francisco, numa entrevista a partir da sua residência, na Cidade do Vaticano, Itália, ao portal argentino Infobae por ocasião do décimo aniversário do seu pontificado.

Questionado sobre se a questão do celibato “poderia ser revista”, o chefe da Igreja católica respondeu “sim, sim”, acrescentando que muitos dos membros da Igreja do oriente, aqueles que o desejem, “são casados”.

“Na Igreja Católica há sacerdotes casados: Todo o rito oriental é casado. Todo. Aqui na Cúria temos um – hoje deparei-me com ele – que tem a sua esposa, o seu filho”, revelou Francisco.

Na entrevista, o Papa reconheceu que “às vezes o celibato pode levar ao machismo” e destacou a necessidade de nomear mais mulheres para cargos de responsabilidade no Vaticano.

“O Conselho da Economia é composto por seis cardeais e seis leigos. Os leigos [eram] todos homens, claro. Teve de ser renovado e coloquei um homem e cinco mulheres (…). Em vez de colocar um vice-governador, coloquei uma vice-governadora, e ele [o governador, Fernando Berges] sente-se muito mais ajudado porque as mulheres resolvem as questões e resolvem bem”, admitiu o Papa.

“Elas têm outra metodologia. Elas têm um senso de tempo, de espera, de paciência, diferente do dos homens. Isso não diminui os homens, eles são apenas diferentes e têm de se complementar”, acrescentou.

Estas questões surgem numa altura de revelações de escândalos de abusos sexuais no seio da Igreja em todo o mundo – recentemente em Portugal uma comissão independente apontou centenas de casos após uma investigação – e num crescente debate sobre se este problema estará ou não relacionado com a obrigatoriedade de celibato na Igreja Católica.

Surge também após o eclodir, há cerca de três anos, de um processo sinodal na Alemanha, um fórum de diálogo que busca fórmulas para superar a crise que a Igreja Católica vive, abalada por escândalos de abuso sexual de menores.

Nos últimos meses foram avançadas propostas como o fim do celibato obrigatório ou também que as mulheres tenham acesso ao sacerdócio, bem como questões sobre a homossexualidade, o que está a causar um mal-estar no Vaticano e temores de uma rutura na Igreja alemã.

O Vaticano considerou no passado que “não seria lícito iniciar o fim do celibato nas dioceses antes de um acordo a nível da Igreja universal, de novas estruturas ou doutrinas oficiais, para evitar que representassem uma ferida para a comunhão eclesial e uma ameaça à unidade da Igreja”.

O Papa Francisco, de 86 anos, completará na próxima segunda-feira uma década à frente da Igreja Católica, período durante o qual concentrou os seus esforços na reforma da Santa Sé, tentando torná-la mais transparente e eficaz, apesar da oposição dos mais conservadores do Vaticano, escreve o Infobae.

Museus e monumentos nacionais recuperaram dois milhões de visitantes em 2022

0
Museu José Malhoa nas Caldas da Rainha | foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os museus, monumentos e palácios nacionais recuperaram quase dois milhões de visitantes em 2022, das perdas durante a pandemia, somando um total de 3.339.416 entradas, indicam as estatísticas da Direção-Geral do Património Cultural hoje avançados à agência Lusa.

Os números ficam no entanto aquém dos cerca de quatro a cinco milhões, atingidos antes da pandemia, entre 2017 e 2019.

No ano de 2021, o conjunto de 25 equipamentos tutelados pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), reunindo museus, monumentos e palácios, tinha somado 1.346.250 visitantes, tendo-se registado um aumento de 1.993.166 visitantes (148,1%) entre esse ano e 2022, indicam os números oficiais.

Em 2020, registaram-se 1.295.528 entradas, o que revela uma recuperação gradual após o período das grandes restrições devido à pandemia covid-19, que provocou fortes perdas de visitantes e receitas, da ordem dos 70%.

O número de visitantes de 2022 ainda fica, no entanto, aquém da melhor marca pré-pandemia, obtida em 2017, com 5.072.266 entradas (+34,2% do que em 2022), e também de 2018, que tinha apontado 4.677.407 entradas (+28,6%), e de 2019, com 4.685.371 (+28,7%), de acordo com os dados estatísticos da DGPC.

Contactada pela Lusa sobre o balanço de visitantes, a DGPC toma como ano de referência 2017 – ano em que museus e monumentos nacionais ultrapassaram pela primeira vez os cinco milhões de entradas –, e sublinha que foram os monumentos os equipamentos que recuperaram mais em 2022, depois da pandemia, afastando-se, em média, -29% daquele valor, enquanto os museus tiveram -41% e os palácios -43,7%.

Quanto aos equipamentos culturais mais visitados neste universo de equipamentos culturais nacionais, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, está no topo, com 870.321 entradas e a Torre de Belém, também na capital, somou 377.780 visitantes.

Ambos os monumentos estão classificados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) como Património Mundial desde 1983.

O Mosteiro da Batalha destaca-se igualmente, com um total de 288.386 visitantes, no ano passado, e o Mosteiro de Alcobaça, com 193.881 entradas.

Nos monumentos sobressaem ainda o Convento de Cristo, em Tomar, também classificado como Património Mundial, em 1983, e considerado um dos mais importantes conjuntos monumentais em Portugal, que regista 260.871 visitas no ano passado.

Nos palácios, lidera o Palácio Nacional de Mafra – inscrito como Património Mundial em 2019 – que registou 189.694 entradas em 2022, seguido do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, com 94.307 visitantes.

Em 2022, nos museus, o quadro estatístico indica que o Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, somou 202.900 visitantes, seguido do Museu Nacional dos Coches, também na capital, com 181.594 entradas, e do Museu Monográfico de Conímbriga, com 132.004 visitantes.

Ainda no universo dos museus nacionais, o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, somou 98.626 entradas, o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado registou 52.901, e o Museu Nacional de Arqueologia – encerrado desde 07 de fevereiro do ano passado para obras no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência – ficou-se pelos 46.803 visitantes.

O Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, registou 44.166 entradas e o Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, 33.479.

O Panteão Nacional, em Lisboa, somou 146.070 entradas, ainda segundo as estatísticas da DGPC enviadas à Lusa.

Em 2021, o Observatório Português de Atividades Culturais (OPAC) avaliou que, globalmente, o universo de 660 museus do país tinha sofrido uma perda entre 70 e 80 por cento de entradas devido às restrições impostas pela pandemia covid-19, tendo os visitantes ficado reduzidos praticamente aos nacionais.

Leiria: SMAS com obras de 6,5 milhões de euros em curso

0
SMAS com obras de 6,5 milhões de euros em curso | Município de Leiria

Os SMAS de Leiria e o Município promoveram, esta quarta-feira, uma visita pelas obras de saneamento e abastecimento que têm em curso nas freguesias de Colmeias, Milagres, Monte Redondo e Coimbrão, num investimento de 6,5 milhões de euros.

Em Colmeias, trata-se de um investimento de 810 mil euros, na rede de drenagem de águas residuais nos lugares de Raposeira, Vale da Raposeia e Lameiria, com um total de 10.765 metros de coletor, 191 ramais e uma estação elevatória.

Nos Milagres, o investimento é de 990 mil euros e contempla a rede de drenagem de águas residuais nos lugares de Colónia Agrícola, Portela da Mata, Mata (parte), Casal do Pilha e Alcaidaria (parte), num total de 9.986,7 metros de coletor, 178 ramais e três estações elevatórias.

Já em Monte Redondo, a obra prevê intervenção nos lugares de Monte Redondo (parte), Santo Aleixo, Paço, Ribeira da Bajouca, Lezíria, Montijos, Matos e Lavegadas de Cima (parte) e ainda a reabilitação da rede de distribuição de água do reservatória da freguesia (zona alta), estando estimado um investimento de 2,9 milhões de euros.

Esta rede de saneamento compreende 31.927 metros de coletor, 697 ramais e uma estação elevatória, enquanto a rede de água contempla 10.306 metros de condutas e 102 ramais.

Na EN109-9, via que inicia em Monte Redondo e passa pelo Coimbrão, encontra-se em curso a construção da conduta adutora até à Praia do Pedrógão, num investimento de 1,6 milhões de euros, com 12.932,2 metros de condutas da rede de água.

“Estamos a dar continuidade ao investimento na extensão da rede de saneamento no concelho, que consideramos de grande importância para garantir acesso à população a este serviço de enorme importância para a qualidade de vida, mas também por se tratar de um desígnio ambiental que assumimos para a nossa região”, destaca o Presidente da Câmara Municipal de Leiria e do Conselho de Administração dos SMAS, Gonçalo Lopes.

“Nesta fase, os trabalhos ocorrem em zona de maior dispersão habitacional, que envolvem um investimento maior, mas que vão contribuindo para irmos paulatinamente aumentando a taxa de cobertura que, com estas obras, vai atingir os 95 por cento”, acrescenta.

A visita contou com a presença do Presidente da União de Freguesias de Colmeias e Memória, Artur Santos, do Presidente da Junta de Freguesia de Milagres, Mário Gomes, da Presidente da União de Freguesias de Monte Redondo e Carreira, Céline Gaspar, e do Presidente da Junta de Freguesia de Coimbrão, Tiago Santos.

Greve na CP levou à supressão de 695 comboios de 989 programados até às 18:00

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A greve dos maquinistas da CP, que hoje dura 24 horas, levou à supressão, entre as 00:00 e as 18:00, de 695 comboios de um total de 989 programados, segundo informação divulgada pela transportadora.

Neste período, foram efetuados 294 comboios, incluindo 293 de serviços mínimos. O nível de supressão foi de 70,3%.

No longo curso, foram suprimidos 41 comboios de 59 estimados e, no regional, de 237 composições programadas não se realizaram 166.

Nos urbanos de Lisboa, foram suprimidos 328 comboios de 468 programados e no Porto não circularam 141 de um total estimado de 198.

Nos urbanos de Coimbra foram suprimidos 19 comboios em 27 previstos neste período.

Os maquinistas da CP cumprem uma nova greve de 24 horas, desde a meia-noite, com serviços mínimos decretados, convocada pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ), contra a última proposta de aumentos salariais de 51 euros.

A empresa prevê “fortes impactos” na circulação, hoje, e ligeiras perturbações nos restantes dias até dia 18, em que os maquinistas não irão realizar serviços que durem mais de sete horas e meia.

O tribunal arbitral decretou serviços mínimos de cerca de 30% a nível nacional, bem como no que seja necessário à segurança e manutenção do equipamento e instalações e de serviços de emergência e comboios de socorro.

A paralisação foi convocada em protesto contra a última proposta da empresa de aumentos salariais de 51 euros, que representa uma progressão média na carreira de 3,89% e que a estrutura sindical considera “claramente inaceitáveis”.

Assim, entre as 00:00 e as 23:59 de hoje, os trabalhadores fazem “greve à prestação de todo e qualquer trabalho dos trabalhadores das categorias representadas pelo SMAQ (com efeitos às últimas horas de quinta-feira e as primeiras horas de sábado)”.

Em fevereiro, as greves convocadas por vários sindicatos da CP levaram à supressão de centenas de comboios por dia.

Habitação: Associação de condomínios quer frações com fim habitacional e de alojamento local

0
© Município de Santarém

A Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios (APEGAC) defendeu hoje que as frações em propriedade horizontal possam ter fim habitacional e de alojamento local, caso seja essa a vontade da maioria do valor total do prédio.

A APEGAC submeteu esta posição na consulta pública ao programa “Mais Habitação”, que contempla medidas que vão custar, pelo menos, 900 milhões de euros, segundo as estimativas do Governo.

“A APEGAC decidiu participar na consulta pública no âmbito do programa governamental “Mais Habitação”, sublinhando a necessidade de revisão da lei para que as frações em propriedade horizontal possam ter fim habitacional e de alojamento local, desde que seja essa a vontade de maioria do valor total do prédio”, indicou, em comunicado.

De acordo com a legislação do programa, a assembleia de condóminos pode, no caso da atividade de alojamento local ser exercida numa fração autónoma de um edifício ou numa parte de prédio urbano, “suscetível de ser independente”, opor-se à atividade de alojamento local.

Esta decisão tem que ser tomada por mais de metade da permilagem do edifício.

A exceção aplica-se quando o título construtivo preveja expressamente a utilização da fração para alojamento local ou se houver uma “deliberação expressa” da assembleia de condóminos para esse fim.

Para a associação, a inclusão de uma fração autónoma de edifício como parte de um prédio urbano suscetível de utilização independente “não é a mais adequada quando se pretende que seja a assembleia de condomínios a pronunciar-se”.

Conforme sublinhou, o atual regime de alojamento local (AL) não prevê que a assembleia de condóminos se pronuncia previamente ao licenciamento da atividade pela autarquia, em condomínios.

Assim, a APEGAC disse ser claro que esta norma só se aplica a situações já licenciadas, “continuando a autarquia a poder licenciar a atividade de AL sem que a assembleia de condóminos tenha de se pronunciar previamente ao licenciamento”.

Citado na mesma nota, o presidente da APEGAC, Vítor Amaral, considerou que tal “criará falsas expectativas a quem pretenda investir em AL”, uma vez que poderá obter a licença e, só depois do investimento, vir a ter oposição por parte da assembleia de condóminos.

De acordo com a associação, o regime jurídico das propriedades horizontais prevê que as assembleias de condóminos sejam “convocadas exclusivamente pelo administrador”, por condóminos que representem, pelo menos, um quarto do valor total do prédio ou, em caso excecional, “recorrer dos atos do administrador por um condómino”.

No entanto, a assembleia de condómino ordinária é realizada uma vez por ano.

Assim, conforme apontou, colocam-se duas questões: “tendo decorrido a assembleia ordinária de condóminos e só posteriormente se coloque a possibilidade de haver oposição ao exercício da atividade de AL, essa oposição só poderá manifestar-se numa assembleia ordinária”.

Por outro lado, questionou quem é que irá convocar a assembleia de condóminos, uma vez que o administrador não o deverá fazer porque “não lhe cabe tomar posição sobre a utilização de frações autónomas e deverá ter uma postura de isenção”.

A associação notou também que “não será fácil” reunir condóminos que representem um quarto do valor total do prédio para convocar a assembleia.

Neste sentido, a associação disse acreditar que se deveria prever que a assembleia fosse convocada pelo administrador, quando isso lhe fosse exigido, por escrito, por condóminos que representem 25% do valor total do prédio.

A norma prevê ainda que possa haver deliberação expressa pela maioria do valor total do prédio, a autorizar a utilização da fração para AL, mas a associação notou que tal desconsidera um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que entende que “no regime da propriedade horizontal, a indicação do título construtivo, de que certa fração se destina a habitação, deve ser interpretada no sentido de nela não ser permitida a realização de alojamento local”.

À luz deste acórdão, a norma em análise “viola o disposto do artigo 1.1419.º do Código Civil, que exige a aprovação por unanimidade quando se trate de alteração do fim a que se destina a fração”, referiu.

Assim, precisou a associação, mesmo que assembleia decida, por maioria, autorizar o alojamento local, qualquer condómino pode recorrer a tribunal, considerando que há uma alteração ao fim a que se destina a fração.

A associação sugere, por isso, que a alteração do fim a que se destina a fração, de habitação para alojamento local, seja possível com os votos da maioria do valor total do prédio.

Já no que se refere ao artigo 28.º, que determina que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a câmara municipal e a junta de freguesia podem determinar a interdição temporária da exploração do alojamento local, a associação vincou que é conhecida a escassez dos meios técnicos e humanos das juntas de freguesia.

“À APEGAC não parece adequado entregar a este órgão autárquico um poder absolutamente desenquadrado das suas funções, com a agravante de não ter intervenção no processo de licenciamento”, sustentou.

A associação pronunciou-se ainda sobre a reversão de uma fração habitação, depois de ser alterada para AL, referindo que “deveria considerar-se que não existe alteração ao fim a que se destina a fração de habitação quando passe para AL, mas que ao fim habitacional se acrescente o exercício de AL”, passando a fração a ter os dois fins, desde que fosse esta a vontade da maioria do valor total do prédio.

Dia Internacional da Mulher assinalado com palestra “O Impacto das Mulheres no Mundo Atual”

0
Município de Santarém

Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, o Município de Santarém organizou na manhã do dia 08 de março, uma palestra intitulada “O Impacto das Mulheres no Mundo Atual”, no Teatro Sá da Bandeira.

Com um painel de excelência, composto por Carmen Antunes, Vereadora da Câmara Municipal de Santarém, Inês Barroso, Deputada da Assembleia da República, Vânia Horta, Chefe de Divisão da Educação, Juventude e Desporto, Anabela Tereso, Administradora ValGrupo, Maria Potes Barbas, Head of Research Unit do Instituto Politécnico Santarém, Ana Carreto, Diretora Relações Externas Centro/ Sul de Portugal da Mercadona, Filipa Martinho, Administradora Delegada ISLA Santarém e Salomé Rafael, Presidente Conselho de Administração Escola Profissional Vale do Tejo, cada uma das oradoras deu o seu testemunho relativamente à experiência que têm tido na sua atividade profissional e como têm ocorrido ao longo dos anos mudanças de paradigma, relativamente ao papel da Mulher no mundo empresarial: onde as mulheres estão a ser cada vez mais reconhecidas pelo seu valor e mérito.

Sob a moderação de Cecília Carmo que também falou da sua experiência profissional como jornalista desportiva, foi também discutida a relação entre a vida profissional e a vida privada e como toda essa gestão é efetuada e o seu impacto em ambos os lados.

Carmen Antunes afirma que “este evento assinala o Dia da Mulher, mas também pretende enaltecer o papel que as instituições públicas e privadas têm tido na mudança de paradigma da sociedade ao nível da igualdade de géneros. Onde, cada vez mais, se deve olhar não para homens e mulheres, mas para pessoas, este paradigma da igualdade deve ser abordado e trabalhado a partir da educação e do seio familiar para que haja um equilíbrio na sociedade”.

Em jeito de conclusão, foi abordada a questão de ainda haver muitos lugares no mundo, onde as mulheres não têm a liberdade a que estamos habituados e a esse nível existe ainda um longo caminho pela frente.

Terceiro dia sem ação na prova de surf em Supertubos

0

O início da prova portuguesa do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), em Peniche, foi novamente adiado por falta de condições, pelo terceiro dia consecutivo, com a próxima chamada marcada para sábado de manhã.

“Tentámos esperar o máximo que podíamos pela subida da maré e por uma pequena ajuda do vento, mas tal não se materializou. Tivemos alguns surfistas a praticar na área e as condições eram mesmo más. Por isso, estamos ‘off’ para o dia e vamos tentar novamente amanhã”, realçou em comunicado Renato Hickel, diretor de competição da WSL.

O período de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito mundial, em Peniche, começou na quarta-feira (08 de março) e decorre até 16 de março, com a presença dos portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins.

“Com um ‘mix’ [mistura] melhor entre a ondulação e ventos mais ligeiros estamos confiantes que vamos avançar com ‘heats’ [baterias] amanhã”, acrescentou Renato Hickel.

Optimized by Optimole