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Domingo, Julho 5, 2026
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Segurança Social será implacável com maus tratos a idosos – ministra

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A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social garantiu hoje que a Segurança Social será “completamente implacável” nos casos de maus tratos a idosos em lares, destacando o investimento que está a ser feito na requalificação de respostas sociais.

De acordo com Ana Mendes Godinho, o Instituto de Segurança Social “tem estado a acompanhar as várias situações” que foram noticiadas recentemente sobre alegados maus tratos a idosos residentes em lares, desde o Lar do Comércio, em Matosinhos, o lar Delicado Raminho, na Lourinhã, ou um lar clandestino em Palmela.

“[A Segurança Social] tem essa missão de ser completamente implacável quando haja situações que sejam inaceitáveis do ponto de vista de proteção das pessoas”, disse a ministra, aos jornalistas, quando visitava as obras da nova Unidade Social Integrada da Portela, da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP).

Esta nova infra-estrutura tem financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e irá reforçar a oferta social com a criação de 59 vagas em Estrutura Residencial para Idosos e outras 80 vagas em Serviço de Apoio Domiciliário.

Ana Mendes Godinho aproveitou para destacar que este tipo de investimento é também uma preocupação da Segurança Social, tanto ao nível de requalificação das respostas existentes, como na criação de novas respostas sociais, à semelhança do que está a ser feito na Portela, Loures.

A ministra destacou que se trata de uma resposta que irá promover a autonomia e a independência das pessoas mais velhas.

Questionada sobre a evolução do número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), Ana Mendes Godinho destacou que é o mais baixo desde 2006 e que reflete a evolução da taxa de desemprego no país, apontando que, se há “números de emprego muito altos”, o RSI acompanha essa tendência com o decréscimo no número de pessoa que recebem a prestação social.

O Jornal de Notícias noticia hoje que em janeiro havia 195.545 beneficiários do RSI em Portugal, o número mais baixo em 17 anos, numa série em que o registo mais elevado foi registado em março de 2010, com mais de 404 mil beneficiários.

Vencedores de etapas do circuito mundial de surf em Portugal

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Vencedores de etapas do circuito mundial de surf disputadas em Portugal, depois de concluído hoje o Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche:

  • Provas do circuito mundial de surf masculino em Portugal:

2023 – 3.ª etapa, Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor João Chianca (Brasil).

2022 – 3.ª etapa, Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Griffin Colapinto (EUA).

2019 – 10.ª etapa, Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Ítalo Ferreira (Brasil).

2018 – 10.ª etapa, Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Ítalo Ferreira (Brasil).

2017 – 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Gabriel Medina (Brasil).

2016 – 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor John John Florence (EUA).

2015 – 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Filipe Toledo (Brasil).

2014 – 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Mick Fanning (Austrália).

2013 – 9.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal by Moche, em Peniche, vencedor Kai Otton (Austrália).

2012 – 10.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Julian Wilson (Austrália).

2011 – 9.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Adriano de Souza (Brasil).

2010 – 8.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Kelly Slater (EUA).

2009 – 9.ª etapa, Rip Curl Pro Search, em Peniche, vencedor Mick Fanning (Austrália).

2002 – 7.ª etapa, Figueira Pro, na Figueira da Foz, incompleta.

2000 – 10.ª etapa, Figueira Pro, na Figueira da Foz, vencedor Rob Machado (EUA).

1997 – 9.ª etapa, Buondi Sintra Pro, em Sintra, vencedor Michael Campbell (Austrália).

1997 – 10.ª etapa, Expo 98 Figueira 97, na Figueira da Foz, vencedor Shane Powell (Austrália).

1996 – 12.ª etapa, Coca Cola Figueira 96, na Figueira da Foz, vencedor Matt Hoy (Austrália).

1990 – 13.ª etapa, Buondi Pro, na Ericeira, vencedor Tom Curren (EUA).

1989 – 15.ª etapa, Buondi Instinct Pro, na Ericeira, vencedor Rob Bain (Austrália).

  • Provas do circuito mundial de surf feminino em Portugal:

2023 – 3.ª etapa, Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedora Caitlin Simmers (EUA)

2022 – 3.ª etapa, Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedora Tatiana Weston-Webb (Brasil)

2019 – 9.ª etapa, Meo Rip Curl Pro, em Peniche, vencedora Caroline Marks (EUA).

2017 – 8.ª etapa, Cascais Women’s Pro, em Cascais, vencedora Nikki van Dijk (Austrália).

2016 – 8.ª etapa, Cascais Women’s Pro, em Cascais, vencedora Courtney Conlogue (EUA).

2015 – 8.ª etapa, Cascais Women’s Pro, em Cascais, vencedora Courtney Conlogue (EUA).

2014 – 9.ª etapa, Cascais Women’s Pro, em Cascais, vencedora Stephanie Gilmore (Austrália).

2013 – 8.ª etapa, Cascais Girls Pro, em Cascais, vencedora Carissa Moore (Havai).

2010 – 6.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedora Carissa Moore (Havai).

2009 – 4.ª etapa, Rip Curl Pro Search, em Peniche, vencedora Coco Ho (Havai).

2002 – 4.ª etapa, Figueira Prom na Figueira da Foz, vencedora Megan Abubo (Havai).

1997 – 11.ª etapa, Expo 98 Figueira 97, na Figueira da Foz, vencedora Lisa Andersen (EUA).

1997 – 10.ª etapa, Buondi Sintra Pro, em Sintra, vencedora Lisa Andersen (EUA).

1990 – 10.ª etapa, Buondi Pro, na Ericeira, vencedora Pam Burridge (Austrália).

Município da Nazaré é signatário da Missão de Adaptação às Alterações Climáticas

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Ao integrar a comunidade de práticas em matéria de adaptação às alterações climáticas, passa a trabalhar em rede e partilhar informação com outras regiões e comunidades na Europa.

O Município foi selecionado pela Comissão Europeia como um dos signatários da Missão de Adaptação às Alterações Climáticas cujo objetivo é apoiar, pelo menos, 150 regiões e comunidades europeias a tornarem-se resilientes ao clima até 2030.

O grande desafio deste programa é transformar os grandes problemas das cidades em soluções eficazes e inovadoras capazes de responder à urgência climática e à crise da biodiversidade.

“Adaptar-se às mudanças climáticas significa tomar medidas para se preparar, e ajustar-se aos efeitos atuais das mudanças climáticas, bem como aos seus impactos previstos para o futuro”, explica o Gabinete do Ambiente da Câmara da Nazaré.

A Estratégia de Adaptação da UE define como cada parceiro se poderá preparar para os inevitáveis impactos climáticos e eventos climáticos extremos, contribuindo para colocar a estratégia em prática e adaptá-la à realidade de cada região e/ou comunidade.

Ao assinar a carta, os signatários passam a ter acesso aos serviços da Plataforma de Execução da Missão, que estará operacional em abril deste ano, que incluirá o acesso a conhecimentos e métodos sobre avaliações dos riscos climáticos; a exemplos de boas práticas de outras regiões e informações sobre os resultados mais recentes da investigação; ligação facilitada destes exemplos e resultados de investigação a planos locais de adaptação, roteiros ou vias de adaptação; acesso a ferramentas, exemplos e boas práticas para interagir e dialogar com os cidadãos; aconselhamento sobre possíveis fontes de financiamento público e privado destinado à adaptação.

Líder Jack Robinson enfrenta brasileiro João Chianca na final de Supertubos

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Líder Jack Robinson enfrenta brasileiro João Chianca na final de Supertubos | Manuel Lopes

O australiano Jack Robinson, número um do ranking mundial, vai defrontar o brasileiro João Chianca na final da prova de elite da Liga Mundial de Surf (WSL) que decorre na Praia de Supertubos, em Peniche.

Nas ‘meias’, Jack Robinson (16,17 pontos) superou o brasileiro Yago Dora (12,40), enquanto João Chianca (17,10) venceu o australiano Callum Robson (10,17).

Dentro de água, ambos os finalistas deram um verdadeiro recital de tubos, a manobra rainha do surf, num dia com ótimas condições e com a multidão a vibrar no areal de Supertubos.

O MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito principal da WSL, arrancou no sábado e vai terminar hoje.

Covilhã recebe 9.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal” em maio

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Covilhã recebe 9.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal” em maio | Turismo do Centro

A cidade da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, recebe, de 29 a 31 de maio, o 9.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que tem como objetivo debater a realidade do turismo interno.

O Fórum de Turismo Interno, promovido pela Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, realiza-se na Covilhã, Cidade Criativa do Design, depois de Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Guarda, Castelo Branco, Caldas da Rainha e Tomar terem recebido as sessões anteriores.

Segundo a entidade organizadora, o “Vê Portugal” é “uma referência no panorama nacional dos encontros e debates sobre a atividade turística” e tem a particularidade de ser o único evento que se realiza no país “com o objetivo de debater a realidade do turismo interno, um mercado fundamental para o setor”.

A iniciativa, a realizar entre 29 e 31 de maio, no Teatro Municipal da Covilhã, tem por lema “Inspirar. Criar. Tecer novos caminhos para o turismo interno”.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, disse, hoje, na conferência de imprensa de apresentação do programa, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal da Covilhã, que a realização do fórum naquela cidade também significa que a entidade que lidera pretendeu associar-se ao “tempo difícil” gerado pelos incêndios do verão de 2022 na serra da Estrela.

“Mas queremos deixar também a boa notícia. Nós chegámos há três dias de Berlim [Alemanha]. Hoje, a serra da Estrela é reconhecida do ponto de vista internacional. Foi feito um longo caminho, mas, hoje, nos tempos que correm, percebemos que, sobretudo, mercados como o mercado alemão ou como o mercado inglês, já olham para o turismo ativo, para o turismo de natureza, de maneira diferente que olhavam há 10 ou 15 anos”, afirmou.

Segundo Pedro Machado, Portugal passou a deixar de ter apenas o foco internacional nos mercados mais clássicos e passou “a ter um peso específico direto naquilo que são as procuras internacionais”.

“Estou absolutamente convencido de que no final do fórum do ‘Vê Portugal’ da Covilhã ficarão não só boas memórias, mas, essencialmente, boas experiências”, rematou.

O programa do evento, apresentado por Adriana Rodrigues, Chefe do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas da Turismo Centro de Portugal, inclui atividades e painéis sobre temáticas como “Turismo Interno – Desafios para Portugal”, “Inspirar para criar na Covilhã”, “Inspirar para garantir a sustentabilidade do turismo”, “Turismo no Interior – Desafios e oportunidades” e “Caminhos para o futuro do Turismo Interno”.

Entre outras atividades, também decorrerão reuniões com agentes, empreendedores, empresas de animação turística e outros agentes do setor e terá lugar um jantar com entrega de prémios “Turismo Centro de Portugal”.

O vereador da Câmara Municipal da Covilhã José Miguel Oliveira valorizou a realização do 9.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal” na cidade e lembrou que o município, “ao longo dos últimos nove anos, tem feito uma aposta sustentada no âmbito do turismo”.

“Aposta essa que tem dado cada vez mais frutos naquilo que é o aumento sustentado da sua procura, quer ao nível das suas unidades hoteleiras, quer ao nível da restauração, quer ao nível da criação de outros produtos associados ao turismo industrial e também ao turismo de natureza”, afirmou.

O autarca desejou ainda que o evento “seja um sucesso para o Turismo do Centro, porque para a Covilhã já o é”.

Caldas da Rainha: Proteção Civil promove exercícios de preparação para cenários de perigo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) das Caldas da Rainha assinala o mês da Proteção Civil (março) com um conjunto de atividades envolvendo todos os agentes e os cidadãos.

Sob o lema “CALDEX’23”, vão ser desenvolvidos exercícios operacionais para “exercitar o planeamento e a condução de uma operação conjunta, na resposta a situações de acidente grave ou catástrofe, tornando-a cada vez mais rápida, eficaz e eficiente, em prol de toda a população do concelho”, divulgou a câmara do distrito de Leiria em comunicado.

O exercício “CALDEX’23” está dividido em três cenários distintos, sendo o primeiro realizado na quinta-feira, com a simulação de um incêndio no edifício dos Produtos Regionais da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.

No sábado, o cenário será de uma queda em altura de um cidadão, na Foz do Arelho, e, no dia 30, a resposta a um atacante ativo na Escola Dom João II.

Leiria: Prémio Pedro Matos desafia alunos e professores

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Prémio Pedro Matos desafia alunos e professores | Instituto Politécnico de Leiria

O mote da 15.ª edição do Prémio Pedro Matos, promovido pelo Instituto Politécnico de Leiria, é “Matemática: Tragédia ou Comédia?”, desafiando alunos e professores do 3.º ciclo e secundário a refletirem sobre como desdramatizar a disciplina.

Numa nota de imprensa, o Politécnico de Leiria adiantou que “alunos e professores são convidados a apresentar trabalhos que abordem temas como as razões pelas quais a Matemática é geralmente considerada complicada/desafiante ou desesperante, abordagens inovadoras do ensino da Matemática” ou o humor no ensino e recomendações de boas práticas.

Ao prémio podem candidatar-se alunos do ensino secundário e do 3.º ciclo do ensino básico, individualmente ou em grupo (máximo de três alunos). Do grupo, pode ainda fazer parte um professor do ensino secundário ou básico, ao qual caberá o papel de orientador.

Os interessados devem realizar a sua pré-inscrição ‘online’ até 08 de maio em https://premiopedromatos.ipleiria.pt/.

O Prémio Pedro Matos nasce como uma homenagem a Pedro Manuel Amado Roque de Matos, professor e investigador de mérito da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria.

Antiga ministra do Equador condenada por corrupção fugiu da embaixada argentina

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DR

O Governo do Equador revelou que a antiga ministra María de los Ángeles Duarte fugiu da embaixada argentina em Quito, onde estava refugiada há mais de dois anos e meio após uma condenação por corrupção.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros equatoriano disse que foi lançada uma operação policial para tentar capturar Duarte, que ocupou a pasta das Obras Públicas entre 2015 e 2017, durante o Governo de Rafael Correa (2007-2017).

“Assim que o facto foi conhecido, a Polícia Nacional ativou os protocolos de busca e captura da senhora Duarte, condenada por atos de corrupção”, acrescentou o ministério, num comunicado.

O comunicado refere que foi o homólogo argentino, Santiago Cafiero, a alertar o Equador da fuga de Duarte “sem o conhecimento do pessoal da embaixada que mantinha a fugitiva da justiça equatoriana sob sua jurisdição”.

O Equador “apresentou uma reclamação veemente à Argentina e exigiu a entrega de informações”, disse o ministério, que garantiu que “tomará as medidas mais apropriadas perante este incidente”.

O Presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou em 01 de dezembro a decisão de conceder asilo a Duarte, refugiada na embaixada da Argentina em Quito com o filho menor desde 12 de dezembro de 2020.

No entanto, o Governo do conservador Presidente equatoriano Guillermo Lasso rejeitou conceder a Duarte o salvo-conduto que permitiria que ela deixasse o Equador e fosse para a Bélgica sem ser detida.

O escritório belga de advogados que defende o antigo presidente Rafael Correa, também condenado por corrupção, afirmou que o Governo de Lasso teria violado o direito internacional ao negar um salvo-conduto para que Duarte fosse para a Argentina.

O escritório belga Ius Cogens, que também lidera a defesa de vários colaboradores de Correa acusados de corrupção, defendeu que “a Argentina tinha o direito e o dever de conceder asilo a María de los Ángeles Duarte”, que em 2020 foi condenada a oito anos de prisão.

Correa, que está refugiado desde 2017 na Bélgica, país que rejeitou um pedido de extradição do Equador, mantém uma relação próxima com o atual Presidente argentino e com a vice-presidente Cristina Fernández de Kirchner.

Câmara de Torres Vedras e utentes descontentes com fecho das urgências pediátricas

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© Centro Hospitalar do Oeste (CHO)

A Câmara de Torres Vedras e a Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Oeste manifestaram hoje descontentamento e preocupação pelo encerramento noturno da urgência pediátrica do hospital local, alegando que a população fica desprovida de cuidados.

“Estamos muito aborrecidos e vamos fazer chegar ao senhor ministro [da Saúde] esse descontentamento”, disse à agência Lusa a presidente da Câmara de Torres Vedras, Laura Rodrigues (PS), reagindo ao anúncio do encerramento do serviço de urgência de Pediatria do hospital local, a partir do dia 01 de abril.

Para a autarca trata-se de “um erro” para o qual já tinha alertado o Ministério da Saúde e que deixa Torres Vedras “completamente desprovida [de urgências pediátricas], entre outras coisas das quais têm sido desprovida, em termos de saúde”, disse, lembrando que o concelho “tem sido muito maltratado ao longo dos últimos anos”.

A Direção Executiva do SNS anunciou hoje que no âmbito da estratégia de reorganização do serviço de urgência de Pediatria na Região de Lisboa e Vale do Tejo nenhum dos 14 Serviços de Urgência de Pediatria encerra definitamente.

Porém, no Hospital de Torres Vedras, por exemplo, o serviço irá encerrará entre as 21:00 e 09:00 a partir de 01 de abril.

Para Laura Rodrigues, nada justifica “uma decisão desta natureza, mesmo invocando aquilo que algumas vezes se invoca, que em Torres Vedras existe mais medicina privada do que noutros lados”.

“A medicina privada tem as urgências pediátricas encerradas também durante a noite”, afirmou, considerando que com este encerramento o concelho fica “completamente desprovido de atenção relativamente àquilo que é a urgência pediátrica” no período noturno.

Não havendo urgência pediátrica em Torres Vedras, no período noturno, os utentes deste hospital “terão que recorrer às Caldas da Rainha”, a mais de 40 quilómetros de distância, onde o serviço se manterá em funcionamento 24 horas.

Contactado pela agência Lusa, o porta-voz da Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Oeste, Vitor Dinis, disse ver com “muita preocupação” este encerramento, atendendo à “situação em que se encontra a saúde no Oeste”, não apenas no que toca à pediatria, mas “a todos os níveis”.

A Comissão, que na última década tem chamado a atenção do Governo para a falta de cuidados de saúde na região, não esconde “revolta e indignação” pela falta de respostas do Ministério da Saúde, que acusa de, nestas situações, não ter “uma sensibilidade maior para que, pelo menos o pouco que existe, funcione”.

Tanto mais que o encerramento desde serviço “vai sobrecarregar o Hospital das Caldas da Rainha”, causando “uma saturação que passa para [o hospital de] Santarém e depois para Santa Maria e por aí fora”, alertou Vitor Dinis.

Com esta medida, o Hospital de Torres Vedras junta-se ao de S. Francisco Xavier (Lisboa) e Beatriz Ângelo (Loures), as três unidades com este serviço encerrado durante a noite.

Em comunicado a, Direção Executiva do SNS alegou que “o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) – Unidade de Torres Vedras – em geral já não conseguia cumprir no período noturno com os requisitos dos serviços de urgência de pediatria”.

O hospital de Torres Vedras faz parte do CHO, que integra ainda as unidades das Caldas da Rainha e de Peniche.

O CHO tem uma área de influência constituída pelas populações destes três concelhos e ainda dos de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro), abrangendo 298.390 habitantes.

Famílias afetadas pelas cheias receberam apoios de 87.000 euros – Carlos Moedas

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Os apoios às famílias afetadas pelas inundações de dezembro ascendem a 87 mil euros, mais do que as ajudas às empresas que somam 41 mil euros, segundo um balanço do presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas.

“Recebemos 163 candidaturas [a apoios por danos com as cheias] de famílias. Apoiámos 64 famílias com 87 mil euros”, afirmou Carlos Moedas, hoje em Lisboa, num encontro com a imprensa para mostrar o último sensor, de um grupo de oito, instalado em Lisboa no âmbito de um sistema de alerta de inundações.

“Vamos ajudar muito mais do que isto”, disse, referindo-se aos apoios já entregues, esclarecendo que há “orçamento para ajudar, por isso as pessoas que contactem” a CML, disse o presidente da Câmara.

Carlos Moedas atualizou também o balanço dos apoios às empresas afetadas pelas cheias de dezembro, informando terem-se candidatado 79 empresas e apoiadas 34 empresas no valor de 41 mil euros, menos do que o apoio às famílias até agora.

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, há um mês, disse no parlamento que os prejuízos decorrentes do mau tempo que afetou o país em dezembro e em janeiro aumentaram para 342 milhões de euros.

O anterior balanço dos prejuízos era de 293 milhões de euros e o volume dos apoios a conceder ascendia a cerca de 185 milhões de euros.

Vários distritos do continente foram afetados por chuvas fortes entre o final de 2022 e o início deste ano, com grandes inundações, estragos em estradas, comércio e habitações, e dezenas de desalojados.

Em Algés, no concelho de Oeiras (distrito de Lisboa), registou-se mesmo uma morte, devido às cheias.

O último balanço apresentado pela CCDR-LVT dava conta de prejuízos na ordem dos 185 milhões de euros, registados por vários municípios: Amadora, Almada, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sintra e Vila Franca de Xira.

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