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Calçado português dá nova vida a borras de café, cascas de maçã e garrafas de plástico

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APICCAPS

Arroz, borras de café, cascas de maçã ou garrafas de plástico são exemplos da “nova geração de produtos” usados na indústria portuguesa de calçado, que se quer assumir como uma “referência internacional no desenvolvimento de soluções sustentáveis”.

“O ‘cluster’ do calçado assumiu como visão ser a referência internacional no desenvolvimento de soluções sustentáveis, reforçando as exportações portuguesas alicerçadas numa base produtiva nacional altamente competitiva, fundada no conhecimento e na inovação”, avança a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS).

Neste sentido, no âmbito do projeto ‘BioShoes4All’ está a ser desenvolvida uma nova geração de produtos elaborados, por exemplo, com recurso a materiais como arroz, borras de café, cascas de maçã ou garrafas de plástico, tendo por base a premissa de que “nada se desperdiça, tudo se transforma”.

Citada num comunicado divulgado pela APICCAPS, a coordenadora do projeto explica que o ‘BioShoes4All’ tem “a ambição de promover uma mudança radical nos materiais, tecnologias, processos e produtos de calçado e marroquinaria, gerando soluções sustentáveis, valorizáveis economicamente no mercado internacional”.

“Esta ambição é suportada pelo consórcio de excelência que estabelecemos, composto por 70 parceiros de diferentes setores, desde os recursos biológicos, materiais, produtos químicos, componentes, calçado, marroquinaria, a produtores de tecnologias de produção e ‘softwares’, valorizadores de resíduos, comerciantes e retalhistas que, em conjunto, irão partilhar recursos, riscos e oportunidades”, concretiza Maria José Ferreira.

De acordo com esta responsável, “nos três próximos anos serão desenvolvidos cerca de 50 novos produtos com melhor pegada ecológica, implementadas 25 linhas piloto industriais e realizadas mais de 50 publicações e um número alargado de ações de disseminação, promoção e capacitação”.

Cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o projeto ‘BioShoes4All’ aposta, assim, no “desenvolvimento e produção de novos biomateriais e componentes e ecoprodutos de calçado e marroquinaria, alicerçados nos princípios da bioeconomia circular e do desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões”.

O objetivo é criar “soluções diferenciadas, valorizadas pelos clientes e consumidores, contribuindo para catalisar uma nova bioeconomia sustentável, a valorização eficiente de biorrecursos regionais e nacionais e a descarbonização”.

Adicionalmente, tem como propósito “o desenvolvimento e a aplicação de novas abordagens e tecnologias visando a minimização e a valorização dos resíduos de produção e pós-consumo, e a produção ágil e ecoeficiente de materiais, componentes, calçado e marroquinaria com menor pegada ambiental, reciclados e/ou recicláveis, no contexto de uma economia verde, digital, competitiva e circular”.

Desta forma, salienta a APICCAPS, contribui-se para o aumento do ciclo de vida dos materiais, uma gestão mais eficiente dos recursos materiais e energéticos, a neutralidade carbónica, o combate às alterações climáticas e o aumento da competitividade do setor à escala internacional.

Conforme explica a associação, o ‘BioShoes4All’ está dividido em cinco pilares de intervenção: Biomateriais (Pilar 1), Calçado Ecológico (Pilar 2), Economia Circular (Pilar 3), Tecnologias Avançadas de Produção (Pilar 4) e Capacitação e Promoção (Pilar 5).

Para atingir os objetivos, previu “um leque alargado e complementar de ações”, nomeadamente “investigação, desenvolvimento e inovação desde o processo de investigação industrial até à transferência para o mercado”, “inovação em matéria de processos e organização, incluindo novas linhas de produção e investimentos produtivos” e “capacitação, comunicação e promoção ampla do projeto e do ‘cluster’ à escala nacional e internacional, incluindo conteúdos dirigidos a consumidores, empresas e instituições”.

O Pilar 1 do ‘BioShoes4All’ propõe-se a um estudo e ao desenvolvimento de novos biocouros, biomateriais, biocompósitos, componentes e processos, por incorporação de materiais de base biológica, incluindo biomassas e subprodutos agroindustriais, redução no uso de matérias sobretudo de base fóssil, aumento da eficiência de uso de recursos e eliminação de substâncias críticas.

Já o Pilar 2 assume o desenvolvimento de estudos metodológicos de ecodesign e pegada ambiental dos produtos, de novos conceitos de calçado e marroquinaria ecológicos com menor pegada ambiental, duráveis, reparáveis, recicláveis, diferenciados, customizáveis com elevado valor acrescentado.

Por sua vez, o Pilar 3 visa o desenvolvimento e demonstração de soluções para regenerar/valorizar as principais tipologias de resíduos de produção do ‘cluster’ e iniciar a valorização de produtos de pós-consumo, “aumentando a circularidade nos processos produtivos ao longo das cadeias de valor e as simbioses industriais”.

O Pilar 4 disponibilizará tecnologias inovadoras para a “digitalização vertical e horizontal do ‘Cluster do Calçado 4.0’”, nomeadamente soluções para rastreamento dos processos produtivos e produtos, planeamento avançado, automação/robotização de operações de produção críticas e introdução de ecoprocessos de fabrico.

Finalmente, o Pilar 5 procederá à “preparação e à execução das ações de capacitação e promoção e disseminação globais do projeto, em articulação com os trabalhos a realizar em cada um dos pilares”.

Natália Correia homenageada em mostra de arte contemporânea portuguesa em Madrid

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Bertrand Livreiros

A escritora e política Natália Correia vai ser homenageada numa exposição de arte contemporânea portuguesa em Madrid, numa iniciativa paralela à feira ARCOmadrid 2023, que decorre de 22 a 26 de fevereiro na capital espanhola.

A exposição tem como título “A Desordem Necessária” e curadoria de Ana Cristina Cachola, resultando de “um diálogo transfronteiriço entre duas coleções”, António Cachola (do Museu de Arte Contemporânea de Elvas) e Helga de Alvear (da galeria com o mesmo nome de Madrid), segundo a Embaixada de Portugal em Espanha, que organiza esta iniciativa.

A mostra estará na residência oficial do embaixador de Portugal em Madrid e em exposição estarão 21 artistas contemporâneos portugueses e uma espanhola.

A exposição insere-se na segunda edição da iniciativa “Artists Join the Embassy”, organizada pela Embaixada de Portugal em Madrid como evento paralelo à feira de arte contemporânea ARCOmadrid e pretende promover artistas portugueses.

“À semelhança do que sucedeu em 2022, serão convidados programadores, curadores, colecionadores e diretores de instituições internacionais para descobrirem arte portuguesa ou concebida em Portugal por uma artista espanhola”, revelou a Embaixada de Portugal em Madrid.

A edição do ano passado da iniciativa “Artists Join the Embassy” levou uma exposição de Ângela Ferreira à residência oficial do embaixador de Portugal em Madrid, “para a qual foram convidados, em parceria com a ARCOMadrid, colecionadores e diretores de museus internacionais que integram o programa VIP da feira” e “deste projeto resultou a aquisição de uma peça da artista pelo MACBA – Museu de Arte Contemporânea de Barcelona”, sublinhou a embaixada.

Este ano, a propósito da ARCOmadrid, a embaixada de Portugal promove também o lançamento do “Mapa de Artistas Portugueses nas Galerias Espanholas”, um roteiro com 31 artistas nacionais que são representados por 26 galerias de dez cidades espanholas (A Coruña, Badajoz, Barcelona, Madrid, Palma de Maiorca, Santander, Santiago de Compostela, Saragoça, Sevilha e Valência).

A Feira de Arte Contemporânea ARCOmadrid decorre este ano de 22 a 26 de fevereiro, tem como tema “O Mediterrâneo: Um Mar Redondo” e regressa a níveis de participação pré-pandemia, com 211 galerias de 36 países, incluindo 17 portuguesas, segundo a organização.

Há ainda 15 artistas nacionais expostos em galerias espanholas presentes na feira, segundo informação da Embaixada de Portugal em Madrid.

Na 42.ª edição da ARCOmadrid são esperados cerca de 90 mil visitantes, um valor semelhante ao de 2020, a última edição sem impacto da pandemia de covid-19.

Entre as 170 galerias do programa geral há 15 portuguesas: 3+1 Arte Contemporânea, Balcony, Bruno Múrias, Carlos Carvalho, Cristina Guerra Contemporary Art, Filomena Soares, Francisco Fino, Miguel Nabinho, Monitor, Uma Lulik, Pedro Cera e Vera Cortês, todas de Lisboa, e ainda a Kubikgallery, a Lehmann + Silva e a Quadrado Azul, do Porto.

A Galeria Foco, de Lisboa, entrará na secção “Opening”, e a Madragoa, também da capital portuguesa, estará na secção “Nunca o mesmo. Arte latino-americana”, com curadoria de Mariano Mayer e Manuela Moscoso.

Participa ainda no programa geral a Jahn und Jahn, que tem base em Munique, na Alemanha, e também um espaço em Lisboa.

Com direção de Maribel López Zambrana, a 42.ª ARCOmadrid tem também um programa paralelo aos expositores, incluindo um fórum de debate dedicado à região do Mediterrâneo.

A ARCOmadrid, uma iniciativa com dupla natureza, sendo em simultâneo um espaço comercial e um espaço cultural, dedica os primeiros dois dias exclusivamente a profissionais e abre as portas ao público em geral a partir da tarde do dia 24, sexta-feira.

O ministro português da Cultura, Pedro Adão Silva, estará em Madrid na próxima semana para visitar a feira, estar presente em iniciativas paralelas à ARCOmadrid organizadas pela embaixada de Portugal e para um encontro com o homólogo espanhol, Miguel Iceta.

A Embaixada de Portugal participa ainda na Bienal de Cidadania e Ciência que decorre em Barcelona e Madrid de 21 a 26 de fevereiro, com a instalação “Som palavras. Diálogos sonoros”, de João Ricardo Barros Oliveira, e o projeto Omiri “Inovação musical feita com memória”.

Cavaleiros levam técnica e bandeira portuguesa ao carnaval taurino da Venezuela

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Académicos de Elvas a caminho da Venezuela | TouroeOuro.com

Vários cavaleiros, forcados e toureiros portugueses estão na Venezuela para participar no Carnaval Taurino da América, o evento mais importante da Feira Internacional do Sol de 2023.

A tourada, que começou na noite de sexta-feira, prolonga-se até 21 de fevereiro e homenageia a Virgem do Rocío. O evento conta com a participação de 14 integrantes dos Forcados Amadores de Elvas, Portugal, e do mestre toureiro português João Moura.

“Vou estar perto deles, para colocar a bandeira de Portugal. O estilo que trazem é exclusivo de Portugal e há oito anos que vêm a Mérida”, disse a cônsul honorária de Portugal naquela região à Agência Lusa.

Aurister Pinto explicou que “os forcados portugueses se tornaram uma sensação”. “O povo gosta deles e sentem uma grande emoção quando os têm por cá”, notou.

Por outro lado, o empresário taurino, José Luís Rodríguez, promotor da deslocação portuguesa, explicou à Agência Lusa que é a oitava vez que promove a representação portuguesa e que “o público agradece muito”.

“O propósito é fomentar a afeição pela arte equestre. Apoiamos e promovemos sempre a cultura portuguesa, a tourada portuguesa”, disse, precisando que foi cavaleiro em Lisboa, no Campo Pequeno, e que é originário de uma família de toureiros portugueses.

José Luís Rodríguez disse que o evento decorre na “Praça de Touros Monumental de Mérida Román Eduardo Sandía”, com a participação de conhecidos toureiros internacionais e sublinhou que naquela cidade há um parque temático chamado Lusitanos, “em honra do cavalo luso”.

Em declarações à Agência Lusa, o forcado António Machado explicou que chegou à Venezuela há três dias, e que em Mérida “há um ambiente muito interessante, com muita gente”.

“Já há uma relação de amizade com a empresa que organiza as corridas e somos muito bem acarinhados, porque cá não há forcados. É um ambiente diferente do que vivemos em Portugal, há muitas emoções e os aficionados vivem isto de uma maneira muito intensa”, explicou.

Por outro lado, o mestre toureiro João Calado explicou que os Forcados Amadores de Elvas são um “grupo raiano” que começou no ano 2000 apadrinhado pelo falecido cavaleiro Joaquim Batinhas. “Todos falamos espanhol perfeitamente e as pessoas ligaram-se connosco desde o primeiro dia, de uma maneira espetacular”, apontou.

“Esperamos triunfar, representar o nosso país da maneira mais elevada possível, mas fazê-lo muito detalhadamente, dentro e fora da praça”, disse o toureiro que fez questão de vincar que estão na Venezuela graças “a uma família incrível” de empresários.

Segundo João Calado, a corrida de cavalos local ganhou força com a participação portuguesa. Os forcados são admirados e têm uma ligação muito forte com as pessoas, ao ponto de nas feiras de Mérida venderem porta-chaves com o nome dos participantes portugueses, adiantou.

“É uma parte de Portugal que vai à casa das pessoas. Temos muito orgulho em representar esta fantástica e muito especial arte que é portuguesa. A nossa cidade é o nosso escudo e aquilo que representamos. Obviamente que, fora de Portugal representamos a nossa nação”, disse.

Por outro lado, o cavaleiro João Moura explicou à Agência Lusa que é a primeira vez que está na Venezuela, mostrando-se agradecido pela forma como está a ser acarinhado.

“Encaro o compromisso com muita expectativa, muita ilusão e muita responsabilidade (…) com muita vontade de entrar na arena, triunfar e fazer desfrutar o povo venezuelano e os portugueses”, disse João Moura.

Moura, de 33 anos, explicou que aos sete começou nesta atividade e quem além de Portugal e da Venezuela, também já esteve em França, Espanha, Estados Unidos, México, Equador e Colômbia.

Municípios do distrito de Lisboa elogiam Carris Metropolitana mas dizem faltar motoristas

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Carris Metropolitana

Os municípios de Oeiras, Loures, Vila Franca de Xira e Odivelas apontam uma falta de motoristas na Carris Metropolitana, levando ao incumprimento de horários, embora reconheçam que o novo serviço trouxe mais oferta e uma frota renovada.

Iniciada a operação da marca de autocarros na margem norte da Área Metropolitana de Lisboa (AML) em 01 de janeiro, os municípios contactados pela agência Lusa têm recebido queixas dos passageiros relacionadas com supressões de autocarros.

Essa situação deve-se à falta de motoristas nas transportadoras: a Viação Alvorada (em Oeiras, Amadora e Sintra) e a Rodoviária de Lisboa (em Odivelas, Loures, Vila Franca de Xira e Mafra).

“Confirma-se a questão da falta de motoristas que tem existido desde o arranque da operação e que ainda não se encontra resolvido na sua totalidade”, indicou, por escrito, a autarquia de Vila Franca de Xira (PS) à Lusa, embora as supressões não se devam apenas a este problema, mas também a “questões de índole operacional”.

As queixas neste município referem-se a “supressões de carreiras, atrasos de autocarros, desajuste ou inexistência de horários, alterações de percursos, inadequação das viaturas aos percursos respetivos e desconhecimento de percursos por parte dos motoristas”.

Em declarações à Lusa na segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, disse que o município já recebeu mais de 50 queixas, sendo a maioria das freguesias de Porto Salvo e Barcarena, e dizem respeito a carreiras intermunicipais, em problemas como o incumprimento de horários e supressões de autocarros.

“Não estão a ser cumpridos realmente ainda alguns horários”, vincou Isaltino Morais, que disse deverem-se, em parte, à falta de motoristas, mas o autarca independente destacou que o serviço melhorou em relação à Vimeca (a anterior transportadora em Oeiras).

Em Loures, “tem havido muitas falhas, umas por não haver motoristas suficientes”, afirmou o presidente do município, Ricardo Leão (PS), na reunião de câmara de quarta-feira, referindo que “há carreiras que nem sequer estão a ser feitas e horários que têm de ser revistos”.

Munícipes de Loures têm apresentado queixas relativas à Carris Metropolitana em reuniões da câmara e da assembleia municipal, com o autarca a reconhecer que a empresa está a “falhar”, em particular em Bucelas e no Tojal, mas garantiu que os problemas não são “generalizados”.

As autarquias dizem estar atentas aos problemas relatados e que as queixas têm diminuído, estando a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), empresa pública que gere a Carris Metropolitana, a receber as queixas encaminhadas e a procurar soluções.

No concelho de Sintra, o executivo municipal também regista ocorrências, entre as quais reclamações de moradores em Janes sobre supressões de autocarros que passam na localidade, com horários desajustados com os das escolas locais e trajetos diferentes entre a ida e a volta.

Apresentadas as queixas à TML, “procedeu-se de imediato a um ajuste de circulação que foi ao encontro das expectativas dos utilizadores deste transporte”, informou o município de Sintra (PS), em relação à carreira 1247, que prolongou o percurso até às Azenhas do Mar.

Já a Câmara de Odivelas (PS) indicou à Lusa que “as explicações prestadas pela TML [em relação a constrangimentos no concelho] são as que têm vindo a ser amplamente divulgadas e que se relacionam, essencialmente, com o recrutamento de novos condutores”.

Embora ocorram incumprimentos, as câmaras municipais salientam que a Carris Metropolitana trouxe mais horários e carreiras, assim como a renovação da frota de autocarros, frisando que estão em curso ajustamentos do serviço recente.

A Carris Metropolitana começou na margem sul da AML, no verão de 2022 e, na altura, a operação no distrito de Setúbal foi alvo de fortes críticas por parte de municípios, sindicatos e utilizadores por problemas no funcionamento das linhas, devido sobretudo à falta de motoristas, mas utentes e autarcas locais têm reconhecido melhorias graduais.

Este problema, assim como a falta de viaturas, levou a que, na margem norte, o arranque fosse adiado para o início de 2023, sendo que, para colmatar a carência de condutores, uma parte dos motoristas recrutados pelas transportadoras são imigrantes.

Desde janeiro que a Lusa tem contactado a TML para obter esclarecimentos sobre o arranque da Carris Metropolitana na margem norte, mas a empresa não responde às questões colocadas, umas das quais relativa à falta de motoristas apontada por sindicatos do setor e por autarcas.

Vila Franca de Xira acolhe festival gastronómico do sável em março

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Município de Vila França de Xira

Mais de 30 restaurantes do concelho de Vila Franca de Xira vão participar durante o mês de março em mais uma edição gastronómica de promoção do sável, sendo esperados perto de 10 mil visitantes, perspetivou hoje a autarquia.

A campanha de Gastronomia “Março, Mês do Sável” existe no município de Vila Franca de Xira (distrito de Lisboa) desde 1989 e pretende promover o sável frito com açorda de ovas, um dos pratos mais típicos da região.

A edição deste ano, a primeira pós covid-19, vai contar com a presença de 32 restaurantes, mais quatro do que na edição passada, sendo expectável que se sirvam perto de 10 mil refeições, segundo adiantou à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira (PS).

“A campanha do ano passado ainda foi afetada pela pandemia da covid. Ainda havia algumas restrições na restauração. Esperamos, sinceramente, que este ano as pessoas estejam mais à vontade para aproveitar esta iguaria”, apontou o autarca.

A edição do ano transato, ainda com restrições pandémicas, contou com a presença de 28 restaurantes, que serviram sete mil refeições.

O lançamento da campanha de gastronomia “Março, Mês do Sável” decorre no sábado, numa sessão pública em que está prevista a atuação de grupos musicais, prova de vinho e de pratos de sável e demonstrações de ‘showcooking’.

Peniche investe 922 mil euros para reforçar abastecimento de água em Ferrel

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foto ilustrativa: João Polónia/ Notícias Em Direto

A Câmara de Peniche decidiu hoje lançar um concurso público de 922 mil euros para a construção de um reservatório de água e requalificação de outro existente, para reforçar o abastecimento na freguesia de Ferrel.

“É um projeto ambicionado há muito tempo”, afirmou o presidente da câmara, Henrique Bertino, na reunião pública.

A proposta foi aprovada por unanimidade pelo executivo municipal.

“A freguesia de Ferrel teve um exponencial crescimento nos últimos anos, pelo que se identificou a necessidade premente de construção de um novo reservatório elevado associada à reabilitação do reservatório existente”, com a respetiva ligação à rede existente, justificou o município na proposta, a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo a autarquia do distrito de Leiria, o reservatório existente foi construído nos anos 60, abastece toda a freguesia, motivo pelo qual existe “deficitária pressão do abastecimento nos locais de cota mais elevada”.

O novo reservatório vai ter uma capacidade para 300 metros cúbicos, igual à do existente, capaz de abastecer edificações até três pisos da zona alta da freguesia.

A empreitada, com um prazo de execução de 18 meses, vai permitir “fixar a pressão nos locais de cota mais alta e setorizar o abastecimento em duas zonas”.

O projeto “visa dotar a localidade de um sistema eficaz de abastecimento, permitindo o seu fornecimento em condições de pressão e de caudal com as reservas necessárias, para o caso de qualquer avaria na rede pública”.

Chamusca: Parreira recebe VI Festival do Cogumelo nos dias 3, 4 e 5 de março

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A VI edição do Festival do Cogumelo da Parreira, realiza-se este ano de 3 a 5 de março. O evento de dinamização e promoção territorial, com base num produto endógeno da charneca, o cogumelo é organizado em parceria pelo Município da Chamusca e pela União de Freguesias de Parreira e Chouto.

O certame conta com a realização de showcookings com a presença de chefs de cozinha de destaque, entre os quais José Maria Lino (3 de março), Chef Executivo no Restaurante Vila Hotel e proprietário da “Mercearia do Zé Maria” (Benavente), onde comercializa produtos tradicionais de várias regiões do país (queijos, vinhos, enchidos, azeites, doces, conservas e afins), que vem confecionar uma Paella Vegetariana de Cogumelos; Fernando Semedo (4 de março), conhecido como “Chef Sem Medo”, proprietário e Chef da boutique The Cookie Cake, inaugurada em setembro do ano passado, em São Bento (Lisboa) e Fábio Bernardino (5 de março), Chef e professor na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste.

Uma das novidades deste ano é o espaço Sushimelo, dedicado exclusivamente à confeção de Sushi pelo Chef Rafael Castanheira, que criou o conceito ‘MoiSushi’, um serviço de “sushi confecionado no domicílio”, que leva a gastronomia japonesa à casa dos clientes.

A animação musical está garantida com os concertos de Baila Maria (3 de março), Maninho (4 de março) e de Emanuel Moura (5 de março). A música promete continuar pela noite dentro, com o espetáculo dos Funk Boys e do DJ African Groove, sexta-feira e sábado, respetivamente.

O programa inclui ainda o workshop “Cultivo de Cogumelos” (4 março), demonstração de “Como cozinhar cogumelos desidratados” pela micológica Marta Ferreira, passeios micológicos, no dia 4 de março, sob a orientação da engenheira Marta Ferreira (10H00) e no dia 5 de março sob a orientação do engenheiro Ricardo Torres (10H00).

O VI Festival do Cogumelo da Parreira conta ainda com um encontro de Motores (4 de março às 10H00) e um encontro de Sketchers (5 de março às 10H00), com um espaço de pinturas faciais para crianças, com expositores locais e nacionais, artesanato e espaço de restauração. Do programa faz parte, também, a realização do concurso “Caixa Mistério em Família 2023” (5 de março).

O certame decorre no recinto de festas da Parreira. A entrada é livre.
O Festival do Cogumelo da Parreira foi criado há seis anos e nasceu com o objetivo de promover um produto típico do concelho da Chamusca, que tem um peso relevante na economia local da freguesia da Parreira e localidades limítrofes.

Villa Portela vai dedicar mais de 300 metros quadrados à arte contemporânea em Leiria

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O Centro de Artes Villa Portela, atualmente em construção no centro da cidade de Leiria, vai dedicar mais de 300 metros quadrados para exposições de arte contemporânea, avançou hoje a Câmara.

O novo espaço cultural que está a nascer num chalé construído para habitação particular no século XIX deve ficar pronto no final do ano, apontando a Câmara de Leiria para que abra ao público no início de 2024.

Hoje, numa visita às obras, o presidente do município explicou que o centro de artes ficará “essencialmente ligado à arte contemporânea”. Nos três pisos do edifício estão a ser criadas 15 salas, uma biblioteca e um espaço para ‘media art’ que totalizam 334,5 metros quadrados para exposições.

“Temos o Museu de Leiria mais dedicado à história e a exposições direcionadas para a história de Leiria, como foi a ‘Plasticidade’ e agora a que é dedicada a Jorge Estrela. Este espaço será mais vocacionado para exposições de arte contemporânea”, sublinhou Gonçalo Lopes.

A par disso, o Centro de Artes Villa Portela – cujo conjunto do edificado vai ter cerca de dois mil metros quadrados – contará também com um espaço de residências artísticas nas antigas cavalariças da propriedade, onde vão funcionar vários ateliês.

“Daí poderão resultar exposições temporárias” e o município conta receber “outras exposições que possam vir a itinerar no contexto nacional, seja com o apoio do Ministério da Cultura ou de outros museus de arte contemporânea”.

Gonçalo Lopes revelou que conversou sobre o assunto com Pedro Adão e Silva no início desta semana, aquando da visita do ministro da Cultura a Leiria para assinatura do protocolo para criação de um programa de interpretação e comunicação para o vale do Lapedo.

“Tivemos conversas para que este espaço seja uma zona de referência para as coleções de arte contemporânea que o país tem, nomeadamente a coleção de arte do Estado. Em princípio será um dos parceiros na dinamização destes espaços, numa lógica de curadoria própria da Câmara ou com a alguém a contratar”.

As áreas expositivas serão também dedicadas à coleção municipal de arte contemporânea e à obra de artistas locais, acrescentou.

Ao chalé será acrescentada uma cafetaria que dialoga com o jardim, uma área com 17 mil metros quadrados.

Em vários espaços dessa área verde está em construção uma zona multifunção, um parque infantil, um palco ao ar livre junto ao lago, um miradouro para o Castelo de Leiria e áreas de circulação. Serão ainda plantadas duas cortinas arbóreas nos limites da propriedade.

“No exterior será possível fazer performances na área da dança e do teatro”, avançou o autarca, que antecipa para os jardins “muita procura e muito sucesso”:

“É um espaço verde novo, que a cidade não conhece”.

Inicialmente prevista para outubro, a conclusão da construção está ligeiramente atrasada, revelou o vereador com o pelouro das Obras Municipais:

“A estimativa atual é novembro deste ano, quando era outubro. Aquando da intervenção deparámos com algumas situações que implicaram rever alguns projetos. Julgamos que [estará pronta] até ao fim do ano”.

A Villa Portela foi adquirida pela Câmara de Leiria em 2017 e está classificada como Monumento de Interesse Municipal. O investimento estimado para a concretização do centro de artes ascende a 2,8 milhões de euros, verba que a autarquia admitiu hoje que terá de ser revisto, em valor ainda por apurar, tendo em conta a subida do preço dos materiais de construção.

Mercadona investe 225 ME em Almeirim no seu maior bloco logístico da Península Ibérica

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Mercadona

A cadeia de supermercados espanhola Mercadona anunciou hoje um investimento de 225 milhões de euros naquele que será o seu maior bloco logístico na Península Ibérica, em Almeirim, distrito de Santarém, que criará 500 novos postos de trabalho.

“Esta é a obra do nosso futuro bloco logístico aqui em Almeirim. O objetivo é que venha a abastecer as lojas da Mercadona em Portugal a partir de 2024 e é o nosso maior investimento em Portugal”, declarou a diretora de Relações Institucionais da empresa, Inês Santos.

Falando à imprensa numa visita ao terreno onde agora se iniciam as obras, localizado no distrito de Santarém, a responsável apontou estar em causa um investimento de 225 milhões de euros, superior à estimativa inicial de 180 milhões de euros, diferença que se deve a “ajustes do ponto de vista do projeto e de valores de construção”.

Quanto ao impacto na região, está prevista a criação de “500 empregos até ao final de 2024 e, portanto, o recrutamento já começou em 2022 e vai ser feito de forma faseada”, adiantou Inês Santos.

A ideia é que o bloco logístico, agora em construção, esteja pronto em meados de 2024.

“Estamos a falar de um bloco logístico que vai ser o maior da Mercadona em termos de cadeia, em Portugal e Espanha”, destacou Inês Santos.

A razão pela escolha do local deve-se ao facto de Almeirim estar “no centro do país e ter excelentes acessos”, mas também por a Mercadona ter encontrado nesta localidade uma parcela de terreno com mais de 400.000 metros quadrados, adiantou a responsável.

Também falando à imprensa no local, o ministro da Economia, António Costa Silva, destacou a “importância muito grande” deste investimento, uma vez que, a seu ver, permite “descentralizar o crescimento da economia do país”.

Este bloco terá uma área de construção de 120.000 metros quadrados, contando com um armazém de frio, de secos e edifícios destinados a serviços gerais e escritórios.

Na execução do projeto, a Mercadona conta com 25 fornecedores portugueses.

Em 2019, a Mercadona inaugurou o seu primeiro bloco logístico na Póvoa de Varzim, distrito do Porto, num investimento de 60 milhões de euros.

Em janeiro de 2022, a empresa expandiu a capacidade logística deste bloco com um novo armazém de 12.000 metros quadrados e um investimento adicional de 25,5 milhões de euros.

No total, a empresa já investiu 84,5 milhões de euros no bloco logístico da Póvoa de Varzim, que conta com três naves construídas numa área total de 100.000 metros quadrados, contabilizando mais de 350 colaboradores.

A rede logística da Mercadona é formada por um total de 16 blocos logísticos operacionais, dois armazéns satélites e dois armazéns reguladores e é através destes que a empresa abastece os mais de 1.600 supermercados que tem em Portugal como em Espanha.

Em Portugal, a empresa abriu o seu primeiro supermercado em 2019, em Canidelo, Vila Nova de Gaia, e atualmente conta com 39 lojas nos distritos do Porto, Braga, Aveiro, Viana do Castelo, Setúbal, Santarém, Viseu, Leiria e Lisboa.

Este ano, prevê abrir 10 novas lojas no país, onde tem cerca de 3.000 funcionários.

Carnaval de Torres Vedras satiriza com carros alegóricos animados em ano de centenário

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Carnaval de Torres Vedras

O Carnaval de Torres Vedras, que começa hoje, vai este ano mostrar a habitual sátira política e social através de carros alegóricos animados e interativos, uma inovação em ano em que se assinala o seu centenário.

Nos estaleiros onde se constroem os carros, trabalha-se horas a fio para concluir até à última hora os carros alegóricos, conhecidos pela habitual sátira política e social.

Os criativos dão largas à imaginação para, em ano de centenário, não só mostrar a história dos desfiles deste Carnaval, como também projetar o seu futuro, dando pela primeira vez movimento às caricaturas dos carros alegóricos, que até agora eram estáticas.

“Como artistas também queremos dar um marco nos 100 anos e temos uma abordagem diferente, tornando os caros mais animados, mais interativos”, afirmou à agência Lusa Bruno Melo, um dos criativos, que apostou nos “movimentos mecânicos e manuais” dos carros.

Uma bruxa que envenena o planeta é a metáfora das alterações climáticas.

Também o conflito entre Rússia e Ucrânia não é esquecido e é transformado em jogo de xadrez, em que Putin desafia a personagem do filme ‘Star Wars’ Darth Vader, enquanto o presidente norte-americano, Joe Biden, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, tentam aniquilar a Rússia.

O Zé Povinho surge a representar todos os portugueses, a ter pesadelos com personagens da política e economia portuguesas e com os programas de entretenimento das televisões.

O estado do mundo do futebol também não é esquecido e é representado por uma bola a transformar-se em caveira e a vomitar outras modalidades desportivas.

Além dos carros alegóricos, “todo o evento acaba por estar melhorado”, disse a presidente da câmara, Laura Rodrigues, dando como exemplos o monumento alusivo ao Carnaval instalado no centro da cidade e outros eventos do programa, como a chegada dos reis, com um espetáculo multimédia.

Entre outras artes, foi lançada uma nova música alusiva ao centenário, que é interpretada por Susana Félix e NBC, ambos de Torres Vedras.

Com um investimento de quase um milhão de euros, a cidade de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, prepara-se para receber mais de meio milhão de visitantes nos seis dias de folia.

“Estamos preparados, quer ao nível da segurança, da saúde, proteção civil, para receber mais de meio milhão de foliões”, tranquilizou a presidente da Câmara.

Laura Rodrigues (PS) adiantou que o município quer candidatar o seu Carnaval a património mundial, estando a iniciar esse trabalho de estudo.

Em março, o Carnaval de Torres Vedras, conhecido como “o mais português de Portugal” por manter as tradições do entrudo português, foi inscrito no Património Cultural Imaterial Nacional.

O Carnaval começa hoje com o corso escolar, com nove mil crianças e jovens, de manhã, e a chegada e entronização dos reis.

Depois de dois anos sem festejos devido à pandemia de covid-19, regressam os habituais corsos diurnos e noturnos, em que desfilam os seis carros alegóricos e milhares de foliões mascarados espontâneos, muitos dos quais disfarçados de matrafonas (homens mascarados de mulheres), como é típico no concelho de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

O evento volta a ter quatro palcos de animação noturna ao ar livre, onde atuam os artistas Miguel Bravo, no sábado, e Ruth Marlene, na segunda-feira, além de vários ‘dj’, até às 04:00, continuando a animação até de manhã nos bares e discotecas da cidade.

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