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Sexta-feira, Junho 14, 2024

Cadaval e Castanheira de Pera vão dinamizar passado comum de produção de gelo

Os municípios do Cadaval e de Castanheira de Pera assinaram um protocolo destinado a promover e valorizar turística e culturalmente o passado comum de produção de gelo, que remonta ao século XVIII, anunciaram as autarquias.

No protocolo, a que a Lusa teve acesso, os municípios relevam a “história em comum relativa ao fabrico do gelo” nas serras de Montejunto e da Lousã, respetivamente, e comprometem-se a colaborar “com vista ao estabelecimento de condições favoráveis à criação, implementação e dinamização da Rota do Gelo”.

No Cadaval (distrito de Lisboa), na Quinta da Serra, em Montejunto, “situa-se a Fábrica da Neve mandada reedificar por Julião Pereira de Castro, reposteiro e neveiro da Casa Real, no último dia de janeiro de 1782”, enquanto em Castanheira de Pera (distrito de Leiria), no Cimo do Cabeço do Pereiro, na serra da Lousã, se encontram “os Poços da Neve, estruturas onde se juntavam as neves e armazenava o gelo, cuja existência o alvará de D. José faz remontar a pelo menos 1757”, assinalam as autarquias nos considerandos do protocolo.

“A Fábrica de Gelo do Cadaval e os Poços da Neve de Castanheira de Pera representam, assim, marcos patrimoniais de uma herança histórica comum relacionada com a produção, armazenamento e distribuição de gelo, consubstanciando para a arqueologia industrial processos de fabrico do mesmo”, recordaram os municípios.

No documento é referido que, “na serra de Montejunto, o gelo era fabricado através de lençóis de água distribuídos pelos tanques, expostos às baixas temperaturas das noites de inverno”.

Já na serra da Lousã, era feita a recolha da neve, calcada e armazenada em gelo diretamente nos poços.

As duas Câmaras consideram estar “reunidas as condições para reativar a vontade de ambos os municípios em desenvolver um projeto com o objetivo de ligar histórias do seu passado comum, através da formalização de um acordo” agora estabelecido, com o protocolo assinado na sexta-feira.

As duas autarquias já têm também trabalho feito para a valorização deste património industrial e histórico, tendo em vista a sua “conservação, valorização e promoção turística”, com o objetivo “tornar o Santo António da Neve num importante polo de dinamização turística da serra da Lousã”.

Pretende-se também que o conjunto arquitetónico local, classificado como Imóvel de Interesse Público, seja “culturalmente mais acessível, apelativo e enriquecedor para quem o visita, em harmonia com a preservação do património natural e a beleza das paisagens circundantes”.

No Cadaval é reconhecida a relevância do conjunto que inclui a Real Fábrica do Gelo, imóvel classificado como Monumento Nacional”.

“O desenvolvimento de um projeto comum, que inclui a Rota do Gelo, permitirá igualmente como objetivo atrair novos visitantes aos territórios envolvidos, através da oferta um produto cultural e turístico de qualidade, a partir da valorização e divulgação deste património com características únicas”, descreve o protocolo.

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