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Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Dois mortos e 15 feridos em tiroteio durante festa de carnaval no Rio de Janeiro

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Duas pessoas morreram, incluindo uma menina de 09 anos, e pelo menos 15 ficaram feridas num tiroteio durante uma festa de carnaval na área metropolitana do Rio de Janeiro, informaram hoje as autoridades.

O incidente ocorreu no domingo à noite, no município de Magé, quando uma multidão acompanhava um desfile de carnaval na praia e começou um tiroteio entre um agente policial e um suposto criminoso local conhecido como ‘Bu’, de acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro.

“Uma mulher de 35 anos” e “uma menina de 09 anos” morreram em consequência da troca de tiros, que também causou “15 feridos”, que foram levados para hospitais na região, disseram à agência EFE fontes do gabinete do presidente da câmara de Magé.

De acordo com a Polícia Militar, o alegado criminoso, identificado pelo pseudónimo ‘Bu’, “tinha iniciado o confronto” com o polícia.

A imprensa brasileira relatou que a luta estava relacionada com conflitos amorosos.

O alegado bandido foi baleado no peito e o polícia na perna, de acordo com as mesmas fontes.

A Câmara Municipal de Magé lamentou o que aconteceu e anunciou numa nota que “proibirá, por decreto, qualquer atividade relacionada com desfiles de rua até ao final do carnaval”.

O Brasil assinala a sua maior festa nestes dias com a celebração dos chamados “blocos”, os ruidosos desfiles que arrastam milhares de pessoas pelas ruas das principais cidades do país.

A celebração oficial começou na sexta-feira passada e durará até à próxima quarta-feira.

Leiria: Serviço Municipal de Vigilância Ambiental foi criado há dois anos

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Município de Leiria

Em 2022, a vespa asiática dominou o registo das ações desenvolvidas pelo Serviço Municipal de Vigilância Ambiental (SMVA), organismo que assinalou dois anos de existência a 15 de fevereiro, e que já registou mais mil ocorrências relacionadas com questões ambientais no concelho desde a sua criação.

Segundo o vereador do Ambiente, Luís Lopes, “o balanço é extremamente positivo, porque, em apenas dois anos, o SMVA conseguiu já alcançar um nível bastante elevado de proximidade com a população, de visibilidade e de credibilidade, numa área em que a exigência de respostas e de atuação é muito elevada”, acrescentando que “apesar de termos ainda um longo caminho, temos conseguido desenvolver um trabalho muito eficiente e eficaz na prevenção, monitorização, vigilância e resposta às ocorrências”.

Num aumento de 173 por cento face a 2021, o SMVA registou 694 ocorrências no ano passado, das quais 80 por cento (555) disseram respeito a situações relacionadas com a vespa velutina (vulgo vespa asiática), incluindo 113 casos de falso alarme, sendo os restantes eventos referentes a obstrução de linhas de água, perigo de inundação, deposição indevida, poluição e descargas no solo e pragas e doenças.

O primeiro ano de atividade foi de cenário diferente, já que 38 por cento das ocorrências foram relativas a más práticas de deposição de resíduos e 22 relacionadas a viaturas abandonadas, enquanto, já no mês de janeiro deste ano, a predominância das ocorrências manteve-se sobre a vespa velutina, tendo o Serviço registado 39 casos, o que representa 72 por cento do total de situações (54).

Nestes dois anos, a atividade deste serviço municipal também incluiu a vigilância de linhas de água e da zona hidroagrícola do Vale do Lis, com vista à dissuasão e deteção e de infrações ambientais, a participação em sessões de esclarecimento sobre a intervenção de limpeza e Valorização da Ribeira dos Milagres e Frente Ribeirinha do Rio Lis, para além da realização de vistorias a explorações pecuárias.

Criado a 15 de fevereiro de 2021, o Serviço Municipal de Vigilância Ambiental promove a sustentabilidade do ambiente e dos recursos naturais do concelho, devendo a comunicação de qualquer ocorrência ser feita através da aplicação do Município de Leiria, preferencialmente, do email smva@cm-leiria.pt ou dos contactos 244 845 644 e 964 822 467 (WhatsApp).

Nazaré: Desfile de Carnaval de domingo visto por mais de 100 mil pessoas

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Município da Nazaré

O desfile de Carnaval de domingo, na marginal da Nazaré, foi visto por mais de 100 mil pessoas, estimou hoje Câmara, organizadora dos festejos.

“Depois da pandemia, voltámos da melhor forma, com desfiles cheios de espetadores nas ruas da Nazaré”, afirmou o presidente da Câmara, Walter Chicharro, numa nota às redações, na qual refere que o Carnaval “cresce de ano para ano”.

O desfile, que conta com 20 carros alegóricos e grupos, regressará na terça-feira, dia 21, e vai obrigar ao condicionamento do trânsito na entrada Sul para a Marginal, sendo apenas permitida a circulação dos veículos até à entrada para os parques de estacionamento.

A Avenida Manuel Remigio, até à Rua dos Galeões, estará cortada ao trânsito. A partir das 09:30, a Avenida da República irá ficar condicionada ao trânsito, em toda a sua extensão, bem como a Avenida Mouzinho de Albuquerque e Rua dos Barrancos. Às 14:00 será cortado o trânsito na Avenida Circular Norte e Avenida Vieira Guimarães, bem como todos os acessos às Avenidas Manuel Remígio e República.

Procissão da Ordem Terceira antecipa Semana Santa em Óbidos

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Município de Óbidos

A Procissão Penitencial da Ordem Terceira, também conhecida por Procissão da Rapaziada, em Óbidos, realiza-se no próximo dia 26 de Fevereiro, domingo, com início às 15 horas. Esta cerimónia religiosa dá início às celebrações pascais na vila de Óbidos e pretende responder às necessidades de preparação espiritual para o período da Quaresma que se inicia.

Uma cerimónia que recorda a espiritualidade de São Francisco de Assis, vivida com profundidade durante séculos na vila de Óbidos. Os andores recordam vários momentos da vida do Santo de Assis e de vários santos que viveram a espiritualidade do Santo dos Pobres.

A tradição desta Fé já vem do tempo em que a vila de Óbidos pertencia à Casa das Rainhas. É uma manifestação religiosa com raízes culturais e humanas, muito rara no País, realizando-se, nesta região, somente em Mafra e Óbidos.

O cortejo parte da Capela de Nossa Senhora de Monserrate (Ordem Terceira), que conta já cerca de seis séculos, segue pelas ruas da vila de Óbidos, até à Igreja da Misericórdia, onde são recordados os ideais defendidos por São Francisco, e retorna depois à Capela de Nossa Senhora de Monserrate.

A procissão tem a seguinte disposição: à frente uma cruz com o emblema franciscano, seguida por três jovens com símbolos da natureza humana (caveira, coração e cinzas); seguem-se os andores com as nove imagens (Salvador do Mundo, Bem Casados, Santa Margarida de Cortona, São Luís Rei de França, Santa Isabel, Santa Bebiana, Santo Ivo, Santa Rosa de Viterbo e São Francisco de Assis recebendo as Chagas); entre os andores vão anjos carregando flores ou os atributos dos santos; a terminar uma cruz processional e acólitos, a exposição do Santo Lenho e só depois a música e os fiéis que acompanham o cortejo.

A Ordem Terceira foi criada no século XIII por São Francisco de Assis para pessoas que desejavam viver como religiosos, sem deixarem o seu estado civil. Esta comunidade laica só se instalou na Capela de Nossa Senhora de Monserrate no século XVIII. As nove imagens dos andores foram mandadas fazer em Braga no ano de 1849.

Atualmente, a Procissão da Rapaziada é organizada pelas Paróquias de Santa Maria e S. Pedro de Óbidos, Santa Casa da Misericórdia da vila de Óbidos, Comissão da Semana Santa, Município de Óbidos e empresa municipal Óbidos Criativa.

Incêndios: Bombeiros Voluntários de Leiria devolvem 231.978 euros ao Estado

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BVL

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Leiria (AHBVL) vai devolver ao Estado 231.978 euros referentes ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, segundo o acordo homologado por sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria.

No acordo entre a AHBVL e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), consultado pela agência Lusa, lê-se que aquela corporação “aceita proceder à reposição nos cofres do Estado do valor total de 231.978 euros, referente aos montantes das verbas públicas transferidas” pela Autoridade Nacional “e consignadas à comparticipação das equipas de intervenção do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios (DECIR), de 2020 e 2021”.

A reposição da quantia “será efetuada em 46 prestações mensais, iguais e sucessivas, tendo a primeira no valor de 6.978 euros e as restantes 45 no montante de 5.000 euros cada, com início no próximo mês de janeiro de 2023”, segundo o acordo homologado por sentença de 24 de novembro último.

No documento lê-se ainda que o pagamento de cada uma das prestações “operar-se-á por retenção”, a efetuar pela ANEPC, “da dotação mensal que é entregue” à AHBVL, “atualmente fixada em 7.297,13 euros/mês”.

O incumprimento no pagamento pontual e integral de qualquer uma das prestações acordadas determina o imediato vencimento das restantes, sendo que, com a reposição integral do valor, as duas entidades declaram, reciprocamente, “nada mais ter a exigir ou a reclamar, da outra parte, seja a que título for, quer relativamente aos montantes, quer relativamente aos factos e/ou circunstâncias que são objeto dos presentes autos”.

Em maio de 2022, a ANEPC determinou à AHBVL a devolução ao Estado de 231.978 euros relativos ao DECIR, tendo a corporação anunciado a impugnação da decisão.

O despacho, do presidente da ANEPC, decorreu da ação de fiscalização à documentação relativa aos pagamentos dos recursos humanos afetos ao DECIR de 2020 e 2021.

Nas conclusões/propostas da ação de fiscalização lê-se que a AHBVL, “ao proceder a pagamentos a bombeiros colocados no quadro de honra e a todos os bombeiros de serviço, não aplicou as verbas públicas transferidas” pela ANEPC no âmbito do DECIR de 2020 e 2021 “consignadas à comparticipação das equipas de intervenção em conformidade com as regras constantes nas diretivas financeiras” do dispositivo.

Através do documento refere-se que, “a acrescer ao desrespeito pelas normas financeiras que regulam as verbas públicas transferidas no âmbito do DECIR, resultou ainda um remanescente de dinheiros públicos indevidamente mantidos nos cofres” da associação humanitária.

Esta ação de fiscalização da ANEPC foi desencadeada por denúncias de bombeiros em 2021, disse à Lusa em junho o advogado Pedro Silvério, que representa nove bombeiros.

“Os bombeiros reclamaram diretamente à associação humanitária e apresentaram um abaixo-assinado no qual comunicaram que o pagamento do DECIR não estava de acordo com a diretiva da ANEPC”, explicou na ocasião Pedro Silvério, esclarecendo que, na sequência deste abaixo-assinado, foram instaurados processos disciplinares, tendo sido sancionados 22 bombeiros, quatro dos quais demitidos, tendo os restantes 18 sido sancionados com suspensões e repreensões registadas.

O advogado acrescentou então que no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria corre termos uma ação na qual é pedida a nulidade das sanções aplicadas a nove bombeiros, incluindo os quatro demitidos.

O presidente da direção dos Bombeiros Voluntários de Leiria, Almeida Lopes, disse hoje que “este acordo já havia sido proposto à ANEPC”, ainda quando o processo estava na Autoridade Nacional, “mas foi recusado”, tendo sido aceite em sede de processo intentado no tribunal pela associação humanitária.

Em janeiro último, a Lusa enviou um pedido de informação por mensagem eletrónica à ANEPC, que repetiu em fevereiro, mas não teve resposta. Apesar dos telefonemas a relembrar o pedido, a ANEPC continua sem responder, sendo que uma das questões era esta: “O valor que era devido aos bombeiros que integraram o DECIR vai ser transferido para aqueles depois de a ANEPC receber as verbas?”.

Liga e Sporting de Braga repudiam agressões a repórter fotográfico

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e o Sporting de Braga repudiaram hoje, em comunicados, a agressão a um repórter fotográfico, após a partida, em Braga, entre bracarenses e Arouca, para a 21.ª jornada da I Liga.

Segundo revela o jornal O Jogo, o repórter fotográfico Gonçalo Delgado foi agredido com uma cabeçada por um adepto do Sporting de Braga num dos elevadores do Estádio Municipal de Braga. O jornal acrescenta que o agressor terá fugido do local, mas que foi apresentada queixa contra este junto da PSP.

“A Liga Portugal apresenta uma palavra de solidariedade ao repórter fotográfico Gonçalo Delgado, que se encontrava ao serviço de O JOGO no Estádio Municipal de Braga, repudiando esta e qualquer agressão verbal ou física contra elementos da comunicação social, que ocorram nos estádios ou nas imediações dos mesmos”, pode ler-se no comunicado da Liga.

Este organismo apela ainda aos adeptos para que “situações como as que aconteceram hoje no Estádio Municipal de Braga, e há uma semana no Estádio de Alvalade, com duas equipas da CMTV, não se repitam, mostrando, como sempre tem feito, total disponibilidade para, em conjunto com as autoridades, encontrar mecanismos que permitam erradicar qualquer tipo de comportamentos violentos dos estádios portugueses”.

Também o Sporting de Braga condenou a agressão ao repórter fotográfico após a partida com o Arouca – vitória ‘arsenalista’ por 2-0 -, e mostrou-se “totalmente disponível para colaborar com as autoridades” para a rápida identificação do agressor.

“O SC Braga repudia todo e qualquer ato de violência e, por isso, censura o comportamento verificado num elevador do Estádio Municipal de Braga após o encontro diante do FC Arouca, resultado de uma altercação entre dois indivíduos. Este comportamento torna-se especialmente gravoso quando a pessoa ofendida se trata de alguém devidamente credenciado para o exercício das suas funções profissionais”, escrevem os ‘arsenalistas’ na sua nota.

O clube bracarense adianta já ter manifestado “diretamente o seu apoio e solidariedade junto da pessoa ofendida”, acrescentando ainda ter tomado “diligências para que sejam apuradas responsabilidades”.

Pelo menos 24 mortos no litoral de São Paulo devido a fortes chuvas

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DR

O número de mortes na região litoral do estado de São Paulo, no Brasil, devido às fortes chuvas das últimas 24 horas, aumentou para pelo menos 24, de acordo com fontes locais, citadas pelo portal de notícias G1.

Em São Sebastião, a 197 quilómetros de São Paulo, foram contabilizados 23 mortos, segundo o presidente da câmara daquela cidade, Felipe Augusto. Já em Ubatuba, a 220 quilómetros de São Paulo, uma criança de 7 anos morreu num deslizamento de terras.

No entanto, segundo o Governo do estado de São Paulo, foram registadas 19 mortes em todo o litoral.

Ainda de acordo com o Governo, também citado pelo G1, mais de 550 pessoas deixaram as suas casas, havendo registo de 228 desalojados acolhidos por familiares e 338 encaminhados para zonas abertas para acolher as pessoas atingidas pelas fortes chuvas.

O governador do estado de São Paulo decretou estado de calamidade nas cidades de São Sebastião, Ubatuba, Ilhabela, Caraguatatuba e Bertioga.

Pelas 18:00 de hoje de Lisboa, o presidente da Câmara de São Sebastião, Felipe Augusto, citado pelo portal de notícias G1, dava conta que os helicópteros de resgate entretanto acionados não estavam a conseguir chegar à zona mais crítica da cidade. O mesmo acontecendo com carros e barcos, estando os habitantes no local a fazer as buscas.

O autarca revelou que havia várias pessoas presas debaixo dos escombros de casas que foram destruídas pelo temporal e deslizamentos de terras.

Em vários locais do litoral de São Paulo há falhas nas redes de abastecimento de água e de eletricidade, várias estradas cortadas e carros submersos.

De acordo com a CNN Brasil, o Governo de São Paulo vai enviar ajuda humanitária para São Sebastião.

Bebé e dois adultos morrem em acidente rodoviário no concelho da Marinha Grande

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Três pessoas morreram, incluindo um bebé de dois meses, e duas ficaram feridas na sequência de uma colisão entre dois veículos hoje no concelho da Marinha Grande, distrito de Leiria, disse fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).

As vítimas mortais são, além do bebé, dois homens, um de 31 anos e outro de 58, adiantou à Lusa a mesma fonte.

“Do acidente resultaram ainda dois feridos ligeiros, uma mulher de 30 anos e um menino de 9 anos”, acrescentou a GNR, esclarecendo que os feridos foram transportados para o Hospital de Santo André, em Leiria.

A morte do bebé ocorreu já neste hospital, referiu.

Fonte da GNR afirmou que o acidente, uma colisão entre uma viatura ligeira e outra de mercadorias, ocorreu pelas 19:49, na Estrada Atlântica, em Pedras Negras, São Pedro Moel.

Segundo o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Leiria, ao local acorreram um total de 32 operacionais, dos bombeiros da Marinha Grande e Vieira de Leiria, meios do Instituto Nacional de Emergência Médica e da GNR, apoiados por 13 viaturas.

As circunstâncias do acidente estão a ser investigadas pelo Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação da GNR, pelo que a Estrada Atlântica ainda se encontra cortada ao trânsito e, pelas 22:49, não havia previsão para a sua reabertura.

Turquia/Sismo: Médicos Sem Fronteiras pedem “aumento urgente” de ajuda para a Síria

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Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) apelaram para um “aumento urgente” da ajuda humanitária no norte da Síria, onde chegaram hoje 14 camiões transportando ajuda de organizações não-governamentais (ONG) para as vítimas do sismo ocorrido no dia 06.

A caravana chegou domingo de manhã pelo posto de fronteira de al-Hammam proveniente da Turquia, de acordo com os MSF e um correspondente da agência de notícias France-Presse (AFP).

“Esta primeira caravana transporta 1.296 tendas destinadas aos deslocados e às famílias (de cinco pessoas ou mais), bem como 1.296 ‘kits’ de inverno para isolar as tendas do frio” refere a ONG em comunicado.

Segundo a organização, “outras caravanas dos MSF devem seguir rapidamente para entregar material médico e não médico”.

“É urgente um aumento no volume de suprimentos para responder à escala da crise humanitária”, alertaram os MSF, referindo que a ajuda “está a chegar aos poucos, em quantidades insignificantes”, com um volume que “mal chega àquele antes da catástrofe”, lamentou Hakim Khaldi, chefe da missão dos MSF na Síria.

Após os sismos, ONG e ativistas da oposição criticaram a lentidão na chegada da ONU às áreas controladas por rebeldes no noroeste do país, onde a população já vivia em condições difíceis.

Antes do sismo, quase toda a ajuda crucial para mais de quatro milhões de pessoas que vivem nas áreas controladas pelos rebeldes no noroeste da Síria era canalizada via Turquia, através do posto fronteiriço de Bab al-Hawa, o único ponto de passagem garantido por uma resolução do Conselho de Segurança sobre a passagem transfronteiriça de ajuda da ONU sem aprovação de Damasco.

A Síria aceitou que duas novas travessias de fronteira com a Turquia sejam usadas, durante três meses, por caravanas que transportam ajuda para as áreas rebeldes.

Os MSF especificam que a sua entrega foi organizada “fora do mecanismo humanitário transfronteiriço das Nações Unidas”, já que as ONG não são obrigadas a cumpri-lo, ao contrário das agências da ONU.

Mais de 44 mil pessoas morreram após os sismos que devastaram o sudeste da Turquia e o norte da Síria, a 06 de fevereiro, incluindo 3.688 neste país já devastado pela guerra.

A Síria vive uma guerra civil desde 2011, desencadeada pela repressão às manifestações pró-democracia, que já provocou meio milhão de mortos, desalojou milhões e fragmentou o país.

Os sismos na Turquia e na Síria, de 7,7 e 7,6 na escala de Richter, respetivamente, ocorreram em 06 de fevereiro, tendo-se seguido várias réplicas mas de muito menor intensidade.

Papa pede “caridade concreta” para países que sofrem guerras e catástrofes

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foto: Vatican Media

O Papa Francisco pediu hoje “caridade concreta” para todos os países que sofrem com guerras, pobreza e catástrofes naturais, na habitual oração do Angelus, na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

“O amor de Jesus pede-nos que nos deixemos tocar pelo sofrimento de quem sofre”, afirmou o Papa, referindo pensar “especialmente na Síria e Turquia, nas numerosas vítimas do terramoto”, mas também “nos dramas quotidianos do querido povo ucraniano e em tantos povos que sofrem com a guerra, a pobreza e a devastação ambiental”.

Francisco expressou ainda a sua proximidade à Nova Zelândia, devido ao ciclone que atingiu o país e que causou vítimas e avultados danos.

“Não esqueçamos aqueles que sofrem, que a nossa caridade seja atenta e concreta”, apelou o Papa.

O chefe de Estado do Vaticano enviou várias toneladas de alimentos para a zona da Turquia afetada pelo terramoto, segundo o cardeal Konrad Krajewski, esmoler pontifício.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados das Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

No sábado, responsáveis turcos elevaram para cerca de 40.000 o número de mortos devido aos sismos registados em 06 de fevereiro no sul do país, próximo da fronteira com a Síria, país em que já morreram perto de 4.000 pessoas, segundo dados oficiais.

A passagem do ciclone tropical Gabrielle pela Ilha Norte da Nova Zelândia deixou pelo menos três mortos e mais de 10.500 pessoas desalojadas, avançaram na quarta-feira as autoridades do país.

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