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Quarta-feira, Julho 1, 2026
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Portugal e Ucrânia encontram-se para balanço de programa de integração de ucranianos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social disse hoje à Lusa que irá encontrar-se em Nova Iorque com a ministra das Políticas Sociais da Ucrânia, para um balanço do programa de integração e acolhimento de ucranianos em Portugal.

Ana Mendes Godinho afirmou hoje à Lusa, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, que aproveitará o encontro com a ministra ucraniana para reafirmar a disponibilidade de Portugal para colaborar com Kiev.

“O objetivo da reunião é fazer um balanço do programa de integração e acolhimento dos cidadãos ucranianos em Portugal e, naturalmente, manter a nossa disponibilidade total para colaborar com o Governo ucraniano em tudo o que precisar do ponto de vista de integração e de acolhimento dos cidadãos ucranianos e também de crianças ucranianas”, disse a ministra portuguesa.

“Desde o início (do conflito), que estamos em contacto com o Governo ucraniano nesse sentido e, portanto, será uma oportunidade para fazer uma avaliação da forma como tem acontecido esta integração de trabalhares em Portugal”, acrescentou a governante.

Ana Mendes Godinho participará na 61.ª sessão da Comissão para o Desenvolvimento Social do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, num encontro focado nas temáticas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, desafios pós-pandemia, trabalho digno, combate às desigualdades e diálogo entre gerações.

Portugal aproveitará para defender “a necessidade de apostar claramente na valorização do trabalho como peça-chave no combate às desigualdades” e apresentará também o “programa de Garantia da Infância que está a ser implementado em Portugal”, segundo a ministra.

Entre os encontros que Ana Mendes Godinho manterá em Nova Iorque, destaque para reuniões com o ex-diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Guy Ryder; e com a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed.

Trás-os-Montes e Região de Aveiro preparam-se para receber novas redes de autocarros

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Região de Aveiro

As comunidades intermunicipais das Terras de Trás-os-Montes e da Região de Aveiro estão a preparar-se para receber as novas redes de autocarros, estando o Douro e o Alto Minho com os concursos públicos por adjudicar.

Na CIM das Terras de Trás-os-Montes, a concessão foi atribuída à Montes Resilientes, uma empresa do Grupo Santos, que detém também a Rodonorte, segundo fonte da comunidade intermunicipal.

A adjudicação teve visto do Tribunal de Contas em agosto de 2022 e a empresa tinha um prazo de seis meses para iniciar a operação, segundo informação avançada à Lusa pela CIM.

O início devia ocorrer a 01 de março, mas a empresa pediu uma prorrogação do prazo para julho, alegando dificuldades na aquisição de equipamentos e preparação da operação, devido à conjuntura internacional, de acordo com a fonte.

O Conselho Intermunicipal da CIM Terras de Trás-os-Montes irá pronunciar-se, numa próxima reunião, sobre o pedido de prorrogação do prazo, que deverá ser aceite, como indicou a fonte.

A concessão de cinco milhões de euros é válida por cinco anos.

Quanto à CIM da Região de Aveiro, fonte da empresa israelita Afifi, com origens em 1927 na histórica região da Nazaré, confirmou à Lusa que operará no território, após ter vencido o concurso público de 12,4 milhões de euros.

De acordo com o seu ‘site’, o grupo é proprietário de mais de 900 autocarros, dois hotéis e muitas propriedades imobiliárias, contando com cerca de dois mil funcionários.

Fonte da CIM adiantou à Lusa que estão previstas para esta semana reuniões preparatórias relativas ao arranque da operação da Afifi.

A Norte, as subregiões do Douro e do Alto Minho são as únicas que ainda não adjudicaram o concurso público do transporte rodoviário de passageiros, tendo as restantes subregiões já o processo adiantado.

Fonte da CIM Douro adiantou à Lusa que o concurso de 3,5 mihões de euros lançado em fevereiro de 2022 ficou deserto, tendo manifestado a intenção de lançar um novo no arranque deste ano.

Quanto ao Alto Minho, no dia 27 de janeiro a Câmara de Viana do Castelo aprovou a delegação na CIM “a competência para gerir a rede de transportes públicos intermunicipais”, bem como a abertura do concurso público de 8,5 milhões de euros.

Com adjudicações já feitas e anunciadas, mas ainda sem o serviço a operar, está a Área Metropolitana do Porto (AMP).

Na AMP, foram assinados quatro de cinco contratos no dia 29 de novembro, envolvendo a Nex Continental Holdings (Lote Norte Nascente: Santo Tirso/Valongo/Paredes/Gondomar), a Porto Mobilidade (agrupamento Viação do Minho/Transdev/Litoral Norte, no lote norte Poente: Póvoa de Varzim/Vila do Conde), a Xerbus (agrupamento Xerpa e Monbus no lote Sul Nascente: Santa Maria da Feira/São João da Madeira/Arouca/Oliveira de Azeméis/Vale de Cambra) e a Transportes Beira Douro (pertencente à Auto Viação Feirense, no lote Sul Poente: Vila Nova de Gaia e Espinho).

Os municípios da Maia, Matosinhos e Trofa assinaram em 27 de janeiro o contrato do lote Norte Centro com o consórcio Vianorbus (que junta o grupo Barraqueiro e Resende).

Já a operar estão as CIM do Cávado, Ave e Tâmega e Sousa, contando com a presença da Transdev: as duas primeiras com uma operação concessionada à Transdev, a terceira com lotes subdivididos (um da Transdev e os restantes três controlados pela Valpi, Pacense e Rodonorte).

No terreno está já também a operação no Alto Tâmega e Barroso, que anunciou em agosto de 2022 a concessão à Flaviamobil, uma empresa de capitais galegos pertencente à Xerpa Mobility, Monbus e a Socitransa, num contrato de sete anos e cerca de seis milhões de euros.

A necessidade dos concursos públicos decorre do Regime Jurídico do Serviço Público do Transporte de Passageiros, lei implementada em 2015 que corresponde à transposição de legislação europeia, visando um modelo de “concorrência regulada”.

Leiria: Quatro detidos em operação da PSP

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Quatro homens foram hoje detidos numa operação da Polícia de Segurança Pública (PSP) em Leiria, na sequência de um roubo agravado, anunciou esta força de segurança.

Em comunicado, a PSP adianta que foram realizadas quatro buscas domiciliárias e detidos quatro homens, com idades entre os 23 e os 46 anos.

Três dos suspeitos foram detidos em cumprimento de mandado de detenção fora de flagrante delito pelo crime de roubo, tendo que o outro suspeito estava na posse de 72,76 gramas de haxixe (equivalentes a 146 doses), bem como de uma balança de precisão e outros objetos relacionados com o crime de tráfico de droga.

A PSP acrescenta que foi “ainda apreendido e recuperado diverso material proveniente do roubo agravado e de outros roubos/furtos”, como uma televisão, um computador portátil e outro material informático, ferramentas oficinais diversas, utensílios de emprego específico na construção civil, componentes de mecânica automóvel e telemóveis.

Na operação, estiveram envolvidos cerca de 40 operacionais das valências de investigação criminal e de intervenção rápida/ordem pública, contando com o reforço do Comando Distrital de Coimbra da PSP.

Os detidos devem ser presentes a primeiro interrogatório judicial na terça-feira.

Colisão rodoviária provoca um morto e um ferido grave na Figueira da Foz

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma colisão entre dois veículos causou hoje um morto e um ferido grave, na Estrada Nacional 109, (EN109), em Marinha das Ondas, no concelho da Figueira da Foz, disse fonte da Proteção Civil.

Segundo o Comando Sub-Regional da Região de Coimbra, a colisão rodoviária entre um veículo “ligeiro e um pesado”, resultou num “ferido grave e num óbito”.

A vítima mortal é um homem de 60 anos.

De acordo com a mesma fonte, a Estrada Nacional 109, que liga Aveiro à Figueira da Foz e a Leiria, está condicionada ao trânsito devido ao acidente.

O alerta para o acidente foi dado às 18:11, tendo sido mobilizados para o local 20 operacionais da Companhia de Sapadores e dos Voluntário da Figueira da Foz, do INEM e da GNR.

Autarca de Santarém ameaça ir para a porta do Ministério da Saúde se reunião não for agendada

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O presidente da Câmara de Santarém voltou hoje a lamentar que o ministro da Saúde não tenha marcado ainda a reunião solicitada há meses por causa da situação do hospital distrital, admitindo ir para a porta do Ministério.

Falando na abertura da reunião do executivo municipal escalabitano, Ricardo Gonçalves (PSD) disse esperar não ser necessário fazer o que outros autarcas fizeram (numa referência aos municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra) e ter de ir para a porta do Ministério da Saúde para conseguir o agendamento da reunião que a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) pediu no final de outubro de 2022.

Ricardo Gonçalves lamentou que, depois de ter pedido ao ministro da Saúde, na reunião do executivo municipal de há um mês, que respeitasse os eleitos, e de Manuel Pizarro ter declarado, no dia seguinte, que respeita os autarcas e que iria receber “o mais rapidamente” possível a CIMLT, nada tenha sido agendado.

“Esta situação não pode continuar. Queremos resposta. O senhor ministro disse que ouvia os autarcas. Espero que o faça. Se não, sabemos onde é o Ministério da Saúde. Quero acreditar que [a resposta] é uma questão de tempo. Espero que não muito, porque os relatos são preocupantes”, declarou.

O autarca deu como exemplo um novo pedido dos serviços de urgência do HDS de desvio de doentes urgentes de medicina interna encaminhados pelos corpos de bombeiros entre as 21:00 de domingo e as 09:00 de hoje.

Salientando não ter nada contra a administração do HDS, presidida por Ana Infante, que “muito tem feito”, Ricardo Gonçalves afirmou que as situações que se vivem “não se podem normalizar” e têm de ser resolvidas pela tutela.

O vereador eleito pelo Chega, o também deputado Pedro Frazão, “acompanhou a preocupação” de Ricardo Gonçalves, disponibilizando-se para ir com ele até à porta do Ministério da Saúde e para voltar a “puxar o assunto” na Assembleia da República, particularmente na audição do diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Fernando Araújo, que irá ao parlamento a requerimento do seu partido.

Sintra: Detido falso polícia que extorquia dinheiro a condutores

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Um homem com 38 anos foi detido por se fazer passar por polícia de trânsito, extorquindo dinheiro a condutores nos concelhos de Sintra e Oeiras, sob o falso pretexto de que teriam cometido infrações, anunciou hoje a PSP.

“O suspeito, utilizando a sua viatura, dava ordem de paragem aos condutores, através de sinais sonoros e luzes de cor azul que colocava no vidro da frente, sendo que, após a imobilização destes, abordava-os munido de crachá com as palavras ‘Special Police’ e com uma arma em coldre à cintura, indicando-lhes que teriam cometido infrações rodoviárias e solicitando-lhes o pagamento imediato ou acompanhando-os a caixas multibanco”, explicou a PSP, em comunicado.

Segundo a PSP, o homem, detido em 31 de janeiro, não tem antecedentes por crimes semelhantes, mas terá interpelado pelo menos dez viaturas, entre 27 de novembro e 25 de janeiro, sob o falso pretexto de que os condutores teriam praticado infrações rodoviárias, sendo suspeito de pelo menos dez crimes de usurpação de funções, de tentativa de extorsão e de nove crimes de burla tentada e/ou consumada.

Após emissão de mandados de busca, o suspeito foi detido na via pública pela autoridade policial, que também apreenderam dois crachás com as palavras ‘Special Police’, uma arma de alarme (calibre 9mm) com carregador, 17 munições de salva (calibre 09 milímetros), um coldre, duas armas brancas (um punhal e uma catana), um telemóvel. um ‘strobe’ (estroboscópio) luminoso, um bloco de notas e uma viatura alegadamente utilizados nos crimes.

Rio Maior, Óbidos e Caldas da Rainha reclamam novo hospital no norte do Oeste

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© João Polónia/Notícias Em Direto

O município de Rio Maior juntou-se hoje aos de Óbidos e das Caldas da Rainha na defesa da localização do novo hospital do Oeste neste último concelho, alegando que parte da sua população é servida na unidade desta cidade.

Numa conferência de imprensa conjunta, os três municípios alertaram hoje o Governo para a necessidade de “ter em conta critérios mais alargados” do que aqueles que foram analisados num estudo sobre a localização do futuro hospital do Oeste, cuja decisão o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, anunciou que será divulgada até ao final de março.

O estudo, encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste, aponta o Bombarral (no distrito de Leiria), como a localização ideal para o hospitalar que deverá servir todos os concelhos do Oeste, escolha que tem sido contestada pelos municípios das Caldas da Rainha e de Óbidos, defendendo a construção do equipamento na confluência destes dois concelhos.

À contestação juntou-se hoje o presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias (PSD), alegando que “deslocalizar para fora do concelho das Caldas da Rainha esta unidade hospitalar” deixará cerca de 12 mil pessoas do seu concelho com “menos disponibilidade de serviços e menos qualidade de serviço, a partir do momento em que a distância ao hospital se torna maior”.

De acordo com o autarca, apesar de Rio Maior ter como referência o Hospital de Santarém, “grande parte da população continua a ser servida nas Caldas da Rainha, nomeadamente nos serviços de obstetrícia”.

Contestando que a escolha seja feita “meramente a regra e esquadro”, privilegiando o critério da distância aos concelhos do norte e do sul do Oeste, o autarca desafiou o ministro da Saúde a ir ao terreno para “perceber realmente o que é a influência do Centro Hospitalar do Oeste no concelho de Rio Maior”, lembrando que “não é no conforto do gabinete que se conhece o país real”.

A posição da autarquia de Rio Maior junta-se à contestação a que os concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos têm vindo a dar voz, criticando os critérios utilizados no estudo para definir a localização e perfil assistencial do hospital, cujas conclusões deverão sustentar a decisão do Governo.

Na conferência de imprensa realizada nas Caldas da Rainha, o presidente desta autarquia, Vitor Marques (independente), e o de Óbidos, Filipe Daniel (PSD), lembraram que desde a adjudicação do estudo que defendem o alargamento dos critérios e contestam as conclusões do documento que pode determinar que o hospital seja construído no Bombarral, deixando “depauperada a zona norte do Oeste”.

Em alternativa, os três municípios defendem que o novo hospital seja construído num terreno na confluência de Óbidos e Caldas da Rainha, com um área total de 196 mil metros quadrados e uma área bruta de construção de 75 mil metros quadrados, que permitirá servir uma população de perto de 360 mil pessoas dos concelhos de Torres Vedras, Alcobaça, Caldas da Rainha, Alenquer, Peniche, Lourinhã, Rio Maior, Nazaré, Bombarral, Cadaval e Óbidos.

Acessível através das autoestradas 8 (que liga a Lisboa) e 15 (que liga a Santarém), ao itinerário principal 6 (que liga a Peniche) e com ligações a estações rodoviárias e ferroviárias o local permitirá ainda a construção de 1.700 lugares de estacionamento.

Na proposta das autarquias, o novo hospital poderá incluir 600 camas de internamento, seis salas de maternidade e seis blocos operatórios, bem como 69 postos de tratamento no hospital de dia, entre outros serviços e especialidades.

A construção do novo hospital nesta localização está também a ser defendida numa petição pública subscrita por vários partidos políticos e que o primeiro subscritor, o social-democrata Paulo Espírito-Santo, disse hoje à agência Lusa reunir “mais de cinco mil assinaturas”.

Os três autarcas afirmaram que irão continuar a bater-se pela localização do novo hospital na confluência dos dois concelhos até que seja conhecida a decisão do Governo, que admitem aceitar se for contrária aquela que defendem.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

José Cardoso/Município das Caldas da Rainha

Seis localidades ganham acesso à rede de cartórios notariais

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CM Alandroal

A rede de cartórios notariais vai passar a estar disponível em seis novas localidades do país que até agora não tinham acesso, na sequência de licenças atribuídas hoje, após concurso público, na Ordem dos Notários, em Lisboa.

Alandroal (Évora), Avis (Portalegre), Boticas (Vila Real), Porto Moniz (Madeira), Vidigueira (Beja) e Vila do Bispo (Faro) são as seis localidades que conquistam acesso a estes serviços nos respetivos concelhos, agilizando de forma mais rápida a resolução de questões relacionadas com certificados, procurações, escrituras, heranças, testamentos e negócios.

Segundo um comunicado da Ordem dos Notários, foram também atribuídas licenças de abertura de cartório nos concelhos de Oeiras, São Vicente, Portel e Sobral de Monte Agraço. No evento esteve ainda presente o secretário de Estado da Justiça, Pedro Tavares.

“A rede de cartórios notariais deve ser aproveitada pelo Estado para prestar mais serviços aos cidadãos, nomeadamente, nas localidades onde os restantes serviços públicos possuem poucos meios para o fazerem”, referiu o bastonário da Ordem dos Notários, Jorge Batista da Silva.

Água não faturada em 2022 no concelho de Leiria ronda os 2,2 milhões de euros

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A água não faturada em 2022 no concelho de Leiria equivale a cerca de 2,2 milhões de euros, relativos a 3,6 milhões de metros cúbicos, revelaram hoje os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).

Segundo uma informação dos SMAS de Leiria enviada à agência Lusa, a percentagem de água não faturada foi de 35% em 2022, sendo que no ano anterior foi de 37%, representando cerca de 2,4 milhões de euros e na ordem dos 3,9 milhões de metros cúbicos.

“Em 2023, pretendemos reduzir em 10% o valor da água não faturada”, adiantou a empresa.

À Lusa, o diretor delegado dos SMAS de Leiria, Leandro Sousa, esclareceu que a antiguidade da rede, que provoca roturas no abastecimento de água, assim como os usos indevidos, como furtos de água e ligações não autorizadas, explicam estes valores.

“São situações que os SMAS continuam a fiscalizar e a comunicar às autoridades”, garantiu Leandro Sousa.

Para este ano, as prioridades da empresa passam pela “reabilitação da rede de abastecimento de água e o combate à água não faturada”, declarou o diretor delegado, referindo que a empresa vai apostar numa campanha de sensibilização junto da população para a ligação à rede pública de água e saneamento.

“O investimento está feito, estamos a ter custos com a sua manutenção e quem está a pagar são os clientes que estão ligados”, afirmou, realçando ainda a questão da saúde pública.

Frisando a qualidade da água distribuída pelos SMAS de Leiria, que é “tratada e controlada”, Leandro Sousa observou que, no caso do saneamento, se os proprietários não tiverem uma fossa estanque podem estar a contaminar os lençóis freáticos.

Para Leandro Sousa, torna-se, portanto, fundamental que as pessoas deixem os sistemas privados e se liguem à rede pública de abastecimento de água e saneamento.

“Além da obrigatoriedade legal, a questão da saúde pública é fundamental”, reforçou.

Segundo os SMAS de Leiria, “este ano estão previstas despesas no serviço de abastecimento de água no valor global de 10.177.875 euros”, destacando-se o controlo e redução de perdas no sistema de adução e distribuição de água no concelho (830 mil euros) e o sistema de telemetria (800 mil euros).

A conduta elevatória de Monte Redondo à Praia do Pedrógão (750 mil euros), a reabilitação da rede de abastecimento de água em Maceira (650 mil euros), a construção de condutas distribuidoras diversas e a remodelação e ampliação das redes de água de sistemas em exploração (ambas com investimentos de 600 mil euros) são outros dos trabalhos com custos mais significativos.

Já no âmbito do saneamento de águas residuais, estão previstas despesas globais de 7.831.645 euros.

A rede de coletores dos lugares de Outeiro das Barrocas, Alcaidaria, Portela da Mata, Mata, Janardo (parte), Figueiras (parte), Insua e Pingarelhos, e Colónia Agrícola (970 mil euros), a rede de saneamento nos lugares de Casal do Monte, Feijão, Lagoa da Pedra, Raposeira, Vale da Raposeira e Valongo (930 mil euros) e a rede de coletores dos lugares de Casal da Quinta, Agodim, Figueiras (parte), Vale Pereiro, Bidoeira de Cima, Bidoeira de Baixo, Carriço, Texugueira, Vale Coelho e Barracão (900 mil euros) são os investimentos de maior valor.

Em 2022, para o abastecimento de água, “os SMAS assumiram compromissos no montante” de 10,6 milhões de euros (adjudicações efetuadas ao longo do ano), sendo que deste montante foram pagos cerca de 8,2 milhões de euros.

Quanto ao saneamento, o valor previsto em 2022 para investimentos foi de 4,5 milhões de euros, que passaram para 9,2 milhões de euros. Foram assumidos compromissos na ordem dos 8,6 milhões de euros e pagos 7,2 milhões de euros, acrescentou a empresa.

Os SMAS de Leiria possuem uma rede de abastecimento de água com 1.900 quilómetros de extensão, gerem 23 captações subterrâneas e 69 reservatórios, servindo “cerca de 67 mil clientes ao nível do abastecimento de água e cerca de 55 mil clientes ao nível da drenagem de águas residuais”.

Vila Franca de Xira: Centro de Vacinação com novo horário a partir de 11 de fevereiro

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CM VFX

O Centro de Vacinação do Concelho de Vila Franca de Xira, instalado na Unidade de Saúde de Alhandra, passará a funcionar, a partir do dia 11 de fevereiro, aos sábados das 9h00 às 13h00.

Para agendamento, esclarecimentos de dúvidas ou informações adicionais os utentes deverão utilizar os seguintes contatos: estuariotejo.vacovid@arslvt.min-saude.pt ou 963 977 428 / 961 084 437.

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