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Caldas da Rainha
Sábado, Junho 27, 2026
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Biblioteca de Leiria comemora Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor com atividades para crianças e seniores

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A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira vai assinalar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor com um conjunto de atividades destinadas a diferentes públicos, promovendo a leitura, a cultura e o convívio intergeracional. A iniciativa inspira-se na célebre frase do escritor argentino Jorge Luis Borges: “Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria”.

As comemorações arrancam no dia 18 de abril, às 20h30, com a iniciativa «Mãe, Pai vou dormir à biblioteca!», uma atividade dirigida a crianças entre os 6 e os 12 anos.

A proposta convida os mais novos a passarem uma noite diferente, dormindo entre livros e estantes, numa experiência que pretende incentivar o gosto pela leitura e a ligação à biblioteca. A participação é gratuita, mas limitada a crianças inscritas como leitoras da biblioteca, sendo necessária inscrição prévia.

Já no dia 23 de abril, às 14h30, realiza-se a atividade «Momentos com o Clube de Leitura Sénior de Leiria», em parceria com o Centro Social Paroquial de Regueira de Pontes. O encontro pretende promover a partilha, a cultura e o convívio entre as instituições participantes, valorizando a leitura como instrumento de inclusão, memória e bem-estar na população sénior.

O programa inclui um momento musical pela SAMP, declamação de poemas por participantes do clube e um lanche partilhado oferecido pela instituição parceira.

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, celebrado anualmente a 23 de abril, foi instituído em 1995 pela UNESCO com o objetivo de incentivar a leitura, promover a indústria editorial e proteger os direitos de autor. A data homenageia também grandes escritores da literatura mundial, como Shakespeare, Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega, falecidos em abril de 1616.

Com este programa, a Biblioteca Municipal de Leiria reforça o seu papel como espaço cultural e educativo, promovendo o livro e a leitura junto de diferentes gerações.

Politécnico de Leiria recebe delegação de Cabo Verde para estreitar relações e fomentar novas colaborações no âmbito da acessibilidade

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Visita objetivou apresentar o trabalho desenvolvido no CRID e em Leiria para a inclusão social da população com necessidades específicas

O CRID – Centro de Recursos para a Inclusão Digital, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), recebeu a visita científica de uma delegação de Cabo Verde, com o objetivo de dar a conhecer o trabalho desenvolvido no âmbito da acessibilidade e inclusão social da população com necessidades específicas, não só na instituição, mas também na cidade de Leiria.

A iniciativa, realizada entre os dias 23 e 27 de março, contou com a participação de estudantes do mestrado em Educação Especial da Faculdade de Educação e Desporto da Universidade de Cabo Verde (UNICV), da presidente da Faculdade de Educação e Desporto da UNICV, da delegada de Saúde de Santa Catarina (Ilha de Santiago), e da coordenadora da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva de Santa Catarina.

“Esta visita visou não só reforçar a proximidade à Universidade de Cabo Verde e ao Município de Santa Catarina, mas também fomentar a partilha de conhecimentos e de boas práticas no âmbito da comunicação acessível, e dar a conhecer o trabalho desenvolvido no CRID em prol da inclusão e da participação plena de todas as pessoas na vida social, cultural e educativa. Acreditamos que a cooperação internacional é fundamental para promover soluções mais eficazes e sustentáveis, permitindo adaptar e replicar modelos de intervenção em diferentes contextos”, afirma Célia Sousa, coordenadora do CRID.

A delegação teve a oportunidade de conhecer o espaço do CRID e explorar os seus recursos tecnológicos e ferramentas de apoio, participar numa ação de formação sobre acessibilidade cromática e assistir a uma sessão de cinema adaptado, bem como a um debate sobre cultura acessível, no âmbito das comemorações do 20.º aniversário do CRID.

O programa incluiu ainda uma visita à Escola Básica n.º 1 e Jardim de Infância da Cruz da Areia, onde foi possível conhecer os materiais de apoio e as respostas dirigidas a alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE), bem como uma receção na Câmara Municipal de Leiria pela vereadora da Educação, terminando com a participação no 15.º Encontro na Diferença, promovido pela Cercilei.

“Infelizmente, a cultura ainda não está à disposição de todos e temos ainda um longo caminho a percorrer. E é precisamente através da colaboração e parcerias entre instituições que vamos conseguindo, passo a passo, construir uma sociedade mais inclusiva, onde o acesso à cultura, à educação e à informação seja um direito efetivo e não uma exceção”, refere Célia Sousa.

O CRID do Politécnico de Leiria é considerado uma referência internacional na área da inclusão, detendo um know-how único e um trabalho distinto em prol da sociedade. Entre os vários trabalhos desenvolvidos por este centro, destaca-se a criação da primeira biblioteca braille no ensino superior do país, a adaptação de obras literárias para braille, a elaboração do primeiro guião multiformato a nível mundial, para o Mosteiro da Batalha, o desenvolvimento de folhetos inclusivos do Itinerário Jubilar de Fátima, em 2017, a produção de diferentes materiais inclusivos para a Jornada Mundial da Juventude, em 2023, a criação de ementas multiformato para todos os espaços de restauração da Praça Rodrigues Lobo, em Leiria, entre outros.

Bombarral promove Quinta da Ciência Viva da Pera Rocha em Fórum Nacional

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O Município do Bombarral marcou presença no Fórum Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola, que decorreu em Santarém, onde promoveu a futura Quinta Ciência Viva da Pera Rocha.

O evento, que contou com a presença da Vice-presidente Fátima Coelho, foi uma oportunidade para dar a conhecer este projeto inovador, que tem abertura prevista para 2027 e que pretende afirmar-se como um espaço de referência dedicado à valorização e divulgação da Pera Rocha do Oeste mas também impulsionar a atratividade do território, através do aumento do número de visitantes no concelho.

Também o Rocha Center, com sede no Bombarral, esteve presente no fórum, reforçando a presença do território na promoção científica e na valorização deste produto emblemático da região.

A futura Quinta Ciência Viva da Pera Rocha será um espaço multifuncional que irá contemplar uma área expositiva composta por 14 estações alusivas à temática e um conjunto de atividades programadas, que irá permitir aos visitantes descobrir a singular Pera Rocha do Oeste, explorando as suas características, valor e potencialidades.

O projeto pretende assim aliar o conhecimento científico à tradição agrícola, promovendo a inovação na utilização da Pera Rocha e dos seus subprodutos, num encontro entre o sabor da tradição rural e o saber da ciência.

Candidatura do Carnaval de Torres Vedras à UNESCO não foi selecionada para submissão

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foto: Município de Torres Vedras

O Município de Torres Vedras anunciou que a candidatura do Carnaval de Torres Vedras à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO não foi, nesta fase, selecionada para submissão, de acordo com o parecer do Grupo de Trabalho para o Património Cultural Imaterial (GTPCI), comunicado pela Comissão Nacional da UNESCO no passado dia 26 de fevereiro de 2026.

De acordo com o parecer emitido, a candidatura apresenta fragilidades relevantes, nomeadamente ao nível da paridade de género — com particular incidência na representação da “matrafona” — e na insuficiente sistematização de informação relativa aos impactos económicos e turísticos. Ainda assim, foi reconhecido o empenho e o trabalho desenvolvido pelos promotores ao longo de todo o processo.

Importa sublinhar que esta decisão não determina o encerramento do processo. As candidaturas não selecionadas permanecem ativas e poderão ser revistas, reforçadas e reapresentadas em futuros ciclos de avaliação, tendo em consideração as recomendações agora emitidas.

O Município de Torres Vedras expressa o seu reconhecimento e agradecimento a todas as associações carnavalescas, grupos, entidades, investigadores e cidadãos que contribuíram para esta candidatura, construída com base num amplo processo participativo, envolvendo a comunidade ao longo de várias fases de trabalho, incluindo sessões públicas, fóruns de discussão e grupos temáticos.

Este processo permitiu consolidar instrumentos fundamentais para a salvaguarda do Carnaval de Torres Vedras, nomeadamente o seu registo no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, bem como o desenvolvimento de um Plano de Salvaguarda e de uma Declaração de Princípios de Turismo Responsável e Sustentável.

O Município de Torres Vedras reafirma a sua convicção no valor cultural do Carnaval de Torres Vedras, enquanto expressão identitária profundamente enraizada na comunidade local, e assegura a continuidade do trabalho de investigação, valorização e salvaguarda deste património, desenvolvido ao longos dos últimos 20 anos.

A candidatura à UNESCO constituiu um importante momento de mobilização, reflexão e aprofundamento coletivo, cujo legado será determinante para o futuro deste processo.

O Município de Torres Vedras reitera o seu compromisso com a valorização do Carnaval de Torres Vedras enquanto património cultural vivo, dinâmico e participado.

Poemas da autoria de seniores do Concelho em exposição nas ruas da Cidade

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No Dia Mundial da Poesia, 21 de março, foi apresentada a instalação “Versos que nos tocam”, a qual dá a conhecer excertos de poemas elaborados pelos participantes do “Clube Sénior” – um projeto de educação não formal da Câmara Municipal de Torres Vedras. As ruas do Centro Histórico de Torres Vedras foram o local escolhido para expor estes poemas inéditos.

A apresentação teve início com um momento poético encenado por Gonçalo Duarte e interpretado pelos participantes do projeto municipal “Clube Sénior” e por jovens da Academia Linear, na Igreja de Santiago, em Torres Vedras.

Seguiu-se um périplo pelo Centro Histórico, durante o qual os seniores foram convidados a descobrir os seus poemas nas fachadas e montras de edifícios da Cidade, nomeadamente, na Praça Machado Santos, na Rua Almirante Gago Coutinho, no Largo de São Pedro, no Posto de Turismo de Torres Vedras, na Rua Serpa Pinto, na Biblioteca Municipal de Torres Vedras e na Estufa – Plataforma Cultural.

A iniciativa “Versos que nos tocam” procurou aproximar os cerca de 300 participantes dos 16 núcleos do “Clube Sénior” da poesia, não só através da criação de poemas da sua autoria, mas também através do contacto com obras de autores consagrados. A iniciativa contou com a parceria da Biblioteca Municipal de Torres Vedras.

Percorra as ruas do Centro Histórico e cruze-se com estes versos.

Caldas da Rainha é a Capital Europeia do Pequeno Retalho

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Em 2026, será desenvolvido um programa de atividades contínuo, impulsionador de transformação urbana e económica

Caldas da Rainha assinalou esta quinta-feira, 26 de março, o arranque oficial do seu ano como Capital Europeia do Pequeno Retalho 2026, uma distinção atribuída pela Comissão Europeia, na categoria “Cidade Vibrante”. O momento marca o início de um programa que pretende acelerar a transformação urbana e económica do concelho, que se afirma, cada vez mais, como um modelo europeu onde o comércio local funciona como motor económico, social e cultural.

Este programa distingue cidades com forte vitalidade urbana, ligação comunitária e capacidade de transformação através do comércio. Caldas da Rainha destacou-se pelos resultados alcançados nos quatro pilares europeus — sustentabilidade, empreendedorismo e envolvimento da comunidade, digitalização e atratividade urbana —, bem como pela consistência e pelo impacto do programa de atividades previsto para 2026. Um marco que vem premiar o forte compromisso da cidade em apoiar os comerciantes locais, revitalizar o seu centro histórico e fortalecer a vida comunitária através da cultura, da inovação e de hábitos sustentáveis.

Com mais de 500 anos de mercado diário ao ar livre, através da Praça da Fruta, e com 54,9% do emprego local ligado à economia de proximidade, Caldas da Rainha afirma-se como uma cidade de escala humana, onde o comércio é parte da identidade coletiva e da vida urbana. Integrada na rede UNESCO Creative Cities, a cidade destaca-se pela forte ligação entre comércio, cultura, turismo e comunidade.

O programa de atividades no âmbito da Capital Europeia do Pequeno Retalho 2026 será desenvolvido ao longo de todo o ano e inclui iniciativas estruturadas nos quatro pilares europeus. São exemplos a expansão do programa BIORAINHA ou a criação da Loja Verde Caldas, na área da sustentabilidade; o lançamento da Caldas Lab Store e do prémio “Caldas com Alma”, no eixo do empreendedorismo e comunidade; o reforço do Bairro Comercial Caldas da Rainh@, com marketplace, aplicação móvel e ferramentas tecnológicas, no âmbito da digitalização; e ainda, no eixo da atratividade urbana, o reforço de eventos âncora como a MESTRA, a Feira dos Frutos e o Caldas Late Night , a criação da pop-up “Criar Caldas” e o desenvolvimento de rotas comerciais e culturais. O objetivo passa por gerar impacto duradouro, reforçando a competitividade do comércio local e a atratividade urbana.

Durante a cerimónia de abertura, Vítor Marques, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, lembrou que “o pequeno retalho não vive tempos fáceis”, o que torna ainda mais relevante uma distinção que vem reconhecer que “o pequeno comércio continua a ser decisivo para o futuro das nossas cidades”. A distinção, acrescentou, “valoriza não apenas a história e o presente do nosso comércio, mas acima de tudo aquilo que é a nossa proposta para o futuro”. O autarca congratulou-se por a candidatura ter permitido mostrar “uma cidade à escala humana, capaz de ligar comércio, cultura, turismo, sustentabilidade, tecnologia, criatividade e comunidade de forma real”. “Somos pequeno retalho, sim. Mas quando caminhamos juntos, temos um grande impacto”, concluiu.

Sara Lopes, gestora do Bairro Comercial Caldas da Rainh@, salientou que “o comércio local é muito mais do que um espaço de compra, é um lugar de encontro, de identidade e de construção de comunidade. Para a responsável, “hoje, o digital surge como um aliado essencial para ampliar essa proximidade, ligando tradição e inovação e permitindo que o comércio tenha impacto muito para além do seu território”. Neste contexto, considerou que “este reconhecimento europeu reforça precisamente essa visão e valoriza o papel do comércio como motor de desenvolvimento, coesão e afirmação das cidades”.

A cerimónia oficial contou com a intervenção, via vídeo, de representantes da Comissão Europeia e da EISMEA, bem como das cidades vencedoras de Silandro e Barcelona, e com a presença de autoridades nacionais e regionais, empresas e comerciantes locais, organizações culturais e meios de comunicação social, reunidos para celebrar o papel do comércio de proximidade em cidades europeias vibrantes. O programa ficou também marcado pela realização do percurso performativo «Alter Egos de Bordallo», pelas ruas comerciais históricas, por demonstrações de artesanato e produtos locais e pela atuação musical de Stereossauro, artista natural de Caldas da Rainha.

A iniciativa Capitais Europeias do Pequeno Retalho, proposta pelo Parlamento Europeu e implementada pela Comissão Europeia, distingue cidades que demonstram um compromisso sólido com o apoio ao pequeno comércio e com a dinamização dos seus ecossistemas locais. O programa sublinha a importância do comércio de proximidade na economia e na vida das comunidades, promovendo a troca de boas práticas e o reforço das estratégias urbanas em toda a Europa.

Eventos de celebração semelhantes terão, igualmente, lugar nas outras duas cidades vencedoras da edição de 2026 — Schlanders/Silandro (Itália), que recebeu o prémio na categoria “Cidade Vanguardista”, e Barcelona (Espanha), vencedora na categoria “Cidade Visionária”. Ao longo deste ano, as três cidades vencedoras participarão em eventos de networking, intercâmbios e iniciativas de partilha de conhecimento destinadas a promover boas práticas e a fortalecer o pequeno comércio em toda a Europa.

Novos Tempos: Wokismo sob olhar católico

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Nos últimos anos, o chamado “wokismo” entrou no vocabulário comum como sinal de uma nova sensibilidade social. Nasceu como apelo à vigilância moral face às injustiças, sobretudo raciais e sociais, mas rapidamente se tornou num fenómeno mais complexo, atravessado por dimensões culturais, políticas e ideológicas. Perante este cenário, importa perguntar: qual é, afinal, a resposta católica?

Antes de mais, convém evitar caricaturas. A tradição cristã nunca foi indiferente à dor do mundo. Pelo contrário, a defesa da dignidade de cada pessoa humana está no centro do Evangelho. Quando o “woke” significa atenção ao sofrimento dos marginalizados, denúncia de discriminações ou compromisso com a justiça, não há conflito com a fé cristã; existe, até, convergência. A Doutrina Social da Igreja, desenvolvida ao longo de mais de um século, insiste precisamente na centralidade da pessoa, na solidariedade e no bem comum.

O problema surge quando essa sensibilidade se transforma numa ideologia fechada. E é aqui que a tensão se torna evidente. Em muitos dos seus desdobramentos contemporâneos, o wokismo assenta numa visão fragmentada da sociedade, dividida entre opressores e oprimidos, onde a identidade de grupo tende a sobrepor-se à dignidade pessoal. A lógica deixa de ser a da reconciliação e passa a ser a do conflito permanente.

Além disso, a recusa de qualquer verdade objetiva (traço comum de certas correntes culturais atuais) entra em choque direto com a antropologia cristã. Para a Igreja, a liberdade não é criação arbitrária de si mesmo, mas resposta a uma verdade inscrita na própria natureza humana. Quando tudo se torna fluido, também a própria ideia de pessoa se torna instável.

Outro ponto crítico é a crescente intolerância à opinião divergente. A chamada “cultura do cancelamento” manifesta-se frequentemente como uma nova forma de exclusão: não se combate o erro com argumentação, elimina-se o interlocutor. Ora, o cristianismo propõe precisamente o contrário: diálogo, paciência, possibilidade de mudança. A misericórdia não é cumplicidade com o erro, mas também nunca é condenação sem esperança.

Dito isto, a resposta católica não se resume a uma rejeição. É, acima de tudo, uma proposta. Propõe uma síntese exigente entre verdade e caridade, entre justiça e perdão, entre liberdade e responsabilidade. Recusa tanto a indiferença perante a injustiça como a instrumentalização ideológica das causas humanas.

Num tempo marcado por polarizações fáceis, talvez o maior contributo do pensamento cristão seja este: recordar que nenhuma causa justa pode florescer, verdadeiramente, sem uma visão integral da pessoa humana. E que a verdadeira transformação social não nasce da imposição ou do confronto, mas da conversão pessoal e comunitária.

Entre a justiça e a ideologia, a Igreja continua a apontar um caminho mais difícil, mas também mais humano.

Procissão dos Fogaréus ou do Senhor da Misericórdia sai à rua na Sexta-feira Santa, dia 3 de abril

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No âmbito das Solenidades Religiosas da Semana Santa na Chamusca, a Procissão dos Fogaréus ou do Senhor da Misericórdia volta a sair à rua na Chamusca, pelas 21h30, na Sexta-feira Santa, dia 3 de abril.

Num ritual que já se perde no tempo, esta procissão é a mais antiga e emblemática manifestação religiosa do concelho.

Organizada pela Santa Casa da Misericórdia da vila da Chamusca, com a colaboração da Paróquia de São Brás e o apoio da Câmara Municipal da Chamusca, a procissão tem início na Igreja do Senhor da Misericórdia, com paragem em várias igrejas da vila (Igreja Matriz, Igreja de São Pedro e Igreja de Nossa Senhora das Dores), bem como nos Bombeiros Voluntários da Chamusca e na Unidade de Cuidados Continuados, terminando no local de partida. Ao longo do percurso, são centenas as pessoas que se juntam a este momento de fé, profundamente enraizado na tradição religiosa do concelho.

Realizada à luz de velas, archotes e candeias, a procissão distingue-se pelo ambiente de solenidade e simbolismo. O silêncio, a sonoridade da banda, as portas abertas e a presença da comunidade nas ruas, largos e varandas conferem a esta manifestação um carácter único, marcado pelo reencontro da Chamusca com a sua comunidade e com todos os que regressam à vila nesta época do ano.

As celebrações da Semana Santa na Chamusca têm início no Domingo de Ramos (29 de março), com a Missa de Ramos e Bênção dos Ramos, às 11h30, na Igreja da Misericórdia, seguida de procissão até à Igreja Matriz. Pelas 17h00, realiza-se a Via-Sacra a caminho do Senhor do Bonfim.

As celebrações prosseguem na Quinta-feira Santa (2 de abril), com a Missa da Última Ceia, às 20h30, na Igreja Matriz, seguida da Adoração.

Na Sexta-feira Santa as celebrações têm início pelas 15h00 com a Celebração da Paixão e Morte do Senhor e Adoração da Cruz, na Igreja Matriz, seguido da Descida do Senhor da Misericórdia e Adoração da Cruz, na Igreja da Misericórdia (17h00). O dia termina com a procissão dos Fogaréus, pelas 21h30.

O Sábado Santo (dia 4 de abril) será marcado pela Subida do Senhor da Misericórdia, às 12h00, na igreja da Misericórdia e pela Vigília Pascal às 23h00, na igreja Matriz.

As Solenidades Religiosas da Semana Santa na Chamusca terminam no Domingo da Ressurreição (dia 5 de abril) com a missa, pelas 11h30, na igreja Matriz.

Obras de requalificação do Jardim Principal para valorização de espaço público

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O Município de Peniche deu início às obras de requalificação do Jardim Principal, numa intervenção que visa valorizar este espaço público e torná-lo mais inclusivo, moderno e funcional para toda a comunidade.

Esta intervenção visa a criação de um novo parque infantil e área envolvente, num espaço que anteriormente já teve essa função e que agora será devolvido à população com melhores condições de utilização e segurança.

O projeto contempla a instalação de um parque infantil com equipamentos modernos, versáteis e inclusivos, incluindo soluções adaptadas a crianças com mobilidade reduzida, promovendo o desenvolvimento físico, social e a interação entre crianças e famílias.

A intervenção inclui ainda a valorização das zonas verdes, com a reorganização e plantação de novas árvores mais adequadas ao espaço, garantindo maior segurança, conforto e enquadramento paisagístico.

Está também prevista a requalificação dos pavimentos, com soluções duráveis e permeáveis, a melhoria da iluminação pública, com novos equipamentos mais eficientes e direcionais, e a instalação de mobiliário urbano contemporâneo e inclusivo, como bancos, papeleiras e bebedouros acessíveis.

A obra tem um prazo de execução de 150 dias e representa um investimento municipal de 279.082,23€.

Com esta intervenção, o Município pretende que o jardim central da cidade volte a afirmar-se como um espaço lúdico, de encontro e convívio entre famílias, residentes e visitantes.

Dia da Árvore foi comemorado com a plantação de árvores e o hastear da bandeira ECOXXI

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Município de Torres Vedras (foto)

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Árvore e do Dia Internacional das Florestas, celebrados a 21 de março, realizou-se, na manhã desse dia, uma caminhada interpretativa que incluiu uma ação de plantação de árvores. A caminhada terminou com o hastear da Bandeira Verde ECOXXI no Centro de Educação Ambiental.

Organizada pela Câmara Municipal de Torres Vedras e pela Guarda Nacional Republicana — Destacamento Territorial de Torres Vedras, a caminhada contou com cerca de 40 participantes, que percorreram o Eco Caminho do Sizandro até à propriedade municipal junto à ETAR de Torres Vedras, onde foram plantadas cerca de 120 árvores.

O percurso prosseguiu até ao Centro de Educação Ambiental, onde foi hasteada a Bandeira Verde ECOXXI 2025, que distingue o desempenho do Município na implementação de políticas e práticas sustentáveis. Na ocasião, o vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Diogo Guia, referiu que, no futuro, aquele equipamento se afirmará como a “casa da cidadania ambiental”, assente nas vertentes da vigilância ambiental, do licenciamento, da educação e sensibilização ambiental, bem como no cumprimento das metas do Plano Municipal de Ação Climática de Torres Vedras.

As atividades do Dia Mundial da Árvore incluíram também oficinas e uma visita aos Viveiros Municipais. Ao longo do dia, houve ainda distribuição de plantas florestais e ornamentais em vários pontos da Cidade.

As comemorações do Dia Mundial da Árvore e do Dia Internacional das Florestas tiveram como principais objetivos dar a conhecer os valores naturais dos espaços florestais do Concelho e sensibilizar para a importância da conservação do património natural e da biodiversidade.

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