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Quinta-feira, Julho 2, 2026
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EDP Renováveis com projeto de central solar fotovoltaica para Peniche

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foto ilustrativa: João Polónia/ Notícias Em Direto

A EDP Renováveis tem prevista a construção de uma central solar fotovoltaica nas Cesaredas, no concelho de Peniche e distrito de Leiria, estando o projeto em consulta pública até ao dia 20 na Agência Portuguesa de Ambiente.

De acordo com o estudo não técnico do projeto, disponível na plataforma ‘online’ de consultas públicas Participa (https://participa.pt/pt/consulta/central-solar-fotovoltaica-de-cesaredas), em causa está a construção de cerca de 30 mil módulos fotovoltaicos, com uma potência de 17,9 megawatts (MW).

A central vai ser construída junto ao atual parque eólico de Serra d’el Rei para beneficiar das infraestruturas já existentes, nomeadamente a linha de ligação à rede elétrica nacional.

A EDP Renováveis pretende “fazer uma hibridização com o centro eletroprodutor já existente (Parque Eólico de Serra D’el Rei) e por inerência a produção de energia elétrica a partir de uma fonte renovável, endógena e não poluente – a energia solar, contribuindo assim para as metas portuguesas que se referem à produção de energia a partir de fontes renováveis, constantes da Estratégia Nacional para a Energia”, lê-se no documento.

Estima-se que a central solar possa funcionar durante 30 anos, período durante o qual se vai evitar a emissão de 295 mil toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera.

Por ano, os estudos apontam para uma produção de 25.598 MW/hora.

A fase de construção vai demorar 11 meses e envolver 70 trabalhadores.

De acordo com o estudo, os impactos negativos do projeto são “pouco significativos” e podem ser minimizados pela adoção de medidas adequadas.

Covid-19: Infeção pelo coronavírus pode aumentar o risco de diabetes – estudo

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foto © João Polónia / Notícias Em Direto (arquivo)

As pessoas que contraem covid-19 apresentam um maior risco de sofrer de diabetes tipo 2, considerada uma das principais causas do surgimento de doenças cardiovasculares, sugere um estudo norte-americano hoje divulgado.

“Os nossos resultados indicam que o risco de desenvolver diabetes tipo 2, após uma infeção de covid-19, não foi apenas uma observação inicial, mas um risco real que, infelizmente, persistiu durante a variante Ómicron”, adiantou Alan Kwan, cardiologista e coordenador do estudo.

Segundo o especialista do Smidt Heart Institute (SHI), pertencente à instituição norte-americana Cedars-Sinai, as conclusões agora divulgadas constituem uma “ajuda para compreender e preparar melhor a era pós-covid-19” em relação ao risco cardiovascular das pessoas que foram infetadas pelo vírus SARS-CoV-2.

Publicado na revista médica JAMA Netwok Open, da American Medical Association, o estudo sugere também que o risco de poder vir a ter diabetes tipo 2 é mais baixo nas pessoas que já estavam vacinadas contra a covid-19 quando foram infetadas com o coronavírus.

Para determinar o aumento das taxas de diabetes, os investigadores do SHI avaliaram os registos médicos de 23.709 adultos que tiveram pelo menos uma infeção pelo SARS-CoV-2 documentada e foram tratadas nas instituições do Cedars-Sinai, em Los Angeles, entre 2020 e 2022.

“O risco de diabetes tipo 2 após a exposição à covid-19 para doentes não vacinados foi de 2,7%”, baixando para 1% no caso das pessoas previamente imunizadas, adianta ainda o estudo revisto por pares.

Estes resultados sugerem que a “vacinação contra a covid-19 antes da infeção pode fornecer um efeito protetor contra o risco de diabetes”, salientou Alan Kwan.

“Embora sejam necessários mais estudos para validar esta hipótese, continuamos firmes na nossa convicção de que a vacinação continua a ser uma ferramenta importante na proteção contra a covid-19, mas também contra os riscos ainda incertos que as pessoas podem experimentar durante o período pós-infecção”, defendeu o especialista.

Já Susan Cheng, professora de Cardiologia no SHI, admite que as tendências e os padrões que têm sido registados indiciam que a covid-19 “pode estar a agir em certos cenários como um acelerador de doenças”.

“Em vez de ser diagnosticada com diabetes aos 65 anos, uma pessoa com risco pré-existente pode, após uma infeção de covid-19, ser mais propensa a desenvolver diabetes aos 45 ou 55 anos”, explicou a cardiologista.

Segundo dados do estudo, a diabetes afeta cerca de 26 milhões de pessoas nos Estados Unidos.

De acordo com dados recentes da Federação Internacional de Diabetes, Portugal apresenta a segunda maior prevalência padronizada de diabetes da União Europeia, com 9,1% na população entre os 20 e os 79 anos, acima dos 6,2% do conjunto dos países.

No final de novembro de 2022, a Direção-Geral da Saúde avançou que mais de 79 mil casos de diabetes foram registados em cerca de um ano, elevando para quase 880 mil o número de pessoas inscritas nos centros de saúde com a doença.

Bombeiros do Bombarral partem em missão para o Chile

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Três elementos dos Bombeiros Voluntários do Bombarral juntaram-se no passado sábado, dia 11 de fevereiro, à Força Operacional Conjunta (FOCON) que, neste dia, partiu de Portugal rumo ao Chile com a missão de ajudar no combate aos incêndios florestais que estão a fustigar aquele país.

Coordenada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Força Nacional é composta por 144 operacionais da ANPC, da Força Especial de Proteção Civil (FEPC) da ANEPC, da Guarda Nacional Republicana, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (Gestão de Fogo Rural e Força de Sapadores Bombeiros Florestais), das Corporações de Bombeiros da região de Lisboa e Vale do Tejo e do Instituto Nacional de Emergência Médica.

Antes da partida, os três soldados da paz bombarralenses, Jorge Frazoa, Nuno Penteado e Paulo Grenho, foram saudados pelo comandante do Comando Sub-regional do Oeste, Carlos Silva, pelo presidente da Câmara Municipal, Ricardo Fernandes, assim como pelo comandante e pelo presidente da direção dos Bombeiros do Bombarral, Pedro Lourenço, e Vítor Garcia.

A ajuda de Portugal decorre do pedido de assistência internacional para combate a incêndios florestais formulado pelas autoridades chilenas via Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.

São 100 anos de Carnaval marca o ritmo do centenário do Carnaval de Torres Vedras

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São 100 anos de Carnaval é a música que celebra o Centenário do Carnaval de Torres Vedras. A música foi lançada nas plataformas digitais à meia-noite do passado sábado, 11 de fevereiro, tocando, em simultâneo, em vários bares da cidade de Torres Vedras.

A composição assume-se como um olhar sobre o significado de seis dias de folia pela voz de NBC e Susana Félix, com letra de Sérgio Lopes e música de Nelson Canoa.

São 100 anos de Carnaval fala de uma cidade que se transforma e do sorriso no rosto dos foliões, sem esquecer Reis, matrafonas, cabeçudos e zés-pereiras.

Este sábado, a faixa também se fez ouvir em Lisboa, naquela que foi a “primeira paragem” da Embaixada Real do Carnaval de Torres Vedras. Os foliões dançaram em plena Praça Dom Pedro IV depois de terem ouvido a presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Laura Rodrigues, os Reis do Carnaval e o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva.

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Sindicato STOP estende pré-aviso de greve até 10 de março

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© Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP)

O Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (STOP) estendeu o pré-aviso de greve até dia 10 de março, uma situação que o coordenador do sindicato diz estar nas mãos das comissões de greve.

“Temos mandato para greve por tempo indeterminado e estamos a cumprir todos os requisitos legais para manter essa greve, apesar dos serviços mínimos”, disse à Lusa o coordenador do STOP, André Pestana, sublinhando: “A qualquer momento, se assim for a decisão de quem trabalha nas escolas, cancelamos num minuto”.

O responsável explicou ainda que para cancelar um pré-aviso de greve basta “mandar um mail para as entidades responsáveis a dizer que está cancelado.

“Mas para marcar temos de cumprir determinado número de dias com antecedência”, justificou.

“Hoje mesmo vamos ter uma reunião com centenas de comissões sindicais e de greve e, em qualquer momento, se houver vontade dessas comissões a vontade de parar esta greve, seja porque o Ministério tenha cedido em algo que os docentes e não docentes considerem suficiente, ou por outro motivo qualquer, nós cancelamos”, afirmou.

André Pestana sublinhou que esta greve “por tempo indeterminado” resulta de uma sondagem em que participaram “milhares de colegas”, feita em finais de novembro, e garantiu que o STOP, “de forma responsável, quer que a greve continue legal”.

A greve foi convocada pelo sindicato em dezembro e, em janeiro, começaram outras greves promovidas por outras estruturas sindicais, que foram acompanhadas por fortes protestos e manifestações.

No final da semana passada, o Tribunal Arbitral voltou a definir novos serviços mínimos, que agora passam a garantir também três horas de aulas nas escolas.

No início do ano letivo, a tutela decidiu iniciar um processo negocial para rever o modelo de contratação e colocação de professores, mas algumas propostas deixaram os professores revoltados, como foi o caso da possibilidade de os diretores poderem escolher parte da sua equipa.

Desde então, as negociações entre sindicatos e ministério têm decorrido em ambiente de forte contestação, com os professores a realizarem greves e manifestações.

Fora da agenda negocial, estão reivindicações que os professores dizem que não vão abandonar, tais como a recuperação do tempo de serviço ou as progressões na carreira.

Centro Hospitalar do Médio Tejo com “maior orçamento de sempre” em 2023

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DR

O Centro Hospitalar do Médio Tejo vai ter, em 2023, “o maior orçamento de sempre”, subindo dos 113 milhões de euros de 2022 para 126 milhões de euros, 8,4 milhões dos quais destinados a investimento, disse hoje a administração.

O presidente do Conselho de Administração do CHMT, Casimiro Ramos, falava na Assembleia Municipal temática sobre “O estado da saúde no concelho de Tomar”, que decorreu hoje nos Paços do Concelho, em Tomar (Santarém) com a participação, igualmente, da diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Diana Leiria, e da responsável da Autoridade de Saúde do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança.

Casimiro Ramos afirmou que, na unidade de Abrantes, estão em execução a remodelação da consulta externa (1.845.000 de euros) e a remodelação das redes de águas (1,1 milhão de euros), está prevista a requalificação da Urgência Geral (2.979.000 de euros), que se encontra a aguardar a portaria de extensão de encargos.

Para Abrantes está, ainda, prevista a criação de uma sala para cardiologia de intervenção (um milhão de euros).

No caso de Tomar, afirmou estar em elaboração o projeto de execução para aumento da capacidade de internamento de adultos em psiquiatria e construção de instalações do serviço de pedopsiquiatria, obras de um milhão de euros já aprovadas no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

O serviço de pedopsiquiatria irá ocupar uma área de 650 metros quadrados, com 12 salas de consulta, seis camas para internamento e salas de atividades, estando prevista a criação, para o Serviço de Psiquiatria, de uma horta, disse.

Os outros projetos previstos em orçamento para este ano são a expansão da capacidade laboratorial da Patologia Clínica (850.000 euros), em Tomar, onde o CHMT pretende instalar um Centro de Investigação, e a reativação do Bloco Operatório na unidade de Torres Novas (85.000 euros), acrescentou.

Casimiro Ramos afirmou que o quadro de pessoal do CHMT, aprovado hoje pela tutela, prevê a contratação de mais 83 profissionais, 15 dos quais médicos e 19 enfermeiros.

O administrador do CHMT disse que, na estratégia para este ano, espera avançar com a criação de equipas que envolvam o ACES Médio Tejo, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e as autarquias, para diminuir a pressão sobre as Urgências.

O objetivo é sinalizar as situações que estão na origem de maior procura, nomeadamente de lares de idosos, sendo intenção estudar a possibilidade de estabelecer protocolos para a prestação de cuidados pré-hospitalares, com apoio de médicos do CHMT, de forma a reduzir a afluência de casos que não são urgentes.

Para os chamados casos sociais, o CHMT está a preparar um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento, para disponibilização de 10 camas para utentes sem família ou com famílias sem recursos.

Segundo Casimiro Ramos, o CHMT tem uma média de seis a sete casos sociais, alguns dos quais permanecem mais de um mês internados apenas por não terem para onde ir.

Quanto aos cuidados primários, Diana Leiria afirmou que, no concelho de Tomar, apenas 5% dos 43.324 utentes inscritos não têm médico de família atribuído, contra os 25% em média do Médio Tejo.

A totalidade dos utentes sem médico de família no concelho são acompanhados pelo centro de saúde, já que as duas Unidades de Saúde Familiares garantem o acompanhamento do total de inscritos, afirmou, sublinhando a importância da criação de USF.

Questionada sobre a possibilidade de criação de USF de modelo C para as situações em que não tem sido possível avançar para USF modelo A ou B, caso aquelas venham a ser autorizadas, Diana Leiria advertiu que, a serem criadas, devem obedecer a regras muito precisas para não se correr o risco de os privados irem retirar mais médicos ao Serviço Nacional de Saúde, agravando as situações atuais.

Inspeção-Geral da Saúde vai realizar inspeção a todos os serviços do SNS que façam abortos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) anunciou hoje que vai realizar “uma ação de inspeção transversal” a todos os serviços do Serviço Nacional de Saúde onde possa ser realizada a interrupção da gravidez (IVG).

A inspeção será feita a “todos os estabelecimentos e serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e Administrações Regionais de Saúde”, adianta numa nota da IGAS na qual diz ainda que vai realizar ações de fiscalização a todos os hospitais públicos e privados durante este ano.

Segundo a IGAS, o objetivo desta ação é verificar o cumprimento das normas relativas à objeção de consciência, ao cumprimento de dever de nomeação de um responsável para os assuntos respeitantes à interrupção da gravidez, ao encaminhamento das mulheres grávidas que solicitem a interrupção da gravidez para os serviços competentes, dentro dos prazos legais.

A Inspeção-Geral esta ação vai ainda verificar a realização da consulta prévia, a garantia do direito à escolha livre do estabelecimento de saúde oficial onde deseja interromper a gravidez, dentro dos condicionamentos da rede de referenciação.

O anúncio da IGAS surge depois de o Diário de Notícias (DN) ter noticiado no sábado que “os hospitais públicos violam lei do aborto”, na sequência de uma investigação em que relata vários casos em que a lei não foi cumprida.

Na nota, a IGAS refere que tem realizado ações inspetivas desde 2007, designadamente sob a forma de inspeções e fiscalizações, a estabelecimentos de saúde do SNS e do setor privado sobre o tema da interrupção da gravidez.

Câmara de Ourém avança com apoios para médicos de família se fixarem no concelho

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CM Ourém

O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, disse hoje à agência Lusa que a autarquia vai avançar com apoios para que médicos de família se fixem no concelho.

“Na próxima reunião de Câmara, dia 20, vamos iniciar o procedimento para a elaboração de um regulamento para atribuição de apoios à fixação de médicos de família no concelho”, afirmou Luís Albuquerque.

O autarca falava à Lusa após uma reunião esta tarde, em Lisboa, com o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, a pedido deste, na mesma ocasião em que, em Ourém, dezenas de pessoas se concentraram em frente aos Paços do Concelho a reclamar por mais médicos de família.

“Não estava em Ourém porque, à mesma hora, reuni com o secretário de Estado da Saúde, em Lisboa, para falar, exatamente, sobre o problema da saúde no concelho”, declarou Luís Albuquerque.

Ao governante, o presidente do município do distrito de Santarém foi expor as preocupações com a falta de médicos de família no concelho, um “problema que tem mais de 10 anos” e procurar “esclarecimentos sobre a eventual integração de Ourém na futura Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria e como esta irá funcionar caso se concretize”.

“Como já disse na reunião de Câmara da passada semana, onde estiveram presentes muitas pessoas, a intenção do Governo é criar ULS por todo o país e, segundo o Governo, Ourém deve ficar na ULS da Região de Leiria”, explicou.

Segundo Luís Albuquerque, na reunião com a tutela foi garantido que “todos os serviços que são hoje prestados no concelho de Ourém se vão manter”, dos cuidados primários à saúde mental e aos serviços convencionados com privados, “se o concelho de Ourém for integrado na futura ULS da Região de Leiria”.

“Vão ficar como estão à data de hoje”, afiançou, transmitindo à população uma “mensagem de tranquilidade, porque tudo o que está a ser feito pelo Governo e pelo Município de Ourém será sempre para melhorar o que hoje não funciona bem, ou seja, melhorar o acesso à saúde”.

Frisando que embora a saúde seja uma competência do executivo central, “o Município tem dialogado permanentemente com o Governo, para melhorar o acesso aos cuidados de saúde primários”.

Quanto à criação da ULS da Região de Leiria, Luís Albuquerque alertou que, se porventura, o Município entender não aderir a esta entidade, “o que irá acontecer, no futuro, é a criação de uma ULS do Médio Tejo e Ourém integrar esta”.

E, se tal suceder, “o hospital de referência para os utentes do concelho passará a ser o de Abrantes e não o de Leiria, como é hoje”, esclareceu, recordando que “há uma dezena de anos houve exatamente uma manifestação [em Ourém] a reclamar para que Leiria fosse o hospital de referência”.

Fonte da Polícia de Segurança Pública esclareceu que o protesto começou pelas 17:00 e pelas 18:30 ainda se encontravam no local entre 100 e 150 pessoas.

Uma delegação foi recebida pela vice-presidente, Isabel Costa, que acabou por vir ao exterior falar com os populares.

Em outubro de 2022, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) anunciou que iria propor à tutela a criação de uma ULS, por entender que esta estrutura pode “melhorar o funcionamento da prestação de cuidados de saúde”.

A CIMRL integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Já em dezembro, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Fernando Araújo, determinou a criação de um grupo de trabalho que tem como missão elaborar o plano de negócios da futura ULS da Região de Leiria.

Ainda neste mês, a CIMRL informou que os municípios de Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, não vão integrar a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.

“(…) Conclui-se que os cinco municípios do norte do distrito, portanto, Castanheira de Pera, Alvaiázere, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Ansião, continuam como estão até agora, a drenar [os utentes] para os hospitais de Coimbra, não integrando esta ULS”, disse à agência Lusa o vice-presidente CIMRL Jorge Vala.

Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós, esclareceu na ocasião que Ourém, Alcobaça e Nazaré, cujos utentes são reencaminhados para o Hospital de Santo André, em Leiria, aceitam integrar este processo da ULS da Região de Leiria.

Enfermeiros em greve nas Caldas da Rainha pela contagem de pontos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Mais de duas dezenas de enfermeiros do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) reuniram-se hoje junto à entrada do hospital das Caldas da Rainha para exigir a contabilização dos pontos para o reposicionamento na carreira.

O protesto foi convocado pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) para, segundo o delegado sindical, Ivo Gomes, “exigir a contabilização de pontos com os devidos retroativos a 2018”.

Enfermeiros e sindicato reuniram-se, no dia 11, com o conselho de administração do CHO (que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche) que “assumiu alguns compromissos de contabilização de pontos”, mas, no entender do sindicalista, “ainda não estão efetivados”, o que levou à luta dos profissionais, durante a manhã de hoje, em frente ao hospital das Caldas da Rainha.

O SEP reivindica também a regularização de cerca de 20 enfermeiros precários, há vários anos a recibo verde.

“Para a vinculação definitiva, a administração precisa de ter o plano de atividades e orçamento aprovado e o Governo, pelos vistos, não está aceitar” o documento, explicou Ivo Gomes, acrescentando que a situação afeta maioritariamente os hospitais das Caldas da Rainha e de Torres Vedras.

Na jornada de luta agendada para hoje os enfermeiros contestam também a fixação da data de aposentação nos 66 anos e quatro meses, prazo que estes profissionais exigem que seja reduzido para os 57 anos de idade e 35 de trabalho”, já que, vincou o sindicalista, se trata de “uma carreira especial de enfermagem que trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana”.

À lista das reivindicações Ivo Gomes juntou ainda “melhores condições de trabalho, valorização salarial e a luta por uma carreira digna” para os cerca de 750 enfermeiros das três unidades, onde considera faltarem pelo menos mais 140 profissionais.

Segundo o SEP, a administração do CHO já solicitou a abertura de concurso para os 140 enfermeiros. Porém, “o pedido foi negado”, impossibilitando assim o cumprimento “do rácio enfermeiro/doente”.

Os enfermeiros cumpriram hoje uma paralisação de duas horas que, segundo o sindicato, teve uma adesão superior a 50% e afetou sobretudo os serviços de consulta externa, o bloco operatório e a urgência.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, tendo uma área de influência constituída pelas populações destes três concelhos e ainda dos de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro), abrangendo 298.390 habitantes.

Óbito/Manuel Rocha: Presidente da República lembra “relevante carreira” do jornalista

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou a “relevante carreira” na rádio e na televisão do jornalista Manuel Rocha, que morreu hoje aos 75 anos, e apresentou as suas condolências à família.

“O Presidente da República lembra o jornalista Manuel Rocha, que hoje nos deixou, que teve uma relevante carreira na rádio e na televisão, em particular na RTP, onde foi diretor de informação”, refere uma nota publicada na página da Presidência na internet.

A nota adianta ainda que Marcelo Rebelo de Sousa apresentou as “suas condolências sinceras e amigas” à jornalista Fátima Campos Ferreira, com quem Manuel Rocha era casado, à restante família e aos amigos e colegas.

A RTP avançou hoje que o seu ex-diretor de informação, funções que assumiu entre 1994 e 1996, morreu aos 75 anos, sem avançar a causa.

“Começou a carreira na Rádio Renascença e deixa como marca relevante do percurso na televisão pública a forma como dimensionou, em particular, a RTP Porto no início dos anos de 1990”, destacou a televisão pública.

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