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Concelho de Vila Franca de Xira quer reunião urgente com governo por falta de médicos

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A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e as seis Juntas de Freguesia do concelho pediram na segunda-feira uma audiência urgente ao ministro da Saúde e ao diretor-executivo do SNS devido à falta de médicos de família.

Num ofício conjunto, os presidentes daquela câmara e juntas de freguesia do distrito de Lisboa pedem ao ministro da Saúde, Manuel Pizarro, e ao diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Fernando Araújo, para criarem mecanismos públicos ou com colaboração com os privados e setor social para dotar os centros de saúde de meios capazes de garantir uma resposta adequada às necessidades da população.

Pedem igualmente que sejam criados mecanismos para “reter os profissionais do SNS, agilizando a criação de mais Unidades de Saúde Familiar Tipo B, de forma a viabilizar também a colocação de um maior número de médicos”, que permita responder às necessidades das pessoas de acordo com a realidade do território.

“No imediato é urgente organizar os serviços prestados pelo ACES [Agrupamento de Centros de Saúde] e esclarecer convenientemente a população das soluções encontradas por esta estrutura de saúde, acelerando e facilitando o acesso das pessoas sem médico de família aos cuidados de saúde”, referem.

De acordo com os signatários, desde o início do ano que o número de utentes sem médico de família no concelho de Vila Franca de Xira tem vindo a agravar-se significativamente.

No ofício, os autarcas lembram que o município e as juntas de Freguesia do concelho “tudo fizeram para facilitar e multiplicar o acesso das pessoas ao SNS (aliviando a pressão de atendimento sobre as unidades de saúde), nomeadamente com a criação – por iniciativa destes – de balcões SNS24 a partir de postos de atendimento que têm abertos ao público”.

Recordam igualmente que, desde o início do ano, a Unidade de Saúde Familiar e o Centro de Saúde de Alhandra se encontram com 15.137 inscritos sem médico de família.

Em igual situação estão a Unidade de Saúde Familiar e a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados do Forte da Casa, com 11.361 inscritos sem médico de família.

No restante território, a cobertura com médicos de família tem sofrido reduções regulares e uma forte instabilidade no atendimento.

O município e as juntas lembram ainda a abertura de balcões SNS24 em diversos locais de atendimento ao longo do concelho para facilitar a vida às pessoas e só no final de dezembro foi possível passar a atender nestes locais as pessoas sem médico de família.

O ofício é assinado pelo presidente da Câmara Municipal, Fernando Paulo Ferreira (PS), e pelos presidentes das juntas de Vialonga (PS), Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa (PS), Alverca do Ribatejo e Sobralinho (PS), Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz (PCP/PEV) e Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras (PS).

Além da Câmara de Vila Franca de Xira, também os municípios de Aljustrel, no distrito de Beja, Setúbal, Palmela e Sesimbra, no distrito de Setúbal, e a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) pediram reuniões urgentes com o ministro da Saúde devido à falta de médicos de família.

Leiria: Comerciantes receberam prémios e Pinheiros Esperança foram replantados

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© Município de Leiria

Foram entregues na passada sexta-feira, no Município de Leiria, os prémios relativos ao Concurso de Montras de Leiria e Pinheiro Esperança, iniciativas organizadas em parceria pelo Município de Leiria com a ACILIS, e que decorreram integrados no evento – Leiria Natal.

No âmbito do “Pinheiro Esperança”, iniciativa através da qual os comerciantes foram convidados a cuidar e decorar um pinheiro durante a época de Natal, no domingo, dia 8 de janeiro, teve lugar a replantação destes pinheiros, na freguesia de Milagres, nas áreas atingidas pelos fogos do verão de 2022.

O concurso de montras teve a participação de 77 montras e o Pinheiro Esperança contou com 33 lojas aderentes.

Prémios concurso de Montras de Leiria
1.º prémio – Ju & Co de Triângulo Doce (montra 67)
2.º prémio – DT Detalhes (montra 65)
3.º prémio – Pura Doçura Chocolataria (montra 32)

Prémios Pinheiro Esperança
1.º prémio – Com Amor (n.º 29)
2.º prémio – 101 Caffé Leiria (n.º 1)
3.º prémio – Gráfica de Leiria (n.º 32)

Ministério da Educação convoca sindicatos para reunião negocial em 18 e 20 de janeiro

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© FENPROF

O Ministério da Educação convocou os sindicatos do setor para uma nova reunião negocial sobre a revisão do regime de recrutamento e mobilidade para os dias 18 e 20 de janeiro, foi hoje anunciado.

É a terceira ronda de um processo negocial que se iniciou em setembro, e cuja última reunião foi em 08 de novembro, sendo que o ministro da Educação já tinha remetido para o mês de janeiro novo encontro, justificando que, até lá, o Governo iria fazer o levantamento das necessidades do sistema educativo para desenhar propostas concretas.

Apesar de não terem criticado, na altura, o adiamento, várias estruturas sindicais têm pressionado a tutela para agendar a terceira reunião, acusando o Ministério da Educação de ter suspendido a negociação.

Em comunicado, o Ministério refere que será também “analisada uma proposta de calendário negocial sobre outras matérias”.

A abertura de outros processos negociais é uma das reivindicações das oito estruturas sindicais, incluindo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que organizaram um acampamento de quatro dias, a partir de terça-feira, à frente do Ministério da Educação, em Lisboa.

Contactado pela Lusa após o anúncio das novas reuniões negociais, o secretário-geral da Fenprof explicou que as ações de luta vão, para já, manter-se como previstas, porque “a convocação de uma reunião, por si só, não altera nada”.

Os sindicatos definiram o dia 10 de janeiro, terça-feira, como o prazo para a tutela recuar em algumas das propostas que apresentou no âmbito da negociação da revisão do modelo de recrutamento e mobilidade, e iniciar novos processos negociais sobre outros temas.

Além desse acampamento, convocaram também uma greve por distritos, entre os dias 16 de janeiro e 08 de fevereiro e uma manifestação em Lisboa no dia 11 de fevereiro.

Entretanto, decorre, desde 09 de dezembro, uma greve por tempo indeterminado convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), que já entregou pré-avisos de greve para todo o mês de janeiro. No sábado, realiza uma marcha nacional em Lisboa, entre o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço.

O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) também iniciou na semana passada uma greve parcial ao primeiro tempo de aulas, que se vai prolongar até fevereiro.

TAP: Companhia lamenta greve e diz que está a fazer tudo para um acordo com tripulantes

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© TAP Air Portugal

A TAP disse hoje que respeita e lamenta a decisão do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) em avançar com uma greve este mês e assegurou que está a fazer tudo para um acordo.

O SNPVAC vai avançar com um pré-aviso de greve ao trabalho na TAP por sete dias, entre 25 e 31 de janeiro, de acordo com uma nota enviada aos associados.

“Respeitamos e lamentamos a decisão do SNPVAC e continuamos a fazer todos os possíveis para chegar a um acordo que sirva os melhores interesses do país, dos nossos clientes, dos tripulantes de cabina e da TAP”, disse fonte oficial da transportadora aérea.

Segundo a nota do sindicato, “dando cumprimento ao deliberado na assembleia-geral de emergência de dia 06 de dezembro, ponto 2”, que definiu a “marcação de um mínimo de cinco dias de greve a realizar até dia 31 de janeiro em datas definidas pela direção e comunicadas aos associados 24 horas antes da entrada do pré-aviso de greve”, o presidente da mesa da assembleia-geral (AG) da estrutura sindical disse que “foi informado pela direção do SNPVAC que dará amanhã entrada um pré-aviso de 7 (sete) dias de greve, correspondente aos dias 25 a 31 de janeiro, inclusive”.

“Apelo, desde já, à adesão de todos para que, mais uma vez, possamos dar nota cabal à empresa da nossa união em torno do descontentamento relativamente às matérias abordadas e deliberadas na AG de dia 03 de novembro, que constituem as nossas reivindicações legítimas e responsáveis”, indicou, no mesmo comunicado.

A assembleia-geral do SNPVAC reprovou em 29 de dezembro a proposta da TAP, mantendo a intenção de realizar cinco dias de greve até 31 de janeiro, adiantou, na altura, fonte sindical à Lusa.

Assim, a proposta da administração da companhia foi chumbada, com 615 votos contra, seis a favor e uma abstenção, mantendo-se a possibilidade de avançar com uma greve cinco dias até 31 de janeiro, como tinha ficado decidido na última assembleia do SNPVAC.

Recorde-se que este sindicato realizou uma greve de tripulantes da TAP nos dias 08 e 09 de dezembro, que levou a companhia aérea a cancelar previamente 360 voos e teve um impacto estimado total de oito milhões de euros.

Sindicatos dos médicos desiludidos com reunião negocial com Governo

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Os sindicatos dos médicos classificaram hoje a reunião com o Governo como uma “desilusão” e um “desapontamento”, alegando que as negociações decorrem já há vários meses sem que nenhum dos pontos esteja fechado.

“Em relação à reunião foi mais uma desilusão e mais um desencanto. Assinámos este protocolo negocial há quatro meses e, de facto, não temos mesmo avanço neste momento absolutamente nenhum”, adiantou à Lusa a nova presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

Após a quarta reunião negocial, depois dos encontros realizados entre as duas partes em novembro e dezembro, Joana Bordalo e Sá salientou que a federação “exige seriedade e celeridade” neste processo.

“Estas reuniões começam a ser inúteis”, lamentou a dirigente sindical, para quem o Serviço Nacional de Saúde (SNS) precisa de “soluções muito concretas e rápidas” para cativar e fixar médicos nas suas unidades.

As negociações tiveram o seu início formal já com a equipa do ministro Manuel Pizarro, mas a definição das matérias a negociar foram acordadas ainda com a anterior ministra, Marta Temido, que aceitou incluir a grelha salarial dos médicos do SNS no protocolo negocial.

Em cima da mesa estão, assim, as normas particulares de organização e disciplina no trabalho, a valorização dos médicos nos serviços de urgência, a dedicação plena prevista no novo Estatuto do SNS e a revisão das grelhas salariais.

“Nós hoje devíamos ter fechado a negociação sobre as normas particulares de organização e disciplina do trabalho e isso não aconteceu”, adiantou Joana Bordalo e Sá, ao referir que, da parte do Governo, ainda não está “nenhuma das medidas fechada”.

A presidente da FNAM disse também que os médicos exigem que sejam “repostos direitos” que lhes foram retirados, como o horário semanal de 35 horas, em vez das atuais 40, e os 25 dias de férias anuais.

Além disso, a federação de médicos apresentou uma proposta que prevê a atribuição de mais cinco dias por ano para os clínicos que optem por gozar as suas férias na época baixa, “o que já existiu no passado e podia resolver alguma da carência de médicos nas piores alturas, como no verão e Natal”, disse a dirigente da FNAM.

Já o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) disse à Lusa que a reunião de hoje resultou em “algum desapontamento”, porque o Governo “não apresentou qualquer proposta ainda”.

Jorge Roque da Cunha recordou que, nos últimos dez anos, os médicos perderam “26% do seu poder de compra” e que milhares rescindiram com o SNS ou reformaram-se, o que devia obrigar o ministro “Manuel Pizarro a explicar ao ministro das Finanças e ao primeiro-ministro que há uma camada muito importante de portugueses, particularmente os mais desfavorecidos, que têm grandes dificuldades de acesso aos cuidados de saúde”.

“Não queremos ser empurrados para formas de contestação mais robustas, que não nos interessam, porque fundamentalmente prejudicam os nossos utentes”, assegurou o dirigente do SIM, ao sublinhar que até junho é “um momento de negociação”.

Uma nova reunião negocial – a quinta no âmbito desse protocolo negocial – foi agendada para 01 de fevereiro.

Tribunal de Leiria condena todos os arguidos em caso de lenocínio e tráfico de droga

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© Tribunal Judicial da Comarca de Leiria

O Tribunal Judicial de Leiria condenou hoje todos os seis arguidos, três dos quais a prisão efetiva, num caso de lenocínio e tráfico de droga, considerando ter ficado provada “a quase generalidade dos factos que constam na acusação”.

Um dos arguidos, proprietário de um bar em Ansião, foi condenado, como reincidente, pelos crimes de lenocínio, tráfico de estupefacientes de menor gravidade e falsificação de documento na forma agravada, na pena única de três anos e seis meses de prisão.

O tribunal coletivo julgou ainda procedente a liquidação efetuada pelo Ministério Público (MP) de declarar perdida a favor do Estado a quantia de 28.668,71 euros, condenando-o ao pagamento do valor. Se o fizer voluntariamente no prazo de 10 dias após trânsito em julgado do acórdão, é extinto o arresto decretado nos autos.

A prisão efetiva de seis anos foi também condenado um outro arguido, pelo crime de tráfico de estupefacientes, como reincidente, tendo sido condenado a devolver 6.474,68 euros.

Igualmente a prisão efetiva, o Tribunal condenou um homem pelos crimes de tráfico de menor gravidade e detenção de arma proibida, na qualidade de reincidente, a dois anos e seis meses de prisão, em cúmulo de jurídico. Foi ainda condenado na pena acessória de interdição de uso e porte de arma pelo período de três anos e nove meses, devendo ainda proceder à entrega de armas e respetiva documentação que eventualmente detenha.

Já uma arguida, estrangeira, foi condenada pelo crime de lenocínio a dois anos de prisão, suspensa na sua execução por igual período e sujeita a regime de prova, e a pagar 4.233,43 euros.

O Tribunal condenou outros dois arguidos, um homem e uma mulher, pelo crime de tráfico de estupefacientes de menor gravidade, à pena de prisão um ano e três meses de prisão, também suspensa.

Dos arguidos, com idades entre os 34 e os 70 anos, um está detido preventivamente e outro com obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica.

Segundo o despacho de acusação, o casal condenado por lenocínio e absolvido de três crimes de auxílio à imigração ilegal decidiu “praticar atividade de exploração sexual de mulheres” a “troco de dinheiro”, num bar que geriam em Ansião (distrito de Leiria).

“As mulheres que ali trabalhavam também mantinham relações sexuais (…) com clientes do sexo masculino a troco de dinheiro, nos valores compreendidos entre os 40 euros e os 50 euros”, sendo que os atos sexuais ocorreriam num dos quartos na parte lateral do edifício.

O MP adiantou que, por cada quantia recebida pelas mulheres, estas pagavam ao casal pelo menos cinco euros.

Aquelas prestavam serviços sexuais, igualmente, numa habitação e, além disso, os donos do estabelecimento decidiram levar mulheres até à berma do Itinerário Complementar 8, “em acessos a caminhos florestais”.

O despacho sustentou que o casal, ao receber as mulheres no estabelecimento e na habitação, o fez “com o intuito, concretizado, de lhes dar trabalho na prática de alterne e da prostituição”, explorando esta atividade para obter lucro.

O dono do bar estava também acusado de ter entregado resina de canábis a dois homens, contra a entrega de dinheiro e, após comprar numa sucateira um trator agrícola, sem chapas nem certificado de matrícula, adquiriu o certificado de matrícula e livrete atribuídos a outro trator.

Outro dos acusados no processo é um homem que, pelo menos desde novembro de 2020, se dedicou à compra de resina de canábis, no país e em Espanha, para posterior revenda, de acordo com o MP.

“Para melhor poder guardar, esconder a resina de canábis que comprasse sem que ninguém disso e de tudo suspeitasse”, o arguido e mais dois, incluindo a filha, “decidiram dividir, separar e esconder” a droga em dois locais, um dos quais a residência destes.

Quanto a um sexto arguido, detinha uma espingarda não registada e seis cartuchos, além de “12 pacotes de cocaína”, correspondentes a 20 doses, destinados à venda a terceiros.

Tradicional Festa de Santo Antão em Óbidos

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© Município de Óbidos

A tradicional Festa de Santo Antão, em Óbidos, decorre, como é habitual, no próximo dia 17 de Janeiro, terça-feira. Uma ação integrada nas comemorações do Feriado Municipal de Óbidos 2023.

O festejo, que mistura a componente religiosa com uma outra profana, junta milhares de pessoas, todos os anos, que comem, bebem e se divertem à volta de diversas fogueiras espalhadas pelo recinto. Trata-se de uma romaria à ermida de Santo Antão, o santo que protege os animais, no cimo de um cabeço com o mesmo nome, com cerca de 80 metros de altura.

A difícil subida de 150 degraus até à ermida não demove os romeiros que, num misto de religião e profano, se juntam a esta festa em busca de bênção para os seus animais. Numa região onde a agropecuária assume um papel importante, esta romaria adquire grande importância. Durante este dia são feitas promessas com vista à recuperação de um animal doente, ou pedidos de boas ninhadas.
Estas promessas são pagas na casa de esmola ou na sacristia recebendo em troca uma vela enrolada numa fita de nastro cor-de-rosa previamente benzida. O costume de pagar as promessas em géneros têm-se vindo a perder ao longo dos anos. Esta é a filosofia base destas cerimónias. As velas e fitas benzidas, símbolo de promessas do ano anterior, são oferecidas ao Santo e colocadas junto aos seus pés. Já outros devotos optam por queimar as velas no tabuleiro.

A estes rituais religiosos junta-se a componente profana. No mesmo local, vendedores de produtos tradicionais dão origem a uma pequena feira. Os romeiros fazem fogueiras, onde assam chouriços, que são depois acompanhados por vinho. À animação, junta-se a música dos acordeões trazidos de casa, prolongando a festa até ao pôr-do-sol. Este é um dos arraiais mais característicos e espontâneos de Portugal.

Autarca de Santarém pede ao ministro da Saúde “respeito pelos eleitos”

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente da Câmara de Santarém pediu hoje ao ministro da Saúde para que “respeite os que são eleitos”, criticando a ausência de resposta ao pedido de marcação de uma reunião feito pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT).

O social-democrata Ricardo Gonçalves recuperou, na reunião do executivo municipal escalabitano, a expressão que usou há uma década quando o então ministro da Saúde Paulo Macedo “demorou meses” para agendar uma reunião solicitada para abordar constrangimentos no funcionamento do Hospital Distrital de Santarém (HDS).

“Vou dizer ao atual ministro o que disse a Paulo Macedo: respeite os que são eleitos, porque somos eleitos e se pedimos uma reunião ao ministro da Saúde é porque queremos falar”, declarou, salientando que a reunião com Manuel Pizarro foi pedida pela CIMLT “há alguns meses”.

Entre as questões que preocupam os autarcas dos oito concelhos do distrito de Santarém da área de abrangência do HDS encontra-se a necessidade de uma ambulância de emergência médica, reconhecida pelo próprio Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), como complemento à Viatura Médica de Emergência e Reanimação, afirmou.

Segundo o autarca, a justificação para a ausência deste meio prende-se com a falta de técnicos de emergência pré-hospitalar, nomeadamente por, das 170 vagas colocadas a concurso nacional, só terem existido cerca de 70 concorrentes.

O encerramento de serviços, como ocorre ocasionalmente com as urgências de obstetrícia e de ortopedia, ou outras por falta de anestesistas, sobretudo ao fim de semana, é outro tema que preocupa os autarcas da região, disse.

A questão começou por ser suscitada na reunião do executivo municipal pelo vereador eleito pelo Chega, Pedro Frazão, que considerou “inadmissível” que o hospital de uma capital de distrito tenha serviços encerrados ao fim de semana por falta de profissionais.

O executivo municipal de Santarém vai, igualmente, pedir uma reunião ao novo ministro das Infraestruturas, João Galamba, no sentido de ser encontrada uma solução provisória para a passagem de nível do Pego, a qual se encontra encerrada devido à ocorrência de duas mortes naquele local.

Ricardo Gonçalves afirmou que o projeto para construção de uma ponte superior, que o anterior ministro, Pedro Nuno Santos, afirmou estar em elaboração, é uma solução que “demorará muito tempo”, sendo necessário um “paliativo”, já que esta é a única saída para populações que ficam isoladas em situação de cheia no Tejo.

Trotinetes em Lisboa vão ter estacionamento obrigatório e limite de velocidade

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As trotinetes em Lisboa vão ter pontos de estacionamento próprios obrigatórios e um limite de velocidade de 20 quilómetros por hora, segundo um acordo que a Câmara Municipal e os cinco operadores na cidade assinaram hoje.

Além destas duas medidas, para organizar o tráfego de trotinetes na cidade, a autarquia e os operadores acordaram ainda um contingente máximo de veículos em circulação, que será de 1.500 por operador no inverno e que poderá ir até aos 1.750 na primavera e no verão.

Estas medidas podem ser adotadas a partir de hoje, mas os operadores têm 60 dias para se adaptarem.

O protocolo foi assinado pelo presidente da câmara, Carlos Moedas (PSD), e representantes dos cinco operadores.

Segundo o autarca, a Câmara de Lisboa vai criar ‘hotspots’ pela cidade e é aí que as trotinetes terão de ser estacionadas.

Caso não o sejam, não será possível concluir a viagem e continuará a ser descontado pagamento através da aplicação.

Operadores e autarquia acordaram ainda uma redução da velocidade máxima permitida para os 20 quilómetros/hora, embora Carlos Moedas gostasse de ter ido “muito mais longe” e que este limite “fosse um pouco mais baixo”.

Moedas apelou ainda ao Governo a delegação de competências nas autarquias para que possam ser responsáveis pelo licenciamento de trotinetes, o que atualmente não acontece.

“Tem de haver claramente, da parte do governo, a passagem destas competências para o presidente da Câmara. É urgente que as câmaras municipais tenham esse poder de licenciamento”, disse.

Desconvocada greve nos portos após “abertura ao diálogo” demonstrada pelo novo ministro

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© ANTRAM

A greve dos trabalhadores das administrações portuárias, iniciada em 22 de dezembro passado e que deveria prolongar-se até 30 de janeiro, foi desconvocada devido à “abertura ao diálogo” manifestada hoje pelo ministro das Infraestruturas, anunciou fonte sindical.

“Decidimos desconvocar a greve. Começámos por emitir o pré-aviso de greve exatamente pela ausência de diálogo e o senhor ministro mostrou-se abertíssimo ao diálogo, um diálogo aberto, franco, e mostrou grande disponibilidade para projetos para dar aos portos a importância que eles verdadeiramente têm”, afirmou o presidente da direção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias (SNTAP) em declarações à agência Lusa no final de uma reunião com o novo ministro das Infraestruturas, João Galamba.

Segundo Serafim Gomes, o sindicato entendeu que o ministro “precisa de algum tempo para levar por diante as suas ideias”, pelo que decidiu “dar-lhe um voto de confiança” e um prazo de três meses para avaliar “os projetos que tem [para o setor] e que envolverão, também, a resolução dos problemas em cima da mesa relativamente aos trabalhadores”.

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