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Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Óbidos: Caminhada com ‘Afeto’ do ‘Amigo Especial’

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Município de Óbidos

Realiza-se em Óbidos, no dia 23 de Fevereiro, quinta-feira, com início às 18 horas, mais uma caminhada do “Amigo Especial”, desta vez no âmbito da comemoração do Mês dos Afetos.

A caminhada, com ‘Afeto’, terá um percurso, de dificuldade fácil, com cerca de 3 quilómetros, sendo o ponto de encontro junto das Piscinas Municipais. A participação é gratuita.

O “Amigo Especial” é um projeto de Promoção da Saúde Física e Mental que se desenvolve em parceria entre o Município de Óbidos e o projeto “Familiarmente” da Unidade de Saúde Pública do ACeS Oeste Norte.

Corso Trapalhão mostra a espontaneidade do Carnaval de Torres Vedras

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Município de Torres Vedras

Num Carnaval onde não há barreiras entre corso e o público, não poderia faltar a realização de um Corso Trapalhão.

E foi nesta noite, de 20 para 21 de fevereiro, que o centro de Torres Vedras foi tomado pelo último corso noturno da edição deste ano do Carnaval de Torres Vedras, que, na verdade, se constituiu como uma manifestação performativa espontânea nada atrapalhada.

Fizeram parte desse corso: Zés Pereiras e outros grupos de bombos (Brutabombos e TorresBombos); Cabeçudos; “cavalinhos”; um grupo de majorettes proveniente de Wellington (cidade inglesa geminada com a de Torres Vedras); carros espontâneos, motorizados ou não, quase todos a cargo de grupos e associações carnavalescas torrienses, onde não faltavam as inevitáveis “matrafonas”, e, em alguns, a sátira típica do Carnaval torriense; e uma multidão de mascarados com fantasias para todos os gostos (de bruxas a anjos, passando por tantas outras, como piratas, unicórnios, palhaços, futebolistas, borboletas, sevilhanas, havaianas, cowboys, vikings ou capuchinhos vermelhos) que dançava, em muitos casos, ao ritmo de sonoridades emanadas por carros espontâneos.

Mas quem é o grande “figurão” do Entrudo em Torres Vedras? É a “matrafona”, pois claro, esse homem fantasiado de mulher que satiriza com um humor muito próprio o glamour feminino. E (também) para homenagear esse elemento característico do Carnaval de Torres Vedras realizou-se, paralelamente ao Corso Trapalhão, mais um concurso de “matrafonas”. 55 concorrentes tentaram a sua sorte no mesmo, tendo o 1.º prémio sido atribuído a André Santos, o 2.º a Diogo Alves, e o 3.º a Guilherme Águas. Já o prémio de juventude coube a Bernardo Fernandes e o correspondente à “matrafona” mais “madura” a Toni Silva.

Pouco depois de terminar o concurso de “matrafonas” entrou em ação no corso o Tó’Candar Paladin, “veículo de folia” que arrasta sempre atrás de si uma pequena multidão que dança incansavelmente as músicas típicas da época de Carnaval interpretadas por uma banda que atua no topo desse camião.

Referência também para o concerto que Ruth Marlene protagonizou esta noite no palco da Praça Dr. Alberto Avelino, bem como para a animação levada a cabo por DJ’s nos outros três palcos do Carnaval de Torres Vedras.

Ao início da tarde terá início o último Corso Diurno da edição deste ano dos festejos carnavalescos torrienses, no decorrer do qual serão anunciados os vencedores do concurso de mascarados realizado no sábado à noite.

De referir que o Carnaval de Torres Vedras é uma organização da Câmara Municipal de Torres Vedras e da Promotorres EM. Conta com o patrocínio de Super Bock, Paladin e Arena Shopping. O vinho oficial é AdegaMãe. A água oficial é Vimeiro. Televisão oficial: TVI. Rádio oficial: RFM. Apoio: KP World. Certificação ambiental: EcoEvento Valorsul. Apoio: Oeste Portugal.

Ucrânia/1Ano: Putin admite concorrer a uma reeleição em 2024

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Foto: D.R.

O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu hoje concorrer a uma reeleição nas presidenciais de 2024 durante o seu discurso sobre o Estado da Nação feito no parlamento.

“Quero enfatizar que as eleições, tanto as locais quanto as regionais, em setembro deste ano, e as presidenciais, em 2024, vão acontecer em estrita conformidade com a lei, respeitando todos os procedimentos democráticos constitucionais”, afirmou Putin.

Dirigindo-se às duas câmaras do parlamento pela primeira vez em quase dois anos, Putin referiu-se à controversa reforma constitucional de 2020, que lhe permitirá concorrer à reeleição em 2024 e 2030.

Putin, de 70 anos, chegou ao poder em 2000, foi reeleito em 2004, serviu quatro anos como primeiro-ministro, voltou à presidência russa (Kremlin) em 2012 e foi reeleito novamente em 2018.

Alguns analistas apontam que, em caso de derrota na “campanha militar” na Ucrânia ou de declaração da lei marcial, as eleições presidenciais podem ser adiadas indefinidamente.

O líder da oposição russa, Alexei Navalny, que está preso há vários anos, garantiu na segunda-feira que a Rússia está a sofrer uma “derrota militar” na Ucrânia e apresentou um programa político para um período pós-guerra sem Putin.

Navalny, que cumpre nove anos de prisão, defendeu que “a ditadura” de Putin “deve ser desmontada” nas urnas.

O dia escolhido para o discurso coincide com a data em que Vladimir Putin assinou o reconhecimento da independência das repúblicas separatistas de Lugansk e de Donetsk, na região do Donbass (leste ucraniano).

O dia escolhido pelo Presidente russo para fazer o seu discurso assinala o primeiro aniversário da mobilização do Exército russo para “manutenção da paz” nos territórios separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, um prelúdio para o início da ofensiva militar contra a Ucrânia que aconteceria três dias depois.

Crise/Energia: UE reduz consumo de gás natural em 19,3% entre agosto e janeiro

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DR

O consumo de gás natural recuou, na União Europeia (UE), 19,3% entre agosto do ano passado e janeiro deste ano, face à média do mesmo período entre 2017 e 2022, divulgou hoje o Eurostat.

O gabinete oficial de estatísticas da UE lembra que uma decisão do Conselho da UE fixou, como parte da estratégia da diminuição da dependência energética face à Rússia, uma meta de redução de 15% no consumo de gás natural no período entre agosto de 2022 e março de 2023, face à média do mesmo período em cinco anos consecutivos, pelo que o bloco comunitário está a conseguir cumprir esse objetivo.

Entre agosto de 2022 e janeiro deste ano, os Estados-membros que conseguiram maiores recuos no consumo de gás natural foram a Finlândia (-57,3%), a Lituânia (-47,9%) e Suécia (-40,2%), enquanto os países com diminuições mais modestas foram a Irlanda (-0,3%), a Espanha (-13,7%) e a Eslovénia (-14,2%), mas estes dois últimos países já muito perto da meta de 15%, superada por Portugal, que registou um recuo na ordem dos 17%.

Habitação: Condomínios poderão por termo a licenças de alojamento local emitidas sem a sua aprovação

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Os condomínios poderão pôr termo às licenças de alojamento local emitidas sem a sua aprovação, de acordo com o programa “Mais Habitação”, aprovado pelo Governo na quinta-feira e que entrou hoje em discussão pública.

De acordo com o documento que o Governo disponibilizou hoje no portal ConsultaLEX, está prevista a “possibilidade de condomínios porem termo às licenças emitidas sem a sua aprovação”.

Contudo, não são fornecidos mais detalhes sobre a medida.

A possibilidade de os condomínios colocarem termo às licenças de alojamento local emitidas sem a sua aprovação já estava incluída num documento facultado aos jornalistas na quinta-feira, após a aprovação do programa “Mais Habitação” em Conselho de Ministros, tendo a agência Lusa pedido ao Ministério da Habitação mais esclarecimentos, mas sem resposta até ao momento.

Por outro lado, o executivo propõe também o alargamento das competências de fiscalização às juntas de freguesia.

Tal como já tinha sido anunciado pelo primeiro-ministro na quinta-feira, a emissão de novas licenças de alojamento local será suspensa, exceto em zonas para alojamento rural.

Essa exceção seguirá um “critério específico a definir”, que não é detalhado pelo executivo no documento agora tornado público.

Por outro lado, haverá uma reapreciação das atuais licenças em 2030 e as novas licenças serão sujeitas a renovação de cinco em cinco anos não automática, prevendo-se também a “caducidade das licenças por qualquer causa de transmissão”.

O Governo quer ainda criar um novo regime fiscal para os proprietários que transferirem os imóveis de alojamento local para arrendamento habitacional, com uma isenção de tributação de IRS até ao final de 2030, estabelecendo como requisitos para a isenção que o alojamento local tenha sido registado até 31 de dezembro de 2022 e o contrato de arrendamento seja celebrado até 31 de dezembro de 2024.

Além disso, será criada uma contribuição extraordinária sobre o alojamento local a consignar ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) para “financiar políticas de habitação acessível e que varia de acordo com os rendimentos de exploração, a evolução de rendas e o peso do alojamento local na zona”.

O programa “Mais Habitação” foi hoje disponibilizado para consulta no endereço eletrónico https://www.consultalex.gov.pt/ConsultaPublica_Detail.aspx?Consulta_Id=287 e “contém para já as principais explicações de cada uma das medidas aprovadas pelo Governo, de forma a facilitar a participação pública por parte dos cidadãos”.

“O Governo enviou hoje para consulta pública, e até 10 de março, o programa ‘Mais Habitação’, aprovado na semana passada em Conselho de Ministros”, de acordo com uma nota do gabinete da ministra da Habitação, Marina Gonçalves.

“Todos os cidadãos, organizações, entidades, municípios, entre outros, podem assim apresentar sugestões, que o Governo avaliará aquando da aprovação final deste programa no Conselho de Ministros de 16 de março”, é indicado.

A ministra da Habitação também já convocou, para 03 de março, o Conselho Nacional de Habitação, onde têm assento todas as entidades do setor, “pretendendo-se assim ouvir cada um dos agentes sobre as várias medidas apresentadas”, é ainda referido na nota.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro apresentou um pacote de medidas, estimado em 900 milhões de euros, para responder à crise da habitação em Portugal com cinco eixos: aumentar a oferta de imóveis utilizados para fins de habitação, simplificar os processos de licenciamento, aumentar o número de casas no mercado de arrendamento, combater a especulação e proteger as famílias.

As propostas voltarão a Conselho de Ministros para aprovação final, em 16 de março, e depois algumas medidas ainda terão de passar pela Assembleia da República.

Turquia/Sismo: Pelo menos três mortos e mais de 200 feridos nos novos fortes abalos

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Pelo menos três pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas nos dois fortes terramotos que sacudiram hoje o sudeste da Turquia, derrubando alguns prédios e causando pânico entre os sobreviventes dos devastadores sismos de há duas semanas.

O serviço de emergência nacional turco (Afad), localizou o epicentro do terremoto mais forte, de magnitude 6,4, no distrito de Defne, a sul da cidade de Antaquia, e registou uma segunda réplica, de magnitude 5,8, com epicentro em Samandag.

O ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, adiantou que três pessoas morreram e 213 ficaram feridas, noticiou a agência Associated Press (AP).

Estão a decorrer operações de busca e salvamento em três prédios desabados, onde um total de cinco pessoas estão presas, acrescentou.

A agência de notícias estatal da Síria, SANA, informou que seis pessoas ficaram feridas em Aleppo devido à queda de destroços.

A Defesa Civil Síria, que opera nas áreas de oposição ao regime, também conhecida como Capacetes Brancos, relatou que várias pessoas ficaram feridas no noroeste da Síria controlado pelos rebeldes na cidade de Jinderis, uma das cidades mais afetadas pelo terremoto de 06 de fevereiro.

Os Capacetes Brancos referiram que vários edifícios danificados e abandonados desabaram no noroeste da Síria sem ferir ninguém.

O abalo mais forte foi sentido na Síria, Jordânia, Chipre, Israel e até no Egito.

O alerta inicial de tsunami, devido à proximidade do epicentro à costa mediterrânica, foi cancelado pouco depois pelas autoridades turcas.

O vice-Presidente da Turquia, Fuat Oktay, observou que oito pessoas foram hospitalizadas com ferimentos e advertiu a população para não entrar nos prédios.

Refik Eryilmaz, autarca de Samandag, a cidade costeira próxima onde ocorreu o segundo terremoto de hoje, referiu à estação NTV que vários prédios desabaram e não se sabia se tinha pessoas dentro.

A mesma fonte acrescentou que alguns moradores tenham-se refugiado do frio intenso nos restos de edifícios danificados pelos terramotos de há duas semanas, e pediu desesperadamente o envio de tendas para alojar a população.

Suzan Sahin, deputada de Hatay do partido CHP, da oposição, referiu à HalkTV que nove edifícios desabaram e que certamente havia mortos, embora não pudesse especificar quantos.

Lütfü Savas, autarca de Antaquia, cujo centro urbano fica a dez quilómetros do epicentro, também salientou que vários prédios desabaram com pessoas dentro.

De acordo com jornalistas da agência France-Presse (AFP), o abalo foi sentido com muita violência em Antaquia e Adana e provocou o pânico entre a população já fortemente atingida pela recente tragédia, levantando ainda grandes nuvens de poeira na cidade em ruínas.

Ahmet Ovgun Ercan, prestigiado geofísico da Universidade Técnica de Istambul, assegurou à estação HalkTV que este terremoto, que estimou de 17 segundos de duração, é um fenómeno normal e antecipou que alguns edifícios já danificados terão desabado.

Desde o terramoto de 06 de fevereiro, praticamente nenhum dos edifícios de Antaquia está habitável, mas há equipas de trabalho de remoção de entulho que podem ter ficado retidas devido a desabamentos.

Além disso, muitos sobreviventes têm o hábito de se reunir em torno de fogueiras em frente a edifícios desmoronados para ajudar na identificação de corpos e podem estar em risco se um edifício sobrevivente vizinho tiver desabado.

“Foi terrível, janelas partidas caíram sobre nós. Todos deixaram as lojas em pânico. Com a escuridão ainda não dá para ver o que aconteceu”, realçou Ugur Sahin, repórter do jornal BirGün, à Efe por telefone.

Mais de 44.000 pessoas morreram na Turquia e na Síria na sequência de fortes abalos sísmicos no dia 06: ao terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter – com epicentro em território turco – seguiram-se várias réplicas, uma das quais de magnitude 7,5.

Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aumentou para 84,5 milhões de dólares (79 milhões de euros) o pedido internacional de ajuda financeira destinado às vítimas destes sismos.

Segundo o Afad, mais de 6.000 tremores secundários foram registados desde os terremotos que devastaram o sul da Turquia e a Síria.

Portugal representado por sete empresas em missão empresarial nos EUA

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A NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, juntamente com sete empresas portuguesas, vai estar presente em duas missões empresariais nos Estados Unidos, incluindo a feira ‘The Inspired Home Show’, entre 26 de fevereiro e 07 de março.

A primeira ação internacional, que vai decorrer entre 26 de fevereiro e 03 de março, conta com a participação da Void Software, Scorpion Circle, Madeiras Afonso e Alumínios César e prevê a realização de reuniões individuais nas instalações e empresas em Nova Iorque e Newark, indicou, em comunicado, a associação.

Já entre 04 e 07 de março vai realizar-se a feira ‘The Inspired Home Show’, em Chicago, que contará também com a representante da NERLEI, Alumínios César, JOMAFE e com a Cerâmica da Borralheira.

Subsídios de doença atingem em janeiro número mais alto de sempre

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Os subsídios de doença aumentaram 59,2% em janeiro face ao mês anterior e 12,7% comparando com o período homólogo, para 201.080, o número mais alto desde o início da série, em 2010, segundo estatísticas divulgadas hoje.

De acordo com as estatísticas mensais publicadas pela Segurança Social, em janeiro mais 74.809 pessoas estiveram de baixa face a dezembro e, comparando com o mesmo mês de 2022, o aumento foi de 22.647 beneficiários.

O valor médio do subsídio de doença atribuído por beneficiário em janeiro foi de 428,89 euros.

O subsídio de doença foi processado a 82.556 pessoas do sexo masculino (41,1% do total) e a 118.524 do sexo feminino (58,9% do total), “apresentando-se este último em superioridade em todos os grupos etários considerados”, indica a síntese do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O grupo etário dos 50 aos 59 anos foi o mais representado, com 28,1%, seguido pelo grupo com idades entre os 40 e os 49 anos (25,4%), no conjunto de beneficiários do subsídio de doença.

Já tendo em conta a totalidade das prestações de doença, além do subsídio de doença, como o subsídio de doença profissional, de tuberculose e baixas por covid, o total de prestações foi de 214.323 em janeiro.

Este número do total das prestações por doença representa um aumento de 57,8% face ao mês anterior, mas um decréscimo de 58,1% em termos homólogos.

Segundo o GEP, a variação do total das prestações “é explicada pelo elevado número de subsídios atribuídos no mês homólogo devido à covid-19”.

O valor médio do total das prestações por doença foi de 453,74 euros em janeiro, segundo as estatísticas da Segurança Social.

Os dados mostram ainda que em janeiro verificaram-se mais 3.959 pensões por velhice face a dezembro e um aumento de 16.427 comparando com o mês homólogo, para um total de 2.083.746.

No total de pensões de velhice, as mulheres representavam 52,9% e os homens 47,1%.

Comunicado: No Carnaval nada parece mal. Mas… há limites!

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Município de Óbidos

Encontramo-nos num período de festividades, de alegria e em que, por vezes, em jeito de brincadeira, se cometem alguns exageros. Mas há limites!

Na passada sexta-feira, dia 17 de fevereiro, cerca das 07:30 da manhã, numa entrevista a um canal de televisão – diria que, quase a pedido – o presidente da assembleia intermunicipal da Comunidade do Oeste usou da palavra durante os cerca de seis minutos e quarenta e seis segundos. Podíamos achar que se iria falar do centenário do Carnaval de Torres Vedras, mas não. Falou sobre a localização do novo Hospital do Oeste, numa tentativa desesperada de lançar a dúvida e tentar dividir opiniões entre a população, iludindo-a, embrulhando-se na sua própria história.

O presidente da assembleia intermunicipal da Comunidade do Oeste manifestou o seu parecer sobre a posição tida por Caldas e Óbidos em relação à localização desta nova estrutura de saúde, ignorando, deste modo, Rio Maior, concelho que, segundo o seu autarca, tem uma parte muito significativa dos seus munícipes a derivar para Caldas e não para Santarém.

Ao não incluir Rio Maior no seu discurso podemos aferir que o presidente da assembleia intermunicipal sabia que este concelho não faz parte da Comunidade Intermunicipal do Oeste. No entanto, para o mesmo efeito da localização, incluir várias freguesias de Mafra já dão jeito no argumento (Mafra não faz parte da OesteCIM). Mas mais ridículo é ignorar os concelhos e, acima de tudo, as pessoas de Alcobaça e da Nazaré – cerca de 70 mil habitantes – ao manifestar que Caldas é um extremo, quando diz que “não se pode ter um equipamento de fim de linha em um qualquer extremo”.

O mesmo responsável fez referência aos quase 20 anos de espera pelo Novo Hospital do Oeste, mas entendeu que o contributo, sim o contributo, que os municípios de Óbidos, Caldas da Rainha e Rio Maior se encontram a dar para uma boa escolha da localização desta unidade de saúde é pura demagogia.

Este novo Hospital nunca foi prioridade dos governos e escudaram-se em um não entendimento dos autarcas (como se fossem estes que decidiriam a localização, a tipologia e o investimento). Aliás, mais uma vez enrolado na sua própria história, à questão colocada pela jornalista se “esta decisão tem que ser absolutamente unânime, tem que ser absolutamente consensual?”, respondeu: “Não tem, porque a decisão final da localização compete ao Ministério da Saúde”. Se assim é, pergunto eu, então, de que forma os autarcas de Óbidos, Caldas da Rainha e Rio Maior colocaram em causa o quê? Colocaram sim, ao que parece, travão a um dos maiores erros que se iriam cometer para o próximo século. Uma má localização que, ao que parece, estaria tomada e que, conscientemente, se encontra a receber mais contributos, mais argumentos, mais indicadores, enfim, mais informação do que a distância e o tempo de deslocação (ambos importantes, mas redutores para uma tomada de decisão desta natureza).

Aquilo que sempre esteve e estará na minha cabeça será o melhor para todos. A localização do novo Hospital do Oeste terá que considerar também a oferta de cuidados de saúde, públicos e privados existentes, e é na localização que Óbidos-Caldas da Rainha propõe que se encontra o vazio nesses cuidados.

No seguimento da reunião com o Senhor Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, decorrida a 14 de Fevereiro ao final do dia, saí mais confiante pela forma como o senhor ministro manifestou abertura para o diálogo, mas, acima de tudo, pelo que transmitiu, de que a decisão da localização seria política e que a obras estaria a arrancar dentro de dois anos. No seguimento desta reunião, percebeu-se que a localização teria que ficar junto a um centro mais urbano e que face a este critério apenas tínhamos duas possibilidades: Torres Vedras e Caldas da Rainha-Óbidos. Neste sentido, foi afirmado pelo governante que Torres Vedras está próxima de Lisboa e que Caldas da Rainha-Óbidos não estaria próximo de nada.

O princípio da equidade nos cuidados de saúde deve colocar-nos em pé de igualdade no acesso e não tratar de forma discriminatória aqueles que já se encontram sem cuidados de saúde primários, pela distância a que se encontram destes. Foi ainda dirimido mais um conjunto de argumentos, como a proximidade a Lisboa e o seu elevado risco sísmico.

Os territórios do Oeste representam muito mais do que os seus habitantes. São milhares de trabalhadores sazonais no sector primário, de Maio a Outubro; são milhões de turistas que nos visitam (só entre muralhas, Óbidos recebe quase 2,5 milhões de visitantes por ano); também instrumentos de gestão territorial, como o Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROTOVT), devem que ser considerados, pois perspetivam o território para o futuro e não para o agora.

Foram ainda abordados outros pontos fundamentais, como a possibilidade de forte contributo nas metas de descarbonização, pela utilização do transporte ferroviário pelos mais de 2 mil profissionais que preencherão esta unidade de saúde, assim como aqueles pacientes que necessitem da unidade de saúde de forma não urgente, uma vez que a linha férrea é contígua ao terreno proposto por Óbidos e Caldas da Rainha. A localização é também junto ao nó da A8, com ligação à A15 e IP6 (Peniche), o que é uma mais-valia evidente.

Por forma a resolver-se um problema a médio-longo prazo, questionei o senhor ministro para a possibilidade de haver academia/universidade para profissionais de saúde nesta unidade, ou próximo, uma vez que os cerca de 60 hectares possibilitam a expansão. A resposta foi de “que seria uma hipótese”.

O argumento da Coesão Territorial foi também bem entendido pelo governante, pois falar-se frequentemente disso e depois fazer-se exatamente o contrário, não é coerente.

Por último, foi manifestado também na comunicação social pelo presidente da assembleia intermunicipal que “o presidente da Câmara Municipal de Óbidos esteve, aquando da entrega do relatório final sobre a localização do Novo Hospital do Oeste, em Torres Vedras, e nada manifestou”. Gostaria que provasse essa afirmação. É falso! Nunca lá estive e não fui só eu. Não iria entregar nada sem que me tivesse sido apresentado primeiro.

Filipe Daniel
Presidente da Câmara Municipal de Óbidos

Trabalhadores do comércio e serviços da região Oeste protestam por aumentos salariais

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Os trabalhadores do comércio e serviços de Torres Vedras, Lourinhã, Cadaval e Sobral de Monte Agraço vão denunciar, na quarta-feira, os aumentos salariais propostos, que dizem ser insuficientes face ao aumento do custo de vida.

Numa ação simbólica promovida pelo Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), em dia da cerimónia do Enterro do Entrudo na cidade do Carnaval, os trabalhadores “vão enterrar a proposta de aumentos” das empresas associadas à Associação Comercial, Industrial e Serviços da Região Oeste (ACIRO).

“Esta ação é para demonstrar que os valores são muito insuficientes para o que os trabalhadores necessitam”, afirmou Sandra Valverde, dirigente do CESP, à agência Lusa.

Segundo a dirigente sindical, a proposta varia entre um e 10 euros de aumento por mês, consoante os escalões, e implica “aumentos entre os cinco e os dez euros para a maior parte dos trabalhadores”.

A proposta “não valoriza as categorias profissionais mais elevadas”, acrescentou.

O sindicato propôs um aumento de 100 euros/mês para todos os trabalhadores, mas a proposta foi recusada pela ACIRO, embora associação e sindicato ainda continuem a negociar.

O presidente da ACIRO, João Esteveira, explicou que a última proposta da associação, à qual o sindicato “não respondeu”, foi de aumentos entre os 5,1% e os 7,8%, o que implica aumentos acima dos 10 euros, desmentindo assim o CESP.

Sobre a proposta apresentada pelo sindicato, a ACIRO sustentou que é impraticável, por resultar em aumentos de 25% e 30% junto de um tecido empresarial em que “a maioria das empresas fatura menos de 50 mil euros por ano e não tem hipótese de pagar mais do que o salário mínimo”.

O CESP representa 3.805 trabalhadores de 909 empresas associadas da ACIRO, distribuídas pelos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Cadaval e Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa.

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