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Caldas da Rainha
Domingo, Junho 28, 2026
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Falta de trabalhadores nos lares privados dispara mensalidades e pressiona famílias

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A escassez de profissionais nos lares privados está a provocar um aumento nas mensalidades em várias instituições em Portugal, obrigando famílias a enfrentar custos mais elevados para acesso a cuidados essenciais de longa-duração.

Segundo uma análise da atualidade publicada no Expresso, a dificuldade em recrutar e reter pessoal qualificado para trabalhar em lares obrigou muitas instituições a rever os preços cobrados aos utentes. A falta de enfermeiros, auxiliares e técnicos especializados está a forçar ajustes financeiros que têm repercussões diretas nas mensalidades pagas pelos residentes e seus familiares.

Responsáveis por lares ouvidos pela imprensa alertam que a situação se tornou estrutural: salários, condições de trabalho e desgaste físico e emocional são apontados como fatores que dificultam a contratação estável de profissionais. Em reação, várias instituições recorreram a aumentos graduais de tarifas para conseguirem manter a qualidade de cuidados e evitar o encerramento de serviços.

Organizações de defesa dos direitos das pessoas idosas consideram que este fenómeno evidencia a necessidade de políticas públicas que apoiem a formação e fixação de trabalhadores na área da geriatria e cuidados continuados. Entidades sociais e familiares alertam ainda para o risco de exclusão de utentes com menos recursos, caso os aumentos continuem sem contrapartidas sociais.

Novos Tempos: A revolução silenciosa que poderia mudar o mundo

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Num tempo marcado por guerras, polarizações e cansaço moral, o que aconteceria se os 2300 milhões de cristãos espalhados pelo mundo redescobrissem que, antes de serem católicos, ortodoxos, protestantes ou evangélicos, são discípulos do mesmo Senhor? E se voltassem a ser, visivelmente, uma só Igreja? Não se trata de um exercício de ingenuidade religiosa, mas de uma pergunta profundamente realista num mundo que já não acredita em palavras vazias, mas ainda se comove com sinais de unidade.

A divisão entre os cristãos não é apenas um problema interno das Igrejas. É uma ferida aberta no próprio testemunho do Evangelho. Jesus, na véspera da sua Paixão, rezou assim: “Que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti” (Jo 17,21). Esta oração não é um detalhe piedoso, mas parte do coração da fé cristã. A desunião enfraquece a credibilidade da mensagem e torna menos audível a Boa Nova da reconciliação.

Se os cristãos voltassem a ser uma só Igreja, o mundo veria algo raro: comunidades diferentes, com histórias e sensibilidades diversas, capazes de viver a unidade sem apagar a diversidade. O Concílio Vaticano II reconheceu que “a divisão dos cristãos contradiz abertamente a vontade de Cristo e constitui um escândalo para o mundo” (Unitatis Redintegratio, 1). A unidade, portanto, não é um luxo teológico, mas uma urgência missionária.

Num mundo assim reconciliado, o anúncio do Evangelho ganharia uma nova força. As palavras de São Paulo — “Há um só corpo e um só Espírito” (Ef 4,4) — deixariam de soar como ideal distante para se tornarem uma experiência concreta. A voz dos cristãos em defesa da vida, da dignidade humana, dos pobres, dos migrantes e da paz teria um peso moral incomparavelmente maior. A caridade deixaria de ser fragmentada e passaria a ser um grande rio, alimentado por muitas fontes, mas com uma só direção.

O Papa São João Paulo II lembrava que o ecumenismo não é estratégia diplomática, mas caminho espiritual: “A unidade querida por Deus só pode realizar-se na adesão comum ao conteúdo integral da fé revelada” (Ut Unum Sint, 18). Essa unidade não significa uniformidade, mas conversão do coração, purificação da memória e coragem de reconhecer erros históricos. Significa aprender a caminhar juntos, mesmo quando ainda não pensamos tudo do mesmo modo.

Se os cristãos fossem novamente uma só Igreja, o mundo talvez não se tornasse imediatamente justo ou pacífico. Mas teria diante de si um sinal poderoso de esperança. Num tempo que absolutiza as diferenças e transforma discordâncias em muros, a unidade cristã seria uma profecia viva: a prova de que é possível discordar sem se destruir, dialogar sem se diluir, acreditar sem excluir.

Talvez o mundo não precise de mais discursos religiosos, mas de um gesto claro. E esse gesto começa quando os cristãos levam a sério a oração de Cristo e ousam acreditar que a unidade não é um sonho impossível, mas uma responsabilidade confiada por Deus à sua Igreja.

FC Porto elimina SL Benfica e está nas meias finais da Taça de Portugal

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Foto: Diogo Barros

O FC Porto venceu o Benfica por 1-0 no Estádio do Dragão, nos quartos de final da Taça de Portugal, garantindo assim a passagem às meias-finais da competição.

O único golo aconteceu ainda na primeira parte, quando o defesa Jan Bednarek marcou de cabeça na sequência de um canto, dando vantagem aos “dragões”.

Durante o jogo, o Benfica teve momentos de ataque e criou algumas oportunidades, mas esbarrou em defesas e boas intervenções do guarda-redes portista, enquanto o Porto ameaçou ampliar o marcador em várias ocasiões.

O encontro foi disputado num ambiente intenso, com ambas as equipas a lutarem pela iniciativa, mas o golo solitário do Porto acabou por decidir o clássico e eliminar o Benfica da Taça de Portugal.

Adepto do SC Braga morre no estádio durante final da Taça da Liga em Leiria

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um adepto do SC Braga sentiu-se mal, este sábado, durante a final da Taça da Liga frente ao Vitória de Guimarães, no interior do Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria.

A vítima, um homem de 65 anos, foi assistida no local, ainda antes da chegada do INEM, e transportada para o Hospital de Leiria, mas acabou por não resistir.

A informação foi avançada pelo presidente do clube, António Salvador, no final do encontro, dando conta da causa da ocorrência.

“Lamento a morte de um sócio do SC Braga, que foi, a meio do jogo, para o hospital e acabou por morrer, com um enfarte. Um abraço para a família, o SC Braga está de luto”, sustentou o dirigente.

“Temos essas mensagens”: repórter da TVI expõe contacto suspeito com Maycon Douglas

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um repórter da TVI denunciou ter recebido mensagens suspeitas enviadas por Maycon Douglas, alegadamente contendo conteúdos perturbadores e com possíveis implicações criminais, que estão a ser agora alvo de análise jornalística e acompanhados por investigação.

No vídeo divulgado, o jornalista mostra as mensagens que terá recebido de Maycon Douglas, classificando-as como “suspeitas” e reveladoras de um contexto que levanta dúvidas sobre legalidade e intenções. A publicação tem gerado forte repercussão nas redes sociais, com comentários intensos de utilizadores e internautas interessados no caso.

Até ao momento, não houve pronúncia oficial de Maycon Douglas nem das autoridades sobre as mensagens em questão. O repórter da TVI sublinhou que está a colaborar com os órgãos competentes para que os factos sejam esclarecidos e, se necessário, investigados com todos os meios legais disponíveis.

Óbidos celebra feriado municipal com um mês de cultura, música e projetos para a comunidade

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foto: Município de Óbidos

Óbidos assinala o seu Feriado Municipal a 11 de janeiro, data que celebra com um programa cultural e institucional que vai prolongar-se até 31 deste mês.

As comemorações arrancaram hoje, 6 de janeiro, com o tradicional “Cantar as Janeiras ao Executivo Municipal”, a cargo dos alunos do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos e da Oficina Sénior de Música do Espaço F, na Praça da Criatividade.

Segue-se, dia 9 de janeiro, sexta-feira, a reabertura da Coleção Permanente e apresentação do Serviço Educativo do Museu Abílio de Mattos e Silva.

Um dos momentos altos do programa acontece a 10 de janeiro com o concerto de Camané, no Pavilhão do Complexo Escolar dos Arcos, numa noite dedicada à música portuguesa e com entrada livre. Já no dia 11 de janeiro, data do Feriado Municipal, terá lugar, às 15h00, na Praça da Criatividade, a Sessão Solene.

A programação prossegue com eventos que cruzam tradição, inovação e desenvolvimento local. Destaque para a Tradicional Romaria de Santo Antão e para o aniversário dos BRASS DASS (17 de janeiro), para a assinatura dos Autos de Transferência com as Juntas de Freguesia (19 de janeiro) e para a apresentação do projeto “Lugares de Outrora” (21 de janeiro). O dia 23 de janeiro ficará marcado pela celebração dos 10 anos dos Edifícios Centrais do Parque Tecnológico de Óbidos.

A música volta a estar em destaque com o ciclo “Jazz no Armazém”, dias 22, 23 e 24 de janeiro, nos Armazéns do Vinho, em A-da-Gorda, com os concertos de Jefferey Davis, Lokomotiv e Mário Laginha Trio.

No dia 25 de janeiro, assinala-se o 2.º aniversário das Concertinas d’Óbidos, e a 26 de janeiro será apresentada a Agenda Cultural Óbidos’26, na Biblioteca Municipal – Casa José Saramago.

O mês encerra com a celebração dos 20 anos do programa municipal “Melhor Idade” (29 de janeiro) e com a inauguração do Monumento de Homenagem à “Família Gama”, a 31 de janeiro, na rotunda, junto à Estrada Nacional 114.

Um programa diversificado, que reafirma o compromisso do Município de Óbidos com a cultura, a memória coletiva, a participação cívica e a valorização da identidade local.

Novos Tempos: O barulho das armas e o silêncio da consciência

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

A atual conjuntura internacional tem sido descrita como o esboço de uma “nova ordem mundial”, marcada pelo regresso explícito da lógica das grandes potências e das esferas de influência. A centralidade política de líderes como Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin traduz um mundo onde a força económica, militar e tecnológica tende a substituir o direito internacional e o multilateralismo. A guerra na Ucrânia, a violência persistente na Terra Santa, as tensões em torno do Irão, a crise profunda da Venezuela — incluindo hipóteses de intervenção externa e de responsabilização forçada da sua liderança — bem como os cenários de pressão sobre Taiwan ou mesmo de anexação da Gronelândia, revelam um sistema global cada vez mais instável.

À luz da Doutrina Social da Igreja (DSI), esta evolução não pode ser lida como inevitável. Na Pacem in Terris, João XXIII afirmava que a paz autêntica só se constrói sobre a verdade, a justiça, o amor e a liberdade, e que nenhuma ordem internacional é legítima quando ignora a dignidade dos povos. A guerra, seja no Leste europeu ou no Médio Oriente, evidencia o fracasso de uma política fundada na dissuasão armada e no cálculo estratégico.

Paulo VI, na Populorum Progressio, afirmou que “o desenvolvimento é o novo nome da paz”. Quando recursos naturais, rotas comerciais ou vantagens geopolíticas se tornam mais importantes do que vidas humanas, o bem comum universal é sacrificado. Também as disputas em torno de Taiwan ou da Gronelândia não são meros jogos de poder: nelas está em causa o direito dos povos a decidir o seu futuro sem coerção.

Bento XVI, na Caritas in Veritate, alertou que uma política desligada da ética se reduz a puro exercício de poder. E o Papa Francisco, na Fratelli Tutti, reforçou que a humanidade vive uma alternativa radical: ou escolhe a fraternidade ou mergulha numa sucessão interminável de conflitos.

Neste horizonte, a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial da Paz 2026 aponta um caminho exigente: uma “paz desarmada e desarmante”, que não nasce da imposição nem do medo, mas da conversão dos corações, do diálogo persistente e do reforço das instituições internacionais. Não se trata de ingenuidade, mas de realismo cristão: a violência gera apenas novas violências.

Perante esta encruzilhada histórica, que papel queremos assumir? Queremos permanecer espectadores resignados de uma ordem mundial construída pela força, ou cidadãos conscientes que exigem políticas internacionais justas, solidárias e humanas? A paz começa também nas escolhas bem informadas, na palavra crítica, na oração comprometida e na recusa de normalizar a guerra. A “nova ordem” só será verdadeiramente nova se colocar, no centro, a dignidade de cada pessoa e a fraternidade entre os povos.

Município de Leiria presta homenagem a Rui Patrício

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Município de Leiria (foto)

No topo Sul do Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, uma baliza recebeu recentemente um nome que ficará para sempre na memória de Leiria: Rui Patrício. O Município prestou assim homenagem a um dos filhos da terra mais bem-sucedidos, cuja carreira no futebol nacional e internacional não encontra paralelo.

Natural de Matoeira, freguesia de Regueira de Pontes, começou a jogar nas equipas do Leiria e do Marrazes. Mais tarde, consolidou-se no Sporting, e seguiu carreira internacional no Wolverhampton, AS Roma, Atalanta e Al Ain. Com 37 anos, pendurou as luvas após 19 temporadas como profissional, acumulando 108 internacionalizações, tendo sido campeão europeu em 2016 e vencedor da Liga das Nações em 2019.

Na cidade, uma estátua já celebra a defesa decisiva que contribuiu de forma determinante para o título europeu de há uma década, eternizando o momento que uniu o país e colocou Leiria no mapa do futebol internacional.

Emocionado, admitiu o “grande motivo de orgulho”. “É incrível ser reconhecido pela minha carreira na minha cidade”, disse, acompanhado pelo presidente do Município de Leiria, Gonçalo Lopes, que destacou a dimensão do gesto. “Os territórios vivem dos seus heróis, e ele é um verdadeiro herói de Leiria.”

Para Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, o legado vai muito além das defesas: “Mais do que as defesas, importa a forma como sempre defendeu a sua baliza: com elegância e valores que inspiram. Agora, como Embaixador da Liga Portugal, vai motivar novas gerações de guarda-redes, meninas e meninos que sonham com esta posição.”

O batismo da baliza simboliza mais do que o reconhecimento de uma carreira brilhante: é um tributo à perseverança, à ligação à cidade e à inspiração que representa. É um legado que continuará a guiar os jovens guarda-redes de Leiria por muitas décadas.

Caldas da Rainha pode voltar a ter cinema comercial. Câmara em negociações com o La Vie

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O fecho das quatro salas de cinema do La Vie deixou as Caldas da Rainha sem exibição comercial desde o Natal, mas há esperança: a autarquia está já a negociar o regresso do grande ecrã ao centro comercial.

O encerramento das salas exploradas pela Cineplace retirou aos caldenses a única opção para ver grandes estreias dentro do concelho, obrigando quem quer cinema a deslocar-se para localidades vizinhas. A decisão, confirmada após a apresentação de um Plano Especial de Revitalização por parte da empresa, deveu-se à baixa afluência e à falta de viabilidade económica.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, Vítor Marques, o cenário de encerramento era “expectável”, mas o município está empenhado em encontrar uma solução que recupere o cinema comercial para a cidade. “O objetivo é evitar que os caldenses tenham de sair do concelho para ver cinema de estreia”, recorda o autarca.

A administração do centro comercial La Vie garante estar já em negociações com outras exibidoras interessadas em explorar o espaço. Uma das possibilidades em estudo passa por uma remodelação da área existente, reduzindo as atuais quatro salas para duas, adaptadas a um modelo financeiro mais sustentável. Ainda assim, não há datas nem garantias sobre quando – ou mesmo se – o cinema poderá reabrir.

Até lá, a oferta cinematográfica mantém-se no Centro Cultural e de Congressos (CCC), com uma programação alternativa e não concorrencial às estreias comerciais. A agenda conta com títulos como Sirat, de Oliver Laxe (28 de janeiro), O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (14 de fevereiro), e A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos. Nos dias 24 e 25 de fevereiro, o Pequeno Auditório acolhe ainda sessões do Indie Júnior, com programação dedicada ao público escolar.

Enquanto as negociações avançam, os habitantes das Caldas da Rainha aguardam que o cinema volte ao centro da cidade – de preferência com bilheteira recheada e pipocas na mão, sem precisar de ir mais longe.

FC Porto alcança novo recorde de pontos na Liga Betclic no final da primeira volta

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O FC Porto conquistou um novo recorde absoluto da edição 2025/26 da Liga Betclic, ao somar 16 vitórias e um empate.

Os Azuis e Brancos terminam assim a primeira volta, depois de 17 jornadas, com 49 pontos. Nos Açores, o último encontro ditou mais três pontos.

O espanhol, Samu, voltou a ser decisivo na partida, com golo solitário frente ao Santa Clara.

Em declarações aos jornalistas no final da partida, o treinador Francesco Farioli sustentou a importância dos três pontos conquistados, que deixam o FC Porto isoladíssimo no topo da classificação, com mais sete pontos que o Sporting (2.º classificado) e 10 que o Benfica (3.º).

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