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Sábado, Julho 11, 2026
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Arouca recupera de 0-2 e empata estreia de Luís Freire pelo Vitória SC

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Foto: Cristina Mendes / Notícias Em Direto

O Vitória SC que estreou Luís Freire como terceiro treinador da época, somou hoje a quinta igualdade consecutiva, ao empatar 2-2 na receção ao Arouca, na 18.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Michel, aos 20 minutos, e Nuno Santos, aos 40, deram dois tentos de vantagem aos anfitriões, que vinham de cinco jogos sem ganhar, três com Rui Borges e dois com Daniel Sousa, com resposta de Tiago Esgaio, aos 56, e Chico Lamba, aos 72.

Os minhotos, que só ganharam dois dos últimos 13 jogos, passaram a somar 26 pontos e podem perder o sexto lugar para o Casa Pia (joga na segunda-feira no Bessa), enquanto o Arouca conta agora 16, subindo, provisoriamente, ao 14.º posto.

Alverca volta às Vitórias e derrota FC Porto B

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Na 18ª jornada da Liga Portugal 2, o Alverca regressou às vitórias ao bater o FC Porto B por 2-0 no Complexo Desportivo de Alverca.

A primeira parte mostrou ambas as equipas a procurarem o golo. Apesar da vontade de marcar, faltou incisão na última fase das jogadas, deixando o marcador em branco até ao intervalo.

Logo no início da segunda parte, o FC Porto B conseguiu colocar a bola na baliza adversária por parte de Anha Candé. Contudo, o lance foi anulado por fora de jogo, frustrando as intenções dos visitantes de ganharem vantagem.

A partida ganhou intensidade, mas Gonçalo Ribeiro,guarda-redes do FC Porto B, mostrou-se inspirado, realizando várias defesas decisivas que impediram o Alverca de inaugurar o marcador. Contudo, ao minuto 70, a resistência dos dragões foi quebrada. Eduardo Ageu aproveitou uma boa jogada da equipa da casa e finalizou com precisão para fazer o 1-0. Infelizmente, o jogador teve de ser retirado de campo de logo após o golo, devido a uma lesão.

Nos minutos finais, o FC Porto B intensificou os seus esforços em busca do empate, mas foi o Alverca quem aproveitou. No último minuto da partida, Wilson Eduardo sentenciou o jogo ao marcar o 2-0 num contra-ataque bem conduzido pela equipa da casa.

Com esta vitória, o Alverca soma agora 28 pontos e sobe para a 6ª posição da tabela classificativa, consolidando o seu bom momento na competição. Já o FC Porto B continua na zona de despromoção e soma o 10º jogo consecutivo sem vencer fora de casa, mantendo os 13 pontos.

Davide Puglisi (foto e texto)

Acidente em teleférico em Espanha provoca pelo menos 17 feridos graves

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Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas com gravidade num acidente ocorrido hoje num teleférico da estância de esqui de Astún, segundo um balanço provisório das autoridades de Aragão.

Segundo a informação veiculada pela agência Europapress, nove dos feridos estão em estado “muito grave”.

O alerta foi dado cerca do meio-dia local (11:00 em Portugal), tendo sido enviados para a zona meios aéreos do Governo de Aragão – dois helicópteros médicos – e da Comunidade Autónoma de Navarra – um avião médico e outro helicóptero de salvamento -, bem como meios dos bombeiros, entre os quais mais de uma dezena de ambulâncias, além de um grupo de psicólogos.

Os hospitais da zona estão em alerta para a chegada dos feridos.

O ferido mais grave é uma mulher que está a ser transferida de helicóptero para o Hospital Miguel Servet, em Saragoça.

Parlamento aprova Estatuto da Pessoa Idosa

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O Estatuto da Pessoa Idosa foi aprovado esta sexta-feira, no parlamento, com os votos contra do Partido Comunista e a abstenção do Bloco de Esquerda, tendo sido também aprovadas outras propostas no mesmo âmbito.

A proposta de lei do Governo, que havia sido aprovada em Conselho de Ministros em outubro de 2024, teve os votos favoráveis do PS, PSD, CDS, Chega, Iniciativa Liberal, Livre e da deputada única do PAN.

Segundo a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que apresentou o documento no parlamento, o objetivo é reunir num mesmo instrumento jurídico um conjunto de direitos já vigentes, ao mesmo tempo que cria políticas públicas que promovem um envelhecimento ativo e valorizado por toda a sociedade.

Pelo PS, a deputada Ana Sofia Antunes apresentou o projeto de lei do partido, que estabelece o regime de apoio à autonomia, saúde e segurança das pessoas idosas, e acabou rejeitado com os votos contra do PSD, CDS e Chega, para dizer que incluía medidas concretas com efeito efetivo na vida das pessoas idosas.

Defendeu que não é por se incluir “um conjunto de direitos num documento ‘had hoc’” que as pessoas idosas passam a ter esses direitos, porque “as pessoas já os tinham” e o que elas precisam é de medidas concretas como aquelas que o PS propôs.

Já o deputado do Livre Rui Tavares acusou o Governo de ter roubado uma iniciativa de 2023, quando o partido propôs a criação da Carta dos Direitos da Cidadania Sénior, que o PSD votou a favor na altura, e “devolvê-la com muito menos direitos do que antes tinha”.

Por outro lado, o deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro criticou que o Governo não tivesse ouvido as associações representativas das pessoas idosas antes de finalizar o documento.

Em resposta, a ministra congratulou-se com o facto de o tema e a sua importância serem consensuais, mas salientou haver uma discordância quanto à metodologia a adotar na resolução dos problemas.

Ao deputado Rui Tavares respondeu que a Carta dos Direitos da Cidadania Sénior “não teve consequência” e que o Governo está a trabalhar para “fazer o que não foi feito”, aproveitando para dizer, dirigindo-se à deputada socialista Ana Sofia Antunes, que os direitos das pessoas idosas existiam, mas não de forma integrada.

Já ao deputado José Soeiro disse que as associações foram ouvidas várias vezes e que o título do documento foi sugerido por uma delas.

Acrescentou que o documento do Governo inclui a maioria das recomendações feitas pelo partido Chega sobre a matéria e que o Executivo irá dar “passos mais rápidos do que o anterior”.

Além da proposta de lei do Governo, foram aprovados os projetos de resolução do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) pela aprovação de uma Estratégia Europeia Para as Pessoas Idosas, do CDS-PP pela criação de uma Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo, do BE por um Plano de desinstitucionalização das pessoas idosas, do Livre pela adoção de uma convenção internacional sobre os direitos das pessoas mais velhas e do Chega por condições de vida física e emocionais mais dignas.

Todos estes projetos de lei irão agora ser discutidos nas respetivas comissões parlamentares.

Diretor executivo do SNS pede demissão imediata do cargo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, António Gandra D’Almeida, pediu hoje a demissão imediata das suas funções.

“Embora entenda que não cometi qualquer ilegalidade ou irregularidade, para defesa do SNS e, com não menos importância, para proteção da minha Família e do futuro que queremos seja de dignidade, pedi, hoje mesmo, a Sua Excelência a Ministra da Saúde, que me dispense de imediato do exercício das minhas atuais funções”, pode ler-se numa nota.

Iémen: Quase 20 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária

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A crise humanitária está a agravar-se no Iémen, onde pelo menos 19,5 milhões de pessoas vão precisar ajuda este ano, indicou a Organização das Nações Unidas (ONU), que manifestou preocupação com as crianças subnutridas.

“O povo do Iémen continua a enfrentar uma grave crise humanitária e de proteção civil”, disse a subsecretária-geral interina da ONU para os Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em Inglês), Joyce Msuya, ao Conselho de Segurança.

Observou ainda que, segundo as estimativas do apelo humanitário de 2025, que será publicado “em breve”, “a crise está a agravar-se”.

“Pelo menos 19,5 milhões de pessoas no Iémen vão precisar de assistência humanitária e proteção este ano, mais 1,3 milhões do que em 2024”, salientou.

A responsável da ONU acrescentou que “quase metade” da população do país, ou seja, mais de 17 milhões de pessoas, “não consegue satisfazer as suas necessidades alimentares básicas”, manifestando preocupação pelos “mais marginalizados”, como as mulheres e as raparigas ou os 4,8 milhões de deslocados.

Entre os que correm maior risco, “quase metade das crianças com menos de cinco anos sofrem de atraso grave de crescimento devido à subnutrição”, insistiu.

O nível “terrível” do surto de cólera também aumentou a carga sobre um sistema de saúde já “severamente sobrecarregado”.

O enviado especial da ONU para o Iémen, Hans Grundberg, regressado da capital Sanaa, controlada pelos rebeldes Huthi, enfatizou a “necessidade imediata de redução da tensão e de um compromisso genuíno com a paz”.

“A necessidade de abordar a crise no Iémen é ainda mais urgente, porque a estabilidade regional exige, em parte, alcançar a paz no Iémen”, referiu.

Os Huthis estão envolvidos numa guerra civil com o Governo internacionalmente reconhecido do Iémen, apoiado por uma coligação liderada pela Arábia Saudita, desde 2014, quando assumiram o controlo da capital, Sanaa, e da maior parte do norte do país.

A guerra no Iémen já matou mais de 150.000 pessoas, entre combatentes e civis, e criou uma das piores catástrofes humanitárias do mundo.

Cerca 15 % dos atendimentos diários para imigrantes ficam por preencher

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Cerca de 15 por cento dos seis mil atendimentos diários dos serviços da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) não se realizam por falta dos requerentes, limitando a resposta do sistema, disse o presidente da instituição.

Num debate subordinado ao tema “Novas migrações e atração de talento”, Pedro Portugal Gaspar explicou que os serviços da AIMA e da estrutura de missão para regularizar os 400 mil processos pendentes de imigrantes, em conjunto com autarquias e outros parceiros, permitiu passar de “mil atendimentos por dia para seis mil em termos de resposta aos utentes”.

Contudo, esse esforço tem uma “taxa de ausência e de não comparência dos requerentes na ordem dos 15 a 16%”, explicou o dirigente, admitindo que estas situações desgastam o serviço.

Estas ausências devem-se ao facto de muitos dos requerentes terem mudado de residência, não terem os dados atualizados ou “já não estarem cá em Portugal”, explicou Pedro Portugal Gaspar no debate organizado pela Plataforma Portugal Agora.

A ausência de resposta dos serviços administrativos durante anos levou a que muitos desistissem dos seus pedidos de autorização de residência e verificam-se também atrasos na recolha dos documentos já emitidos.

“Temos um conjunto muito grande de autorizações que são concedidas e que não são levantadas pelos requerentes”, afirmou o presidente da AIMA.

Na conferência, o presidente da AIMA admitiu a necessidade de “casar melhor a procura e a oferta” de imigrantes, com maior articulação com os setores económicos.

“A captação de talentos não é só procurar doutorados”, mas pessoas que respondam às necessidades das empresas.

Presente no debate, o CEO do Grupo Pestana, José Theotónio, criticou a excessiva burocracia e lamentou que todas as empresas empregadoras de imigrantes sejam tratadas por igual pela administração pública.

No caso do seu grupo, os apoios à integração dos imigrantes já existiam antes de serem exigidos pelo Estado e os salários são competitivos para assegurar a permanência destes funcionários.

“O grande problema português é a burocracia” e o “Estado acredita muito pouco nas empresas”, afirmou.

No seu entender, “deveria haver uma certificação das empresas que já trabalham bem” com os imigrantes, uma espécie de “via rápida” administrativa para a sua regularização laboral.

Em vez disso, o país permitiu um “acumular de situações” pendentes que dificultam a resolução do problema da imigração em Portugal.

Até porque, salientou, “foi esse acumular de situações que levou a que as pessoas fossem exploradas”.

Na conferência, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, recordou a política migratória do atual governo, que quer “provar que há um caminho moderado que funciona” e que mantém as sociedades “coesas, prosperas e decentes”.

Segundo o governante, “Portugal teve uma transformação demográfica nos últimos cincos anos que não tem paralelo em nenhum país europeu e não tem nenhum paralelo na história demográfica portuguesa”.

Este aumento de imigrantes trouxe também outro “perfil de pessoas”, que são mais estranhas à cultura portuguesa, salientou o ministro, dando o exemplo daquilo que designou como “economia do cuidado” como aquele que é mais dependente destes novos trabalhadores.

“Subscrevo todos aqueles que dizem que Portugal precisa de imigrantes” e “recuso qualquer discurso extremista” sobre a sua vinda, afirmou o governante.

Contudo “a novidade deste aumento é que uma parte muito significativa é de nacionalidades, origens, culturas e religiões que não tínhamos em Portugal” e “não estávamos habituados a integrar” um volume tão grande de pessoas.

Perante este aumento, “há duas políticas possíveis”, uma de “assobiar para o lado” e de “portas escancaradas e da integração completamente falhada” e outra que é de “fechar as portas todas” e “remigrar muitos dos que cá estão”.

“Estas duas visões existem em Portugal e, tirando os partidos que apoiam governo, são aquelas que existem no parlamento”, afirmou o governante, considerando que as “duas posições são desrespeitadores dos portugueses e dos imigrantes”.

E deu o sistema educativo como um exemplo desse falhanço do Estado: “Em 2019, tínhamos 55 mil alunos estrangeiros e agora temos matriculados 155 mil”, mas as “escolas não estavam, grosso modo, preparadas” para essa procura.

Quanto aos cidadãos oriundos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), ainda falta concretizar a transformação da atual autorização num documento Schengen, com validade europeia.

“O parlamento atrasou-nos e estamos em vias de concretizar a política de entradas de preferência para os cidadãos da CPLP”, prometeu.

Atividade de gripe passa de tendência crescente a estável

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A atividade de gripe em Portugal passou de uma tendência crescente para estável, mas verifica-se um aumento de casos de infeção provocados pelo vírus influenza A, anunciou o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

O boletim do INSA sobre a vigilância epidemiológica dos vírus respiratórios, relativo à semana entre 06 e 12 de janeiro, indica ainda que a mortalidade por todas causas está acima do esperado a nível nacional no grupo etário dos idosos com 75 e mais anos e nas mulheres.

Em relação à semana anterior, período em que o INSA apontava para uma tendência crescente, os últimos dados indicam agora que Portugal mantém uma atividade gripal epidémica, mas agora com tendência estável.

“Na época 2024/2025, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (hospitais) notificaram 53.318 casos de infeção respiratória e foram identificados 6.128 casos de gripe”, refere o boletim.

De acordo com o INSA, na segunda semana do ano, foram reportados nove casos de gripe pelas 19 unidades de cuidados intensivos que enviaram informação, tendo sido identificado o vírus influenza A em cinco casos.

Desse total de casos reportados nesta semana, sete apresentavam doença crónica e oito tinham recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, mas apenas dois estavam vacinados.

Nesta semana, a proporção de casos de gripe em unidades de cuidados intensivos foi de 4,9%, diminuindo face à semana anterior (6,7%).

Desde o início desta época, foram atmbém reportados 255 casos de internamento por infeção pelo vírus sincicial respiratório em crianças menores de 24 meses na rede de vigilância sentinela e regista-se, atualmente, uma tendência estável das hospitalizações.

Em Portugal, o Programa Nacional de Vigilância é composto pela Rede de Médicos-Sentinela (médicos de família), pelos serviços de urgência de obstetrícia, pela Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico do Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios e pelas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

Habitualmente, este programa tem início no princípio de outubro, terminando em maio do ano seguinte, e integra as componentes de vigilância clínica e laboratorial.

O surgimento de infeções respiratórias na época de inverno, como é o caso da gripe, leva a um aumento da pressão sobre os cuidados de saúde primários e hospitalares, o que tem obrigado alguns hospitais a ativarem os seus planos de contingência para responder à crescente procura.

Como medida preventiva, as autoridades têm insistido na vacinação sazonal, que arrancou em 20 de setembro e que já permitiu vacinar mais de 2,3 milhões de pessoas contra a gripe e cerca de 1,5 milhões com a dose de reforço contra a covid-19.

Ucrânia: NATO indica que um terço de 11 mil soldados norte-coreanos estão mortos ou feridos

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O presidente do Comité Militar da NATO, o almirante Rob Bauer, indicou que um terço dos soldados norte-coreanos que combatem ao lado da Rússia contra as forças ucranianas estão mortos ou feridos.

“Sabemos que cerca de 11.000 soldados estão na região de Kursk, utilizados pelos russos. O que sabemos agora, e que os ucranianos também sabem, é que um terço deles estão feridos ou mortos”, declarou Bauer em conferência de imprensa, após uma reunião de chefes do Estado-maior dos países da Aliança Atlântica.

O almirante neerlandês sublinhou que estas tropas enviadas por Pyongyang “não são utilizadas de forma muito eficaz”, porque “há um problema de linguagem com os russos, pelo que a coordenação entre os russos e os norte-coreanos não é realmente possível”.

Bauer referiu ainda que os norte-coreanos “não são necessariamente usados como escudo”, mas também não são utilizados de forma muito favorável no campo de batalha, pelo que “muitos deles morrerão, e é assim que acontece”.

Referindo-se aos militares da Coreia do Norte capturados pelos ucranianos, disse apenas que “foram interrogados, pelo que fornecerão informações”.

“Continua a ser surpreendente que um dos países mais isolados do mundo, a Coreia do Norte, seja agora, de repente, um interveniente”, considerou Bauer, acrescentando ser também “fascinante que a China esteja basicamente a permitir que isto aconteça”.

O presidente do Comité Militar da Aliança afirmou que foi transmitida à China a mensagem de que “não pode ter as duas coisas” ao mesmo tempo.

“Ou seja, não se pode dizer que se quer ser nosso amigo e negociar com os europeus e os americanos e, ao mesmo tempo, alimentar a guerra na Europa”, afirmou, reconhecendo que “não é totalmente claro” até onde vai a relação entre Moscovo e Pequim, mas as suas implicações a longo prazo “são, naturalmente, uma grande preocupação”.

Bauer recordou que, de acordo com os números da NATO, 700 mil soldados russos foram feridos ou mortos em quase três anos desde a invasão da Ucrânia, “um número enorme”.

O responsável militar salientou, em todo o caso, que a situação é “difícil para ambos os lados”, frisando que a Ucrânia “não está a colapsar na frente”, mantendo posições na região fronteiriça russa de Kursk, enquanto “os russos, basicamente, não alcançaram qualquer dos seus objetivos”.

Por seu lado, o comandante supremo Aliado para a Europa, o general Christopher G. Cavoli, afirmou que “o apoio da NATO à Ucrânia é duradouro” por várias razões, a começar pela intenção política dos aliados e porque foram criadas estruturas para tal.

“Temos infraestruturas. Temos pessoas designadas. E a SATU é uma sede importante. A NATO já assumiu a responsabilidade de defender os nós logísticos que permitem o fornecimento de armas à Ucrânia”, comentou, referindo-se ao comando que a Aliança assumiu a partir de uma base na Alemanha para coordenar a entrega de material e treino militar às forças de Kiev.

Relativamente à nova atividade da NATO denominada “Baltic Sentry” para proteger infraestruturas submarinas críticas no Mar Báltico com navios, aeronaves e outros meios, após as recentes suspeitas de ações de sabotagem atribuídas à chamada frota de “navios fantasma russos”, Cavoli observou que, “de muitas maneiras”, ilustra os desafios de defender instalações vitais.

O general norte-americano, que vai comandar o “Baltic Sentinel”, apontou que existem “complicações jurisdicionais” a nível nacional em relação a estas infraestruturas.

“Existe uma mistura complicada de autoridades pertencentes aos ministérios do Interior, guarda costeira, polícia, organizações internacionais, organizações comerciais e, em cada caso, trabalhamos muito cuidadosamente com a autoridade relevante para partilhar informações e dar uma compreensão do que está a acontecer no mar”, explicou.

Portugal pratica pesca de fundo em zonas vulneráveis proibidas

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A pesca de fundo em áreas com ecossistemas marinhos vulneráveis diminuiu 81% na União Europeia nos últimos dois anos mas ainda há casos de pesca nessas áreas encerradas, nomeadamente em Portugal, indica um estudo divulgado.

Em Portugal, segundo o estudo, há registo de 500 horas de pesca de fundo em zona proibida ao largo de Sines por três embarcações nacionais, entre novembro de 2022 e outubro de 2023.

Em toda a União Europeia, nesse período, foram verificadas 3.500 horas de pesca de fundo em ecossistemas vulneráveis e encerrados a todos os tipos de pesca de fundo.

Os números referem-se à pesca em 87 áreas europeias proibidas e que ficam entre os 400 e os 800 metros de profundidade.

Mas o documento também divulga dados sobre a pesca de fundo abaixo dos 800 metros: das cerca de 19.180 horas de pesca de arrasto de fundo abaixo dos 800 metros, num período de dois anos, os arrastões portugueses “parecem ser” responsáveis por 15.810 horas dessa pesca.

Os autores do estudo, publicado na revista científica “Science Advances” e divulgado pela organização não-governamental Sciaena, de promoção de um ambiente marinho saudável, dizem que Portugal é, a nível europeu, “um dos principais intervenientes nas pescarias de profundidade na ecorregião Ibérica” e tem “cumprido parcialmente com os encerramentos de 2022”.

O documento citado pela Sciaena “evidencia preocupações” em relação a três embarcações portuguesas de arrasto que podem estar a operar em áreas encerradas e onde se sabe existirem ecossistemas marinhos vulneráveis.

Em novembro de 2022 a Comissão Europeia, para proteger ecossistemas marinhos vulneráveis, encerrou 87 áreas (entre os 400 e os 800 metros de profundidade) à pesca de contacto com o fundo.

O artigo científico realça que a pesca de arrasto que ocorreu ao largo da região de Sines aconteceu “numa das áreas encerradas”, chamada de “polígono 13”.

Apesar do avanço que foi a proibição da Comissão Europeia na mitigação de práticas de pesca destrutivas, no seguimento do regulamento sobre o acesso ao mar profundo, ainda há embarcações que podem estar em incumprimento, “colocando em risco” ecossistemas marinhos vulneráveis, nota o comunicado da Sciaena.

“Embora, de forma geral, os Estados-membros estejam a cumprir com o encerramento à pesca de profundidade nestas áreas, Portugal não tem sido dos que mais abertamente tem apoiado este processo”, diz, citada no comunicado, Catarina Abril, técnica de Pescas e Clima da Sciaena.

Em declarações à Lusa, a responsável lembrou que a pesca com contacto direto com o fundo do mar pode ser através de armadilhas, palangre ou arrastões e recordou que estes são pouco seletivos no que pescam, sendo por isso uma das formas mais prejudiciais para ambientes vulneráveis.

Catarina Abril mostrou-se preocupada com a pesca entre os 400 e os 800 metros de profundidade, recordando que o regulamento da União Europeia sobre o acesso ao mar profundo, que proíbe o arrasto, também permite esse arrasto de fundo abaixo dos 800 metros se as embarcações estiverem a capturar espécies de profundidade que não estão na lista das espécies proibidas.

Mas quer Catarina Abril quer os autores do estudo argumentam que elevados volumes de pesca de arrasto abaixo dos 800 metros representam uma ameaça significativa para os ecossistemas marinhos frágeis.

Dado o impacto que o arrasto de fundo tem sobre ecossistemas frágeis, Lissette Victorero, co-autora do estudo, diz citada no comunicado que o arrasto não devia acontecer a estas profundidades sem dados adicionais sobre a distribuição dos ecossistemas frágeis e sobre as espécies-alvo das embarcações.

“A Sciaena reforça este apelo, sublinhando a necessidade de melhorar a recolha de dados científicos, particularmente sobre a presença de habitats e espécies indicadoras de ecossistemas marinhos vulneráveis”, diz-se no comunicado.

A organização ambiental refere que a análise agora publicada abrange essencialmente embarcações com mais de 15 metros de comprimento.

Para garantir que as embarcações com menos de 15 metros não estão a pescar nas áreas encerradas, a Sciaena defende que se equipem todas as embarcações que pescam nas proximidades das áreas encerradas com Sistemas de Monitorização de Embarcações (em inglês VMS). E apela ao Governo para apoiar a instalação dos equipamentos.

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