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Segunda-feira, Junho 29, 2026
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Europa inaugura na Suécia primeira base espacial do continente para lançar satélites

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A base espacial deverá lançar o primeiro satélite europeu | UNSPLASH

A primeira base espacial no continente europeu foi hoje inaugurada na Suécia, de onde serão lançados pequenos satélites, um mercado em ascensão que tem a Agência Espacial Europeia (ESA) como associado.

Das novas instalações, construídas no Centro Espacial Ártico de Esrange, a funcionarem desde 1966, serão lançados satélites a partir de 2024, segundo fontes da agência espacial sueca (AES) citadas pela Efe.

Até agora, a única base de lançamentos europeia – de pequenos e grandes satélites, sondas, telescópios e foguetões – funcionava sob a alçada da ESA em Kourou, na Guiana Francesa, na América do Sul. A Rússia, com a qual a ESA cortou relações devido à invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, tem uma base espacial, mas em Baikonur, no Cazaquistão, na Ásia.

“É um grande momento para a Europa, para a indústria espacial europeia… o primeiro sítio de lançamentos orbitais no continente europeu”, congratulou-se a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na inauguração da infraestrutura, localizada a 40 quilómetros da cidade de Kiruna, na região da Lapónia.

A Suécia, que acolhe as novas instalações espaciais, preside desde 01 de janeiro ao Conselho da União Europeia.

Ursula von der Leyen destacou, na cerimónia, os benefícios da utilização de pequenos satélites em áreas como a segurança e o clima.

“Estudar o espaço ajuda-nos a compreender o nosso lugar no Universo”, disse, por sua vez, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, durante o evento, que teve também a participação do rei Carlos XVI Gustavo.

Criado pela ESA para estudar a atmosfera terrestre e as auroras boreais, o Centro Espacial Ártico de Esrange é operado pela empresa estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC), que espera lançar o primeiro satélite no primeiro trimestre do próximo ano, de acordo com um porta-voz citado pela agência noticiosa AFP, tornando a Suécia no primeiro país da Europa a fazê-lo a partir de solo do continente.

A extensão de instalações hoje inaugurada possibilitará o lançamento de foguetões com cerca de 30 metros de altura e com capacidade para transportar carga com algumas centenas de quilos.

A longo prazo, a SSC pretende lançar para o espaço cargas superiores a uma tonelada.

Portugal previa lançar, ainda em 2021, microssatélites de uma base espacial a construir na ilha açoriana de Santa Maria, mas o processo tem tido vários reveses.

Teatro da Rainha abre temporada com novas criações a refletir sobre violência e guerra

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© ARRE - Teatro da Rainha

A temporada de 2023 do Teatro da Rainha vai estar marcada por duas criações, dez acolhimentos, duas edições e 11 sessões de poesia com que a companhia residente nas Caldas da Rainha reflete sobre a violência e a guerra.

“É, de uma maneira geral, um ano em que se vai falar de violência”, disse hoje à agência Lusa o encenador Fernando Mora Ramos, antecipando a programação da companhia, que este ano se foca na “reflexão sobre a guerra”.

A programação da companhia, que será apresentada no sábado na Sala Estúdio do Teatro da Rainha, arranca com “Ajax Regresso(s)”, peça com base num texto inédito de Jean-Pierre Sarrazac, construído a partir dos acontecimentos na guerra da Bósnia.

“A opção de o fazer hoje tem a ver com duas razões principais: uma porque é uma espécie de ’requiem’ de uma oratória do ponto de vista teatral, dramático, que é uma experimentação cénica”, e outra, por ser, segundo Mora Ramos, “uma espécie de luto, falando do processo da guerra e de como é que depois de tanta violência a vida pode reemergir, ou não”.

O ano que arranca com uma peça que, falando da Bósnia, convida a uma reflexão sobre a atual guerra na Ucrânia, terminará não apenas com a edição desta peça, mas também de “Antigonick”, da escritora canadiana Anne Carson, um texto que “fala sobre a violência tirânica do poder absoluto”.

“Este fim e início de temporada são também um regresso à Grécia que, por estranho que pareça, continua a ser a nossa ideia de futuro, porque foram eles que inventaram a democracia”, que, segundo Mora Ramos, “está sempre em causa, não é um regime consolidado”, sendo possível ver “por todo o lado as autocracias e as tiranias a exercerem poderes”.

Pelo meio, a companhia regressa ao pai do teatro português, numa experiência que junta “Prantos, lamentos, loas e pregões”, de Gil Vicente, a “SNS”, um texto do autor residente Henrique Bento Fialho.

Resultante de um laboratório de escrita, que durará quatro anos e que deverá resultar em quatro peças, esta, denominada “SNS”, será a primeira a subir ao palco, num diálogo entre dois tempos.

De acordo com a informação disponibilizada pela companhia, a peça “põe em cena uma montagem de textos vicentinos que inclui fragmentos de ‘Breve Sumário da História de Deus’, ‘Farelos’, ‘Parda’ e ‘São Martinho’” e a peça de Henrique Bento Fialho “inspirada na figura de Martinho e no Livro do Compromisso da Rainha Dona Leonor, texto fundamental sobre as origens do Serviço Nacional de Saúde”, que se encontra esgotado e que o Teatro da Rainha pretende também editar.

No que respeita a acolhimentos pela sala Estúdio do Teatro da Rainha passarão, em 2023, nove peças de outras companhias.

São elas: “Laços”, de Daniel Keene, pela companhia Baal17; “Taco a Taco”, de Kieran Hurley e Gary McNair, pelos Artistas Unidos; “Molly Sweeney”, de Brian Friel, pelo Teatro das Beiras; “Lisístrata”, de Aristófanes, pelo Teatro Noroeste; “A Bela Adormecida”, de Fernando Gomes, pela Teatroesfera; “Espécies Lázaro”, de Vanessa Sotelo, pelo Art’Imagem; “A Festa”, de Spiro Scimone, pela companhia Dois; “Por Detrás da Oliveira”, de João Pedro Azul, pela Cabe Cave, e “Music–Hall, de Jean-Luc Lagarce, pela Companhia de Teatro de Almada.

Na música, destaque para “Imagem Retrospetiva”, com António de Sousa Dias e Susana de Sousa Dias, uma produção da Miso Music que completa os acolhimentos previstos para este ano.

No ciclo de poesia “Diga 33” a companhia tem agendadas sessões para todos os meses do ano (com exceção de julho e agosto), das quais o encenador destaca um colóquio sobre o poeta Armando Silva Carvalho (que residiu em Óbidos) e um recital de poesia erótica, a partir da seleção de Natália Correia na “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”.

O Teatro da Rainha dá ainda este ano “um passo novo” na relação com o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, onde a companhia “era visita esporádica e passa a ser parceiro semi-residente”, no âmbito de um protocolo em que a companhia apresentará os seus espetáculos nos dois auditórios deste equipamento e será parceira em coproduções e realização de ciclos ou exposições de pintura e fotografia, explicou Mora Ramos.

Fora de portas mantêm-se em 2023 as digressões de “Police Machine”, de Joseph Danan, e “O discurso sobre o filho da puta”, de Alberto Pimenta.

Parlamento aprova voto de pesar pela morte do radialista António Cartaxo

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© SPAutores

A Assembleia da República aprovou hoje por unanimidade um voto de pesar pela morte do divulgador de música e radialista António Cartaxo, aos 88 anos, lembrando uma “figura incontornável da rádio e da divulgação musical”.

O texto do voto recorda António Cartaxo como uma “figura incontornável da Rádio e da divulgação musical”.

“Tendo ingressado na BBC, na fase em que a rádio pública britânica retoma as emissões para Portugal, [António Cartaxo] mostra especial gosto em passar notícias sobre a situação que se vivia em Portugal com a ditadura”, lê-se.

O parlamento refere que Cartaxo foi “afastado” da BBC, “juntamente com Jorge Peixoto, já depois do 25 de abril de 1974, acusados de apresentarem uma visão de esquerda”.

“No regresso a Portugal, António Cartaxo ingressa na rádio pública portuguesa onde trabalhou 40 anos e onde ficou conhecido pelo trabalho relevante desenvolvido na defesa e promoção da ‘grande música’, como gostava de caracterizar a música erudita.”, lembra o parlamento.

O voto salienta que António Cartaxo foi um “homem de cultura, com uma atividade multifacetada, foi professor universitário, autor de obras importantes e musicólogo”.

“Foi como apresentador e realizador radiofónico que se tornou conhecido dos portugueses, através de programas da sua autoria, como: ‘História da Música, ou ‘Grandes Músicas’, entre outros”, lê-se no texto.

O parlamento refere ainda que Cartaxo fez parte da “fundação da rádio local Telefonia de Lisboa, um projeto de comunicação social progressista do final da década de 1980, dirigido por Ruben de Carvalho”.

Segundo o voto de pesar, nessa rádio local, o radialista produziu, a partir de final de 1986, “um programa inovador sobre música sinfónica que, de uma forma didática, inteligente e divertida, explicava a movimentos sociais e políticos a relação das lutas populares e revolucionárias com várias composições musicais, a influência da música tradicional e popular na chamada música clássica e a interação das biografias pessoas dos compositores com os protagonistas do poder económico e político das suas épocas”.

O parlamento recorda também que, apesar da qualidade e do reconhecimento da obra desenvolvida ao longo da sua vida de trabalho”, António Cartaxo “era um homem que se caracterizou pela humildade com que falava de si e da sua obra”.

“A Assembleia da República expressa o seu profundo pesar pelo falecimento de António Cartaxo e manifesta aos seus familiares e amigos as suas sentidas condolências”, conclui no texto.

O divulgador e radialista português António Cartaxo, que trabalhou para a BBC e na rádio pública portuguesa, morreu em 05 de janeiro aos 88 anos em Lisboa, disse à agência Lusa o jornalista Antonio Borga.

António Cartaxo, que nasceu na Amadora em 1934, dedicou grande parte da vida profissional a divulgar música clássica, sobretudo através da rádio e em diferentes géneros.

“A rádio para mim foi sempre um meio apaixonante. […] Há outro tipo de rádio que não diz absolutamente nada. Eu gosto da forma como faço os meus programas, contando as minhas histórias de música e procurando tirar o máximo partido do som que a rádio possibilita”, recordava António Cartaxo em entrevista à agência Lusa em 2010, quando publicou o livro “Quase verdade como são memórias”.

PAMUS.07 – Paragens de chegada e confluência nas sedes de freguesia de Torres Vedras

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© Município de Torres Vedras

Várias freguesias do concelho de Torres Vedras irão contar com paragens de chegada e confluência de transportes públicos, numa operação que integra o Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável – PAMUS.

Ao todo serão instaladas 13 paragens em locais estratégicos, junto aos principais eixos rodoviários de atravessamento do Concelho, assim como de ligação entre a Região Oeste e Lisboa.

Estes pontos caracterizam-se pela existência de volumes significativos de transferência de passageiros entre diferentes modos de transporte ou entre veículos do mesmo modo, como as estradas nacionais 8 e 9 e algumas estradas municipais.

A empreitada encontra-se em execução nas localidades de, A dos Cunhados, Aranha, Campelos, Carvoeira, Maceira, Maxial, Outeiro da Cabeça, Ponte do Rol, Ramalhal, Runa, Santa Cruz, São Pedro da Cadeira e Silveira.

À semelhança do que acontece na Cidade, o projeto de arquitetura apresenta uma solução de desenho modular e tem por base um cubo com dois metros e meio de lado, vazado no seu interior, facilmente replicável, de combinação simples e associações variadas. As paragens são construídas com recurso à pré-fabricação, em betão pintado e envidraçadas com caixilhos e serralharias, de chapa de aço galvanizado e pintado, permitindo uma baixa manutenção na sua conservação.

O objetivo passa por garantir a longevidade destes equipamentos enquanto reforço da identidade e referência urbana dos locais.

Esta lógica modular, permite, ainda assegurar a flexibilidade de adaptação às exigências das diversas localizações, contribuindo para a sua boa integração na envolvente física, bem como responder às diferentes necessidades funcionais.

A instalação de paragens de chegada e confluência em vários pontos do Concelho contribui para o cumprimento dos objetivos e metas de redução das emissões de carbono e outros gases com efeitos de estufa, em particular nas zonas urbanas. Estas infraestruturas contribuem, ainda, para a promoção da coesão territorial e qualidade urbanística geral do espaço público e imagem urbana.

O projeto de instalação de paragens de chegada e confluência de transportes públicos nas freguesias integra o Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS) e o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Torres Vedras (PEDU).

Números
Projeto: BAU – Bruckelmann Arquitetura e Urbanismo, Lda

Data de aprovação da candidatura: 03-05-2022

Data de início da operação: 07-12-2020

Data de conclusão da operação: 30-06-2023

Custo total do investimento: 596.060,63 € (inclui as componentes de Estudos, Pareceres, Projetos e Consultoria e Construções diversas)

Custo total elegível: 572.651,80 €

Apoio financeiro da União Europeia: 486.754,03 € pelo Programa Operacional Regional do Centro, Portugal2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional

Casal julgado no Tribunal de Leiria por 135 crimes de abuso sexual sobre a filha

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© Tribunal Judicial da Comarca de Leiria

Um casal vai ser julgado no Tribunal Judicial de Leiria por 135 crimes de abuso sexual de menor alegadamente cometidos sobre a filha, segundo o despacho de acusação a que a agência Lusa teve hoje acesso.

No despacho, o Ministério Público (MP) relatou que, entre 2012/2013 e 2021, “no interior da residência da vítima e dos seus progenitores”, aquela “foi abusada sexualmente, repetidamente, em diversas circunstâncias e lugares, pelo seu pai”, e “com a anuência e comparticipação da sua mãe”.

De acordo com o MP, quando a menor tinha entre os 7/8 anos e os 12 anos, os factos ocorreram num país estrangeiro e, entre os 12 e os 16 anos, no concelho de Peniche.

O MP sustentou que quando esta tinha cerca de 7 ou 8 anos, o pai “começou com as carícias na zona genital”, que ocorriam “quando se ia despedir dos seus pais, à noite, na cama deles”.

Reconhecendo não ser “possível concretizar a quantidade de vezes” que tal sucedeu, o MP considerou que “ocorria quase sempre ao fim de semana, porque havia mais tempo disponível”, pois durante a semana” a ofendida ia deitar-se mais cedo.

“Os abusos de natureza sexual eram presenciados pela sua mãe (…) desde praticamente o início, nada fazendo esta para a proteger”, lê-se no despacho de acusação, referindo que não foi apresenta queixa-crime no país estrangeiro onde a família residiu.

Adiantando que, “ao longo do tempo, o tipo de abuso sexual realizado” pelo pai “foi agravando”, o MP referiu que, já em Portugal, “os abusos de natureza sexual ocorriam no quarto dos seus pais, na residência comum”, também na cama e na presença da mãe da menor.

“Normalmente, o arguido (…) nada dizia”, mas quando a vítima “era mais velha, ele dizia que aquilo era para a preparar para a vida futura e que a estava a ensinar”, acrescenta.

Entre outros aspetos elencados no documento, o MP explicou que numa ocasião o pai chamou a filha, nascida em 2005, para que visse os pais a terem relações sexuais e, “noutras circunstâncias, também acontecia” à mãe ficar a assistir quando o pai estava a ter relações sexuais com a filha.

A ofendida, que acabou por apresentar queixa, chegou a pedir à mãe para falar com o pai, para que este parasse com a situação, tendo igualmente falado com ele, “e dizer-lhe que não queria continuar, porque sentia-se mal com isso”.

Segundo o MP, todos os factos ocorreram entre os 7/8 anos e os 16 anos de idade da vítima, pelo menos uma vez por semana.

O MP adiantou que em maio de 2022 a ofendida falou com a mãe, “tendo-lhe dito que iria apresentar queixa-crime” contra o pai, por recear que “ele viesse a fazer o mesmo” com a irmã, também menor, tendo a progenitora pedido para não o fazer, “tentando dissuadir a filha com argumentos relacionados com a dependência financeira, entre outros”.

Ainda em maio, a menor gravou, com o telemóvel, uma conversa com a mãe, na qual a questionou “porque é que esta não a defendeu durante estes anos todos e porque nunca apresentou queixa contra o seu pai”, tendo aquela pedido desculpa, assumido ter errado e que “iria agir de forma diferente” com a outra filha.

O casal foi detido em setembro de2022, pela Polícia Judiciária, aguardando o julgamento em prisão preventiva.

A ambos, o MP imputa 36 crimes de abuso sexual de menor agravado e 99 crimes de abuso sexual de menor dependente, sendo que à mãe os crimes são na forma de comissão por omissão.

O julgamento ainda não tem data marcada.

Nena dá hoje concerto em Óbidos

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© Município de Óbidos

Óbidos recebe hoje, 13 de Janeiro, pelas 21h30, a artista cantautora Nena num concerto musical na Tenda da Cerca do Castelo de Óbidos.

Nena começou a desenvolver a escrita de canções desde muito jovem, sendo que a sua primeira musica foi escrita com apenas 12 anos. É uma das cantoras da nova geração, com o seu novo single “Do meu ao teu correio”, co-produzida com João Só e Ricardo Ferreira, disponível em todas as plataformas digitais e a passar nas estações de rádio.

O concerto está integrado no programa de comemorações do Feriado Municipal e tem entrada livre.

Menos casos de gripe e infeções respiratórias na primeira semana de 2023

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DR

Os casos de gripe e infeções respiratórias diminuíram na primeira semana de 2023, continuando a ser mais predominante em Portugal a do tipo A (gripe A), indicou hoje o INSA.

O Boletim de Vigilância da Gripe e outros Vírus Respiratórios do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) avança também que na semana de 02 a 08 de janeiro observou-se “mortalidade por todas as causas dentro do esperado em Portugal”, apesar de ter sido identificados “excessos de mortalidade por todas as causas na região Norte e no grupo etário com 75 e mais anos de idade”.

O INSA realça que o excesso de mortalidade no Norte e em idosos com mais de 75 anos faz parte de um período mais alargado, que começou a 28 de novembro, num total de seis semanas.

No âmbito do Programa Nacional de Vigilância da Gripe, na época 2022/2023, foram analisados 727 casos de infeção respiratória aguda/síndrome gripal (IRA/SG) e detetados 282 (38,8%) casos de gripe, sendo 280 (99,3%) do tipo A e 2 (0,7%) do tipo B, tendo ainda sido detetados 75 casos de SARS-CoV-2 (10,3%).

Na primeira semana do ano, foram detetados dois casos positivos para o vírus da gripe, ambos do tipo A e dois casos positivos para SARS-CoV-2, tendo ainda sido registados nas redes sentinela 15 casos de co-infeção, quatro das quais de co-infeção SARS-CoV-2 e vírus da gripe.

Na atual época, com início em outubro de 2022, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe (Hospitais) notificaram 42.143 casos de infeção respiratória e foram identificados 7.163 casos de gripe, refere o boletim.

Segundo o INSA, na primeira semana de 2023 foram identificados nos hospitais 299 casos positivos para o vírus da gripe, dos quais 269 do tipo A e 14 do tipo B, tendo sido detetados 44 casos do subtipo A(H3) e 14 do subtipo A(H1).

“Até ao momento, foram detetados 70 casos de co-infeção pelo vírus da gripe e SARS-CoV-2. Desde outubro foram identificados outros agentes respiratórios em 9.222 casos e, na última semana, foram identificados outros agentes respiratórios em 490 casos, na sua maioria vírus sincicial respiratório”, lê-se no boletim.

O documento refere também que, nas últimas semanas, observa-se uma diminuição no número de internamentos por vírus sincicial respiratório (RSV), mas ressalva que os internamentos são atualizados “retrospetivamente à data de alta, pelo que o menor número de casos nas últimas semanas, especialmente tendo em conta o período de Natal/Ano Novo acoplado a um maior atraso na notificação”, pelo que “deve ser interpretado com cautela e confirmado nas próximas semanas”.

Desde o início de outubro que foram reportados 328 casos de internamento por RSV pelos hospitais que integram esta rede de vigilância sentinela e cerca de 55 % das crianças tinham menos de três meses de idade, 14% ocorreram em bebés pré-termo e 15 % tinham baixo peso ao nascer.

O INSA dá conta que 10 % das crianças foram internados em unidades de cuidados intensivos ou necessitaram de ventilação.

O boletim indica ainda que os internamentos em cuidados intensivos e enfermaria por gripe ou infeções respiratórias diminuíram na primeira semana do ano.

Joana Schenker: “A mudança começa em cada um de nós”

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© Município de Óbidos

Joana Schenker, a primeira mulher portuguesa a ganhar o título de campeã do Mundo de bodyboard, esteve hoje, 12 de Janeiro, presente no Auditório Municipal Casa da Música, Óbidos, com a sessão Oceans Leaders, onde estiveram presentes várias turmas do Agrupamento de Escolas D. Josefa de Óbidos.

O início da sessão deu-se pela vereadora da Educação, Cultura, Desporto, Saúde e Bem Estar e Juventude, Margarida Reis, agradecendo a presença de todos nesta sessão direcionada à juventude inserida nas comemorações do Feriado Municipal, reforçando que este será “um momento de aprendizagem e de convívio”, mas também um momento onde poderão desfrutar de uma experiência nova e muito rica. Agradeceu à equipa do Desporto a organização do evento e a presença da Joana Schenker.

“Preservar a costa, o mar, é um investimento direto no nosso futuro, no vosso futuro” é o mote de Joana Schenker para dar início à partilha do seu percurso no mundo do bodyboard. Ao longo da sessão, a atleta deu ênfase à disciplina e ao empenho, tanto nos estudos como no desporto, afirmando que “o que faz um bom atleta, faz um bom aluno”, motivando os presentes à prática de um desporto relacionado com o mar, sem que seja um impedimento ao percurso académico bem sucedido.

Reconheceu o ponto de viragem no seu percurso quando ganhou o primeiro título de Campeonato Europeu. “As derrotas fazem parte, mas se não tivermos uma boa atitude, estas derrotas não nos ensinam nada”, disse.

A paixão pelo mar começou ainda era criança, com apenas 7 anos iniciou o seu percurso no desporto do Bodyboard. Foi também o que pautou o seu envolvimento e investimento no mar. Joana Schenker refere que “mais de 50 por cento do oxigénio que respiramos vem do mar” e motiva à reflexão sobre a exaustão dos recursos marinhos, do lixo nas praias e na forma como cada um é responsável pelo que consome e utiliza e com o impacto que isso tem na sociedade.

Governo: Questionário de 36 perguntas abrange últimos três anos e agregado familiar

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O questionário de verificação prévia a preencher por convidados para ministros ou secretários de Estado tem 36 perguntas, abrange os últimos três anos de atividades e estende-se ao agregado familiar.

As perguntas constam de um anexo que é parte da resolução do Conselho de Ministros hoje aprovada, a que a agência Lusa teve acesso.

As 36 perguntas estão dividas por cinco áreas – atividades atuais e anteriores, impedimentos e conflitos de interesses, situação patrimonial, situação fiscal e responsabilidade penal – e respondem a situações que recentemente levaram a demissões no Governo.

Por exemplo, nas questões 13 e 14, a personalidade convidada deve responder se, sim ou não, “exerceu, nos últimos três anos, funções em entidades públicas ou em que o Estado tenha posição relevante” e se nesse mesmo período “foi beneficiário de qualquer tipo de incentivo financeiro ou incentivo fiscal, de natureza contratual, concedido por entidade pública nacional ou da União Europeia”.

Em caso de resposta afirmativa, deve indicar “qual a função que exerceu e em que entidade” e “qual a causa da cessação da função, e se, por força dessa cessação, recebeu qualquer tipo de compensação que, atenta a nomeação para o cargo que é proposta/o, deva devolver, total ou parcialmente”, assim como ” o benefício concedido; a origem do benefício concedido; bem como a entidade que concedeu o benefício”.

Na parte da situação patrimonial, pergunta-se pelos rendimentos de origem nacional – referentes à última declaração de IRS – mas também se “tem rendimentos de origem estrangeira” e “contas bancárias sediadas no estrangeiro”, para apurar eventual recurso a paraísos fiscais.

Em caso afirmativo, há que indicar “a respetiva origem, em especial se esses rendimentos provêm de países, territórios ou regiões com um regime fiscal claramente mais favorável, bem como a entidade pagadora” e também “a origem dos rendimentos subjacentes à aquisição desse património”.

Em matéria de responsabilidade penal, quem é convidado a exercer funções governativas deve informar das condenações “por qualquer infração penal ou contraordenacional” de que tenha sido alvo pessoalmente e também das condenações aplicadas a pessoa coletiva cujos corpos integra ou integrou ou que tenha gerido ou detido.

Segundo fonte do Governo, esta pergunta abarca coimas da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ou do Banco de Portugal.

Ainda neste capítulo, pergunta-se se o candidato “tem qualquer tipo de processo judicial, contraordenacional ou disciplinar pendente em que esteja direta ou indiretamente (envolvendo algum dos membros do seu agregado familiar) envolvida/o” e ainda se “tem conhecimento de que seja objeto de investigação criminal qualquer situação em que, direta ou indiretamente, tenha estado envolvido”.

Outras perguntas são se “está insolvente” e se “alguma empresa na qual deteve capital social e/ou foi administrador nos últimos três anos está insolvente”.

3ª Gala Óbidos + Ativo distingue comunidade desportiva do concelho

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© Município de Óbidos

Decorreu, domingo, dia 8 de Janeiro, no anfiteatro da Cerca do Castelo, em Óbidos, a terceira Gala do programa Óbidos + Ativo. Uma iniciativa que procura reconhecer o mérito desportivo, mas também proporcionar a todos os clubes/associações um espaço de reconhecimento interno.

O evento, no âmbito das comemorações do Feriado Municipal de Óbidos 2023, contou com a presença de Pedro Pablo Pichardo, o último campeão olímpico nacional até ao momento, na modalidade de triplo salto.

A grande novidade desta edição foi a introdução da categoria “Reconhecimento – Desporto Escolar” passando a existir, no total, 7 categorias de prémios: “Agradecimento”; “Reconhecimento – Desporto Escolar”; “Reconhecimento Clubes/Associações”; “Mérito Desportivo”; “Parcerias”, “Dedicação” e “Homenagem”.

Assim, na categoria “Agradecimento”, o Município de Óbidos atribuiu o prémio às seguintes entidades: Gaeirense Basket, ASUPP – Jorge Branco, Nuno Mota Tennis Academy, Óbidos Dance – Daniel Silva, Med on Tour e Dance Life Academy.

Tiago Silva, Lara Freitas e Lara Martins receberam o galardão relativo ao “Reconhecimento Desporto Escolar”.

Por sua vez, na categoria “Reconhecimento Clubes/Associações” foram distinguidos: Associação Espeleológica de Óbidos – Adriano Leiria, Associação Desportiva Óbidos Roller – Filipa Costa, Matilde Figueiredo e Constança Gaio, ARCACEN – Mariana Silva, Associação de Stand Up Padlebording – Ricardo Jorge Nereu de Branco Batista, Sociedade Cultural e Recreativa Gaeirense – Igor Mimoso, Óbidos Dance – Daniel Silva, Associação Desportiva de Óbidos – Andreia Rodrigues, Nuno Mota Tennis Academy – Jamine Ganesh, Clube de Atletismo de Óbidos – Núria Carvalho, Óbidos Sport Clube -Jorge Munhá, Veteranos do Bairro, Grupo de Cicloturismo das Gaeiras – Marcus Bonito, Espaço Ó – Cristóvão Morais, Óbidos Criativa – equipa de Natação: Tomás Albuquerque e Leonor Silva, Sport Clube do Bairro – Escola de Kempo Adrenaline, Veteranos do Pinhal – Frederico Hilário Sousa, BTT Arelho – Virgílio Alves e União Amigos do Olho Marinho – Armis Nostrum.

Na categoria “Mérito Desportivo” as distinções foram para: Madalena Fortunato – Badminton, árbitro FIFA (António Nobre) e árbitro assistente FIFA (Pedro Martins), Susan Warnock e Michelle Moore – Natação, João Rodrigues – jogador de Futebol do Caldas SC, César Isidro – Atletismo e Marcelo Chagas – Maratonista.

“Reconhecimento dos Parceiros”: Federação Portuguesa de Futebol, Associação Futebol de Leiria, Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos, ACES Oeste Norte, Bombeiros Voluntários de Óbidos, IPDJ – Instituto Português do Desporto e da Juventude, Politécnico de Leiria, MAD – Municípios Amigos do Desporto, Ganhar Destak, Associação Portuguesa de Surf Adaptado e Turismo do Centro – Ilda Cruz.

O “Prémio Dedicação” foi para António Miranda e Pedro Pablo Pichardo recebeu o “Prémio Homenagem”.

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