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Segunda-feira, Junho 29, 2026
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Ovarense derrota Benfica e está na final da Taça Hugo dos Santos de basquetebol

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A Ovarense qualificou-se hoje para a final da Taça Hugo dos Santos de basquetebol, ao derrotar o Benfica por 77-76, em Gondomar, marcando encontro com o Sporting no encontro decisivo da competição.

Na segunda meia-final, os homens de Ovar, que já venciam por 41-36 ao intervalo, surpreenderam ao impor-se aos ‘encarnados’, recordistas de triunfos na prova, com seis títulos, e finalistas na temporada passada.

A Ovarense, que marcou presença em duas finais da Taça Hugo dos Santos, mas não venceu nenhuma, agendou encontro com o detentor do título, o Sporting, que na outra meia-final bateu o FC Porto por 97-84.

Cadaval e Castanheira de Pera vão dinamizar passado comum de produção de gelo

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© Município do Cadaval

Os municípios do Cadaval e de Castanheira de Pera assinaram um protocolo destinado a promover e valorizar turística e culturalmente o passado comum de produção de gelo, que remonta ao século XVIII, anunciaram as autarquias.

No protocolo, a que a Lusa teve acesso, os municípios relevam a “história em comum relativa ao fabrico do gelo” nas serras de Montejunto e da Lousã, respetivamente, e comprometem-se a colaborar “com vista ao estabelecimento de condições favoráveis à criação, implementação e dinamização da Rota do Gelo”.

No Cadaval (distrito de Lisboa), na Quinta da Serra, em Montejunto, “situa-se a Fábrica da Neve mandada reedificar por Julião Pereira de Castro, reposteiro e neveiro da Casa Real, no último dia de janeiro de 1782”, enquanto em Castanheira de Pera (distrito de Leiria), no Cimo do Cabeço do Pereiro, na serra da Lousã, se encontram “os Poços da Neve, estruturas onde se juntavam as neves e armazenava o gelo, cuja existência o alvará de D. José faz remontar a pelo menos 1757”, assinalam as autarquias nos considerandos do protocolo.

“A Fábrica de Gelo do Cadaval e os Poços da Neve de Castanheira de Pera representam, assim, marcos patrimoniais de uma herança histórica comum relacionada com a produção, armazenamento e distribuição de gelo, consubstanciando para a arqueologia industrial processos de fabrico do mesmo”, recordaram os municípios.

No documento é referido que, “na serra de Montejunto, o gelo era fabricado através de lençóis de água distribuídos pelos tanques, expostos às baixas temperaturas das noites de inverno”.

Já na serra da Lousã, era feita a recolha da neve, calcada e armazenada em gelo diretamente nos poços.

As duas Câmaras consideram estar “reunidas as condições para reativar a vontade de ambos os municípios em desenvolver um projeto com o objetivo de ligar histórias do seu passado comum, através da formalização de um acordo” agora estabelecido, com o protocolo assinado na sexta-feira.

As duas autarquias já têm também trabalho feito para a valorização deste património industrial e histórico, tendo em vista a sua “conservação, valorização e promoção turística”, com o objetivo “tornar o Santo António da Neve num importante polo de dinamização turística da serra da Lousã”.

Pretende-se também que o conjunto arquitetónico local, classificado como Imóvel de Interesse Público, seja “culturalmente mais acessível, apelativo e enriquecedor para quem o visita, em harmonia com a preservação do património natural e a beleza das paisagens circundantes”.

No Cadaval é reconhecida a relevância do conjunto que inclui a Real Fábrica do Gelo, imóvel classificado como Monumento Nacional”.

“O desenvolvimento de um projeto comum, que inclui a Rota do Gelo, permitirá igualmente como objetivo atrair novos visitantes aos territórios envolvidos, através da oferta um produto cultural e turístico de qualidade, a partir da valorização e divulgação deste património com características únicas”, descreve o protocolo.

Mais de 20 mil professores iniciaram marcha em Lisboa em defesa da escola pública

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© Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP)

Mais de 20 mil pessoas, segundo números da polícia, iniciaram pouco depois das 15:00 de hoje uma marcha da Praça do Marquês de Pombal para a Praça do Comércio, em Lisboa, em defesa da escola pública.

A estimativa de participação na manifestação, convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), foi indicada à Lusa pela oficial responsável pelo policiamento da iniciativa.

Depois de se concentrarem no Marquês de Pombal, os manifestantes iniciaram pelas 15:15 a marcha, com um grupo de bombos à frente e um cartaz transportado pelos professores no qual se lê “a lutar também estamos a ensinar”.

“Ministro, escuta, a escola está em luta”, “não à municipalização” e “unidos pela educação” são algumas das palavras de ordem dos professores.

Paulo Brasil, professor de inglês há mais de 30 anos em Setúbal, disse à Lusa que o descontentamento “é cada vez maior”, lamentando que “as atuais condições de trabalho não façam uma escola pública de qualidade”.

“Não se consegue chegar às necessidades de todos os alunos”, disse.

A manifestação de hoje é a segunda em menos de um mês convocada pelo STOP, em defesa da escola pública e contra as propostas de alteração aos concursos.

Presidente da República contactou militares da GNR feridos em Beja e Grândola

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O Presidente da República está a acompanhar a evolução do estado de saúde dos militares da GNR vítimas de ferimentos graves em serviço em Beja e Grândola, com quem contactou diretamente ou através de familiares, anunciou a Presidência.

De acordo com uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, “o chefe de Estado falou, telefonicamente, com a mulher do guarda principal Carlos Dias, do posto territorial de Beja, o qual ainda se encontra sob observação hospitalar”.

Segundo a mesma nota, Marcelo Rebelo de Sousa “contactou ainda com o guarda João Vidal, considerado ferido grave devido a um atropelamento em Grândola, inteirando-se do seu estado de saúde, que evolui favoravelmente”.

“O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa testemunha a coragem, a abnegação e a responsabilidade das forças de segurança, desejando rápidas melhoras aos militares feridos”, lê-se no texto.

Na sexta-feira, três militares da GNR foram agredidos por um homem em Beja e ficaram feridos, um deles com gravidade devido a uma dentada que lhe mutilou o nariz.

O homem que os agrediu no posto de Beja da GNR vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva.

Na quarta-feira, um militar da GNR ficou ferido com gravidade na sequência de um atropelamento por um automóvel no Itinerário Complementar 33 (IC33) nos arredores de Grândola, distrito de Setúbal.

Encontro de Ranchos do Concelho de Óbidos

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© Município de Óbidos

A Vila de Óbidos vai marcar encontro com vários Ranchos Folclóricos do concelho de Óbidos, no dia 15 de Janeiro, pelas 15 horas, na Tenda da Cerca do Castelo.

Estarão presentes o Rancho Folclórico e Etnográfico de Capeleira e o Rancho Folclórico “Os Populares” do Olho Marinho, ambos com um grupo infantil, e ainda o Rancho Folclórico “Estrelas do Arnóia”.

Este encontro de Ranchos do Concelho de Óbidos está inserido nas comemorações do Feriado Municipal, com entrada gratuita.

Sobe para laranja aviso em sete distritos do continente devido à agitação marítima

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foto ilustrativa: João Polónia/ Notícias Em Direto

O IPMA elevou de amarelo para laranja o aviso em sete distritos de Portugal continental na segunda-feira devido à previsão de agitação marítima e colocou Braga e Viana do Castelo sob aviso amarelo já na noite de domingo.

Segundo a atualização feita esta manhã pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Braga e de Viana do Castelo ficam sob aviso amarelo já a partir das 21:00 de domingo e até às 03:00 de segunda-feira, prevendo-se ondas de noroeste com quatro a cinco metros.

Nestes dois distritos, o aviso passa depois a laranja, até às 07:00 de terça-feira, devido a ondas de noroeste com cinco a seis metros de altura significativa, podendo atingir a altura máxima de 10 a 12 metros.

Já Aveiro e Porto estarão sob aviso amarelo para agitação marítima das 00:00 às 03:00 de segunda-feira, que passa depois a laranja até às 07:00 de terça-feira, enquanto em Coimbra e Leiria o aviso amarelo é válido entre as 03:00 e as 06:00 de segunda-feira, passando então a laranja até às 07:00 de terça-feira.

No distrito de Lisboa, o aviso amarelo devido à agitação marítima reporta ao período entre as 06:00 e as 09:00 de segunda-feira, passando depois a laranja até às 07:00 do dia seguinte.

Na atualização agora feita, o IPMA emitiu ainda novo aviso amarelo, entre as 00:00 e as 07:00 de terça-feira, devido à agitação marítima, para os distritos de Beja, Setúbal e Faro.

O aviso laranja, o segundo mais grave, é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação meteorológica de risco moderado a elevado, enquanto o aviso amarelo corresponde a uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Por causa da agitação marítima, as barras de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende e Douro estão hoje fechadas à navegação.

De acordo com informação disponível na página da Autoridade Marítima Nacional, a barra da Figueira da Foz está fechada a embarcações de comprimento igual ou inferior a 35 metros, mantendo-se aberta à restante navegação.

Urgências de obstetrícia vão funcionar de forma rotativa em Lisboa e Vale do Tejo até março

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

As urgências de ginecologia e obstetrícia e as unidades de neonatologia de Lisboa e Vale do Tejo vão funcionar até final de março com a mesma metodologia rotativa do que no Natal e Ano Novo.

A confirmação de manter o plano adotado para o Natal e Ano Novo no primeiro trimestre deste ano na região de Lisboa e Vale do Tejo foi hoje avançada, em comunicado, pela direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), depois da avaliação feita numa reunião realizada na terça-feira com os vários hospitais.

Segundo o organismo liderado por Fernando Araújo, as quatro instituições de Lisboa – centros hospitalares de Lisboa Norte, de Lisboa Central e de Lisboa Ocidental e o Hospital Fernando Fonseca – “vão cooperar e partilhar recursos”, no sentido de garantir o funcionamento dos respetivos serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia e das unidades de neonatologia durante o primeiro trimestre.

O modelo de funcionamento adotado prevê, assim, que os serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (Hospital de Santa Maria e Maternidade Alfredo da Costa) se mantenham “sempre a funcionar de forma normal e ininterrupta”, adiantou a comissão executiva.

De acordo com a DE-SNS, durante os fins de semana, o serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (Hospital São Francisco Xavier) “alterna o acesso” com a urgência do Hospital Fernando Fonseca.

Na prática, isso quer dizer que, no fim de semana em que funciona de forma regular a urgência do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, as urgências de ginecologia e obstetrícia do Fernando Fonseca funcionarão no nível um do plano de contingência entre as 08:00 e as 20:00 de sexta-feira e no nível três das 20:00 de sexta-feira até às 08:00 de segunda-feira.

No fim de semana seguinte, o sistema inverte-se, referiu ainda a DE-SNS, ao adiantar que, quando uma destas duas instituições estiver em nível de contingência, as grávidas e recém-nascidos devem serem orientados para os outros pontos da rede do SNS.

O plano prevê também que o Hospital Beatriz Ângelo e o Hospital de Vila Franca de Xira também cooperem e partilhem recursos, no sentido de garantir o funcionamento rotativo dos respetivos serviços de urgência externa de ginecologia e obstetrícia e das unidades de neonatologia.

Além disso, durante os fins de semana, o serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia do Hospital Garcia de Orta funcionará de forma normal, enquanto a urgência do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo vai alternar o acesso com o Centro Hospitalar de Setúbal.

O funcionamento rotativo aplica-se ainda ao Centro Hospitalar do Oeste, ao Centro Hospitalar do Médio Tejo e ao Hospital Distrital de Santarém durante este trimestre, alternando entre si o funcionamento das urgências e o bloco de partos.

“Os resultados deste plano estratégico serão avaliados pela DE-SNS, durante o primeiro trimestre de 2023, e informarão as decisões para os trimestres seguintes, nomeadamente para o verão”, adiantou a comissão executiva.

A DE-SNS adiantou ainda que, apesar do desempenho positivo da operação ‘Nascer em segurança no SNS’ no Natal e Ano Novo, é “necessário trabalhar na melhoria de comunicação com os cidadãos, nomeadamente na resposta da Linha de Saúde SNS 24 e do CODU-INEM na referenciação das grávidas, bem como nas abordagens das instituições que se encontram em nível de contingência”.

Novas instalações do Tribunal da Nazaré incluídas na planificação de obras da tutela

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O Secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Jorge Alves Costa, manteve, hoje, uma reunião de trabalho com o executivo camarário da Nazaré, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, dedicada aos Julgados de Paz e às novas instalações para o Tribunal.

A Câmara da Nazaré comprometeu-se a remeter, dentro de poucos dias, as estimativas de investimento e de prazo de execução da obra de adaptação da Antiga Casa da Câmara, na Pederneira, às necessidades de funcionamento do Tribunal, que poderá transferir-se para o local logo que a requalificação, a lançar a Concurso, esteja terminada.

“Estamos cientes das preocupações do Município da Nazaré que veem ao encontro das nossas em geral”, explicou o Secretário de Estado, acerca das instalações, tendo adiantado que foi feito um levantamento do conjunto de necessidades ao nível da intervenção no edificado existente pelo país e “a planificação, sempre numa plataforma de diálogo com os Conselhos de Gestão das Comarcas, com a Direção-Geral e com o Instituto de Gestão financeira e Equipamentos da Justiça.”

“Temos um conjunto de intervenções programadas com a planificação a 5 anos, trabalhámos esse conjunto de prioridades através de uma matriz: gravidade, urgência e tendência para agravar ou não e classificámos, com base na conjugação destes três fatores, em que 125 é a nota máxima,” que exige intervenção.

“A Nazaré entra no conjunto planificado a 5 anos”, disse Jorge Alves Costa.

O Vice-Presidente da Câmara, Manuel Sequeira, esclareceu o Secretário de Estado sobre o valor projetado e o valor final da obra que pode vir a sofrer alteração face conjuntura atual de atualização dos preços de mercado.

O projeto para a requalificação da Antiga Casa da Câmara foi aprovado no ano passado, com o valor ligeiramente abaixo dos 400 mil euros (380 mil (+IVA), tendo o Instituto de Gestão dos Equipamentos e da Justiça informado, hoje, durante a reunião, que poderá celebrar o contrato inter-administrativo com a Câmara, dentro de semanas, cabendo a esta entidade pública o lançamento da obra a concurso, logo que esteja fechado o valor real da empreitada, e feita a avaliação de eventuais afinações do procedimento existente.

A transferência do juízo de competência genérica da Nazaré, no distrito de Leiria, para a Antiga Casa da Câmara, na Pederneira, visa garantir a sua continuidade no concelho dado que as atuais instalações não reúnem as condições para o bom funcionamento, nomeadamente em acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida.

O Tribunal da Nazaré funciona num edifício adaptado, desde 1993, inaugurado pelo então Ministro da Justiça, Laborinho Lúcio.

Sobre os Julgados de Paz, a vereadora da Câmara com o Pelouro da Ação Social, Regina Piedade, falou das preocupações que tem relacionadas com a celebridade de respostas e a necessidade de maior proximidade deste serviço à população, tendo ficado a garantia da tutela de convocação de uma reunião com todos os Municípios que fazem parte do Agrupamento da Comunidade Intermunicipal do Oeste.

A tramitação processual dos processos rececionados pela Nazaré passou a decorrer no Bombarral pelo facto de Alcobaça não ter, ainda, adotado todas as valências dos Julgados de Paz.

Apreendida mais de uma tonelada de cobre em empresa de Alcobaça

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Mais de uma tonelada de metais não preciosos furtados foi apreendida numa empresa de comércio de resíduos metálicos, na localidade de Martingança, no concelho de Alcobaça, distrito de Leiria, informou hoje a GNR.

Ao todo, foram apreendidos na quinta-feira “1.300 quilos de cobre furtado que se encontrava numa empresa de comércio de resíduos metálicos e que consistem, sobretudo, em cabos de telecomunicações de uma operadora”, disse à agência Lusa o comandante do Destacamento Territorial de Leiria, capitão Daniel Matos.

No âmbito da operação, a empresa foi constituída arguida “por suspeita do crime de recetação”, informou ainda o comandante, esclarecendo que a “empresa, que tem até dimensão internacional, não recebe metais de particulares, mas apenas de outras sucatas mais pequenas onde o cobre furtado poderá ter sido vendido”.

A GNR admite que, “do decorrer na investigação, possam ser constituídos novos arguidos”.

Foram ainda elaborados três autos de contraordenação por incumprimento do título único ambiental e dos procedimentos para armazenamento de gases fluorados, bem como por falta de licenciamento para movimentação de solos, punível com uma coima que pode ascender a 290 mil euros.

Os factos foram remetidos para as entidades administrativas competentes, nomeadamente à Câmara Municipal de Alcobaça, à Agência Portuguesa do Ambiente e à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) e comunicados ao Tribunal Judicial de Alcobaça.

A apreensão “não está diretamente relacionada”, mas decorre de uma investigação em curso há cerca de dois meses, por furtos de baterias usadas nas antenas das várias operadoras de telecomunicações, ocorridos nos concelhos de Leiria, Alcobaça e Caldas da Rainha.

A investigação culminou, na quarta-feira, com a detenção em flagrante de três homens com idades compreendidas entre os 21 e os 29 anos.

No decorrer desta primeira operação foram apreendidas oito baterias, três telemóveis, uma viatura e diversas ferramentas utilizadas para a prática do ilícito, divulgou na altura a GNR em comunicado.

Associação do Ribatejo Interior inicia projeto de valorização das artes e ofícios tradicionais

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Identificar, proteger e valorizar as artes e ofícios tradicionais dos municípios de Abrantes, Constância e Sardoal é o objetivo da Tagus – Associação do Ribatejo Interior, que hoje apresentou o resultado do levantamento histórico efetuado pelo antropólogo Paulo Lima.

“O trabalho de recolha do antropólogo Paulo Lima é, sobretudo, um trabalho técnico de uma pessoa que é experiente nesta área do levantamento e do reconhecimento da importância que as artes e ofícios têm no território pela sua experiência a nível nacional, mas focada aqui no território do Ribatejo interior, nos concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal”, disse hoje à Lusa Conceição Pereira, técnica coordenadora da Tagus, depois da apresentação pública do levantamento efetuado e que decorreu em Sardoal (Santarém).

Este levantamento é o primeiro trabalho onde assentará um conjunto de ações no âmbito do projeto global que tem por objetivo “valorizar as artes e ofícios tradicionais do Ribatejo interior, enquanto elementos diferenciadores deste território, que contribuem para o aumento da sua competitividade territorial, dinamização turística, cultural e económica”, bem como “adaptar as artes e ofícios às tendências atuais de mercado e a novas áreas de expressão, criação cultural e artística” na região, realçou a responsável.

“E porque é que este levantamento é tão importante? Porque é o fio condutor do trabalho nestes três concelhos, ele é o elemento aglutinador da análise que nós fomos fazer ao Ribatejo interior e vai ser com base neste levantamento que nós vamos fazer um progresso maior deste projeto, porque este levantamento acaba por ser a primeira fase”, disse Conceição Pereira.

A responsável deu conta de algumas das leituras que o levantamento permite descortinar, “como o artesanato descontinuado, o que está vivo e o que surge como inovador”, além de ter permitido identificar os vários artífices que trabalham no território e sobre os quais vão recair as próximas fases, ao nível da capacitação e formação, entre outros.

“Há, efetivamente, artesanato que está descontinuado e que é necessário valorizar, se possível revitalizar, e temos o bom exemplo do que tem a ver com as redes de pesca em Constância, e outros que, estando ainda vivos, importa melhorar ou reinventar, como as malas de folha de Flandres de Sardoal, ou o caso da Sifameca nas Mouriscas (Abrantes), com as ceiras e capachos ligados aos lagares”, exemplificou.

Para Conceição Pereira, estes “são três bons exemplos de uns que estão vivos, mas que precisam ser reinventados, melhorados, ou de outros que já estão completamente descontinuados e que é preciso revitalizar e criar novas dinâmicas, e é este o papel importante que tem este projeto e que é necessário aqui lançar o desafio, por um lado aos novos artesãos que queiram surgir, e, por outro lado, também salvaguardar a identidade”.

Paulo Lima, o antropólogo responsável pelo levantamento dos artesãos em atividade, comparou a atividade existente nos anos 70 com a dos dias de hoje, dando conta de existir “uma diferença brutal”, onde “há muitas artes e ofícios que desapareceram, mas por outro lado”, notou, este levantamento também permite perceber a diversidade existente e o que poderá ser, no futuro ou no presente.

Por outro lado, Paulo Lima relevou o facto de as artes e ofícios tradicionais “continuarem a desenvolverem-se, articulando-se com novas linguagens, novos equipamentos e procurando mercados, com artesãos que se estão também a configurar para o presente e para o futuro, ou seja, com conhecimento de onde vão buscar as matérias-primas, como transformar, como usar as novas tecnologias, e como usar as redes sociais para colocar os seus produtos, procurando novos mercados”.

Para o investigador, este levantamento “mostra que existe uma atividade em constante reflexão e em constante renovação, com preocupações ambientais e de sustentabilidade”, tendo elogiado um projeto que “pode ser uma enorme mais-valia identitária para o território”.

Depois da apresentação do levantamento histórico das artes e ofícios do Ribatejo interior e identificação do “saber fazer” dos artesãos e das entidades a envolver, os passos seguintes passam por um concurso de ideias, pela criação de oficinas de formação e capacitação de artesãos, de oficinas criativas – do artesanato tradicional à inovação, pela criação de um percurso turístico integrado de artes e ofícios do Ribatejo Interior e experiências imersivas, culminando na promoção e divulgação do projeto e envolvimento da comunidade.

Dinamizado pela Tagus – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, e pelos três municípios da sua área de ação, o projeto AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior visa a valorização do património identitário dos territórios no âmbito do desenvolvimento local de base comunitário, representando um investimento na ordem dos 72.500 euros, sendo financiado a 85% no âmbito do Programa Operacional do Centro do Portugal 2020 e pelo FEDER – Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional.

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