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Quarta-feira, Julho 1, 2026
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Carnaval de Torres Vedras regressa às ruas da cidade em ano de centenário

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Município de Torres Vedras

O Carnaval de Torres Vedras está prestes a voltar às ruas da Cidade, depois de dois anos de interrupção devido à pandemia. “100 Anos do Carnaval de Torres Vedras” é o tema deste ano do Carnaval de Torres Vedras, que decorre entre 17 e 22 de fevereiro. Esta edição distingue-se, ainda, por marcar o arranque das comemorações do Centenário do Carnaval, que decorrem entre 17 de fevereiro de 2023 e 14 de fevereiro de 2024.

Depois de inaugurado o imponente Monumento ao Carnaval de Torres Vedras em plena Praça da República, as atenções estão agora no programa geral do evento.

Seis dias de folia

O Corso Escolar realiza-se na manhã de sexta-feira (17 de fevereiro) e é um dos momentos mais aguardados do Carnaval de Torres Vedras. Nas ruas da Cidade, milhares de alunos de todas as idades celebram o Entrudo e apresentam as máscaras preparadas durante o ano letivo. Nessa tarde, será a vez dos seniores participarem no Baile de Máscaras Tradição.

Num ano tão especial como este, a Chegada e Entronização dos Reis do Carnaval de Torres Vedras promete uma cerimónia ainda mais especial, prometendo mais espetáculo, mais “realeza” e muitas surpresas. Depois de chegarem à Estação Ferroviária, segue-se a leitura de um discurso satírico e a entrega das chaves da cidade pela presidente da Câmara Municipal a Suas Altezas Reais.

Nas noites de sexta-feira, sábado, domingo e segunda-feira, há animação noturna nas ruas do Centro Histórico, com a atuação de DJs Carnaval entre as 22h00 e as 4h00. Já o Arraial Fest irá contar com as atuações de Miguel Bravo (18 de fevereiro) e Ruth Marlene (20 de fevereiro).

Sábado (18 de fevereiro) fica marcado pela realização do primeiro corso noturno, que acolhe o Concurso de Grupos de Mascarados.

Já na tarde de domingo (19 de fevereiro) decorre o primeiro corso diurno, um dos “pontos altos” do Carnaval de Torres Vedras, com desfile de carros alegóricos, grupos de mascarados, carros espontâneos, “cavalinhos” com origem nas bandas filarmónicas do Concelho, Tó’Candar Paladin com a Banda Baco e um número incalculável de foliões espontâneos.

Um dos carros alegóricos que é o centro das atenções durante os corsos carnavalescos é aquele que transporta os Reis do Carnaval de Torres Vedras. Em ano de Centenário, também este carro promete algumas novidades, com espaço para convidados muito especiais.

Na segunda-feira (20 de fevereiro), o Corso Trapalhão representa as características únicas deste Carnaval, já que vive da espontaneidade dos seus foliões.

À semelhança do que acontece no domingo, a terça-feira de Carnaval (21 de fevereiro) fica marcada pela realização do corso diurno, onde também são anunciados os vencedores do Concurso de Grupos de Mascarados.

O Carnaval de Torres Vedras encerra com o Enterro do Entrudo, na noite de quarta-feira (22 de fevereiro). Depois de um desfile de tochas e velas pelas ruas do centro da Cidade, sucede-se um julgamento pleno de alusões satíricas sobre a realidade local, nacional e internacional e a queima do Boneco do Entrudo. O ato encerra com fogo de artifício.

O Carnaval de Torres Vedras é uma organização da Câmara Municipal de Torres Vedras e da Promotorres EM. Conta com o patrocínio de Super Bock, Paladin e Arena Shopping. O vinho oficial é AdegaMãe. A água oficial é Vimeiro. Televisão oficial: TVI. Rádio oficial: RFM. Apoio: Oeste Portugal


Um Carnaval centenário

Naquela que é a sua primeira edição desde 2020, os foliões aguardam por um evento ainda mais especial, marcado pelos 100 anos do Carnaval de Torres Vedras. O ano de 1923 marca o início da tradição do Rei do Carnaval de Torres Vedras, ainda que as manifestações carnavalescas sejam seculares.

Foi em 1923 que teve início a “dinastia” Régia, inicialmente apenas com o Rei, protagonizado por Álvaro André de Brito. Nesse ano, realizou-se a primeira receção ao Rei do Carnaval, na estação ferroviária de Torres Vedras. No ano seguinte, surgiria a primeira Rainha do Carnaval de Torres Vedras, interpretada por Jaime Alves.

Em 2023, os foliões esperam que o Carnaval de Torres Vedras seja ainda mais especial, com uma ligação ainda mais vincada à comunidade e à identidade local, numa celebração do seu passado, presente e futuro.

Coimbra: Jovens recrutas ‘alistados por um dia’ no quartel da Brigada

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Município de Coimbra

Os alunos do quarto ano do primeiro ciclo do Ensino Básico do concelho têm, até amanhã, dia 03 de fevereiro, a oportunidade de “vestir a farda” na ação “Alista-te por um dia”, iniciativa do Programa de Divulgação das Forças Armadas (FA), que decorre nas instalações da Unidade de Apoio do Quartel-General da Brigada de Intervenção (UnAp/QGBrigInt) e que conta com o apoio da Câmara Municipal (CM) de Coimbra.

Um dia diferente para centenas de alunos do quarto ano do primeiro ciclo do ensino básico de Coimbra – rede pública e privada. Foram ‘alistados por um dia’ numa ação de divulgação das Forças Armadas que pretende “dignificar o papel das FA na sociedade portuguesa e promover uma imagem credível, mais próxima dos cidadãos e mais aberta à sociedade” e que vai decorrer até amanhã, dia 03 de fevereiro, no quartel da Brigada Ligeira de Intervenção. Hoje, dia 02 de fevereiro, de manhã, a iniciativa contou com as presenças do presidente da CM de Coimbra, José Manuel Silva, e da vereadora com o pelouro da Educação, Ana Cortez Vaz.

A CM de Coimbra apoia esta ação tanto na coordenação com as escolas – de sublinhar que esta iniciativa pode inserir-se nas disciplinas de história e cidadania, funcionando como atividade fora da sala de aula – como no transporte dos alunos, através de dois autocarros. Distribuídos pelo período da manhã e da tarde, os “recrutas” vão começar por aprender a hastear a bandeira e ficar a conhecer a evolução da bandeira nacional e espada de D. Afonso Henriques. Vão, ainda, visitar uma coleção de imagens das experiências humanitárias e de paz das FA e uma mostra de armamento e equipamento.

Mas esta experiência não fica por aqui e vão mesmo estar o mais perto possível da “ação”, através de um programa de realidade virtual de um blindado PANDUR, dos equipamentos de camuflagem, das operações de comunicação via rádio e, talvez, um dos momentos mais aguardados, com a entrada e “passeio” no Pandur.

A UnAp/QGBrigInt, Unidade do Exército sediada em Coimbra, planeia, organiza e executa as tarefas inerentes à realização de “Alista-te por um dia” e garante todas as questões de segurança dos alunos participantes.

Concerto de aniversário da Orquestra Juvenil de Óbidos junta maestros internacionais

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No próximo dia 4 de Fevereiro, sábado, a Orquestra Juvenil da Sociedade Musical e Recreativa Obidense (SMRO) celebra o seu 13º aniversário com um concerto inserido no programa Erasmus +. O espetáculo decorre no Auditório Municipal Casa da Música, Óbidos, a partir das 21 horas.

O concerto vai ter a participação especial de três (3) maestros internacionais: João Raquel (SMRO), Ildefonso Martos Carretero (Espanha) e Corrado Lambona e Giovanni Leie (Itália) que irão dirigir a orquestra de Óbidos juntamente com a participação de jovens músicos oriundos de filarmónicas do concelho de Óbidos, nomeadamente da União Filarmónica de A-da-Gorda e da Sociedade Filarmónica e Recreativa Gaeirense. O espetáculo conta, igualmente, com a participação do solista espanhol, Javier Martos Carretero.

Recorde-se que a Orquestra Juvenil surgiu como grupo musical em 2010, por iniciativa da SMRO, e é o resultado do ensino dos jovens na Escola de Música da associação, dando a conhecer o entusiasmo com que se dedicam à música, podendo, depois, integrar na Banda Filarmónica.

Apoio do Município de Óbidos. As entradas para assistir ao concerto são livres.

Leiria é um dos concelhos pioneiros na adesão ao Núcleo de Garantia para a Infância

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Município de Leiria

O Município de Leiria assinou esta quarta-feira o Protocolo de Parceria para a Implementação e Acompanhamento do Núcleo da Garantia para a Infância, que tem como objetivo garantir o acesso das crianças e dos jovens mais vulneráveis a um conjunto de serviços essenciais, como alimentação, saúde, educação e habitação, uma cerimónia que contou com a presença da ministra do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho.

Na sessão, Gonçalo Lopes destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo Conselho Local de Ação Social, na definição de estratégias de intervenção para a construção de um território que queremos cada vez mais justo do ponto de vista social.
“Nenhuma sociedade pode aspirar ser reconhecida como verdadeiramente desenvolvida se não for capaz de integrar mecanismos que, de forma eficaz e efetiva, assegurem os mais elementares direitos das nossas crianças e jovens”, defendeu.

“Este é um dia especial porque é a concretização de uma forma diferente de olhar para as crianças”, afirmou Ana Mendes Godinho, que considera ser fundamental intervir no acesso aos serviços por todos considerados essenciais para a promoção da igualdade de oportunidades, nomeadamente a garantia de acesso a alimentação, saúde, habitação e educação.

Leiria foi o segundo concelho do país a assinar este protocolo, que surge no âmbito do Plano de Ação Nacional da Garantia para a Infância e, na sequência da concretização da Recomendação (UE) 2021/1004 do Conselho, de 14 de junho de 2021, aprovada durante a presidência portuguesa do Conselho Europeu, sendo que Portugal, não estando incluído nos países caracterizados por ter uma significativa situação de pobreza infantil extrema, é o primeiro país europeu a arrancar com este projeto que, conforme referiu a ministra, foi muito elogiado e aprovado por unanimidade no Conselho Europeu.

A Rede Social revela-se a estrutura mais adequada e eficaz para levar a bom termo este programa, pelo que a criação de Núcleos Locais da Garantia para a Infância (NLGPI) especificamente dirigidos às crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, e suas famílias, é fundamental, dado que congrega os parceiros locais com competências de intervenção em matéria de acolhimento de primeira infância, educação e atividades em contexto escolar, saúde, alimentação saudável, habitação, inclusão e integração social, promoção dos direitos das crianças e jovens, não discriminação e promoção da igualdade, numa intervenção objetiva e direcionada ao combate à pobreza nas crianças e nos jovens.

Em simultâneo, os NLGPI garantem uma estreita articulação com a Coordenação Nacional da Garantia para a Infância no âmbito do acompanhamento e monitorização nacional da aplicação da Recomendação Europeia da Garantia para a Infância.

No evento estiveram representantes de diversas entidades, nomeadamente a vereadora do Desenvolvimento Social, Ana Valentim, a vereadora da Educação, Anabela Graça, além dos membros do Conselho Local de Ação Social, que participaram, durante a manhã, na Reunião do Conselho Local de Ação Social, que incidiu na apresentação do Programa da Garantia para a Infância, e que terão um papel preponderante na implementação do programa a nível do concelho de Leiria.

Nazaré: Mais de 600 quilos de pescada apreendida

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A Unidade de Controlo Costeiro apreendeu, na Nazaré, no distrito de Leiria, 608 quilos de pescada branca subdimensionada, informou hoje a GNR.

A pescada foi apreendida no âmbito de uma ação de fiscalização realizada na terça-feira, na qual foi detetada uma viatura que “transportava o pescado sem as medidas regulamentares de venda”, refere a GNR em comunicado.

No decorrer da ação foi identificado o condutor da viatura, um homem de 42 anos, e elaborado um auto de contraordenação, cuja coima pode atingir um valor de 37.500 euros.

O pescado apreendido, depois de submetido ao controlo higiossanitário, será doado a várias instituições de solidariedade social.

“Mercadinho de Trocas” regressou ao Mercado Municipal do Bombarral

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O Mercado Municipal do Bombarral viveu este sábado, dia 28 de janeiro, mais uma manhã de brincadeira e partilha com a realização de mais um “Mercadinho de Trocas”, iniciativa em que as crianças têm oportunidade de trocar entre si jogos, livros e brinquedos que já não usam.

A atividade, dinamizada pelo Município do Bombarral e pela Mala d’estórias, finalizou com a sessão da “Honra do Conto” e a leitura das histórias dos livros “A Toupeira que Queria Saber Quem Lhe Fizera Aquilo na Cabeça”, de Werner Holzwarth e ilustração de Wolf Erlbruch, e “O Menino que Gostava de Toda a Gente”, de Jane Porter e ilustração de Maisie Paradise Shearring.

Coreia do Norte alerta para força nuclear “mais esmagadora” para combater EUA

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DR

A Coreia do Norte declarou hoje estar preparada para conter os movimentos militares dos Estados Unidos com uma “força nuclear mais esmagadora”, alertando para uma escalada das tensões devido aos exercícios militares de Washington e Seul.

A declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pyongyang surgiu em resposta aos comentários do secretário de Defesa dos EUA, em visita a Seul.

Na terça-feira, Lloyd Austin disse que Washington vai aumentar o envio de equipamento militar para a península coreana, incluindo caças e porta-aviões, à medida que aumentam os treinos conjuntos com a Coreia do Sul.

O nervosismo com a segurança sul-coreana aumentou desde que a a vizinha Coreia do Norte testou dezenas de mísseis em 2022, incluindo mísseis potencialmente nucleares, projetados para atingir alvos na Coreia do Sul e nos Estados Unidos.

Um porta-voz não identificado do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, citada pela agência de notícias Associated Press, a expansão dos exercícios dos aliados está a ameaçar transformar a península coreana num “enorme arsenal de guerra e numa zona de guerra mais crítica”.

O comunicado salientou que Pyongyang está preparado para enfrentar qualquer desafio militar de curto ou longo prazo dos aliados com a “força nuclear mais esmagadora”.

“A situação militar e política na península coreana e na região atingiu uma linha vermelha extrema devido às manobras de confronto militar imprudentes e atos hostis dos EUA e forças vassalas”, disse o porta-voz.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos realizaram na quarta-feira exercícios aéreos conjuntos, com a participação de um bombardeiro estratégico B-1B e caças furtivos F-22 e F-35B da força aérea norte-americana, indicou hoje o Ministério da Defesa sul-coreano.

“Os exercícios aéreos conjuntos mostram a disposição e a capacidade dos EUA em proporcionar uma dissuasão alargada, forte e confiável contra as ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte”, notou o Ministério da Defesa sul-coreano, em comunicado.

Os exercícios, os primeiros entre Seul e Washington em 2023, aconteceram no mar Amarelo (chamado mar Ocidental nas duas Coreias), para “promover as capacidades operacionais conjuntas” dos dois países, envolvendo ainda caças do tipo F-35A da Coreia do Sul.

Hong Kong oferece meio milhão de bilhetes de avião para atrair turismo e negócios

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Hong Kong anunciou hoje que vai oferecer meio milhão de bilhetes de avião para atrair turistas e empresários de todo o mundo, no âmbito da campanha “Hello Hong Kong”.

“Hong Kong está agora perfeitamente ligada ao continente chinês e a todo o mundo internacional. E não haverá isolamento, nem quarentena”, disse o chefe do Governo, na cerimónia de apresentação da campanha.

“Este é o momento perfeito para turistas, viajantes de negócios e investidores, de perto e de longe, virem dizer ‘Olá, Hong Kong'”, acrescentou John Lee, lembrando que os visitantes também vão poder desfrutar de ofertas e vales especiais, entre outros incentivos.

O diretor executivo da Autoridade Aeroportuária, Fred Lam Tin-fuk, disse ao jornal South China Morning Post que a campanha de oferta de bilhetes de avião terá início a 01 de março e vai durar cerca de seis meses.

Fred Lam Tin-fuk explicou que os bilhetes vão ser distribuídos através dos escritórios e agentes das companhias aéreas no estrangeiro, nos principais mercados.

O mesmo responsável afirmou que cada visitante deverá trazer dois a três outros visitantes, o que significa que a oferta de 500.000 bilhetes poderá eventualmente atrair 1,5 milhões de visitantes extra, estimando que tal representaria 10% dos viajantes entre março e setembro.

Cerca de três quartos dos bilhetes serão entregues aos visitantes asiáticos, com base no padrão de origem dos visitantes que chegavam antes da pandemia de covid-19. A promoção será primeiramente dirigida aos países do Sudeste Asiático, incluindo Tailândia, Filipinas, Indonésia, Singapura e Malásia, seguindo-se territórios do Nordeste Asiático e da China continental.

Durante a pandemia da covid-19, a cidade permaneceu alinhada com a estratégia “zero covid” seguida na China continental.

Num momento de competição feroz regional ao nível económico e turístico, Hong Kong demorou mais tempo do que Singapura, Japão e Taiwan a aliviar as restrições fronteiriças. E mesmo depois de ter reaberto a fronteira com a China continental em janeiro, a recuperação do turismo tem sido lenta.

Antes da pandemia, em 2019, e apesar da instabilidade criada pelos protestos antigovernamentais, Hong Kong recebeu 56 milhões de visitantes, mais de sete vezes a sua população.

As rigorosas restrições contra a covid-19 afastaram os visitantes nos últimos três anos, devastando o setor do turismo e a economia da região administrativa especial chinesa. Em 2022, a cidade recebeu apenas 1% dos visitantes registados em 2019.

O produto interno bruto (PIB) da cidade no ano passado caiu 3,5% em relação a 2021, de acordo com os dados provisórios do Governo.

Depois de abandonar a obrigatoriedade de quarentenas nos hotéis e de testagem dos viajantes, Hong Kong registou um ligeiro aumento de turistas, mas, ainda assim, longe do número de turistas nos anos pré-pandémicos.

Redução de jovens poderá levar ao fim ou fusão de instituições no superior

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Universidade de Coimbra

O presidente da comissão de avaliação do Ensino Superior alertou para o possível desaparecimento de algumas instituições e necessidade de fusão de outras, tendo em conta as previsões de redução drástica de alunos.

Dentro de uma década, os jovens na zona de Porto serão menos 26% do que eram em 2020 e na Madeira serão menos 30%, segundo dados da OCDE que preocupam o presidente da comissão independente recém-criada para avaliar o Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES).

Em entrevista à Lusa, Alberto Amaral disse que “há um problema muito complicado de demografia” que irá afetar a atual rede de Instituições de Ensino Superior (IES), prevendo-se o “fecho ou a fusão de algumas instituições”.

Alberto Amaral explicou que o trabalho da comissão ainda está numa fase inicial e que, neste momento, só é possível fazer “futurologia” sobre as propostas que irão estar no relatório, que será apresentado no final do ano.

Entre 2020 e 2035, haverá uma quebra na zona norte de 26% dos jovens entre os 18 e os 29 anos, ou seja, “cerca de um quarto dos jovens desaparece”, alertou Alberto Amaral, acrescentando que os estudantes estrangeiros não serão suficientes para colmatar esta diminuição.

Na Madeira serão menos 30%, segundo a OCDE, que prevê uma redução na ordem dos 14% a 15% para o centro do país. As exceções serão Lisboa e Algarve, onde haverá “um ligeiro aumento” de jovens.

“Tudo isto vai refletir-se num problema muito complicado que é o da rede do Ensino Superior. Haverá provavelmente um maior esvaziamento no interior”, salientou o responsável, acrescentando que o ensino privado será o mais afetado, porque é “mais caro e com menos prestígio”.

Mas, alertou, “onde não houver privado, irá afetar diretamente o público”, podendo ocorrer “fechos ou fusão de instituições”.

Salientando tratar-se de um mero exercício de futurologia, Alberto Amaral admitiu fusões no interior do país, por exemplo, entre os politécnicos de Beja, Portalegre e Évora.

Nas propostas de alteração do RJIES, a comissão poderá vir a sugerir ao Governo – “a quem cabe decidir” – um número mínimo de alunos por instituição ou um determinado número de doutoramentos, exemplificou.

Alberto Amaral lembrou o caso australiano, onde o Governo decidiu deixar de financiar instituições que tivessem menos de dois mil alunos, levando a várias fusões: “O ministro disse que tinham que se casar, mas não disse com quem”, afirmou.

A comissão iniciou agora um conjunto de conferências e debates para ouvir a comunidade: A proposta da comissão “será uma interpretação daquilo que é sentido pelas pessoas, nomeadamente dos académicos e pessoas que estão no ensino superior e não, propriamente, uma posição da comissão”, explicou.

Hoje começa a conferência internacional “Autonomia e Governo no Ensino Superior”, na Academia das Ciências de Lisboa, organizada pela Edulog – iniciativa da Fundação Belmiro de Azevedo.

O primeiro dia será para olhar para o que se faz lá fora, com a presença de vários especialistas estrangeiros, e na sexta-feira debate-se a situação nacional.

Um dos temas será a forma de gestão das instituições superiores, acrescentou Alberto Amaral, explicando que o primeiro conferencista é um professor americano que vai mostrar que “nas grandes Universidades de investigação a Colegialidade se manteve”.

“O ‘board’, que é o órgão de topo, dedica-se a arranjar dinheiro e assegurar financiamento da instituição. Tudo o que é de natureza académica – como as decisões sobre cursos, promoção de professores, contratação de docentes ou a investigação – está na mão dos académicos”, contou Alberto Amaral.

Nesta “governança compartilhada em que as funções estão bem definidas”, há debates entre o ‘board’ e os académicos sobre questões como a distribuição interna do financiamento, “mas o ‘board’ não se intromete nas decisões correntes e diárias da instituição, como acontece nos nossos conselhos gerais”.

Nas instituições portuguesas existe um Conselho Geral que “pode intervir de maneira muito mais intrusiva, do que acontece com os boards americano”, acrescentou, sublinhando que a comissão vai esperar pelo que as pessoas vão dizer no inquérito nacional para depois tomar uma posição sobre esta matéria.

Durante o dia, serão também debatidas as mudanças sentidas nos últimos anos a nível europeu, as consequências da gestão pública no ensino superior e a participação de alunos nas universidades.

“O abuso dos docentes convidados, nomeadamente no início de carreira” é outra das realidades que preocupa a comissão.

JMJ: Valor e dimensao do palco principal revisto na quinta-feira – bispo Américo Aguiar

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© Presidência da República

O valor e a dimensão do palco que vai ser construído no Parque Tejo, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), vai ser decidido na quinta-feira, numa reunião que junta todos os intervenientes no processo.

A informação foi hoje dada pelo bispo auxiliar de Lisboa, Américo Aguiar, que falava no programa “Grande Entrevista”, na RTP3.

Com a Câmara, com a construtora, com a Igreja, a reunião “técnica, política e pastoral” vai analisar o projeto. “E vamos eliminar tudo o que não for essencial” mantendo a segurança, disse na entrevista Américo Aguiar, o coordenador da Igreja para a JMJ.

“Vamos pedir aos técnicos que cortem tudo o que não é essencial” para a segurança e para o que é necessário para o evento, que, frisou várias vezes, é o maior alguma vez feito em Portugal, envolvendo um terreno equivalente a 10 campos de futebol e que por isso o palco tem de ser mais alto.

Américo Aguiar, presidente da Fundação da JMJ, salientou que nunca se organizou nada da dimensão da jornada, disse que fala todos os dias com o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e garantiu que pediu para acompanhar a partir de agora cada “aquisição e cada concurso”, para “validar” tudo o que é indispensável ou não.

O responsável disse que a Igreja nunca impôs nenhum palco mas salientou que é necessário um palco com visibilidade e que nele caibam pessoas a concelebrar, o coro, os jovens e convidados.

Os custos da JMJ têm estado em destaque depois de ser conhecido que a construção do altar-palco do espaço do Parque Tejo (com nove metros de altura e capacidade para 2.000 pessoas), a cargo do município da capital, foi adjudicada à Mota-Engil por 4,24 milhões de euros (mais IVA), somando-se a esse valor 1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura.

Além deste palco está previsto outro no Parque Eduardo VII, em Lisboa, com um custo até dois milhões de euros.

O bispo disse que esse palco está a ser estudado, que o que foi divulgado está em fase de estudos, que se está a trabalhar para um palco “o mais minimalista possível”(que recebe três eventos, um deles o das boas vindas ao Papa), e que nos próximos dias haverá uma decisão sobre o palco do Parque Eduardo VII.

A JMJ tem um custo de quase 160 milhões de euros mas o bispo auxiliar disse na entrevista acreditar que esse valor não vai ser atingido. O orçamento da Fundação da JMJ ronda os 80 milhões de euros, 30 milhões deles para alimentação, explicou.

A JMJ, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As jornadas nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

O Papa Francisco estará em Lisboa para participar na JMJ.

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