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Terça-feira, Junho 30, 2026
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Sporting na final da Taça da Liga depois de vencer Arouca nas ‘meias’

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O Sporting garantiu hoje a sétima presença na final da Taça da Liga de futebol depois de vencer o Arouca por 2-1, em jogo das ‘meias’, com dois golos de Paulinho, defendendo o troféu conquistado nas duas últimas temporadas.

Em Leiria, no duelo entre duas equipas da I Liga, o Sporting adiantou-se no marcador com um golo do avançado Paulinho, aos 45+7, mas o Arouca chegou ao empate aos 58, por intermédio do palestiniano Oday Dabbagh, com Paulinho a bisar na partida aos 82 e a garantir o triunfo dos ‘leões’.

O Sporting já venceu a Taça da Liga por quatro vezes, em 2017/18, 2018/19, 2020/21 e 2021/2022, e vai marcar presença na final pela sétima vez, enfrentando no jogo decisivo o vencedor da partida entre o campeão nacional FC Porto e o Académico de Viseu, da II Liga, que se disputa na quarta-feira.

Leiria: Amor recebeu primeira reunião de Câmara descentralizada

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© Município de Leiria

Decorreu esta terça-feira em Amor o primeiro momento da “Câmara Aberta”, iniciativa que leva as reuniões da Câmara Municipal às freguesias do concelho, com o objetivo de aproximar os cidadãos dos eleitos e de incentivar a uma maior participação dos munícipes na atividade autárquica.

Para o Presidente da Junta de Freguesia, Adriano Neto, é importante que o Executivo “possa ver o que tem sido feito e o que precisa de ser melhorado, dando também espaço aos nossos cidadãos de apresentarem as suas preocupações”, mencionando as necessidades que Amor espera ver satisfeitas em 2024, ano em que se celebra os 400 anos da freguesia.

Antes da discussão dos assuntos previstos, o Presidente da Câmara Municipal, Gonçalo Lopes, apresentou algumas das ações desenvolvidas durante 2022 na freguesia de Amor, nomeadamente a descentralização das competências, o investimento realizado, os projetos e obras em curso, as intervenções concluídas e o que se encontra planeado para o futuro próximo.

No âmbito dos contratos interadministrativos de delegação de competências, foi protocolada a transferência de quase 357 mil euros, divididos pelas áreas de execução de obras diversas (48.490,86 euros); manutenção da faixa de gestão de combustível na rede secundária municipal (37.500 euros); toponímia e sinalização vertical não iluminada (9 mil euros); conservação, manutenção e beneficiação de vias municipais (60.197,26 euros); reparação corrente dos pavimentos no âmbito de intervenção dos SMAS (7.176,37 euros); educação (8 mil euros); e educação e ação social escolar no pré-escolar e 1.º ciclo (186.260 euros).

Ao nível da transferência de competências, Amor recebeu um total de 68.185,17 euros do Município, relativos a espaços verdes, vias e espaços públicos, mobiliário urbano, pequenas reparações em estabelecimentos escolares e manutenção na envolvente dos estabelecimentos escolares.

O projeto de requalificação parcial da Rua Alípio Fonseca Gouveia encontra-se em fase de preparação e foi já adjudicado o projeto de execução de requalificação da Rua do Carreirinho, em Casal dos Claros, estando concluídas as obras na Rua da Guarda e na Rua da Fé, estas duas com um valor total de 153.632,29 euros.

Em curso estão a Unidade de Saúde de Amor, num investimento de 1.014.523,10 euros, arranjos exteriores na Travessa A-do-Magro, por 139.974 euros, bem como a requalificação e beneficiação de diversos arruamentos, que totaliza uma despesa de 142.790 euros.

Num futuro próximo, o Município pretende reforçar este último investimento, com uma verba atribuída de 138.010 euros, para além da construção de praceta nos Barreiros.

A iniciativa “Câmara Aberta” irá levar, durante o próximo ano e meio e uma vez por mês, Presidente e vereadores a todas as freguesias do concelho para a quinzenal reunião de Câmara, dando a oportunidade a todos os leirienses de conhecerem a autarquia e de manifestarem a sua opinião e preocupações.

Município de Santarém congratula Escola Sá da Bandeira pelo XXV Encontro Internacional de Jovens Cientistas da UNESCO

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© Município de Santarém

O “Dia Internacional da Educação” foi assinalado com a sessão de abertura do “XXV Encontro Internacional de Jovens Cientistas das Escolas Associadas (EIJCEA) da UNESCO”, que decorre de 24 a 27 de janeiro, que teve lugar esta terça-feira, pelas 10h30 na Auditório da Escola Secundária Sá da Bandeira (ESSB).

João Teixeira Leite, Vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém, afirmou que “a Educação é o pilar na nossa ação governativa Local. Os temas que estão em cima da nossa mesa: a sustentabilidade, a diminuição das desigualdades e o contributo da Escola, para uma sociedade feliz, têm de ser pilares do nosso dia a dia, enquanto gestores públicos. Temos a educação, como uma prioridade. É através da escola que conseguimos mudar o Mundo. É através da educação que conseguimos combater estas desigualdades. Podem ser criados os apoios sociais ou outro tipo de medidas públicas, para diminuir o impacto negativo das desigualdades. Mas é o investimento na Escola e na Educação, que faz desaparecer a desigualdade entre o pobre e o rico”.

Para finalizar a sua Intervenção, João Teixeira Leite afirmou que “com os temas que estão em cima da mesa, do Encontro, vamos sair daqui todos mais ricos, mais esclarecidos e mais preparados para enfrentar os desafios do Futuro. Desfrutem desta da capital do Ribatejo, que é Santarém”.

De referir que em 2023, o Encontro Internacional de Jovens Cientistas das Escolas Associadas da UNESCO, está subordinado ao tema: “A Educação como Direito Fundamental, no Desenvolvimento de um Futuro Sustentável, Inclusivo e Feliz” e conta com a participação de 14 escolas, de 50 alunos e de 22 professores, em ambiente presencial e virtual.

O programa de quatro dias inclui não só as apresentações e os debates dos participantes das várias escolas, mas também uma palestra sobre a temática do encontro pelo professor Jorge Humberto Dias, uma visita de estudo à Universidade de Coimbra, e atividades em Santarém, como serões culturais animados pelo Conservatório de Música de Santarém, pela Tocata de cavaquinhos da Universidade da Terceira Idade de Santarém (UTIS), pelos jovens artistas e pelo Coro da ESSB, e pelo Rancho dos CTT.

Nesta edição, participam no EIJCEA da UNESCO as instituições de ensino estrangeiras: a Naturwissenschaftliches Technikum Dr.Künkele (Alemanha), o Liceu nº 397 Eiffel do Dande (Angola), o Colégio Magno e o Colégio Guilherme Dumont Villares (Brasil), o Colégio Los Abetos, o Instituto de Educación Secundaria Luis Seoane, e o Colégio Eduardo Pondal (Espanha), a Escola Andorrana de Segona Ensenynaça d’Encamp (Andorra), a Hudson High School e o Newton South High School (EUA) e a International School of Turin (Itália).

De Portugal, participam o Agrupamento de Escolas de Alcochete, a Escola Secundária Dr. Bernardino Machado, na Figueira da Foz, a Escola Secundária Maria Lamas, de Torres Novas, e a escola anfitriã, a Sá da Bandeira.

JMJ: Diocese de Santarém identificou 400 espaços e 216 famílias de acolhimento

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© Diocese de Santarém

A diocese de Santarém identificou, até ao momento, 393 espaços e 216 famílias disponíveis para acolherem jovens que participem na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorrerá em agosto, em Lisboa, com a presença do Papa Francisco.

O responsável pela Pastoral da Juventude da diocese de Santarém, Ricardo Conceição, disse hoje à agência Lusa que, sendo esta uma das três dioceses para acolhimento dos milhares de jovens esperados na JMJ (juntamente com Lisboa e Setúbal), tem vindo a desenvolver contactos com instituições e famílias, mas também sensibilizar, sobretudo os jovens, para o voluntariado.

Com mais de 500 jovens envolvidos atualmente, a equipa precisa de crescer, salientou.

Segundo Ricardo Conceição, até ao momento, foram contactadas câmaras municipais, escolas, bombeiros e clubes desportivos para alojamento coletivo, equipamentos que são inseridos na plataforma de logística da JMJ.

Por outro lado, tem vindo a ser feito um apelo a famílias para que se inscrevam para acolherem pelo menos dois jovens, disse, salientando que “não é preciso dar cama”, apenas “dar dois metros quadrados para cada jovem” dormir, uma casa de banho, o pequeno-almoço e, “se puderem ajudar também nos transportes, melhor ainda”.

Para o pároco, a questão da língua “não é uma barreira”, bastando, para quem tem dúvidas, conhecer a experiência dos jovens que, durante a jornada de Cracóvia, foram acolhidos por famílias.

O coordenador da JMJ na diocese de Santarém apelou ainda sobretudo aos mais jovens, para se voluntariarem para acompanhar os peregrinos e a envolverem-se desde já na preparação do evento, pois “não falta muito tempo”.

Além do acolhimento, a diocese está a preparar-se para a eventualidade de ser necessário acolher algumas atividades, como a realização de catequeses ao longo da semana em que decorre a JMJ, de 01 a 06 de agosto, o que exigirá a preparação de um espaço, como um auditório ou uma igreja, onde a pessoa indicada pelo Vaticano trabalhará com os jovens, nas suas respetivas línguas.

Por outro lado, as paróquias de acolhimento poderão organizar eventos, intercâmbios entre jovens alojados nos seus espaços, para, por exemplo, “mostrar um bocadinho daquilo que é a cultura local ou regional”, acrescentou.

Ricardo Conceição disse esperar que o evento, pela sua dimensão e pelas dinâmicas que têm de ser criadas para lidar com tão elevado número de jovens, tenha um “efeito transformador”, levando a que um povo que tem a fama de acolher bem, mas, ao mesmo tempo, de não ser “muito organizado”, aprenda a trabalhar em conjunto e em equipa.

O padre salientou que, sendo um evento da Igreja Católica, a JMJ “não é fechada a jovens católicos”, sendo aberta a todos, tanto no voluntariado como na participação naquela que é “uma festa da Igreja” e “uma peregrinação com o Papa Francisco”.

Todo o trabalho que tem vindo a ser feito e todo o que falta fazer permite “um alargamento de horizontes” aos que nele participam e, “quando chegar a altura”, mostrar que foi possível fazer “em conjunto”, sem divisões “em capelinhas”, frisou.

“Eu acho que isso é mesmo muito importante e creio que esse trabalho de equipa e de conjunto é uma coisa que precisa de ficar mesmo muito na nossa Igreja”, acrescentou.

A Jornada Mundial da Juventude foi instituída pelo Papa João Paulo II, em 20 de dezembro de 1985, reunindo durante cerca de uma semana milhares de jovens de todo o mundo, os quais são acolhidos, na sua maioria, em instalações públicas (ginásios, escolas, pavilhões) e paroquiais ou em casas de famílias.

Na semana que antecede a JMJ, as dioceses promovem a integração dos jovens nas suas comunidades, permitindo que os participantes possam ficar a conhecer melhor a região e a igreja que os acolhe.

Fotos: Diocese de Santarém

© Diocese de Santarém

Bispo pede “fundamentação ética” para livrar sociedade de polémicas

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© Diocese de Santarém

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais defendeu hoje que a sociedade só estará livre de polémicas, seja na política, seja na própria Igreja, se houver, em cada cidadão, um “sentido de fundamentação ética”.

Instado, no final de uma sessão destinada a apresentar a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, a comentar os casos de corrupção e tráfico de influências que envolvem políticos, João Lavrador pediu que se cultive “um coração reto” e “uma consciência reta” para que haja “limpidez” na sociedade.

“Deus queira que sim, que cheguemos a um momento em que, desde governantes até aos cidadãos, todos nós tenhamos uma convivência com uma limpidez em que nenhum destes casos, desde abusos sexuais até essas manobras, artifícios, ou o que seja, a nível económico, desapareçam”, afirmou.

Para João Lavrador, por “muito que se queira fazer exteriormente para controlar”, para “exigir limpidez, num sentido de honestidade” – e “tudo isso é válido” – se não há “uma estrutura interior de alguém que, no fundo, se sinta responsabilizado por uma vida íntegra em todos os aspetos, não é fácil, porque é sempre possível fazer manobras, é possível sempre distorcer, é sempre possível encontrar artifícios para esconder uma verdade”.

“Portanto, nós temos é de cultivar um coração reto, uma consciência reta”, declarou.

O também bispo de Viana do Castelo falava aos jornalistas no final de uma sessão de apresentação da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se celebra em 21 de maio, sob o tema “Falar com o coração: Sendo verdadeiros no amor”, realizada na diocese de Santarém, no dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e dos escritores.

Para o responsável da Comunicação Social da igreja católica portuguesa, a mensagem do Papa apela a uma comunicação com afabilidade, “como ponte e não como muro”, com palavras “despojadas de uma psicose da guerra”, que saiba “ir contra a corrente”, no sentido do “desarmamento global”.

João Lavrador sintetizou a mensagem, marcada pela preocupação com a guerra e com a falta de esperança, no apelo a que a comunicação se faça “cordialmente”, “coração a coração”, com “capacidade de escuta e sintonia com os outros” e “promovendo uma linguagem de paz”.

“Todos nós, no fundo, reconhecemos que nada existe fora do homem que não esteja primeiro dentro do homem. E, portanto, a guerra não é uma realidade pura e simplesmente exterior. Ela começa precisamente no interior de cada pessoa”, salientou.

Frisando que “a paz não é a ausência de armas”, João Lavrador afirmou que ela tem de “nascer no coração de cada um”.

“Depois, a partir daí, sim, então as armas já não são necessárias”, disse, salientando na mensagem do papa o apelo a um “coração inteligente, capaz de dialogar, respeitar e encontrar soluções no diálogo entre uns e outros, para os problemas que estão sempre a vir a nível do contacto uns com os outros, mas sobretudo a nível daquilo que são os governos que necessitam realmente de um diálogo permanente e baseado no respeito mútuo”.

Fotos: Diocese de Santarém

© Diocese de Santarém
© Diocese de Santarém

Bispo de Viana do Castelo pede desculpa pelo caso do pároco que abusou de menor

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© Diocese de Santarém

O bispo de Viana do Castelo pediu hoje desculpa pelo caso do padre da paróquia de Monção que confirmou segunda-feira ter abusado sexualmente de um menor, afirmando ser com “dor e sofrimento” que experimenta esta realidade na sua diocese.

João Lavrador, que preside à Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, falava aos jornalistas no final de uma sessão de apresentação da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Comunicação Social “Falar com o Coração”.

O bispo afirmou que, assim que tomou conhecimento dos factos, afastou o pároco e encaminhou o processo internamente e também para o Ministério Público.

João Lavrador disse ter chamado de imediato, tanto a vítima, como o agressor, confrontando-o “com a realidade”, tendo disponibilizado “todos os meios para ajudar [a vítima e a família] naquilo que seja possível e que seja pedido”.

Segundo o bispo, o padre “assumiu imediatamente o problema”, tomando a decisão de se afastar de todas as funções, o que “facilitou o processo”.

“Espero que ele até já esteja fora das paróquias”, declarou, adiantando que espera mandar nos próximos dias “uma carta aos paroquianos que ele serviu” para pedir “desculpa e perdão” pela “preocupação muito grande de verem que afinal alguém que esteve à sua frente os enganou”.

“Agora, claro, isto não evita em primeiro lugar, a dor, o sofrimento que é meu, que é da diocese, que é das paróquias onde ele serviu, porque se sentem defraudadas”, declarou.

João Lavrador afirmou que uma coisa foi “experimentar racionalmente”, de forma “intelectual”, o problema dos abusos no seio da igreja católica, outra é sentir “a dor, o sofrimento, na realidade”.

Para o bispo, o facto de o caminho estar “bem delineado”, definindo os procedimentos a adotar, permitiu o encaminhamento imediato do processo.

A diocese de Viana do Castelo anunciou na segunda-feira, em comunicado, ter “proibido” um padre de Monção de exercer o sacerdócio depois de este ter confirmado um caso de abuso sexual de menor, conhecido através de “uma denúncia”, comunicada “às autoridades civis e canónicas competentes”.

Segundo o comunicado, confrontando com os indícios apresentados, o pároco de várias freguesias de Monção “confirmou os factos de que é acusado e comunicou a sua decisão de se afastar do exercício das suas funções”.

“A diocese informa, igualmente, que, tendo em vista as normas do direito canónico, o mesmo sacerdote se encontra proibido de exercer publicamente o ministério”, adianta a nota.

No documento, a diocese “partilha do profundo sofrimento da vítima e família, sendo com enorme sentimento de vergonha que torna públicos estes factos, desejando, também, exprimir o maior afeto e cuidado às comunidades paroquiais até agora confiadas” ao pároco.

“Nesta circunstância particular, a diocese de Viana do Castelo quer reforçar o desejo de ser um ambiente seguro e um espaço onde se possa dar voz ao silêncio, pedindo, ainda, todo o esforço, coragem, confiança e oração à comunidade diocesana, neste momento especialmente doloroso”, refere a nota.

O padre ministrava nas paróquias do Divino Salvador de Cambeses, Santa Maria de Abedim, Nossa Senhora das Neves de Bela, São João Baptista de Longos Vales, São João Baptista de Portela e São Miguel de Sago e, era assistente dos convívios fraternos, em Monção.

Fotos: Diocese de Santarém

Museu da Batalha recebe três pinturas do século XVIII cedidas pelo Novo Banco

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© Município da Batalha

Duas pinturas de Francesco Zuccarelli e uma de Jean-Baptiste Pillement vão ficar em exposição no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB), no distrito de Leiria, a partir de sexta-feira, no âmbito de um acordo com o Novo Banco, anunciou o município.

As três obras do século XVIII retratam “paisagens bucólicas, de grande qualidade estética”, realçou a Câmara da Batalha, em comunicado, relevando ainda “a mestria dos seus autores, bem patentes em elementos como a fauna e a flora”.

As obras da coleção do Novo Banco ficam em depósito no museu no âmbito de um acordo entre a instituição financeira e o município, integradas no projeto “novobanco Cultura”, que proporcionou até ao momento a cedência de 97 obras a 38 museus de todo o país.

O MCCB é o quarto museu do distrito de Leiria a receber cedências do “novobanco Cultura”, depois do Museu José Malhoa (MJM), em Caldas da Rainha, do Museu Municipal de Óbidos (MMO), do Museu de Leiria e do Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos (MCAFV).

Com a cedência agora anunciada dos quadros de Francesco Zuccarelli (1702-1788) e de Jean-Baptiste Pillement (1728-1808) à Batalha, sobe para sete o número de pinturas da coleção Novo Banco que integram os circuitos expositivos dos museus do distrito de Leiria.

“Cuidados de amor”, de José Malhoa, está no MCAFV, e “Festa na aldeia”, de David Teniers, o Jovem, encontra-se exposto no Museu de Leiria. “Natureza morta com cesto de folares, flores e pano bordado”, de Josefa d’Óbidos, pode ser apreciado no MMO, enquanto “Um coleccionador” (1888) e “Ao cair da tarde” (1881), de José Malhoa, estão no MJM.

O acordo de cedência do Novo Banco ao MCCB é assinado na sexta-feira, às 12:30, no museu, com presença da secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.

Reabertura de Pousada da Juventude da Guarda é “muito importante”

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© Município da Guarda

O presidente da Câmara Municipal da Guarda considerou “muito importante” a reabertura este ano da Pousada da Juventude, mas lamentou que não tenha sido informado previamente da intenção do Governo que conheceu através da comunicação social.

“[A reabertura da Pousada da Juventude da Guarda] é muito importante. É atração de pessoas para a Guarda, é mais um lugar para pernoitar, mas pode ser também muito importante para residência de estudantes do [Instituto] Politécnico”, disse Sérgio Costa aos jornalistas, à margem da última reunião quinzenal do executivo, realizada na segunda-feira.

A ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares anunciou, no dia 10, a reabertura este ano das pousadas da juventude de Vila Real, Portalegre e Guarda e obras de reabilitação numa outra em Lisboa.

Ana Catarina Mendes fez o anúncio durante uma visita à Pousada da Juventude em Almada, integrada num roteiro de visitas desenvolvido pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto por associações juvenis e desportivas, serviços regionais do Instituto Português do Desporto e Juventude e Pousadas de Juventude.

A ministra explicou que será feito um investimento de 1,2 milhões de euros para reabrir as três pousadas (Vila Real, Portalegre e Guarda) e recuperar a de Lisboa, no Parque das Nações, que tem atualmente 30 por cento da sua capacidade encerrada por necessitar de obras.

Questionado pelos jornalistas sobre o assunto, o presidente da Câmara Municipal da Guarda reagiu com satisfação ao anúncio da reabertura da Pousada da cidade mais alta do país, que está encerrada há vários anos, embora tenha lamentado que tenha sabido da decisão do Governo pela comunicação social.

“Ora, como esta medida foi lançada na comunicação social, sem que o presidente da Câmara tenha sido informado previamente, o que não deveria acontecer, num Estado de direito como este, naturalmente veremos em que moldes é que agora isto [a reabertura da Pousada da Juventude] pode ser feito. Mas aguardaremos, certamente”, afirmou.

Sérgio Costa garantiu que o município da Guarda “fará sempre parte da solução”, desde que o executivo considere “que seja uma boa solução para a Guarda e para o erário público guardense”.

O autarca ainda não questionou o Governo sobre o assunto, por falta de oportunidade, e prometeu acompanhar o processo “ao longo das próximas semanas”.

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, salientou que o investimento que será feito na reabertura das pousadas já faz parte de uma nova política de valorização das Pousadas da Juventude que, além de estarem ao serviço da mobilidade juvenil, estão também ao serviço dos estudantes.

Além da sua vertente de turismo direcionado para os jovens, as Pousadas de Juventude disponibilizam-se a estudantes do ensino superior, no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior que procura colmatar a problemática do alojamento estudantil.

Segundo informação disponibilizada pelo ‘site’ oficial das Pousadas de Juventude, esta oferta para estudantes é atualmente extensível a 18 unidades de alojamento, nomeadamente em Aveiro, Abrantes, Almada, Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guimarães, Lisboa Centro, Lisboa Parque das Nações, Oeiras, Portimão, Porto, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira.

Pensionistas manifestam-se hoje contra aumento do custo de vida

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© João Polónia/Notícias Em Direto

Centenas de reformados prometem sair hoje à ruas nas principais cidades do país para exigir uma atualização de 60 euros em todas as reformas, bem como medidas do Governo para travar a inflação nos bens essenciais.

Para as principais avenidas e praças do país estão marcadas concentrações, manifestações e distribuição de informação à população, disse à agência Lusa a presidente do MURPI – Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos, Isabel Gomes.

Estão previstas ações para Lisboa, Porto, Coimbra, Leiria, Braga, Guimarães, Aveiro, Viseu, Guarda, Entroncamento, Almada, Setúbal, Barreiro, Beja, Évora, Grândola, Portalegre e Faro, numa iniciativa do MURPI e da Inter-Reformados (CGTP-In).

Os pensionistas exigem que o Governo trave a escalada dos preços de bens essenciais como o leite, a carne e o peixe.

De acordo com a dirigente do MURPI, mesmo os pensionistas com reformas iguais ou superiores a mil euros estão a enfrentar dificuldades para pagarem os medicamentos e os custos das rendas na habitação, havendo casos de pessoas que foram obrigadas a trocar a casa por um quarto.

“Os pensionistas receberam no início deste mês a sua reforma com um valor que ficou muito aquém do que lhes é devido. Com o malabarismo de meia pensão em outubro, a pensão deste mês que deveria trazer um aumento na ordem dos 7% a 8%, veio apenas com 3,5% e 4,8%”, referem em comunicado os organizadores do protesto.

Torreense vence Feirense e fecha primeira volta do campeonato em zona segura

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O Torreense venceu hoje o Feirense, por 4-2, no jogo que encerrou a 17.ª jornada da II Liga de futebol, e terminou a primeira volta a salvo dos lugares de despromoção.

No jogo disputado no Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras, a equipa da casa, que pontua há quatro rondas consecutivas e atravessa a melhor fase da temporada, conseguiu fechar a primeira volta do campeonato em zona segura, subindo ao 14.º posto do campeonato, com 18 pontos.

Já o Feirense – que não perdia no campeonato desde o dia 18 de outubro, na derrota com o Moreirense, por 1-2, em partida da nona jornada – viu a sua invencibilidade dos últimos três meses ser quebrada, encerrando a primeira metade da competição em sétimo lugar, com 24 pontos.

O jogo começou com 01:30 horas de atraso, devido a um problema numa das torres de iluminação do estádio, todavia, nem isso impediu as equipas de entrarem a todo o gás. Prova disso, foi o ritmo alto que ambos os conjuntos conseguiram impor nos minutos iniciais.

Mais feliz acabaria por ser a equipa da casa. Aos sete minutos, na sequência de um canto curto, Frédéric Maciel cruzou e Patrick Fernandes, em estreia pelo emblema azul-grená, cabeceou para o tento inaugural, marcando o seu primeiro golo ao serviço da equipa comandada por Pedro Moreira.

Aos 34 minutos, Diego Raposo assistiu Frédéric Maciel com um toque de classe por cima do defesa adversário, e o número sete do Torreense disparou rasteiro ao canto inferior direito da baliza defendida por Arthur Augusto.

Insatisfeito com a marcha do marcador, o técnico Rui Ferreira não esperou e lançou de imediato Tiago Dias, Jorge Teixeira e João Oliveira para tentar relançar o encontro.

Aos 53 minutos, João Paulo viu o seu cabeceamento embater no poste, mas aos 60 ninguém conseguiu travar Jardel Silva, que na cara de Vagner, teve arte e engenho para reduzir a diferença.

No entanto, o conjunto de Torres Vedras voltou a ampliar a diferença por intermédio de Santiago Godoy, que, aos 76 minutos e assistido por Frédéric Maciel, viu o seu remate de fora da área sofrer um desvio e trair o movimento do guarda-redes forasteiro, estreando-se também ele a faturar pelos torreenses.

Cinco minutos depois, foi Gustavo Marques a cabecear para o quarto golo, na sequência de um canto convertido por Frédéric Maciel, à direita do ataque.

João Paredes ainda reduziu para o conjunto de Rui Ferreira, aos 83, mas até ao apito final o resultado não voltou a sofrer alterações.

Jogo disputado no Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras.

Torreense – Feirense, 4-2.

Ao intervalo: 2-0.

Marcador:

1-0, Patrick Fernandes, 07 minutos.

2-0, Frédéric Maciel, 34.

2-1, Jardel Silva, 60.

3-1, Santiago Godoy, 76.

4-1, Gustavo Marques, 81.

4-2, João Paredes, 83.

Equipas:

  • Torreense: Vagner, Nuno Campos, João Afonso, Gustavo Marques, Simão Rocha, Diego Raposo (Jovan Lukic, 77), Cícero Alves (Santiago Godoy, 62), João Lameira, Frédéric Maciel (Renato Santos, 86), Patrick Fernandes (Neneco Renteria, 61) e Picas (Juan Balanta, 63).

(Suplentes: Carlos Henriques, João Pereira, Guilherme Morais, Santiago Godoy, Juan Balanta, Renato Santos, Neneco Renteria, Keffel Resende e Jovan Lukic).

Treinador: Pedro Moreira.

  • Feirense: Arthur Augusto, Sidney Lima, João Pinto (Cláudio Silva, 46), Washington (João Paredes, 68), Samuel Teles (João Oliveira, 37), João Tavares, Fábio Espinho (Jorge Teixeira, 37), Lucas Santos (Tiago Dias, 37), André Rodrigues, Jardel Silva e João Paulo.

(Suplentes: Rogério Santos, Igor Rodrigues, João Paredes, João Oliveira, Jorge Teixeira, Cláudio Silva, Tiago Dias e Oche).

Treinador: Rui Ferreira.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Samuel Teles (09), Sidney Lima (14), Diego Raposo (17), Gustavo Marques (45+1), João Pinto (45+2), João Tavares (72), Santiago Godoy (77) e André Rodrigues (82).

Assistência: 588 espetadores.

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