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Sábado, Julho 4, 2026
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Comunidades nos EUA e Canadá preocupados com o português e salários nos consulados

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Os cortes no português no estrangeiro e o baixo valor dos salários dos trabalhadores consulares foram as duas situações mais “preocupantes” analisadas no fim de semana, em Washington, pelos representantes das comunidades nos Estados Unidos da América e Canadá.

Em comunicado, o Conselho Regional da América do Norte/Conselho das Comunidades Portuguesas (CRAN/CCP) alertou para os cortes que o ensino de português no estrangeiro tem sofrido, apesar do “aumento do número de estudantes”.

“Situação igualmente preocupante é a dos trabalhadores consulares que vivem em rutura salarial, com salários abaixo do mínimo nos Estados Unidos”, prosseguem os conselheiros.

Na reunião anual do CRAN/CCP, os participantes lamentaram “o adiar de soluções perante o agravamento dos problemas, mascarado pelo desfasamento entre o discurso” do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas “e as respostas para as situações mais críticas”.

Os conselheiros analisaram ainda “a vida associativa na passagem às segundas gerações”, bem como “o apoio aos ‘media’ étnicos em português” e “o exercício do direito básico de participação eleitoral”.

O Conselho lamenta que as soluções que tem apresentado à tutela, e que merecem o “apoio verbal” dos governantes, não sejam acompanhadas das necessárias respostas que “tardam”, enquanto os problemas se agravam.

Por outro lado, o CRAN observou o surgimento de novas escolas por iniciativa e financiamento comunitários – casos de Palm Coast (Florida), Gilroy e Half Moon Bay (Califórnia) – e “a progressiva integração étnica com empoderamento cívico e político que se verifica a nível geral dos Estados Unidos e Canadá, de que a comunidade de Santa Clara (Califórnia), Elizabeth (New Jersey) e Palm Coast (Florida) são bons exemplos”.

Com vista a um aumento da participação eleitoral destas comunidades, o CRAN defende “soluções que permitam mitigar a enorme dificuldade de votar para milhares de cidadãos portugueses que vivem demasiado longe das mesas de voto nos consulados”.

E preconiza, para tal, que “nas eleições legislativas das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, em equidade com as eleições legislativas nacionais, deve ser aplicado o mesmo direito de participação eleitoral de ‘voto em mobilidade’ (caderno eleitoral desmaterializado) aos cidadãos portugueses eleitoralmente registados nas regiões autónomas”.

Morreu ferido grave de explosão em paiol de fábrica de pirotecnia em Ponte de Lima

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O homem que hoje sofreu ferimentos graves na explosão de um paiol da fábrica da Pirotecnia Minhota, em Ponte de Lima, morreu no local, disse à Lusa o presidente da Câmara.

Em declarações à agência Lusa, Vasco Ferraz adiantou que a informação lhe foi comunicada pelo vereador da Proteção Civil Municipal que se encontra no local.

“A vítima foi socorrida, mas acabou por morrer no local”, disse, acrescentando tratar-se de um funcionário com idade entre os 40 e os 50 anos.

Já o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho, Marco Domingues, adiantou que a explosão não causou um incêndio.

O responsável referiu que a explosão ocorreu num dos vários paióis do complexo, “um dos mais afastados da fábrica” de pirotecnia.

O alerta para a ocorrência foi dado às 13:30.

Aveiro: Câmara de Ílhavo encerrou Mercado da Costa Nova para obras

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Município de Ílhavo

O Mercado Municipal da Costa Nova do Prado, em Ílhavo, encerrou hoje ao público para obras de requalificação, devendo reabrir dia 17, informou a câmara municipal.

A intervenção prevê a reparação dos pisos interiores e das coberturas, pinturas no exterior e no interior e outros trabalhos de manutenção e conservação, num investimento que ronda os 50 mil euros.

“O mercado será alvo de claras melhorias no exterior e interior, nomeadamente, incluindo uma nova imagem, na qual também se prevê a colocação de painéis alusivos aos produtos da Ria de Aveiro, uma vez que é diariamente procurado por muitos turistas”, salienta a autarquia em nota de imprensa.

O Mercado da Costa Nova tem elevada afluência, sobretudo aos fins de semana, funcionando como “montra” dos produtos da pesca, lagunar e costeira, obtidos pela comunidade piscatória local.

Após obras de ampliação há alguns anos, passou a ter três áreas distintas: a dos crus (peixe e marisco), a dos legumes e panificação, e ainda a dos cozidos.

Esta última funciona alguns dias da semana, conforme a estação do ano, possibilitando a venda de marisco já cozido, “obrigatoriamente, confecionado na cozinha do mercado”.

De acordo com a nota de imprensa da Câmara Municipal de Ílhavo, durante o período de encerramento, os consumidores têm como alternativa os mercados da Praia da Barra e da Gafanha da Nazaré.

Mafra: 7.º Festival Internacional do Ouriço-do-Mar

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De 10 a 19 de março, venha saborear as iguarias da nossa costa. O Festival Internacional do Ouriço-do-mar regressa à Ericeira, para a sua 7.ª edição, com um programa marcado pela gastronomia e ciência, dando a conhecer este produto típico e todas as suas potencialidades, através da mostra gastronómica, de showcookings, do seafood court e das oficinas técnicas.

Descubra as várias maneiras de confecionar o Ouriço-do-Mar, participando na mostra gastronómica, a decorrer em 25 restaurantes aderentes. Pode, também, degustar esta iguaria no seafood court, que estará a decorrer no Mercado Municipal da Ericeira, entre as 12h00 e as 19h00, nos dias 10, 11, 12, 17, 18 e 19 de março.

Nos dias 11, 12, 18 e 19 de março, no Mercado Municipal da Ericeira, assista às sessões de show cooking e à mostra de produtos endógenos, cervejas artesanais e vinhos da região. Estarão presentes os chefs António Muiños Insua, Athanasios Kargatzidis, Flávio Santos, Tony Salgado, Rafael Duarte, Valéria Olivari, Paulo Morais, Bertílio Gomes, Francisco Silva, Arménio Marques, para além de Nuno Nobre.

O programa integra igualmente, nos dias 11 e 18 de março, as oficinas técnicas “Ouriço-do-Mar: Ouriceira 23” e “Ouriço-do-Mar: Ecologia na Praça”, dinamizadas pelo MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.

Consulte aqui o programa.

Semana da igualdade da CGTP arranca hoje com várias ações no país

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A semana da igualdade, promovida pela CGTP, arranca hoje e decorre até sexta-feira, com várias iniciativas no país, entre concentrações, greves, desfiles e manifestações, em especial no dia 08, Dia Internacional da Mulher.

A comissão para a igualdade entre mulheres e homens da CGTP assinala os 10 anos da iniciativa da semana da igualdade, sob o lema “Salários a aumentar para a vida mudar e a igualdade avançar”.

Segundo um comunicado da CGTP, ao longo da semana, o programa abrange mais de um milhar de empresas, escolas e outras instituições, onde se realizarão plenários e concentrações à porta, com a participação das trabalhadoras e com os seus testemunhos acerca das desigualdades, discriminações e retrocessos que se vivem nos locais de trabalho, bem como das soluções e propostas para os resolver.

A semana arranca hoje com a realização de centenas de plenários em todo o país e diversas iniciativas públicas denominadas “A Igualdade está na Rua” em dez regiões (Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Lisboa, Faro, Funchal e Ponta Delgada).

No Porto está prevista para hoje uma concentração de trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa do Varzim, enquanto em Aveiro se realiza um “roteiro pela igualdade e, na Figueira da Foz (distrito de Coimbra), uma concentração à porta da empresa Cofisa.

Para o Fundão (Castelo Branco) está programada uma ação de rua, com testemunhos, e em Leiria uma tribuna pública, estando ainda previstas concentrações em Santarém e Faro.

Em Lisboa, a CGTP promove uma concentração de uma delegação de enfermeiras “discriminadas pelo exercício da maternidade”, junto à Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações.

“A situação das mulheres trabalhadoras em Portugal está a deteriorar-se ainda mais do que em relação aos homens trabalhadores, designadamente em relação ao emprego, aos salários, aos horários, às carreiras profissionais e à proteção social”, afirma a CGTP.

Galopim de Carvalho inaugurou mural dos cientistas na escola secundária do Bombarral

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O professor Galopim de Carvalho visitou na passada quinta-feira, dia 2 de março, a escola sede do Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, no Bombarral, para a inauguração do “Mural dos Grandes Cientistas”, onde se encontra representado ao lado de outras grandes figuras da ciência como Albert Einstein, Charles Darwin, Marie Curie e Rómulo de Carvalho.

A sessão prosseguiu no auditório, onde marcaram presença alunos do referido estabelecimento de ensino e do Centro Escolar, tendo a mesma começado com uma breve apresentação do mural pela professora Maria Joana Fernandes.

Seguiram-se as intervenções do diretor do AEFP, Emanuel Vilaça, do presidente da Câmara Municipal, Ricardo Fernandes, e, por fim, do professor Galopim de Carvalho, que aproveitou para partilhar com os estudantes a importância que um dos seus professores teve na escolha do seu percurso profissional.

Ministra da Segurança Social pediu inspeção urgente a lar na Lourinhã

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A ministra da Trabalho, Solidariedade e Segurança Social pediu uma inspeção urgente ao lar de idosos Delicado Raminho, na Lourinhã, depois de terem sido noticiados no domingo relatos de maus-tratos.

“O que eu pedi foi uma inspeção, foi enviado um pedido de fiscalização imediata urgente à situação do lar para perceber o que é que se passa, porque o que nos tem de mover a todos é a proteção das pessoas”, afirmou Ana Mendes Godinho.

A governante, que falava antes da sessão de abertura da 9.ª Semana da Empregabilidade, organizada pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), disse que, nesta área, tem sido feito um trabalho a dois níveis: fiscalizar e verificar situações que são sinalizadas ou em que haja problemas e realizar investimentos, como os que estão a ser feitos com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Questionada pelos jornalistas sobre as informações divulgadas por anteriores funcionárias do lar de que recebiam aviso prévio das visitas da Segurança Social, a ministra esclareceu que há dois tipos de acompanhamento dos lares.

“Há, naturalmente, visitas regulares e há visitas de fiscalização, e essas nunca são anunciadas, nem devem ser anunciadas, precisamente para detetar situações que sejam sinalizadas”, indicou.

Depois de insistir que já deu instruções para uma inspeção de urgência ao lar em causa, Ana Mendes Godinho apelou à denúncia à Segurança Social de todos os casos que as pessoas julguem precisar de fiscalização.

“Cá estamos para fiscalizar, para salvaguardar as situações das pessoas, que é isso que nos move”, acrescentou.

Uma reportagem da SIC denunciou no domingo à noite maus-tratos a idosos no lar da Lourinhã, no distrito de Lisboa.

De acordo com uma ex-funcionária, em causa estão o uso das mesmas luvas para o manuseamento de vários utentes, a existência de feridas por tratar, alimentação pobre e feita com restos de dias anteriores e falta de água quente para banhos aos utentes.

Segundo a informação divulgada, o Delicado Raminho é um lar privado, tem licença de funcionamento e pode receber até 78 utentes, tendo neste momento cerca de 60. Cada um paga, em média, 1.500 euros por mês.

JMJ: Jovens ajudam na organização, mas ainda faltam voluntários para o evento

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JMJ Lisboa 2023

Centenas de jovens já puseram mãos à obra para ajudar a organizar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), para a qual já estão inscritos outros 10 mil voluntários, um terço daqueles que são necessários para o evento.

No “quartel-general” do comité organizador local da JMJ, instalado na antiga Manutenção Militar, em Lisboa, os gabinetes são ocupados por jovens voluntários que há já alguns meses trabalham juntos para preparar o maior acontecimento da Igreja Católica, que vai decorrer na capital portuguesa de 01 a 06 de agosto com a presença do Papa Francisco.

São voluntários de longa ou média duração e todas as semanas continuam a chegar novos membros às equipas.

“Não tenho o número preciso, mas já temos cerca de 600 pessoas envolvidas na construção da Jornada”, disse à Lusa a coordenadora dos voluntários, Margarida Manaia, referindo que cerca de 20 são voluntários internacionais que “vieram de todo o mundo”.

Todos com tarefas diferentes, em áreas desde a informática à comunicação, decidiram oferecer o seu tempo e as suas competências para algo que é muito maior do que eles próprios. É dessa forma que Raquel Ventura descreve o seu contributo.

A jovem brasileira participou pela primeira vez numa jornada em 2013, no Rio de Janeiro. Dez anos depois, viajou para Lisboa para fazer parte da organização do evento em Portugal. Está na equipa do ‘contact center’, onde ajuda a tirar dúvidas àqueles que se queiram inscrever.

“Há um ambiente de trabalho, claro, mas, ao mesmo tempo, é um ambiente de amizade e de oração também. Somos mesmo felizes aqui, devido a esta comunidade”, acrescenta José Maria, que chegou à sede da JMJ há apenas duas semanas.

Além destes voluntários, o maior esforço será para os seis dias da Jornada, em agosto, quando a organização pretende ter o apoio de cerca de 30 mil jovens. A pouco menos de cinco meses da abertura do evento, há 10 mil inscritos.

“Continuamos a precisar de muitos voluntários, mesmo muitos”, sublinhou Margarida Manaia.

José Maria também será um dos milhares voluntários durante a semana da JMJ e inscreveu-se mesmo antes de decidir colaborar na organização, sobretudo pela experiência que teve em 2016 na JMJ de Cracóvia, Polónia.

“Foi muito especial, ajudou-me muito no meu caminho da fé, mas, mais do que isso, as amizades que fiz são para a vida. Dar isso às pessoas que vêm de todo o mundo é, para mim, um privilégio e uma coisa que me enche o coração”, contou.

Entre 01 e 06 de agosto, será um dos vários chefes de equipa. Margarida Manaia explica que a distribuição das equipas, constituídas por entre 10 e 15 pessoas, ainda não foi decidia, porque esse trabalho depende do número total de voluntários.

Por outro lado, a responsável refere que todos os voluntários vão receber formação durante uma semana a partir de 23 de julho: “Estamos a falar de receber centenas de milhares de pessoas em Lisboa, que não conhecem a cidade, muitos não falam português, por isso, os voluntários têm de chegar um tempo antes”.

Entretanto, as inscrições continuam a decorrer, até que seja alcançado o objetivo dos 30 mil, e há quatro opções, todas com um custo. A opção mais barata, de 30 euros, inclui apenas transporte e seguro, sendo a única disponível para os jovens que se inscrevem através das paróquias.

Existem duas opções que incluem alimentação (90 euros para duas semanas e 60 a partir de 31 de julho) e uma quarta que assegura também alojamento, no valor de 145 euros. Neste caso, os voluntários vão pernoitar em espaços coletivos, como escolas ou pavilhões desportivos, acompanhados por casais que serão “os pais da casa”, explicou Margarida Manaia.

Para a 16.º JMJ, que se realiza entre 01 e 06 de agosto, são esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas. Entre os voluntários, muitos já passaram por, pelo menos, jornada e, à semelhança de José Maria, as experiências vividas foram a principal motivação para regressarem, desta vez com um papel mais ativo.

“É uma experiência muito revolucionária”, sublinhou Raquel Ventura. Marina Schuengue Bastos, que integra a equipa de comunicação, concorda e, depois de ter participado na JMJ do Rio de Janeiro, foi também voluntária na JMJ no último encontro, em 2019, no Panamá.

“É a continuação de uma experiência que começou nas jornadas do Rio de Janeiro e acendeu no meu coração a vontade de servir para as jornadas, de ‘enxergar’ a universalidade da fé e dos jovens, do quão lindo é representar o amor e poder viver isso com a juventude”, sublinhou a jovem brasileira.

As jornadas nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Santarém acolheu XI Olimpíadas Nacionais de Filosofia

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Município de Santarém

Oitenta alunos do Ensino Secundário de 40 escolas de todo o País, acompanhados de 40 professores, participaram nas XI Olimpíadas Nacionais de Filosofia, que se realizaram nos dias 2 e 4 de março, em Santarém. A competição teve lugar no Instituto Politécnico de Santarém e foi organizada pela PROSOFOS – Associação para a Promoção da Filosofia.

A cerimónia de encerramento, em que foram conhecidos os premiados e os dois representantes de Portugal nas XXXI Olimpíadas Internacionais de Filosofia, que se realizam entre os dias 11 e 14 de maio, em Olímpia, na Grécia: Ana Rocha, do Agrupamento de Escolas de Castro Daire, que ganhou a medalha de Ouro, e Guilherme Valente, da Escola Secundária Marquesa de Alorna – Almeirim, que ganhou a medalha de Prata, decorreu ontem, dia 4 de março, no Convento de S. Francisco e contou com a participação de João Teixeira Leite, Vice-Presidente da Câmara de Santarém, com o Pelouro da Educação.

Esta cerimónia contou com a participação do Coro da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, que interpretou o tema: D.A.M.A ft. BUBA ESPINHO – CASA.

Os alunos vencedores são acompanhados nas Olimpíadas Internacionais, por Vera Vicente, Presidente da PROSOFOS, e por Domingos Correia, também membro da organização.

João Teixeira Leite agradeceu à “professora Vera Vicente e cumprimento toda a mesa, e agradeço a escolha de Santarém. Nós ficamos muito honrados por terem escolhido, pela segunda vez, Santarém para a realização deste importante evento.”

O Vice-Presidente salientou “a importância de se verificar que o talento existe. Não só naquilo que é também o pensamento, mas também a partilha do pensamento”.

O autarca referiu que os alunos vão ser os “futuros líderes, os gestores, os professores, esta massa crítica tão importante da nossa sociedade”. Dirigindo-se aos jovens, afirmou: “Permitam-me que homenageie publicamente esta franja tão importante da nossa sociedade, pilar fundamental da nossa vida coletiva que são os nossos queridos professores. Por isso, jovens, eles merecem uma enorme salva de palmas. Obrigado professores pela vossa existência e por tudo o que fazem em prol da melhoria da qualidade de vida. A Educação é um pilar fundamental das nossas vidas e os professores são parte fundamental, também da nossa estratégia para a Educação e para o desenvolvimento e investimento no nosso Concelho”.

Os alunos realizaram um ensaio filosófico, durante três horas, sobre um tema escolhido entre os quatro propostos e conhecidos apenas no momento da sua realização.

Após um longo processo de apreciação e avaliação, por professores do ensino secundário e por uma comissão científica, composta por professores de universidades de Filosofia do País, foram conhecidos os três primeiros premiados, com medalhas de ouro, prata e bronze e sete menções honrosas.

Ao longo dos dois dias, os alunos realizaram Peddy-Papers “À Descoberta do Gótico”, atividades quebra gelo, e participaram numa conferência dinamizada pelo professore e investigador, Luís Veríssimo.

No sábado, dia 4 de março, foi lançada uma Antologia, com os melhores ensaios produzidos nas últimas dez Olimpíadas.

Nas onze edições das Olimpíadas Nacionais de Filosofia, em 5 medalhas de ouro e 5 de prata, pelo menos 3 medalhas de ouro são de alunos de escolas do ensino secundário de Santarém: 1º – José Nuno Forte, 2º – Sofia Avelino e 3º – Santiago Sanches Fernandes.

As Olimpíadas Nacionais de Filosofia são o maior evento de Filosofia para alunos do ensino secundário e visam desenvolver o gosto pela reflexão acerca de questões, problemas filosóficos e desafios que se colocam à humanidade, incentivando a troca de ideias e proporcionando oportunidades para o exercício do pensamento analítico, crítico, consequente e criativo.

Classificação final da XI Olimpíadas Nacionais de Filosofia:

Ana Isabel Duarte Almeida RochaAgrupamento de Escolas de Castro DaireOuro
Guilherme André Pereira ValenteEscola Secundária  Marquesa de AlornaPrata
Rita Maria da Piedade PalácioEscola Básica e Secundária Dr. Manuel FernandesBronze
Sebastião Miguel Teixeira de MendonçaColégio Pedro ArrupeMenção Honrosa
Matilde Vila LopesEscola Secundária José Gomes FerreiraMenção Honrosa
Ricardo Manuel dos Santos FerreiraColégio INEDMenção Honrosa
Duarte Diogo Santos Marto AugustoEscola Secundária Raul ProençaMenção Honrosa
Vitor Pacheco EnglerColégio Novo da MaiaMenção Honrosa
Leonor Garcia Inácio Neo FreireEscola Secundária José Gomes FerreiraMenção Honrosa
Laura Fagundes de OliveiraEscola Secundária Maria Amália Vaz de CarvalhoMenção Honrosa

Patriarcado de Lisboa promete agir com “tolerância zero” conforme “grito do Papa Francisco”

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O bispo auxiliar de Lisboa Américo Aguiar prometeu hoje que o Patriarcado de Lisboa vai agir com “tolerância zero” perante alegados padres abusadores de menores, conforme o “grito do Papa Francisco” e indicou que serão anunciadas medidas esta semana.

“A transparência total e a tolerância zero é o grito do Papa Francisco e, naquilo que diz respeito ao Patriarcado de Lisboa, nos próximos dias vamos agir em conformidade com isso”, declarou Américo Aguiar em declarações à RTP e à Rádio Renascença durante a procissão do Senhor dos Passos, em Lisboa.

Américo Aguiar garantiu que “cada pessoa será colocada mediante aquilo que o quadro legal, civil e canónico a coloca” e sublinhou que, para o Patriarcado de Lisboa, “a prioridade são as vítimas e o seu sofrimento”.

“O sofrimento das vítimas, o acompanhamento das mesmas e de cada uma, para nós tem um lugar principal e prioritário nas nossas ações e, nos próximos dias, o Patriarcado de Lisboa vai partilhar com todos aquilo que vai fazer”, sublinhou, acrescentando que essas medidas vão ser anunciadas “durante esta semana”.

O bispo auxiliar de Lisboa referiu ainda que não conhece os nomes que constam na lista de alegados padres abusadores de menores – entregue na sexta-feira pela Comissão Independente à Conferência Episcopal Portuguesa -, mas garantiu que será comunicada às autoridades.

“Nos próximos dias, a Comissão Diocesana, o senhor patriarca e o Ministério Público vamos trabalhar em conjunto. Nós vamos fazer a entrega dessa mesma lista, quer à Comissão Diocesana, quer ao Ministério Público”, disse.

A Comissão Independente validou 512 dos 564 testemunhos recebidos – entre janeiro e outubro de 2022 -, apontando, por extrapolação, para um número mínimo de vítimas da ordem das 4.815. Vinte e cinco casos foram reportados ao Ministério Público, que deram origem à abertura de 15 inquéritos, dos quais nove foram já arquivados, permanecendo seis em investigação.

Estes testemunhos referem-se a casos ocorridos no período compreendido entre 1950 e 2022, o espaço temporal que abrangeu o trabalho da comissão.

O sumário do relatório, contudo, revela que “os dados apurados nos arquivos eclesiásticos relativamente à incidência dos abusos sexuais devem ser entendidos como a ‘ponta do iceberg’”.

Na sexta-feira, a comissão entregou à Conferência Episcopal Portuguesa, presidida por José Ornelas, a lista dos alegados abusadores.

O responsável afirmou, depois, que o afastamento de alegados padres abusadores de menores está nas mãos de cada bispo.

José Ornelas, também bispo da diocese de Leiria-Fátima, explicou que a Comissão entregou as listas de supostos abusadores, “em envelope sigilado”, a cada diocese, ressalvando que o que foi entregue “é uma lista de nomes”.

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