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Câmara de Lisboa exige que Governo resolva problemas da Escola de Música do Conservatório

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A Câmara de Lisboa aprovou hoje uma moção do PCP para exigir ao Governo que resolva os problemas existentes nas instalações provisórias da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, inclusive a falta de salas de aula.

Em reunião privada, o executivo camarário decidiu, por unanimidade, exigir ao Ministério da Educação que “envide esforços, com caráter de urgência”, para a resolução dos problemas existentes nas instalações provisórias da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional (EAMCN), “de forma a assegurar as condições desejáveis para o devido funcionamento”.

Apresentada pelo PCP, a moção pela dignificação da EAMCN pede ainda que a tutela inicie, “de imediato”, um conjunto de ações, em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), para avaliar as necessidades específicas do edifício da escola, incluindo o Salão Nobre, com o objetivo de criar as “condições de conforto e segurança necessárias ao seu funcionamento e a um ensino especializado da música de qualidade”.

Neste âmbito, prevê-se que os estudantes da escola realizem, na sexta-feira, uma manifestação à porta do estabelecimento escolar, instalado na zona das antigas oficinas da Escola Secundária Marquês de Pombal (ESMP), na freguesia de Belém, desde o ano letivo de 2018-2019.

“Quando começaram as obras no Conservatório, no Bairro Alto, esta área da ESMP foi adaptada para receber as mais de três centenas de alunos (atualmente são cerca 700 alunos, entre alunos do ensino articulado de música e os do ensino regular que frequentam a EAMCN), enquanto aguarda a requalificação da sede da instituição. Desde então, a escola de música atravessa dificuldades face à falta de condições nestas instalações temporárias”, lê-se na moção do PCP.

Os vereadores comunistas João Ferreira e Jorge Alves recordaram que as obras no Conservatório, no Bairro Alto, quando começaram, a cargo da Parque Escolar, tinham um prazo estimado de 18 meses, pelo que os alunos, professores e funcionários contavam ficar por Belém durante dois anos, mas “decorrente de sucessivos adiamentos, este é o quinto ano letivo e as soluções temporárias mostram fragilidades cada vez mais difíceis de resolver”.

De acordo com o PCP, a Parque Escolar já informou que a EAMCN vai ficar “pelo menos mais três anos” nas instalações da ESMP, escola que desde setembro de 2020 passou para a gestão da Câmara de Lisboa.

“Cinco anos depois de a EAMCN ter sido instalada provisoriamente nas atuais instalações, constata-se que os problemas identificados se mantêm”, afirmaram os comunistas, após uma recente visita à escola.

Entre os problemas identificados estão o número insuficiente de salas de aula, a falta de um auditório para ensaios e apresentações, as condições térmicas inadequadas, instalações sanitárias insuficientes e inadequadas, canalização antiga, falta de iluminação junto ao portão da escola e carência de recursos humanos, uma vez que atualmente existem 20 auxiliares de educação, “o que é manifestamente insuficiente e não cumpre o rácio legal”, apontou o PCP.

“A cantina da ESMP é responsabilidade da CML e o bar é explorado, estando aberto apenas até às 15:30, quando a EAMCN funciona até às 21:00”, acrescentou.

A moção do PCP reforça que “é notória e grave a falta de investimento” na EAMCN, uma vez que o orçamento para este ano letivo baixou 10% em relação ao ano passado, situação que se tem vindo a verificar nos últimos anos: “Em 2008, o orçamento era de cerca de 170.000 euros e em 2022 foi de 71.000 euros, estando pelo quinto ano consecutivo em instalações que exigem muito mais despesas”.

Além da EAMCN, o PCP questionou a liderança PSD/CDS-PP sobre as obras de requalificação e manutenção da Escola Básica Vasco da Gama, no Parque das Nações, e manifestou solidariedade com o protesto promovido hoje pelos pais, que alertam para as questões de segurança e conforto da comunidade educativa.

Também o vereador do Cidadãos Por Lisboa em substituição (eleitos pela coligação PS/Livre) Rui Franco questionou sobre as razões de se deixar passar o prazo para a assinatura do contrato para obras nesta escola no Parque das Nações, abrindo assim caminho para ter de se relançar o concurso, o que considerou que “trará como efeito o expectável crescimento do preço da obra, dado o aumento de custo da construção, e vai fazer com que se passe mais um ano letivo com os estudantes nas instalações provisórias em que estão neste estabelecimento”.

Cardeal António Marto nomeado para dicastério no Vaticano

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© Santuário de Fátima/Luís de Oliveira

O Papa Francisco nomeou o cardeal António Marto, bispo emérito de Leiria-Fátima, para membro do Dicastério para a Causa dos Santos, órgão que analisa e decide os processos de candidatos à beatificação e canonização, informou o Vaticano.

Este dicastério, atualmente liderado pelo cardeal italiano Marcello Semeraro, teve já à sua frente o cardeal português José Saraiva Martins, entre 1998 e 2008, quando ainda tinha a designação de Congregação para as Causas dos Santos.

O cardeal António Marto deixou a diocese de Leiria-Fátima em março do ano passado, a dois meses de completar 75 anos, tendo sido substituído no cargo por José Ornelas, atual presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Natural de Tronco, Chaves, estudou nos seminários de Vila Real e Maior do Porto, sendo ordenado padre em Roma, em 07 de novembro de 1971.

Especializado em Teologia Sistemática, na Pontifícia Universidade Gregoriana, concluiu o doutoramento em 1977 com tese sobre “Esperança cristã e futuro do homem. Doutrina escatológica do Concílio Vaticano II”.

Depois de ter dado aulas no Seminário Maior do Porto e na Universidade Católica, foi nomeado bispo auxiliar de Braga em 10 de novembro de 2000 (a ordenação episcopal decorreu em Vila Real, em 11 de fevereiro de 2001), depois bispo de Viseu, em 22 de abril de 2004, e bispo de Leiria-Fátima, em 22 de abril de 2006.

Como titular da diocese de Leiria-Fátima recebeu no Santuário da Cova da Iria os papas Bento XVI, em 2010, e Francisco, em 2017, no âmbito do Centenário das Aparições de Fátima e da canonização dos videntes Francisco e Jacinta Marto.

Atualmente, outro cardeal português, José Tolentino Mendonça, está à frente de outro dicastério no Vaticano, o da Cultura e Educação.

Rio Maior: Projeto de aluno propõe “comboio” de bicicletas para levar mais novos à escola

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Um estudante da Escola Secundária de Rio Maior (Santarém) vai, durante uma semana, organizar um “comboio” de bicicletas para incentivar alunos e encarregados de educação para uma “mobilidade sustentável na cidade”.

Martim Santos vai realizar, de 27 deste mês até 03 de março, a sua Prova de Aptidão Profissional do curso profissional técnico de desporto, o “ComBicla”, iniciativa que “pretende reunir alunos e encarregados de educação das escolas da cidade de Rio Maior e desenvolver uma alternativa de deslocação diária para as escolas”.

Numa nota enviada à Lusa, o aluno afirma que, nessa semana, serão criados “grupos de ciclistas, organizados em pequenos comboios, que farão as ligações entre os diferentes bairros até às escolas”, em quatro percursos, que partem das Salinas, de Freiria, do Cidral e da Chainça.

Aberto a “todas as pessoas, desde que tenham uma bicicleta e um cadeado para estacionar a bicicleta na escola”, o projeto disponibiliza, no seu ‘site’ e nas redes sociais, “os mapas detalhados”, sendo que “todos os comboios terão vários voluntários” (um adulto para quatro crianças) e serão acompanhados por militares da GNR.

Livro de António Carneiro revela histórias relacionadas com o Carnaval de Torres Vedras

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No âmbito do programa comemorativo do Centenário do Carnaval de Torres Vedras foi apresentado no passado dia 11 de fevereiro, no auditório do Centro de Artes e Criatividade, o livro Aconteceu assim… Carnaval de Torres: Memórias e… outras histórias, da autoria de António Carneiro.

Trata-se de uma publicação que, nas palavras do seu autor – personalidade torriense que desempenhou as funções de vereador do Turismo na Câmara Municipal de 1983 a 1997, para além das de presidente da Região de Turismo do Oeste entre 1984 e 2013, entre outras -, surgiu da importância de se registar para a posteridade histórias, constituindo-se, simultaneamente, como uma homenagem a diversas individualidades que contribuíram para a realização do Carnaval e de outros eventos em Torres Vedras. Segundo António Carneiro, o livro Aconteceu assim… Carnaval de Torres: Memórias e… outras histórias assenta em três componentes: histórias sobre a “municipalização” do Carnaval de Torres Vedras; histórias relacionadas com os “bastidores” do evento; e histórias que refletem o espírito “brincalhão” e “folgazão” dos torrienses, o qual, na sua opinião, ajuda a explicar a dimensão que as festividades de Entrudo torriense adquiriram.

A fotografia da capa e o prefácio do livro são da autoria do ex-presidente da Câmara Municipal e atual secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel, que, na sessão de apresentação de Aconteceu assim… Carnaval de Torres: Memórias e… outras histórias, aproveitou para elogiar o autor da publicação pelo facto do mesmo não ter caído na tentação de “abrasileirar” o Carnaval de Torres Vedras quando foi responsável pela organização do evento, o que, com o tempo, se veio a revelar uma opção acertada, visível na atual projeção mediática daquele a quem chamam “O Carnaval mais português de Portugal”.

Presente na sessão de apresentação de Aconteceu assim… Carnaval de Torres: Memórias e… outras histórias esteve a presidente da Câmara Municipal, Laura Rodrigues, que também deixou elogios a António Carneiro – a quem apelidou de “um verdadeiro repositório de histórias” -, figura que, na sua opinião, é responsável pela transformação do Carnaval de Torres Vedras “naquilo que ele é hoje”. Segundo Laura Rodrigues, o livro que estava a ser apresentado – e que é uma edição da Câmara Municipal – traduz-se num importante contributo para a história do Carnaval de Torres Vedras, na medida em que contém informação de relevo sobre a realização do evento nos anos 80 e 90, no caso, em forma de histórias.

Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea no início de março em Coimbra

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A XII Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra regressa em 04 e 05 de março ao Convento São Francisco, com a participação de doceiros nacionais e um expositor internacional de Santiago de Compostela.

Após três anos de interregno devido à pandemia, provocada pela covid-19, a mostra de doçaria está de regresso e assume “não só a doçaria conventual”, mas também a vertente da “doçaria contemporânea, provocando novos desafios aos doceiros para continuarem a desenvolver novas formas de arte e degustação doceira para se afirmar todo o potencial da doçaria da região de Coimbra”, disse hoje, na conferência de imprensa, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva.

O evento, além de 36 doceiros de todo país, reúne pela primeira vez um expositor internacional de Santiago de Compostela, cidade geminada com Coimbra.

“Cada vez mais iremos procurar internacionalizar bidirecionalmente, obviamente. Não só trazer doçaria de outros países, mas também levarmos a nossa doçaria regional a mostras de doçaria de outros países”, sublinhou o autarca.

A iniciativa, que decorria no Quartel da Brigada de Intervenção (antigo Convento de Sant’Ana, junto aos Arcos do Jardim, na Alta de Coimbra), passa agora a decorrer no Convento São Francisco, já que é um local mais protegido da chuva.

O evento regressa de uma forma “renovada e inovadora”, afirmou o chefe da divisão de cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Rafael Nascimento.

No certame podem ser degustados vários doces, como, por exemplo o pastel de Santa Clara, a arrufada de Coimbra ou o pudim das Clarissas.

Além dos doces e licores conventuais de Coimbra e da região Centro, disponibilizados por expositores oriundos de Alcobaça, Alfeizerão, Ançã, Aveiro, Figueira da Foz, Lamego, Leiria, Lorvão, Ovar, Pereira, Tentúgal e Tomar, vai ser possível degustar doces típicos da região norte, de Amarante, Caldas de Vizela, Felgueiras, Régua e Santa Maria da Feira, e ainda, do sul do país, como de Évora, Reguengos de Monsaraz e Silves.

O pão-de-ló de Ovar, ovos moles, sopa dourada, brisas do Tâmega, cavacas, pasteis e queijadas de Tentúgal e de Évora, regueifa e rebuçados da Régua são outras das especialidades presentes na mostra.

Este ano, a programação decorre não só no Convento São Francisco, como também na Capela da Ordem Terceira, refletindo o “alinhamento da escolha dos espaços com a dimensão tradicional e contemporânea que ambos transportam, criando ressonâncias entre o património imaterial e o edificado”, afirmou a autarquia.

A edição deste ano terá ‘workshops’, uma performance teatral, dois concertos e um recital de poesia a cargo de Pedro Lamares.

“A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra vai apresentar uma bebida, pela primeira vez, uma bebida inovadora que vai ser criada de propósito” para esta mostra, adiantou Rafael Nascimento.

A iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra, em parceria com a Associação de Doceiros de Coimbra (ADOC) e com a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (EHTC), vai estar de portas abertas no primeiro dia, um sábado, das 14:00 às 22:00, e, no dia seguinte, das 10:00 às 19:00, com entrada livre.

Portugal com Hungria, França e Itália no Europeu de andebol de praia da Nazaré

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Portugal vai defrontar as seleções da Hungria, França e Itália no Campeonato da Europa de andebol de praia de 2023, a decorrer de 24 a 28 de maio, na Nazaré, ditou hoje o sorteio.

No Campeonato da Europa feminino, a decorrer paralelamente ao masculino, na mesma data e também nas areias da Nazaré, a seleção portuguesa vai defrontar na fase de grupos as congéneres dos Países Baixos, Ucrânia e Turquia.

A Dinamarca, que é a atual campeã europeia na vertente masculina, vai disputar o Grupo D com as seleções da Alemanha, Roménia e Turquia.

A Alemanha, que em 2021 ergueu o troféu na vertente feminina, disputa o Grupo A, com as seleções da Dinamarca, França e Itália.

A 13.ª edição do Campeonato da Europa terá lugar na Nazaré, de 24 a 28 de maio e contará com 16 equipas masculinas e 16 femininas, representando um total de 17 nações.

Na última edição, disputada em Varna, na Bulgária, Portugal ficou colocado na quinta posição em ambas as vertentes.

A Croácia, em masculinos, é a seleção recordista, com títulos obtidos em 2009, 2011, 2013 e 2015, enquanto a Espanha conquistou a competição por três vezes, em 2002, 2006 e 2017.

A Croácia (2007 e 2011), a Hungria (2013 e 2015) e a Rússia (2002 e 2004) ganharam por duas vezes a competição feminina.

  • Resultado do sorteio:

Campeonato da Europa masculino:

Grupo A: Croácia, Noruega, Polónia e Países Baixos.

Grupo B: Hungria, França, Portugal e Itália.

Grupo C: Espanha, Ucrânia, Suécia e Grécia.

Grupo D: Dinamarca, Alemanha, Roménia e Turquia.

Campeonato da Europa feminino:

Grupo A: Alemanha, Dinamarca, França e Itália.

Grupo B: Países Baixos, Ucrânia, Portugal e Turquia.

Grupo C: Hungria, Grécia, Noruega e Eslováquia.

Grupo D: Espanha, Polónia, Croácia e Roménia.

Ministro da Saúde nega encerramento de maternidades públicas

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O ministro da Saúde negou hoje que esteja previsto encerrar maternidades públicas e reiterou que o atual modelo de rotação do funcionamento destes serviços está a ter resultados positivos, voltando a ser avaliado no final do primeiro trimestre.

“Não vai haver e não está previsto o encerramento de nenhuma maternidade pública”, afirmou Manuel Pizarro aos jornalistas, reagindo à informação avançada na terça-feira pela RTP da existência de uma nova proposta da Comissão de Acompanhamento da Resposta em Urgência de Ginecologia que poderia levar a fechar oito urgências de obstetrícia e ginecologia, atendendo apenas grávidas com pelo menos 22 semanas e referenciadas.

Em declarações à margem da apresentação do relatório “O Estado da Saúde nas Prisões na Região Europeia da OMS” [Organização Mundial de Saúde], na sede do Infarmed, em Lisboa, o governante reiterou que “o sistema está a funcionar bem, com segurança para os profissionais, mas, sobretudo, conforto, segurança e qualidade para as mulheres grávidas”.

Manuel Pizarro recordou os testes durante os fins de semana do Natal e do Ano Novo para defender a eficácia do modelo de rotatividade que está em vigor para as maternidades até ao final do primeiro trimestre, ao enfatizar a “tranquilidade e segurança” nesses períodos “reconhecidamente muito difíceis” e o nascimento de 849 bebés nestas maternidades.

“Havendo dificuldades no funcionamento das maternidades, tomámos a decisão, através de uma proposta da direção executiva do SNS, de não proceder ao encerramento de nenhuma maternidade e experimentámos um modelo em dois fins de semana reconhecidamente muito difíceis – o do Natal e o do Ano Novo -, que é um modelo de rotação do funcionamento das maternidades, de forma a garantir qualidade, segurança e previsibilidade para as grávidas e para os profissionais. Esse modelo funcionou muitíssimo bem”, assinalou.

De acordo com a notícia da RTP, estariam em causa as urgências de obstetrícia e ginecologia dos hospitais de Santa Maria, São Francisco Xavier, Vila Franca de Xira, Loures, Barreiro, Setúbal, Abrantes e Caldas da Rainha, que apenas passariam a receber grávidas referenciadas e com queixas definidas. Contudo, o ministro da Saúde vincou que o assunto “não está em cima da mesa”.

“Essa medida não resolve nada por dois tipos de razões: Seria inaceitável encerrar maternidades que estão a uma grande distância e que colocariam as futuras mães a uma grande distância da maternidade mais próxima, o que seria grave do ponto de vista do acesso destas pessoas; nos casos das maternidades localizadas em zonas urbanas mais densas, seria um erro encerrar serviços de obstetrícia onde estamos a formar novos profissionais”, observou.

E sentenciou: “Se o que mais precisamos é de novos profissionais, se encerrarmos os sítios onde eles se formam estamos a concorrer contra a nossa própria causa. Portanto, não está na nossa cogitação encerrar nenhuma maternidade pública”.

Santarém: PCP pede reforço de médicos de Medicina Interna

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A concelhia de Santarém do PCP defendeu, em comunicado, o reforço dos médicos no Hospital Distrital de Santarém (HDS), particularmente de Medicina Interna, e criticou a rotatividade, que ocorreu aos fins de semana, das urgências de Ginecologia e Obstetrícia.

O partido lembra que o concurso para a realização de internato na especialidade de Medicina Interna do HDS no ano de 2023 ficou deserto, “realidade agravada pela saída de médicos desta especialidade do hospital”.

“É absolutamente necessário o reforço dos recursos humanos, nomeadamente de médicos no Hospital de Santarém”, lê-se na nota, tendo os comunistas salientado que os problemas que se têm vivido na Urgência Geral, devido à escassez de médicos internistas, se estendem às urgências de Ginecologia/Obstetrícia, que funcionaram, aos fins de semana, em regime de rotatividade entre o Hospital de Santarém, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (Abrantes) e o Centro Hospitalar do Oeste (Caldas da Rainha).

Ucrânia: ONU pede 5,2 mil milhões de euros para ajuda humanitária em 2023

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As agências da ONU lançaram hoje um plano de resposta às necessidades humanitárias da Ucrânia e pediram à comunidade internacional 5,6 mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros) para ajudar 15,3 milhões de ucranianos em 2023.

O plano foi apresentado hoje em Genebra, em conferência de imprensa, pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, e pelo coordenador humanitário das Nações Unidas, Martin Griffiths, que sublinharam as necessidades crescentes na Ucrânia.

Do montante total, 3,9 mil milhões de dólares (3,63 mil milhões de euros) serão geridos pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), dirigido por Griffiths, e os 1,7 mil milhões de dólares restantes (1,58 mil milhões de euros) irão para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que irá ajudar 4,2 milhões ucranianos que fugiram para outros países europeus.

Autarca de Torres Novas afirma que MKA desistiu de projeto de medicina na cidade devido a “questiúnculas”

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O presidente da Câmara de Torres Novas (Santarém) disse hoje que a empresa que propunha instalar um Centro de Estudos Observacionais em Saúde na cidade desistiu, devido a “questiúnculas” e ao “achincalhar” do projeto.

Pedro Ferreira afirmou, na reunião do executivo camarário de hoje, que o facto de o protocolo que previa a instalação do projeto da Medical Knowledge Academy (MKA) ter sido aprovado por unanimidade na Câmara Municipal “não valeu de nada”, já que os promotores desistiram do acordo com o município.

O autarca apontou a polémica surgida “em alguma comunicação social” e a tomada de posição “de alguns partidos”, numa referência ao BE, que questionou o executivo sobre o histórico da MKA e o facto de o protocolo prever a cedência de um “edifício emblemático” da cidade, adquirido pelo município, que estava já destinado a acolher a ‘Start Up’ Torres Novas.

Pedro Ferreira reafirmou que o projeto para a ‘Start Up’ está concluído e pronto a candidatar a fundos comunitários assim que surja essa possibilidade e que a cedência do edifício à MKA visou “não perder a oportunidade de cativar aquele projeto”.

O autarca lembrou que o protocolo assinado com a empresa tinha uma cláusula em que esta se comprometia a encontrar uma alternativa caso a candidatura da ‘Start Up’ fosse aprovada.

O BE questionou a entrega do edifício à MKA, a qual, afirmava, resultou da junção de três empresas consultadas para um projeto apresentado durante a pré-campanha eleitoral para as autárquicas de 2021, o qual foi entregue a uma delas, acabando o contrato por ser resolvido por incumprimento.

A concelhia bloquista questionou também o executivo torrejano sobre o que aconteceu ao projeto EVA – Equipa para uma Vida Ativa e se, ao receber o projeto CEOS – Centro de Estudos Observacionais em Saúde, apresentado pela MKA, “diligenciou para, no mínimo, conhecer o perfil e o historial” da empresa.

“Não se detetou que esta empresa era propriedade das três empresas consultadas para a implementação do projeto EVA? Não se teve em conta a experiência, que tudo indica negativa (incumprimento do contrato), com uma delas? Se, apesar de tudo, decidiram assinar o protocolo, exige-se saber porquê”, referiu o BE.

Pedro Ferreira disse lamentar que se tenha omitido que a empresa tem protocolos com a P5-Centro de Medicina Digital/Universidade do Minho e a CESPU-Cooperativa de Ensino Superior Politécnico, que asseguravam a existência de conhecimento para desenvolvimento e capacitação de um Centro de Investigação Clínica em Torres Novas.

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