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Domingo, Julho 5, 2026
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Chamusca recebe 1ª Edição do Festival das Sopas Ribatejanas

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Romana, Cláudia Pascoal e Pedro Pinhal com a participação especial de Teresa Tapadas e Manuel João Ferreira são os cabeças de cartaz do evento com destaque para os chefs Hernani Ermida e José Maria Lino

A freguesia de Vale de Cavalos, no concelho da Chamusca, recebe nos dias 24, 25 e 26 de março a 1ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DAS SOPAS RIBATEJANAS, numa organização conjunta entre o Município da Chamusca e a Junta de Freguesia de Vale de Cavalos.

Este evento, já há muito tempo desejado pela população valcavalense, por retratar a freguesia, tem como objetivo a divulgação e valorização das sopas ribatejanas e contará com a colaboração de associações, coletividades e agentes económicos.

Ao longo dos três dias do Festival serão servidas 15 variedades de sopas típicas ribatejanas, confecionadas com os produtos endógenos do concelho, dando ainda espaço para outras atividades como espetáculos e concertos de música, workshops, caminhada, expositores locais, artesanato ou folclore.

Destaque para os SHOWCOOKINGS com os conceituados Chefs Hernâni Ermida (sábado, 25 de março) e José Maria Lino (domingo, 26 de março), nos quais o público é convidado a degustar as sopas preparadas pelos Chefs. O primeiro dia do Festival será marcado por um showcooking que contará com a participação especial de Romana (sexta-feira, 24 de março).

A animação musical está garantida com os concertos de Romana (24 de março), Cláudia Pascoal (25 de março) e Pedro Pinhal, num espetáculo que contará com a participação especial dos fadistas Teresa Tapadas e Manuel João Ferreira (26 de março). A música promete continuar pela noite dentro, com o DJ Hugo Luz e o DJ André Gaspar, sexta-feira e sábado, respetivamente.

Considerada o prato mais antigo do mundo, a rainha deste festival costuma ser servida habitualmente ao início das refeições principais. No entanto, para os apreciadores, a sopa pode mesmo ser o prato principal, um destaque que lhe é mais do que justo, dado ao seu elevado valor nutricional.

Na gastronomia portuguesa, a sopa tem um lugar de destaque e assume a sua versatilidade, podendo ser o conforto dos dias mais invernosos, ou o refresco de um dia quente de verão.

A sopa é um convite aos sentidos (através dos seus cheiros, das suas cores e das suas texturas), ao despertar das emoções (nas memórias que contém) e à adoção de uma alimentação saudável (pelas propriedades nutricionais que lhe são conhecidas).

Nesta 1.ª Edição do Festival das Sopas Ribatejanas de Vale de Cavalos, deixe-se surpreender numa viagem pelas histórias, sabores e cores do Ribatejo.

O certame decorre no Largo de Nossa Senhora dos Remédios em Vale de Cavalos. A entrada é livre.

Fadista Duarte e Sexteto Bernardo Moreira vencem Prémio Carlos Paredes

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Fadista Duarte e Sexteto Bernardo Moreira vencem Prémio Carlos Paredes | Jazz.pt

O Sexteto Bernardo Moreira e o fadista Duarte são os vencedores do Prémio Carlos Paredes 2022, respetivamente pelos trabalhos “Entre Paredes” e “No Lugar Dela”, foi hoje divulgado.

A decisão do júri foi “unânime”, realçando a “grande qualidade das candidaturas apresentadas, quer autorais, arranjos e improvisos”, segundo comunicado da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que promove o prémio.

Tendo-se registado uma descida no número de candidaturas apresentadas, o júri realçou que a “qualidade é maior nos conteúdos, verificando-se uma coerência estética a todos os níveis”.

Referindo-se ao álbum “No lugar dela”, de Duarte, o júri salientou “o bom gosto, o rigor da execução, solidez e maturidade e a grande criatividade” nas temáticas abordadas.

Relativamente a “Entre Paredes”, do Sexteto Bernardo Moreira, o júri realçou “a excelente transição das melodias de cordas para os sopros, a elegância da interpretação e as improvisações e o facto de ser uma homenagem ao grande compositor e músico Carlos Paredes”.

O prémio tem o valor pecuniário de 2.500 euros e o júri deste ano foi constituído pelo escritor José Jorge Letria, em representação da Câmara de Vila Franca de Xira, pelo compositor Pedro Campos, pela poetisa e compositora Amélia Muge, em representação da Sociedade Portuguesa de Autores, e pelo crítico musical Rui Filipe Reis.

O Prémio Municipal Carlos Paredes é atribuído desde 2003, quando foi ganho por Bernardo Sassetti (1970-2012), pelo seu álbum “Nocturno”; o ano passado, o vencedor foi Pedro Jóia pelo CD “Zeca”.

Vários artistas já receberam este galardão, entre eles Rão Kyao e Carminho (2013), Pedro Caldeira Cabral (2014), LST – Lisboa String Trio (2015), Pedro Mestre (2016), Ricardo Ribeiro e Artemsax (2017), Daniel Pereira Cristo (2018), Cristina Branco e José Valente (2019) e a Companhia do Canto Popular (2020).

Jazz.pt

A Semana da Cultura Tauromáquica está de regresso a Vila Franca de Xira

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De 18 a 26 de março, exposições, animações musicais, cinema, colóquios e tantas outras atividades vão dar o mote para viver e debater a Cultura Tauromáquica no nosso Concelho.

Numa organização conjunta entre a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e o Clube Taurino Vilafranquense, a Praça de Toiros Palha de Blanco vai dar lugar à maioria das atividades que, ao longo destes nove dias pensados para miúdos e graúdos, pretendem aprofundar as raízes e a identidade Vila-franquense.

Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, encerra para obras de requalificação

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, vai estar encerrado temporariamente para a realização de obras de requalificação, informou hoje a Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC).

O encerramento do museu, entre o próximo dia 20 e o dia 11 de abril, visa “garantir o cumprimento das medidas de segurança”, divulgou a DRCC em comunicado.

Segundo a DRCC, a requalificação, com um custo de 410.471,96 euros, “irá assegurar diferentes intervenções com vista a corrigir fragilidades identificadas e também modernizar as estruturas necessárias”.

A obra, incluída no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), prevê também a correção de falhas na cobertura e no sistema de drenagem de águas pluviais, responsáveis por infiltrações que põem em causa a conservação do acervo.

Está igualmente prevista a conservação e desinfestação preventiva dos materiais da reserva do museu, bem como a substituição dos painéis de policarbonato da cobertura e substituição dos revestimentos em telha cerâmica por outros em chapa de zinco.

Por último, será ainda instalada rede de ‘wi-fi’ e algumas soluções de interatividade, como a criação de uma visita virtual e a digitalização de 1.546 peças de acerco, em ‘2D’ e ‘3D’, que passarão a estar disponíveis ao público.

A obra foi iniciada em outubro de 2022 com o prazo de execução de dez meses, informou na altura a DRCC.

O museu José Malhoa, localizado no Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, alberga o maior núcleo reunido de obras do seu patrono e uma importante coleção de pintura e de escultura dos séculos XIX e XX, assumindo-se como o museu do naturalismo português.

A coleção ultrapassa os limites do edifício, incluindo uma exposição de esculturas no Parque D. Carlos I, com trabalhos de vários artistas e gerações, como Leopoldo de Almeida, Leonor de Albuquerque Bettencourt e João Fragoso.

Destacando-se por ter sido o primeiro edifício a ser projetado para fins museológicos em Portugal, o museu, cujo primeiro projeto arquitetónico data de 1940 (da autoria dos arquitetos Paulino Montês e Eugênio Correia), está classificado como imóvel de interesse público desde 2002.

Surfistas Medina e Colapinto fecham em beleza dia mais curto em Peniche

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O brasileiro Gabriel Medina, tricampeão mundial, e o norte-americano Griffin Colapinto, vencedor em Supertubos em 2022, garantiram hoje presença nos ‘oitavos’ da prova de elite da Liga Mundial de Surf (WSL) em Peniche, com exibições categóricas.

Depois de se terem realizado os ‘oitavos’ da prova feminina da parte da manhã, com a portuguesa Yolanda Hopkins em destaque ao eliminar a pentacampeã mundial Carissa Moore, do Havai, a organização interrompeu a competição durante algumas horas, lançando durante a tarde apenas as duas baterias que faltavam para fechar a ‘ronda dos 32’ da prova masculina.

Na bateria 15, Gabriel Medina (12,76 pontos) ultrapassou o havaiano Seth Moniz (9,50), e, no ‘heat’ 16, foi a vez de Colapinto (14,43) confirmar o favoritismo frente ao australiano Jackson Baker (13,17).

Os vencedores vão agora encontrar-se nos oitavos de final, naquela que é vista como uma ‘final antecipada’.

Com boas perspetivas de ondulação forte e vento favorável para terça-feira, a organização agendou a chamada para as 06:50, esperando-se um dia cheio de surf na Praia de Supertubos.

O MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito principal da WSL, arrancou no sábado e o período de espera decorre até 16 de março.

Julgamento de dois homens detidos com 48 quilos de canábis começa no dia 23 em Leiria

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© Tribunal Judicial da Comarca de Leiria

Dois homens detidos em abril de 2022, no concelho de Alcobaça, na posse de 48 quilogramas de canábis, começam a ser julgados pelo Tribunal Judicial de Leiria, no dia 23, pelos crimes de tráfico e furto qualificado.

Segundo o despacho de acusação, os homens e outras pessoas cuja identificação o Ministério Público (MP) não conseguiu obter, desde data não apurada, mas antes de 01 de dezembro de 2019, na execução conjunta de um plano para a obtenção de ganhos monetários, “passaram a dedicar-se à plantação de plantas de canábis”, para venda e cedência a terceiros.

Os arguidos, de 45 e 46 anos, estrangeiros, ocuparam uma habitação e um armazém na Estrada Nacional 8, em Alcobaça, tendo passado a viver naquela, enquanto que no armazém semearam plantas de canábis, “cujas sementes previamente haviam adquirido, adubaram-nas, regaram-nas e das mesmas cuidaram até atingirem a idade adulta e se encontrarem prontas para ser cortadas e transformadas em canábis, sob as formas de pólen, resina de haxixe e folhas, momento em que as destinariam a ser vendidas e cedidas a terceiros mediante contrapartida monetária”.

Na acusação, consultada pela agência Lusa, o MP descreve o que foi e onde foi apreendido (quartos, cozinha ou sala da residência e no armazém), no dia 12 de abril de 2022, quando os dois homens foram detidos pela Guarda Nacional Republicana.

No total, “os arguidos mantinham na sua posse e disponibilidade 48.835 gramas de canábis/folhas e sumidades, equivalente a 19.534 doses individuais com um valor de mercado de 244.275 euros, considerando o valor de cinco euros/grama”, lê-se no documento.

O MP refere que no armazém, “local escolhido com o propósito de ocultar a atividade ilícita que desenvolviam”, os acusados construíram “todo um sistema elétrico, de rega e de ventilação para que as mesmas [plantas de canábis] se desenvolvessem e, para, posteriormente, serem transformadas nas mais diversas formas, desde folhas e sumidades de canábis, pólen de canábis e em resina, vulgarmente designada de haxixe”.

De acordo com o MP, o sistema instalado pelos arguidos “destinava-se a maximizar a produção de canábis com o mínimo de intervenção humana”, para que a sua presença no local não fosse notada.

Para evitarem o dispêndio económico relativo ao consumo de energia elétrica necessária ao desenvolvimento da sua atividade, os arguidos, ou alguém a seu mando, “efetuaram uma ligação direta à rede de distribuição de energia elétrica”, pelo que entre dezembro de 2019 e abril de 2022 “beneficiaram da mesma sem efetuar o seu pagamento”, consumindo eletricidade no valor de 23.993,17 euros.

“Os arguidos conheciam as características estupefacientes das plantas que tinham consigo e sabiam que não tinham autorização legal para cultivar, comprar, vender, deter, ceder, transportar ou, por qualquer forma, manusear produtos estupefacientes, mas não se abstiveram de agir, o que fizeram de comum acordo”, sustenta o MP.

Para o MP, agiram “com o propósito concertado de ceder, mediante contrapartida monetária, as substâncias e plantas”, sabendo que “a quantidade que detinham era adequada a proporcionar-lhes ganhos” de valores avultados.

Ainda segundo o MP, os arguidos, acusados dos crimes de tráfico e outras atividades ilícitas agravado e de furto qualificado, atuaram para se apropriarem de eletricidade consumida, “sem pagamento do devido preço”.

Urgências pediátricas de S.Francisco Xavier e Torres Vedras fecham à noite a partir de abril

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© Centro Hospitalar do Oeste (CHO)

Os serviços de urgência de Pediatria dos hospitais S. Francisco Xavier (Lisboa), Beatriz Ângelo (Loures) e do Centro Hospitalar do Oeste vão encerrar à noite a partir de 01 de abril, anunciou hoje a Direção Executiva do SNS.

No âmbito da estratégia de reorganização do serviço de urgência de Pediatria na Região de Lisboa e Vale do Tejo, a Direção Executiva do SNS (DE-SNS) garante que nenhum dos 14 Serviços de Urgência de Pediatria desta região encerra.

No entanto, o número de unidades fechadas durante o período noturno, entre as 21:00 e as 09:00, aumenta para três, uma vez que o serviço de urgência do Hospital Beatriz Ângelo já estava fechado à noite e aos fins de semana por falta de profissionais.

Esta estratégia resulta de “longas semanas de trabalho, com os profissionais das várias instituições que estão no terreno, com a ponderação e diálogo necessários, visando a construção de respostas que visam assegurar a proximidade e o acesso da população ao SNS, sublinhando a enorme generosidade e esforço dos profissionais”, refere a DE-SNS em comunicado.

O Centro Hospitalar de Setúbal passa a encerrar quinzenalmente a urgência de pediatria, entre as 21:00 de sexta-feira e as 09:00 de segunda-feira, informa, salientando que os horários do plano vigoram até 30 de junho.

O Hospital S. Francisco Xavier, que faz parte do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, mantém o horário praticado há vários anos, com os médicos a integrar a escala noturna do Hospital D. Estefânia, que integra o Centro Hospitalar Lisboa Central, afirma a DE-SNS,

“O Centro Hospitalar do Oeste – Unidade de Torres Vedras – em geral já não conseguia cumprir no período noturno com os requisitos dos serviços de urgência de pediatria”, enquanto o Hospital de Loures mantém encerrado o serviço à noite e ao fim de semana como acontece desde 01 de março.

As restantes urgências pediátricas mantêm-se permanentemente abertas, nomeadamente nos hospitais Santa Maria, D. Estefânia, ambos em Lisboa, Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), Vila Franca de Xira, Cascais, Hospital Garcia de Orta, em Almada, Santarém e centros hospitalares Barreiro Montijo, Médio Tejo (Torres Novas) e Oeste (Caldas da Rainha).

Segundo o plano, o INEM deve estar “em regime de prontidão, disponibilizando os meios de emergência médica pré-hospitalar que possibilitem apoio de emergência e/ou encaminhamento de forma segura e adequada”.

Deve ainda desenvolver um “sistema de partilha de informação no que concerne à disponibilização de vagas nas Unidades de Cuidados Intermédios e Intensivos Pediátricas, em articulação com o Transporte Inter-hospitalar Pediátrico, para garantir respostas consistentes”, salienta.

Já os hospitais, em articulação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e vale do Tejo, o INEM, o SNS24, o Portal do SNS e os Agrupamentos de Centros de Saúde da área de influência destes hospitais, disponibilizam informação à população sobre o funcionamento destes serviços, adianta a entidade, enfatizando que “o processo de reorganização constitui um trabalho dinâmico, envolvente e em permanente avaliação”.

A DE-SNS irá monitorizar os resultados do plano “de forma a avaliar a necessidade de alterações e definir a atuação nos restantes trimestres de 2023, em função da experiência do modelo, com perspetiva de potencial redução dos pontos de rede no verão e o aumento da disponibilidade no inverno, adaptando a oferta à procura de cuidados”.

“Os constrangimentos ao regular funcionamento dos serviços de urgência de pediatria têm ocorrido de forma indesejável, com suspensões não planeadas da atividade. Caso não sejam tomadas decisões de reorganização, o mais natural é que estas situações pontuais se agravem de forma irreversível, com consequências imprevisíveis no atendimento às crianças e adolescentes”, sublinha.

Salienta ainda que este contexto “impacta de maneira relevante na vida das famílias”, que nem sempre possuem informação atempada sobre os horários efetivos de funcionamento das urgências pediátricas, “gerando-se um ambiente de alarme social na população”, que afasta os cidadãos e os profissionais do SNS,

“O reforço do trabalho em rede entre as equipas de instituições hospitalares e dos cuidados de saúde primários, assim como o planeamento estratégico, constitui a abordagem adequada para assegurar uma cultura de previsibilidade, segurança e confiança dos cidadãos e dos profissionais no SNS”, sustenta.

PAN/Santarém pede que se averigue presença de “químicos eternos” no Tejo

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A distrital de Santarém do PAN quer que as entidades inspetivas averiguem a presença de substâncias cancerígenas, os chamados “químicos eternos”, na água do Tejo, na sequência de um estudo divulgado por um consórcio de investigação e jornalismo europeu.

Em comunicado, o Pessoas Animais Natureza (PAN) afirma que, além de ter questionado a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), denunciou junto da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) e do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) os resultados do Forever Pollution Project.

Para o partido, Portugal deve “acompanhar as exigências europeias nesta matéria, reduzindo cada vez mais o uso destas substâncias até o seu uso ser definitivamente proibido”, em 2026.

“Não obstante sabermos que, devido à sua elevada perigosidade, o uso das substâncias PFAS [Per ou Polifluoroalquiladas] deverá obrigatoriamente ser banido até 2026, é urgente obrigar o Estado português a acompanhar, desde já, os limites desta matéria para mitigar o impacto destes, pois o uso atual destas substâncias está em crescendo e, devido às suas características, irá permanecer, causando danos irreparáveis a longo prazo”, refere o comunicado.

O partido refere que as PFAS são “químicos de síntese, invisíveis, inodoros, ubíquos, que poluem rios, oceanos, solos e até o ar e são integrados no metabolismo de plantas e animais, acumulando-se com o tempo, consubstanciando impacto negativo e irrecuperável nos seres vivos”.

O mapa divulgado no passado dia 23 de fevereiro assinala nove locais em Portugal onde foi identificada uma contaminação igual ou superior a 10 nanogramas por litro de água (ng/l), com Muge, no concelho de Salvaterra de Magos (no distrito de Santarém), a atingir os 3.200 ng/l, valor substancialmente superior a todos os outros.

Os outros pontos referidos são Monte da Vinha (Elvas, Portalegre), com 750 ng/l, Albufeira de Crestuma-Lever (Vila Nova de Gaia, Porto), com 460 ng/l, Ermidas do Sado (Santiago do Cacém, Setúbal), com 450 ng/l, Penide/Areias de Vilar (Barcelos, Braga), com 350 ng/l, Montemor-o-Velho (Coimbra), com 240 ng/l, ​​Bravães (Ponte da Barca, Viana do Castelo), com 190 ng/l, Praia Pontilhão da Valeta (Arcos de Valdevez, Viana do Castelo), com 160 ng/l, e Ribeira Vale do Morto (Elvas, Portalegre), com 10 ng/l.

Na sequência da divulgação dos resultados do Forever Pollution Project, a APA esclareceu que, desde 2016, “integrou nos seus programas de monitorização a determinação da substância Ácido Perfluorooctanossulfónico e seus derivados (PFOS), nas matrizes água superficial e biota-peixes”, no âmbito das diretivas europeias transpostas para o direito nacional.

No esclarecimento publicado na sua página, a APA salienta que “esta substância é a única que se encontra legislada com normas de qualidade ambiental (NQA) para as matrizes referidas e faz parte de um grande grupo de mais de 4.700 substâncias denominadas PFAS”.

“Os PFAS são utilizados numa grande variedade de produtos de consumo e aplicações industriais, devido às suas propriedades físico-químicas, uma vez que repelem o óleo e a água e são resistentes a temperaturas muito elevadas. Estas substâncias são usadas em revestimentos antiaderentes, nomeadamente para utensílios de cozinha, embalagens de papel para alimentos, cremes e cosméticos, têxteis para mobiliário e vestuário de exterior, tintas, fotografia, cromagem, entre outros”, acrescenta.

Referindo a monitorização de PFOS na matriz biota-peixes, que realiza em oito locais, entre os quais o rio Tejo, junto à ponte D. Amélia, que liga Muge (Salvaterra de Magos) a Porto de Muge (Cartaxo), a APA afirma que, “embora positivos, os resultados não ultrapassaram a norma de qualidade ambiental-NQA (9,1 µg/kg em peso húmido)”, não apresentando “perigosidade nesta matriz”.

A APA esclarece que os valores apresentados no estudo para o Tejo não são corretos, “pois é indicado que se refere à matriz sedimentos em ng/l, quando deveria ser matriz biota-peixe em µg/kg em peso húmido, conforme presente na base de dados SNIRH-Sistema Nacional Informação Recursos Hídricos”, reiterando “a não toxicidade na matriz biota-peixes”.

“Importa ainda referir que, de acordo com a Diretiva das Substâncias Prioritárias, não existe NQA para a matriz sedimento”, sublinha.

A APA indica ainda que, na sua monitorização regular, continua a integrar este parâmetro, “de forma a acompanhar a evolução da concentração desta substância”.

O PAN refere o facto de o ponto de Muge se situar na zona onde é captada água para consumo, tendo a Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL) emitido, no passado dia 01, um comunicado no qual garante que o seu plano de controlo de qualidade cumpre os parâmetros definidos pela diretiva europeia e que as análises comprovam “a excelente qualidade da água” na região de Lisboa.

A empresa afirmou que a pesquisa dos PFAS está prevista na diretiva europeia relativa à qualidade da água destinada ao consumo humano e acrescentou que, no âmbito do seu Plano de Controlo da Qualidade da Água, efetua “a pesquisa/monitorização sistemática dos 20 PFAS previstos” na diretiva.

Segundo a EPAL, a qualidade da água fornecida ‘em alta’ aos municípios e distribuída aos consumidores diretos na cidade de Lisboa é assegurada “através da análise de mais de 25.000 amostras de água por ano”.

“Estas amostras são colhidas em cerca de 1.500 pontos de amostragem representativos de todo o sistema de abastecimento da empresa, nas quais são realizadas mais de 300 mil análises para verificar o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis, permitindo evidenciar a excelente qualidade da água fornecida pela empresa e o cumprimento da legislação em vigor, conferindo, assim, um selo de qualidade atribuído pela ERSAR [Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos] à água consumida por cerca de 3 milhões de pessoas”, declarou a empresa.

Sete distritos sob aviso amarelo hoje e terça-feira devido à agitação marítima

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foto ilustrativa: João Polónia/ Notícias Em Direto

Sete distritos do continente estão hoje e terça-feira sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso para os distritos de Viana do Castelo, Porto, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga começa às 21:00 de hoje e prolonga-se até às 09:00 de terça-feira, prevendo-se ondas de oeste/noroeste com 4 a 4,5 metros.

O aviso amarelo, o menos grave, é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

De acordo com informação disponível no ‘site’ da Marinha Portuguesa, estão fechadas a toda a navegação as barras marítimas de Caminha, Esposende, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde.

As barras de Aveiro, Figueira da Foz e Viana do Castelo estão condicionadas.

“Tejo Copo” assinala protocolo de apoio aos Produtores Vinícolas pelo Municipio de Santarém

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Município de Santarém

O Município de Santarém e a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR TEJO) assinaram este sábado, 11 de março, pelas 15 horas, no evento “Tejo Copo”, no Convento de São Francisco, um protocolo de colaboração com o objetivo de apoiar a promoção dos vinhos produzidos no concelho de Santarém com o selo Vinhos do Tejo. Desta forma, o Município vai financiar com cinco mil euros, a participação dos vinhos do Tejo certificados em concursos nacionais e internacionais até ao final de 2023.

Este apoio insere-se no âmbito da estratégia do Executivo no apoio ao desenvolvimento agrícola do Concelho. Nuno Russo, Vereador da Câmara Municipal de Santarém, afirmou que “com este Protocolo, estamos a participar com a CVR Tejo numa iniciativa que visa a aposta, a promoção e a afirmação da atividade agrícola concelhia, na dinamização do agronegócio do território e na nossa região vitivinícola.
O Município pretende aumentar a visibilidade dos vinhos produzidos em Santarém oriundos da Quinta da Ribeirinha, da Quinta do Arrobe, da Quinta Monteiro de Matos, da Adega de Alcanhões, Duarte Durão e da Escola Superior Agrária de Santarém.”.

Luís de Castro, Presidente da Direção CVR Tejo, referiu que “a missão da CVR Tejo consiste em ajudar os produtores a aumentar a sua presença nos mercados estratégicos, com vinhos empolgantes e estilos diferenciados, oferecendo ao consumidor, continua e consistentemente, qualidade a bom preço. Ao longo dos últimos anos, a CVR Tejo tem desenvolvido um trabalho notório, junto dos produtores, permitindo a divulgação dos vinhos e o crescimento da região dos vinhos do Tejo, quer a nível nacional quer a nível internacional.”.

A participação nesses concursos, tem um retorno considerável na divulgação dos vinhos do Tejo, sendo de relevante interesse para o desenvolvimento da região, e dos concelhos a que respeitam os seus produtores, neste caso Santarém, promovendo-se uma atividade agrícola e económica de interesse municipal, mas também regional e nacional, contribuindo para o seu crescimento e reconhecimento.

Tejo a Copo

O Tejo a Copo teve lugar este sábado, entre as 15 e as 21 horas, no Convento de São Francisco, com centenas de pessoas a responderem afirmativamente ao convite para a degustação de vinhos dos 26 produtores presentes no certame.

Os visitantes que adquirissem um copo, no valor 3,5 euros, podiam provar todos os vinhos que os produtores trouxeram para o Evento. Vinhos que também estiveram à venda com preços promocionais. Para acompanhar os vinhos, o restaurante scalabitano “Amassa” apresentou seis sugestões de petisco, que podiam ser saboreados por 6 euros cada.

Também na edição de 2023, tiveram lugar as conversas sobre vinhos, em três sessões, com o sommelier Rodolfo Tristão. A animação musical esteve a cargo de um DJ, no recinto, e para abrilhantar a festa no exterior, a banda “Gato Maltês” deu um concerto nos claustros do Convento.

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