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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Médio Oriente: Moreira da Silva discutiu com Papa dificuldades da ONU em Gaza

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foto: Vatican Media

O subsecretário-geral da ONU Jorge Moreira da Silva transmitiu ao Papa Francisco as dificuldades que as Nações Unidas encontram para prestar ajuda humanitária em Gaza, tendo o pontífice expressado o seu “grande apreço” pelos esforços da organização.

Moreira da Silva, que lidera desde abril de 2023 o Gabinete das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), que tem a seu cargo um mecanismo para facilitar, coordenar, monitorizar e verificar remessas de ajuda humanitária para Gaza, foi hoje recebido pelo Papa numa audiência privada no Vaticano, centrada na necessidade de uma resposta urgente aos conflitos mundiais e à crise climática.

Em declarações à Lusa por telefone depois da audiência, Jorge Moreira da Silva indicou que teve oportunidade de “apresentar e discutir as atividades da UNOPS em países como a Ucrânia, Myanmar, Afeganistão, Gaza, Líbano, Iémen, Sudão, Haiti e Moçambique (Cabo Delgado), e, nesse âmbito, discutir as várias atividades que a UNOPS vai realizando na ajuda humanitária, na resposta de emergência, na reconstrução e na promoção da paz”.

O diretor-executivo da UNOPS revelou que, “tendo em conta o atual contexto, uma grande parte da conversa desenvolveu-se em torno da situação em Gaza e do papel que a UNOPS vai realizando”, tendo tido “oportunidade de partilhar com o Papa Francisco a enorme preocupação quanto ao facto de a ajuda humanitária não estar a conseguir chegar à população mais vulnerável”.

Assinalando que “a própria capacidade das Nações Unidas para operar em condições de segurança tem vindo a diminuir”, tendo mesmo “muitos funcionários das Nações Unidas já perdido a vida”, Moreira da Silva e o Papa discutiram “a absoluta necessidade de assegurar que existe um integral respeito pelo direito internacional humanitário”.

De acordo com Moreira da Silva, “o Papa Francisco obviamente estava muito interessado em ouvir o papel da UNOPS na gestão do mecanismo de coordenação de ajuda humanitária” e “em conhecer de uma forma muito concreta esta operação logística de ajuda humanitária”, atendendo a que a agência que dirige, a quinta maior das Nações Unidas, é aquela que, por atribuição do secretário-geral António Guterres, faz a gestão do mecanismo criado para tornar “mais célere, menos burocrática e mais eficaz a entrada de ajuda em Gaza”.

“E, de facto, nos últimos oito meses, desde que este mecanismo foi desenvolvido, tem sido mais rápida a aprovação da ajuda, tem sido mais rápida a capacidade de trazer a ajuda do exterior até à fronteira em Gaza, mas a verdade, e tive oportunidade de transmitir isto ao Papa Francisco, como tenho tido oportunidade de transmitir em todos os encontros internacionais […], o grande problema está na dificuldade de fazer chegar a ajuda dentro de Gaza a quem mais precisa, porque o conflito, os bombardeamentos não permitem que isso aconteça”, explicou.

O subsecretário-geral da ONU vincou que “as autorizações de circulação [dos camiões de ajuda] por parte de Israel não têm permitido que a ajuda chegue àqueles que mais precisam”, além da “própria circunstância de os funcionários das Nações Unidas se sentirem ameaçados e vulneráveis, com muitos incidentes que põem em causa a capacidade para operar”, havendo agora também “a circunstância de a ajuda estar a ser alvo de desvio e de roubo”.

“Tudo está relacionado com o mesmo: a falta de condições de segurança para operar em Gaza”, reforçou.

Escusando-se a dar conta das posições transmitidas durante o encontro pelo líder da Igreja Católica, Jorge Moreira da Silva disse ainda assim poder “partilhar que, de facto, [o Papa] expressou um enorme agradecimento às Nações Unidas e ao papel que a ONU está a fazer no terreno, nos países em desenvolvimento e em especial no conflito em Gaza”.

O Papa Francisco também expressou “a sua preocupação com o respeito pelo direito internacional e humanitário e a garantia de que a população consegue ter acesso a toda a ajuda humanitária que é necessária, posição que tem tornado pública de uma forma veemente praticamente quase todos os dias”, prosseguiu Moreira da Silva, apontando que o pontífice “transmitiu esta solidariedade para com os funcionários da ONU e o grande apreço que tem pelo papel que as Nações Unidas estão a desenvolver”.

Entre outros temas abordados na audiência, que classificou como “muito gratificante”, o responsável da ONU indicou que também houve oportunidade de “conversar longamente sobre o tema das alterações climáticas”, lembrando que o Papa Francisco “tem sido uma voz corajosa, uma voz inconformista e inconformada neste tema”.

Putin proíbe adoção por lei a cidadãos de países que permitem mudança de sexo

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O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, proibiu hoje por lei a adoção de crianças russas por cidadãos de países onde é permitido a mudança de sexo.

Ao abrigo da lei hoje promulgada por Vladimir Putin, serão impedidos de adotar os cidadãos dos países que permitem a mudança de sexo através de tratamento médico, incluindo ou não uma operação cirúrgica, ou a alteração de género nos documentos de identidade.

“Temos de proteger os pequenos que não conseguem proteger-se a si mesmos”, disse o presidente da Duma ou Câmara de Deputados da Rússia, Viacheslav Volodin, quando os parlamentares aprovaram a lei.

Segundo o mesmo, a lei “tem como objetivo (…) excluir qualquer possibilidade de adoção de crianças russas por parte de representantes de comunidades LGBT”.

Viacheslav Volodin mencionou 12 países, entre os quais Itália e Espanha, que na alturam lideram o número de adoções de crianças russas, mas também Alemanha, Bélgica e Suíça, por permitirem a mudança de sexo a menores de idade, política que descreveu como “catastrófica”.

“Um estrangeiro que adotou uma criança russa pode, depois de regressar ao território do seu país, mudar de sexo, mas o pior é que também pode mudar o da criança adotada”, afirmou.

Em setembro, a vice-presidente da Duma, Anna Kuznetsova, revelou que as adoções por parte de estrangeiros tinham terminado por completo, depois de terem adotado mais de 100.000 menores russos durante os últimos 30 anos.

Desde 2011, as autoridades russas têm reforçado os requisitos de adoção para os países que legalizaram o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo e obrigaram-nos a assinar acordos bilaterais.

Há intolerância e discriminação em práticas religiosas nos países lusófonos

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Um dos fundadores da Aliança Lusófona pela Liberdade Religiosa (ALLIR) disse à Lusa que a prática religiosa e de crenças nos países de língua portuguesa enfrenta desafios, como a intolerância e a discriminação.

“Alguns países possuem legislações avançadas e um nível significativo de proteção, mas enfrentam desafios no reconhecimento de minorias religiosas e a prática religiosa enfrenta obstáculos como a intolerância e a discriminação”, declarou à Lusa o representante português, Joaquim Moreira.

Nos países lusófonos há relatos de discriminação que vão desde a marginalização social e preconceito contra minorias religiosas até a dificuldades em obter reconhecimento jurídico para determinadas comunidades, lamentou o representante para os Assuntos Governamentais e Presidente da República no Conselho Nacional de Comunicações da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Portugal.

A Aliança Lusófona pela Liberdade Religiosa (ALLIR) será lançada e apresentada hoje, ‘online’, às 14:00 de Lisboa, e foi criada porque é “um tema pouco abordado no espaço lusófono”, explicou.

“A motivação central para a criação da ALLIR foi a constatação de que a liberdade de religião e crença é um tema pouco abordado de forma estruturada e multilateral no espaço lusófono”, frisou.

Apesar de cada nação lusófona ter suas especificidades culturais e legais, não existia, até agora, uma rede que integrasse esforços para identificar desafios comuns, compartilhar boas práticas e promover ações coordenadas para proteger este direito humano fundamental, indicou.

Assim, de uma forma geral, a ALLIR tem como objetivos a promoção da liberdade religiosa e de crenças em países de língua portuguesa; o monitorizar e relatar a situação da liberdade religiosa no espaço lusófono; a fomentação de diálogos entre governos, academia, sociedade civil e comunidades religiosas; o reconhecimento e celebração de esforços em prol da liberdade religiosa sendo que, em cada nação, a ALLIR quer compreender as particularidades locais e oferecer suporte na superação de barreiras, enumerou.

“A falta de regulamentações claras em alguns países para proteger as comunidades religiosas contra a discriminação, o combate à intolerância e perseguição, especialmente contra minorias religiosas e a promoção de um diálogo interreligioso mais efetivo em regiões de maior tensão”, são alguns dos desafios citados por Joaquim Moreira e que a organização pretende colmatar.

Relativamente à questão sobre que religiões iriam estar representadas nesta aliança, o representante religioso respondeu que os princípios da associação “fomentam o direito de crer e de não crer de acordo com a consciência de cada indivíduo”.

“Isso reflete o compromisso com a promoção da liberdade religiosa e a defesa do direito de todos os indivíduos praticarem sua fé com liberdade e segurança”, acrescentou.

Na apresentação de sábado estarão presentes o presidente da Mesa, Rafael de Lazari, do Brasil e a moderadora Damaris Moura Kuo, também do Brasil. Os palestrantes serão Paulo Mendes Pinto, da Liberdade Religiosa na Lusofonia, Francielli Mores Gusso, da Liberdade Religiosa no Brasil, Milton, da Liberdade Religiosa em Cabo Verde, António Rafael, da Liberdade Religiosa em Angola, e Joaquim Moreira, da Liberdade Religiosa em Portugal.

A ALLIR pretende publicar relatórios anuais, conduzir estudos comparativos e organizar eventos que reconheçam aqueles que se destacam na defesa da liberdade religiosa, segundo a nota de imprensa.

Portugal eleito Melhor Destino de Golfe do Mundo

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foto: Município de Óbidos

Portugal ganhou o prémio de “Melhor Destino de Golfe do Mundo” nos World Golf Awards 2024, no Funchal, tendo também sido galardoado com o prémio de “Melhor Destino de Golfe da Europa” pelo terceiro ano consecutivo, foi hoje anunciado.

O sucesso do país como destino de golfe “pode ser atribuído à experiência turística integrada, boas acessibilidades aéreas e terrestres, um excecional acolhimento, infraestruturas desportivas e hoteleiras de alta qualidade que atendem a diferentes perfis de praticantes (sejam profissionais ou amadores), e uma ótima relação qualidade/preço”, salienta o Turismo de Portugal, em comunicado.

Segundo este organismo, o golfe, através da sua ligação ao turismo, “contribui para o aumento das receitas turísticas e para a expansão da atividade turística ao longo do ano e em todo o território”.

Os prémios foram atribuídos na 11.ª edição dos World Golf Awards, que decorreu no Funchal, Madeira.

Na edição deste ano, a Madeira recebeu quatro distinções, entre as quais o prémio de “Melhor Destino de Golfe Emergente do Mundo”.

Portugal conta atualmente com 92 campos de golfe, distribuídos pelas várias regiões, com particular foco nas regiões do Algarve, Lisboa e Porto e Norte.

Os World Golf Awards são votados pelos profissionais da indústria do golfe, oriundos de mais de 100 países, e integram os World Travel Awards, os óscares do setor do turismo.

Ucrânia: O que se sabe sobre o disparo de míssil estratégico russo sem ogiva nuclear

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foto ilustrativa: DR

O lançamento de um míssil balístico russo sobre a Ucrânia, concebido para transportar ogivas nucleares, provocou fortes reações internacionais, com os especialistas a assinalarem uma mensagem estratégica enviada pela Rússia, que afirma ter testado um novo projétil.

A Ucrânia mencionou num primeiro momento “um míssil balístico intercontinental” sem ogiva nuclear, declarações que foram corrigidas mais tarde por um alto responsável norte-americano, que descreveu então um míssil “experimental de médio alcance”.

O Presidente russo Vladimir Putin assumiu, ao final do dia, a responsabilidade pelo disparo de um novo míssil de médio alcance. “Os nossos engenheiros chamaram-lhe ‘Orechnik'”.

Como o próprio nome sugere, um míssil intercontinental pode atingir um continente a partir de outro. Tecnicamente, de acordo com os tratados internacionais, isto significa que tem um alcance superior a 5.500 quilómetros.

Um míssil de alcance intermédio tem um alcance de 3.000 a 5.500. Já o termo “balístico” designa um projétil com autopropulsão e guiado, cuja trajetória depende da gravidade e da sua velocidade.

Neste tipo de alcance, esta trajetória passa teoricamente pelo espaço. A Rússia e os Estados Unidos desenvolveram os primeiros no final da década de 1950 para transportar carga nuclear.

Mas, neste caso, o míssil utilizado por Moscovo não transportava carga nuclear ou, segundo os especialistas, não tinha carga nenhuma. E provavelmente não deixou a atmosfera, perante uma distância tão curta.

“O interessante é a inconsistência entre o alcance provável do míssil e a distância do alvo”, explicou à agência France-Presse (AFP) Héloïse Fayet, do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri).

Independentemente da natureza do projétil, vários especialistas levantaram a possibilidade de ter sido um “RS-26 Rubezh”, cujo desenvolvimento tinha sido interrompido em 2018.

Vladimir Putin garantiu que não é esse o caso mas Fabian Hoffmann, da Universidade de Oslo, mantém-se cauteloso.

“Ainda não sabemos o que é. Ficaria surpreendido se a Rússia conseguisse fabricar (um dispositivo deste tipo) sem depender pelo menos 90% dos projetos existentes e sem canibalizar peças do RS-26 (ou outro míssil)”, frisou, através da rede social X.

Nick Brown, da empresa privada britânica de inteligência Janes, sublinhou à AFP, por sua vez, que o abandono do desenvolvimento do RS-26 “nunca foi oficialmente confirmado e que poderia ter continuado fora do radar”.

Mesmo que isso signifique dar-lhe um novo nome, um método comum no mundo da indústria bélica, assim que surge um novo desenvolvimento.

Este ataque provocou fortes reações por parte das diplomacias ocidentais, num contexto perigoso de escalada em torno da guerra na Ucrânia.

O Kremlin, que tem mostrado a bandeira vermelha nuclear em diversas ocasiões desde o início do conflito, em fevereiro de 2022, estimou na terça-feira que o alargamento das possibilidades de utilização da bomba atómica era necessário, face ao que Vladimir Putin considera serem “ameaças” do Ocidente.

Ao milésimo dia de guerra, Moscovo publicou uma nova doutrina nuclear, uma resposta direta ao recente ataque da Ucrânia ao seu território com mísseis norte-americanos ATACMS, que Washington autorizou oficialmente no domingo.

A própria Rússia é acusada de escalada, tendo, segundo Kiev e o Ocidente, agora o apoio de pelo menos 10 mil soldados norte-coreanos.

Os especialistas mantêm-se unânimes num ponto: esta é de facto uma mensagem política russa para o Ocidente e para Kiev.

“Estamos perante algo inédito e é muito mais um ato político do que militar. A relação custo-benefício do ataque é nula”, frisou Héloïse Fayet.

Para Nick Brown, o Kremlin pretendeu “enviar uma mensagem ou aviso de escalada, uma forma dispendiosa e potencialmente perigosa de a Rússia tentar impressionar” o Ocidente.

Colisão entre dois automóveis no concelho de Beja provoca cinco mortos e corta IP2

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Cinco mortos e dois feridos graves é o resultado de uma colisão entre dois automóveis ocorrida esta sexta-feira no Itinerário Principal 2 (IP2), no concelho de Beja, disse à Lusa fonte da Proteção Civil, indicando que a estrada está cortada.

A fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo indicou que o alerta para o acidente foi dado às 18:10 e, pelas 20:00, o IP2 continuava cortado nos dois sentidos.

Cerca das 19:40 estavam no local 49 operacionais, dos bombeiros, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da GNR, apoiados por 20 veículos e um helicóptero.

Primeiro-ministro reitera aposta do Desporto na inauguração do Estádio Universitário do Porto

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reiterou esta sexta-feira no Porto o investimento do Governo no Desporto através do próximo Orçamento de Estado, no dia em que “descobriu” que a reabilitação do Estádio Universitário do Porto não teve apoio do Estado.

A segunda fase da reabilitação do estádio inaugurado em 1953 integrou a recuperação da bancada com mais de 500 lugares, os balneários e vestiários, bem como de dois edifícios, um que servirá de sede do Centro de Desporto da Universidade do Porto (CDUP) e outro de apoio a todo o complexo.

O reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira, contabilizou sete milhões de euros de investimento com fundos próprios naquele equipamento da cidade, situação que o chefe do Governo afirmou o ter surpreendido.

“Estou mesmo agradavelmente surpreendido pelo esforço que aqui foi feito, com receitas próprias, com a definição, com a gestão que é esta grande empreitada que é a Universidade do Porto e todos os seus desafios de haver espaço para poder conciliar uma revitalização tão imponente como esta”, disse.

Na sua intervenção, Luís Montenegro lembrou que as “verbas para o Desporto aumentaram de forma significativa no Orçamento de Estado para 2025”.

“Vamos reforçar de forma muito significativa o investimento no projeto olímpico português, porque ele próprio é também uma trave mestra da nossa política desportiva e não esquecemos nem o desporto de lazer nem o desporto escolar ou universitário”, disse.

Para o governante, é “preciso repartir os recursos que são escassos, aproveitando, para isso, aquilo que a administração central consegue disponibilizar, que a administração local, e tem de se fazer essa justiça, é fundamental na política desportiva e na proteção do património que permite às pessoas usufruir da possibilidade de praticarem desporto e, neste caso concreto, de uma universidade que é referência e é hoje uma demonstração de visão que não é muito comum”.

O reitor, assinalou ainda na sua intervenção, que dos três estádios universitários do país “este foi o único que não teve apoio do Estado” e deixou o convite ao Governo para “que se envolva nos desafios que a Universidade do Porto tem pela frente”.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, sublinhou a importância deste equipamento para a candidatura do Porto a Capital Mundial do Desporto em 2027.

Sporting goleia na estreia do técnico João Pereira e está nos ‘oitavos’ da Taça

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Sporting qualificou-se esta sexta-feira para os oitavos de final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer em casa o Amarante por 6-0, num jogo que marcou a estreia de João Pereira no comando técnico da equipa.

No Estádio José Alvalade, em Lisboa, frente ao segundo classificado da Série A da Liga 3, o Sporting chegou ao intervalo a golear por 4-0, com um ‘bis’ de Edwards, que marcou aos 10 e 45 minutos, e golos de Esgaio (15) e Harder (28).

O líder da I Liga, que na terça-feira recebe o Arsenal para a Liga dos Campeões, ampliou o resultado na segunda metade com golos de Trincão, aos 57, e de Gyökeres, aos 90, na conversão de uma grande penalidade.

Nos oitavos de final, os ‘leões, finalistas vencidos da última edição da Taça de Portugal, vão defrontar, em casa, o vencedor do encontro entre o Famalicão e o Santa Clara, duas equipas que militam na I Liga.

foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

Santarém: Igreja de São João do Alporão reabre após obras de reabilitação

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A Igreja de São João do Alporão está, a partir de hoje, dia 22 de novembro, de portas abertas ao público, após as obras de conservação e beneficiação exterior.

Numa cerimónia que assinala a inauguração das obras de requalificação deste monumento, João Teixeira Leite, Presidente da Câmara Municipal de Santarém (CMS), na presença de Luís Montenegro, Primeiro-Ministro, Dalila Rodrigues, Ministra da Cultura, Joaquim Neto, Presidente da Assembleia Municipal de Santarém, Beatriz Martins, Vice-presidente da CMS, Nuno Russo, Nuno Domingos e Carlos Martinho, Vereadores da CMS, entre outros autarcas e entidades, referiu “estar muito orgulhoso pela conclusão desta intervenção. O esforço para garantir a preservação deste património, devolvendo-o à comunidade, vai valorizar ainda mais a nossa Cidade e atrair mais visitantes.

João Teixeira Leite aproveitou a ocasião para apresentar os diversos investimentos que têm sido realizados pelo Município e por privados no Centro Histórico e destacou que “a nossa preocupação para a importância de preservar e valorizar o património, está bem vincada na estratégia definida para a revitalização do espaço público; temos vindo a requalificar áreas históricas que visam não só a valorização do espaço, mas também torná-lo atrativo e um ponto de encontro”.

Luís Montenegro começou por dizer que estava “muito satisfeito ao ver que os meios financeiros que disponibilizamos têm utilização efetiva”, referindo que “ao valorizarmos o espaço público, estamos a valorizar o nosso património, a preservar a identidade de uma região. Se o enquadramento identitário se perder, nós vamos ser mais pobres no futuro. Nós temos que preservar a cultura e a tradição; temos que despertar a curiosidade e estimular os nossos jovens a desenvolver e a aprofundar o seu conhecimento, porque ao fazermos isso, estamos a instigar a sociedade a ser mais inovadora, a fazer mais e melhor e isso traduz-se em maior desenvolvimento económico a médio e longo prazo”.

Esta empreitada de conservação e beneficiação exterior da Igreja, no valor de setecentos e setenta e sete mil, novecentos e vinte e quatro euros e treze cêntimos (777.924,13 €), comparticipada em 85% por fundos europeus (PORTUGAL 2020 – FEDER), permitiu colmatar diversas patologias verificadas na estrutura. A intervenção incidiu, na primeira fase, no tratamento dos paramentos exteriores e cobertura, com vista a minimizar os efeitos das agressões externas. As restantes intervenções foram realizadas no âmbito do restauro do património imóvel.

Classificada como Monumento Nacional desde 1910 e após um extenso processo de beneficiação, restauro e valorização, a Igreja de São João do Alporão volta a receber visitantes, marcando assim um novo capítulo para este magnífico monumento, evitando a sua deterioração contínua e garantindo a sua integridade para as gerações futuras.

Este monumento, um dos mais emblemáticos da Cidade de Santarém, vai estar aberto todos os dias ao público, ao abrigo do protocolo de colaboração para abertura dos monumentos, firmado entre o Município de Santarém, o ISLA – Instituto Superior de Gestão e Administração de Santarém, a Santa Casa da Misericórdia de Santarém e a Diocese de Santarém, oferecendo uma oportunidade para apreciar o rico e vasto património histórico que a Cidade tem.

Luís Montenegro anuncia revisão da Lei do Mecenato para apoiar áreas subfinanciadas

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou hoje que o Governo está a concluir a revisão da Lei do Mecenato, com o objetivo de “facilitar a contribuição da sociedade” na promoção de bens culturais e reforçar o financiamento “em áreas subfinanciadas”.

“Estamos a finalizar um processo de revisão da lei de mecenato para facilitar, estimular incentivar a comparticipação da sociedade, das empresas, das pessoas para a promoção dos bens culturais e para o financiamento de muitas das intervenções que hoje estão subfinanciadas a vários níveis, desde o património até ao ensino das artes”, afirmou o chefe do Executivo durante a cerimónia de reabertura da Igreja de São João de Alporão, em Santarém.

No seu discurso, Luís Montenegro sublinhou que o governo, em particular o ministério da cultura, tem conseguido “democratizar a cultura portuguesa”, sobretudo através do programa “Acesso 52”, que permite visitar 37 museus, monumentos e palácios do Ministério da Cultura no Continente, gratuitamente, 52 dias por ano, a qualquer dia da semana.

“O programa acesso 52 já permitiu que 350 mil portugueses pudessem usufruir da possibilidade de entrar num museu. Somos da opinião que os cidadãos devem ter a possibilidade de escolher o dia que mais lhes convém para visitarem estes espaços (…) Este permite conciliar a vida pessoal e profissional e desfrutar das referências históricas”, referiu.

O chefe do executivo sublinhou ainda a necessidade de “preservar a cultura e a tradição” e estimular os jovens “a desenvolver e a aprofundar o seu conhecimento”, sublinhando que isso “traduz-se em maior desenvolvimento económico a médio e longo prazo”, afirmou Luís Montenegro.

O primeiro-ministro marcou presença na cerimónia de reabertura da igreja de São João de Alporão, que após 12 anos encerrada por questões de segurança, foi alvo de uma série de intervenções estruturais e de conservação.

Esta requalificação representou um investimento de 700 mil euros, financiado em 85% por fundos europeus.

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