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Quarta-feira, Julho 1, 2026
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Médio Tejo: Rastreadas 5.000 crianças a problemas visuais e auditivos

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O projeto “Promoção do Sucesso Escolar no Médio Tejo – Correção de Problemas Visuais e Auditivos”, iniciado no ano letivo 2016/2017 pela Comunidade Intermunicipal, permitiu rastrear, até ao momento, 5.000 crianças, 15% das quais evidenciam défice auditivo e 10% visual.

Em comunicado, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) afirma que, “na sequência dos rastreios realizados nas escolas, a cada criança que se suspeita de défice visual é atribuído um ‘voucher’”, de 125 euros, para as correções necessárias, sendo as situações de défice audiológico encaminhadas para os serviços de saúde.

O projeto é desenvolvido pela CIMT em parceria com os municípios do Médio Tejo e respetivos agrupamentos de escolas, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, o Centro Hospitalar do Médio Tejo, a Direção de Serviços de Educação da Região Centro e a Direção de Serviços de Educação da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

O projeto insere-se no Plano Estratégico de Desenvolvimento Intermunicipal da Educação (PEDIME), cofinanciado pela União Europeia, Portugal 2020 e Programa Operacional do Centro 2020, através do Fundo Social Europeu, lê-se na nota.

Rota gastronómica inspirada em Eça à mesa em oito restaurantes de Leiria

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Município de Leiria

Nos oito restaurantes que aderiram a esta iniciativa – Ao Largo (sujeito a reserva), Aromas com Tradição, Bottega de Tapas, Cervejaria LizBar, Mata Bicho, Cardamomo, Monte Carlo e Porto Artur – poderá encontrar petiscos como os ovos com chouriço, o arroz de favas, a cabidela, o bacalhau com pimentos e o creme queimado, descritos nas obras do escritor.

Com esta iniciativa pretende-se divulgar e envolver os operadores económicos da área da restauração, à boleia do enorme sucesso e adesão que a Rota d’O do Padre Amaro está a registar, fortalecendo também o espírito local de ligação à obra de Eça de Queirós.

A Rota d’O Crime do Padre Amaro

A Rota segue seis pontos chave presentes no enredo do romance de Eça de Queirós, que servem de palco para os momentos dramatizados pelo grupo de Teatro O Gato – Palavras de Sobra – Associação de Artes. O público é convidado a percorrer estes 6 pontos da Rota, acompanhado pelo “próprio” Eça de Queirós (representado por Fernando José Rodrigues), e assistir ao desenrolar do romance entre Amélia (Sónia Francisco) e Amaro (Rodrigo Sá Pessoa).

São oito, ao todo, os atores que compõem os quadros vivos e dramatizados ao logo do percurso, em que o público poderá conhecer Júlio Teles, o amanuense da administração do concelho (João Carvalho), Carlos da Botica, o farmacêutico (Zetó Antunes), João Eduardo, o noivo de Amélia (Francisco Cordeiro), o Cónego Dias, antigo professor de Amaro (Mané Lopes) e a S. Joaneira, mãe de Amélia (Graça Laranjeiro).

A nova edição da Rota d’O Crime do Padre Amaro, cujo guião de adaptação baseado na obra homónima de Eça de Queirós e direção de atores, é da autoria de Fernando José Rodrigues, e acontece em todos os domingos do mês de fevereiro, com início às 11 horas e local de concentração na Praça Rodrigues Lobo.

As inscrições são obrigatórias na plataforma VisitLeiria, ou em: https://forms.office.com/e/Y5grkq9587

Nazaré assinala Dia dos Afetos com atividades em vários pontos do concelho

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O Município da Nazaré vai celebrar o Dia dos Afetos com atividades destinadas a fomentar o desenvolvimento de afetos na comunidade nos dias 08, 09, 10 e 11 de fevereiro.

A Nazaré pertence, desde maio de 2019, ao movimento “Cidade dos Afetos”, uma iniciativa que pretende chamar os afetos como mecanismo fundamental de desenvolvimento para o dia-a-dia das comunidades.

No âmbito do acordo de adesão do Município ao Movimento, a Nazaré compromete-se a dar apoio a iniciativas da comunidade que possam desenvolver a afetividade entre os cidadãos, desenvolver iniciativas que ajudem a catalisar outros parceiros para alargar este movimento e a promover a semana dos afetos, em fevereiro de cada ano.

A primeira ação, prevista para o próximo dia 08, às 16:00, no Bairro de Habitação Mãe D’Água, vai ser a da criação de um “Mural dos Afetos”, um atelier onde as crianças irão criar frases sobre os afetos.

No Dia do Abraço, a 9 de fevereiro, “a Minnie e o Mickey irão, durante os intervalos escolares e horas de almoço, visitar os Centros Escolares da Nazaré (10h30), Valado dos Frades (12h30) e Famalicão (13h00) e a escola do Pré-Escolar do Bairro dos Pescadores (11h45), com a missão de “dar muito abraços às crianças e falar sobre a importância dos afetos”, explica o Gabinete de Ação Social da Câmara.

O Mercado Municipal da Nazaré foi o local escolhido para o Dia do Abraço à comunidade, que se assinalará no dia 10 de fevereiro. A partir das 10h00, a “Siteira (mascote da Nazaré) andará pelo Mercado Municipal, Feira, Lojas e outros locais a promover o valor dos afetos, através da interação social e da partilha de sentimentos, carinho, amizade.”

A campanha pelos afetos concluir-se-á com uma mensagem do executivo da Câmara Municipal dirigida a toda a comunidade, que será publicada nas redes sociais do Município da Nazaré.

A cidade dos afetos é um movimento mobilizador de toda a comunidade para o desenvolvimento de atividades que apliquem a componente afetiva, de modo a promover o bem-estar e os estilos de vida saudáveis, essenciais à felicidade de todos.

Torres Vedras contra bairrismo de municípios por comprometer novo hospital do Oeste

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© João Polónia/Notícias Em Direto

A presidente da câmara e da concelhia do PS de Torres Vedras repudiou hoje a posição de Caldas da Rainha, Óbidos e Rio Maior, defendendo que o seu bairrismo não defende o interesse de todos os cidadãos da região Oeste.

“Esta manifestação de Caldas e Óbidos é desagradável porque cria um divisionismo que vai prejudicar naturalmente todos os utentes e a decisão relativamente ao hospital”, afirmou Laura Rodrigues à agência Lusa.

Para a autarca socialista, aqueles municípios, que aceitaram que a Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) encomendasse um estudo para apontar as melhores localizações e o perfil assistencial do novo hospital e enviasse as conclusões ao Ministério da Saúde, “estão agora a pô-lo em causa” e a “quebrar a unanimidade na própria OesteCIM”.

Laura Rodrigues sustentou que Caldas da Rainha (independente) e Óbidos (PSD), a que se veio juntar Rio Maior, estão a “misturar questões técnicas com questões de natureza política e partidária” e “isto não é absolutamente nada ético, nem há fundamento para a defesa desta natureza, porque na realidade o Oeste sul tem um número de utentes superior”.

A autarca torriense mostrou-se “desagradada” com a posição daqueles três municípios, quando Torres Vedras, o concelho servido pelo Centro Hospitalar do Oeste mais populoso, “teria condições para receber o hospital” e não tem reivindicado localizações ideais em prol de toda a região, aceitando as conclusões do estudo que foi feito.

Laura Rodrigues, que quer discutir o assunto na quinta-feira na reunião do conselho executivo da OesteCim, lembrou que se trata de um “hospital de fim de linha”, com mais meios e valências do que os atuais, evitando a transferência de doentes para os hospitais centrais mais próximos, motivo pelo qual é preferível uma localização central dentro da região.

“Estamos a apelar que a comissão responsável por analisar o estudo tome a decisão da melhor forma ainda que tenhamos a noção de que a melhor localização não será no norte da região, porque o novo hospital tem de servir 60% dos utentes, que estão a sul e, nesse sentido, Torres Vedras abdicou de reivindicar a localização do novo hospital no seu território a bem de todos no Oeste”, sublinhou.

Em comunicado, o PS de Torres Vedras considerou que “a saúde nunca poderá ser usada como arma de arremesso político” e tem de gerar consensos, criticando a “política de bairrismo como está a ser tratada a saúde no Oeste”.

Os socialistas lembraram a necessidade de uma localização central para o novo hospital, tendo em conta a população servida e o tempo de deslocação.

Numa conferência de imprensa conjunta, os municípios de Óbidos, Rio Maior e Caldas da Rainha defenderam a localização do novo hospital do Oeste neste último concelho, e alertaram o Governo para a necessidade de “ter em conta critérios mais alargados” do que aqueles que foram analisados no estudo do futuro hospital do Oeste, cuja decisão o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, anunciou que será divulgada até ao final de março.

O estudo, encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste, aponta o Bombarral (no distrito de Leiria), como a localização ideal para o hospital que deverá servir todos os concelhos do Oeste.


© João Polónia/Notícias Em Direto

António Costa pede foco na execução do PRR para tornar economia mais sustentável

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Solancis

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou hoje a importância de o país continuar focado na execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para transformar e tornar mais sustentável a economia nacional.

“É importante continuarmos concentrados e focados na boa execução do Programa de Recuperação e Resiliência”, afirmou António Costa, em Alcobaça, desafiando as empresas portuguesas a “pedalar” para que o país chegue ao final do programa, em 2026, mais bem preparado “não só para enfrentar crises que o futuro” possa trazer, mas sobretudo com “mais e melhor emprego, maior rentabilidade para as empresas e uma economia mais sustentável”.

O chefe do executivo, que hoje visitou a Solancis, líder da Agenda Verde do Setor da Pedra Natural, comparou o crescimento da economia a “andar de bicicleta” e manifestou a vontade coletiva de todo o pelotão continuar a pedalar para chegar à meta, em 21 de dezembro de 2026, não apenas com este setor, mas com toda a economia “estruturalmente transformada”.

A empresa que lidera um consórcio de mais de 50 parceiros do setor dos recursos naturais foi o mote para António Costa destacar como exemplo o concelho de Alcobaça, no distrito de Leiria, que conta com “um total de 578 projetos aprovados” no âmbito do PRR, com um investimento total de 45 milhões de euros, dos quais 39 milhões de euros para empresas.

Um exemplo que António Costa considerou que se pode “replicar em vários outros concelhos”, numa altura em que o país tem 70% das verbas do PRR aprovadas e adjudicadas, existindo no país “mais de 93 mil projetos em execução”.

Considerando o programa das 53 agendas mobilizadoras “particularmente desafiante”, Costa lembrou que a verba inicial do PRR, de 930 milhões de euros, aumentou para 3.000 milhões de euros “para garantir que todos os projetos que passaram no júri e mostraram viabilidade, não deixariam de ser executados por falta de verbas”.

No caso da Solancis, que hoje esteve na rota do primeiro-ministro, a agenda da sustentabilidade no setor da pedra conta com um investimento total de 53.824.168,36 euros para potenciar a difusão de conhecimento tecnológico e a transição digital e ecológica.

“Com a execução dos projetos no âmbito da agenda pretende-se promover a transição digital e climática, reduzindo em 30% a emissão de gases com efeito de estufa(GGE); garantir a resiliência económica do setor, com uma perspetiva de crescimento nas exportações de 10% e a criação de 1.000 novos postos de trabalhos diretos e indiretos”, informou a empresa.

Pais pedem aulas extra para alunos recuperarem aulas perdidas durante a greve

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FENPROF

As associações de pais pedem medidas que permitam recuperar as aprendizagens perdidas durante as greves nas escolas, tais como aulas extra, defendendo que os exames nacionais devem manter o mesmo grau de dificuldade.

Dois meses após o início das greves nas escolas, que “afetaram de forma muito diferente os alunos”, a presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) disse que “pais e alunos do secundário estão preocupados” com os exames nacionais.

“Não gostaríamos que houvesse uma maior sobrecarga, mas estamos a ver que é o que vai acontecer. Terá de haver um reforço de aulas de apoio que permita aos alunos realizar os exames nacionais. Só acho que não se devem fazer exames mais fáceis”, disse Mariana Carvalho em declarações à Lusa.

Mariana Carvalho sublinhou que a greve iniciada a 9 de dezembro do ano passado foi sentida de forma muito diferente nos mais de cinco mil estabelecimentos de ensino públicos espalhados pelo país.

“Há imensas escolas que não sentiram qualquer efeito das greves, outras estiveram um ou dois dias fechadas, o que é facilmente gerível e recuperável. Mas depois há casos de alunos que praticamente não tiveram aulas durante todo o mês de janeiro, nomeadamente na zona do Algarve e de Lisboa”, afirmou, em declarações à Lusa.

Por isso, para a Confap, “tem de haver uma estratégia diferenciadora para que os alunos mais prejudicados consigam ter o mesmo nível de aprendizagem, porque há alunos com um impacto zero ou muito próximo de zero e outros em que o impacto foi grave”.

A esta desigualdade, soma-se a de pertencer a uma família com ou sem capacidade financeira para poder pagar a um explicador que possa ajudar a recuperar a matéria que não foi dada na escola, acrescentou Mariana Carvalho.

Para a Confap, é preciso fazer um levantamento do real impacto das greves nas escolas e depois desenhar estratégias que permitam aos alunos recuperar matéria.

A representante dos pais lembrou que existem “muitas estratégias” que os professores podem usar tendo em conta a singularidade da sua turma, tais como constituir grupos mais pequenos de aprendizagens ou contar com a ajuda dos próprios alunos, que se podem apoiar mutuamente.

Para a Confap, também faz sentido prolongar o Plano de Recuperação de Aprendizagens criado pelo Governo para tentar colmatar as falhas provocadas pelo confinamento forçado pela pandemia de covid-19.

A presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais voltou a apelar a um consenso entre sindicatos e ministério da Educação.

A tutela iniciou, este ano letivo, as negociações para um novo modelo de contratação e colocação de professores que, desde o início, contou com a oposição dos sindicatos.

Em dezembro, o Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (STOP) convocou uma greve por tempo indeterminado, que ainda está a decorrer e tem já pré-avisos entregues até 24 de fevereiro.

Atualmente, estão a decorrer ainda outras duas greves convocadas por uma plataforma de sindicatos e pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).

No início do 2.º período, o (SIPE) iniciou uma greve parcial ao primeiro tempo letivo, que termina a 8 de fevereiro. Também a greve por distritos convocada por uma plataforma de estruturas sindicais, que inclui a Fenprof, termina esta quarta-feira no Porto.

Santarém promove discussão pública para a requalificação do Campo Infante da Câmara

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© Município de Santarém

A Regeneração e Revitalização do Campo Infante da Câmara vai estar em discussão pública de 7 a 28 de fevereiro no Teatro Sá da Bandeira. Durante este período, o Município de Santarém convida as pessoas a apresentarem os seus contributos e a visitarem a Exposição “Participação Pública do Programa para o Campo Emílio Infante da Câmara: decidir o Futuro “, que terá as maquetes e imagens propostas pelos Professores da Faculdade de Arquitetura de Lisboa.

No dia 15 de fevereiro, às 21h00, tem lugar uma Conferência aberta ao público que conta com a participação dos professores da Faculdade de Arquitetura de Lisboa que vão apresentar um conjunto de propostas e linhas orientadoras, ao abrigo de um Protocolo de Cooperação estabelecido com o Município de Santarém.

João Teixeira Leite, Vice Presidente da Câmara Municipal de Santarém, refere que “esta iniciativa tem como objetivo envolver a comunidade em geral, numa solução para o futuro do Campo Infante da Câmara, tendo sempre em conta a preservação da sua memória, como lugar importante e determinante na história da Cidade e do Concelho, e como um espaço nobre da Cidade onde decorrem diversos eventos e onde se situam as emblemáticas Casa do Campino e a Monumental Celestino Graça”.

Marta Temido assume transitoriamente liderança da concelhia de Lisboa do PS

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foto de arquivo

A ex-ministra da Saúde Marta Temido vai assumir transitoriamente a liderança da concelhia do PS de Lisboa até à convocação de novas eleições para esta estrutura, disse à agência fonte do partido.

Marta Temido substituiu provisoriamente Davide Amado, que hoje se demitiu da presidência da concelhia de Lisboa do PS após ter sido noticiado pela CNN Portugal/TVI que está acusado de participação económica em negócio e abuso de poder.

A antiga titular da pasta da Saúde era a número dois da lista à concelhia socialista de Lisboa e sobe agora à presidência até à realização de novas eleições.

A CNN Portugal/TVI noticiou no domingo que o também presidente da Junta de Freguesia de Alcântara foi acusado pelo Ministério Público dos crimes de participação económica em negócio e abuso de poder, num esquema que terá lesado a Santa Casa da Misericórdia em mais de um milhão de euros.

Numa nota publicada hoje à tarde na rede social Facebook, Davide Amado afirma que os factos que lhe são imputados pelo Ministério Público “não correspondem à verdade” e que “no devido tempo será reposta e, consequentemente, demonstrada” a sua “completa inocência”.

“Contudo, e porque no momento atual que vivemos, toda a suspeição é utilizada como arma de arremesso contra os partidos políticos, exige a minha consciência e sentido de militância a ponderação de todas as consequências políticas a retirar”, escreve o socialista, sublinhando que a demissão ocorre “sem qualquer admissão de culpa” e para impedir que os “factos se transformem num ataque ao Partido Socialista”.

O autarca esclarece ainda que os factos referidos na acusação não ocorreram no exercício de cargos públicos ou políticos, “mas antes no quadro de uma relação de trabalho com uma das empresas citadas”.

Segundo a CNN Portugal/TVI, que cita a acusação, Davide Amado é acusado de ter gerido várias empresas criadas à medida para forjar ajustes diretos com a Santa Casa da Misericórdia.

Portugal Fresh leva empresas portuguesas à maior feira do mundo de frutas e legumes

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Portugal Fresh

Uma comitiva de 27 empresas, associações e parceiros desloca-se a Berlim, entre 08 e 10 de fevereiro, para participar na Fruit Logistica, a maior feira de frutas e legumes do mundo, anunciou hoje a Portugal Fresh.

Neste regresso à capital alemã, a Portugal Fresh prepara-se para mostrar aos cerca de 73 mil visitantes previstos “o que de melhor se produz em Portugal”, refere a Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal em comunicado.

A participação na Fruit Logistica compreende uma área de exposição total de 300 metros quadrados (m2) e é uma das muitas iniciativas de promoção internacional organizadas pela Portugal Fresh para impulsionar as exportações nacionais de frutas, legumes e flores, adianta.

Presidente da Agência Nacional de Inovação demite-se “por falta de condições”

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DR

A presidente da Agência Nacional de Inovação, Joana Mendonça, demitiu-se hoje, em carta dirigida ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, e ministro da Economia, António Costa e Silva.

“Ao abrigo do artigo 27 do estatuto do gestor público, venho apresentar a minha renúncia ao cargo de presidente da Agência Nacional de Inovação, ANI, por considerar já não estarem reunidas as condições para exercer o meu cargo e as suas funções”, escreveu Joana Mendonça a abrir o documento, a que a Agência Lusa teve acesso.

Depois de recordar que sempre colocou o cargo, no qual foi empossada em 01 de maio de 2021, à disposição, aquando das diversas alterações nas tutelas, detalhou as razões da sua decisão.

Em termos gerais, avançou, estas razões “prendem-se com uma crescente dificuldade de receber orientações da tutela, designadamente em matérias de crucial importância para a Agência”.

De forma mais detalhada, pormenorizou com a falta de resposta ao pedido de aprovação da proposta para o Plano de Atividades e Orçamento (PAO) da ANI para 2023, “sem o qual a ANI não pode desenvolver as suas atividades de forma regular”.

No mesmo sentido, disse, “a solicitação de uma reunião de trabalho com a Sra. Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não teve qualquer resposta até ao momento”.

Joana Mendonça mencionou, adicionalmente, “uma série de questões de interesse crítico para o futuro da ANI”, que considera aliás “serem do maior interesse nacional”, mas para quais não conseguiu ter “qualquer interação com as (…) tutelas”, as quais, acentuou, “têm claro impacto no desenvolvimento e promoção de políticas públicas de inovação”.

Destas, destacou algumas, que considerou mais relevantes, como Acompanhamento das Agendas Mobilizadoras para a Inovação, Acompanhamento da ‘Missão Interface’, Programa Eureka/Eurotars, PT 2030 e SIFIDE.

Por outro lado, Joana Mendonça contrapôs que “ao longo destes dois anos, o atual CA (conselho de administração) no qual assumi[u] a presidência conseguiu atingir e até superar os objetivos a que se tinha proposto”.

Destes, exemplificou, como “mais relevantes e com maior impacto” o lançamento “bem-sucedido” da missão interface no PRR para financiamento base a 35 Colab (laboratórios colaborativos) e 31 CTI (centros de tecnologia e inovação), o “alargamento da participação de instituições no programa do Horizonte Europa, em estreita colaboração com associações empresariais e regionais” ou “o aumento significativo da relação e colaboração com stakeholders externos, nomeadamente, associações como a Cotec, que se refletiu materialmente em projetos de colaboração, realização de ações em diversas regiões, e visitas a empresas e instituições”.

Por junto, a presidente demissionária da ANI entende que “este trabalho não pode ter continuidade sem um PAO aprovado e sem haver um trabalho de confiança com as tutelas”.

Desta forma, considerou que não estão reunidas as condições para o exercício do cargo, pelo que apresentou a sua renúncia ao cargo de Presidente do Conselho de Administração da ANI e solicitou a Costa e Silva a sua substituição até 31 de março próximo.

A Agência Nacional de Inovação tem o seu capital subscrito em partes iguais pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia (50%), e pelo Ministério da Economia, através do IAPMEI (50%).

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