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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Montenegro afirma que há menos 89% de alunos sem aulas e critica “falsas querelas” do PS

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O primeiro-ministro afirmou hoje que há atualmente menos 89% de alunos sem aulas do que há um ano e considerou as críticas do PS de manipulação dos números como “falsas querelas”, pedindo que se foquem nos resultados das políticas.

Em declarações aos jornalistas após ter visitado uma escola secundária em Marvila, Lisboa, Luís Montenegro fez um balanço da ação governativa na educação e afirmou que há hoje “cinco mil novos professores no sistema, fruto de condições de maior atratividade”.

“No caso concreto da resolução do problema da falta de professores, hoje temos uma circunstância em que pudemos acolher mais 200 novos docentes no Algarve e mais 1.200 novos docentes aqui na região de Lisboa”, afirmou.

Montenegro referiu que esses números contribuíram “de forma muito significativa para a diminuição” do número de alunos sem aulas a pelo menos uma disciplina em relação ao ano passado, recordando que o executivo tinha traçado o objetivo de chegar ao final do primeiro período com uma redução de 90% nesse número.

“É um objetivo muito ambicioso, é um objetivo de facto muito difícil de atingir, e atingir em tão curto espaço de espaço. Mas hoje estamos praticamente dentro do objetivo: para ser rigoroso, andaremos na casa dos 89% de diminuição”, salientou.

Questionado sobre as críticas do PS, que acusou o Governo de “manipulação” e “engodo” no número divulgado de alunos sem aulas, Luís Montenegro respondeu: “Nós estamos empenhados em ser transparentes, verdadeiros, em poder ter, de forma tranquila e serena, uma abordagem com critérios de rigor”.

“Mas há uma coisa que eu quero garantir: nós não vamos desviar-nos do que é mais importante para andar com falsas querelas. O que é importante em Portugal é que todos se concentrem no mesmo: isto não é uma discussão sobre número. Nós utilizamos os números apenas para poder aferir se as decisões a ter bom ou mau resultado”, disse.

Tancos: Tribunal de Santarém mantém sentenças de todos os arguidos

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O Tribunal Judicial de Santarém manteve hoje as condenações dos 11 dos 23 arguidos no processo do furto e recuperação de material militar dos Paióis Nacionais de Tancos (PNT), com os autores materiais a receberem prisão efetiva.

Na leitura do acórdão, o presidente do coletivo de juízes, Nelson Barra, considerou válidas as declarações proferidas em sede de julgamento, mantendo a decisão da primeira instância.

Há uma “linha muito ténue” entre o direito à greve e o dever do socorro

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente do INEM reconheceu que existe uma “linha muito ténue” entre o direito à greve dos trabalhadores e o dever do instituto em dar resposta no socorro aos portugueses.

“Há momentos em que deve haver compreensão em que esta linha é muito ténue: onde é que termina o direito à greve e começa o dever do INEM de prestar o devido socorro à população”, afirmou Sérgio Janeiro, que foi ouvido na Comissão de Saúde sobre a situação do instituto, a pedido do PS e do Chega.

No caso da recente greve às horas extraordinárias dos técnicos de emergência pré-hospitalar, que coincidiu com a greve da função pública em 04 de novembro, o responsável do INEM adiantou que a “única certeza” que tinha era “não deixar a situação escalar” para não deixar a população sem socorro.

Sérgio Janeiro afirmou ainda que o trabalho da Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS) e de outras entidades “vai ser muito importante para ajudar a clarificar” qual é o procedimento ideal a adotar numa situação dessas.

“Esta é uma situação de muito dificil resolução e que nos traz até alguns dilemas éticos que colidem com vários direitos fundamentais tanto da população, como dos trabalhadores do INEM”, reiterou.

Depois de salientar que nunca pretendeu colocar em causa o empenho e o profissionalismo dos trabalhadores, o presidente do instituto salientou que, de 2023 para 2024, o INEM teve uma redução de 13% no número de técnicos e, mesmo assim, o “trabalho vai sendo feito”.

“Atendemos 1,5 milhões de chamadas por ano e na esmagadora maioria o socorro é feito de forma atempada”, salientou Sérgio Janeiro, ao realçar que não pretende desvalorizar as situações em que houve atraso no atendimento, nem as mortes que aconteceram nesses períodos.

“As instâncias competentes averiguarão do nexo causalidade e daí sairão todas as consequências que tiverem de sair”, referiu.

As mortes de 11 pessoas alegadamente associadas a falhas no atendimento do INEM motivaram a abertura de sete inquéritos pelo Ministério Público (MP), um dos quais já arquivado. Há ainda um inquérito em curso da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

Novo plástico reciclável e degradável no oceano pode ajudar a acabar com microplásticos

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Investigadores no RIKEN Center for Emergent Matter Science (CEMS), no Japão, desenvolveram um novo plástico tão forte como os convencionais e biodegradável, com a característica especial de se decompor na água do mar, foi recentemente divulgado.

As descobertas experimentais da equipa liderada por Takuzo Aida são publicadas na edição de sexta-feira da revista científica Science, refere o RIKEN num texto sobre o trabalho.

Os cientistas têm tentado desenvolver materiais que possam substituir os plásticos tradicionais, não sustentáveis e prejudiciais para o meio ambiente. Embora já existam alguns plásticos recicláveis e biodegradáveis, estes últimos, como o PLA (ou ácido poliláctico), acabam muitas vezes no oceano, onde não se degradam.

O resultado são os microplásticos (pedaços com menos de cinco milímetros), que estragam a vida aquática e entram na cadeia alimentar, podendo acabar no corpo das pessoas.

“Com este novo material, criámos uma nova família de plásticos que são fortes, estáveis, recicláveis, podem servir múltiplas funções e, mais importante, não geram microplásticos”, diz Takuzo Aida, citado no texto da RIKEN.

A equipa do químico concentrou-se nos plásticos supramoleculares (polímeros com estruturas que se mantêm juntas por interações reversíveis), que se podem degradar ou reciclar, para tentar resolver o problema dos microplásticos.

Os novos plásticos foram feitos combinando dois monómeros iónicos, que formam “pontes salinas” em forma de rede, o que lhes confere resistência e flexibilidade.

Os monómeros são pequenas moléculas compostas por um único mero, sendo os polímeros constituídos por vários meros.

“Nos testes iniciais, um dos monómeros era um aditivo alimentar comum, o hexametafosfato de sódio, e o outro era qualquer um dos vários monómeros baseados em iões de guanidínio”, precisa o texto, acrescentando que ambos “podem ser metabolizados por bactérias, garantindo a biodegradabilidade assim que o plástico é dissolvido e os seus componentes se separam”.

Enquanto as ligações dos plásticos supramoleculares são de “natureza reversível”, a estrutura das pontes salinas do novo material é irreversível, a menos que seja exposta a eletrólitos como os encontrados na água do mar.

A principal descoberta dos cientistas foi “como criar estas ligações cruzadas irreversíveis seletivamente”.

Quando o novo plástico foi dissolvido em água salgada, os cientistas “conseguiram recuperar como pós 91% do hexametafosfato e 82% do guanidínio, indicando que a reciclagem é fácil e eficiente” e, na terra, placas do novo plástico “degradaram-se completamente ao longo de 10 dias, fornecendo ao solo fósforo e nitrogénio semelhantes a um fertilizante”.

Após a criação de “um plástico forte e durável”, que “pode ser dissolvido em determinadas condições”, os investigadores testaram a qualidade do novo material, concluindo que é atóxico e não inflamável (“o que significa que não há emissões de CO2”, o principal gás com efeito de estufa), bem como pode ser “reconfigurado a temperaturas acima de 120 °C como outros termoplásticos”.

Segundo a RIKEN, a equipa conseguiu produzir plásticos mais e menos fortes e com variadas resistências à tração, o que significa que o novo material “pode ser adaptado conforme a necessidade” e transformar-se num plástico rígido ou semelhante a borracha e silicone. Os plásticos degradáveis no mar podem ser usados em impressões 3D.

OE2025: Governo apela à oposição para que “não desvirtue” proposta orçamental

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O secretário de Estado adjunto e do Orçamento reiterou hoje no parlamento que a margem orçamental está “condicionada” e apelou à oposição que “não desvirtue” o Orçamento do Estado para 2025 (OE2025).

Na intervenção inicial do debate na especialidade do OE2025, José Maria Brandão de Brito quis “recordar aos deputados” que a margem orçamental disponível “está condicionada pela necessidade imperiosa de manter as contas equilibradas e a dívida pública numa trajetória descendente”.

O secretário de Estado adjunto e do Orçamento apontou ainda que estas são “condições que se configuram indispensáveis para a resiliência da economia portuguesa a choques adversos”, bem como para “garantir a sustentabilidade da estratégia de crescimento”.

Nesse contexto, José Maria Brandão de Brito apelou “à oposição que não desvirtue” o OE2025, sublinhando que este “melhora a vida dos portugueses, reforça as funções do Estado social, os serviços públicos e acelera a dinâmica de crescimento num quadro de responsabilidade financeira e orçamental”.

Segundo o governante, este é um “bom orçamento”, “focado nas reformas estruturais”, que “aumenta produtividade e competitividade da economia portuguesa”, assim como “reduz os impostos para as famílias e, em particular, para os trabalhadores mais novos”, disse, referindo-se ao IRS Jovem e à isenção de IMT e de imposto do selo.

“Não nos iludamos o Orçamento do Estado não é uma lista de desejos. Mas antes um exercício responsável de escolhas e prioridades”, frisou, ressalvando ainda que a proposta do Governo não esquece “os pensionistas mais vulneráveis”.

Os partidos bateram o recorde de propostas de alteração entregues referentes ao OE2025, contando agora com mais de 2.100 medidas que serão votadas alínea a alínea numa ‘maratona’ que arranca hoje.

Roberto Martínez “surpreendido” com as críticas recebidas por causa de Quenda

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foto: Arlindo Homem

O selecionador de Portugal, Roberto Martínez, mostrou-se hoje “surpreendido” com as críticas que tem recebido por ter adiado a estreia de Geovany Quenda, impossibilitando-o de se tornar o futebolista mais novo a representar a seleção ‘AA’.

“Fiquei surpreendido com essa polémica. Não esperava. Temos de tomar decisões. Faz parte. No último estágio, utilizamos 24 jogadores, tivemos quatro estreias e o jogo com a Croácia não permitiu a estreia. Tivemos dois jogadores com problemas físicos. Não foi uma escolha e essa polémica não faz sentido”, afirmou Roberto Martínez, em declarações ao Canal 11.

O treinador espanhol tem recebido algumas críticas tanto na imprensa como de antigos dirigentes do Sporting, como o antigo presidente dos ‘leões’ Pedro Santana Lopes, pela não utilização de Quenda no duelo com a Croácia, em jogo da Liga das Nações, na última segunda-feira.

Com o apuramento garantido para os quartos de final, o selecionador nacional chamou o extremo do Sporting para o jogo em Split, da sexta e última jornada do Grupo A1, e tudo apontava para que Quenda, de 17 anos, fosse bater, por três dias, o recorde de Paulo Futre de jogador mais novo a representar a seleção principal lusa.

Contudo, Quenda acabou por não sair do banco de suplentes, falhando assim a possibilidade de ultrapassar a marca de Futre, já que a seleção nacional só volta a jogar em março do próximo ano.

“Adoro o Geovany Quenda. Tem um futuro fantástico e é um jogador que acompanho há muito tempo. Não compreendo a polémica”, concluiu Martínez, em Nyon, na Suíça, à margem do sorteio dos quartos de final da Liga das Nações, que colocou a Dinamarca no caminho português.

Quenda já tinha feito parte do estágio de setembro, para os jogos com Croácia e Escócia, ambos no Estádio da Luz, mas nessa altura também acabou por não ser utilizado.

Orçamento da Madeira para 2025 ronda os 2.600ME e é “fundamental” ser aprovado

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O Orçamento da Madeira para 2025 ronda os 2.600 milhões de euros, adiantou hoje o presidente do Governo Regional, considerando que a sua aprovação é “fundamental” e evidenciará “coerência política”, por se tratar da continuidade do Orçamento deste ano.

“Não estou ansioso. É um bom orçamento. Um orçamento mais alto, uma vez que temos a operação de refinanciamento. Tem um diferencial de mais 600 milhões de euros, mas tem a ver com refinanciamento e um conjunto de orientações bastante importantes”, disse Miguel Albuquerque aos jornalistas à margem do lançamento da primeira pedra do complexo social de Santa Clara, uma obra da Santa Casa da Misericórdia do Funchal no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O Orçamento Regional para 2025 vai ser hoje à tarde entregue e apresentado pelo secretário das Finanças, Rogério Gouveia, no Funchal. Miguel Albuquerque, que em dezembro enfrenta a votação de uma moção de censura, afirmou ser “fundamental para a Madeira que seja aprovado, para não parar tudo” no arquipélago.

“Espero que passe [na Assembleia Legislativa], porque a região precisa de ter um orçamento aprovado. E não faz sentido chumbar este orçamento, porque é um orçamento que, no fundo, é a sequência e continuidade daquele que foi aprovado em 2024”, argumentou.

Na opinião do social-democrata, que governa sem maioria absoluta, “do ponto de vista da coerência política, as forças políticas devem estar atentas àquilo que é a realidade da sociedade” do arquipélago.

Este Orçamento Regional, referiu, “continua a redução fiscal” já em curso – um dos principais objetivos é “continuar a reduzir” o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS), promovendo “a redução do 6.º escalão para os 30%, o que significa que vai abarcar os ordenados até os 3.000 euros brutos”.

Ainda em matéria de IRS, a redução também vai atingir o 7.º escalão, que passa de 9% para 15%, uma medida com um impacto de “quase 152 milhões”.

Em relação a obras – quer no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), quer no quadro comunitário de apoio 2030 -, a proposta “inclui os lares, os cuidados continuados, as novas unidades hospitalares, o novo hospital central e o do Porto Santo e um conjunto de iniciativas que se inserem num quadro do programa do Governo Regional”.

Questionado sobre as críticas dos partidos da oposição de estar agarrado ao poder, o líder madeirense respondeu que ganhou as eleições.

“Eu não entrego o poder aos incendiários”, declarou, referindo que esses intervenientes estão interessados em “fazer política de terra queimada”.

Sobre os críticos dentro do PSD/Madeira, considerou que “a situação está mais ou menos calma” no partido e recordou que foi reeleito em internas em março.

Evadido recapturado hoje vai para cadeia de alta segurança de Monsanto

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A Policia Judiciária esclareceu hoje que o evadido da prisão de Vale de Judeus hoje recapturado em Trás os Montes irá para a cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa.

A informação foi dada em conferência de imprensa pela diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo, Manuela Santos, que acrescentou que o paradeiro do evadido recapturado hoje já era conhecido das autoridades “há alguns dias” e que o cidadão português ainda tentou a fuga.

Tanto Manuela Santos como o diretor da PJ, também presente na conferência de imprensa, salientaram o trabalho “de filigrana” desenvolvido e a importância de manter o silêncio nestas operações.

A Polícia Judiciaria (PJ) recapturou hoje em Trás-os-Montes o segundo dos cinco evadidos do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre, no passado dia 07 de setembro.

Depois de em outubro ter sido recapturado Fábio Loureiro, hoje a PJ conseguiu recapturar Fernando Ribeiro Ferreira.

Marcelo não comenta futuro de Gouveia e Melo mas elogia o seu trabalho na Marinha

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República recusou esta quinta-feira comentar o futuro do almirante Henrique Gouveia e Melo, a sua recondução como chefe militar ou a possibilidade de ser candidato presidencial, mas elogiou o seu trabalho à frente da Marinha.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de Gouveia e Melo se candidatar às presidenciais de 2026 à saída da Escola Maria Barroso, em Lisboa, onde participou na sessão de apresentação do programa de comemorações do centenário de Mário Soares.

“Eu não me vou pronunciar sobre essa matéria, já sabem. Perguntaram ontem, anteontem, amanhã, depois de amanhã. Vamos deixar correr o processo, que é um processo que é normal que diz respeito à recondução ou não recondução de uma chefia militar”, respondeu o chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas.

Interrogado se prefere que Gouveia e Melo se mantenha como chefe do Estado-Maior da Armada, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que tem, “naturalmente, uma posição”, que não quis revelar publicamente, mas acrescentou que já teve “ocasião de elogiar o trabalho do senhor almirante”, no contexto da cooperação internacional entre marinhas, considerando que “é uma obra muito importante para Portugal”.

Sobre o encontro que o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, teve com o chefe do Estado-Maior da Armada, num bar de Lisboa, na terça-feira à noite, o Presidente da República afirmou desconhecer o teor da conversa: “Não sei nem tenho de saber”.

A comunicação social perguntou-lhe se ficou surpreendido com esse encontro que aconteceu perto da meia-noite. Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a responder: “Não vou comentar”.

O almirante Henrique Gouveia e Melo, que coordenou a equipa responsável pelo plano de vacinação nacional contra a covid-19, tomou posse como chefe do Estado-Maior da Armada em 27 de dezembro de 2021, e está prestes a cumprir os três anos de mandato.

Nos termos da Constituição, compete ao Presidente da República, nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armada (CEMGFA) e os chefes dos três ramos militares.

A Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas estabelece que o CEMGFA e os chefes de Estado-Maior dos ramos são nomeados “por um período de três anos, prorrogável por dois anos, sem prejuízo da faculdade de exoneração a todo o tempo e da exoneração por limite de idade”.

Live Nation fala em “investimento substancial” e mais concertos no Meo Arena em Lisboa

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A norte-americana Live Nation vai fazer um “investimento substancial” na compra do Meo Arena, em Lisboa, e quer ter um calendário “com mais e melhores espetáculos”, disse esta quinta-feira à Lusa o responsável pela empresa na Europa, John Reid.

“Portugal é um mercado de música fantástico e Lisboa é uma cidade muito vibrante e não estávamos ainda no mercado e estamos contentes. (…) É um investimento substancial. Não estávamos no mercado, por isso valeu a pena. Não a qualquer preço, mas compensa estar em Lisboa e no mercado português”, afirmou.

John Reid, que supervisiona as operações da Live Nation na região da Europa, falava à agência Lusa no dia em que a Autoridade da Concorrência (AdC) deu ‘luz verde’ à empresa norte-americana para comprar “uma participação de controlo indireto” na promotora Ritmos & Blues e ainda da Arena Atlântico, que gere o Meo Arena, e “respetivas subsidiárias”.

A Live Nation Entertainment apresenta-se como “a maior empresa de entretenimento ao vivo do mundo” e opera em várias frentes nesta indústria, na produção de espetáculos, promoção de artistas, exploração de salas e venda de bilhetes.

Segundo a AdC, em Portugal, a Live Nation “encontra-se ativa na promoção do festival Rock in Rio Lisboa”, através da sua subsidiária Better World, “e detém, ainda, uma participação no festival Rolling Loud”, que aconteceu em Portimão.

A empresa norte-americana passará a deter uma “participação maioritária” no Meo Arena e entra ainda no negócio da produção e promoção local através da Ritmos & Blues.

Sobre a entrada da empresa em Portugal, John Reid falou de uma “oportunidade única”, sublinhando a presença em Lisboa.

“É uma cidade vibrante, que está ao rubro. Sempre foi internacional, mas está mais internacional do que nunca, os artistas adoram ir a Lisboa, é um edifício grande. Queremos que mais artistas internacionais queiram tocar lá”, disse.

Reid acrescentou que a Live Nation poderá ainda investir em artistas portugueses.

“Podemos fazer um trabalho para a música portuguesa como o que fazemos, por exemplo, com a música latina em todo o mundo, ou com a k-pop. Metade do nosso trabalho é exportarmos talentos locais também, não é só trazer artistas, é também investindo em talentos portugueses locais”, afirmou.

Esta operação da Live Nation já tinha sido anunciada em abril de 2023, mas foi alvo de uma “investigação aprofundada” pela AdC, porque a aquisição “poderia resultar em entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste”, refere aquela autoridade em comunicado.

De acordo com a AdC, a Live Nation apresentou várias garantias para esta aquisição, nomeadamente “o acesso de todos os promotores à MEO Arena com base em condições justas, razoáveis e não discriminatórias”, “na redução imediata dos preços de acesso à Arena” e “no congelamento dos preços para os próximos 5 anos”.

Em 2012, o governo de então anunciou que pretendia vender o Pavilhão Atlântico e a empresa que detinha a sua concessão, no âmbito da reestruturação do setor empresarial do Estado.

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