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Santarém: Executivo Municipal aprova apoio financeiro de 400 mil euros aos clubes e associações desportivas do Concelho

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No âmbito do Regulamento de Apoio e Financiamento do Associativismo Desportivo (RAFAD), o Município de Santarém vai atribuir um apoio financeiro de 400 mil euros aos clubes e associações desportivas do Concelho ao abrigo do Programa de Apoio à Formação Desportiva – Atividade Regular (PAFP/AR).

A proposta de critérios e o cronograma da candidatura a este apoio foram aprovadas esta segunda-feira, dia 06 de março, na Reunião do Executivo.

Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, realçou a importante função que “as associações desportivas desempenham no desenvolvimento desportivo do Concelho e no lazer e ocupação dos tempos livres, nomeadamente das camadas jovens, assim como na criação de hábitos de vida saudáveis” e referiu que, “ao longo dos anos, o Executivo tem reconhecido este trabalho efetuado pelo Associativismo Desportivo através da atribuição de vários apoios”.

As candidaturas decorrem até ao próximo dia 20 de março e são referentes à época desportiva 2022/2023 para as modalidades cujo quadro competitivo decorre de 1 de agosto de 2022 a 31 de julho de 2023, ou 2022 para as modalidades em que as competições se realizam por ano civil.

Bombarral com 90% da população sem médico de família

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Noventa por cento dos utentes do Centro de Saúde do Bombarral, no distrito de Leiria, estão sem médico de família, admitiu a tutela em resposta a deputados do PSD.

Existem cerca de 10.695 utentes inscritos sem médico de família atribuído, “verificando-se assim uma carência de cerca de seis médicos no total”, informou o Ministério da Saúde numa resposta a perguntas formuladas por deputados do PSD na Assembleia da República, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

O Ministério da Saúde admitiu que está a acompanhar “com grande preocupação a situação, que se insere na problemática mais geral de carência de médicos de família, especialmente sentida nesta região do país”.

Para minimizar o problema, houve reforço das “horas de prestação de serviços médicos”, contratadas sobretudo através de um acordo estabelecido com a Santa Casa da Misericórdia do Bombarral.

O Ministério lembrou ainda que foram “recentemente contratados nove médicos prestadores de serviços”.

Além disso, médicos do Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte, a que pertence a unidade, estão ainda em “horário parcial” para dar “resposta a programas de vigilância e valências específicas”, acrescentou.

Dada a falta de médicos, “a Unidade de Saúde Familiar Bombarral transitou para a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados no passado dia 01 de fevereiro, por impossibilidade de garantir o número mínimo de médicos para a unidade funcionar com aquelas características”.

O centro de saúde está a funcionar com três médicos, cinco enfermeiros e cinco assistentes técnicos.

Numa pergunta entregue em janeiro na Assembleia da República, os deputados Hugo Oliveira, Olga Silvestre, João Marques e João Barreiras Duarte (PSD) alertaram que, dos 11.845 utentes inscritos naquele centro de saúde, à data, 8.742 utentes (73%) estavam sem médico de família.

Os sociais-democratas questionaram a tutela como justifica que aquele número de utentes não tenha médico de família, que medidas vai tomar, quantos médicos tenciona contratar e se vai recorrer a médicos do setor privado e social para aumentar a cobertura este ano.

Na última Assembleia Municipal, os autarcas locais demonstraram também preocupação com o problema da falta de médicos no concelho.

O concelho possui 12.763 habitantes, de acordo com os últimos Censos de 2021.

ANMP sugere ao parlamento pedido de inconstitucionalidade da lei que criou NUTS em Setúbal

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CM Setúbal

A Associação Nacional de Municípios pediu hoje que seja suscitada a inconstitucionalidade da lei que criou uma nova NUTS (unidade territorial) para maior acesso da Península de Setúbal a fundos comunitários, considerando que prejudicou seis outros municípios metropolitanos de Lisboa.

Ouvida no parlamento sobre a lei aprovada em dezembro, no âmbito de um requerimento do PSD, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) defendeu ainda a realização de “um estudo aprofundado sobre a matéria” tendo em conta a coesão do todo nacional e também para que possa ser corrigida a situação dos municípios prejudicados.

Segundo o vice-presidente da ANMP Hélder Sousa (PSD), também presidente da Câmara de Mafra, um dos municípios prejudicados é o seu, juntamente com as câmaras de Vila Franca de Xira, Loures, Odivelas, Amadora e Sintra, que, ao manterem-se na Área Metropolitana de Lisboa (AML) para efeitos de fundos, são lesados pela média que fazem com os municípios mais ricos de Lisboa, Oeiras e Cascais, quando têm um Produto Interno Bruto (PIB) muito inferior.

“Estes presidentes de câmara estão altamente insatisfeitos, lesados. Eu não digo que foi propositado, mas de facto há necessidade de, em primeiro lugar, suscitar a constitucionalidade da lei aprovada, porque o princípio da igualdade foi naturalmente beliscado”, referiu Hélder Sousa, considerando que também a Assembleia da República foi responsável na “injustiça” criada pela proposta apresentada pelo Governo, porque a aprovou “eventualmente sem dados objetivos para poder tomar a decisão, participou e propiciou que esta injustiça se instalasse”.

“Em segundo, exigir ao Governo um estudo urgente sobre esta matéria de nível nacional, para que na primeira oportunidade se possa ir junto do Eurostat e corrigir este azimute. E, em terceiro lugar, também porque é competência desta Assembleia, […] estes municípios devem ser compensados através do Orçamento do Estado no que diz respeito aos investimentos públicos de que precisam para manter a sua competitividade”, defendeu.

Segundo o autarca, a ANMP não pretende prejudicar Setúbal ou o Oeste, considerando que as alterações relativamente a Setúbal vieram corrigir uma “injustiça”, mas criaram outra.

Hélder Sousa explicou que, no âmbito da distribuição de fundos pelos 18 municípios da AML, os seis municípios em causa em 2021 “estavam a 96% do PIB per capita médio da União Europeia e agora subiram para mais de 100%”.

“Logo, estavam numa região de convergência e agora estão na região dos ricos e isso tem uma consequência, que é no próximo quadro comunitário, em vez de recebermos a 60% os apoios comunitários e em vez de recebermos de uma fatia maior, vamos continuar neste prejuízo”, sublinhou.

O autarca realçou que o prejuízo “já vem de trás”, porque estar numa NUT II com Lisboa, Oeiras e Cascais “tem sido altamente prejudicial para os outros 15, dos quais nove agora “se autonomizaram e bem” na península de Setúbal.

“Mas, ficam seis reféns e mais prejudicados, porque viram aumentar o seu PIB per capita indiretamente, ou seja, estatisticamente, sem que na prática o tenham. Eu deixo só uma nota que é como é que os presidentes de câmara destas seis autarquias vão competir com os presidentes de câmara da CIMOeste [Comunidade Intermunicipal de Oeste], onde têm [o cofinanciamento de] 85% de milhões e nós temos [o cofinanciamento] a 40% de tostões? E, quando se comparam economias, quando se compara o rendimento das famílias, quando se compara a atratividade territorial, estamos em perfeita desvantagem”, concluiu.

Na audição representaram também a ANMP os vice-presidentes Rui Santos, presidente da Câmara de Vila Real (PS), e Alfredo Monteiro, presidente da Assembleia Municipal do Seixal (PCP).

“Não somos obviamente contra aquilo que foi feito. Achamos que se perdeu uma grande oportunidade de olhar para o país como um todo e, provavelmente, num processo devidamente maturado, podermos perceber as implicações que uma alteração ou várias alterações em termos de NUT viessem a ocorrer. Que implicações é que isso teria para cada um dos concelhos, para cada uma das regiões. E podermos tratar o país como um todo em igualdade de circunstâncias e, fazendo um ajustamento que cremos ser necessário e útil, privilegiando as regiões mais pobres em detrimento daquelas que estão claramente na área da convergência”, acrescentou Rui Santos.

Alfredo Monteiro, eleito no Seixal, um dos nove municípios integrantes da nova Península de Setúbal, destacou que, dentro da ANMP, nem todos “tiveram o mesmo entendimento”, mas foi encontrado “um caminho conjunto”, realçando os grandes prejuízos para Península quando, em 2014, foi extinta a NUT III de Setúbal, na reforma feita pelo Governo PSD/CDS-PP, que perdeu assim fundos comunitários “que eram fundamentais, em termos estruturantes, para a região”.

“Esta é, de facto, uma questão que importava resolver. […] Agora, nós também defendemos, ou eu defendo, que é preciso ver o país como um todo”, sublinhou.

A associação de municípios e a Associação Nacional de freguesias (Anafre) foram hoje ouvidas sobre a lei proposta pelo Governo que o parlamento aprovou em 22 de dezembro, em apenas dois dias, já na margem do prazo limite para que fosse apresentada a nova configuração ao Eurostat, tendo em conta a distribuição de fundos comunitários a partir de 2027.

A celeridade de aprovação das alterações fez com que nem a ANMP nem a Anafre tenham tido tempo de apresentar os seus pareceres prévios obrigatórios, que foram apenas entregues já depois de as alterações terem sido aprovadas no parlamento.

Foram então aprovadas alterações ao regime jurídico das autarquias locais, das áreas metropolitanas e das comunidades intermunicipais para a criação de uma nova Comunidade Intermunicipal (CIM) na Península de Setúbal e para que as CIM do Oeste, da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo se constituíssem como Nomenclaturas de Unidade Territorial para Fins Estatísticos (NUTS, na sigla em inglês) II, para poderem aceder a fundos programas regionais autónomos.

A proposta do Governo foi apresentada para “corrigir uma injustiça”, autonomizando a Península de Setúbal em relação à AML.

Desta forma, ao separar a Península de Setúbal da restante área metropolitana para recebimento de fundos, estes municípios da margem sul do Tejo poderão receber mais fundos comunitários comparticipados a uma taxa mais elevada, por terem em conjunto um PIB mais baixo do que a média dos restantes municípios da AML.

Ministério Público pede condenação de jovem acusado de homicídio em Torres Vedras

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DR

O Ministério Público pediu hoje, durante as alegações finais do julgamento, que o jovem acusado de um homicídio qualificado, em 2022, em Torres Vedras, no distrito de Lisboa, seja condenado, embora não tenha sugerido uma pena de prisão.

O crime aconteceu durante o Carnaval de Torres Vedras, no início da manhã de 26 de fevereiro de 2022, quando o arguido Bruno Romão encontrou a vítima na rua com a ex-namorada.

Na primeira sessão do julgamento, o arguido reconheceu que matou um homem, de 32 anos.

Segundo descreve o Ministério Público (MP) na acusação, o arguido foi movido “por ciúmes infundados e pela sua sede de desacatos”, embora Bruno Romão negue essa tese.

Sem apurar as razões do homicídio, “dúvidas não há que houve uma contenda entre arguido e vítima e que, a determinada altura, o senhor Bruno puxou da faca que tinha na sua posse e espetou no peito da vítima”, considerou a procuradora do MP.

Na primeira sessão do julgamento, que decorre no Tribunal de Loures, o acusado alegou um “apagão” na memória, visto que estava sob o efeito de álcool e de haxixe.

Ainda assim, a procuradora argumentou hoje que este estado “não é razão para o que quer que seja” e que “quem tem capacidade de tirar uma faca do bolso tem a noção do que está a fazer”.

A procuradora lembrou os antecedentes do arguido, condenado por duas vezes por violência doméstica, pelo que “terá de ser condenado”, embora não tenha indicado uma pena de prisão.

Já o advogado de defesa criticou uma “falha imperdoável” no processo: “ninguém da Polícia Judiciária e da Polícia de Segurança Pública se lembrou de fazer um teste de álcool e despiste de drogas” ao arguido, realçando também que não foi autorizada uma perícia nesta matéria.

Reconhecendo que Bruno “está arrependido desde a primeira hora”, o advogado pediu que a pena não ultrapasse os oito anos e meio de prisão, ao lembrar a idade do jovem (22 anos na altura dos factos), pelo que “merece uma oportunidade” para o futuro, argumentou.

Durante a sessão de hoje, que se realizou ao abrigo de serviços mínimos devido à greve de funcionários judiciais que está a decorrer, foram ouvidas mais três pessoas: um amigo próximo da vítima, assim como uma amiga e a ex-namorada do arguido.

A antiga companheira de Bruno Romão afirmou que conheceu a vítima na noite do crime e que estavam a caminho, durante a manhã do crime, de um bar, mas o arguido, ao ver o homem que viria a morrer, “dirigiu-se a ele com o intuito de lhe dar um murro”.

Já depois da confusão entre os dois, que a ex-namorada diz não ter presenciado por ter entrado no bar, saiu do estabelecimento e encontrou a vítima no chão, enquanto outro homem batia no Bruno, contou.

“O Bruno não falava”, disse, tendo de seguida deixado o arguido em casa, sem se ter percebido a ocorrência do crime.

Já o amigo próximo do falecido descreveu o arguido como conflituoso e que, quando este chegou ao hospital onde estava a vítima, “gritava pelo seu nome”.

“Parecia que não estava a acreditar no que tinha feito”, explicou o homem, que não presenciou os factos.

A leitura do acórdão está marcada para 22 de março.

Câmara de Almeirim adquire terreno para aumentar oferta de lares e construir casas

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A Câmara de Almeirim (Santarém) vai adquirir um terreno na cidade, com cerca de quatro hectares, por mais de um milhão de euros, para aumentar a resposta de lares para a terceira idade e para a construção de habitação.

O presidente do município, Pedro Ribeiro (PS), disse hoje à Lusa que a decisão foi tomada na reunião de câmara de terça-feira, na qual foi ainda deliberada a aquisição da “Casa do Sacristão”, que será alvo de uma “intervenção total”, com preservação da fachada, e que se destinará à área da educação.

Sobre o terreno no qual o município vai investir um milhão de euros, o autarca afirmou que se destina a “dar resposta a duas áreas da maior importância, habitação e lares”.

A intenção é disponibilizar dois lotes, com cerca de 5.000 metros quadrados cada, para duas instituições particulares de solidariedade social, a Santa Casa da Misericórdia e a Associação Cristã de Reinserção e Apoio Social (ACRAS), “construírem dois lares de nova geração”, podendo aumentar a oferta atual com mais 150 lugares.

Os restantes três hectares serão destinados a habitação, possivelmente a construir pelo município, “numa lógica semelhante àquela que existiu nos anos 80 e 90” do século passado, com as cooperativas, escreveu o autarca num ‘post’ colocado nas redes sociais.

“O objetivo é aumentar a oferta, regulando preços e assim diminuir os custos para quem quer adquirir uma casa”, declarou.

Salientando que não está definido o modelo definitivo de todo o processo, o qual terá ainda de ser submetido ao executivo municipal, o autarca disse acreditar que será possível ter “mais de 150 apartamentos”.

“Aquilo que me parece importante realçar deste primeiro passo é a aposta numa oferta estatal de casas que será financiada em parte com as taxas que temos recebido das empresas que se têm fixado no nosso concelho. Se é verdade que essa fixação tem enormes aspetos positivos no mercado de trabalho, também é verdade que ajudou a inflacionar preços, então faz sentido que usemos essas mais-valias para regular os preços. É também essa a nossa função”, escreveu Pedro Ribeiro.

O autarca lembra que a Câmara de Almeirim assinará em breve o contrato ao abrigo do programa Primeiro Direito, para a construção de habitações “de cariz mais social”, salientando que este projeto visa responder à classe média, “a mais prejudicada pelo aumento de preços”.

O município deliberou, ainda, a aquisição de um terreno que se vai juntar aos dois hectares que já tinha adquirido, aumentando a capacidade da chamada Horta d’El Rei, espaço verde e de estacionamento a construir no centro da cidade, “para apoiar o mercado e o comércio local”.

Arranque da prova da elite mundial do surf em Peniche adiado devido ao vento

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MEO Rip Curl Pro

O início da prova portuguesa do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), em Peniche, foi adiado, pelo menos, até sexta-feira, devido ao forte vento que afeta as ondas na Praia de Supertubos, anunciou hoje a organização.

“Temos um [vento] ‘onshore’ [mar-terra] superforte, de sudoeste, que é do pior para Supertubos”, assinalou o diretor de circuitos e competição da WSL, Renato Hickel, avançando que “o evento está ‘off’ hoje e amanhã [quinta-feira]”.

No primeiro dia do período de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito de elite mundial, o responsável destacou que as previsões para a ondulação são boas e que as atenções estão centradas nas condições do vento.

“As boas notícias é que temos uma frente fria a aproximar-se de Portugal e vai gerar um ‘swell’ [ondulação] de oeste durante o período de espera. Vamos ter que lidar com os ventos, mas devemos conseguir arrancar em breve, possivelmente, na sexta-feira”, antecipou.

A competição vai decorrer na Praia de Supertubos, em Peniche, entre 08 e 16 de março, e Portugal vai contar com os surfistas portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins entre os competidores.

Sindicatos apresentam queixa em tribunal contra ministério da Educação

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© FENPROF

A plataforma de nove estruturas sindicais de professores vai avançar para tribunal contra o ministério da Educação por ter solicitado serviços mínimos para os dois dias greve convocados para o início do mês.

“Vamos recorrer ao Tribunal da Relação”, anunciou hoje Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), em nome das nove estruturas sindicais que se uniram numa plataforma.

Segundo Mário Nogueira, a ação será “subscrita pelas nove organizações”, estando o processo em vias de conclusão para ser entregue em tribunal.

Os sindicatos começaram por avançar com providências cautelares contra a decisão do colégio arbitral de convocar serviços mínimos para as greves que se realizaram a 2 de março nas escolas do norte do país e a 3 de março nas escolas a sul.

“Sabíamos que as ações cautelares teriam pouco impacto”, disse Mário Nogueira, explicando que a atuação dos sindicatos foi semelhante ao ocorrido em 2018, quando a tutela pediu serviços mínimos para as greves aos exames nacionais.

Também na altura, as providências cautelares não tiveram qualquer efeito prático mas, mais tarde, o tribunal veio dar razão aos professores, ao ter considerado os serviços mínimos ilegais, recordou.

O Ministério da Educação começou por solicitar serviços mínimos para a greve decretada pelo Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (Stop), que começou no início de dezembro, tendo o tribunal arbitral decidido favoravelmente em relação ao pedido da tutela.

A ação judicial que agora vai dar entrada “vem fora de tempo mas mostra como este ministério e os colégios arbitrais andam a tomar medidas erradas”, explicou Mário Nogueira.

A plataforma de sindicatos decidiu também apresentar queixa à Organização Internacional do Trabalho e a outras duas organizações da Educação: o Comité Sindical da Educação e a Internacional da Educação, acrescentou o sindicalista.

Além disso, os nove sindicatos vão também “apresentar as questões vividas pelos professores à Comissão Europeia e ao Parlamento Europeu”.

Entretanto, a plataforma decidiu ainda “pedir reuniões às direções dos partidos políticos todos, até porque muitos têm vindo a mostrar posições solidárias”, nomeadamente o PCP e o Bloco de Esquerda, que têm estado presentes nas manifestações convocadas pelos docentes.

As declarações da plataforma surgem dois dias antes de uma nova reunião com o ministério da Educação, que tem como ponto de agenda a negociação de um novo regime de recrutamento e colocação de professores.

Leiria vai receber unidade de produção de biometano a partir de efluentes suinícolas e avícolas

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Município de Leiria

O concelho de Leiria vai receber um investimento de 20 milhões de euros na criação de uma unidade de produção de biometano a partir dos efluentes agropecuários produzidos na região, um projeto que foi apresentado esta terça-feira no Centro de Interpretação Ambiental, uma sessão que contou com a presença dos representantes da empresa Biojoule Energy, do grupo Molgás, e do presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes.

Este projeto é desenvolvido na sequência de uma candidatura ao PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, através do Programa de Apoio à Produção de Hidrogénio Renovável e outros Gases Renováveis, com duas fases de investimento, que garante solução para cerca de 300 toneladas/dia de efluentes produzidos no concelho, dando um importante contributo para a resolução de um dos principais problemas ambientais da região.

A unidade ficará localizada na freguesia do Coimbrão, junto à ETAR-Norte, onde será instalada a Unidade de Produção de Biogás e Unidade ‘upgrading’ e liquefação, que vai tratar, anualmente, 40.000 toneladas de resíduos avícolas, 40.000 toneladas de efluentes suinícolas e ainda 20.000 toneladas de outros resíduos, prevendo-se uma capacidade de produção de energia de 40-50 GWh/ano, com início de construção ainda este ano.

Trata-se de um investimento liderante nesta área em Portugal, que gera energia suficiente para alimentar o consumo de 81 autocarros urbanos que percorram 200 kms por dia.

Fernando Breda, administrador da Molgás, grupo de que a empresa Biojoule Energy faz parte, realçou o caráter inovador deste projeto na área das energias limpas, integrando-se na estratégia de posicionamento na linha da frente da descarbonização da economia.

Destacando que a unidade do Coimbrão será a de maior dimensão no país na produção de biomentano, Fernando Breda referiu que este é um projeto com ganhos para todos: “Para Leiria, que resolve parte do seu passivo ambiental, para os produtores de resíduos, que encontram uma alternativa de valorização, e também para Molgás que passa a assumir a liderança num setor em crescimento”, disse, destacando ainda ganhos para o país, que reduz a sua dependência energética.

Gonçalo Lopes, presidente da Câmara Municipal de Leiria, realçou que este projeto surge num contexto de mudança de paradigma do destino a dar aos efluentes, passando-se de uma lógica de tratamento para a sua valorização, enquanto matéria prima para a produção de energia.

Referindo-se ao projeto como uma “fábrica de energia”, Gonçalo Lopes defende que este projeto dá um contributo “muito claro e valioso para a resolução do problema dos efluentes agropecuários no concelho”, através de uma solução que apresenta vantagens económicas e ambientais, deixando um apelo ao compromisso dos produtores no fornecimento dos efluentes à unidade de produção de biometano.

Na sessão, o vereador do Ambiente da Câmara de Leiria, Luís Lopes, efetuou um balanço sobre os primeiros cinco meses de trabalho após a apresentação do plano de ação do município na área do ambiente, que contempla mais de uma dezena de áreas de intervenção, tendo anunciado a criação de um Plano Municipal do Ambiente e de Ação Climática, fomentando um roteiro rumo à neutralidade carbónica, tal como o aumento da resiliência do território às alterações climáticas e o reforço do compromisso de proteção do ambiente natural.

Peniche: Homem detido em flagrante por tráfico de estupefacientes

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O Comando Territorial de Leiria, através do Posto Territorial de Peniche, no dia 4 de março, deteve em flagrante um homem de 44 anos por tráfico de estupefacientes, na localidade de Geraldes, no concelho de Peniche.

Em comunicado enviado ao Notícias Em Direto, a GNR revela que, no decorrer de uma ação de fiscalização rodoviária, os militares da Guarda abordaram o condutor de um veículo que manifestou um comportamento suspeito.

Durante as diligências policiais foi realizada uma revista pessoal de segurança ao condutor e uma busca ao veículo, verificando-se que o suspeito tinha na sua posse produto estupefaciente, motivo que levou à sua detenção.

“No decorrer da ação policial foi possível apreender 131 doses de canábis, um telemóvel e utensílio relacionado com consumo de estupefacientes”, aponta a GNR.

De acordo com a mesma fonte, o detido foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Peniche.

Caldas da Rainha: CCC dinamiza oficinas criativas nas férias da Páscoa

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto (arquivo)

O Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha vai voltar a organizar Oficinas Criativas, na interrupção letiva da Páscoa, entre os dias 10 e 14 de abril, anunciou hoje aquela instituição.

Com um custo de cinco euros por participante, a iniciativa arranca no dia 10 de abril, com uma oficina de percussão “Percutir”, que contará uma sessão para crianças dos 7 aos 12 anos e para jovens dos 13 aos 18 anos.

No dia seguinte, a Escola Vocacional de Dança das Caldas da Rainha dinamizará três oficinas para jovens dos 8 aos 12 anos, focadas na dança criativa, corpo, percussão e yoga. No mesmo dia Luís Roka Cruz, diretor criativo da “Surge Skateboard Magazine”, dinamiza a oficina “Poster Art”, onde jovens dos 12 aos 18 anos aprendem a criar o seu poster artístico.

As manhãs dos dias 12 e 13 serão preenchidas com o “Atelier da Bolota”, onde as crianças podem aprender a mexer no barro. Na tarde do dia 12 decorrerá a oficina “Que Parte do Conto Contas Tu?”, que ensina a construir uma história em coletivo. Na tarde do dia seguinte decorrerá a oficina “Agora Qualquer Coisa, Os Gatos da Páscoa”.

As oficinas da Páscoa encerrarão no dia 14 com o ator, marionetista, encenador e diretor artístico do Teatro Figura, José Ramalho, que dinamizará “Sombras Em Animação”, onde os participantes vão criar e contar histórias através de sombras.

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