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Domingo, Julho 12, 2026
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Portugal pratica pesca de fundo em zonas vulneráveis proibidas

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A pesca de fundo em áreas com ecossistemas marinhos vulneráveis diminuiu 81% na União Europeia nos últimos dois anos mas ainda há casos de pesca nessas áreas encerradas, nomeadamente em Portugal, indica um estudo divulgado.

Em Portugal, segundo o estudo, há registo de 500 horas de pesca de fundo em zona proibida ao largo de Sines por três embarcações nacionais, entre novembro de 2022 e outubro de 2023.

Em toda a União Europeia, nesse período, foram verificadas 3.500 horas de pesca de fundo em ecossistemas vulneráveis e encerrados a todos os tipos de pesca de fundo.

Os números referem-se à pesca em 87 áreas europeias proibidas e que ficam entre os 400 e os 800 metros de profundidade.

Mas o documento também divulga dados sobre a pesca de fundo abaixo dos 800 metros: das cerca de 19.180 horas de pesca de arrasto de fundo abaixo dos 800 metros, num período de dois anos, os arrastões portugueses “parecem ser” responsáveis por 15.810 horas dessa pesca.

Os autores do estudo, publicado na revista científica “Science Advances” e divulgado pela organização não-governamental Sciaena, de promoção de um ambiente marinho saudável, dizem que Portugal é, a nível europeu, “um dos principais intervenientes nas pescarias de profundidade na ecorregião Ibérica” e tem “cumprido parcialmente com os encerramentos de 2022”.

O documento citado pela Sciaena “evidencia preocupações” em relação a três embarcações portuguesas de arrasto que podem estar a operar em áreas encerradas e onde se sabe existirem ecossistemas marinhos vulneráveis.

Em novembro de 2022 a Comissão Europeia, para proteger ecossistemas marinhos vulneráveis, encerrou 87 áreas (entre os 400 e os 800 metros de profundidade) à pesca de contacto com o fundo.

O artigo científico realça que a pesca de arrasto que ocorreu ao largo da região de Sines aconteceu “numa das áreas encerradas”, chamada de “polígono 13”.

Apesar do avanço que foi a proibição da Comissão Europeia na mitigação de práticas de pesca destrutivas, no seguimento do regulamento sobre o acesso ao mar profundo, ainda há embarcações que podem estar em incumprimento, “colocando em risco” ecossistemas marinhos vulneráveis, nota o comunicado da Sciaena.

“Embora, de forma geral, os Estados-membros estejam a cumprir com o encerramento à pesca de profundidade nestas áreas, Portugal não tem sido dos que mais abertamente tem apoiado este processo”, diz, citada no comunicado, Catarina Abril, técnica de Pescas e Clima da Sciaena.

Em declarações à Lusa, a responsável lembrou que a pesca com contacto direto com o fundo do mar pode ser através de armadilhas, palangre ou arrastões e recordou que estes são pouco seletivos no que pescam, sendo por isso uma das formas mais prejudiciais para ambientes vulneráveis.

Catarina Abril mostrou-se preocupada com a pesca entre os 400 e os 800 metros de profundidade, recordando que o regulamento da União Europeia sobre o acesso ao mar profundo, que proíbe o arrasto, também permite esse arrasto de fundo abaixo dos 800 metros se as embarcações estiverem a capturar espécies de profundidade que não estão na lista das espécies proibidas.

Mas quer Catarina Abril quer os autores do estudo argumentam que elevados volumes de pesca de arrasto abaixo dos 800 metros representam uma ameaça significativa para os ecossistemas marinhos frágeis.

Dado o impacto que o arrasto de fundo tem sobre ecossistemas frágeis, Lissette Victorero, co-autora do estudo, diz citada no comunicado que o arrasto não devia acontecer a estas profundidades sem dados adicionais sobre a distribuição dos ecossistemas frágeis e sobre as espécies-alvo das embarcações.

“A Sciaena reforça este apelo, sublinhando a necessidade de melhorar a recolha de dados científicos, particularmente sobre a presença de habitats e espécies indicadoras de ecossistemas marinhos vulneráveis”, diz-se no comunicado.

A organização ambiental refere que a análise agora publicada abrange essencialmente embarcações com mais de 15 metros de comprimento.

Para garantir que as embarcações com menos de 15 metros não estão a pescar nas áreas encerradas, a Sciaena defende que se equipem todas as embarcações que pescam nas proximidades das áreas encerradas com Sistemas de Monitorização de Embarcações (em inglês VMS). E apela ao Governo para apoiar a instalação dos equipamentos.

Cabo Verde detém suspeito de burla no agendamento de vistos para Portugal

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DR

A Polícia Judiciária (PJ) de Cabo Verde anunciou a detenção, na ilha de Santiago, de um homem de 40 anos por suspeita de mais de 20 crimes de burla qualificada relacionados com o agendamento de pedidos de vistos para Portugal.

“O detido, ao ser contactado por pessoas interessadas em obter vistos junto da Embaixada de Portugal em Cabo Verde, ludibriava os interessados mediante uma contrapartida financeira”, afirmou a PJ, em comunicado.

A polícia criminal cabo-verdiana explicou que a detenção surge no cumprimento de um mandado de busca emitido pela Comarca da Praia, capital do país, decorrente de uma “longa investigação”.

O Tribunal da Praia decidiu aplicar ao detido a medida de coação de apresentação periódica às autoridades e interdição de saída do país.

A Polícia Judiciária afirmou ainda que as investigações continuam, em paralelo com outros processos semelhantes.

A procura por vistos para Portugal tem motivado casos que estão na mira das autoridades.

Em agosto do ano passado, a PJ efetuou as primeiras detenções no país, relacionadas com burlas no agendamento de vistos para Portugal, tendo sido detidas duas pessoas suspeitas da prática de 40 crimes de burla qualificada.

Ainda em novembro, um homem foi detido pelo mesmo crime, e, em dezembro, mais sete pessoas foram detidas por delitos semelhantes.

No ano anterior, o procurador-geral da República de Cabo Verde, Luís Landim, disse à Lusa que havia denúncias que estavam a ajudar a concluir a investigação sobre redes que cobram por serviços de facilitação de vistos para Portugal.

Desde há vários anos que os cabo-verdianos vêm reclamando do açambarcamento de vagas para estas marcações por parte de empresas que depois cobram valores diferenciados para prestar o serviço, que, se for tratado nos balcões públicos criados para o efeito, é gratuito.

Em 2023, numa ronda por algumas dessas firmas na Praia, a Lusa constatou que estas cobravam entre mil e 20 mil escudos (cerca de nove a 181 euros) por processo, podendo o valor aumentar dependendo dos serviços adicionais prestados.

Na altura, o ministro das Comunidades de Cabo Verde, Jorge Santos, classificou como “traficantes” as empresas e particulares que açambarcam vagas para o agendamento de vistos para Portugal, afirmando que deveriam ser punidos.

Governo convoca sindicatos dos bombeiros para esta sexta-feira para apresentar proposta final

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📷 Notícias Em Direto (imagem ilustrativa)

O Governo convocou os sindicatos dos bombeiros sapadores para uma reunião de negociação, a acontecer esta sexta-feira, para apresentar uma proposta final às estruturas sindicais.

De acordo com a convocatória a que a Lusa teve acesso, enviada pela secretaria de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, “o Governo pretende apresentar a sua proposta final” aos sindicatos, depois de várias reuniões de negociação que não chegaram a acordo.

O Governo vai reunir primeiro, às 15:00, com os cinco sindicatos que apresentaram uma proposta comum – Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP), Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), Sindicatos dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) e Frente Comum.

Depois, às 17:30, o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Hernâni Dias, recebe os restantes sindicatos, incluindo o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS).

Esta convocatória surge poucas horas depois de o primeiro-ministro ter avisado, durante a tomada de posse do novo presidente da Autoridade Nacional de Emergência da Proteção Civil, que o Governo esgotou a sua capacidade negocial com os sindicatos dos bombeiros sapadores.

“O Governo, após nove reuniões negociais com os bombeiros sapadores, chegou ao ponto onde esgotou a possibilidade de ir mais longe relativamente às condições de valorização remuneratória e de perspetiva de carreira”, sublinhou, acrescentando que, caso persista o impasse, o executivo avançará de forma unilateral.

A proposta que está atualmente em cima da mesa de negociações passa por aumentos faseados até 2027. Por exemplo, o Governo propõe que um bombeiro, depois do primeiro ano em período experimental, receba 1.222 euros este ano, 1.175 euros em 2026 e 1.228 euros em 2027. Neste ponto, os sindicatos querem que os aumentos sejam antecipados para 2026.

O Governo aceitou manter as atuais sete categorias na carreira especial – ao contrário das cinco categorias da anterior proposta – e manter as atuais 35 horas semanais de trabalho – ao contrário das 40 horas propostas em dezembro do ano passado.

O Governo propôs também um suplemento único, ao contrário daquilo que tinha proposto na última reunião de 03 de dezembro de 2024. Este suplemento seria de 20% da remuneração base de cada trabalhador com um aumento faseado – 10% em 2025, 5% em 2026 e 5% em 2027.

No início de dezembro, o executivo suspendeu as negociações com os bombeiros sapadores, acusando-os de estarem a fazer pressão ilegítima, com um protesto que incluiu petardos, tochas e fumo junto à sede do Governo.

Leitão Amaro critica “instrumentalização dos estrangeiros”, seja para imunizar ou perseguir

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O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, criticou esta quinta-feira os partidos que chamam a atenção para o facto de alguém ser imigrante, seja com o objetivo de querer imunizar ou perseguir, repudiando a “instrumentalização dos estrangeiros”.

“A justiça é cega, e quem põe os imigrantes no centro e destapa a estátua da justiça são os que lhe baixam a venda e diz ‘vejam, são imigrantes que ali estão’. Ao fazerem isso fazem a associação, seja porque os querem ou estigmatizar ou, quem sabe, imunizar ou porque os querem perseguir”, afirmou o ministro.

António Leitão Amaro falava num debate proposto pelo Governo sobre o Plano Nacional de Implementação do Pacto Europeu para as Migrações e Asilo, na Assembleia da República.

“Por alguma razão a estátua da justiça tem os olhos tapados, é porque a polícia e a justiça e os tribunais não decidem pela cor da pele, pelo credo religioso ou pela nacionalidade”, defendeu, afirmando que “a raça, a cor da pele, a nacionalidade não são razão nem para perseguir nem para ser imune à perseguição”.

Numa resposta ao BE, o ministro da Presidência, com a tutela das migrações, considerou que aqueles que chamam a atenção para o facto de alguém ser estrangeiro são os “põem a estátua da justiça, a polícia a olhar para a nacionalidade”.

“Não é assim que fazemos. Nós tratamos os seres humanos como seres humanos, o crime como crime, a rua perigosa, como rua perigosa. Tudo o resto é indigno”, salientou.

Na sua intervenção inicial, Leitão Amaro tinha repudiado o que considerou ser “a instrumentalização dos estrangeiros que cá estão, seja a instrumentalização daqueles extremos que os querem culpar por tudo”, seja a dos “outros extremos que ignoram os deveres que também têm e que acham que não pode haver responsabilização por nada”.

O governante salientou que a abordagem do Governo é “de moderação, de firmeza e equilíbrio entre regulação e fiscalização firmes, e acolhimento humanista de quem procura” Portugal, ou seja, nem “portas escancaradas”, nem “portas todas fechadas”.

Sobre os documentos em debate, António Leitão Amaro disse que o plano de implementação a nível nacional do Pacto Europeu para as Migrações e Asilo visa “é uma das 41 medidas de um plano de ação apresentado pelo Governo” e visa “corporizar essa nova política de moderação firme, de regulação e de integração humanista”.

“Embora tenha sido apenas há seis meses, e para uma legislatura inteira, já tem a sua execução pela metade”, indicou.

Durante o debate, o BE acusou o Governo de “polarizar o discurso sobre imigração, “mimetizando a extrema-direita”, e também de “instrumentalizar os imigrantes e as forças de segurança para fins político-partidários”.

O líder parlamentar bloquista defendeu que “não se pode fazer nenhuma associação entre imigração e segurança” e pediu ao Governo para agir com base em “factos e não perceções”.

Já o líder do Chega, André Ventura, considerou que o Governo “anda atrás” das bandeiras do seu partido, e aconselhou a quem “leve até ao fim” e apoie medidas como quotas para a entrada de imigrantes, obrigatoriedade de terem seguro de saúde e um maior controlo.

“Isto já será o primeiro passo para conseguirmos fazer alguma coisa e evitar, não que o Chega, mas que vocês e o senhor deputado Hugo Soares andem a apanhar bonés”, afirmou, numa referência a uma crítica do líder parlamentar do PSD no debate quinzenal de quarta-feira.

Na resposta, o ministro indicou que o novo pacto europeu “endurece as regras”, mas ao mesmo tempo “também tem muitos elementos de mais humanidade na integração, designadamente com crianças”.

E acusou André Ventura de andar “sempre à procura de bonés a saltar e nunca, nunca quer nada que seja executar”.

O Livre questionou o Governo sobre a participação da sociedade civil neste processo, tendo o ministro Leitão Amaro dito que haverá na segunda-feira uma reunião do Conselho Nacional para as Migrações e Asilo.

Recibos verdes vão poder afetar despesas à atividade na emissão da fatura

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D.R.

Os trabalhadores independentes vão passar a poder identificar as faturas afetas à atividade no momento da sua emissão, segundo um pacote de medidas de simplificação esta quinta-feira aprovadas pelo Conselho de Ministros.

No modelo atualmente em vigor, os trabalhadores com rendimentos da categoria B têm de fazer esta afetação das despesas, indicando à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) no Portal das Finanças se esta foi realizada no âmbito da atividade profissional ou se se trata de um gasto pessoal.

A medida ontem aprovada no pacote de simplificação fiscal permite que essa afetação seja feita aquando da emissão da fatura, segundo referiu o ministro das Finanças, Miranda Sarmento, numa conferência de imprensa em Lisboa com o ministro da Economia, Pedro Reis.

Estes trabalhadores “têm hoje um calvário para identificar as faturas que foram de uso pessoal ou profissional”, gastando “centenas de horas” a classificá-las disse o ministro, acentuando que esta situação muda com a medida agora aprovada, mas cuja aplicação prática “ainda vai demorar algum tempo”.

Miranda Sarmento esclareceu ainda que, se no momento da emissão da fatura houver um lapso na indicação de como deve ser classificada, o contribuinte terá opção de ir ao Portal das Finanças corrigir.

OMS preocupada com possível mutação do vírus da gripe aviária

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Um total de 81 infeções com a gripe das aves em humanos foram reportadas em 2024, o maior número desde 2015, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS), que se manifestou preocupada com a possível mutação do vírus H5N1.

“Felizmente, o H5N1 não desenvolveu a capacidade de se transmitir facilmente entre humanos, mas isso pode ser apenas uma questão de tempo”, reconheceu o diretor-geral da OMS em conferência de imprensa.

Segundo adiantou Tedros Adhanom Ghebreyesus, em 2024, foram reportados 66 casos de infeção por este vírus nos Estados Unidos, 10 no Camboja e dois do Vietname, enquanto a Austrália, o Canadá e a China comunicaram um caso cada um.

“Este é o maior número de casos humanos reportados desde 2015”, salientou o responsável da agência das Nações Unidas para a área da saúde, adiantando que, nas primeiras semanas deste ano, foram detetados dois casos, incluindo uma morte, nos Estados Unidos e outro no Camboja, que resultou também num óbito.

Quase todos estes casos em humanos estão associados a gado ou a aves infetadas, referiu ainda Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao realçar que o H5N1 é de “particular preocupação”, uma vez que, desde o primeiro caso humano reportado em 2003, “matou quase metade daqueles que atingiu”.

“Toda a transmissão de um animal para outro ou para um humano é uma oportunidade para o vírus mutar ou se misturar com outros vírus”, salientou.

Tedros Adhanom Ghebreyesus apelou aos países para reforçarem a biossegurança nas explorações agrícolas, através de testes e vigilância e do fornecimento de equipamento de proteção aos trabalhadores em risco, assim como para partilharem os resultados da análise e sequenciação do genoma.

Na semana passada, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) anunciou que tinha sido detetada gripe das aves numa exploração de galinhas poedeiras em Sintra, tendo sido aplicadas as medidas de controlo, que incluíram a inspeção do local onde a doença foi detetada, o abate dos animais infetados e a limpeza das instalações.

As aves de capoeira e em cativeiro, localizadas em Portugal continental, devem permanecer confinadas nos respetivos alojamentos devido à gripe aviária, evitando o contacto com aves selvagens, indicou na quarta-feira a DGAV.

A direção-geral insistiu que os operadores devem comunicar, de imediato, qualquer suspeita de doença dos seus animais, sublinhando que a detenção precoce dos focos é essencial para a implementação das medidas de controlo.

No mesmo dia em que foi confirmado o caso em Sintra, a Direção-Geral da Saúde (DGS) esclareceu que, até à data, não tinham sido identificadas pessoas com sintomas ou sinais sugestivos de infeção por este vírus (H5N1).

A transmissão do vírus para humanos acontece raramente, tendo sido reportados casos esporádicos em todo o mundo. Contudo, quando ocorre, a infeção pode levar a um quadro clínico grave.

A transmissão ocorre, sobretudo, através do contacto com animais infetados ou com tecidos, penas, excrementos ou inalação de vírus por contacto com animais infetados ou ambientes contaminados.

Autoridades alertam para vento e ondulação fortes nos Açores a partir de sábado

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Imagem ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional alertaram esta quinta-feira para um agravamento do tempo nos Açores, a partir de sábado, com ondas que poderão atingir uma altura máxima de 22 metros e ventos com rajadas até 152 quilómetros/hora.

Em comunicado, as autoridades explicam que a previsão aponta para “um agravamento considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima no arquipélago” entre as 06:00 de sábado (07:00 em Lisboa) e as 24:00 de terça-feira.

A agitação marítima será caracterizada por “uma ondulação proveniente do quadrante oeste-noroeste, com uma altura significativa que poderá atingir os 10 metros e uma altura máxima de 22 metros, com um período médio a variar entre os 12 e os 14 segundos”.

São ainda esperados “ventos provenientes do quadrante oeste-noroeste, com uma intensidade média de 84 km/h [quilómetros/hora] e com rajadas até 152 km/h”.

A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha recomendam à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar para regressar ao porto de abrigo mais próximo e adotar medidas de precaução, como o reforço da amarração e a vigilância das embarcações atracadas e fundeadas.

Aconselham igualmente “um estado de vigilância permanente” e o acompanhamento da evolução da situação, através dos avisos à navegação e da previsão meteorológica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), bem como de outras informações disponibilizadas pelas capitanias dos portos, “evitando sair para o mar até que as condições melhorem”.

À população desaconselha-se a prática de passeios junto à orla costeira e nas praias e de outras atividades em zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação.

A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional pedem uma atitude vigilante em caso de “absoluta necessidade” de deslocação até à orla costeira, já que nestas condições “o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras”.

Novos Tempos: A ecologia integral

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Há 800 anos, o pobre de Assis que ficou conhecido como São Francisco, compôs o Cântico das Criaturas, um hino em que plasmou a sua teologia e cosmovisão. Tudo e todos são criaturas de Deus, são «irmãos», porque filhos do mesmo Pai, devendo manifestar-se na harmonia e num espírito de fraternidade.

Este texto deu ao mundo muitas coisas, entre as quais a padronização de uma forma escrita do italiano antigo, mas também uma fonte de inspiração para uma verdadeira «ecologia integral». O próprio cardeal Bergoglio, ao ser eleito Papa, em 2013, tomou o nome de Francisco porque se inspirou em São Francisco de Assis e do século XII-XIII trouxe para o século XXI a sua forma simples e desprendida de viver no mundo, respeitando todas as criaturas de Deus, desde o ser mais simples da natureza até ao complexo ser humano, imagem do próprio Deus. Quis que fosse a marca do seu pontificado.

Em 2015, o Papa Francisco intitulou um dos seus primeiros documentos, com as primeiras palavras do Cântico das Criaturas, chamando à sua encíclica sobre o cuidado da Casa Comum – «Laudato si», «Louvado sejas…». Foi a primeira vez que uma encíclica papal foi intitulada numa língua que não o latim.

O cuidado com a Casa Comum, o planeta Terra, é um dever de todos os cristãos e de toda a humanidade. Não temos outro espaço onde viver e fazer prosperar a nossa civilização. Mas este dever tem de ser realizado através de uma ecologia integral, que abarca e integra tudo e todos, não apenas os animais ou as plantas, mas também todos os seres humanos.

Defender uma ecologia integral é afirmar que todos os seres têm o seu espaço e o seu lugar na Casa Comum e não apenas os seres humanos que podem destruir os recursos naturais e a flora ou a fauna sem terem em conta o equilíbrio dos ecossistemas e o amanhã. Mas também não defende o animalismo ou síndrome do Noé, defendendo que o Homem está a mais no planeta ou colocando os animais no lugar das pessoas, dando-lhes cuidados e atenções próprias dos seres humanos.

Há que haver um equilíbrio entre a Humanidade e a Natureza. O Homem faz parte da Natureza e através da sua racionalidade deve usar os recursos para o bem de todos os seres humanos.

É imperiosa uma justa distribuição dos recursos e a preservação da nossa casa comum, alicerçada numa economia justa e não predatória da Natureza e do homem pelo homem.

Como seria belo viver num «oikós», casa em grego, onde todos têm o suficiente e nada nem ninguém é destruído para prazer ou necessidade do outro. É no étimo «oikós» que palavras como economia, ecologia, ecumenismo, têm a sua origem.

A casa é só uma. Temos de viver juntos, cada ser no seu lugar do ecossistema, procurando ter uma atitude de simplicidade, como Francisco de Assis há 800 anos, em 1225, e poder cantar a beleza da Criação e do Criador. Façamos deste sonho a nossa realidade.

Sérgio Carvalho

Câmara de Coimbra cria plano anual para assegurar cidade mais limpa e cuidada

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Município de Coimbra | foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Câmara de Coimbra criou um plano anual de limpeza com quatro zonas de intervenção, englobando cerca de 50 quilómetros lineares de vias públicas, para assegurar uma cidade mais limpa e cuidada.

A Câmara de Coimbra vai avançar já neste ano com um novo plano de limpeza organizado em quatro zonas, a ser implementado de forma rotativa pela cidade, revelou hoje o município, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Segundo a autarquia, este plano foi desenvolvido pelo Departamento de Ambiente e Sustentabilidade, e surge para corresponder aos anseios dos munícipes e para manter a cidade mais limpa e cuidada.

No atual mandato, a oposição tem criticado a falta de limpeza das ruas e espaços públicos da cidade.

O documento, que poderá ser atualizado e adaptado, define quatro zonas de intervenção, que correspondem a cerca de 50 quilómetros lineares de vias públicas.

A zona 1 irá de Celas até à Conchada; a zona 2 engloba Solum, Calhabé e Estrada da Beira, estendendo-se até à rua Miguel Torga e avenida Elísio de Moura; a zona 3 inclui o Bairro Norton de Matos, incorporando a avenida Fernando Namora; e a zona 4 o Vale das Flores.

A Baixa e Alta da cidade não estão integradas no plano, já que grande parte da limpeza das ruas destas zonas é assegurada pela SUMA e pelos serviços da União de Freguesias de Coimbra.

Todos os meses, as equipas de limpeza da Câmara irão passar por pelo menos duas zonas de intervenção.

“Desta forma, a Câmara de Coimbra procura corresponder aos anseios justificados dos munícipes, no sentido de manter a cidade mais limpa, mantendo-se as medidas de fiscalização de modo a sancionar comportamentos poucos cívicos de deposição de lixo de forma abusiva e sem regras”, afirmou o município, que apela ainda aos cidadãos para colocarem o lixo nos contentores adequados.

Qualquer interessado em saber de quem é a responsabilidade de limpar determinada rua, pode consultar a página da Câmara de Coimbra com um visualizador dedicado à limpeza de vias e espaços públicos (www.cm-coimbra.pt/areas/viver/urbanismo/sig-municipal), implementado em 2022.

José Manuel Moura é o novo presidente da Proteção Civil

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O antigo comandante nacional da proteção civil José Manuel Moura é o novo presidente da Autoridade Nacional de Emergência Proteção Civil e vai tomar posse na quinta-feira, disse hoje à Lusa fonte oficial do Ministério da Administração Interna.

José Manuel Moura vai substituir Duarte Costa que estava no cargo desde 2020.

Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), a cerimónia de tomada de posse do novo presidente da Autoridade Nacional de Emergência Proteção Civil (ANEPC), que será presidida pelo primeiro-ministro, Luis Montenegro, realiza-se na quinta-feira, às 14:30, no ministério tutelado por Margarida Blasco.

José Manuel Moura, perito internacional certificado pelo Mecanismo Europeu de Proteção Civil e pelas Nações Unidas, foi comandante operacional nacional de operações de socorro da ANEPC entre 2012 e 2017, tendo também participado na comissão técnica independente criada pela Assembleia da República para analisar os incêndios de 2017.

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