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Quarta-feira, Julho 24, 2024

Comunidades nos EUA e Canadá preocupados com o português e salários nos consulados

Os cortes no português no estrangeiro e o baixo valor dos salários dos trabalhadores consulares foram as duas situações mais “preocupantes” analisadas no fim de semana, em Washington, pelos representantes das comunidades nos Estados Unidos da América e Canadá.

Em comunicado, o Conselho Regional da América do Norte/Conselho das Comunidades Portuguesas (CRAN/CCP) alertou para os cortes que o ensino de português no estrangeiro tem sofrido, apesar do “aumento do número de estudantes”.

“Situação igualmente preocupante é a dos trabalhadores consulares que vivem em rutura salarial, com salários abaixo do mínimo nos Estados Unidos”, prosseguem os conselheiros.

Na reunião anual do CRAN/CCP, os participantes lamentaram “o adiar de soluções perante o agravamento dos problemas, mascarado pelo desfasamento entre o discurso” do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas “e as respostas para as situações mais críticas”.

Os conselheiros analisaram ainda “a vida associativa na passagem às segundas gerações”, bem como “o apoio aos ‘media’ étnicos em português” e “o exercício do direito básico de participação eleitoral”.

O Conselho lamenta que as soluções que tem apresentado à tutela, e que merecem o “apoio verbal” dos governantes, não sejam acompanhadas das necessárias respostas que “tardam”, enquanto os problemas se agravam.

Por outro lado, o CRAN observou o surgimento de novas escolas por iniciativa e financiamento comunitários – casos de Palm Coast (Florida), Gilroy e Half Moon Bay (Califórnia) – e “a progressiva integração étnica com empoderamento cívico e político que se verifica a nível geral dos Estados Unidos e Canadá, de que a comunidade de Santa Clara (Califórnia), Elizabeth (New Jersey) e Palm Coast (Florida) são bons exemplos”.

Com vista a um aumento da participação eleitoral destas comunidades, o CRAN defende “soluções que permitam mitigar a enorme dificuldade de votar para milhares de cidadãos portugueses que vivem demasiado longe das mesas de voto nos consulados”.

E preconiza, para tal, que “nas eleições legislativas das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, em equidade com as eleições legislativas nacionais, deve ser aplicado o mesmo direito de participação eleitoral de ‘voto em mobilidade’ (caderno eleitoral desmaterializado) aos cidadãos portugueses eleitoralmente registados nas regiões autónomas”.

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