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Caldas da Rainha
Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Caldas da Rainha: Adiado prazo para se saber localização de novo hospital do Oeste

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© João Polónia/Notícias Em Direto

O ministro da Saúde foi sensível às preocupações manifestadas em relação ao estudo de localização do novo hospital do Oeste e prolongou por um mês o prazo do parecer final, disse hoje o presidente da Câmara das Caldas da Rainha.

“Fomos informados sobre esta decisão de alongar o prazo para a decisão numa audiência conjunta, [dos presidentes de câmara das] Caldas e Óbidos com o senhor ministro, onde fomos apresentar as nossas preocupações em relação ao estudo pela falta de critérios que tem, para que se possa tomar uma decisão correta e de tipologia também”, disse Vítor Marques (independente), em declarações à Lusa.

O estudo, encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste, aponta o Bombarral (no distrito de Leiria), como a localização ideal para o hospital que deverá servir todos os concelhos do Oeste, uma escolha contestada pelos municípios das Caldas da Rainha, de Óbidos e de Rio Maior, que defendem a construção do equipamento na confluência destes concelhos.

O parecer final estava previsto para o fim de março, mas, referiu Vítor Marques, os municípios das Caldas da Rainha e de Óbidos (presidido por Filipe Daniel, do PSD) conseguiram “mostrar que há muitos mais critérios a pôr na equação da localização do que aqueles que estão inscritos no estudo” atual.

Vítor Marques adiantou ainda que os autarcas estão “a preparar um dossiê com os critérios que devem ser tidos em conta para a utilização de um investimento desta natureza”.

“Trata-se de um investimento, para já, de extrema importância e de necessidade, acima dos 150 milhões de euros; um investimento que perdura no tempo mais de 30 anos. Os critérios que o estudo tem de tempo e distância são poucos”, sublinhou.

Segundo o autarca, existem muitas diferenças no estudo apresentado e nos critérios que os municípios defendem: o documento “assentou na localização de tempo e distância, o que em saúde e urgência é importante”, mas considerou apenas os utentes e não teve em conta as patologias, os profissionais de saúde, os serviços e o território.

Em relação aos terrenos, acrescentou, o estudo considerou “uns sem maturidade técnica, outros sem dimensão e outros ainda com orografias complexas”, além de que outros se encontram “perto de aterros sanitários” e outros “atravessados pela A8 [autoestrada] e pela ferrovia”.

Considerando que o documento “poderá ter algum enviesamento”, Vítor Marques lembrou também que não foram considerados serviços já instalados no território, quer de saúde pública, quer de saúde privada e de ação social, referindo que o “Oeste Norte é muito mais limitado do que o Oeste Sul nesta natureza de serviços”.

O autarca defendeu que o futuro hospital esteja bem integrado na rede hospitalar nacional, tendo em conta os serviços contíguos dos hospitais de Leiria, de Santarém, de Vila Franca e de Loures.

“Se considerarmos também estas ‘nuances’, vemos que realmente o Oeste Norte é aquele que tem menos condições, menos ofertas”, sublinhou.

No início do janeiro, o município de Rio Maior (distrito de Santarém) juntou-se aos de Óbidos e das Caldas da Rainha (Leiria) na defesa da localização do novo hospital do Oeste neste último concelho, alegando que parte da sua população é servida na unidade desta cidade.

O presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias (PSD), alegou que “deslocalizar para fora do concelho das Caldas da Rainha esta unidade hospitalar” deixará cerca de 12 mil pessoas do seu concelho com “menos disponibilidade de serviços e menos qualidade de serviço, a partir do momento em que a distância ao hospital se torna maior”.

De acordo com o autarca, apesar de Rio Maior ter como referência o hospital de Santarém, “grande parte da população continua a ser servida nas Caldas da Rainha, nomeadamente nos serviços de Obstetrícia”.

Em alternativa ao Bombarral, os três municípios defendem que o novo hospital seja construído num terreno na confluência de Óbidos e Caldas da Rainha, com um área total de 196 mil metros quadrados e uma área bruta de construção de 75 mil metros quadrados, que permitirá servir uma população de perto de 360 mil pessoas dos concelhos de Torres Vedras, Alcobaça, Caldas da Rainha, Alenquer, Peniche, Lourinhã, Rio Maior, Nazaré, Bombarral, Cadaval e Óbidos.

Acessível através das Autoestradas 8 (que liga a Lisboa) e 15 (que liga a Santarém), ao Itinerário Principal 6 (que liga a Peniche) e com ligações a estações rodoviárias e ferroviárias o local, permitirá ainda a construção de 1.700 lugares de estacionamento.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

Essência do Vinho: do Porto para o mundo

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O evento volta à cidade este mês e traz uma novidade: a estreia da Wine & Travel Week, uma feira internacional de enoturismo.

Entre 23 e 26 de fevereiro, o Porto volta a ser o ponto de encontro do universo da enologia. A 19.ª edição da Essência do Vinho promete superar este ano os 3000 rótulos participantes, reunidos por mais de 350 produtores no Palácio da Bolsa, em plena zona Património Mundial.

Fundada em 2004 e apresentada desde então como “a principal experiência do vinho em Portugal”, a iniciativa inclui um programa com provas e degustações, concursos, sessões gastronómicas e muitas outras atividades paralelas.

“O evento extravasa o local onde se realiza, promove e posiciona o vinho português como nenhum outro no país”, sublinha, em comunicado, Nuno Guedes, fundador da Essência do Vinho. E é com essa visão do Porto como ponte para o mundo que a edição de 2023 traz uma novidade: a Wine & Travel Week.

A primeira feira internacional de enoturismo organizada pelo promotor será um encontro profissional e de negócios, com um número superior a 200 expositores e compradores, vindos de mais de uma dezena de países. O objetivo é promover a partilha de conhecimento ligado a um setor de atividade em franco crescimento internacional.

A par de um fórum com jornalistas, especialistas e líderes de opinião, a feira propõe um programa que inclui roteiros e visitas técnicas a várias regiões do país.

Tanto a inscrição na Wine & Travel Week como a compra de bilhete para a Essência do Vinho estão disponíveis online.

Agoraporto.pt

Heróis de banda desenhada dão o mote ao Festival de Chocolate de Óbidos 2023

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O evento mais guloso do ano está quase a chegar. De 10 a 26 de Março, aberto de sexta a domingo, o Festival Internacional de Chocolate volta à Vila de Óbidos com uma programação de excelência, onde o chocolate é o ingrediente principal. Este ano, o tema escolhido foi a Banda Desenhada, através da qual se contará a história do chocolate, e as personagens mais emblemáticas dos livros aos quadradinhos transformam-se em fantásticas esculturas.

“Procuramos sempre inovar mantendo os momentos preferidos do público e dos profissionais, por isso voltamos a ter as esculturas em chocolate, a presença de grandes marcas e os showcookings com figuras reconhecidas, mas apostámos também em novidades, como os graffiters ao vivo, espaços de pôr a mão na massa, neste caso, no chocolate, ou momentos de diversão e lazer, nos quais juntamos, por exemplo, chocolate e vinho”, revela Filipe Daniel, presidente da Câmara Municipal de Óbidos.

O evento conta com a curadoria do Chef Francisco Siopa, um dos mais reconhecidos profissionais do setor da gastronomia a nível nacional e internacional. As esculturas, entre as quais poderá encontrar o Homem-Aranha, o Tintim, ou a Turma de Mónica, entre outros, estarão a cargo dos chefs Abner Ivan e Natália Marinho, vencedores de vários prémios internacionais de Pastelaria, e Jorge Cardoso, campeão mundial do Culinary World Cup, que vai estar a fazer uma escultura de chocolate ao vivo.

A restante programação está ainda por revelar, mas a organização promete mais um divertido evento para todos os visitantes.

Em Março, Óbidos volta a estar repleto de histórias e chocolate, para mais uma saborosa edição do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos. O evento estará aberto das 11h às 20h, sextas, sábados e domingos, e os bilhetes gerais, que estão disponíveis online em obidos.bol.pt.

Informações adicionais em obidos.pt.

Santarém: O Futuro do Olival e do Azeite no Ribatejo em debate no CNEMA

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Município de Santarém

O Futuro do Olival e do Azeite no Ribatejo esteve em debate na manhã do dia 9 de fevereiro no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém.

Nuno Russo, Vereador da Câmara Municipal de Santarém (CMS) com o pelouro da agricultura, participou neste debate para falar do “Apoio ao Desenvolvimento Agrícola no Concelho”, pois Santarém é caracterizada por uma forte atividade do setor, de relevante importância agrícola. O Vereador referiu que “é necessário e fundamental conhecer melhor o setor olivícola, que se encontra em crescente dinâmica, profissionalismo e modernidade, o que leva a ter cada vez mais um peso económico significativo. Contudo devemos identificar os problemas e oportunidades para valorizar a azeitona e o azeite, promovendo e divulgando ideias e experiências”.

Na sessão de abertura, que contou com a presença de Manuel Valamatos, Presidente da Câmara Municipal de Abrantes e Rui Hipólito, Diretor Regional Adjunto da Direção regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Susana Sassetti, Secretária-geral da Associação dos Agricultores do Ribatejo (AAR), na sua exposição, apresentou o estado em que se encontra o setor do olival e do azeite no Ribatejo, a sua evolução e concluiu não existirem dados fiáveis sobre o mesmo, de maneira a caracterizar a realidade da região, e a poderem ser fundamentadas as soluções mais adequadas.

Mariana Matos, Secretária-geral da Casa do Azeite, abordou o tema da futura Associação Interprofissional da Fileira Oleícola (AIFO), entidade que pretende ser uma base para o desenvolvimento nacional deste setor.

Esta iniciativa teve como objetivos ouvir os produtores e as entidades ligadas à olivicultura e ao azeite, promovendo o debate sobre o setor no Ribatejo, a sua evolução e o seu desenvolvimento futuro, quais as áreas a desenvolver, o futuro do olival tradicional, as perspetivas e necessidades do olival intensivo, o futuro da DOP – Denominação de Origem Protegida Azeites do Ribatejo, necessidade do reconhecimento de uma IGP – Indicação Geográfica Protegida e do reconhecimento de uma Organização de Produtores no Ribatejo.
Neste evento foram também apresentados dois projetos inovadores de apoio ao setor e aos olivicultores da região.

Um dos projetos, liderado pelo Instituto Superior de Agronomia, o OIL4MED, apresentado por Henrique Ribeiro, tem como objetivo construir uma plataforma WEB colaborativa inteligente, destinada a apoiar pequenos olivicultores, de modo a dar-lhes uma maior visibilidade, melhorar a sua rentabilidade e garantir confiança e transparência na comercialização dos seus produtos.

O segundo projeto – Olival Circular – foi apresentado por Gonçalo Cunha Ferreira, da empresa Entogreen, e que se foca na transformação de um subproduto do olival, o bagaço da azeitona, em fertilizante orgânico para os solos e em óleos e proteínas para a alimentação animal. Trata-se de um projeto totalmente inovador e que irá dar resposta a uma lacuna do setor, do tratamento do bagaço, que com o aumento da produção do azeite deixou de ter capacidade de escoamento na realidade nacional.

Deste debate resultou a proposta da criação de um grupo de trabalho, para o acompanhamento deste setor e das necessidades do mesmo, tendo ficado decidido a assinatura de um protocolo de colaboração entre as várias entidades durante a Feira Nacional de Agricultura.

Turquia/Sismo: Portugal disponível para enviar nova missão caso seja necessário

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RSBLisboa

Portugal está disponível para enviar uma nova missão para apoiar a Turquia, atingida em 06 de fevereiro por um forte sismo, caso seja necessário, disse hoje o ministro da Administração Interna.

“Se for necessário mobilizar de novo uma nova força, Portugal já manifestou à embaixada a sua disponibilidade”, precisou aos jornalistas José Luís Carneiro, que esteve presente no terminal militar de Figo Maduro, em Lisboa, na cerimónia de chegada da missão portuguesa que desde o dia 08 esteve na Turquia para apoiar as operações de busca e salvamento após o sismo e várias réplicas.

A Força Operacional Conjunta (FOCON) – coordenada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e composta por 52 elementos da Força Especial de Proteção Civil da ANEPC, GNR, Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e por seis cães – esteve na Turquia através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Por isso, uma nova missão portuguesa teria também de ser enquadrada no mesmo âmbito.

“Se o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o Centro Coordenador de Resposta de Emergência [da União Europeia] assim o entender, Portugal estará disponível para mobilizar uma nova força de apoio para busca e salvamento e, se necessário for, para a própria reconstrução”, sublinhou o ministro.

Questionado sobre o tempo que durou a presença da equipa portuguesa na Turquia, José Luís Carneiro afirmou que “o importante não é o tempo que demoram as missões, mas sim o que significam”, acrescentando que “o facto de ter salvado uma criança com 10 anos demonstra a oportunidade e utilidade”.

“Esta missão teve um momento muito significativo que foi vivido com muita emoção por parte de todos os portugueses, o de resgatar com vida uma criança com 10 anos de idade, por isso mesmo marca de uma forma indelével esta missão internacional desenvolvida por esta força especial”, precisou, destacando que os operacionais cumpriram “o essencial”.

O ministro transmitiu aos elementos desta força palavras “de profundo agradecimento e gratidão” pelo trabalho desenvolvido.

José Luís Carneiro disse ainda que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai receber estes elementos na quarta-feira, dia 22 de fevereiro, às 11:00, para lhes dar “um especial agradecimento”.

A FOCON participou nas operações de socorro na Turquia com valências nas áreas de busca, salvamento, proteção e socorro em estruturas colapsadas.

Na cerimónia de chegada estiveram presentes a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, e os secretários de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, e da Saúde, Ricardo Mestre.

Mais de 44.000 pessoas morreram na Turquia na sequência dos dois fortes abalos que atingiram o país e o norte da Síria em 06 de fevereiro, avançaram hoje as autoridades.

Ao terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter – com epicentro em território turco – seguiram-se várias réplicas, uma das quais de magnitude 7,5.

Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aumentou para 84,5 milhões de dólares (79 milhões de euros) o pedido internacional de ajuda financeira destinado às vítimas destes sismos.

ASAE suspende atividade de 10 alojamentos locais por falta de segurança e higiene

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ASAE

A ASAE indicou hoje que suspendeu a atividade de 10 alojamentos locais por falta de requisitos de segurança e higiene e instaurou 33 processos contraordenacionais durante uma operação direcionada a este tipo de atividade.

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) refere que realizou esta semana uma operação de fiscalização, denominada ”Dormir Seguro”, direcionada para o alojamento local, que decorreu em zonas históricas das cidades do Porto, Viana do Castelo, Coimbra, Póvoa do Varzim, Peso da Régua, Aljezur, Albufeira, Lisboa, Évora, Viseu, Covilhã, Viseu, Santarém e Vila Real.

Segundo a ASAE, a operação teve como objetivo verificar “o cumprimento das regras legais específicas a que estas infraestruturas se encontram obrigadas” para garantir a “saúde e segurança” dos utilizadores.

A ASAE precisa que foram fiscalizados 192 operadores económicos e foi determinada a suspensão de atividade de 10 alojamentos locais por falta dos requisitos de segurança e de higiene.

Este organismo indica que foram ainda instaurados 33 processos contraordenacionais, sendo as principais infrações o incumprimento dos requisitos de funcionamento de higiene e segurança e a falta do Registo Nacional de Estabelecimentos de Alojamento Local, do Livro de Reclamações e da placa AL (Alojamento Local).

Funcionamento de serviços e juízos em causa se não houver aumento de funcionários

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© Tribunal Judicial da Comarca de Leiria

O funcionamento de quase todos os serviços e juízos da Comarca de Leiria vai ficar em causa se não houver um aumento do número de oficiais de justiça, refere o seu relatório de 2022, tornado público esta semana.

“Caso não seja redimensionado (em alta) o quadro de oficiais de justiça da Comarca e também preenchidos os lugares vagos, o funcionamento da quase globalidade dos serviços e juízos ficará em causa”, lê-se no documento, assinado pela juíza presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Leiria, Teresa Oliveira.

De acordo com o relatório anual, o quadro legal da Comarca de Leiria tem 322 oficiais de justiça, mas o quadro real é de 274, uma diferença de 48. A esta diferença acresce mais cerca de 10 funcionários que estão de baixa prolongada, sendo que, desde o início do ano, dois oficiais de justiça se aposentaram, disse à agência Lusa fonte dos órgãos de gestão da Comarca.

O relatório anual salienta também como “absolutamente necessário e urgente alterar o parque judiciário do Núcleo de Leiria, disperso por vários edifícios, alguns arrendados, absolutamente disfuncionais para o funcionamento de um tribunal”, como os edifícios onde estão o Juízo de Família e Menores e o Juízo Local Cível, “e outros a necessitarem de obras urgentes, como o edifício onde se encontram instalados os juízos Central Cível e do Comércio”.

No documento é criticado o “absoluto amadorismo” no tratamento de espólio e objetos apreendidos, com a Comarca a sugerir, de novo, a criação de um programa informático em que a primeira identificação desses objetos – feita, por exemplo, nos órgãos de polícia criminal – “possa ser migrada para as restantes fases processuais”.

Por outro lado, defende-se “maior previsibilidade entre a cessação e o início da vigência dos novos contratos, centralizados na Unidade de Compras do Ministério da Justiça”, a nível de aquisição de bens e serviços, para “serem evitadas algumas entropias” na aquisição de papel de fotocópia e manutenção de equipamentos, entre outros.

Na parte relativa às instalações, o relatório, de 96 páginas, identifica quais os edifícios com funcionários afetos à segurança e onde existem pórticos de deteção de metais, considerando essencial a contratação de seguranças e instalação de pórticos para os restantes, pois “é nos edifícios mais pequenos, onde não existe qualquer barreira ou atendimento à entrada, que têm surgido problemas de segurança”.

Ainda em matéria de instalações, são elencados os trabalhos efetuados, o estado e as necessidades de cada um dos tribunais do distrito de Leiria, desde edifícios sem gabinetes suficientes para magistrados, sem salas de testemunhas e onde o sistema de videovigilância não funciona, como sucede no Palácio da Justiça de Leiria (onde decorrem os julgamentos coletivos).

Outros há que não dispõem de acesso a pessoas com mobilidade reduzida, sendo de assinalar que nos juízos Central Cível e Comércio, em Leiria, continua por resolver a reparação do beirado do telhado (em outubro de 2021 caíram pedaços de pedra para a via pública, situação reportada à Direção-Geral da Administração da Justiça e Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, tendo sido enviado a este último nesse mês um orçamento).

Já na Nazaré, o edifício é “totalmente desadequado” para o tribunal, sem “sala de advogados, nem sala de testemunhas, inexistindo qualquer espaço de espera minimamente condigno”. O município cedeu “o edifício da antiga Câmara na Pederneira”, aguardando-se o início da obra de adaptação.

Problemas de infiltrações ou ausência de sistema de climatização estão entre outros problemas identificados nos tribunais pela Comarca de Leiria.

No relatório, que inclui resultados, propostas e o plano de atividades para 2023, acrescenta-se que a Comarca de Leiria vai diligenciar, entre outros aspetos, para que seja “pensada e aprovada a construção de um novo Palácio da Justiça/Cidade Judiciária, onde se concentrem todos os serviços deste Núcleo da Comarca”, para colmatar as deficiências que se verificam ao nível do edificado (acessibilidade e segurança, exiguidade e desadequação dos espaços, e falta de estacionamento) e “permitir uma melhor gestão dos recursos humanos e dos equipamentos”.

“No que respeita ao Juízo de Competência Genérica da Nazaré, lograr, finalmente, a sua instalação num edifício condigno”, adianta a Comarca, que vai também pugnar por maior número de juízes e de oficiais de justiça.

Turquia/Sismo: Número de mortos em território turco sobre para mais de 44 mil

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Mais de 44.000 pessoas morreram na Turquia na sequência dos dois fortes sismos que atingiram o país e o norte da Síria em 06 de fevereiro, avançaram hoje as autoridades, que resgataram duas pessoas dos escombros.

Com cerca de 300 horas passadas sobre o terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter – com epicentro em território turco – e a que se seguiram várias réplicas, uma das quais de magnitude 7,5, as hipóteses de encontrar sobreviventes vão diminuindo de dia para dia.

Hoje, um homem e uma mulher foram encontrados com vida, depois de terem passado 296 horas presos nos escombros de Antakya, avançou a agência de notícias estatal Anadolu.

No entanto, uma criança de 12 anos encontrada ao lado do casal morreu minutos depois de as equipas de socorro a tentarem salvar.

A agência de notícias adianta ainda que os três filhos do casal, entre os quais a criança de 12 anos, morreram no terramoto.

Na rede social Twitter, o ministro da Saúde turco, Fahrettin Koca, divulgou um vídeo da mulher, de 40 anos, num hospital de campanha a receber tratamento.

“Ela está consciente”, afirmou.

A região afetada pelos sismos estende-se por mais de 100 mil quilómetros quadrados, com cerca de 14 milhões de pessoas.

Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aumentou para 84,5 milhões de dólares (79 milhões de euros) o pedido internacional de ajuda financeira destinado às vítimas destes sismos.

Candidatura do queijo Serra da Estrela DOP a património da UNESCO em preparação

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Estrelacoop

A Estrelacoop – Cooperativa dos Produtores de Queijo Serra da Estrela iniciou o processo de candidatura do queijo Serra da Estrela DOP (Denominação de Origem Protegida) a Património Imaterial Mundial da UNESCO, disse hoje o seu presidente.

Segundo Joaquim Lé de Matos, o processo tem dois momentos – o primeiro relacionado com a criação da equipa técnica e científica que vai preparar a candidatura e o segundo diz respeito à angariação de fundos para suportar a preparação do processo a submeter à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

“Nós já temos uma equipa identificada e neste momento estamos na fase de angariação de fundos. É um processo oneroso, mas a Estrelacoop está a dar os passos de forma a que isto seja uma realidade”, disse o responsável à agência Lusa durante a inauguração da 46.ª Feira do Queijo Serra da Estrela de Seia, no distrito da Guarda, que decorre até terça-feira no Mercado Municipal e na área envolvente.

O presidente da Estrelacoop gostaria que este ano estivesse fechado o processo relacionado com a equipa técnica e as fontes de financiamento da candidatura.

Já o trabalho de preparação da candidatura “é capaz de demorar um ano e meio, dois anos”.

“Eu até apontava para 2024 [para] que nós já tenhamos o processo todo completo, mas é todo um trabalho [que está] ainda por realizar, e vamos trabalhar para isso”, prometeu.

Joaquim Lé de Matos referiu que já reuniu com as “potenciais pessoas que vão fazer parte da coordenação da equipa técnica e científica”.

O propósito da Estrelacoop é ver reconhecido o processo do “saber fazer” do queijo Serra da Estrela, produzido com leite de ovelha das raças Serra da Estrela ou Churra Mondegueira, e que remonta ao século XI.

O dirigente adiantou que na candidatura serão envolvidos todos os parceiros relacionados com a produção do queijo Serra da Estrela DOP, incluindo as Câmaras Municipais que integram a Região Demarcada (Carregal do Sal, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde, Manteigas, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo, Seia, Aguiar da Beira, Arganil, Covilhã, Guarda, Tábua, Tondela, Trancoso e Viseu).

A Estrelacoop, que tem sede em Celorico da Beira, no distrito da Guarda, é o agrupamento gestor da DOP dos queijos Serra da Estrela e Serra da Estrela Velho, do requeijão Serra da Estrela e do borrego Serra da Estrela.

O queijo produzido na serra está em destaque até terça-feira na feira de Seia, onde participam duas dezenas de produtores locais.

Segundo o município, o certame, com um total de 100 expositores de várias áreas, é dedicado “à ampla promoção do queijo e dos produtos endógenos” como o pão, o vinho do Dão, os enchidos e o mel, o artesanato, a lã, os ovinos e o cão Serra da Estrela.

Em declarações à Lusa, três produtores de queijo reconheceram que o certame ajuda a comercializar o produto nesta época do ano em que a região é visitada por muitos turistas.

Carlos Marques, da queijaria São Gião, referiu que a feira “ajuda a promover” os queijos DOP, que vende a 20 euros o quilo.

“O único garante que o consumidor tem de que o queijo é originário de ovelha Bordaleira Serra da Estrela é a certificação”, indicou.

Já Inês Pessoa, da queijaria Quinta da Pena, que produz queijo DOP (vendido a 22,5 euros o quilo) e sem ter essa designação (15 euros), referiu que o certificado é o mais procurado, porque, apesar da atual crise, “as pessoas não olham tanto ao preço, mas sim à qualidade”.

Por seu turno, a queijeira Maria Dias, que comercializa queijo por certificar, a 16 euros o quilo, garantiu que o seu produto “é bom”: “Vende-se bem.”

Turquia/Sismo: Christian Atsu, antigo jogador do FC Porto, encontrado sem vida nos escombros

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O futebolista ganês Christian Atsu, antigo jogador de FC Porto e Rio Ave, atualmente nos turcos do Hatayspor, foi encontrado morto sob os escombros do edifício onde vivia em Hatay, sul da Turquia, anunciou hoje o seu agente.

“O corpo sem vida de Atsu foi encontrado sob os escombros. Os seus pertences ainda estão a ser removidos. O seu telefone também foi encontrado”, disse o seu agente Murat Uzunmehmet, citado pela agência turca privada DHA.

De acordo com os média turcos, o antigo jogador do Chelsea e do Newcastle, de 31 anos, estava sob os escombros da sua residência em Ronesans, uma torre de 12 andares que desabou no sismo.

O FC Porto, clube em que o avançado ganês chegou em 2009 e esteve até 2013, já lamentou a sua morte, através de uma publicação na página oficial do Facebook, recordando “um dos campeões de 2013”.

“É com profundo pesar que recebemos a noticia da morte de Christian Atsu, um dos nossos campeões de 2013. Que descanse em paz. À família e amigos, enviamos as mais sentidas condolências, mensagem que estendemos a todas as vítimas do sismo da Turquia e Síria”, pode ler-se.

Atsu chegou ao FC Porto em 2009 para ingressar a equipa junior. O ganês foi emprestado ao Rio Ave para a época 2011-2012, mas regressou ao Porto para a seguinte, participando em nove jogos. Em setembro de 2013 assinou um contrato de cinco anos com o Chelsea.

A Embaixada do Gana na Turquia e a Associação de Futebol do Gana alegaram, inicialmente, que o avançado havia sido encontrado vivo, mas posteriormente provou-se que a informação era falsa.

O construtor da residência de luxo transformada agora em ruínas, onde se presume que 800 pessoas estejam enterradas, foi detido na semana passada enquanto tentava deixar a Turquia.

Atsu ingressou no clube turco Hatayspor em setembro, com sede na província de Hatay (sul), perto do epicentro do violento sismo que atingiu a Turquia a 6 de fevereiro.

O sismo, seguido por fortes tremores secundários, matou mais de 40.000 pessoas na Turquia e na Síria, de acordo com os últimos relatórios oficiais divulgados na sexta-feira, deixando também milhares de feridos e desabrigados ao frio.

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