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Caldas da Rainha
Sexta-feira, Julho 3, 2026
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Ascensor da Nazaré parado três meses devido a obras de estabilização da arriba

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O ascensor da Nazaré, que liga a praia ao Sítio, vai parar durante três meses, devido às obras de estabilização da arriba sobranceira ao túnel deste meio de transporte, informou hoje a Câmara.

“O ascensor suspenderá o funcionamento a partir do próximo dia 15, por um período de 90 dias”, pode ler-se num comunicado da autarquia, justificando a paragem com a realização das obras de estabilização da arriba, junto ao túnel do elevador.

A paragem do elevador que liga a praia ao Sítio já estava prevista no âmbito da intervenção a cargo da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, tendo como objetivo a redução do risco de queda de inertes para a linha do ascensor.

“O município tudo tem feito, e fará, com vista à célere execução desta obra, uma vez que existem constrangimentos para os Serviços Municipalizados da Nazaré, para os passageiros que utilizam este ascensor como meio de transporte, assim como para a dinâmica económica da praia da Nazaré e, em especial do Sítio”, explicou o vereador e vogal nos Serviços Municipalizados, Orlando Rodrigues (PS), citado no comunicado.

A proposta para que a área da arriba por cima da plataforma superior do ascensor fosse intervencionada partiu da autarquia, cujo presidente, Walter Chicharro, solicitou que a paragem ocorresse “durante um ou dois meses e sempre fora da época alta”, para reduzir ao mínimo os impactos, defendeu, aquando da consignação da empreitada, em janeiro.

O ascensor centenário, considerado um postal de promoção internacional desta vila do distrito de Leiria, circula numa linha com 318 metros de extensão e uma inclinação de 42%, servindo anualmente cerca de um milhão de passageiros.

Os Serviços Municipalizados da Nazaré, que gerem o ascensor, informaram que irão disponibilizar transporte rodoviário alternativo de ligação da Praia da Nazaré ao Sítio, por autocarro, de 20 em 20 minutos, com paragens no Mercado e Praça Manuel Arriaga (Nazaré) e Largo Nossa Senhora da Nazaré e Praça Vasco da Gama (Sítio da Nazaré).

A estabilização das arribas está orçada em 1.697.400 euros e vai decorrer no Sítio da Nazaré, entre o ascensor e o Largo de Nossa Senhora da Nazaré e na área superior ao túnel do ascensor, de acordo com o projeto apresentado pela APA.

A obra, com uma duração estimada de oito meses, inclui a remoção de muros existentes e a criação de uma nova barreira com perfis metálicos, a limpeza de vegetação, a criação de um sistema de caleiras de pavimento para recolha de águas pluviais e a criação de uma plataforma suspensa no Bico da Memória.

Na zona superior ao ascensor, além da limpeza a remoção de vegetação, serão feitos muros em alvenaria e será colocada uma rede metálica de proteção reforçada. Será também criada uma barreira dinâmica flexível para proteção do canal do ascensor e uma vala de escorrência de águas pluviais.

Chamusca: VI Festival do Cogumelo da Parreira com inauguração marcada para as 18H

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Município da Chamusca

O Grupo Baila Maria sobe hoje ao palco do Festival do Cogumelo da Parreira, no espetáculo que vai marcar a inauguração do certame. Amanhã é a vez de Maninho. No domingo, Emanuel Moura fecha a VI edição do evento criado há seis anos, com o objetivo de promover o cogumelo, um produto típico do concelho da Chamusca.

03 de março de 2023 – A VI edição do Festival do Cogumelo da Parreira tem inauguração marcada para as 18H00 de hoje, dia 3 de março e prolonga-se até ao próximo domingo, dia 5 de março. O evento de dinamização e promoção territorial, com base num produto endógeno da charneca, o cogumelo, é organizado em parceria pelo Município da Chamusca e pela União de Freguesias de Parreira e Chouto.

O certame conta com a realização de showcookings com a presença de chefs de cozinha de destaque, entre os quais José Maria Lino (3 de março), Chef Executivo no Restaurante Vila Hotel e proprietário da “Mercearia do Zé Maria” (Benavente), onde comercializa produtos tradicionais de várias regiões do país (queijos, vinhos, enchidos, azeites, doces, conservas e afins), que vem confecionar uma Paella Vegetariana de Cogumelos; Fernando Semedo (4 de março), conhecido como “Chef Sem Medo”, proprietário e Chef da boutique The Cookie Cake, inaugurada em setembro do ano passado, em São Bento (Lisboa) e Fábio Bernardino (5 de março), Chef e professor na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste.

Uma das novidades deste ano é o espaço Sushimelo, dedicado exclusivamente à confeção de Sushi pelo Chef Rafael Castanheira, que criou o conceito ‘MoiSushi’, um serviço de “sushi confecionado no domicílio”, que leva a gastronomia japonesa à casa dos clientes.

A animação musical está garantida com os concertos de Baila Maria (3 de março), Maninho (4 de março) e de Emanuel Moura (5 de março). A música promete continuar pela noite dentro, com o espetáculo dos Funk Boys e do DJ African Groove, sexta-feira e sábado, respetivamente.
O programa inclui ainda o workshop “Cultivo de Cogumelos” (4 março), demonstração de “Como cozinhar cogumelos desidratados” pela micológica Marta Ferreira, passeios micológicos, no dia 4 de março, sob a orientação da engenheira Marta Ferreira (10H00) e no dia 5 de março sob a orientação do engenheiro Ricardo Torres (10H00).

O VI Festival do Cogumelo da Parreira conta ainda com um encontro de Motores (4 de março às 10H00) e um encontro de Sketchers (5 de março às 10H00), com um espaço de pinturas faciais para crianças, com expositores locais e nacionais, artesanato e espaço de restauração. Do programa faz parte, também, a realização do concurso “Caixa Mistério em Família 2023” (5 de março).
O certame decorre no recinto de festas da Parreira. A entrada é livre.

O Festival do Cogumelo da Parreira foi criado há seis anos e nasceu com o objetivo de promover um produto típico do concelho da Chamusca, que tem um peso relevante na economia local da freguesia da Parreira e localidades limítrofes.

Santarém recebe Bandeira de Mérito Social

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Município de Santarém

Ricardo Gonçalves, Presidente do Município de Santarém, recebeu esta manhã, dia 3 de março, a Bandeira de Mérito Social da Associação Nacional de Gerontologia Social – ANGES, pela intervenção da autarquia Scalabitana junto das populações mais vulneráveis e pelo apoio aos mais necessitados, às famílias e às instituições. A entrega do mais alto galardão da ANGES foi feita por Ricardo Pocinho, Presidente desta Associação, no âmbito do Encontro de Diretores Técnicos do Distrito de Santarém que decorre hoje, durante todo o dia, na Casa do Campino.

O Presidente da Câmara de Santarém agradeceu a distinção e afirmou que “ano após ano, através do Conselho Local de Ação Social, Santarém tem vindo a aumentar, cada vez mais, as respostas às populações mais vulneráveis, o que reflete as boas práticas e os projetos sociais implementados pelo Município de Santarém, e que faz de Santarém um exemplo, na área social”.
Esta iniciativa, organizada pela ANGES, em colaboração com o Município de Santarém, é dedicada ao tema “Gerir e avaliar recursos humanos”, e conta com a participação de especialistas na área da gestão de pessoas e equipas para além de ter como objetivo partilhar estratégias para motivar colaboradores.
Este Encontro conta ainda com a participação do Padre José Luís Borga.

Ricardo Gonçalves, Presidente do Município de Santarém, recebeu esta manhã, dia 3 de março, a Bandeira de Mérito Social da Associação Nacional de Gerontologia Social – ANGES, pela intervenção da autarquia Scalabitana junto das populações mais vulneráveis e pelo apoio aos mais necessitados, às famílias e às instituições. A entrega do mais alto galardão da ANGES foi feita por Ricardo Pocinho, Presidente desta Associação, no âmbito do Encontro de Diretores Técnicos do Distrito de Santarém que decorre hoje, durante todo o dia, na Casa do Campino.

O Presidente da Câmara de Santarém agradeceu a distinção e afirmou que “ano após ano, através do Conselho Local de Ação Social, Santarém tem vindo a aumentar, cada vez mais, as respostas às populações mais vulneráveis, o que reflete as boas práticas e os projetos sociais implementados pelo Município de Santarém, e que faz de Santarém um exemplo, na área social”.

Esta iniciativa, organizada pela ANGES, em colaboração com o Município de Santarém, é dedicada ao tema “Gerir e avaliar recursos humanos”, e conta com a participação de especialistas na área da gestão de pessoas e equipas para além de ter como objetivo partilhar estratégias para motivar colaboradores.
Este Encontro conta ainda com a participação do Padre José Luís Borga.

Caldas da Rainha: Esculturas em homenagem ao ceramista Manuel Mafra são inauguradas amanhã

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Município das Caldas da Rainha

Em homenagem ao ceramista Manuel Mafra, será inaugurado amanhã, dia 4 de março, pelas 10h30, um conjunto de duas esculturas cerâmicas da autoria dos artistas Carlos Enxuto e Mário Reis. As peças, permanentes, estão instaladas na confluência da Rua Manuel Mafra com as ruas Eduardo Mafra Elias e Francisco Gomes Avelar.

Correspondendo a uma iniciativa do Município, no contexto da requalificação da Rua Manuel Mafra, as peças escultóricas, intituladas “Conversas de Bairro” (Mário Reis) e “À conversa” (Carlos Enxuto), evocam a cultura e identidade caldenses e a cerâmica de outros tempos, estabelecendo um diálogo simbólico entre Manuel Mafra e ceramistas do Bairro Além da Ponte, incluindo Bordalo Pinheiro, entre outras memórias.

A sessão de inauguração contará com a presença dos artistas Carlos Enxuto e Mário Reis, de membros do executivo da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, entre os quais o Presidente Vítor Marques, o Vice-Presidente Joaquim Beato e a Vereadora Conceição Henriques, bem como de presidentes e representantes de Juntas e Uniões de Freguesias e de várias individualidades da comunidade local.

Câmara de Mafra exorta Governo a resolver problemas do Hospital Beatriz Ângelo

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A Câmara de Mafra exortou hoje o Ministério da Saúde a resolver os problemas do Hospital Beatriz Ângelo, lamentando a degradação da qualidade do serviço aí prestado aos doentes.

Numa moção aprovada hoje por unanimidade pelo executivo, a que a agência Lusa teve acesso, o município lamenta “profundamente o atual cenário de degradação da qualidade do serviço prestado aos doentes, manifestando publicamente a sua preocupação” relativamente à situação do Hospital Beatriz Ângelo, localizado em Loures.

Além do município de Loures e de Mafra, o Hospital Beatriz Ângelo serve os concelhos de Odivelas e Sobral de Monte Agraço.

No texto, a autarquia de Mafra exorta a tutela a, “independentemente do modelo adotado para a gestão do hospital, garantir condições quer para a valorização dos profissionais de saúde existentes, assegurando a retenção do talento, quer ainda para a contratação urgente dos trabalhadores necessários à resolução do problema da escassez de recursos humanos”.

Reiterando o pedido de uma “reunião urgente” com o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, a Câmara de Mafra alerta também na moção para a “crescente degradação da qualidade do serviço prestado por este hospital, em grande medida devido à falta de profissionais de saúde”.

O executivo da Câmara de Mafra é composto por sete eleitos pelo PSD e dois pelo PS.

Desde quarta-feira que a urgência pediátrica do hospital de Loures passou a funcionar apenas de segunda-feira a sexta-feira, entre as 09:00 e as 21:00.

O ministro da Saúde Manuel Pizarro já anunciou que o plano para o funcionamento regular da pediatria na Área Metropolitana de Lisboa será conhecido na próxima semana.

Na quarta-feira, 11 chefes de equipa do Serviço de Urgência Geral da unidade demitiram-se do cargo, justificando, numa carta de demissão consultada pela Lusa, que o hospital vive “os piores momentos da sua história” devido à “escassez de recursos humanos”.

Em declarações à RTP, a presidente do conselho de administração do Beatriz Ângelo pediu um regime de exceção para facilitar contratações, estimando serem precisos cerca de 60 médicos e lembrou que desde dezembro saíram seis pediatras, mas que só foi possível recrutar três em regime de prestação de serviços.

Entre as 09:00 e as 21:00 de sábados e domingos, a assistência às crianças e adolescentes com doença urgente que sejam da área de referência do Hospital Beatriz Ângelo será assegurada pelo Hospital São Francisco Xavier, Santa Maria e Dona Estefânia, todos no concelho de Lisboa, enquanto, no período noturno de todos os dias, o atendimento é feito pelas últimas duas unidades.

Festival Internacional de Chocolate de Óbidos arranca dia 10 sob o tema Banda Desenhada

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O Festival Internacional de Chocolate de Óbidos abre portas na vila no próximo dia 10, numa edição que tem por tema a Banda Desenhada e que movimentará 25 toneladas de chocolate, divulgou hoje a organização.

O festival, que nas últimas duas décadas se afirmou na medieval vila do distrito de Leiria, promete “uma autêntica experiência dos sentidos” aos cerca de 150 mil visitantes esperados entre os dias 10 e 26 de março no certame apresentado esta noite à comunicação social.

Este ano organizado em torno do tema Banda Desenhada, o evento mantém como principal atração as esculturas “100% em chocolate e esculpidas manualmente ao longo de mais de 200 horas de trabalho”, afirmou o chef Abner Ivan, responsável pela equipa que dá forma às figuras icónicas que estarão em exposição na Óbidos Chocolate House.

“Diretamente dos mais altos prédios de Nova Iorque [nos Estados Unidos] para o Castelo de Óbidos” está confirmada a vinda do Homem Aranha, escultura de chocolate a que se juntarão “uma doce versão da brasileira Mónica”, os gauleses Astérix e Obélix, Tom e & Jerry, o cowboy Lucky Luque ou o divertido Pateta. Já o belga Tintin será esculpido ao vivo, ao longo dos dias do festival.

De acordo com Ricardo Duque, administrador da Óbidos Criativa, “25 toneladas de chocolate serão utilizadas no certame”, sendo a maior parte destinada às oito grandes esculturas que implicam, cada uma, cerca de 270 horas de trabalho, totalizando 2.160 horas para esculpir as figuras da banda desenhada.

Cinquenta e sete chefs nacionais e internacionais participarão neste edição que pela primeira vez conta com presença da École Ducasse, uma escola francesa de referência internacional na arte da pastelaria e confeitaria.

Espaços para decorar ‘donutes’, provar chocolate quente, juntar vinhos e bombons ou participar nas atividades para crianças espalhadas por vários locais da vila são algumas da propostas da organização que este ano intensifica também a vertente formativa com a realização de 70 horas de showcooking ao vivo.

No Salão do Chocolate, instalado na cerca do Castelo, decorrerão igualmente os concursos que irão distinguir o melhor bolo de chocolate caseiro, o chocolate ‘rising star’ e os melhores produto, ementa e cocktail de chocolate.

A Praça de santa Maria irá transformar-se, durante os dias do festival, na ‘Grand Place do Chocolat’, uma esplanada de inspiração francesa onde os visitantes poderão degustar comidas e bebidas “sempre com o chocolate como ingrediente principal” e receber a visita de “glamorosas personagens”, divulgou a organização.

No que toca a exposições a proposta passa pela Estação Melgão, um espaço na cerca do Castelo onde o visitante “é convidados a embarcar numa viagem que o leva da fava do fruto do cacaueiro até ao chocolate” e conhecer as práticas sustentáveis da marca portuguesa que transforma cacau produzido por pequenos agricultores.

Exposições de Banda Desenhada e ilustradores a trabalhar ao vivo são outros dos atrativos do evento que contará com animação nas ruas, oficinas e ateliês ara famílias e, como habitualmente a corrida do chocolate que este ano acontecerá no dia 25 de março.

Na sua quarta edição a corrida “esgotou hoje as inscrições”, afirmou a vereadores do desporto na câmara de Óbidos, Margarida Reis, precisando que na prova participarão 850 atletas.

O festival conta este ano com um orçamento de 250 mil euros e a autarquia estima que receba 150 mil visitantes.

Fenprof destaca adesão à greve de docentes “extraordinária” com serviços mínimos “ilegais”

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FENPROF

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), disse hoje que a adesão à greve dos professores “é extraordinária”, estando apenas a ser cumpridos serviços mínimos, que a organização sindical classifica como “trabalhos forçados” e “ilegais”.

“Tendo em conta o que está a acontecer, os professores estão à porta e os que vão trabalhar são os que são obrigados a trabalhos forçados, esses trabalhos forçados são a forma que o Governo encontrou de tentar reduzir os efeitos da greve. O que posso dizer é que tal como ontem os professores de uma forma geral só estão a cumprir os serviços mínimos, que são ilegais em nossa opinião e o combate nos tribunais já começou”, disse Mário Nogueira à Lusa depois de ter estado junto de professores à porta da Escola Básica 2.3 de Marrazes, em Leiria.

Os trabalhadores não docentes de todo o país e professores das escolas dos distritos a sul de Leiria estão hoje em greve para exigir melhores condições de trabalho e salariais, e a criação de carreiras específicas.

Pelos professores, prossegue a greve de dois dias convocada por uma plataforma de nove organizações sindicais, incluindo as federações nacionais de Professores (Fenprof) e Educação (FNE), as mais representativas do setor.

De acordo com o secretário-geral da Fenprof, em algumas escolas estão a ser impostos serviços mínimos além daquilo que o acórdão que os sustenta determina.

“É curioso que o Ministério ao fazer o levantamento da greve mandou para as escolas uma plataforma que é preenchida onde não tem em conta os serviços mínimos. Considera os serviços mínimos como não sendo greve, o que não é verdade porque os professores cumprem serviços mínimos e mal os concluem deixam de trabalhar e entram em greve. É incorreto que o levantamento seja feito desta forma, considerando que quem está em serviços mínimo não está em greve, o que é falso”, adiantou Mário Nogueira.

As escolas têm de assegurar serviços mínimos, decretados na segunda-feira pelo tribunal arbitral, que considerou que esta paralisação dos docentes “não pode ser vista apenas como uma greve de um só dia que apenas causará os habituais e legítimos transtornos que qualquer greve sempre ocasiona”, mas sim como “mais uma greve num somatório de greves que, no seu conjunto, ameaçam já pôr em causa o direito à educação”.

De acordo com a decisão, os professores têm de garantir três horas de aulas no pré-escolar e 1.º ciclo, bem como três tempos letivos diários por turma no 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário, de forma a garantir, semanalmente, a cobertura das diferentes disciplinas.

Na sequência da decisão do colégio arbitral, as nove organizações sindicais anunciaram que iriam entregar, em conjunto, uma ação em tribunal contra os serviços mínimos.

Hoje, Mário Nogueira disse à Lusa que os motivos da luta dos professores continuam, estando já marcadas para sábado duas manifestações em Lisboa e no Porto para contestar o regime de concursos que está “em cima da mesa”.

“Por discordarmos já pedimos uma negociação suplementar para dia 09 à 10:30 no Ministério da Educação. Vamos fazer tudo para alterar os aspetos mais negativos e que são as linhas vermelhas que o Ministério desde a primeira hora conhece e não quer abrir mão, mas também a ultrapassagem nas vinculações, o desterro de muitos professores para centenas de quilómetros, o tempo de serviço, as vagas e as quotas da avaliação”, indicou.

Temporada Darcos traz orquestra de ópera estatal da Hungria a Torres Vedras e Lisboa

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No âmbito da “Temporada Darcos”, a Orquestra da Ópera Estatal da Hungria atua no próximo dia 8 de março, pelas 21h30, no Teatro-Cine de Torres Vedras.

Esse espetáculo musical integra-se no “Europa Sinfónica”, o mais ambicioso projeto da “Temporada Darcos”, iniciado no ano de 2016, e por meio do qual se pretende trazer a Portugal prestigiadas orquestras sinfónicas oriundas de diversas geografias europeias.

A Orquestra da Ópera Estatal da Hungria, com sede em Budapeste, é, sublinhe-se, a maior e a mais importante instituição artística de toda a Hungria e uma das mais antigas orquestras da Europa, constituindo-se como uma referência da história da música ocidental.

No espetáculo que protagonizará no Teatro-Cine de Torres Vedras interpretará, em conjunto com o aclamado pianista português, António Rosado, o concerto “Imperador”, de Beethoven – o mais imponente e magistral concerto para piano escrito por este compositor alemão -, a obra de Côrte-Real Todo o teatro é um muro branco de música, a qual é inspirada em poesia de Fernando Pessoa, e a Sinfonia n.º 40, de Mozart.

O programa do espetáculo que se realizará no Teatro-Cine de Torres Vedras no próximo dia 8 de março, e que será dirigido pelo maestro e compositor torriense Nuno Côrte-Real, é o seguinte:

N. Côrte-Real (n. 1971)

Todo o Teatro é um Muro Branco de Música, op. 45

W. A. Mozart (1756 – 1791)

Sinfonia n.º 40, em Sol menor, K. 550

L. van Beethoven (1770 – 1827)

Concerto para Piano e Orquestra em Mi bemol Maior, op. 73, “Imperador”

O preço dos bilhetes para se assistir ao espetáculo é de cinco euros.

Refira-se que o mesmo será repetido, no dia seguinte, 9 de março, pelas 21h00, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.

De recordar que a “Temporada Darcos” constitui-se como uma iniciativa singular no panorama musical nacional, na qual se divulga a música clássica segundo as suas diversas abordagens e matizes estilísticas, sendo dirigida por Nuno Côrte-Real. Os espetáculos desta temporada são na sua maioria interpretados pelo grupo Ensemble Darcos, um dos mais prestigiados grupos de música de câmara portugueses da atualidade, o qual é dirigido também por Nuno Côrte-Real e apresenta uma formação que varia consoante o programa de concerto. De realçar que têm participado na “Temporada Darcos” aclamados solistas e orquestras nacionais e internacionais, bem como proeminentes figuras do panorama musical nacional como comentadores. Sendo coorganizada pela Câmara Municipal de Torres Vedras e pela Darcos – Associação Cultural, a “Temporada Darcos” tem como ponto de partida o concelho de Torres Vedras e, mais especificamente, o Teatro-Cine de Torres Vedras. Em 2023 tem a sua 16.ª edição.

Seleção portuguesa de futsal goleia Suíça em jogo de preparação em Rio Maior

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A seleção portuguesa de futsal goleou a congénere da Suíça, por 7-0, em jogo de preparação para a qualificação para o Mundial, disputado hoje no Pavilhão Polidesportivo de Rio Maior.

Zicky Té e Pany Varela, na primeira parte, e Erick Mendonça, Bruno Coelho, Pauleta, Hugo Neves e André Coelho, já na segunda metade, construíram a goleada lusa num duelo que serviu para preparar o embate com a Bielorrúsia, em 07 de março, onde a formação liderada por Jorge Braz chega sem pressão, uma vez que carimbou hoje a Ronda de Elite de qualificação para o Mundial2024, após beneficiar da derrota da Bielorrússia frente à Lituânia (2-1) e assegurar a conquista do Grupo 4.

Aos 10 minutos, Zicky Té, oportuno e ao segundo poste, inaugurou o marcador, confirmando o ímpeto inicial da seleção portuguesa, que, antes, já tinha testado a baliza adversária por várias ocasiões – uma das quais logo a abrir o jogo, com o chapéu perfeito de Pany Varela a ser intercetado em cima da linha de golo.

O segundo tento chegou com naturalidade através de uma boa combinação ofensiva, em que Bruno Coelho largou a bola para Erick Mendonça, tendo este colocado ao segundo poste onde Pany Varela, de pronto, aumentou a contagem.

Na etapa complementar, os campeões do mundo voltaram a entrar mais fortes e avolumaram a contenda aos 25 minutos, por Erick Mendonça, que aproveitou da melhor forma para ao segunda poste encostar uma bela jogada individual protagonizada por Fábio Cecílio.

O conjunto orientado pelo técnico português João Freitas Pinto ia tentando apostar no contra-ataque, mas sem conseguir assustar a baliza lusa, onde os três guarda-redes somaram minutos.

Foi, inclusive, a seleção portuguesa que aumentou a contagem por mais quatro vezes.

Aos 31 minutos, Bruno Coelho concluiu sem dificuldade uma jogada que começou numa recuperação de bola em zona avançada, e, no minuto seguinte, Pauleta, na cara de Philipp Aranya, disparou forte para o quinto golo da noite.

Mas o resultado não estava fechado, uma vez que Hugo Neves, aos 34 minutos, também fez o gosto ao pé, após um excelente passe de Erick Mendonça, e, já no último minuto, André Coelho, de carrinho, selou o resultado final.

A equipas das ‘quinas’, refira-se, defronta a Bielorrússia no dia 07, em Yerevan, na Arménia, e, em caso de triunfo, fecha a primeira fase de qualificação para o Mundial2024 apenas com vitórias.

Jogo disputado no Pavilhão Polidesportivo de Rio Maior.

Portugal – Suíça, 7-0.

Ao intervalo: 2-0.

Marcadores:

1-0, Zicky Té, 10 minutos.

2-0, Pany Varela, 17.

3-0, Erick Mendonça, 25.

4-0, Bruno Coelho, 31.

5-0, Pauleta, 32.

6-0, Hugo Neves, 34.

7-0, André Coelho, 40.

Equipas:

  • Portugal: Edu Sousa, André Sousa, André Correia, João Matos, André Coelho, Tomás Paçó, Afonso Jesus, Erick Mendonça, Fábio Cecílio, Pany Varela, Pauleta, Tiago Brito, Bruno Coelho, Zicky Té e Hugo Neves.

Treinador: Jorge Braz.

  • Suíça: Thierry Huber, Philipp Aranya, Nuno Rodrigues, David De Freitas, Nicolas Spiegel, Victor Silverio, Dylan Barreira, Marcoyannakis, Diego Uebelhart, Louka Pasche, Sabaudin Liamalari, Simon Gossi, Arbias Binaku, Gabriel Buckson, Augustin Tanushaj, Andi Qerfozi e Luca Lanzendorfer.

Treinador: João Freitas Pinto.

Árbitro: Rúben Santos (AF Porto), Miguel Castilho (AF Lisboa), José Moreira (AF Porto) e Wilson Soares (AF Aveiro).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Andi Qerfozi (3).

Assistência: 1.030 espetadores.

Pesca contra parques flutuantes de energia renovável na costa portuguesa

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Associação dos Armadores da Pesca Industrial

Dezoito associações da pesca rejeitaram hoje em Peniche os projetos de energia renovável flutuante entre Viana do Castelo e Sines, por o setor não ter sido ouvido e por comprometer a atividade de metade das embarcações.

“A transição energética tem que ser feita por todas as razões conhecidas e sobejamente conhecidas. Agora, a transição energética não tem que ser feita a qualquer custo nem a qualquer preço,” disse à agência Lusa Pedro Jorge Silva, presidente da Associação dos Armadores da Pesca Industrial, que integra o Movimento Associativo da Pesca Portuguesa.

O possível encerramento das áreas de pesca para a ocupação de parques de energia renovável, eólicos e outros, foi feito “nas costas dos pescadores”, que, alertaram, não fizeram parte de um grupo de trabalho representativo de todos os interesses no mar criado para o efeito.

“A pesca, que é o maior utilizador e cuja atividade económica depende da utilização desses pesqueiros ou de parte significativa desses pesqueiros, não foi tida em consideração”, disse.

“Estamos a falar de 320 mil hectares e obviamente que isto vai impactar e muito com a pesca e não houve o cuidado de ter este diálogo”, sublinhou o dirigente.

Segundo as associações, metade das 4.000 embarcações licenciadas poderá ver a sua atividade “inviabilizada” e deixar comprometida parte das 200 mil toneladas de pescado capturadas por ano.

O movimento defendeu que “é preciso dialogar e minimizar o impacto na pesca” e pediu compensações financeiras, motivo pelo qual vai solicitar reuniões aos ministérios da Agricultura e da Economia e Mar.

As 18 associações, que se reuniram hoje em Peniche, defenderam que seja elaborado um estudo de impacto socioeconómico do encerramento das zonas de pesca, assim como um estudo de impacto ambiental aos chamados parques ‘offshore’.

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