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Segunda-feira, Junho 29, 2026
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Abrandamento económico levará mais trabalhadores a aceitar empregos mal pagos

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O abrandamento económico levará mais trabalhadores a aceitar empregos de baixa qualidade e mal pagos, segundo um relatório da OIT, que estima um aumento do emprego mundial em 1% em 2023, menos de metade do verificado em 2022.

O relatório “World Employment and Social Outlook: Trends 2023” da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje conclui que “a atual desaceleração económica mundial provavelmente forçará mais trabalhadores a aceitar empregos de baixa qualidade e mal pagos, que carecem de segurança no trabalho e proteção social, acentuando assim as desigualdades exacerbadas pela crise da covid-19”.

No documento, a OIT revê em baixa o crescimento global do emprego face a previsões anteriores, para 1% em 2023, uma desaceleração face ao aumento de 2,3% verificado em 2022.

O desemprego a nível mundial deverá aumentar ligeiramente em 2023, em cerca de três milhões de pessoas, para 208 milhões, o que corresponde a uma taxa de desemprego global de 5,8%, estima a organização.

O aumento moderado do desemprego previsto pela OIT deve-se sobretudo à baixa oferta de mão-de-obra verificada nos países desenvolvidos, mas, ainda assim, o desemprego global permanecerá 16 milhões acima do valor de referência da pré-crise (estabelecido em 2019).

Além do desemprego, “a qualidade do emprego continua a ser uma preocupação fundamental”, pode ler-se no relatório.

A evolução no processo de redução da pobreza vacilou uma década durante a crise pandémica da covid-19 e, apesar de se ter verificado uma recuperação durante 2021, “a escassez contínua de melhores oportunidades de emprego provavelmente piorará”, diz a OIT.

“Muitos trabalhadores terão de aceitar empregos de qualidade inferior, muitas vezes com salários muito baixos, às vezes com horas insuficientes” e, além disso, “como os preços aumentam mais rapidamente do que os rendimentos nominais do trabalho, a crise do custo de vida corre o risco de empurrar mais pessoas para a pobreza”, alerta a organização.

“Essa tendência soma-se às quedas significativas nos rendimentos observadas durante a crise da covid-19, que em muitos países afetou mais os grupos de baixos salários”, acrescenta.

A deterioração do mercado de trabalho deve-se às tensões geopolíticas emergentes e ao conflito na Ucrânia, à recuperação desigual da crise causada pela pandemia e às falhas nas cadeias de abastecimento, que criaram condições para a estagflação (simultaneamente alta inflação e baixo crescimento), pela primeira vez desde a década de 1970, refere a OIT.

Segundo o relatório, as mulheres e os jovens estão “significativamente pior nos mercados de trabalho”.

A taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho fixou-se em 47,4%, em 2022, face a 72,3% dos homens, o que significa que, “para cada homem economicamente inativo, existem duas mulheres nessa situação”, lê-se no documento.

Os jovens entre os 15 e 24 anos “enfrentam sérias dificuldades em encontrar e manter um emprego decente”, alerta a OIT, acrescentando que a taxa de desemprego mundial dos jovens é três vezes maior que a dos adultos e que 23,5% dos jovens não estão empregados, não estudam nem seguem qualquer formação (NEET).

O relatório da OIT mostra ainda variações significativas no mercado de trabalho por regiões.

A Europa e a Ásia Central “são particularmente afetadas pelas consequências económicas do conflito na Ucrânia”, mas, diz a OIT, embora o emprego deva diminuir em 2023, “as suas taxas de desemprego devem aumentar apenas ligeiramente, dado o cenário de crescimento limitado da população em idade ativa”.

Por seu lado, África e os Estados Árabes devem ter um crescimento do emprego “de cerca de 3% ou mais”, mas a organização afirma ser provável que ambas as regiões vejam as taxas de desemprego diminuírem “apenas modestamente” (de 7,4% para 7,3% em África e de 8,5% para 8,2% nos Estados Árabes).

Na América do Norte, haverá pouco ou nenhum ganho de emprego em 2023 e o desemprego aumentará, diz o relatório.

IPMA coloca 12 distritos sob aviso laranja devido ao vento e à agitação marítima

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Doze distritos de Portugal Continental estão hoje sob aviso laranja devido ao vento e agitação marítima, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos de Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar, até quarta-feira, sob aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de quatro, devido à agitação marítima.

Os distritos de Guarda e Castelo Branco estão sob aviso laranja devido ao vento.

Nos distritos de Porto, Viana do Castelo, Aveiro e Braga, o aviso laranja vai ser acionado entre as 03:00 e as 22:00 de quarta-feira.

Já nos distritos de Faro, Setúbal e Beja, será a partir das 18:00 de terça-feira até às 22:00 de quarta-feira. Prevê-se a emissão do aviso laranja nos distritos de Guarda e Castelo Branco entre as 21:00 de hoje e as 06:00 de terça-feira; nos distritos de Leiria e Coimbra entre as 06:00 de hoje e as 22:00 de quarta-feira; no distrito de Lisboa entre as 09:00 de hoje e as 22:00 de quarta-feira.

Além destes 12 distritos, outros três, Bragança, Viseu e Vila Real, vão estar sob aviso meteorológico amarelo entre hoje e as 06:00 de quarta-feira.

O aviso amarelo do IPMA significa que a situação é de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica, enquanto no laranja o risco é moderado e elevado, devendo a população seguir as recomendações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Nepal revê para 66 número de mortos em acidente aéreo de domingo

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As autoridades do Nepal reviram hoje, dia de luto no país, o número de mortos no acidente de aviação, no domingo, de 68 para 66 das 72 pessoas a bordo.

O número de mortos, inicialmente de 68, foi revisto, disse o funcionário do distrito de Kaski Tek Bahadur K.C..

Entretanto, no local onde o aparelho se despenhou, no centro do país, as equipas de socorro procuram também entre os destroços as “caixas negras” do avião. As causas do acidente ainda não foram determinadas.

Uma testemunha, que filmou a aterragem do avião da varanda de casa, disse ter visto a aeronave voar baixo antes de virar repentinamente para a esquerda.

“Fiquei chocado”, disse Diwas Bohora, citado pela agência de notícias Associated Press.

A Autoridade de Aviação Civil do Nepal disse que a aeronave estabeleceu contacto com o aeroporto pela última vez perto do desfiladeiro de Seti, no centro do país, às 10:50 (05:05 em Lisboa) antes de cair.

O avião tinha saído da capital Katmandu com destino a Pokhara, por volta das 10:30 (04:45 em Lisboa), e caiu durante a manobra de aproximação ao aeroporto internacional de Pokhara, no vale do rio Seti.

Pokhara, localizada a 200 quilómetros a oeste de Katmandu, é a porta de entrada para o circuito de Annapurna, um trilho de caminhada popular nos Himalaias.

Professores iniciam hoje em Lisboa greve de 18 dias por distritos

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© FENPROF

Uma greve de professores que se vai prolongar durante 18 dias arranca hoje e realiza-se por distritos, começando em Lisboa, para onde está marcada uma concentração na Praça do Rossio.

A greve foi convocada por uma plataforma de oito organizações sindicais: Fenprof, a ASPL, a Pró-Ordem, o SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU.

Depois do primeiro dia em Lisboa, a paralisação prossegue em Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, terminando no Porto no dia 08 de fevereiro.

À semelhança do que vai acontecer em Lisboa, estão previstas concentrações nas capitais de distrito para o dia em que estiverem em greve.

Os oito sindicatos, que inicialmente tinham considerado que não era o “momento adequado” para uma greve, uma vez que decorria o processo negocial com o Ministério da Educação sobre o regime de concursos, decidiram convocar a paralisação depois de terem dado à tutela um prazo para recuar em algumas das propostas apresentadas nas negociações anteriores e abrir novos processos negociais sobre outras matérias.

O prazo terminou no dia 10 de janeiro, sendo que, na véspera, o Ministério da Educação tinha convocado a terceira ronda negocial para os dias 18 e 20, em que se discutiriam também uma proposta de calendário negocial sobre outros temas.

No entanto, o secretário-geral da Fenprof explicou que as ações de luta agendas iriam manter-se como previstas, porque “a convocação de uma reunião, por si só, não altera nada”.

Na sexta-feira, no final do acampamento que ocupou, durante quatro dias, a frente do Ministério da Educação, Mário Nogueira disse ainda que a partir do dia 20 de janeiro está tudo em aberto.

“Diria que é um dia chave”, afirmou, acrescentando que o Ministério tem de ir ao encontro das reivindicações dos docentes porque “reuniões sem soluções não dão resposta aos problemas”.

“Queremos que a reunião de dia 20 seja marcante e se não houver as respostas que queremos, prosseguimos até ao dia 11 de fevereiro”, acrescentou, recordando que nesse dia se realiza uma manifestação em Lisboa.

Nessa altura, os professores avaliam novas ações de protesto que juntem, preferencialmente, as várias organizações sindicais.

A greve por distritos realiza-se ao mesmo tempo em que decorrem outras duas paralisações: uma greve por tempo indeterminado, convocada pelo STOP, que se iniciou em 09 de dezembro e vai manter-se, pelo menos, até ao final do mês, e uma greve parcial ao primeiro tempo de aulas convocada pelo SIPE, deverá prolongar-se até fevereiro.

Os professores contestam algumas das propostas apresentadas pelo Ministério da Educação no âmbito da negociação da revisão do regime de mobilidade e recrutamento de pessoal docente, mas reivindicam também soluções para problemas mais antigos, relacionados com a carreira docente, condições de trabalho e salariais.

Brasil: Lula da Silva demite direção dos meios de comunicação públicos

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O Presidente do Brasil, Lula da Silva, demitiu hoje por decreto a direção de todos os meios de comunicação públicos brasileiros em resultado do tratamento dado aos ataques a edifícios públicos em Brasília no dia 08.

A decisão foi tomada na sexta-feira e inclui a nomeação da jornalista Kariane Costa como presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), da qual dependem meios como a Agência Brasil, a TV Brasil, bem como rádios nacionais.

A medida implica a abertura de um processo de transição e reorganização na EBC que durará cerca de 30 dias, informou a presidência brasileira em comunicado.

A imprensa brasileira destaca que a direção desses meios de comunicação estava nas mãos de funcionários indicados pelo ex-presidente, Jair Bolsonaro.

Em 08 de janeiro, apoiantes do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro invadiram e vandalizaram as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, obrigando à intervenção policial para repor a ordem e suscitando a condenação da comunidade internacional.

Fontes citadas pelo jornal Folha de São Paulo descrevem que a maior parte dos media brasileiros se referia aos apoiantes de Bolsonaro como “vândalos” ou “conspiradores golpistas”, enquanto os meios públicos mantiveram o termo “manifestantes”.

Outra fonte explicou que se temia uma cobertura ainda mais radical dos meios de comunicação liderados por pessoas próximas a Bolsonaro e a possível disseminação de ideias antidemocráticas ou mesmo sabotagem técnica para interromper transmissões.

No dia seguinte ao assalto aos três poderes, o telejornal da TV Brasil transmitiu declarações do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, interpretadas como provocação por políticos do Partido dos Trabalhadores (PT), no poder.

A Polícia Militar conseguiu recuperar o controlo das sedes dos três poderes, numa operação de que resultaram cerca de 1.500 detidos.

A invasão começou depois de militantes da extrema-direita brasileira apoiantes do anterior presidente, derrotado por Lula da Silva nas eleições de outubro passado, terem convocado um protesto para a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

O juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afastou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por 90 dias, considerando que tanto o governador como o ex-secretário de Segurança e antigo ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres terão atuado com negligência e omissão.

João Vieira e Inês Henriques conquistam títulos nacionais de marcha 35 km

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© FNA

João Vieira, do Sporting, e Inês Henriques, do Clube de Natação de Rio Maior, sagraram-se hoje campeões nacionais de marcha na distância de 35 quilómetros, nos campeonatos disputados em Porto de Mós, no distrito de Leiria.

De regresso aos Nacionais após um ano de ausência, o marchador do Sporting voltou a impor-se sem dificuldade, somando o sétimo título nos 35 km com larga vantagem sobre a concorrência, que foi escassa – o heptacampeão queixou-se disso no final -, no retorno da competição ao percurso urbano da vila de Porto de Mós, após dois anos de deslocalização para a zona industrial devido à pandemia.

No segundo lugar ficou o húngaro Dávid Tokodi, que cortou a meta quase 25 minutos depois de Vieira. O terceiro degrau do pódio foi para Manuel Marques, do Jardim da Serra, e nenhum outro atleta terminou a prova dos 35 km nestes Nacionais.

Em femininos, Inês Henriques marchou em Porto de Mós para o quarto título nacional nos 35 km, o segundo consecutivo.

Vitória Oliveira, a competir como individual, ficou a cinco minutos da marchadora de Rio Maior, fechando o pódio Joana Pontes, do Leiria Marcha Atlética.

Nos 20 km para veteranos, João Vieira juntou mais um título ao seu longo currículo, enquanto nos femininos, a medalha foi para Ana Cabecinha, do Pechão, que, contudo, não concluiu os 35 km por prevenção, após se ressentir de dor num joelho.

Classificações:

Masculinos:

  • 35 km:

Individual

  1. João Vieira (Sporting), 02:36.32 horas
  2. Dávid Tokodi (individual), 03:01.04.
  3. Manuel Marques (Jardim da Serra), 03:05.51.
  • Veteranos (20 Km):
  1. João Vieira (Sporting), 01:29.49 horas
  2. Manuel Marques (Jardim da Serra), 01:42.55.
  3. Ricardo Santos (Solar dos Leões Almada), 01:45.58.

Femininos:

  • 35 km
  1. Inês Henriques (CN Rio Maior), 02:55.26 horas
  2. Vitória Oliveira (individual), 03:00.29.
  3. Joana Pontes (Leiria Marcha Atlética), 03:11.35.
  • Veteranas (20 km):
  1. Ana Cabecinha (Pechão), 01:40.06 horas
  2. Sandra Silva (Atlético Clube Póvoa do Varzim), 01:51.17
  3. Júlia Sousa (Escola Atletismo Trofa), 02:03.13.​​​​​​​

Italiana Eni descobre importante poço de gás ao largo do Egito

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© Profile Mozambique

A companhia italiana de hidrocarbonetos Eni anunciou hoje a “importante descoberta” de um novo campo de gás no poço de exploração Nargis-1, na Concessão da Área Marinha de Nargis, no Mar Mediterrâneo Oriental, ao largo do Egito.

No poço Nargis-1 encontrou-se a cerca de 61 metros arenitos contendo gás do Miocénico e Oligocénico e “a descoberta pode ser desenvolvida aproveitando a proximidade das instalações existentes da Eni”, disse a empresa num comunicado.

A área de concessão ao largo de Nargis, no Egito, é de 1.800 quilómetros quadrados.

A Chevron Holdings é o operador com uma participação de 45%, enquanto a filial da Eni IEOC Production BV detém uma participação de 45%, e a Tharwa Petroleum Company SAE detém 10%, acrescenta-se no comunicado.

A Eni está presente no Egito desde 1954, onde opera através da filial IEOC, e a empresa é atualmente o principal produtor do país, com uma produção de hidrocarbonetos de aproximadamente 350.000 barris de equivalente de petróleo por dia.

A empresa está também a investir em projetos de gás natural em Moçambique, país que aprovou três explorações na bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado.

Uma é liderada pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após um ataque armado a Palma, Cabo Delgado (norte), em março.

O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).

Um terceiro projeto quase concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante que vai captar e processar o gás para exportação, diretamente no mar, que arrancou em novembro do ano passado.

IPMA coloca 10 distritos do Norte e Centro sob aviso amarelo devido à neve

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© Município de Manteigas

Dez distritos do Norte e Centro vão estar sob aviso meteorológico amarelo na terça-feira devido à neve, segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera, que prevê o mesmo nível para hoje e segunda-feira na Guarda e Castelo Branco.

A última informação atualizada do Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) coloca também, a partir da manhã de segunda-feira, em aviso laranja (o segundo mais grave de uma escala de quatro) os distritos de Viana do Castelo, Porto, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga devido à agitação marítima.

Segundo o IPMA, os distritos da Guarda e Castelo Branco vão estar, a partir das 21:00 de segunda-feira, sob aviso de laranja devido ao vento.

Estes dois distritos estão a partir das 23:00 de hoje e na segunda-feira em aviso amarelo (o terceiro mais grave) devido à queda de neve.

Além da Guarda e Castelo Branco, os restantes distritos que vão estar, a partir de terça-feira sob aviso meteorológico amarelo devido à neve são Coimbra, Bragança, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga.

O IPMA alerta para a perturbação causada nestes 10 distritos devido à queda de neve com acumulação e possível formação de gelo, como vias condicionadas ou interditas, danos em estruturas ou árvores e abastecimentos locais prejudicados.

O aviso amarelo do IPMA significa que a situação é de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica, enquanto no laranja o risco é moderado e elevado, devendo a população seguir as recomendações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

No sábado, a ANEPC pediu à população para adotar medidas preventivas para se defender da “descida significativa da temperatura”.

A autoridade alertou para os potenciais riscos deste quadro meteorológico, nomeadamente “intoxicações por inalação de gases, devido a inadequada ventilação em habitações onde se utilizem aquecimentos como lareiras e braseiras”, assim como para incêndios devido à “má utilização de lareiras e braseiras ou de avarias em circuitos elétricos”.

Os idosos, as crianças, as pessoas com patologias crónicas e os sem-abrigo são os grupos de pessoas “mais vulneráveis” e que necessitam de “especial atenção” para se protegerem do tempo frio, enquanto os automobilistas devem adotar uma condução defensiva e atenção para o “piso escorregadio ou a possível formação de lençóis de água e gelo”, acrescentou.

Podem também registar-se “danos em estruturas montadas ou suspensas”, que devem ser fixadas para evitar desprendimentos, e “queda de ramos ou árvores, em virtude de vento mais forte”, segundo a ANEPC.

A temperatura vai baixar a partir de hoje em Portugal continental, podendo atingir a meio da semana menos cinco graus Celsius no interior Norte e Centro, anunciou na sexta-feira o IPMA.

Num comunicado publicado na sua página da internet, o organismo que faz a previsão meteorológica em Portugal explicou que esta descida de temperatura se deve à passagem de “superfícies frontais frias que atravessam o território de norte para sul, às quais estão associadas massas de ar polar, provenientes de noroeste”.

Ucrânia: Onda de ataques russos no sábado provocou pelo menos 26 mortos e 81 feridos

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Foto: D.R.

A onda de ataques russos no sábado em várias regiões da Ucrânia provocou pelo menos 26 mortos e 81 feridos, informou hoje o vice-chefe do gabinete do Presidente ucraniano, Kyrylo Tymoshenko.

Numa mensagem no Telegram, citada pela agência Ukrinform, o responsável precisou que, segundo as administrações militares regionais, na região de Dnipropetrovsk houve 21 mortos e 74 feridos; em Donetsk, cinco mortos e quatro feridos; em Sumy, um ferido, e, em Kherson, dois feridos.

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia informou que as forças russas lançaram três ataques aéreos e 57 ataques com mísseis no sábado e também abriram fogo com múltiplos sistemas de lançamento de foguetes em 69 ocasiões, especificamente contra a infraestrutura civil.

Entretanto, as equipas de resgate encontraram um sobrevivente nos escombros de um prédio residencial em Dnipro, onde o impacto de um míssil provocou pelo menos 21 mortos, disse à televisão o autarca daquela cidade, Borys Filatov.

“Posso confirmar. Eu vi o início desta operação de resgate com os meus próprios olhos. Algures no quinto andar, as equipas de resgate encontraram um homem que dava sinais de que estava vivo. Trouxeram um guindaste e uma maca para o retirar. Diante dos meus olhos, aproximou-se um veículo de resgate”, disse.

Recordando que, segundo a polícia nacional, estão a ser procuradas 40 pessoas cujos familiares pediram ajuda, Filatov falou em 21 mortos e 71 feridos, incluindo 13 crianças, além de 38 pessoas resgatadas.

O autarca diz ter pedido aos chefes dos diferentes serviços que não registassem cada morte, mas esperassem pelo fim da operação de resgate.

“Honestamente, acho que haverá dezenas de vítimas”, afirmou, embora acrescentando acreditar que ainda há possibilidades de encontrar pessoas com vida.

Segundo os cálculos do autarca, a operação de resgate terminará por volta das 03:00 de segunda-feira.

Numa mensagem anterior, o presidente do conselho regional da região de Dnipropetrovsk referiu que o impacto do míssil destruiu 72 apartamentos e deixou mais de 230 danificados.

As autoridades da cidade de Dnipro declararam três dias de luto.

Os ataques russos foram realizados pouco depois de o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, ter telefonado ao seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para lhe anunciar que o Reino Unido será a primeira potência ocidental a enviar tanques de primeira linha para Kiev.

Isto apesar dos receios, no seio da NATO, de que esta decisão possa ser considerada pela Rússia como uma escalada da guerra.

A ofensiva militar lançada pela Rússia contra a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022 foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e sanções políticas e económicas a Moscovo.

A invasão russa causou, até agora, a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados das Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945).

As Nações Unidas consideram confirmados 6.952 civis mortos e 11.144 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Pelo menos 67 mortos em queda de avião no Nepal, que transportava 15 estrangeiros, nenhum português

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Pelo menos 67 das 72 pessoas a bordo do avião que caiu hoje no centro do Nepal morreram, segundo fontes oficiais, que avançam ainda que 15 dos passageiros eram estrangeiros, nenhum dos quais português.

O mais recente balanço feito pela polícia refere que pelo menos 67 pessoas morreram na sequência do acidente com o ATR-72 operado pela Yeti Airlines, que se despenhou no distrito de Pokhara, um ponto turístico muito popular no país, cerca de 200 quilómetros a oeste da capital nepalesa, Katmandu.

“Trinta e um [corpos] foram levados para os hospitais”, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) o responsável policial AK Chhetri, acrescentando que outros 36 corpos foram encontrados na ravina onde o avião se despenhou.

Das 72 pessoas a bordo – 68 passageiros, incluindo seis menores, e quatro tripulantes – cinco eram cidadãos da Índia, quatro russos, dois coreanos, um australiano, um argentino, um irlandês e um francês, detalhou o porta-voz da Yeti Airlines Sudrashan Bardaula, citado pela AFP.

O avião tinha saído de Katmandu com destino a Pokhara cerca das 10:30 (hora local) e caiu durante a manobra de aproximação ao Aeroporto Internacional de Pokhara, no vale do rio Seti.

A autoridade de aviação disse que o último contacto da aeronave com o aeroporto antes de cair foi feito pelas 10:50 (hora local).

As equipes de resgate continuam a inspecionar o local do acidente, a cerca de 1,6 quilómetros de distância do Aeroporto Internacional de Pokhara, usando cordas para retirar os corpos dos destroços, partes dos quais estavam pendurados na borda do desfiladeiro.

O primeiro-ministro do Nepal, Pushpa Kamal Dahal, apelou aos profissionais de segurança e ao público em geral que ajude nos esforços de resgate.

Pokhara, localizada a 200 quilómetros a oeste de Katmandu, é a porta de entrada para o Circuito de Annapurna, um trilho de caminhada popular nos Himalaias.

Imagens e vídeos partilhados no Twitter mostraram nuvens de fumo no local do acidente, enquanto equipas de resgate e grandes grupos de pessoas se acumulavam em torno dos destroços da aeronave. Soldados nepaleses também estão envolvidos nos esforços de resgate no local do acidente.

Ainda não é claro o que terá causado a queda do avião, sendo que o Nepal tem um histórico irregular de segurança aérea.

No ano passado, 22 pessoas morreram quando um avião caiu numa montanha no Nepal. Em 2018, um avião de passageiros da US-Bangla, do Bangladesh, despenhou-se quando aterrava em Katmandu, matando 49 das 71 pessoas a bordo.

Em 1992, todas as 167 pessoas a bordo de um avião da Pakistan International Airlines morreram perto de Katmandu, no acidente aéreo mais mortífero da história do Nepal.

A indústria aérea do Nepal cresceu nos últimos anos, transportando mercadorias e pessoas para áreas de difícil acesso, bem como caminhantes e alpinistas estrangeiros.

No entanto, o setor tem tido problemas de segurança devido à falta de formação dos pilotos e manutenção dos aviões.

Desde 2013 que a União Europeia proíbe as companhias aéreas do Nepal de aceder ao espaço aéreo europeu, por razões de segurança.

O país dos Himalaias tem ainda algumas das rotas mais isoladas e complexas do mundo, ladeadas por picos cobertos de neve que desafiam mesmo os pilotos experientes.

Pilotos dizem que o Nepal carece também de infraestruturas para fazer previsões meteorológicas precisas, especialmente em áreas remotas com terreno montanhoso acidentado onde o clima muda rapidamente.

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