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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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António José Seguro assume estar a ponderar candidatura a Belém

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O antigo secretário-geral do PS António José Seguro assumiu hoje estar a ponderar neste momento uma candidatura a Presidente da República e que “está tudo em aberto”.

Em entrevista esta noite à TVI/CNN, na qual quebrou um longo silêncio de cerca de uma década, António José Seguro foi questionado sobre se estava a ponderar uma candidatura a Belém nas próximas presidenciais depois de o líder do PS, Pedro Nuno Santos, ter referido o seu nome entre as possibilidades para essa corrida eleitoral.

“Está tudo em aberto. Neste momento estou a ponderar”, admitiu.

Segundo António José Seguro, depois dessas declarações de Pedro Nuno Santos, várias pessoas vieram ao seu contacto, mas ressalvou que a decisão é sua e em conversa com a sua família, não apresentando qualquer data para a anunciar.

Em entrevista também à TVI/CNN no início do mês de outubro, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, considerou que o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, seria um “bom candidato” a Presidente da República, mas que António José Seguro, António Vitorino ou Ana Gomes também são outros bons nomes.

António José Seguro, que liderou o PS entre 2011 e 2014, vai passar a ter um espaço semanal de análise e comentário sobre a atualidade na CNN Portugal, que terá o nome “Liberdade” e irá para o ar todas as quintas-feiras.

Trabalhadores querem que INEM deixe de fazer transporte de utentes entre hospitais

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Comissão de Trabalhadores do INEM defendeu hoje que a refundação do instituto deve passar por deixar de fazer transporte secundário, como transferências de utentes entre hospitais, o que desvia meios do socorro urgente.

Em declarações aos deputados da comissão parlamentar de saúde, onde a Comissão de Trabalhadores do INEM foi hoje ouvida, a pedido do Chega, Rui Gonçalves apontou ainda o transporte de grávidas e recém-nascidos, lembrando que este transporte secundário “não é o ‘core’ do INEM”.

“Não sabemos ao certo a que se refere a refundação do INEM de que tanto se tem falado”, disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores, defendendo que o transporte secundário faz com que os meios fiquem ocupados com situações que não são urgentes, “enquanto vão entrando chamadas urgentes que precisam de meios”.

Lamentou que os meios do INEM e dos parceiros (bombeiros e Cruz Vermelha) tenham de ficar “horas à espera” nestas transferências e lembrou que, nalguns casos, também eles “têm de tirar senha e ficar à espera”.

“Se queremos referenciação pelo INEM ou pela Linha Saúde 24 temos de dizer às urgências que urgência e pré-hospitalar são complementares”, afirmou.

Questionado sobre as horas extraordinárias feitas pelos TEPH, disse que, até setembro, estes profissionais já tinham cumprido 28.000 horas extra, “sem contar com as horas acima do limite dos 60% ou 80% [consoante o caso] e que não são pagas”.

“Os trabalhadores têm constantemente assegurado serviços, sabendo que não vão receber e, por isso, é urgente que isto seja retificado. E a única solução é a contratação de novos profissionais”, defendeu.

Sobre o dia 04 de novembro, em que coincidiram as greves da função pública com a das horas extra dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, agravando ainda mais os atrasos na resposta de socorro, disse que “qualquer catástrofe e o acumular destas paralisações “pode ter impacto na atividade do CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes]”.

E sublinhou que o impacto foi maior “única e exclusivamente” devido ao “desinvestimento crónico”.

Questionado sobre o cumprimento ou não de serviços mínimos nesse dia, pediu serenidade e disse que cabe à Inspeção-Geral das atividades em Saúde e ao Ministério Público apurar as responsabilidades da consequência dos atrasos na resposta.

Além de sete inquéritos abertos pelo Ministério Público, as 11 mortes alegadamente provocadas por falhas no socorro por parte do INEM motivaram igualmente a abertura de um inquérito pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

O coordenador da comissão de trabalhadores do INEM disse ainda que o instituto tem assegurado o socorro pré-hospitalar, mesmo com constrangimentos, e que “não há necessidade de alterar este paradigma”, referindo-se à possibilidade de o instituto passar a deixar de prestar serviços, focando-se na coordenação e regulação.

“O INEM consegue colocar [junto do doente] meios diferenciados em tempo inferior à chegada do doente à urgência”, garantiu, pedindo mais articulação de meios entre centros hospitalares para “agilizar a transferência de doentes nos serviços de urgência”.

Sobre o concurso para contratar 200 TEPH, que está a decorrer, Rui Gonçalves disse acreditar que “vão ficar preenchidas todas as vagas”, mas lembrou que o número de candidatos para Lisboa está “abaixo das expectativas”.

“Em Lisboa continua a haver défice”, recordou, acrescentando que o preço da habitação nesta região do país desincentiva os trabalhadores de concorrerem.

Sobre a eventual existência de conflitos pelo facto de o INEM ser prestador e fiscalizador da formação prestada, disse que não vê aí qualquer problema, lembrando que a esmagadora maioria da formação é dada por entidades externas acreditadas pelo INEM.

Amnistia Internacional quer que Senado dos EUA bloqueie venda de armas a Israel

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A Amnistia Internacional (AI) solicitou ontem ao Senado dos EUA que apoie uma resolução que visa bloquear a venda de armas a Israel, “perante a falta de vontade de agir do governo” de Joe Biden.

Em comunicado, esta organização não governamental (ONG) apela ao Senado para “votar a favor das Resoluções Conjuntas de Desaprovação” (JDR, na sigla em Inglês), apresentadas na terça-feira pelo senador independente Bernie Sanders e por vários democratas, para “corrigir o curso” da ofensiva israelita na Faixa de Gaza.

A resolução, que foi votada esta quarta-feira, pretende bloquear uma nova venda de armas dos EUA a Israel, no montante de 20 mil milhões de dólares.

O diretor executivo da AI nos EUA, Paul O’Brien, disse no texto que se documentou o uso de armas norte-americanas em “crimes de guerra” israelitas na Faixa de Gaza e que a AI se somou a uma centena de outras que reclamam um embargo de armas.

“Apesar das provas claras e aterradoras, a administração Biden recusou aplicar a lei norte-americana e garantir o cumprimento das suas responsabilidades internacionais. Hoje, os senadores devem usar o seu papel supervisor e aprovar as JRDs”, declarou O’Brien.

“Dada a falta de vontade de agir da administração, o Congresso deve urgentemente usar o seu poder e a sua responsabilidade supervisora para corrigir o rumo para bem dos direitos humanos do povo palestino e votar a favor destas resoluções”, sustentou.

AI garante que possui documentação sobre ataques com armas norte-americanas que causaram um número elevado de mortes e feridos civis, bem como exemplos do seu uso para torturar a maltratar palestinianos detidos pelos israelitas e matar outros em operações na Cisjordânia ocupada.

Incêndio em armazém em Lisboa extinto após obrigar a evacuações por precaução

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O incêndio que deflagrou esta quarta-feira num armazém na zona de Campolide, em Lisboa, foi dado como extinto, ficando confinado ao espaço, apesar de habitações próximas terem sido evacuadas “por precaução”, disseram fontes dos bombeiros e da Proteção Civil.

O fogo começou num espaço que servia de armazém localizado na Calçada dos Sete Moinhos, pouco depois das 17:30, e fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) avançou à Lusa, às 18:15, que não existia perigo de alastrar para além das instalações.

Ainda assim, de acordo com a diretora municipal da Proteção Civil de Lisboa, algumas habitações nas proximidades foram evacuadas, e o sinistro provocou um desalojado e a morte de dois animais.

Segundo Margarida Castro Martins, o desalojado ocupava ilegalmente o espaço, há já algum tempo, e vai ficar esta noite numa unidade hoteleira, sendo atendido na quinta-feira na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

No local, além de dois animais presumivelmente carbonizados, foram resgatados um cão gravemente ferido, e três canídeos, um felino e uma caturra (ave) sem ferimentos. Dois felinos estavam também desaparecidos.

Os animais foram assistidos e recolhidos por elementos do grupo IRA (Intervenção e Resgate Animal).

No combate às chamas foram empenhados 30 operacionais do RSB, dos Bombeiros Lisbonenses e dos Voluntários de Campo de Ourique, apoiados por 13 viaturas, e elementos da Polícia Municipal.

Sindicato da PSP pede revisão do subsidio por prestação de serviço no 112

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) quer rever o protocolo que determina a atribuição do subsídio individual aos agentes que prestam serviço no 112, reivindicando um valor “verdadeiramente compensatório”.

A posição da ASPP/PSP consta de um ofício enviado na terça-feira ao presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e ao diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Em comunicado, a associação sindical explica que o protocolo em causa foi celebrado há mais de uma década para dar resposta ao processo de integração dos centros operacionais distritais, designados por “Public Safety Answering Point (PSAP)”, nos centros operacionais Sul e Norte.

Na altura, o valor do subsídio atribuído aos operadores e supervisores do serviço 112, coordenado pela PSP, foi fixado em 144,80 euros e nunca foi revisto.

O processo de integração ficou concluído em abril de 2018, com a migração do PSAP de Lisboa para o centro operacional sul e, por isso, a ASPP/PSP considera ter chegado o “momento de rever o protocolo que determina a atribuição do subsídio individual”.

Por outro lado, sublinha também que “as exigências e desgaste do serviço nestes centros operacionais devem corresponder a um valor verdadeiramente compensatório, o que não é o caso”.

“A ASPP/PSP no sentido de salvaguardar os interesses dos profissionais que ali prestam serviço, solicitou a reformulação deste subsídio, com efeitos práticos a 06 de abril de 2018”, refere a associação sindical em comunicado.

O 112 é a primeira linha de atendimento em qualquer situação de emergência, seja de saúde, incêndio, segurança ou proteção de pessoas e bens. O serviço é coordenado pela PSP e chamadas reencaminhadas de acordo com a situação de emergência.

Metro de Lisboa lamenta e pede desculpas por identificar ativistas em relatório ambiental

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imagem ilustrativa: DR

O Metropolitano de Lisboa lamentou esta quarta-feira ter identificado três mulheres no relatório de conformidade ambiental do prolongamento da Linha Vermelha, em consulta pública, apresentando “desculpas publicamente” às ativistas, que se queixaram à Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Em comunicado, a transportadora esclarece que o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (Recape) do prolongamento da Linha Vermelha, entre São Sebastião e Alcântara, é “um documento extenso e exaustivo e integra obrigatoriamente um plano de comunicação” e que, no documento, em consulta pública até 05 de dezembro, “consta indevidamente o nome de três cidadãs”.

“O Metropolitano de Lisboa lamenta e apresenta as suas desculpas publicamente por este facto e, de imediato, decidiu implementar alterações orgânicas e procedimentais com o objetivo de que situações desta natureza não voltem a ocorrer”, lê-se na nota.

Segundo a transportadora pública, o plano de comunicação “tem por objetivo acompanhar a pluralidade de ideias e as manifestações da sociedade, por forma a assegurar o melhor esclarecimento e recolha de contributos relativos ao investimento público, preservando e motivando a pluralidade de opiniões”.

“A liberdade de expressão é um direito inalienável e nunca foi intenção do Metropolitano de Lisboa pôr em causa esse direito constitucional”, concluiu-se na nota.

Em causa está a referência no Recape a três ativistas cujas redes sociais terão sido monitorizadas pela empresa, por se oporem ao projeto previsto para o Jardim da Parada.

“Posso adiantar que já fizemos queixa ‘online’ à Comissão Nacional de Proteção de Dados. Quanto à queixa ao Ministério Público, estamos a organizá-la”, indicou na terça-feira à Lusa Margarida Vicente, uma das três ativistas.

Segundo uma notícia do Público, o Metro de Lisboa terá “vigiado, desde 2022, a atividade nas redes sociais de três ativistas” que se opõem à construção no Jardim da Parada da estação de Campo de Ourique, inserida no plano de expansão da Linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara.

As ativistas são membros do Movimento Salvar o Jardim da Parada, criado com o propósito de contestar o traçado previsto para a obra.

O jornal refere que a monitorização das três cidadãs consta no plano de comunicação do Recape, no qual a contestação dos grupos de ativistas ao traçado e impacto previsto são considerados como “ameaças”, no âmbito de uma análise comparativa.

Contudo, num esclarecimento enviado à Lusa também na terça-feira, o Metropolitano negou “categoricamente a existência de qualquer tipo de vigilância indevida ou ilícita às redes sociais de qualquer parte interessada” no projeto de prolongamento da Linha Vermelha.

“O que está em causa é, tão-somente, o normal acompanhamento e a análise das referências públicas feitas ao referido projeto de expansão da rede do Metropolitano de Lisboa, na comunicação social e nas redes sociais, por todas as partes interessadas, incluindo cidadãos e grupos de cidadãos, em particular os que mais têm contribuído para o debate público sobre este empreendimento”, argumentou a empresa.

O financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência prevê um investimento no Metro de Lisboa de 400 milhões de euros para esta expansão da Linha Vermelha e 250 milhões de euros para a nova Linha Violeta (metro ligeiro de superfície), que ligará o Hospital Beatriz Ângelo por Odivelas a Loures, num total de 650 milhões de euros.

Já a Linha Circular, com inauguração prevista no segundo semestre de 2025, vai ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré, numa extensão de mais dois quilómetros de rede e duas novas estações (Estrela e Santos), unindo as linhas Amarela e Verde num novo anel circular no centro de Lisboa.

Além da construção de duas novas estações será remodelada a estação existente no Cais do Sodré. O investimento previsto na construção desta linha é de 331 milhões de euros.

Relação acusa Sócrates de sucessivos atos dilatórios para adiar julgamento

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José Sócrates viu mais uma reclamação para o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) rejeitada, num acórdão em que o coletivo de desembargadores acusa o ex-primeiro-ministro de tentar “protelar de forma manifestamente abusiva e ostensiva” a ida a julgamento.

Os desembargadores da Relação rejeitaram a nova reclamação de José Sócrates no âmbito do processo Operação Marquês, tendo o coletivo criticado no acórdão o que classificaram como “um ato manifestamente dilatório”, sublinhando que “não é legalmente admissível a apresentação de sucessivas reclamações”, acrescentando que esse “tem sido o comportamento processual” de José Sócrates.

“O reclamante/recorrente encontra-se a protelar de forma manifestamente abusiva e ostensiva o trânsito do despacho de pronúncia e, consequentemente, da sua submissão a julgamento. Os tribunais não podem aceitar a adoção de tal comportamento processual”, lê-se no acórdão do TRL.

O coletivo enfatiza que “existe um momento processual em que o direito a discordar das decisões jurisdicionais não é mais admissível” e que para lá desse momento “a discordância deixa de constituir o exercício de direitos de defesa e passa a constituir um exercício ilegítimo desse direito”.

“Este comportamento processual não deriva de um desconhecimento ou errada interpretação das normas processuais penais, mas constitui um comportamento doloso e ‘contra legem’ (contra a lei) e visa, somente, retardar artificialmente o trânsito em julgado da decisão”, argumentam ainda os desembargadores, que citam acórdãos anteriores do TRL para defender que “não é processualmente admissível a transformação de um processo judicial, com decisão final, num interminável carrossel de requerimentos/decisões/recursos em que, sucessivamente, em todos os patamares de decisão judicial, são suscitadas, circularmente, sem qualquer fundamento real, sucessivas questões (…) até, enfim, à prescrição do procedimento criminal”.

O tribunal insiste que o comportamento do antigo primeiro-ministro “não é justificável” e sublinha que “a lei impõe ao arguido o dever de litigar de forma justa e equitativa”, e que lhe cumpre “aceitar que as decisões proferidas pelos tribunais se mostram de cumprimento obrigatório”.

O TRL decidiu ainda, na sequência da rejeição desta reclamação, “todos os requerimentos que, a partir desta data, se relacionem com questões já definitivamente decididas no âmbito do acórdão deste Tribunal, das quais se pretenda interpor recurso/aclaração/reclamação/nulidade ou incidente afim, serão processados em separado, extraindo-se traslado”.

“O processo será remetido ao tribunal a quo após decisão das reclamações enviadas para o Supremo Tribunal de Justiça”, acrescenta-se no acórdão.

O coletivo decidiu ainda que até que sejam pagas todas as custas e multas pendentes no âmbito do processo “não serão admitidas novas iniciativas processuais” de José Sócrates “que visem pôr em causa o trânsito em julgado” da decisão da Relação de Lisboa.

No processo Operação Marquês, Sócrates foi acusado pelo MP, em 2017, de 31 crimes, designadamente corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas na decisão instrutória, em 09 de abril de 2021, o juiz Ivo Rosa decidiu ilibar o ex-governante de 25 dos 31 crimes, pronunciando-o para julgamento apenas por três crimes de branqueamento e três de falsificação.

Uma decisão posterior do Tribunal da Relação de Lisboa viria a dar razão a um recurso do MP, e em janeiro determinou a ida a julgamento de um total de 22 arguidos por 118 crimes económico-financeiros, revogando a decisão instrutória, que remeteu para julgamento apenas José Sócrates, Carlos Santos Silva, o ex-ministro Armando Vara, Ricardo Salgado e o antigo motorista de Sócrates, João Perna.

Fraldas de incontinência gratuitas para quem tenha carências económicas em 2025

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A partir do próximo ano, as fraldas, cuecas e pensos de incontinência passam a ser gratuitos para quem tenha mais de 60% de incapacidade e insuficiência económica, mediante apresentação de prescrição médica.

De acordo com informação do Ministério da Saúde, esta medida poderá vir a ser alargada a um maior número de pessoas, uma possibilidade que está “em estudo”.

“A partir de 1 de janeiro de 2025, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) disponibilizará em todos os centros de saúde de todos os concelhos do país fraldas, cuecas e pensos de incontinência gratuitos para as pessoas que tenham 60% ou mais de incapacidade e insuficiência económica”, indica o ministério, em comunicado.

A medida aplica-se a todas as idades, desde que estejam cumpridos os requisitos de 60%, ou mais, de incapacidade e registo de insuficiência económica no centro de saúde, especifica.

Atualmente, estas pessoas veem-se obrigadas a comprar os produtos pelo seu valor de mercado e só posteriormente podem pedir o reembolso de parte do custo.

Com esta nova medida, bastará apresentarem a prescrição médica do SNS em qualquer centro de saúde e recebem gratuitamente os produtos de que necessitam.

Desta forma, os utentes não só passam a poder gerir melhor as suas pensões ou vencimentos, como também reduzem a necessidade de deslocações.

Novos Tempos: Red Week & Black Friday

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Na segunda quinzena de novembro, vivemos duas datas com fundamento religioso, completamente antagónicas: a Red Week (Semana Vermelha) e a Black Friday (Sexta-feira Negra).

A primeira efeméride, Red Week, tem como objetivo «ajudar a combater a indiferença face aos cristãos perseguidos» e é promovida pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), iluminando de vermelho vários monumentos nacionais e estrangeiros. Este vermelho lembra o sangue derramado por tantos cristãos em todo o mundo e que são pura e simplesmente ignorados pelos media. Ano após ano, a AIS publica o Relatório sobre a Perseguição e intolerância religiosa, não merecendo a atenção que o facto merece. Milhares são assassinados e quase ninguém sabe. Mas, todos sabem, se um cetáceo der à costa, morto de causas naturais ou não.

São milhares os cristãos que são perseguidos, assassinados e silenciados, todos os anos, e em todos os continentes. Os casos mais flagrantes verificam-se na Nicarágua, Nigéria, Moçambique, Coreia do Norte, nos países islâmicos, entre outros… Ninguém fala deles, mas a sua morte ou sofrimento não é em vão. Já dizia Tertuliano, nos séculos II e III d.C, que «O sangue dos mártires é a semente de novos cristãos». Sim, cada vez que um cristão morre por causa da sua fé, o seu testemunho ilumina muitos outros a seguirem e a assumiram a sua coragem.

Por seu lado, a Black Friday, sexta-feira negra, que nasceu para escoar os stocks das lojas, depois do feriado do Dia de Ação de Graças, e abrir a época natalícia, está reduzida ao consumismo e ao oportunismo daqueles que se aproveitam da ingenuidade dos que, sem sentido crítico, correm atrás dos descontos e das pechinchas, muitas vezes enganadoras.

Contudo, este feriado, o Dia de Ação de Graças, comemorado sobretudo nos países anglo-saxónicos, na última quinta-feira do mês de novembro, e quem tem na sua génese no ato de agradecer a Deus as colheitas que permitirão enfrentar a dureza do inverno, fica para segundo plano, pois o que parece interessar é o dia sexta-feira negra e não a quinta-feira da gratidão.

Entre as cores rubro-negra, fica o sentido crítico da razão humana, ofuscado pela indiferença face ao sangue derramado e face àqueles que padecem da fome e da falta de recursos essenciais à vida.

Que a nossa razão se incomode com a vida dos seres humanos que não têm liberdade religiosa e que são violentados e mortos, em vez de nos preocuparmos com o não consumo de carne às segundas-feiras. Por sinal, os cristãos já são convidados pela sua fé e tradição a não comer carne em todas as sextas-feiras do ano.

Que o vermelho que ilumina e iluminará todos os anos os nossos monumentos, nos alerte para tantos e tantos que morrem porque acreditam num Deus diferente da maioria ou porque defendem os direitos, liberdades e garantias de todas as pessoas.

Vivamos em verdadeiro espírito de ação de graças (eucarístico, em grego), agradecendo aquilo que nos é dado e que deve ser partilhado por todos. Tenhamos um coração grato e generoso. Este coração eucarístico nasce em cada Eucaristia dominical, que recorda a Quinta-feira Santa, onde Cristo partilhou o pão com os seus discípulos e derramou o seu sangue, na sexta-feira seguinte.

Se outros calam, falemos nós…

Sérgio Carvalho

Maquinistas em greve em 06 de dezembro para exigir condições de segurança ferroviária

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O SMAQ, sindicato dos maquinistas, convocou uma greve geral para 06 de dezembro, face à ausência de clarificação do Governo sobre relação entre sinistralidade ferroviária e taxa de álcool destes trabalhadores e para exigir condições de segurança adequadas.

“O SMAQ – Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses decidiu avançar com um pré-aviso de greve geral para o dia 06 de dezembro de 2024, com impactos no dia 05 e dia 07, nas sete empresas onde tem representação: CP – EPE, Fertagus, MTS – Metro do Sul do Tejo, ViaPorto, Captrain, Medway e IP – Infraestruturas de Portugal”, informou aquela estrutura, em comunicado.

Em causa estão as declarações do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros de quinta-feira, na qual afirmou que “não é muito conhecido, mas Portugal tem o segundo pior desempenho ao nível do número por quilómetro de ferrovia de acidentes que ocorrem” e que tem “um desempenho cerca de sete vezes pior do que a primeira metade dos países europeus”, explicando que o Governo aprovou uma proposta de lei que reforça “as medidas de contraordenação para os maquinistas deste transporte ferroviário, criando uma proibição de condução sob o efeito de álcool”.

“Estando Portugal numa das piores situações em termos de nível de acidentes, tem do quadro contraordenacional mais leve e mais baixo da Europa”, rematou então o governante.

O SMAQ adiantou que não obteve qualquer resposta à exigência feita ao ministro para que clarificasse e retificasse publicamente as suas declarações.

“Face à ausência de clarificação, o SMAQ considera que não lhe resta alternativa senão avançar para um processo de greve”, realçou, acrescentando que o objetivo da paralisação é “defender os profissionais da condução ferroviária e exigir condições de segurança adequadas ao exercício da sua profissão”.

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