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Caldas da Rainha
Sábado, Junho 27, 2026
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Jovem de 16 anos mata adversário com foice durante jogo de futebol em Almada

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Um jovem de 16 anos foi colocado em prisão preventiva após matar um adversário, de 22 anos, com uma foice, durante um jogo de futebol num recinto desportivo em Almada.

O crime ocorreu na passada sexta-feira, na sequência de um conflito entre dois grupos de jovens durante a partida. Segundo a Polícia Judiciária, o agressor utilizou uma foice que tinha levado para o local, atingindo a vítima com gravidade.

O jovem de 22 anos foi assistido no local pelo INEM e transportado para o Hospital Garcia de Orta, onde ficou internado em estado crítico. Acabaria por morrer dias depois, devido às graves lesões na cabeça e na zona abdominal.

A Polícia Judiciária, com o apoio da PSP, conseguiu localizar e deter o suspeito, que foi presente a tribunal e ficou sujeito à medida de coação mais gravosa.

O caso está a ser investigado pelas autoridades e levanta preocupações quanto à escalada de violência entre jovens em contextos desportivos.

Novos Tempos: A fé que enche ruas não enche igrejas

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Portugal continua a afirmar-se como um país de matriz católica, mas os sinais de mudança são claros e consistentes. Os dados dos Censos 2021 indicam uma quebra na identificação religiosa: 80,2% dos portugueses declaram-se católicos, menos oito pontos percentuais do que em 2011. Em sentido inverso, cresce o número dos que afirmam não ter religião. A identidade permanece, mas a prática transforma-se.

O contraste torna-se visível no terreno. Em locais como o Santuário de Fátima e outros santuários, as multidões continuam a marcar presença. Peregrinações, promessas e grandes celebrações reúnem milhares de pessoas ao longo do ano. Em 2025, o Santuário de Fátima voltou a ultrapassar os números pré-pandemia, confirmando a persistência de uma forte mobilização religiosa.

Mas esta vitalidade não encontra correspondência na prática regular. Em várias dioceses, a participação na missa dominical tem vindo a diminuir de forma consistente. O fenómeno não é exclusivo de Portugal, mas assume contornos particulares num país onde a religião sempre teve expressão pública marcante.

Especialistas falam de uma “reconfiguração da vivência religiosa”. A fé não desapareceu, mas deixou de se traduzir automaticamente em pertença institucional. A adesão tornou-se mais seletiva, mais episódica e, muitas vezes, mais individual.

Neste contexto, a fé popular mantém um papel relevante. Procissões, romarias e peregrinações continuam a mobilizar comunidades inteiras, sobretudo em períodos festivos. Mais do que simples tradição, estes eventos funcionam como momentos de identidade coletiva e expressão simbólica. Para muitos participantes, representam também uma forma de contacto com o sagrado fora dos modelos tradicionais de prática religiosa.

O crescimento dos caminhos de peregrinação reforça esta tendência. O Caminho Português para Santiago, por exemplo, tem registado um aumento significativo de peregrinos, ultrapassando recentemente a marca dos 100 mil anuais. Trata-se de uma procura que combina motivações espirituais, culturais e pessoais, refletindo novas formas de religiosidade.

A leitura deste fenómeno exige cautela. Por um lado, a persistência da fé popular indica que o referencial religioso continua presente na sociedade portuguesa. Por outro, a diminuição da prática regular levanta questões sobre a transmissão da fé, a formação religiosa e o papel das comunidades locais.

Para a Igreja, o desafio passa por interpretar estes sinais sem cair em leituras simplistas. Nem o declínio da prática dominical significa o fim da fé, nem a adesão massiva a eventos religiosos garante uma vivência consistente.

Portugal encontra-se, assim, num ponto de transição. Entre a tradição e a mudança, entre a pertença cultural e a opção pessoal, a religião continua presente, mas de forma diferente. O futuro dependerá, em grande medida, da capacidade de transformar manifestações ocasionais em percursos duradouros de fé e comunidade.

Praia da Foz do Arelho volta a receber o Festival Ibérico de Papagaios Gigantes

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Município das Caldas da Rainha (foto)

A praia da Foz do Arelho será palco do Festival Ibérico de Papagaios Gigantes, que celebra a 3.a edição no próximo dia 18 de abril, anunciou o Município das Caldas da Rainha. Ao longo do dia, o público poderá assistir a um espetáculo visual único, com dezenas de papagaios gigantes a colorir os céus.

Segundo comunicado da autarquia, enviado ao Notícias em Direto, o evento “volta a afirmar-se como uma iniciativa de referência”, reunindo equipas de Portugal e Espanha, com destaque para a presença já confirmada de uma equipa proveniente de Málaga, reforçando a dimensão ibérica do festival.

Para além da vertente expositiva, o festival integra também momentos de maior componente técnica, como voos sincronizados e acrobacias aéreas, estando ainda prevista, caso as condições climatéricas o permitam, a realização de um espetáculo de papagaios luminosos ao final do dia.

Um dos destaques da programação é o atelier “Constrói o teu Papagaio”, uma atividade gratuita dirigida às famílias, que decorrerá no areal da praia, entre as 10h00 e as 12h30 e das 14h00 às 17h00, sem necessidade de inscrição prévia. Face à forte adesão nas edições anteriores, esta atividade contará, este ano, com 700 kits disponíveis, promovendo momentos de partilha entre diferentes gerações.

O festival contará ainda com um Sunset Lounge com o DJ Akur, entre as 18h30 e as 21h00, no areal, proporcionando um ambiente descontraído ao final do dia.

Nas escadas que conectam a Rua Visconde de Morais e a Avenida do Mar, haverá uma estrutura “selfie spot”, para os visitantes e participantes conseguirem o melhor enquadramento possível para a fotografia do festival.

Importa salientar que, sendo um evento ao ar livre e que depende fortemente das condições meteorológicas, o vento assume um papel determinante, podendo a programação sofrer ajustes em função das chamadas “janelas de vento”.

O Festival Ibérico de Papagaios Gigantes é uma organização conjunta do Município das Caldas da Rainha, da Junta de Freguesia da Foz do Arelho e da Associação “Cabeças no Ar…te”, esta última é uma entidade de referência na promoção de festivais nacionais e internacionais de papagaios.

Beijar a mão sem consentimento pode ser agressão sexual, decide tribunal espanhol

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O Supremo Tribunal de Espanha determinou que beijar a mão de uma pessoa sem consentimento pode ser considerado agressão sexual, numa decisão que reforça a importância do consentimento em qualquer contacto físico.

A decisão resulta de um caso ocorrido em 2023, em que um homem abordou uma mulher numa paragem de autocarro, agarrou-lhe a mão e beijou-a sem autorização. O tribunal considerou que o ato não podia ser tratado como simples assédio de rua, mas sim como uma violação da integridade sexual da vítima.

Os juízes sublinharam que não se tratou de um gesto inocente, mas de um contacto com “natureza e conotação sexual”, que a vítima não era obrigada a aceitar. O arguido acabou por ser condenado ao pagamento de uma multa, mantendo-se a qualificação do crime como agressão sexual.

Esta decisão surge num contexto de maior exigência legal em Espanha no que diz respeito ao consentimento, após reformas recentes que reforçam que qualquer ato de caráter sexual sem consentimento é punível por lei.

O caso volta a colocar o tema do consentimento no centro do debate público europeu, sublinhando que até gestos considerados socialmente comuns podem ser enquadrados como crime quando não são desejados.

Quase 2 milhões de portugueses vivem em sufoco financeiro, revela estudo

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Cerca de 17% dos portugueses vivem atualmente em sufoco financeiro, um número considerado alarmante e que reflete as crescentes dificuldades económicas enfrentadas pelas famílias em Portugal.

De acordo com dados divulgados pela SIC Notícias, esta percentagem corresponde a quase dois milhões de pessoas que enfrentam dificuldades em garantir despesas básicas do dia a dia, como alimentação, habitação e contas essenciais.

Especialistas apontam o aumento do custo de vida, nomeadamente nos preços da habitação, energia e bens alimentares, como fatores determinantes para esta realidade. A pressão financeira tem vindo a agravar-se nos últimos anos, afetando sobretudo famílias com rendimentos mais baixos e classe média.

Para além deste indicador, outros dados mostram que o risco de pobreza e a privação material continuam a ser desafios significativos em Portugal, levantando preocupações quanto à capacidade de resposta social e económica do país.

Perante este cenário, especialistas defendem a necessidade de medidas mais eficazes para apoiar as famílias e travar o agravamento das desigualdades, numa altura em que o custo de vida continua a subir.

Nesta Páscoa compre no comércio local

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Nesta Páscoa, procure os autocolantes “Comprei em Lisboa” e apoie o comércio local

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) convida residentes e visitantes a privilegiar as lojas e negócios de proximidade.

A campanha do município procura reforçar o papel do comércio local na vida dos bairros e na dinâmica económica da cidade, lembrando que “cada escolha de consumo tem impacto direto na sua vitalidade”.

Paralelamente, a CML volta a disponibilizar, ao comércio e restauração da cidade, papel de embrulho e individuais de mesa para utilização durante este período. Estes elementos contribuem para uma experiência mais cuidada e coerente, acompanhando o aumento de movimento típico desta época.

Entre as ilustrações da campanha, que “recriam um ambiente vibrante e genuinamente lisboeta”, estão as mercearias, floristas, feiras, cafés, lojas de bairro, sardinha assada, bifana, croquete, pastel de nata e referências arquitetónicas da cidade, entre outras.

Nesta Páscoa, procure os autocolantes “Comprei em Lisboa” e apoie o comércio local, que dá vida aos bairros.

Aveiro assinala a Semana Santa com Concerto de Páscoa, Mercadinho de Páscoa e Ciclo da Paixão

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A Câmara Municipal de Aveiro (CMA) promove a celebração da Semana Santa entre os dias 31 de março e 4 de abril com a realização do Concerto de Páscoa pela Orquestra das Beiras, o Mercadinho de Páscoa de 1 a 4 de abril e ainda o Ciclo da Paixão no dia 3 de abril.

De destacar também a 1.ª edição do Mercadinho de Páscoa que decorre de 01 a 04 de abril de 2026, no Largo do Mercado Manuel Firmino, e promete criar um ambiente alegre e familiar, ideal para crianças e famílias. O mercado oferece diversas atividades para os mais pequenos, incluindo voltas no comboio elétrico, ateliers de pintura de ovos e pinturas faciais, jogos lúdicos, tabuleiro de xadrez gigante e a tradicional caça aos ovos, celebrando o espírito da Páscoa de forma comunitária e divertida. Os visitantes poderão desfrutar de música ambiente e animação com DJ no sábado à tarde.

A Sé de Aveiro volta a receber o habitual Grande Concerto de Páscoa que se vai realizar no dia 31 de março, às 21h30, com a Orquestra das Beiras e o Coro Sinfónico Inês de Castro, que apresentam o Requiem, em Ré menor, Op. 48, de Gabriel Fauré, sob a direção do maestro convidado Tiago Oliveira, numa celebração musical profundamente ligada ao espírito pascal. O programa integra também a interpretação da Sinfonia n.º 49 em Fá menor, “La Passione”, de Joseph Haydn (1732–1809), obra de forte intensidade expressiva e grande carga espiritual.

Será apresentado um programa que convida à contemplação e à interioridade, celebrando a Páscoa através de duas obras emblemáticas do repertório sinfónico e sacro, unidas por um profundo sentido de transcendência.

Por fim, e no dia 3 de abril, às 15h30, será realizada uma visita comentada ao Museu de Aveiro / Santa Joana e Igreja das Carmelitas centrada nas obras que ilustram o Ciclo da Paixão de Cristo. Com entrada gratuita, a participação na atividade carece de inscrição prévia e obrigatória através do email museusdeaveiro@cm-aveiro.pt

Museu Municipal de Coimbra apresenta programação de abril com propostas para todas as idades

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Município de Coimbra (foto)

O Museu Municipal de Coimbra (MMC) preparou, para o mês de abril, uma programação diversificada que cruza atividades educativas para o público escolar com visitas, oficinas e iniciativas culturais dirigidas ao público em geral, assinalando datas relevantes com destaque para o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Em abril, o Edifício Chiado e a Sala da Cidade vão também ser espaços integrados no Anozero — Bienal de Coimbra.

Programação para o público escolar

Entre os dias 2 e 23 de abril, e no âmbito das comemorações do livro, o MMC promove sessões de leitura de contos de Hans Christian Andersen, no Edifício Chiado, destinadas ao público pré-escolar, 1.º ciclo e ATL’s. As histórias “O Patinho Feio” e “A Vestimenta Nova do Imperador” estabelecem um diálogo com os acervos do Museu, proporcionando momentos de descoberta e de imaginação. Ainda para o público escolar, o Edifício da Inquisição acolhe a oficina “Os Guardiões da Memória!”, centrada na história da comunidade judaica em Coimbra, integrada no projeto Interreg Jewels Tour.

No dia 8 de abril, às 10h30, realiza-se a habitual visita encenada “D. Sesnando, O Alvazil de Coimbra”, na Torre de Almedina – Núcleo da Cidade Muralhada, convidando os mais novos a explorar a cidade medieval através de uma experiência imersiva.

A participação nas atividades escolares é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória através do telefone 239 840 754 ou do e-mail museu.municipal@cm-coimbra.pt. O MMC não aceita inscrições individuais, sendo necessária a constituição de grupos com um mínimo de cinco participantes.

Propostas para o público em geral

A programação dirigida ao público em geral inicia-se logo a 2 de abril, às 10h30, com o percurso pedonal pela desaparecida muralha de Coimbra, com ponto de encontro na Torre de Almedina, que convida à redescoberta da estrutura defensiva medieval da cidade. Esta atividade é gratuita, mas requer inscrição para os mesmos contactos.

Um dos grandes destaques do mês é a inauguração, a 11 de abril, da exposição “Segurar, Dar e Receber”, integrada no Anozero – Bienal de Coimbra, com curadoria de Hans Ibelings e John Zeppetelli. Patente até 5 de julho, a exposição decorre na Sala da Cidade e no Edifício Chiado e propõe uma reflexão sobre os conceitos de partilha, de reciprocidade e de construção coletiva de um “habitat” simbólico. No mesmo contexto, é apresentada, na Sala da Cidade, a obra “Stendhal Syndrome”, da artista Nan Goldin, uma peça de imagem em movimento que explora a relação emocional com a arte e com a beleza.

Ainda no dia 11 de abril, o Edifício Chiado recebe uma sessão de desenho dinamizada pelo Atelier Gabriela Torres. A sessão, com o custo de 7€, requer inscrição antecipada através do e-mail atelieraeminium@gmail.com ou do site atelieraeminium.pt. Cada sessão tem um mínimo de quatro e um máximo de 10 participantes.

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Nos dias 17 e 18 de abril, o MMC assinala o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com um conjunto de iniciativas subordinadas ao tema “Património vivo: resposta de emergência em contextos de conflitos e desastres”. O programa do dia 17 inclui uma visita à Torre de Anto e ao Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra, às 17h00; e um apontamento musical pelo grupo Fado D’Anto, às 18h00. Já no dia 18, tem lugar um percurso urbano pelas antigas judiarias de Coimbra, às 10h30; e uma oficina de gastronomia histórica dedicada ao ritual do chocolate no século XVIII, em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra e a Chocolataria Equador, às 16h00.

A 24 de abril, às 18h00, o Edifício da Inquisição recebe mais uma sessão do ciclo de conversas “Entrelaçando a História e a Ficção”, com a apresentação da obra “O Judeu de Santa Engrácia”, de Tiago Salazar, numa reflexão que cruza literatura e episódios históricos ligados à Inquisição, também associada ao projeto Interreg Jewels Tour.

Em abril, não se realiza o habitual regime de gratuitidade do quarto sábado do mês, por coincidir com o feriado de 25 de abril.

Festival Latitudes 2026 transforma Óbidos num aeroporto literário

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Óbidos prepara-se para levantar voo. Entre os dias 16 e 19 de abril de 2026, a vila medieval volta a assumir-se como território de partida e de encontro com a realização de mais uma edição do Festival Latitudes – Literatura e Viajantes, um evento que transforma o ato de ler numa experiência de viagem e descoberta.

Durante quatro dias, Óbidos deixa de ser apenas um lugar no mapa para se tornar num “aeroporto literário”, onde as palavras substituem bilhetes de avião e as histórias traçam rotas improváveis. As ruas convertem-se em corredores de embarque, as praças em salas de espera, e cada encontro literário abre uma nova latitude ao pensamento e à imaginação.

Promovido pelo Município de Óbidos, em parceria com a Óbidos Criativa e a Ler Devagar, e com curadoria de José Luís Peixoto, o festival propõe uma experiência imersiva onde a literatura é simultaneamente ponto de partida e lugar de regresso, um convite a viajar sem sair do lugar.

Mantendo a sua identidade literária, o Latitudes apresenta uma programação diversificada que inclui conversas com autores, apresentações de livros, performances, concertos, tertúlias e momentos de reflexão. A edição de 2026 introduz, contudo, uma nova dimensão itinerante, convidando o público a percorrer a vila como quem atravessa diferentes geografias culturais.

Ao longo deste percurso, os visitantes serão acompanhados pelo Passaporte Latitudes, um objeto simbólico que transforma cada participação num registo de viagem, incentivando a descoberta e a circulação entre os vários momentos do programa. O ponto de partida faz-se no “check-in”, um espaço inspirado nos balcões aeroportuários, onde esta travessia literária começa.

De “gate” em “gate”, o público poderá cruzar-se com mundos distintos: ouvir histórias de Tóquio e, logo depois, viajar até Cabo Verde, assistir a leituras de poesia, participar em oficinas criativas ou, simplesmente, parar, como em qualquer viagem, para observar e absorver o que o rodeia.

Histórias que ganham vida

No Latitudes, a literatura ultrapassa o papel. Ganha corpo nas vozes dos autores, forma nas mãos de artistas, som na música e imagem na fotografia. Há retratos escritos em tempo real, aviões de papel que transportam destinos imaginados, e postais enviados de um lugar onde a fronteira entre ficção e realidade se dissolve.

Exposições, oficinas e encontros completam um programa que cruza linguagens e transforma Óbidos num território vivo, em constante movimento.

Mas mais do que um evento centrado no núcleo histórico, o festival estende-se às freguesias, às escolas e à comunidade, afirmando-se como um projeto cultural inclusivo e descentralizado.

Autores confirmados

Entre os nomes já confirmados, destaque para José Eduardo Agualusa, que participará numa conversa com João Gabriel Lima sobre “Rumo a Deus: viajar pelas histórias de Agualusa”, ou para Maria João Lopo de Carvalho e José Pedro Castanheira.

Integra também a programação Gonçalo Pereira Rosa, que moderará uma mesa redonda sobre “Viagens pelo património” com Luís Quinta e Filipe Castro, seguida da apresentação da revista e do livro “25 anos National Geographic”. Raquel Ochoa e Cristina Pinto Lopes, João da Silva e Regina Duarte – juntos num “Momento PÚBLICO” com Bárbara Wong – são outros dos nomes presentes.

Óbidos volta, assim, a afirmar-se como destino literário de excelência, onde a cultura se vive como uma viagem coletiva, feita de palavras, encontros e lugares por descobrir.

Como refere o curador José Luís Peixoto, “esta será uma viagem feita de palavras e ideias onde cabem todas as latitudes”.

Latitudes em números

O Festival contará com a participação de mais de 25 autores nacionais e internacionais, distribuídos por uma programação que integra cerca de 60 iniciativas ao longo de quatro dias.

O evento inclui ainda cinco exposições temáticas, bem como uma oferta cultural diversificada, com mais de uma dezena de tipologias de atividades, entre conversas literárias, workshops, concertos, performances, atividades educativas e experiências participativas.

7.ª edição de “Torres Vedras – Cidade dos Livros” será dedicada à inteligência artificial

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Município de Torres Vedras (foto)

A 7.ª edição da bienal literária “Torres Vedras – Cidade dos Livros” decorrerá entre 10 e 23 de abril, tendo como tema “Criação Literária e Artística e a IAGen – Com que Linhas nos Cosemos?”. A programação deste ano, que inclui exposições, tertúlias, debates, espetáculos e oficinas, foi apresentada numa conferência de imprensa realizada no dia 26 de março, na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino.

A propósito desta edição, o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras, Rui Estrela, referiu que serão 15 dias repletos de iniciativas, criando “um espaço de diálogo muito interessante e atual”.

A Biblioteca Municipal de Torres Vedras, a Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino e a Igreja de Santiago serão o epicentro da programação, a qual se estenderá a outros equipamentos culturais da Cidade e ao espaço público do Centro Histórico. O vereador da Cultura destacou ainda a realização de iniciativas fora da Cidade, nomeadamente na Adega Cooperativa de Carvoeira e no Centro Cultural e Recreativo Os Pescadores de Cambelas.

“Esta sétima edição orgulha-se de apresentar 27 ações programadas, 36 sessões dinâmicas e 41 convidados, entre autores e criadores”, afirmou Joana Maia, responsável da Unidade de Galerias e Artes Visuais da Câmara Municipal, que realçou o envolvimento dos agrupamentos de escolas neste programa. “Os nossos alunos não são meros convidados, são participantes ativos de um programa que, acima de tudo, pretende formar leitores críticos”, rematou.

Goretti Cascalheira, responsável da Unidade de Bibliotecas da Câmara Municipal, referiu que “a programação da ‘Cidade dos Livros’ deste ano foi, em grande medida, pensada para uma das faixas etárias que queremos aproximar cada vez mais dos equipamentos culturais: os jovens.” O evento, que incluirá espetáculos e performances concebidos especificamente para os espaços onde serão apresentados, terminará no Dia Mundial do Livro, 23 de abril, com uma campanha de oferta de livros, intitulada “Lê-me”, que decorrerá no Centro Histórico, em parceria com a Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Oeste.

O programa “Torres Vedras – Cidade dos Livros” é organizado pela Câmara Municipal de Torres Vedras, em parceria com o Agrupamento de Escolas Henriques Nogueira, o Agrupamento de Escolas Madeira Torres, a Andante Associação Artística, a Casa da Imprensa, o Coletivo Apanha Palavras – Produção Cultural, o Coletivo Argonautas do Futuro, a Loja Pincel Mágico, a Plataforma285, a Promobooks e a Story Owl Livraria & Café, bem como em parceria com António Jorge Gonçalves, Danuta Wojciechowska, Inês Lampreia e Vanessa Éffe. Conta ainda com os apoios da Paróquia de Torres Vedras, da Adega Cooperativa de Carvoeira e da Promotorres EM.

Consulte o programa “Torres Vedras – Cidade dos Livros” aqui.

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