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Sábado, Julho 4, 2026
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APA assegura retirada de resíduos perigosos da Fabrióleo em Torres Novas

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A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) assinou hoje um protocolo com a Câmara de Torres Novas para resolver um problema ambiental e retirar este ano 4.200 m3 de resíduos perigosos da Fabrióleo, unidade industrial que está a ser desmantelada.

O protocolo envolve uma verba de até 745 mil euros, disponibilizados pela APA através do Fundo Ambiental (FA) do Ministério do Ambiente e Ação Climática (MAAC), e delega na autarquia a responsabilidade de acompanhamento e adjudicação dos trabalhos de remoção, recolha, transporte e tratamento de Resíduos da Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais (ETARI) da Fábrióleo, um processo que deve ficar concluído até final do ano.

Em causa, explica a APA em comunicado, está a remoção e encaminhamento destes resíduos para “destino final adequado”, minimizando-se os danos que a sua permanência “estão a causar nos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, solo e população” do concelho torrejano.

“Estamos a falar de resíduos líquidos que estão depositados nos tanques (…) que apresentam algumas fissuras, até do ponto de vista estrutural, estando ali depositados resíduos perigosos”, salientou na assinatura do protocolo o vice-presidente da APA.

Na altura, Pimenta Machado estimou em 4.200 metros cúbicos (m3) os resíduos ali depositados e reafirmou que “há que encontrar um destino final adequado, que será o CIRVER, Centro Integrado de Recuperação e Eliminação de Resíduos Perigosos”.

O desmantelamento da ETARI da Fábrióleo, unidade mandada encerrar em 2018 depois de várias denúncias de crimes ambientais, é uma parte de um passivo que continua por resolver, havendo ainda 13 depósitos, entregues a um credor numa decisão judicial, sem indicação de quem suportará os custos da retirada dos produtos tóxicos aí armazenados.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, lembrou um “trajeto muito complicado e moroso” e salientou “duas importantes vitórias” alcançadas com o apoio de várias entidades, população, ambientalistas e comunicação social.

“A primeira foi o encerramento da fábrica, para não continuar a poluir, mas depois, e é a parte que tem de ser resolvida, retirar de lá os resíduos tóxicos, alguns em depósitos, outros na ETARI, equipamento que a Câmara Municipal nunca licenciou”, afirmou o autarca.

Em comunicado, a APA lembrou hoje um processo que começou após o encerramento da Fabrióleo, tendo em conta as “reiteradas reclamações relacionadas com a descarga de efluentes da ETARI” e a exigência de “medidas para cessar todas as escorrências, estancando o efluente nos seus tanques, assim como a limpeza da linha de água”.

Segundo a APA, a cooperação mantida com a Câmara de Torres Novas permitiu a assinatura deste protocolo, “de forma a privilegiar o nível decisório mais próximo das populações e tomada de decisões atempadas”.

A APA refere ainda que assegura “apoio técnico” e “acompanhamento” de todo este processo.

Os encargos resultantes da execução do protocolo hoje assinado, até ao montante de 745 mil euros, vão ser transferidos em duas tranches.

A primeira, no montante de 372.500 euros, no prazo até 30 dias após a assinatura do protocolo, e a segunda, a ocorrer em 2023, relativa ao remanescente, com a demonstração documental das adjudicações dos trabalhos.

As principais obrigações do município de Torres Novas serão a de “preparar e apresentar o projeto global para a ‘Remoção, Recolha, Transporte e Tratamento de Resíduos da ETAR da Ex-Fábrióleo, assegurar a fiscalização da execução dos trabalhos, analisar as propostas, adjudicar os trabalhos e contratualizá-los, após parecer da APA, e implementar e acompanhar a estratégia definida para a realização dos trabalhos de recuperação da zona envolvente”.

Em 2021, e na sequência de contraordenações ambientais muito graves decididas pela APA, a empresa foi condenada, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor de 400.000 euros e na sanção acessória de suspensão da Licença de Utilização de Recursos Hídricos.

Foram ainda impostas uma série de medidas para prevenir o abandono e degradação das instalações e os efeitos nocivos ao ambiente, bem como para reposição da situação anterior e minimização de impactes ambientais, garantindo, nomeadamente, a não ocorrência de descargas acidentais para o solo e meio hídrico.

A condenação teve origem em duas infrações detetadas em 2015 em fiscalizações do Núcleo de Proteção Ambiental da GNR e noutras duas, de 2017, resultantes de ações inspetivas da APA/ARH (Administração da Região Hidrográfica) do Tejo e Oeste.

Em causa estavam práticas como a rejeição de águas degradadas diretamente para um terreno de montado situado junto à fábrica, que apresentava alguns sobreiros secos nos locais onde passavam as escorrências, e a existência de uma construção em betão junto à ETARI que se estendia até cerca de dois metros da ribeira do Pinhal.

Após a primeira ordem de encerramento, em 2018, a Fabrióleo interpôs uma providência cautelar, que foi julgada improcedente pelo Tribunal Central Administrativo Sul em junho de 2020, tendo, então, o IAPMEI (Agência para a Competitividade e Inovação) reiterado a obrigação de cessação da atividade naquela unidade.

Na ordem de encerramento emitida em 2018, o IAPMEI alegava que a Fabrióleo não cumpria “a legislação relativa ao Sistema de Indústria Responsável, nomeadamente no que diz respeito às normas ambientais e de ordenamento do território”.

Frederico Morais e Teresa Bonvalot querem fazer valer ‘fator casa’ em Peniche

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Os surfistas portugueses Frederico Morais e Teresa Bonvalot estão confiantes numa boa prestação na prova do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL) em Peniche, querendo aproveitar o bom conhecimento das ondas de Supertubos.

“É ótimo estar de volta. Se há um campeonato de que eu tenho saudades no ’tour’ [circuito de elite] é Supertubos. Competir à frente dos portugueses é incrível. Adorava fazer história e quero fazer história. Desta vez estou sem a pressão dos pontos”, lançou ‘Kikas’ durante a conferência de apresentação do evento.

Além de Frederico Morais, as surfistas portuguesas Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins também foram convocadas pela WSL para competir na prova feminina desta terceira etapa do circuito mundial.

“Sabe muito bem competir em casa. É algo novo para mim [no circuito principal]. É aqui que quero estar e estou supermotivada para poder ter esta experiência”, afirmou Teresa Bonvalot, que também marcou presença na conferência, ao contrário da colega Yolanda Hopkins.

A volatilidade das previsões da ondulação e do vento dificultam que se antecipem as condições que os melhores surfistas do mundo vão enfrentar em Peniche, mas há boas perspetivas para o período de espera do MEO Rip Curl Pro, que decorre entre 08 e 16 de março.

“Acho que vamos ter boas ondas. As previsões estão sempre a mudar, mas acredito que vamos ser brindados com coisa boa”, arriscou Frederico Morais, que em 2013 venceu em Supertubos o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater e, em 2015, alcançou o quinto lugar no evento de Peniche.

Por seu turno, Francisco Spínola, diretor-geral da WSL para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA), comentou que as previsões para as condições em que a prova vai decorrer “estão a melhorar” nos últimos dias, sublinhando que o objetivo é que a 13.ª edição do campeonato de Supertubos, única paragem do circuito de elite na Europa, seja “um sucesso como foram todas as outras”.

E, pela vontade de Henrique Bertino, presidente da Câmara Municipal de Peniche, a aposta nesta prova é para manter: “É um evento que, além de alcançar milhões de pessoas, agrega muitas simpatias pelas preocupações que tem com o mar e o ambiente. Continuamos a apostar muito nesta prova. Queremos continuar a recebê-la durante muitos anos”.

Já Filipa Cardoso, diretora de comunicação do Turismo de Portugal, destacou a importância da modalidade para a economia lusa, já que o país é “o maior destino de surf da Europa e um dos maiores do mundo”, além de que “90% do território português é oceano”.

Frederico Morais, tricampeão nacional (2013, 2015 e 2020), vai ‘matar saudades’ do circuito mundial, onde já competiu vários anos (foi despromovido na última época), tendo sido o eleito para ocupar uma das duas vagas por convite no quadro masculino.

A olímpica Teresa Bonvalot, tetracampeã portuguesa (2014, 2015, 2020 e 2022), beneficiou do estatuto de primeira suplente do circuito feminino de elite e, face à desistência por lesão da francesa Johanne Defay, vai participar no MEO Rip Curl Pro, terceira etapa do circuito principal da WSL, tal como já tinha acontecido nas duas primeiras etapas disputadas no Havai, Pipeline (nono lugar) e Sunset Beach (17.º).

Por seu turno, Yolanda Hopkins, campeã nacional em 2019, e que também representou Portugal na estreia do surf nos Jogos Olímpicos (Tóquio2020), tendo conquistado recentemente o título de campeã europeia – sucedendo precisamente a Bonvalot -, foi selecionada pela organização para surfar ao lado das melhores do mundo em Peniche, ocupando a única vaga reservada para ‘wildcard’ (convite) no quadro feminino.

Águas do Centro Litoral investe 3,8 ME num novo furo para evitar falhas de abastecimento em Leiria

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Município de Leiria

A Águas do Centro Litoral (AdCL) anunciou hoje um investimento de 3,85 milhões de euros (ME) na construção de um novo furo e na remineralização de água bruta, de modo a evitar falhas no abastecimento em Leiria.

Sete anos após a inauguração do Complexo da Mata do Urso foi hoje consignada a segunda fase do projeto, cujo objetivo é “manter a qualidade da água a fornecer ao Município de Leiria” e “criar redundância na rede”, disse o presidente da AdCL, Alexandre Tavares, numa cerimónia, hoje, na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Paul, em Monte Redondo, no concelho de Leiria.

“Não vamos captar mais água, mas vamos ter um novo furo, com capacidade, para que, se alguma coisa correr mal, não exista algum ‘stress’ para o sistema. Ou seja, é um reforço da capacidade instalada para o caso de uma avaria ou de um pico de consumo no abastecimento de água a Leiria. É ter resiliência para disponibilizar a água que for necessária”, afirmou à margem do evento.

Confrontado sobre esta ser uma resposta a possíveis faltas de água, Alexandre Tavares explicou que este novo furo irá “preparar para que não existam”. “Já estávamos a bombar a 20 horas por dia, se houver uma avaria numa bomba ou num determinado furo” esta nova infraestrutura irá “permitir um maior conforto a repor os níveis”.

O investimento contempla ainda uma etapa de remineralização da água bruta, o que irá permitir “ter maior constância e controlo de todo o processo”, adiantou Alexandre Tavares.

“Não quer dizer que não exista, com esforço. Mas agora as coisas passarão a ser mais automáticas e mais reforçadas do ponto de vista aquilo que é a operação. Haverá aqui uma melhoria daquilo que é a capacidade de tratamento da água. Ou seja, será feita uma substituição do carbonato de sódio para o carbonato de cálcio no tratamento”, acrescentou o presidente da AdCL.

A obra deverá estar concluída dentro de um ano.

O presidente da Câmara de Leiria considerou este investimento “extremamente relevante para aquilo que é fornecimento de água no concelho de Leiria”, sendo “uma garantia para o futuro do concelho no fornecimento de água com qualidade”.

“É um investimento na lógica de um planeamento estratégico da AdCL, uma empresa que tem investido na água e saneamento na região”, disse Gonçalo Lopes, ao referir que a AdCL tem ainda previstos investimentos na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Coimbrão.

“Deixo um desafio para que se pense que uma infraestrutura destas pode ser uma mais-valia na economia circular, já que é uma fonte de energia”, sublinhou.

A ETA do Paul tem uma capacidade de tratamento de 9,5 milhões de metros cúbicos ao ano e serve 135 mil habitantes, informa a AdCL.

Chega desafia vereador do PS em Santarém a suspender mandato por freguesia ter celebrado contrato com o filho

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O vereador do Chega na Câmara de Santarém desafiou hoje o vereador socialista Manuel Afonso a suspender o mandato, classificando de “promiscuidade” a contratação da empresa do seu filho pela União de Freguesias, presidida pelo líder da concelhia do partido.

Pedro Frazão retomou o tema da celebração do que diz terem sido dois ajustes diretos, no valor de 44.000 euros, com a empresa do filho de Manuel Afonso, para a manutenção dos espaços verdes da cidade, depois do convite endereçado a três empresas, uma das quais, disse, pertencente ao ex-cunhado do empresário.

Afirmando que este é “mais um caso” de “grande promiscuidade” entre partidos e negócios familiares, Pedro Frazão afirmou que não está em causa a legalidade da contratação, mas sim a dimensão ética e política, questionando “se é ético o filho do vereador ser contratado pela junta de freguesia do mesmo partido”.

“Se tivesse verdadeira ética republicana, o senhor vereador suspendia ou renunciava ao mandato”, afirmou.

Contactado pela Lusa, Manuel Afonso, que esteve ausente na reunião de hoje do executivo municipal, disse não ver que questão ética se pode colocar na contratação de uma empresa que tem provas dadas, por um órgão autárquico autónomo da Câmara Municipal, na qual não ocupa qualquer função.

Apesar de existir um acordo de governação entre PSD e PS, Manuel Afonso salientou não ter qualquer pelouro atribuído na Câmara Municipal e não ter qualquer influência na União de Freguesias, a qual é um órgão próprio do poder local.

O também deputado na Assembleia da República acrescentou que, seguindo a estratégia definida quando liderou a candidatura socialista às autárquicas de 2021, a sua participação tem sido “esporádica”, para “lançar novas pessoas”, dada a sua idade (72 anos), e que já era sua intenção vir a renunciar, não o fazendo neste momento para não “dar azo a algo que não existe”.

Antes, Pedro Frazão tinha questionado o vice-presidente do executivo municipal, João Leite que é também presidente da concelhia do PSD, se, perante este caso, se sentia bem a governar a Câmara Municipal com o Partido Socialista (no âmbito do acordo pós eleitoral entre os dois partidos).

João Leite declarou não ser este o palco para a discussão, que deve ocorrer no seio da União de Freguesias, onde o PSD é oposição e levantará a questão, após discussão nos órgãos próprios do partido.

Segundo o autarca, “são situações destas que fazem afastar as pessoas da política e dos políticos”.

O vereador com o pelouro dos espaços verdes, o socialista Nuno Russo, sublinhou que, antes mesmo da delegação de competências nesta matéria para a União de Freguesias, o município já tinha contratado esta prestação de serviços, por impossibilidade de assegurar a manutenção de todos os espaços verdes da cidade.

Nuno Russo afirmou que a delegação de competências nesta matéria, a que está associada uma transferência de verbas de 20.000 euros por um período de um ano, bastante inferior aos contratos em causa, entrou em vigor em janeiro último, já depois da assinatura entre a União de Freguesias e a empresa.

Lamentando a insinuação que leu na referência feita por Pedro Frazão à delegação de competências no âmbito dos seus pelouros, Nuno Russo lembrou que a decisão foi votada pelo executivo municipal e não tomada isoladamente por si.

Referindo as milhares de visualizações e centenas de partilhas do vídeo sobre a sua intervenção feita sobre esta questão na reunião do executivo de 20 de fevereiro, Pedro Frazão lembrou a “grande abstenção” registada nas últimas autárquicas no concelho, concluindo que estes casos explicam esse afastamento da política e alertando para o que pode acontecer se os abstencionistas “resolverem voltar a votar”.

“Depois não digam que é o Chega que é uma ameaça à Democracia”, declarou.

Num comunicado emitido na sequência da primeira intervenção de Pedro Frazão, a União de Freguesias da Cidade de Santarém classificou a informação difundida pelo vereador como “deturpada e caluniosa”.

A União de Freguesias, presidida por Diamantino Duarte, afirma, no comunicado, que realizou duas consultas prévias para prestação de serviços, e não ajustes diretos, tendo cumprido todos os formalismos legais do Código dos Contratos Públicos.

Segundo o texto enviado à Lusa, foi celebrado com a Shaddok um contrato de prestação de serviços para o acompanhamento técnico e especializado de todos os espaços verdes da responsabilidade da União de Freguesias e um contrato de aquisição de bens, para a aquisição de árvores, herbáceas e arbustos, em regime de fornecimento contínuo, ambos a vigorar durante um ano, cada um no valor máximo de 22.000 euros, que poderão não ser executados na totalidade.

A nota sublinha que a empresa cumpre “todas as imposições legais do Código dos Contratos Públicos, não existindo nenhum motivo para a sua exclusão”.

Vila Franca de Xira: Cerca de 2.000 atletas na carismática Corrida das Lezírias

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No passado domingo, dia 5 de março, a “Corrida das Lezírias” regressou a Vila Franca de Xira com cerca de 2.000 atletas participantes, vindos de todo o País.

Diogo Ramalheira e Rita Santos sagraram-se vencedores da prova principal com os respetivos tempos de 51m09s e 1h03m33s. A prova principal, de 15,5km percorridos em asfalto, calçada e terra batida, incluiu a travessia da Ponte Marechal Carmona, e contou com cerca de 150 equipas, num total de 1.002 atletas.

A prova contou ainda com uma Minicorrida, um percurso de 5km entre o Parque Urbano de Vila Franca de Xira e Alhandra, e duas provas da “Corridinha” (400m e 800m) para os mais pequenos, num ambiente de diversão e competição dentro do Parque Urbano.

A par de uma manhã saudável, esta iniciativa promove também muitas das paisagens ricas que o Concelho oferece sendo “uma forma de unir as várias áreas, o turismo, o desporto, a saúde, a economia local e a cultura com os campinos e os diversos grupos e bandas que mostraram o que de melhor Vila Franca de Xira tem ao longo deste dia” realçou o Vereador do Desporto da Câmara Municipal, João Pedro Baião.

Da cidade ao campo, do alcatrão à terra batida, os caminhos de Vila Franca de Xira recebem, quer atletas amadores, quer profissionais, numa das provas mais emblemáticas do calendário nacional com um percurso único, o que a torna particularmente atrativa e diferente.

Este evento é uma organização da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira em parceria com a “Xistarca” e com o apoio da “Companhia das Lezírias”.

Teatro da Rainha estreia “Ajax/Regresso(s)” com música e cenário sonoro à medida

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A peça “Ajax/ Regresso(s)”, com música e cenário sonoro concebidos por Carlos Alberto Augusto, estreia-se no próximo dia 16, no Teatro da Rainha, em Caldas da Rainha, distrito de Leiria, onde se manterá até 8 de abril.

“Ajax/ Regresso(s)” é um texto de Jean-Pierre Sarrazac, numa tradução de Isabel Lopes, com encenação de Fernando Mora Ramos.

A história, inspirada na “Odisseia”, de Homero, é interpretada pela própria tradutora, e conta ainda com os desempenhos de Beatriz Antunes, Mafalda Taveira, Marta Taveira, Fábio Costa, João Costa e Nuno Machado.

Se na “Odisseia”, de Homero, Ulisses regressa de Troia, nesta peça o herói chama-se Ajax e regressa da Bósnia-Herzegovina. A música e cenário sonoro à medida sublinham a ação.

Segundo o Teatro da Rainha, citado pelo Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa, “este texto é uma descida introspetiva aos infernos do eu – entremeada de uma palavra coral crítica reveladora do olhar das vítimas”.

“Pensamos que a distância e a abstração propostas permitirão esboçar um gesto de compreensão para o que sucede, agora, no mundo, sem o qual o fim do mundo, de que se fala recorrentemente a propósito do clima, surge precedido da iminência de um conflito nuclear. A sofisticação destrutiva não tem limites inventivos”.

“Fazer de Óbidos um território onde impera a Felicidade”

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“Uma das minhas missões, enquanto presidente da Câmara Municipal, é fazer de Óbidos um território onde impera a Felicidade.” Foi desta forma que Filipe Daniel falou de um dos seus grandes objetivos para o concelho, na abertura do I Simpósio do Município de Óbidos: ‘A Saúde Mental que futuro?’. Um encontro que se realizou no passado dia 4 de Março e que encheu por completo o Auditório Municipal da Casa da Música, em Óbidos.

O autarca, que fez parte da mesa de honra deste Simpósio, afirmou que a sociedade “tem que se reinventar e tem que se reunir para lidar com este problema” da Saúde Mental, mas, para tal, tem que “o conhecer e que o diagnosticar”. No que diz respeito a Óbidos, Filipe Daniel destacou o trabalho que está a ser feito do ponto de vista político, nomeadamente com o programa Óbidos +Ativo, “com todas as atividades a ele associadas, envolvendo grande parte da população”.

Também Margarida Reis, vereadora com os pelouros da Saúde e Bem-Estar, destacou o programa Óbidos +Ativo como um instrumento que ajuda a população obidense a ter uma melhor saúde mental. “Temos psicólogos nas escolas, temos uma psicóloga que dá consultas gratuitas para os munícipes e para as famílias, inaugurámos há dias mais uma valência do Espaço F(elicidade), com a sala Incluir pela Arte, e temos trabalhado os afetos com a nossa população”, disse a autarca. “Não há saúde sem haver saúde mental”, rematou.

Sérgio Viana, da Ordem dos Psicólogos, elogiou a organização deste Simpósio. “Óbidos tem particularidades que admiro e, ao mesmo tempo, tem políticas de prevenção de saúde e de saúde mental”, disse, acrescentando que, “em Portugal, pensamos muito pouco na prevenção”. O psicólogo destacou a importância dos cuidados de saúde primários, uma vez que “é nessa área que podemos perceber, através da referenciação, situações mais graves”.

Por seu lado, João Gomes, administrador do ACES Oeste Norte, garantiu que, neste momento, “a Saúde Mental é um tema quente” devido, por exemplo, à covid-19, às crises financeiras e à guerra. “Quando olhamos para os números da doença mental, só podemos pensar em trabalhar em conjunto”, disse o responsável, garantindo que há “novos desenhares societários que temos de trabalhar”.

Organizado pelo serviço de Psicologia do Município de Óbidos, este evento procurou proporcionar a oportunidade de assistir a palestras e workshops dinamizados por oradores, no âmbito de áreas como a psicologia clínica e da saúde, psiquiatria, pediatria do desenvolvimento, entre outros.

Destinou-se ao público em geral, estudantes e profissionais da área da psicologia e do ensino, assim como de outras áreas sociais, humanas e da saúde, em geral. Para professores, esta foi uma ação acreditada pelo CFAE Oeste.

Autarquia Scalabitana assinala Dia Internacional da Mulher com Encontro sobre “Uma Luta Pela Igualdade”

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O Dia Internacional da Mulher vai ser assinalado pelo Município de Santarém, no dia 8 de março, com ” Encontro de Mulheres” que terá uma primeira comunicação de enquadramento sobre “Uma luta pela Igualdade”, proferida por Teresa Santos Costa, Coordenadora da UDIPSS – União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Santarém. Esta iniciativa decorre das 14h30 às 16h30, na Sala Multiusos da Ex EPC – Escola Prática de Cavalaria.

A partir das 15h10, são formadas Mesas de Conversas, em formato World Café, de forma a fomentar um espaço de partilha de informação sobre diversas temáticas, tais como: Cartão ABEM (cartão que permite aceder aos medicamentos prescritos em qualquer farmácia do País, sem mais burocracias e com a dignidade que cada pessoa merece.); Serviço de Teleassistência; MÓBI SÉNIOR; Voluntariado; informações ao Consumidor; Emprego; Banco de produtos de apoio/ajudas técnicas; Migrantes e refugiados e Cartão Sénior.

Esta iniciativa tem como objetivo criar um espaço de diálogo interativo e de partilha de informações entre as/os presentes, através da formação de mesas informativas, consoante a área de intervenção dos serviços da DASS – Divisão de Ação Social e Saúde do Município de Santarém.

O Dia Internacional da Mulher é comemorado, anualmente, a 8 de março e é assinalado desde o início do século XX, embora com variações na data das celebrações. Em 1975, a ONU – Organização das Nações Unidas começou a celebrar a data neste dia, mas só a 16 de dezembro de 1977 é que viria a ser oficialmente reconhecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da Resolução 32/142.

Este dia pretende celebrar os direitos que as mulheres conquistaram até ao dia de hoje, relembrando o caminho para a igualdade. Defender causas como o direito ao voto, a igualdade salarial, a maior representação em cargos de liderança, a proteção em situações de violência física e/ou psicológica ou o acesso à educação, continuam atuais porque, em vários pontos do Planeta Terra, esses direitos continuam por cumprir.

IL quer ouvir ministra do Trabalho no parlamento sobre licenciamentos e fiscalização em lares

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A Iniciativa Liberal quer ouvir, com urgência, no parlamento a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, sobre licenciamento e fiscalização de lares, após denúncias de maus-tratos a idosos.

Num requerimento dirigido à presidente da comissão parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, os deputados da Iniciativa Liberal referem uma reportagem divulgada este fim de semana pela SIC, mostrando “uma situação totalmente degradante e desumana de maus-tratos aos idosos residentes no Lar ‘Delicado Raminho’, na Lourinhã”.

Os liberais apontam os relatos de “deficiências nos cuidados prestados aos idosos de diversas origens de cuidados primários, higiene e alimentação, más condições em que são mantidas as instalações e denúncias diversas graves”.

“Não é a primeira vez que se ouvem relatos chocantes. Durante a pandemia conheceram-se também situações dramáticas e uma situação especialmente débil nos lares”, salientam.

Os deputados liberais alertam que “os mais idosos e institucionalizados são uma população altamente vulnerável” e que “o Estado tem de cumprir as suas funções de fiscalização”.

“Urge também refletir sobre o licenciamento e sobre a criação de alternativas à institucionalização”, sustentam.

Neste contexto, a IL quer que Ana Mendes Godinho “preste um cabal esclarecimento sobre a situação do sector, desde o licenciamento, fiscalização e criação de opções à institucionalização”.

Quatro ministros portugueses em Angola para preparar visita de António Costa

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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal disse hoje em Lisboa que quatro membros do Governo vão visitar Luanda nos próximos meses para preparar a visita do primeiro-ministro, provavelmente ainda no primeiro semestre.

“Há vários ministros que têm previstas deslocações a Luanda no futuro próximo: os ministros das Finanças, da Administração Interna, da Defesa Nacional e da Economia e Inovação, tudo no próximo par de meses, na perspetiva da visita a Angola do primeiro-ministro, António Costa, se possível ainda neste semestre”, disse João Gomes Cravinho, no final de um encontro com o seu homólogo angolano, hoje no Palácio das Necessidades, sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), em Lisboa.

“Para preparar devidamente essa visita, temos uma comissão mista intergovernamental para passar em revista o conjunto de matérias e preparar devidamente a visita do primeiro-ministro a Angola”, acrescentou, Gomes Cravinho na conferência de imprensa que realizou em conjunto com o ministro das Relações Externas [Mirex] de Angola, Tete António.

Questionado pelos jornalistas, Gomes Cravinho acrescentou que esta comissão, prevista nos acordos bilaterais para preparar a visita de governantes dos dois países, “reúne um conjunto alargado de representantes de diferentes ministérios, será coordenada pelo MNE e pelo Mirex e será uma oportunidade para reuniões num quadro em que os diferentes setores estão representados e em que esse trabalho irá desaguar num conjunto de acordos que poderão ser assinados e no programa estratégico de cooperação 2023-2027”.

Na conferência de imprensa, o ministro angolano salientou as “excelentes relações” entre os dois países e vincou o desejo de manter a vertente económica no relacionamento entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que foi o tema da presidência angolana da organização, que passará a pasta a São Tomé e Príncipe no verão.

Sobre a emissão de vistos em Luanda para Portugal, Gomes Cravinho admitiu que tem havido mais dificuldades devido ao crescente número de pedidos, mas salientou que a esmagadora maioria dos pedidos de vistos são atendidos positivamente.

“Temos uma situação em que registamos, nos últimos meses, um aumento significativo da procura, e como há aumento da procura, há um sentimento de dificuldade, mas a taxa de indeferimento é diminuta, anda pelos 3%, o que significa que a grande maioria dos vistos é concedida, mas as pessoas sentem que a tramitação leva demasiado tempo”, disse o governante.

Assim, acrescentou, o Governo decidiu reforçar “mais recursos humanos para o consulado geral em Angola, e a empresa VFS, que faz a triagem inicial da documentação, e que hoje mesmo inaugura novas instalações [em Luanda], terá a capacidade reforçada”, concluiu o governante.

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